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O País – A verdade como notícia

Mia Couto foi convidado a participar no sarau literário “Café com Livros”. No evento, o escritor irá falar da colectânea “Do Índico e do Atlântico: contos brasileiros e moçambicanos”, hoje, às 17h30, no restaurante Piazza Del Campo.

“Do Índico e do Atlântico: contos brasileiros e moçambicanos” reúne contos de sete escritores moçambicanos e sete brasileiros e a história da sua produção começa com um convite feito pelo escritor e editor Dany Wambire ao editor Vagner Amaro, da Malê Edições, para edição conjunta de um livro que ajudasse na promoção da literatura moçambicana no Brasil, e, igualmente, promovesse em Moçambique a literatura de alguns dos principais autores contemporâneos do Brasil.

Mia participa na colectânea com o conto Rosalinda, a nenhuma, o qual será lido de forma encenada, no evento, pelos actores Samuel Nhamatate e Eunice Mandlate. No conto, o escritor narra, de forma metafórica, uma história de amor póstumo entre Rosalinda e o seu falecido marido Jacinto.

A colectânea foi editada simultaneamente pela Fundza, da cidade da Beira, e pela Malê, do Rio de Janeiro, e visa contribuir para o intercâmbio cultural literário entre os povos dos dois países, uma iniciativa elogiada por Mia Couto. “Sempre foi minha preocupação fazer essa ponte entre gerações”.

Enquanto “esses jovens” não conseguirem ter um livro publicado lá fora, Mia Couto acha que antologias, como “Do Índico e do Atlântico: contos brasileiros e moçambicanos”, podem muito bem “projectar nomes diversos com tendências literárias diferentes”.

 

 

 

O cantor moçambicano, Mr. Bow, quer que a música moçambicana também seja sucesso além-fronteiras. E o primeiro passo para a internacionalização é a participação de artistas de Angola e do Zimbabwe na nova versão da sua música intitulada “não me arranja problemas”.

Em tudo quanto é festa é tocada. E sempre que o dj coloca-a, ninguém resiste. Todo mundo dança. Não interessa como. Alguns abanam a cabeça, outros o pé e os mais ousados mexem todo o “esqueleto”. Os donos da festa já sabem. Para evitar problemas e comentários negativos sobre a festa devem sempre tocar o “não me arranja problemas” de Mr. Bow.

É mesmo a partir desta música que o artista moçambicano quer que a marrabenta seja conhecida em África e no mundo. Para começar este projecto, “o machangana” convidou para nova versão da sua temática (não me arranja problemas) os cantores africanos. Não quis ir para muito longe. Foi buscar Yúri da Cunha em Angola e das “terras” do Mugabe foi chamar o jovem considerado o como novo Oliver Mtukudzi. Chama-se Jah Prayzah.

“O que a gente precisa agora, é ver os outros povos cantando a nossa música, nosso ritmo, nossa moçambicanidade e esse convite aos artistas foi o nosso ponto de partida” referiu Mr. Bow, cantor moçambicano, mostrando-se expectante em ter mais colaboração dos artistas africanos. “O caminho é muito longo, mas o objectivo é fazer com que a nossa música esteja na lista das melodias africanas e sobretudo como referência”, ansiou.   
E os dois desafiados a abraçar a causa disseram “sim” ao chamamento de Bawito. Para Yúri da Cunha e Jah Prayzah, esta é a oportunidade de mostrar ao mundo o valor da música africana no geral e de Moçambique em particular.

“Como africano, eu vou pedir que deixemos as coisas erradas, ciúmes, inveja e começarmos, de verdade, a apoiar uns aos outros. Depois de 400 anos de exploração, nós ainda conseguimos apoiar ainda mais o que vem da América e da Europa do que realmente o que vem de África” disse Yúri da Cunha, artista angolano, em jeito de provocação. E Jah Prayzah, cantor zimbabuano, respondeu afirmando que “é hora de arregaçarmos as mangas e trabalhar sem limites. Mas para tal, devemos agir juntos. Só assim tornaremos isso brilhante. Vamos explodir…vamos levar a música africana para outros níveis”, desafiou o artista do Zimbabwe.

A remix de “não me arranja problemas” será interpretada em quatro línguas, nomeadamente: changana, português, shona e quicongo. O videoclipe já está a ser gravado e a sua estreia está para breve. No último fim-de-semana, Mr. Bow foi anunciado vencedor do prémio melhor artista masculino da Comunidade dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

De 4 a 7 de Novembro, das 18h às 20h, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo realiza o 31º Curso de Literaturas em Língua Portuguesa. Nesta edição, o programa tem como tema “Residências literárias e outras estórias".

O Curso de Literaturas em Língua Portuguesa é a iniciativa cultural mais antiga do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, realizada em parceria com a Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), que em edições anteriores trouxe a Maputo autores como José Saramago e Lídia Jorge ou, mais recentemente, José Luís Peixoto, Afonso Cruz e David Machado.

Este ano, o Camões tem como convidada especial a escritora portuguesa Joana Bértholo, que estará em Maputo no âmbito de uma residência literária criada ao abrigo do protocolo de cooperação celebrado entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Camões – Centro Cultural Português em Maputo. O mesmo programa literário permitiu a residência, em Lisboa, durante um mês, do poeta Amosse Mucavele, que também participará no programa desta edição do Curso de Literaturas.

Na abertura do programa, dia 4, segundo a nota do Camões, Joana Bértholo partilhará a sua experiência sobre o tema “Escrever e escrever: as diferentes formas de escrita”. O dia seguinte, 5 de Novembro, percorrerá “Pelos caminhos das residências literárias: entre o Museu do Pensamento e a Geografia do Olhar”, com a participação de Joana Bértholo, Amosse Mucavele e moderação do jornalista José dos Remédios.

No dia 6 de Novembro, haverá uma conversa sobre “O amor na narrativa e na poesia moçambicana”, com apresentação dos académicos do Departamento de Linguística e Literatura da UEM, Elídio Nhamona, Aurélio Cuna e Osvaldo das Neves.

A finalizar este programa, o dia 7 de Novembro será dedicado à poesia, com partilha das jovens escritoras Hirondina Joshua e Énia Lipanga, e moderação de Mbate Pedro. A sessão e o curso serão encerrados com a declamação de uma selecção de poemas, por Calane da Silva.

A participação no 31º Curso de Literaturas é gratuita e poderá ser feita mediante inscrição prévia, entre 21 a 28 deste mês, na Biblioteca do Camões – Centro Cultural Português em Maputo ou na secretaria da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane.

 

 

 

 

 

Esta coisa de títulos tem muito que se lhe diga. Na verdade, Lucílio Manjate não vai escrever sobre o nosso tempo, em Lisboa, coisíssima nenhuma. Vai, e isso é correcto, participar no The Pessoa Festival, um evento lançado ano passado, em Nova Iorque, lá nos states, e que reúne autores, editores, jornalistas e críticos literários.

Na cidade de Lisboa, o premiado escritor moçambicano vai participar numa conversa subordinada ao tema “Escrevendo o nosso tempo” – daí aquele título –, com Ana Kiffer, Caroline Rodrigues e Leonardo Tonus, moderada por Isabel Nery.

Fundamentalmente, o propósito da conversa, na perspectiva dos organizadores, é colocar os oradores a discutirem à volta da necessidade de se tornar contemporâneo o texto literário, considerando as crise sociais, políticas e culturais que o mundo enfrenta actualmente. Na sequência disso, os escritores vão expressar o seu posicionamento em relação à forma como vivem os problemas à sua volta.

Na capital portuguesa, The Pessoa Festival vai realizar-se entre 13 e 16 do próximo mês, concretamente no Lisboa Pessoa Hotel, mesmo local onde funcionou a Tipografia do Comércio, que, em 1915, imprimiu a revista Orpheu, importante por introduzir o movimento modernista em Portugal. Vários autores da geração d’Orpheu fizeram parte daquela revista, nomeadamente: Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros.

Ora, além da conversa com outros autores, Lucílio Manjate fará parte da cerimónia de lançamento do livro The picture alive: new writing in portuguese, o qual inclui textos de autores que participam nos debates desta edição. Por exemplo, Djaimilia Pereira de Almeida, João Luís Barreto Guimarães (portugueses), Alexandre Vidal Porto, Caroline Rodrigues e Estevão Azevedo (brasileiros).

À antologia bilíngue (inglês-português), que celebra os dois anos de parceria de troca de conteúdo entre a Revista Pessoa e a Words Without Borders, Lucílio Manjate cedeu “O homem elementar”, um conto inédito que se enquadra no tema desassossego, sugerido pela organização aos escritores. O conto também se enquadra num projecto mais ambicioso de Lucílio Manjate, no qual, sem adiantar muito, o escritor trabalha quatro elementos da natureza, eventualmente, para lembrar que o Homem é resultado de um pouco de tudo.

Com efeito, protagonista de “O homem elementar” traduz uma imagem instável, que se confunde com o universo à sua volta.

Nesta edição do The Pessoa Festival, o interesse dos organizadores também é o de promover um debate sobre traços e tendências da literatura contemporânea produzida em língua portuguesa. Paralelamente, os oradores convidados vão referir-se à importância das revistas literárias para a formação e consolidação de leitores e as conexões entre os países falantes do português no campo cultural.

 

Um festival com nome de poeta

A programação do The Pessoa Festival vai iniciar com um circuito literário, no qual, a partir do local do evento, se fará um percurso a pé por cafés, livrarias, ruas e moradas que são referência da vida e da obra de Fernando Pessoa. Depois, no mesmo dia 13 de Novembro, a primeira mesa literária vai reflectir sobre as variações, vozes, caminhos, paisagens literárias múltiplas e marcas da literatura contemporânea de língua portuguesa.

No dia 14 de Novembro, a segunda mesa, a partir das 18h, terá como tema de reflexão “Um rio chamado Atlântico”. Nessa, vai apresentar-se o que a organização considera “uma visão cultural da experiência vivida nas esquinas entre Portugal, Brasil e África ao longo de cinco séculos”.

A terceira mesa, “Estrada aberta”, marcada para 19h15, pretende debater a influência do poeta norte-americano, Walt Whitman, sobre o português Fernando Pessoa, como ponto de partida para a discussão sobre as relações entre a literatura de língua portuguesa e de língua inglesa, actualmente.

A quarta mesa acontece dia 15, às 18h. O tema é “Salve o leitor”. Nesta conversa, os oradores deverão responder a perguntas como: o que será do leitor sem as revistas literárias? Qual é a importância dos cadernos literários para a mediação e formação de novos leitores?

Na quinta mesa, às 19h15, aí sim, estará o nosso Lucílio Manjate numa conversa sobre “Escrevendo o nosso tempo”. Os outros integrantes já estão identificados.

E porque “Navegar é preciso”, às 16h do dia 16, com coordenação de Andrea Zamorano, os leitores poderão ler trechos preferidos de obras de autores de língua portuguesa em barco atracado na Doca de Santo Amaro.

O festival não termina enquanto Abel Barroso Baptista, Clara Rowland, João Barreto Guimarães, Pedro Meira Monteiro não debaterem, na mesa seis, às 18h, “A língua no meio do caminho”.

A sessão de encerramento está prevista para iniciar às 19h do dia 16.

Portanto, The Pessoa Festival é um evento desdobramento do The Pessoa International Literary Festival, organizado pela revista Pessoa, em parceria com a Words Without Borders (WWB) e Columbia University School of the Arts, em Novembro de 2018, em Nova Iorque. Este é o quinto evento de difusão da literatura de língua portuguesa, organizado pela revista Pessoa fora do Brasil, onde foi fundada. Além de Nova Iorque, Pessoa já levou escritores para apresentações em Lisboa (Portugal), Bruxelas (Bélgica), Paris (França) e Boston (Emirados Árabes Unidos).

O programa com curadoria de Mirna Queiroz, editora da Pessoa, e Eric M. B. Becker, tradutor e editor da WWB, promoveu encontros entre autores e críticos brasileiros e norte-americanos, sempre com o objetivo e elevar o reconhecimento da literatura de língua portuguesa no mercado editorial de língua inglesa.

Para a sessão portuguesa, a aposta da organizadora, Mirna Queiroz, “é numa ampla conversa para que possamos nos conhecer melhor, trocar ideias, abrir novas possibilidades de ações conjuntas em torno da força e da beleza das nossas literaturas”.

A iniciativa tem o apoio do Lisboa Pessoa Hotel, no âmbito do seu projeto de valorização do patrimônio literário pela rota do turismo.

O programa começa com um percurso a pé por cafés, livrarias, ruas e moradas que são referência na vida e na obra de Fernando Pessoa. É seguido por debates, uma roda amadora de leitura de trechos de obras de autores de língua portuguesa e se encerra com uma sessão meio conversa, meio pocket show entre escritores que cantam.

 

 

 

Lalah Mahigo é a cantora que, no dia 17, a partir das 18 horas, vai apresentar-se na Fundação Fernando Leite Couto, na cidade de Maputo.

De acordo com a organização do espectáculo, a cantora moçambicana Lalah Mahigo é detentora de uma voz que se desafia em vários estilos influenciados pelo jazz, afro, música popular brasileira (MPB) e pela música tradicional.

Lalah mahigo, baptizada Carla Manuel Luís, deu seus primeiros passos na Igreja Congregacional Unida de Moçambique, cantando em grupos que lá existiam. “A música vem de casa, onde criou com Jomalu, Naldo Ngoka e Osvaldo Luís, Irrinah, Sheila Jesuíta, Seth Suaze, Arão Litsure músicos que juntos integraram o grupo Coral Majescoral”, avança a nota sobre o espectáculo publicada no site da Fundação Fernando Leite.

Lalah Mahigo, ainda segundo a organização, partilhou o palco com grandes músicos moçambicanos, como António Marcos, Stewart, Sukuma, Xixel Langa, Isabel Novela, Elcides Carlos, Mingas e Banda Kakana.

A carreira de Lalah Mahigo é feita de vitórias, afinal a cantora venceu o concurso de música da Universidade Pedagógica. A cantora participou dos programas televisivos “Super Tardes” e “Desafio Total”, da Stv, e, mais tarde, passou a fazer covers em casas de pasto, integrando o grupo Capela Xikentoh, formado por amigos e colegas: Nordino Chambal, Leila Malendja, Soares João, Abel Machai, Jaime dos Santos e Nervas.

Em 2014, Lalah Mahigo entrou ingressou a Academia Music Crossroads. Um ano depois, participou de um intercâmbio cultural na Noruega e no Brasil, por duas semanas e oito meses, respectivamente, onde gravou a sua primeira música, intitulada "Isabel".

Ano passado, esta grande voz, como assume a Fundação Fernando Leite Couto na nota divulgada, esteve no concurso musical Ngoma Moçambique e gravou “Dza Nandzika”, da autoria de D Manyissa. Agora está a caminho da gravação do seu álbum, que terá 12 temas. O mesmo deverá intitular-se "Ti kuma".

 

O Moçambique Ciclo Clássico e a Embaixada da Itália em Moçambique apresentam, no dia 22, a partir das 19 horas, a 19ª Semana da Língua Italiana no Mundo, numa sessão que inclui música e poesia.

O evento está marcado para o Centro Cultural Universitário da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), na cidade de Maputo, e contará com a participação de vários artistas, nomeadamente: Bernardino Beggio (Piano e composição), Stella Mendonça (soprano), Jeanne Louise (viola) e Theo Bras (violoncelo).

De igual modo, o evento do Moçambique Ciclo Clássico e da Embaixada da Itália em Moçambique contará ainda com apresentações do grupo Zambeze String Quartet.

Quanto à parte poética, serão ditos textos de Dante Alighieri, Giacomo Leopardi, Maurizia Rossella, Mario Rigoni, Dacia Maraini, Nada Sterr e Anonimo Siciliano.

No dia 25, o Moçambique Ciclo Clássico e a Embaixada da Itália em Moçambique, às 19 horas, igualmente no Centro Cultural Universitário da UEM, vão apresentar uma ópera com, entre vários autores, os seguintes: Leon Bosh, Stella Mendonça, Sónia Mucumbi, Sipho e Thabang.  

O Moçambique Ciclo Clássico (MCC) é uma série de concertos de música erudita, iniciado pelas cantoras líricas Stella Mendonça e Sónia Mocumbi.  O MCC apresenta uma atração diferente a cada concerto com artistas internacionalmente conceituados, com objectivo de partilhar aspectos didáticos da música erudita.

 

No próximo sábado, a partir das 19 horas, realizar-se-á final da segunda edição do Moz Slam- Batalha de Poesia Falada. O derradeiro está marcado para o Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo.

Depois das eliminatórias realizadas nos meses de Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto e Setembro, totalizando assim seis eliminatórias, já são conhecidos os 12 poetas apurados para a final da segunda edição do Moz Slam- Batalha de Poesia Falada. Entres os finalistas, constam: António Magaia, Américo Ubisse Jr., César Victorino, Elton Chone, Eseronio Bila, Eurosinanda Mussui, Fidelgio Januário, Gonçalves Gonçalo, Ivandro Sigaval, João Nguenha, Kirov Alexandre Mabasso e Mário Saúl.

Da lista acima, portanto, sairá o vencedor da segunda Batalha de Poesia Falada, podendo assim representar Moçambique no Mundial da Batalha de Poesia Falada que se irá realiza entre os dias 18 e 24 de Maio do próximo ano, na capital francesa Paris.

Além das batalhas de poesia, o evento narcado para o Franco-Moçambicano contará com a performance dos seguintes artistas convidados: Yuru e Nandele, D Flash, TRKZ, Énia Lipanga e Obedes Lobadias.

Moz Slam realizado por Palavra & Palavras Eventos. Essencialmente, é um campeonato de poesia falada que tem na sua base várias regras que envolvem a performance e poesia original dos seus participantes, a um tempo limitado três minutos para as apresentações. Como júri, intervém o público que pontua cada apresentação de 0 a 10. No programa não existem, de acordo com a organização,  estilos ou temas adequados, existem várias linguagens possíveis, que variam com a diversidade dos participantes.

Moz Slam tem o objetivo de atrair, além de poetas, espectadores e escritores que muitas vezes, têm pouca intimidade com a “poesia tradicional”.

A intenção é que os eventos reúnam jovens escritores de diversas vertentes e estilos poetas, escritores, músicos, rappers, jornalistas, estudantes etc., em recitais que terão a participação ativa do público, escolhendo a melhor performance e texto apresentado.

A 1° edição do Moz Slam teve como vencedora a poetisa Lúcia Tite, que representou Moçambique no Mundial de Poesia Falada que em Paris-França nos dias 27 de maio a 02 de junho de 2019, ela ainda participara este ano no mundial de Mulheres de Poesia Falada que acontecera entre os dias 16 a 20 de outubro no Rio de Janeiro-Brasil.

Agradecemos o vosso apoio na promoção , divulgação e cobertura do evento.

Para entrevistas e outros assuntos de comunicação, por favor, contactar:

 

Joshua Redman é um músico norte-americano. Toca jazz e cabeça de cartaz da segunda edição do Standard Bank Acácia Jazz Festival, a realizar-se no dia 28 de Novembro, na cidade de Maputo. O espectáculo insere-se nas celebrações dos 125 anos de implantação desta instituição financeira em Moçambique.

O espectáculo de jazz contará, igualmente, com a participação dos guitarristas moçambicanos Jimmy Dludlu, como artista residente, e Walter Mabas, guitarrista e compositor.

Como sugere o nome, o festival é realizado pelo Standard Bank, em parceria com o Conselho Municipal de Maputo, visando a promoção da música moçambicana, com enfoque no afro-jazz, e ainda posicionar a capital nacional como um destino turístico apetecível.

De acordo com a nota de imprensa do espectáculo, “o evento vai promover, também, outras vertentes culturais como a poesia e uma exposição de artes plásticas no jardim junto à entrada da tenda que acolherá o evento, no Hotel Polana”. E sobre o artista norte-americano, avança a nota: “Importa referir que Joshua Redman surgiu na década de 1990. Nasceu em Berkeley, Califórnia, filho do lendário saxofonista Dewey Redman. Começou a tocar clarinete aos nove anos, mudando um ano mais tarde para aquele que se tornou o seu instrumento principal: o saxofone tenor. Começou a trabalhar regularmente com alguns dos principais músicos do jazz da sua geração, como Peter Bernstein, Larry Goldings, Kevin Hays, Roy Hargrove, Geoff Keezer, Leon Parker, Jorge Rossy e Mark Turner”.
 
Joshua Redman venceu o Concurso Internacional de Saxofone Thelonious Monk e começou a tocar e a gravar com gigantes do jazz como Jack DeJohnette, Charlie Haden, Elvin Jones, Joe Lovano, Pat Metheny, Paul Motian, Clark Terry e o seu pai.

 

 

O Presidente português elogiou o escritor moçambicano por ser uma figura importante na aproximação dos povos que falam português.

Por que o Presidente da República portuguesa considera Mia Couto um embaixador da língua portuguesa? Para Marcelo Rebelo de Sousa, esta não é uma pergunta de difícil resposta. Longe disso, afinal o poeta e escritor moçambicano há-de ser sempre um embaixador da língua portuguesa enquanto um homem que faz pontes e abre horizontes. “E, nesse sentido, pontes entre Portugal e o mundo que fala português, pontes entre a Europa, as Américas e o Brasil, pontes entre várias gerações, pontes entre culturas e várias formas de ver o mundo”, afirmou o presidente português para a RTP, momentos depois do lançamento do novo livro do Prémio Camões 2013, intitulado O universo num grão de areia.

Na apresentação do livro, esta quarta-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa esteve sentado ao lado de Mia Couto, como convidado de honra, tendo-se referido à obra do escritor.

Como que a retribuir os elogios do presidente português, também falando para RTP, Mia Couto disse que o mundo inteiro olha a situação portuguesa como excepcional. E justificou: “Ter um Presidente como este, que está presente na vida quotidiana, como cidadão (e não como alguém que usa de privilégio algum) e que, por exemplo, se predispõe a estar aqui no lançamento de um livro, é uma coisa muito rara”.

Porque há um universo em causa no novo livro de Mia Couto, igualmente para RTP, o escritor assumiu haver uma tentação muito simplista de se olhar para o mundo como se fosse uma aldeia global. Para o escritor não é verdade que todos vivemos num mesmo mundo e num mesmo tempo. “Há muitos mundos, muitos tempos. Há gente que não tem internet, não tem acesso à água, não tem comida. Essa gente vive neste nosso mundo, mas que constitui um outro mundo, menos visível, mais distante”.  

Em Portugal, Mia Couto cedeu igualmente uma entrevista a SIC Notícias. Ao canal televisivo, o escritor afirmou que O universo num grão de areia é o resultado de muita coisa que foi deitada fora. “Este livro é mais o que não está ali do que o que está ali realmente”.

O universo num grão de areia reúne textos publicados ao longo dos anos na imprensa, textos escritos para conferências, ditos ou lidos em colóquios, atinentes a várias áreas de interesse: política, antropologia e, claramente, literatura.

Recentemente, Mia Couto lançou O terrorista elegante, com um velho amigo, o escritor angolano José Eduardo Agualusa. “Eu leio os textos dele [Agualusa] e ele lê os meus. Somos uma espécie de editor um do outro”, afirmou o poeta, escritor e biólogo a SIC Notícias.

 

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