Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A banda britânica The Dire Straits Experience já se encontra na cidade de Maputo, onde vão actuar esta sexta-feira e sábado.

Pela primeira vez em Moçambique, o grupo consagrado há muitos anos participou, esta quinta-feira, numa conferência de imprensa realizada no Centro de Conferências Joaquim Chissano, alusiva aos dois concertos agendados para a cidade das acácias.

Ora, concerto inaugural, no formato sessão de gala, está marcado para o Salão Multiuso do Centro de Conferências Joaquim Chissano, a partir das 20h desta sexta-feira. Quem não poder lá estar, pode optar por um segundo, a realizar-se no Campus Principal da Universidade Eduardo Mondlane, às 19h.

Segundo a BDQ Concertos, produtora que tem trazido vários astros da música internacional ao país através da plataforma “Moments of Jazz”, a actuação dos britânicos será caracterizada por interpretações de músicas que marcaram os anos 80, como “Sultans of Swing”, “Romeo and Juliet”, “So Far Away”, “Walk of Life” ou “Tunnel of Love”.

Como convidados, de Moçambique estão Mingas, Banda Kakana e Stewart Sukuma.

 

 

 

 

 

Selma Uamusse e Plutónio são alguns convidados ao Festival Back2Black, a realizar-se no dia 23 de Novembro, na cidade de Rio de Janeiro, no Brasil.

10 anos de existência. Através de um espectáculo, os organizadores do Back2Black vão comemorar o percurso trilhado e as metas alcançadas nesta primeira década do festival. Por isso, Selma Uamusse foi convidada a integrar o elenco de músicos que, no dia 23 de Novembro, vai subir ao palco do Armazém da Utopia (Cais do Porto, Rio de Janeiro) a fim de partilhar com o público o melhor da sua musicalidade.

Ora, diz o ditado: nunca voltes a onde foste feliz. “Desvalorizando” essa inibição, a cantora moçambicana residente em Portugal regressa ao Brasil com imensa alegria. E explica, numa publicação feita no seu Instagram, a razão da sua satisfação: “Vamos fazer parte da comemoração dos 10 anos do icónico Festival Back2Black, vamos fazer parceria com a enorme Luedji Luna, com quem já colaboramos no ano passado”.

Luedji Luna é uma cantora e compositora brasileira. Com Selma Uamusse, a baiana subirá o palco da edição comemorativa dos 10 anos do Festival Back2Black para, de acordo com a organização, juntas encherem o local com um som enérgico, autêntico e repleto de africanidade, afinal um dos objectivos do festival é mesmo esse: conectar os espectadores com a África como berço da civilização, bem como celebrar a riqueza e diversidade da música e arte negra no mundo. “Exaltamos a importância dos ícones da cultura negra no Brasil e no exterior”. Sublinham.

Além de Selma Uamusse, autora do álbum Mati, e Luedji Luna, passarão pelo Festival Back2Black vários outros autores. São os casos do luso-moçambicano Plutónio, rapper que iniciou o percurso musical em 2000. Plutónio nasceu no bairro da Cruz Vermelha, em Cascais (Portugal) e é autor dos álbuns Histórias da minha life (2013) e Preto & vermelho (2016).

Outra autora convidada ao Festival Back2Black é a norte-americana Erykah Badu, que se iniciou no mundo das artes aos quatro anos de idade. Badu é cantora, compositora, produtora, actriz, activista e autora de álbuns como Worldwide underground (2003), New Amerykah, pt. 1 (4th world war) (2008) e But you caint use my phone (2015). De acordo com a organização: “Erykah Badu vai apresentar um show empoderado junto a uma competente banda, desfilando todos os seus sucessos, estilos e modas. A tecnologia estará presente com uma super iluminação (usando recursos de laser) e um telão com imagens incríveis, condizentes com seu bom gosto e poder”.

Contudo, engana-se quem julgar que Selma Uamusse e Plutónio são os primeiros filhos da pátria amada a participarem no Back2Black, festival cujos debates e conferências têm curadoria de José Eduardo Agualusa. Nos anos passados, Mingas, Wazimbo, Moreira Chonguiça também estiveram presentes.

 

 

Um sarau no formato mesa redonda. “A caminho do centenário de Craveirinha” é o título. E a iniciativa é da Plataforma Mbenga Artes e Reflexões, que vai realizar o programa no dia 10, no Centro Cultural Moçambique-Alemão (CCMA), na cidade de Maputo.

O objectivo do evento, segundo a organização, é destacar a importância de José Craveirinha para Moçambique, enquanto poeta e activista social. “Assim, com esse evento, pretende-se suscitar debate sobre a actividade jornalística de José Craveirinha e o seu contributo no despertar de consciência dos moçambicanos sobre a sua condição de colonizado. Outrossim, a Plataforma Mbenga, com esse sarau, visa despertar as gerações pós-90 sobre a dimensão de José Craveirinha, um dos maiores actores da nossa jovem História”, avança a organização.

O programa será marcado pela apresentação dos resultados de pesquisa do jornalista, docente e editor do site do Mbenga, Leonel Matusse Jr., intitulado “O Renascimento de Harlem e José Craveirinha”.

A pesquisa é uma tentativa de começar uma possível resposta à questão do momento moçambicano no campo das artes, levantada pelo filósofo Severino Ngoenha. Leonel Matusse Jr., através do poeta Craveirinha, procura apontar alguns poemas cujos signos que os revestem confirmam que o Renascimento Negro de Harlem teve mais influência na arte Nacional.  

Além disso, continua a nota da Mbenga, “Matusse Jr. entende que as novas gerações devem perceber que o protonacionalismo moçambicano germina através da literatura e que o jornalismo desempenhou um papel importante nesse contexto. Por seu turno, Hélio Nguane, jornalista, docente e fundador da Plataforma Mbenga Artes e Reflexões, vai apresentar um papper sobre José Craveirinha no Jornalismo. Nguane entende que este intelectual deu um contributo significativo a partir dos jornais nos quais colaborou”.

Na moderação do debate estará o jornalista Pretilério Matsinhe, editor do Aplicativo Mbenga. Como MC, estará Féling Capela, diretor artístico do CCMA, co-fundador do programa Noites de Poesia e curador do Festival Poetas D’Alma.

 

Inaugurada semana passada, a exposição de Luís Santos, conceptualmente, retrata a relação do Homem com a natureza e do Homem consigo mesmo. A partir do título da individual, o autor insinua que a humanidade já esqueceu-se do contacto mais cru com a natureza. Esta acepção encaixa-se nas preferências do artista plástico, que explica: “Eu gosto de criar algo que desperte um certo interesse visual. A componente estética é importante nesse sentido. Mas, mais do que isso, as peças devem fazer um sentido muito específico. Penso que aqui também trago um conjunto de coisas que podem significar outras coisas”.

A ideia da individual Aquilo que o corpo já esqueceu surge depois de Luís Santos ter exposto uma colectiva com a mulher, ano passado. Nessa altura, Santos apercebeu-se que nunca tinha exposto uma individual a sério. Logo, a partir de Fevereiro, começou a preparar a mostra que está aberta gratuitamente ao público no Franco.

A propósito de mulher, Luís Santos confiou a curadoria da sua exposição à sua esposa, Sara Carneiro, que considera: “Esta exposição retrata os interesses estéticos do Luís, que têm a ver com como ele constrói as obras, as suas influências da arquitectura, do designer, da escultura e das técnicas dos vários materiais. Ele também traz essa nossa relação com a natureza porque cada vez mais está a abrir-se um fosso e afastamento entre aquilo que nós somos, fazemos e aquilo que a natureza criou para ser. Há um bocadinho deste chamamento de termos de voltar para trás e recordar aquilo que o corpo já esqueceu. No fundo é um acto de procurarmos a nossa essência”.

Aquilo que o corpo já esqueceu pode ser visitada de segunda-feira a sábado. Às segundas, das 12h às 19h; de terça a sexta, entre às 10h e às 19h; e, aos sábados, das 10 às 14h.

 

 

É pela segunda vez que o Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA) abre espaço para a criação e aperfeiçoamento de ideias de negócio digitais. Na primeira fase, participaram mais de 30 jovens, onde os projectos vencedores foram Dezaine, 3009 e CulArte, respectivamente.

Alguns representantes de projectos anteriores estiveram no evento de abertura do Createc 2.0, na semana passada. Mélio Tinga, representando o Dezaine – uma aplicação móvel para publicação, leitura, interacc?a?o e partilha de conteúdos sobre design e comunicação, baseada em Moçambique – falou sobre o seu projecto e convidou aos presentes para se candidatarem.

A Directora do CCMA, Konstanze Kampfer, disse que o Createc foi desenhado para fomentar o empreendedorismo e a criação de startups inovadoras e sustentáveis na indústria criativa.

“Pretendemos criar oportunidades para que haja encontros e sinergias entre os criadores e os seus clientes. Existem empresas alemães, tal como a empresa SAP, que estão interessados em apoiar a ideia de formar jovens talentosos no uso de tecnologias modernas no âmbito da indústrias criativa”, afirmou.

A metodologia que vai ser usada no evento é o Design Thinking, por isso estão envolvidos no projecto o Flow Group, que na cerimónia foi representada por Uitnei Chamusso e Mozdevs, representado por Aly Hassane. Chamusso e Mozdevs dizem-se orgulhosos por se juntarem ao projecto e são unânimes em afirmar que será um sucesso.

Para o Createc 2.0 são elegíveis jovens entre 18 e 40 anos, com principal destaque para mulheres. E uma forma de incentivar a participação feminina é através de pagamento de um subsídio.

“Incentivamos a participação de mulheres no projecto, por esta razão é importante que as mulheres registem seus filhos (0 – 16 anos de idade) para que recebam posteriormente um subsídio para cuidar das crianças durante a participação nos eventos do Createc 2.0, cada mãe (independente do número dos filhos recebe um subsídio no valor de 600 MT por dia e para o programa completo equivalente a sete dias receberão 4200 mts)”, lê-se no documento de candidatura disponibilizado durante a cerimónia.

O grupo-alvo é constituído principalmente por especialistas em TIC, estudantes (técnicos de negócios, mas também de outras disciplinas), agora também cada vez mais empreendedores. Além de um interesse em TIC, espera-se uma experiência empresarial inicial. As mulheres jovens devem ser mais envolvidas do que na primeira fase.

As equipas têm de possuir três membros, e é muito importante que se identifique o membro representante da equipa.

Essencialmente, o projecto engloba as seguintes actividades: Bootcamp e Hackathon, 18 à 20 de Outubro de 2019; Coaching (Desenvolvimento de MVCs/ Protótipos, aprendizagem de métodos de apresentação para investidores), 15 e 26 de Novembro e Pitch  para empresas convidadas, 28 de Novembro, 2019.

O Bootcamp, Coaching e Pitch contará com facilitadores da Flow Group Mozambique, Mozdevz e Standard Bank que conduzirão o processo de aprendizagem dos participantes. O Projecto Createc 2.0 é financiado pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) – Expert TS.

Os participantes sairão do Bootcamp com produtos e estratégias de negócio melhorados e terão a oportunidade de melhorar durante um período de 4 semanas, para depois apresentarem, em formato de pitch, no evento final do dia 28 de Novembro de 2019  a uma audiência de empresários e investidores.

O preço de participação é de 300 meticais reembolsáveis, ou seja, serão devolvidos na condição de o participante ter estado presente em todos os dias obrigatórios.  

Até quinta-feira (10), jovens empreendedores, criativos e de outras áreas têm a oportunidade de inscrever os seus projectos com impacto digital. A inscrição que iniciou no dia 1 de Outubro é feita através do presente link: https://bit.ly/2p1nLhz.

A mostra de Santimano, com curadoria de Filipe Branquinho, resulta de um percurso iniciado em 1995, aquando da sua exposição de fotografias de viagem por Goa, Rajastham e Mumbai. Segundo a nota da Kulungwana, este projecto é resultado da sua longa história pessoal com a Índia, Moçambique e Suécia, onde reside.

“Com descendência indiana por parte do pai, influência portuguesa, nacionalidade da mãe, a sua moçambicanidade de raiz, constituiu família na Suécia onde reside desde a sua saída de Moçambique, assumindo assim uma identidade quadrangular que não deixa de influenciar o seu olhar fotográfico, tornando-o um viajante interessado nas sociedades resultantes de migrações e multiculturais, num esforço inclusivo do Outro e do estranho”, acrescenta a nota Kulungwana: “É desta forma de olhar que Sérgio pretende captar o ‘legado’ da Índia, destacando as principais contribuições estéticas e éticas deste país para o resto do mundo, nomeadamente através de Mahatma Gandhi, Satyajit Ray, Rabindranath Tagore (primeiro prémio Nobel não-europeu), Ravi Shankar e, obviamente, Raghubir Singh, que nos inspiram a todos nós com os ideais de não-violência, de paz, humanidade e espiritualismo, contribuindo significativamente para a história do mundo”.

 

Para a organização, o trajecto pessoal e profissional de Sérgio Santimano resulta num projecto que constitui um exemplo da multiculturalidade que concorre para o conhecimento intercultural no espaço cultural global.

 Santimano nasceu em Moçambique em 1956.  Viveu em Goa, em Colvá, a aldeia do pai, durante 1960/61. A sua carreira fotográfica foi centrada no país de origem, Moçambique, a partir de 1979 e durante a guerra civil até 1988, altura em que se muda para a Suécia, onde trabalhou e estudou fotografia documental e fotojornalismo.

Terminada a guerra civil no país, em 1992, começa a trabalhar como ‘freelancer’, documentando as consequências da guerra e a reconstrução de Moçambique. Desde 1997, Santimano trabalhou no norte de Moçambique, de que resultaram várias séries de trabalhos como “Cabo Delgado-Uma história fotográfica de África” e “Terra incógnita”, sobre a província do Niassa.
 

 

Uma peça teatral que resulta do diálogo entre A noite dos visitantes, do dramaturgo alemão Peter Weiss, e Babalaze das hienas, de José Craveirinha. Esta é a proposta que o encenador Fernando Mora Ramos vai levar ao palco do Centro Cultural Universitário da Universidade Eduardo Mondlane, na cidade de Maputo.

Intitulado A noite das hienas, o exercício/espectáculo a ser exibido às 18 horas dos dias 18 e 19 resulta de uma colaboração entre o Teatro da Rainha, de Portugal, e a Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM). A colaboração em causa já tem dois anos. Inclusive, a montagem desta peça teatral acontece depois de Fernando Mora Ramos, o director do Teatro da Rainha, ter orientado, ano passado, em Maputo, um workshop de encenação e dramaturgia aos estudantes da ECA.

Essencialmente, A noite das hienas, na primeira apresentação, terá 50 minutos. A história da peça cujo principal espaço é uma palhota, gira em torno das circunstâncias por que passa uma família camponesa humilde. A certa altura da trama, a palhota dos camponeses é assaltada por dois homens “predadores” (um de cada vez) que vão retirar à família o que ela tem e o que não tem, com violência que causa alguns assassínios. Nisso, dois miúdos, vítima da ambição dos “predadores”, têm de aprender a sobreviver sozinhos.

Como assistente de encenação d’A noite das hienas está Venâncio Calisto, que, muito recentemente, actuou no espectáculo A cidade dos pássaros, do Teatro da Rainha, em Portugal. Portanto, esta é a segunda vez, este ano, que Calisto trabalha com Mora Ramos, artista que passou a infância e parte significativa da adolescência cá no país, onde se iniciou na arte dramática, no Teatro dos Estudantes Universitários de Moçambique.

Referindo-se a esta nova oportunidade de colaborar com o director do Teatro da Rainha, Venâncio Calisto afirma: “É sempre uma honra trabalhar com o Fernando, porque com ele aprendemos muito. O Fernando é uma escola do teatro. Esta, para mim, é uma oportunidade de aprender bastante. Quanto mais puder colaborar com ele, melhor ainda”.

Desta vez, para o actor e encenador formado na ECA, a experiência é ainda especial porque a colaboração com Mora Ramos acontece cá no país, onde possui mais possibilidades de criar a ponte com outros actores e intervenientes do teatro.

Nesta peça teatral, adianta Fernando Mora Ramos, as hienas representam todos aqueles que são predadores ou que agem como tal; aqueles que se aproveitam da ingenuidade da maior parte da população desprotegida, entregue à sua própria sorte.

Integram no elenco de d’A noite das hienas os seguintes actores: Castigo dos Santos, Fernando Macamo, Josefina Massango, Maria Clotilde, Samuel Nhamatate e Venâncio Calisto. Os figurinos e a cenografia foram confiados a Sara Machado.   

 

Morreu, no passdo dia 1,  aos 92 anos de idade, o músico e saxofonista Chico da Conceição, vítima de doença.

Chico da Conceição perdeu a vida justamente no dia internacional da música no Hospital Central de Maputo (HCM), para onde foi evacuado e deu entrada pelas 10:00 horas, vindo a perder a vida meia hora depois.

De nome completo Francisco João da Conceição, o saxofonista apesentava uma saúde débil já há dois anos, situação que tendia a melhorara nas últimas duas semanas. Entretanto, na manhã de terça-feira a família foi surpreendida com o agravamento do seu estado de saúde e foi imediatamente evacuado para o HCM.

Nsta quinta-feira os restos mortais de Chico da Conceição foram a enterrar na Cidade de Inhambane, sua terra natal, numa cerimónia que contou com a presença de amigos e familiares do músico e do governo provincial, na pessoa do Governador Daniel Chapo.

O saxofonista tem deficiência visual desde 1975, mas ainda assim não vergou e fez ecoar o seu nome e o da sua província pelo mundo inteiro. Nasceu a 14 de Junho de 1927, na cidade de Inhambane, sendo ele o 3º de quatro filhos do casal João António da Conceição e Domingas Liberato Quinhas.

Chico da Conceição dedicou mais de 70 anos da sua vida à musica tendo por isso sido reconhecido por dois chefes de Estado moçambicanos. Em 1985 foi condecorado com a Ordem Samora Moisés Machel, em reconhecimento ao seu contributo na área da música. No ano 2014, pelas mãos do antigo Presidente da República, Armando Guebuza, foi atribuído a medalha de Ouro.

Em 1944, Chico da Conceição se muda para trabalhar em Vilankulo e no ano seguinte cria o primeiro conjunto musical denominado “Chico

Conceição”, que abrilhantava os bailes da Circunscrição. A partir daí vários agrupamentos foram criados pelo músico, sempre com classificação de topo. E 1948, no seu regresso a Inhambane, mais agrupamentos foram formados sempre focalizado em duas vertentes – satisfazer desde classes mais humildes às mais favorecidas actuando de forma contínua em todas as localidades da Província de Inhambane.

Chico da Conceição contribuiu para elevar esta área de saber e de actuação, transformando-a num veículo concorrente para a mobilização da sociedade face aos desafios de Moçambique e de Inhambane em particular. Notabilizou-se em grandes festividades realizados no então clube de Inhambane, com entidades locais, em tardes dançantes abrilhantadas pelo agrupamento “Melodiä”, ia mostrando o seu talento dado por Deus surpreendendo as multidões e marcando os corações de todos os presentes.

Desde cedo o saxofone tornou-se a paixão do Chico da Conceição, um namoro que iniciou em 1950, tendo iniciado com Sax Alto e permanecendo posteriormente com o Sax Tenor.

A nivel da provincia de Inhamabne, amigos e familiares recebram a noticia com profundo pesar e consternação. É para muitos um acontecimento que deixou toda a comunidade cultural de Inhambane em particular e moçambicana no geral sob forte consternação.

Em mensagem apresentada no velório do saxofonista, o Governador de Inhamabne referiu que o saxofonista notabilizou-se através da interpretação de músicas variadas e carregadas de elevado sentido de humanismo, transmitindo a realidade e o quotidiano de Inhambane e de Moçambique em geral. Desta forma, nas suas actuações, exibiu-se com universalidade e contribuiu para a promoção da identidade cultural da “terra de boa gente”, de Moçambique além fronteira, consubstanciada através da sua versatilidade artística.

“Menina do bairro”. De lá… onde falta “tudo”, menos a esperança… o sonho. Na verdade, aquele é o título de uma das músicas do álbum de estreia de Assa Matusse, intitulado + Eu. De igual modo, o título foi o escolhido para o concerto de logo à noite desta quinta-feira, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade onde abundam várias acácias.

A apresentação de Assa Matusse, essa “menina do bairro” que já pertence ao mundo, vai iniciar às 20h30 e deverá durar uma hora e quarenta minutos. Ao Franco, a cantora de afro/jazz e outras coisas vai levar, maioritariamente, temas de + Eu. Todavia, porque há um álbum a ser lançado próximo ano, igualmente, Assa Matusse vai interpretar algumas músicas novas, mesmo como quem prepara o público para o que está aí a caminho.

Quanto à performance, a “menina do bairro” promete o habitual, mas com muitas novidades. Uma delas será a fusão dos seus temas do álbum mais + Eu com marrabenta. A pretensão é reverenciar o ritmo que lhe diz tanto. Portanto, quem já viu os concertos da artista há-de notar que as músicas conhecidas ganharam um novo arranjo.

No concerto de amanhã, eventualmente o último grande que Assa Matusse faz alicerçada ao primeiro disco, haverá duas convidadas. A primeira é Duduzile Makhoba, uma cantora que representa a amizade que dura há sete anos. “Conhecemo-nos por aí em 2012. Daí em diante mantemos contacto. Ela está a crescer muito na África do Sul, acompanhando, inclusive, grandes nomes da música daquele país. É uma grande cantora”, garantiu Assa.

A segunda convidada para o concerto “Menina do bairro” é de casa, e muito bem conhecida: Mingas. Nada ao acaso. Para Assa, Mingas é a personificação de uma diva. “A Mingas representa muito para mim. Ainda criança, fiz muitas interpretações das músicas dela”. E ambas já cantaram juntas num evento da UNICEF. Na altura Assa era adolescente. “Quis reviver esse passado”. Assim, as cantoras farão dueto em duas músicas: uma da “menina do bairro” e a outra de Mingas.  

Com efeito, a esta altura, Assa Matusse considera-se feliz pela recepção do público ao + Eu. “O álbum deu-me mais visibilidade, ainda que algumas pessoas não tenham compreendido muito bem o meu verdeiro estilo. É normal, no primeiro disco estamos ainda em descobertas”.

O espectáculo no Franco (cuja banda é composta por Stélio Mondlane, bateria; Válter Mabas, guitarra; Nicolau Cauaneque, piano; Nelton Miranda, baixo) acontece depois de Assa Matusse ter feito uma digressão pela Europa (Noruega, Portugal e Espanha), que durou 37 dias.

 

 

 

 

+ LIDAS

Siga nos