O País – A verdade como notícia

Das quatro vagas em disputa na fase regional Sul do concurso Vodacom Turma Tudo Bom, três foram, na tarde de sábado, ocupadas por alunos provenientes de Gaza. Bem dito, os concorrentes daquela província apresentaram-se com distinção na gala que antecedeu a fase nacional da oitava edição do desafio entre escolas secundárias realizado pela Stv em parceria com o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.

A disputar as quatro vagas, estiveram alunos de Inhambane, Gaza, Maputo Província e Cidade. Com efeito, a segunda província conseguiu apurar, primeiro, concorrentes da categoria olimpíadas académicas. Numa prova de conhecimento muito disputada, a dupla Nelson Cossa e José Ngovene, da Escola Secundária Ndambine 2000, teve a proeza de garantir a presença na próxima etapa do concurso. No teste de cultura gral, os meninos realizaram o sonho de representar a sua escola e província no programa da Stv.

Esta foi a terceira vez que a dupla concorreu para o Vodacom Turma Tudo Bom. Nas primeiras duas, as coisas não correram de feição. Correram desta, daí os colegas da Ndambine 2000 terem prometido, depois da gala de sábado, prepararem-se melhor de modo a manterem uma boa prestação.

De Gaza, seguem para a fase nacional da oitava edição do Vodacom Turma Tudo Bom o grupo Hot Boys, dupla de alunos da Escola Secundária de Chicumbane. Para o efeito, os Hot Boys tiveram de deixar para trás todos outros grupos de dança que com eles disputaram o acesso, no caso representantes de Inhambane, Maputo Província e Cidade.

Ainda da Escola Secundária de Chicumbane, na província de Gaza, garantiu a presença na derradeira etapa do concurso Vodacom Turma Tudo Bom uma concorrente de canto. Chama-se Énia Nuvunga, e, na gala de sábado, interpretou música da britânica Adele, tendo, em virtude disso, encantado os membros do júri e o público em geral. Visivelmente emocionada, depois da gala, a cantora em formação disse ter sido muito especial a sensação de ultrapassar mais um obstáculo no percurso rumo ao sucesso.

Portanto, no total, a província de Gaza leva à próxima fase do Vodacom Turma Tudo Bom três representantes, dos quais dois da Escola Secundária de Chicumbane.

A quarta vaga em disputa na gala regional Sul, no Scala, foi preenchida pelo grupo Wakazulu, dupla de alunos que na sub-categoria representação conseguiu fazer com que a sua escola, Secundária de Magoanine, fosse a representante de Maputo Cidade.  

De acordo com o júri, constituído por Jorge Cuna, Tomás Bié e Nandov, já estão reunidas todas as condições para que este programa continue a promover bons talentos num ambiente competitivo e de muita aprendizagem. Este também é o raciocínio de Momed Mussagy, da Vodacom, quem manifestou a sua satisfação depois do encerramento das galas regionais. Para Mussagy, não há duvidas de que o concurso continuará a promover conhecimento e diversão aos adolescentes.

Terminada a fase regional, a nacional vai reunir os representantes do Norte, Centro e Sul no dia 30 de Outubro e 2 de Novembro, em Maputo.

Rudêncio Morais (ou Falso Poeta) lança, hoje, a sua segunda obra literária. A cerimónia de apresentação de “Suturas do amor” vai acontecer às 17h30, nos Jardins Paloma, na cidade da Matola.

A apresentar o livro, na cerimónia de lançamento, estará Aurélio Ginja, igualmente autor do prefácio neste livro poético de Rudêncio Morais. Além de Ginja, não faltará performance de Negro e Malenda, na declamação, e de Sannon, Mabote, Júlia e Karen, na música.

“Suturas do amor” é um livro sobre o afecto e experimentações intimistas. Nesta obra literária, o autor procura activar nos sujeitos poéticos toda uma atmosfera que lhes aproxima a uma entidade ideal.

Rudêncio Morais nasceu no distrito de Gurué, na província da Zambézia, em 1987. Viveu em Quelimane. É licenciado em Geologia pela Universidade Eduardo Mondlane, e mestrado em Engenharia Geológica e de Minas, pela Universidade de Coimbra (Portugal). O autor é apaixonado pelas letras e os seus interesses abrangem a filosofia e a poesia, os quais expressa através da escrita, explorando as várias esferas da vida. O seu livro de estreia é intitulado “Dialetos do amor”.

 

A notícia é avançada pelo Observador e confirmada pela Fundação Fernando Leite Couto. Mia Couto recebe, amanhã, na capital brasileira, o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Brasília (UnB).

Segundo aquele órgão de informação, antes de ser agraciado, o Prémio Camões 2013 dará uma palestra aos alunos, encerrando a semana universitária da UnB, que terá como tema “Encontros que transformam”.

O Observador informa ainda que Mia Couto vai publicar um novo título, no próximo mês, intitulado “O universo num grão de areia”, colectânea de “textos de intervenção cívica” publicados em diversos meios de comunicação social e escritos para diferentes audiências e situações, abordando “temas que vão da política à literatura e da cultura à antropologia e biologia”.

 

O Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, IP. e a Fundação Calouste Gulbenkian pretendem atribuir 60 bolsas de viagens a artistas nacionais dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) ou de Timor-Leste, e aí residentes, nas áreas da música e das artes cénicas (teatro, dança, artes circenses, ópera e canto). Para o efeito, abriu, no passado dia 16, um concurso cujo objectivo é apoiar a frequência de residências artísticas na Europa, Brasil, Austrália ou países vizinhos dos PALOP e Timor-Leste.

Inserindo-se no projecto PROCULTURA (Promoção do emprego nas atividades geradoras de rendimento no sector cultural nos PALOP e Timor-Leste), da União Europeia, com a cedência de bolsas de viagens o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, IP. e a Fundação Calouste Gulbenkian querem, igualmente, apoiar o desenvolvimento do trabalho dos artistas em diálogo com outros contextos de criação contemporânea, incentivar o seu reconhecimento e a sua circulação internacional.

Em geral, a PROCULTURA existe para contribuir na criação de emprego em actividades geradoras de rendimento na economia cultural e criativa nos PALOP e em Timor-Leste, com um orçamento de 19 milhões de euros até 2023. A acção é enquadrada pelos princípios do consenso europeu em matéria de desenvolvimento (O nosso mundo, a nossa dignidade, o nosso futuro), nomeadamente, pelo reconhecimento de que a cultura favorece «a inclusão social, a liberdade de expressão, a formação da identidade, o empoderamento civil e a prevenção de conflitos» e pela intenção da União Europeia e dos seus Estados membros de fomentar a economia e as políticas culturais quando estas contribuam para alcançar o desenvolvimento sustentável, avança a nota de imprensa sobre o concurso.

No dia 27, às 18h30, a performance artística sobre a “Morte e vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, será exibida no Centro Cultural Brasil-Moçambique, na cidade de Maputo.

A performance à obra de um dos autores brasileiros bem conhecidos no país é uma iniciativa actor Expedito Araújo, igualmente brasileiro, radicado na capital moçambicana.

Para Araújo, a “Morte e vida Severina” é um poema de construção dramática com exaltação à tradição pastoril. “Ele foi adaptado para o teatro, televisão, cinema e transformado em desenho animado. Por meio da obra, João Cabral de Melo Neto, que também era diplomata, foi consagrado como autor nacional e internacional. Como diplomata, o autor trabalhou em Barcelona, Madrid e Sevilha, cidades espanholas que permitiram clara influência sobre sua obra”, acrescentou o actor: “A obra é, acima de tudo, uma ode ao pessimismo, aos dramas humanos e à indiscutível capacidade de adaptação dos retirantes nordestinos. O poema choca pelo realismo demonstrado na universalidade da condição miserável do retirante, desbancando a identidade pessoal.”

“Morte e vida Severina” apresenta o percurso de morte e vida do retirante Severino, um entre muitos outros, que tem o mesmo nome, a mesma cabeça grande e o mesmo destino trágico do sertão brasileiro: morrer de emboscada antes dos vinte anos, de velhice antes dos trinta e de fome um pouco a cada dia.

Severino percorre o sertão em busca de uma expectativa de vida melhor no litoral. A peça traz dois momentos: a primeira com o seu caminho até o Recife e a segunda a sua chegada e estadia na capital pernambucana. Será apresentada pelo actor Expedito Araújo adaptada para peça de teatro a partir do livro de poema modernista escrito entre 1954 e 1955.

 

 

 

O normal da cantora é chegar chegando, tal como diz numa das músicas dela. Desta vez chegou sorrindo para os flashes das máquinas dos fotojornalistas que estiveram na conferência de imprensa.

Um sorriso que, segundo ela, mostra a impressão com que ficou em relação aos moçambicanos que a receberam “com muito carinho desde o aeroporto”, onde as fãs cantaram suas músicas.

“Foi surpreendente ver como as pessoas conhecem as minhas músicas e cantam-nas com muito calor, vi cartazes emocionantes e fiz questão de procurar esses fãs e amanhã vou me encontrar com eles”, revelou a cantora.

Sobre o que vai acontecer no campo de Maxaquene, amanhã, Ludmilla diz que não tem dúvidas de que a noite de sábado vai ser “inesquecível”, até porque o calor humano que recebeu no aeroporto fê-la fazer mexidas no repertório que ela trazia da terra do samba. “Adicionei mais duas músicas antigas”, contou.

“Se amar alguém é doença… é prazer de sofrer. Se você não sofre de amor, não tem coração”. Esta é a mensagem que cabe numa das músicas mais conhecidas de Ivo Mahel, cantada lá vão bons anos com a actual apresentadora da Stv, Yara da Silva. Ora, os apreciadores da música “Prazer” ou do cantor têm, esta sexta-feira, um pretexto para estarem com Mahel numa noite para riscar o chão ao som da passada, zouk e kizomba.

O concerto de Mahel de logo a noite vai iniciar às 18 horas, na Fundação Fernando Leite Couto, cidade de Maputo, e deverá durar duas horas. Acompanhado pela Banda Unida, o cantor vai interpretar os grandes sucessos que marcaram a sua carreira e mais duas músicas que farão parte do novo disco, ainda no processo de produção.  

Autor de grandes êxitos como “Mama”, “Magoado”, “Filho que é meu não é meu”, Ivo Mahel começou a cantar muito cedo, tinha na altura oito anos de idade. Aos10 anos, formou a primeira banda, de nome “Conjunto 2002”. Actuou em várias festas infantis até aos 16 anos. Dois anos depois, gravou o seu primeiro disco de originais na editora ORION. De 1997 até esta parte, gravou vários álbuns. O próximo disco é intitulado “Minha mulher, Moçambique”, com a participação de 31 músicos moçambicanos consagrados, segundo a informação avançada no site da Fundação Fernando Leite Couto.

Ao longo dos anos, Mahel participou em centenas de espectáculos, tendo partilhado o palco com grandes estrelas brasileiras, como são os casos de Alexandre Pires, Netinho de Paula, banda Sorriso Marfim, Carioca Brasileiro e Wando Brasileiro. Também partilhou o palco com Philipe Monteiro, Grace Évora, Suzana, Caló, Mariza, Calú de Brava, Banda Splash (Cabo Verde) e Bonga (Angola). Das Antilhas, Ivo Mahel dividiu o palco com a banda Kassav.

Mahel já actuou em vários países, como África do Sul, Swazilândia, Portugal, Brasil, Suécia, Suíça, Alemanha, Espanha e Finlândia.
Durante anos, desenvolveu um projecto de acção contra a proliferação da pirataria, agindo de forma física e presente em lugares como: shoppings, bazares, mercados informais, em semáforos e viajando por todas as regiões do país, vendendo de forma directa. Um trabalho que lhe rendeu disco de prata, ouro e platina, com vendas que superam mais de 40 mil unidades.

Tantos anos depois de abraçar a arte de cantar, Ivo Mahel continua firme na música, pois, para o autor, é uma coisa perpétua: “não tenho como desistir de cantar, a música está no sangue, independentemente de haver ou não condições”, afirmou o autor

 

 

Até sábado, o Auditório do BCI, na cidade de Maputo, expõe a mostra colectiva de trabalhos manuais de alunos do Centro Infantil e Escola Pequenos Sábios, intitulada "A Magia das Ciências".

Com a colectiva, cheia de cor, desenhos e imagens pueris, pretende-se, segundo àquela escola, que as crianças envolvidas desenvolvam o pensamento crítico, rigor científico, capacidade de observação, que saibam reflectir, questionar, formular hipóteses, pesquisar, analisar, resolver problemas, concluir e justificar.

De acordo com Fátima Valimamade, directora da escola, a arte tem essa importância de estabelecer a aprendizagem das crianças através de uma relação directa com a ciência. “As ciências levaram-nos a uma grande aprendizagem, à descoberta de formas divertidas. Os alunos sentiram prazer e motivação na aquisição de conhecimentos” – disse, salientando que “a escola deve importar-se muito mais, para além de transmitir conhecimentos de leitura e escrita. Ela deve preparar o aluno para a vida”, cita a nota do BCI.

A representar o BCI, Simão Nhambessa referiu, na abertura da exposição no dia 14, o compromisso do banco em continuar a apostar em novos talentos que vão emergindo anualmente, o que faz augurar um futuro promissor para a arte e a cultura. “Assumimos desde sempre uma postura de intervenção activa na valorização de causas como a que hoje é aqui apresentada”.

O Centro Infantil e Escola Pequenos Sábios foi fundado há 19 anos e está vocacionado para a infância com o objectivo de fundamentar a prática pedagógica nos seguintes eixos: educar, brincar e cuidar.

 

Esta quinta-feira, a partir das 18 horas, a Fundação Fernando Leite Couto realiza o sarau designado "O milho tem de crescer", em homenagem ao poeta, professor e activista cultural José Pastor.

O evento de logo á noite tem curadoria de Guilherme Mussane, quem conta com o apoio de outros amigos de José Pastor, "entre eles, Afonso Santos, Marcelo Panguana, Nelson Saúte e muitos jovens declamadores que pontificam nos grupos culturais que têm mobilizado a dinâmica literária da capital vão empenhar-se em dizer a poesia e prosa de José Pastor, também conhecido por Duarte Lima", informa a Fundação Fernando Leite Couto.

Ainda de acordo com a organização, o sarau "O milho tem de crescer" será composto por momentos variados, desde as intervenções de alguns amigos, prestando testemunho da sua vivência com José Pastor, declamção de poemas de autores latino-americanos, tais como Nicolas Guillén, Gabriela Mistral, Pablo Neruda, com sonoridades de músicos de que Pastor gostava como Pablo Milanés, Tom Jobim, Caetano Veloso, Sílvio Rodriguez e outros.

O tributo ao homem de cultura acontece 26 anos após a sua morte.

José António Pastor Duarte Silva nasceu em Nampula, em 1954.
 
Com efeito, para a Fundação Fernando Leite Couto, "O milho tem de crescer" será também reviver alguns textos que José Pastor publicou na revista Tempo e outros exibidos em peças teatrais pelo Grupo Motivo. Segundo entende o curador Guilherme Mussane, citado na nota da daquela fundação, este é um gesto que simboliza a passagem de testemunho à nova geração, num contexto em que tudo é efémero, "é dever da memória dos activistas culturais e não só, perpetuar a obra, de modo que o legado não corra o risco de as obras de figuras que marcaram a cultura moçambicana, a título de exemplo, Albino Magaia, Aníbal Aleluía, Rui Nogar, José Craveirinha, Gulamo Khan, Rui Knopfli, Gabriel Makavi, Areosa Pena, Sebastião Alba, Heliodoro Baptista, Glória de Sant`Anna, Noémia de Sousa, Carneiro Gonçalves, João Fonseca Amaral, António Pinto de Abreu, Eduardo White, Amin Nordine, João Pedro Grabato Dias, Bahassane Adamogy, não caiam no esquecimento".

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