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O País – A verdade como notícia

O Camões – Centro Cultural Português em Maputo promove um curso de escrita criativa intitulado “Escrever para crianças”, dinamizado pelo poeta e escritor Calane da Silva. No curso, pretende-se trabalhar ideias, dando-as forma através de palavras e frases, com leitura, análises de contos para crianças e fazer exercícios práticos, explorando a escrita destinada aos mais novos.

Os principais objectivos do curso são: trabalhar ideias e desenvolvê-las num texto para os mais novos; ensinar a estruturar uma narrativa para crianças; e aprofundar o gosto pela escrita e pela leitura de histórias para crianças.

As sessões que integram o curso irão realizar-se nos dias 8,15, 22 e 29 de Novembro, sextas feiras, entre as 10h00 e as 12h00 no espaço do Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

“Dado que as inscrições são limitadas (15), e de forma a potenciar os seus resultados, a organização do Curso selecionará os candidatos a partir da apresentação dos seguintes requisitos e da qualidade do texto manuscrito apresentado: 12ª classe ou equivalente; currículo abreviado; texto (manuscrito), de uma página A4, em que o candidato apresente a motivação para se inscrever no curso. As candidaturas deverão ser entregues entre 28 de outubro e 4 de novembro de 2019, na Biblioteca do Camões – Centro Cultural Português em Maputo”, avança a organização.
 

 

 

Esta sexta-feira, quando forem 18 horas, na Associação dos Músicos Moçambicanos, na cidade de Maputo, Ras Soto vai apresentar o seu CD (mixtape) “Dancehall Time”.

A apresentação vai acontecer num concerto de música reggae a contar com participação do colectivo Nyabingh Drums, Zion Vibration Legalize, Fausto Banze, Roots, Dj Black Kid e com animação do humorista Rico.

Soto é um autor versátil, cantor e compositor. Com 17 anos de carreira e mais de 100 músicas gravadas, já fez diversas parcerias com músicos da Jamaica, Brasil, Ilhas Comores, Ilhas Reunião e África do Sul. As suas composições enquadram-se no estilo reggae, dub roots, classic, dance hall, e ragga muffln.

Próximo mês, Ras Soto vai fazer o lançamento do “Dancehall Time” no Brasil, onde também está programado um intercâmbio artístico com diversas participações em shows com músicos e Djs brasileiros.

Ora, o artista está agora empenhado na finalização do seu primeiro álbum intitulado “Breaking The Chain” que será lançamento em 2020.

Nas suas músicas, Soto reflecte a sua identidade e carácter. Procura trazer mensagens para mudança social. O artista sempre acreditou no bem e no amor com as pessoas, tendo crescido a fazer trabalhos voluntários.

É activista social e acredita que “não existimos por acaso pois, cada um tem seu passado, fazer música não é para entreter pesssoas, mas sim contribuir para construir a consciência da comunidade”, afirma o músico, acrescentando: “o amor é a solução de todos os problemas que enfermam o universo. A minha luta é contribuir para melhorar a vida da humanidade, lutar pela união africana e do mundo em geral e fazer perceber que o problema de uns deve ser problema de todos”.

Ras Soto sempre acreditou que a música é um meio poderoso para sensibilizar as pessoas a construir um mundo melhor e encoraja os jovens a investirem nos seus sonhos, porque é a certeza da missão de levar sua arte até as pessoas para as inspirar e alegrá-las.

 

A editora Kuvaninga Cartão d’Arte participa pela segunda vez consecutiva na Feira Internacional do Livro de Maputo, que decorre de esta sexta-feira até domingo, no Jardim Tunduru.

A editora que produz livros com capa de cartão e material reciclado terá duas actividades: exposição dos livros anteriormente lançados no seu stand e a apresentação da obra “As três mulheres de Malunga”, da autoria de Ganhanguane Masseve. A apresentação em causa está programada para as 13h30, no Jardim Tunduru, neste primeiro dia da Feira do Livro de Maputo, que junta autores de Moçambique e do estrangeiro num intercâmbio que já dura há muitos anos.

A apresentação do livro lançado na primeira edição do Festival Literatas, na Matola, será feita por Elcídio Bila, com leitura encenada do declamador Negro.  

Nesta participação da Feira do Livro, a editora Kuvaninga reuniu alunos de escolas primárias dos cincos distritos urbanos da cidade de Maputo para uma oficina sobre a vida e obra de Eduardo Mondlane, numa actividade que pretende divulgar a dedicação do herói nacional na luta pela libertação de Moçambique. O livro resultante dessa actividade será apresentado no Tunduru, depois de as crianças finalizarem a produção do mesmo numa outra oficina, no caso, de pintura. Esta vai acontecer no espaço Fátima Langa e será orientada pelo artista plástico e co-fundador da editora: Joss.

 

Financiado pela GIZ Experts, o Createc 2.0, concurso voltado à indústria criativa e negócios digitais, já movimenta quase meia centena de jovens empreendedores entre criativos e especialistas em tecnologias de comunicação e informação. O projecto arrancou na última sexta-feira, dia 18 de Outubro, na Cidade de Maputo.
 
Durante três dias, incluindo sábado e domingo, mais de 40 jovens juntaram-se para a primeira capacitação do projecto. Designado Bootcamp e Hackaton, o treinamento foi facilitado pela Flow Group. Essencialmente, os empreendedores estiveram expostos a metodologia de design thinking, de forma a poderem desenvolver melhor suas Start-ups, tendo em conta a importância da atitude para se atingir o sucesso.
 
Para o líder da Flow, o importante para os empreendedores é focar-se no essencial e cada um olhar de forma mais pragmática o seu projecto e o impacto que isso pode gerar na sociedade.
 
Leonel Mendes, representante da Improriso, um dos nove projectos que fazem parte do Createc 2.0, disse que durante o Bootcamp foi muito crucial para desenvolver o seu projecto. Aliás, logo no primeiro dia, a visão do seu grupo mudou radicalmente. Mendes revelou-nos que para além de dar seguimento a sua proposta – um festival de comédia de língua portuguesa que pretendia envolver humoristas de Moçambique, Brasil, Angola e Portugal – preferiu tornar Improriso numa marca nacional. “Estamos a reposicionar a nossa proposta para algo mais realístico, tendo em conta as nossas condições e com o apoio que a Createc irá dar”, assumiu Mendes.
 
O Createc 2.0 recebeu também um projecto voltado à comunicação. Trata-se de uma empresa chamada Yu, do Duclésio Chico. Foram três dias de ouro para o jovem empreendedor. Duclésio, visivelmente satisfeito, disse ter aprendido um conjunto de conceitos prioritários para a sua actividade, nomeadamente, como ser criativo, como desenvolver uma ideia, como estar focado e ter escolhas mais assertivas.
 
A literatura no Createc 2.0 está representada pela Ethale Publishing, uma editora que está neste momento a desenvolver um aplicativo digital de leitura de livros de autores africanos em português, inglês e kiswahili.  
 
O famoso projecto Carapinha – salão de cabeleireiro que usa matéria prima local, produtos naturais e reaproveita utensílios da cozinha moçambicana – também está no Createc. O seu mentor, Cláudio Chipanga, vê esta oportunidade como uma janela para mostrar o seu trabalho a nível nacional e internacional.
 
Participaram ainda do Bootcamp projectos de música, dança e teatro. Nos dias 15 e 26 de Novembro, as equipas voltam a juntar-se para ensaios de métodos de apresentação dos seus projectos aos potenciais investidores. A gala de apresentação final terá lugar no dia 28 de Novembro, na Incubadora do Standard Bank e contará com a presença de empresários e investidores.

É já nesta amanhã, quinta-feira, que se anunciam, em Maputo, os sete vencedores dos Prémios Mozal de Artes e Cultura-2019. Os vencedores sairão dos 21 artistas nomeados nas categorias de Artes Plásticas, Cinema e Audiovisual, Dança, Fotografia, Música e Teatro. A edição deste ano tem como grande inovação a categoria de Design de Moda. Trata-se de uma iniciativa da Associação para o Desenvolvimento Cultural Kulungwana e Mozal.

 “O grupo de jurado de renomado prestígio na área das artes e cultura do país acompanhou o desempenho de vários artistas ao longo do ano. A escolha dos artistas não só deveu-se ao talento dos fazedores, assim como buscou respeitar algumas diversidades em determinadas categorias, de modo a fazer jus ao trabalho dos escolhidos”, segundo os responsáveis pela iniciativa.

Segundo soube o jornal O País, os Prémios Mozal Artes e Cultura são atribuídos aos jovens artistas moçambicanos que tenham sido protagonistas de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística do país, atendendo, nomeadamente, ao rigor e originalidade dos seus trabalhos, durante os doze meses que antecedem a premiação, ou na sequência duma actividade anterior.
Recordamos aqui os nomeados para cada uma das categorias:

ARTES PLÁSTICAS: Ventura Mulalene Zucula; Rodrigo Mabunda e Nelly Guambe.
CINEMA E AUDIOVISUAL: Orlando Mabasso; Natércia Chicane; José Augusto Nhantumbo.
FOTOGRAFIA: Yassmin Forte; Amilton Neves e Edilson Tomás.
DANÇA: Pak Ndjamena; Katia Manjate e Maria Tembe.
TEATRO: Sufaida Moiane; Melanie de Vales e Sérgio Mabombo.
MÚSICA: Deltino Guerreiro; Ubakka; Rodália Silvestre.
DESIGN E MODA: Nivaldo Thierry; Ricardina Adelino e Shazzia M. Adam.
 

O Createc 2.0, concurso voltado à indústria criativa e negócios digitais, já movimenta quase meia centena de jovens empreendedores entre criativos e especialistas em tecnologias de comunicação e informação. O projecto levado a cabo pelo Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA) e o Gabinete para o Fomento Económico Moçambique-Alemanha, em parceria com MOZDEVS e Standard Bank, arrancou na última sexta-feira, na Cidade de Maputo.

Mais de 40 jovens juntaram-se para a primeira capacitação do projecto. Designado Bootcamp e Hackaton, o treinamento foi facilitado pela Flow Group. Essencialmente, os empreendedores estiveram expostos a metodologia de design thinking, de forma a poderem desenvolver melhor suas Start-ups, tendo em conta a importância da atitude para se atingir o sucesso.

Para o representante da Improriso, Leonel Mendes, um dos nove projectos que fazem parte do Createc 2.0, o Bootcamp foi muito crucial para desenvolver o seu projecto. Aliás, logo no primeiro dia, a visão do seu grupo mudou radicalmente. Mendes revelou que além de dar seguimento à sua proposta – um festival de comédia de língua portuguesa que pretendia envolver humoristas de Moçambique, Brasil, Angola e Portugal – preferiu tornar Improriso numa marca nacional.

A literatura no Createc 2.0 está representada pela Ethale Publishing, uma editora que está neste momento a desenvolver um aplicativo digital de leitura de livros de autores africanos em português, inglês e kiswahili. “Acreditamos que podemos ter aqui, no Createc, parcerias estratégicas com os desenvolvedores das TICs e com outros empreendedores”, secundou Lisandro Jordão. 
Participaram ainda do Bootcamp projectos de música, dança e teatro. 

Nos dias 15 e 26 de Novembro, as equipas voltam a juntar-se para ensaios de métodos de apresentação dos seus projectos aos potenciais investidores. A gala de apresentação final acontece no dia 28 de Novembro, na Incubadora do Standard Bank.

 

"Green is the new black” é uma competição inovadora no mercado moçambicano com foco na implementação do conceito de moda sustentável nas práticas actuais. Esta iniciativa visa criar uma rede de moda sustentável no país, fornecendo apoio e orientação a estilistas nacionais e estabelecendo ligações no mercado da moda entre Moçambique e o Reino Unido.

Sobre a iniciativa, a Alta Comissária, NneNne IwujiEme, afirma que o Reino Unido é um grande parceiro do país. Por isso, “queremos compartilhar a nossa experiência em moda sustentável com os talentosos designers moçambicanos. A moda sempre foi uma paixão pessoal. Fico feliz agora que essa paixão também seja uma oportunidade para os jovens de Maputo e Beira criarem empregos através de sua arte. Mais importante ainda, arte sustentável”.

Acompanhados pelos seus mentores, os concorrentes de Maputo e da Beira serão seleccionados para participar na competição que se realizará na capital do país. Os candidatos irão participar de workshops, actividades de trabalho em grupo e exposição. Aos quatro finalistas serão oferecidos a oportunidade de visita a uma casa de moda sustentável em Inglaterra, onde serão realizadas actividades de intercâmbio sobre moda sustentável e sua aplicação.

“Com a ambição de implementar técnicas sustentáveis de produção de moda e noções de rastreamento completo dos materiais, esta competição irá elevar os padrões de qualidade, colocando a moda moçambicana na vanguarda”. São convidados a inscreverem-se neste concurso até o dia 29 deste mês jovens de Maputo e da Beira, que tenham entre 18 aos 35 anos, criativos, com prazer pelo desenho de moda, com conhecimento em costura ou modelagem e com ambição de expansão dos seus conhecimentos na área de moda sustentável.
 

Alambique é próximo grupo que irá actuar no Centro Cultural Franco-Moçambicano. O espectáculo esta marcado para Sala Grande, esta sexta-feira, às 20h30.

Alambique é uma banda musical moçambicana criada em 1984 por Hortêncio Langa e Arão Litsure. Estes dois músicos (que faziam parte de um trio acústico com João Cabaço) decidiram criar o agrupamento com o intuito de explorar novos ritmos e sonoridades, recorrendo a novas abordagens, fundindo melodias tradicionais da canção popular moçambicana com harmonias do jazz e da bossa nova.

A nota do CCFM lembra que “Alambique” impôs-se na arena musical nacional como uma banda de jazz-fusion moçambicana, realizando experiências notáveis com a composição de temas próprios e a harmonização "jazzística" e interpretação de temas da canção tradicional e da música popular urbana. Alambique foi um dos protagonistas das sessões de Jazz animadas por Ricardo Rangel, grande entusiasta do jazz, nas casas de pasto da capital, durante os anos 90 até à sua desintegração. Fizeram digressões pela Escandinávia, nomeadamente: Suécia, Noruega, Dinamarca (1987), Finlândia e também pelo Zimbabwe (1990).

Considerando a dinâmica do desenvolvimento do sector da cultura, em função do surgimento de novos músicos e instrumentistas com formação académica, ?Alambique? retorna aos palcos para prosseguir os objectivos musicais e artísticos numa perspectiva mais ousada, agregando uma secção de sopros e percussão, com a integração de músicos saídos da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane e um baixista de experiência comprovada.

Actualmente a banda integra os seguintes músicos: Hortêncio Langa (voz e guitarra), Arão Litsure (voz, guitarra e saxofone), Adérito Gomate (teclados), Armindo Salato (voz e baixo),  Almeida Ngoca (bateria), Alcídio Pires (Percussão), Sarmento (sax/alto), Arsénio Nhauando (trombone).
 

 

 

A Cooperativa Luana Semeia Sorrisos expõe de hoje a 26 deste mês, no auditório do BCI, em Maputo, objectos de arte feitos com base em garrafas e outro material reciclado. O valor das vendas será revertido para a sustentabilidade da instituição.

À entrada do auditório do BCI, em Maputo, o visitante olha atentamente para os lados, vê garrafas reaproveitadas, dadas vida, cor, forma e sorri…mas não são só garrafas recicladas. Há vários outros objectos tidos sem valor que com o toque e amor de mãe, transformaram-se em belíssimas obras de arte. Chama-se exposição Reinclusão da Cooperativa Luana Semeia Sorrisos que está patente desde hoje até dia 26 deste mês.  

Mais do que uma simples exposição, a iniciativa visa criar uma fonte de renda para as 40 mães de crianças com necessidades especiais. “Olhando para as mulheres que estão a trabalhar neste projecto, são mães de filhos com deficiência. São um segmento da sociedade que, diariamente, são marginalizadas, não têm emprego e acusadas por terem uma criança naquela condição”, contextualizou Benilde Mourana, directora da Cooperativa Luana Semeia Sorrisos, acrescentando que a ideia é dar uma componente económica às mulheres e “que a mesma vai, de certa forma, apoiar as crianças. Assim atingimos não só a mulher, mas também seus filhos”.   

As obras de arte foram resultado de muito trabalho mas mães artistas, mas tudo valeu a oena porque a ideia era mostrar ao mundo que o facto de terem filhos com deficiência não os torna menos mulheres.

“Eu me sinto lisonjeada porque muita gente está a gostar e podemos constatar que a nossa produção foi um sucesso. Trabalhamos muito para ter mais coisas bonitas como forma de mostrar ao mundo que somos mães de filhos com necessidades especiais, mas temos uma outra parte ainda mulher”, descreveu Márcia Natércia, uma das mães que fez as obras de arte.

Além de ser uma fonte de renda, a exposição tem uma componente ambiental porque os objectos de artes são feitos com base no que é tido como lixo. “O que estamos a fazer também é tentar diminuir a quantidade de garrafas que é jogada para o lixo. Se vocês (jornalistas) forem a ver, tudo que é garrafa reaproveitamos e fizemos artigos que podem ser utilizados diariamente”, destacou Benilde Mourana.

E os ambientalistas agradecem e acrescentam que a sociedade deve acarinhar iniciativas que façam “o bem” para o meio ambiente.

“Nesta exposição há uma mensagem muito forte que lixo não é lixo e que lixo é recurso que nós muitas vezes subestimamos este potencial que os resíduos têm de geração de renda e emprego” referiu o ambientalista Carlos Serra Júnior, apelando para um investimento certo e a união de todos parceiros “para que possamos gerar ainda mais sustentabilidade”.  

O valor da compra dos objectos de arte será revertido para a cooperativa com vista a custear as despesas de saúde das crianças com deficiência dentro e fora do país.

 

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