O País – A verdade como notícia

Vive desde Dezembro no Estado do Mato Grosso, no Brasil. No Sul do continente americano, o segundo classificado da segunda edição do concurso musical Fama Show da Stv tem sedimentado a sua carreira artística.

Nove meses depois de se fixar no Brasil, Abel António Laste regressa à pátria amada para actuar num concerto muito íntimo, daí o título: “O chamado que transformou a minha vida”. O espectáculo vai realizar-se a partir das 15 horas do próximo dia 25, feriado nacional, no Auditório Municipal Carlos Tembe, na cidade da Matola.

Durante hora e meia, Abel Laste vai interpretar temas que constam nos seus três álbuns (segundo, terceiro e quarto), numa actuação que deverá dividir o palco com alguns autores convidados, como são os casos de Alfa Thulana, Princess Sofia, Dércio Bahule, Lázaro Sampaio e Natural Macuácua.

No concerto da próxima semana, o músico e compositor irá partilhar experiências de vida particular e explicar aos que acompanham o seu percurso a razão de ter deixado de fazer um determinado estilo de música a favor da evangélica, afinal Abel Laste já cantou ritmos mais tropicais no seu álbum de estreia: Dor de um sonho. Ora, além desse álbum cujo ciclo está encerrado, Abel Laste é autor de mais três, designadamente, Recomeçar, Peregrino 1 e Peregrino 2 – o quinto estará disponível a partir de Novembro, devendo ser apresentado no país nos meados do próximo ano.

O rumo que a carreira de Abel Laste tomou tem muito a ver com as lições morais apreendidas na infância. O seu pai foi muito temente a Deus, e, antes da inevitável partida, despertou no músico o sentido de missão que a sua vida agora tomou. Por isso Laste não pensa em outra coisa. A ideia é servir sempre e levar às pessoas a palavra do Senhor. Tudo alicerça-se na igreja, onde descobriu o dom da música. Com o Fama Show da Stv, aí projectou-se para uma dimensão nacional. Como se isso não bastasse, o desafio de Laste agora é levar o poder da sua música além-fronteiras, aos fiéis e, sobretudo, aos que não acreditam.   

Abel Laste nasceu a 17 de Outubro de 1986 e passou a sua infância em Nampula. Fez parte de projectos musicais como Top Label e Real Family.

 

 

Na lista da terceira edição do Prémio Books for Peace 2019 consta o nome de um autor moçambicano. Chama-se Carlos Osvaldo, e foi reconhecido pelos membros do júri daquele concurso por contribuir para paz, harmonia entre os povos e causas humanitárias, através do conjunto da obra e do trabalho que realiza fora da escrita.

A distinção ao escritor no concurso que não prevê a submissão de candidaturas pelos prováveis laureados aconteceu no dia 14 deste mês, na cidade de Roma, na Itália. Por isso mesmo, devido ao reconhecimento, Carlos Osvaldo fará parte da comissão internacional do Prémio Books for Peace próximo ano. A sua principal missão será a de identificar mais pessoas em Moçambique que também merecem a distinção. Depois de identificar os prováveis candidatos, os mesmos serão avaliados por um júri do Prémio.

Para Carlos Osvaldo, que não estava à espera deste reconhecimento, é uma grande honra ser um dos laureados pelo Prémio Books for Peace 2019, o que realça o seu sentido de missão. “Sinto-me a representar o país e quero abrir portas para que mais moçambicanos sejam reconhecidos”.

Carlos Osvaldo Mabutana nasceu em Maputo em 1982, tendo crescido em Lisboa. Trabalha como gestor de comunicação da ONG Muva, que se dedica no empoderamento da mulher, e como gestor de outras marcas. Além disso, é embaixador, em Moçambique, dos Southern Africa Startup Awards (SASA). É Prémio Maria Odete de Jesus e autor de quatro romances: Amorismo ou as vidas aéreas de Bernardo Souto, Bárbara(mente), Omitir não é mentir e Paternizando – diário de um pai em cativeiro.

Portanto, o Prémio Books for Peace 2019, sem fins monetários, é promovido pela Fundação Universitária Vida Cristã (FUNVIC), baseada em Roma (Itália), sempre com o intuito de destacar o trabalho desenvolvido por escritores, activistas ou jornalistas em prol da paz, causas humanitárias e trabalho social, em todo o mundo. Além do autor moçambicano, nesta edição também foram reconhecidos cidadãos dos seguintes países: Albânia, Argentina, Afeganistão, Bangladesh, Bélgica, Camarões, Canadá, Croácia, Cuba, Egipto, Etiópia, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Índia, Irão, Itália, Marrocos, Nova Zelândia, Nigéria, Noruega, Paquistão, Peru, Portugal, Rússia, Sérvia, Síria, Togo, Tunísia, Uganda, Yemen e Zimbabwe. 

 

 

 

 

 

Na cidade de Maputo, a exposição “PANCHO: Outras formas e olhares”, de Sónia Sultuane e Jorge Dias, esteve aberta ao público em dois locais, designadamente: Museu Nacional de Arte e Auditório do BCI. Agora, chegou a vez de a ilha dos poetas, a Ilha de Moçambique, em Nampula, receber uma obra que é um tributo a Pancho Guedes, importante arquitecto que deixou a sua marca em Moçambique.

No Norte do país, a cerimónia de inauguração de “PANCHO: Outras formas e olhares” vai acontecer esta terça-feira, na Mediateca do BCI, na Ilha de Moçambique. De acordo com a nota do BCI, mostra de Sultuane e Dias insere-se nas celebrações dos 201 anos da Cidade da Ilha de Moçambique, onde um dia esteve a primeira capital moçambicana.

“PANCHO: Outras formas e olhares” conta com o patrocínio do BCI, em parceria com a UniLúrio e a Villa Sands, e é uma abordagem que os dois artistas fazem sobre a obra arquitectónica e artística do arquitecto Pancho Guedes.

Nesta exposição, Sónia Sultuane apresenta um conjunto de trabalhos feitos com diferentes materiais, tais como contraplacado, azulejos, madeira, pintura e vidro, descodificando as formas arquitectónicas de Pancho Guedes. Já Jorge Dias apresenta uma instalação com diferentes materiais, num processo acumulativo de formas e pequenas peças de artesanato, onde o tema central é a abordagem artística de Pancho.

O músico moçambicano, Humberto Luís, um dos convidados ao espectáculo do músico nigeriano Tekno prometeu fazer uma performance fantástica. Humberto Luís disse que esta é a primeira vez que a produtora de eventos BDQ-concertos o convida para um espectáculo.

“Estou a preparar uma performance diferente do habitual, jamais vista quando se trata de Humberto Luís em palco, a todos os níveis”, revela o artista.

O músico redundou-se em afirmar que esta será a primeira vez que vai introduzir um novo aspecto na sua actuação, “algo que eu nunca fiz, mas não vou adiantar, as pessoas vão ter de ir ao show para ver in loco”, prometeu.

Sobre o repertório, o artista diz que vai cruzar músicas que fizeram sucesso no passado e as que continuam a ser tocadas actualmente, o que lhe garante que as pessoas vão se emocionar pelo menos com a sua passagem no concerto.  

Humberto Luís reconhece o talento de Tekno e diz ser amante das suas músicas, por isso espera que esta oportunidade de dividir o palco com ele possa criar a possibilidade de uma parceria entre eles num futuro breve.

“Estou muito feliz por este convite formulado pela BDQ – Concertos, espero poder satisfazer as expectativas da instituição”, terminou.

Recorde-se que Humberto Luís revelou-se na arena musical com o sucesso “Você não vale nada”, mas também notabilizou-se com “Perdão”, “Já tenho dona”, “Te amo” e “No fa hi wene”, entre outras.

Para além de Humberto Luís, juntam-se ao show do autor do “Pana” os moçambicanos Mr. Bow, Hernâni, Justino Ubakka, Twenty Fingers, Dj Dilson e Dj Faya. Da África do Sul, para carimbar na hora do after party vêm os djs Maphorisa e Prince Kaybee.

A Província do Niassa destacou-se ao apurar-se com maior número de representantes da região norte para a gala nacional do concurso Vodacom Turma Tudo Bom a realizar- se em Outubro na capital do país.

A cantora Moçambicana Lizha James, brilhou no palco da academia militar onde decorreu a gala regional norte, dando o seu testemunho e encorajando os jovens que entram para a carreira musical.

Leonilde Mualia no canto, Nail Alberto na representação, Maluco Landia na dança e escola secundária Paulo Samuel Kankhomba nas olimpíadas acadêmicas, vão representar a região norte. A província do Niassa foi a que mais se destacou com grande parte dos apurados

O Júri e os organizadores esperam bons resultados.
“Esperamos que pelo menos na gala final tenhamos um representante do norte”, disse um dos jurados.

 

É já no dia 28 deste mês que o músico nigeriano Tekno irá actuar no campo de Maxaquene. Um dos convidados ao espectáculo é o músico moçambicano, Justino Ubakka, que promete uma grande performance.
Ubakka diz ter recebido o convite da BDQ – Concertos de bom agrado, sobretudo por ser um artista que sempre investiu em eventos próprios e tendo em conta os seus seguidores.

“Poucas vezes sou chamado a espectáculos de grande envergadura, por isso quando sou preferido a eventos de grande pompa a ideia é mostrar o que valho a nível de performance”, sublinha o artista.
Ubakka diz que não irá fugir a sua essência e fará uma actuação ao vivo, o músico descarta uma actuação que eventualmente terá feito, pois para ele cada espectáculo é diferente de outro.

O artista promete levar a Maxaquene os mais acentuados hits como Khoma,Xibebetana, Chimele entre outros.

Ubakka, assim, não merece deixar os seus créditos em mãos alheias, pois “a nível de montra penso que é uma boa oportunidade de mostrar o nosso trabalho”, tendo em conta o tipo de músico que Tekno é, com muitos fãs no país e no mundo.

Embora sejam praticantes de ritmos diferentes, Ubakka não se distancia da possibilidade de alguma parceria com o nigeriano, caso as condições sejam criadas para tal. Mas o que tem certeza é que já se prepara para tal e que vai fazer um bom concerto.

Para além de Ubakka, juntam-se ao show do autor do “Pana” os moçambicanos Mr. Bow, Hernâni, Humberto Luís, Twenty Fingers, Dj Dilson e Dj Faya. Da África do Sul, para carimbar na hora do after party vêm os djs Maphorisa e Prince Kaybee.

No próximo dia 28, às 20h, no Campo de Maxaquene, na Cidade de Maputo, haverá o espectáculo do nigeriano Tekno. Nesse evento, estarão vários convidados nacionais, sendo um deles Justino Ubakka.

Segundo o autor que muito recentemente compôs uma música para a vencedora da primeira edição do Mozkids Talents, Inalda Sumburane, o convite da BDQ Concertos foi recebido de bom agrado, mesmo sendo ele um cantor que investe nos seus próprios eventos.

“Poucas vezes sou chamado a espectáculos de grande envergadura, por isso quando sou preferido a eventos de grande pompa a ideia é mostrar o que valho a nível de perfomance”, sublinha o artista.

Ubakka diz que não vai fugir à sua essência, tal como sempre que sobe ao palco. Por isso, vai cantar ao vivo, com um ar extrovertido e disposto a fazer o público dançar.

A apresentação de Ubakka vai passar pelos maiores sucessos dos dois álbuns, designadamente “Sunangai I e II”, incluindo as músicas do EP. O artista promete levar a Maxaquene os mais acentuados hits, como “Khoma”, “Xibebetana”, “Chimele”, Khombela ka Yesu”, “Male ya Mutxado” e, entre outras, a mais recente “Dê-me um sinal”, uma narrativa que se debruça sobre os dramas do amor, das crises de valores sociais e uma provocação sobre o nosso imaginário sócio-cultural que Ubakka irá partilhar com o público cada vez mais expectante. “Esta será uma mensagem acompanhada com passos de dança e muita animação dado o toque animado que as suas músicas carregam, numa mistura entre marrabenta, afro, gospel e R&B”, acrescenta a Tindziva, citando o autor: “a nível de montra penso que é uma boa oportunidade de mostrar o nosso trabalho, tendo em conta o tipo de músico que Tekno é, com muitos fãs no país e no mundo”.

Mesmo cantando ritmos diferentes, Ubakka não se distancia da possibilidade de alguma parceria com o nigeriano, caso as condições sejam criadas para tal. Mas o que tem certeza é que já se prepara para tal e que vai fazer um bom concerto.

Para além de Ubakka, juntam-se ao show do nigeriano os moçambicanos Mr. Bow, Hernâni, Humberto Luís, Twenty Fingers, Dj Dilson e Dj Faya. Da África do Sul, para o after party, vêm os djs Maphorisa e Prince Kaybee.

 

A Associação Moçambicana de Teatro (AMOTE), em parceria com o Centro de Teatro do Oprimido do Maputo, Universidade Eduardo Mondlane e Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC) realiza, no próximo dia 20, no Anfiteatro Gota de Lume do CTO-Maputo, a oficina de formação em escrita e produção de projectos teatrais.
 
O evento da AMOTE pretende-se que seja uma oportunidade para treinar e conferir habilidades aos fazedores de teatro em escrita e produção de eventos culturais, bem estruturados e dotados de um alinhamento estratégico às diversas abordagens sócio-culturais, económicas e políticos sobre temas de interesse público.
 
A oficina da iniciativa da Associção de Teatro terá como facilitadores principais Ofélia da Silva Tomás, Oficial de Programas da UNESCO, Dadivo José Combane, docente da Escola de Comunicação e Arte (ECA) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), júri da última ediçao do Mozkids Talents, Matilde Muocha, docente do Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC), Filipa Côrte-Real, da União Europeia, e Diana Manhiça, da PROCULTURA.
 
Segundo a AMOTE, a missão e actos consubstancia-se na criação de condições para um desempenho cada vez melhor dos fazedores do teatro em Moçambique, abrindo-lhes portas para o acesso a recursos, conhecimentos e habilidades que catapultam o teatro moçambicano para patamares sempre maiores.

A AMOTE foi formalizada como associação em 2019 e a esta altura, mobiliza-se para concretizar a sua publicação em Boletim da República.

 

Arena 3D, Katembe, cidade de Maputo. 12 horas de sábado. Já não resta nem um assento para os espectadores atrasados sentarem-se. A última gala do Mozkids Talents começa, entre expectativas dos que votaram e a certeza dos 23 concorrentes finalistas terem feito um excelente trabalho ao longo de aproximadamente dois meses.

A Arena 3D foi o um espaço escolhido para acolher a final do maior concurso infantil de descobertas de talentos. Na derradeira gala, 23 com concorrentes subiram ao palco para, de uma vez por todas, convencer e levar o grande prémio para casa. Poucos tiveram essa ventura, como é óbvio, e entre os eleitos estiveram seis crianças: Riaz Trindade e Wanda Zango (Teatro), Flórida Guambe (Poesia), Ezaly Assura (Dança), Rindzela Novela (Canto) e Shanikwa Boene (Instrumentos musicais). Estes foram os concorrentes que mais votos somaram, depois de adicionada a percentagem do júri (70) e do público (30).

A oitava e última gala da segunda edição do Mozkids Talents, uma iniciativa da Stv em parceria com a Dstv e Gotv e apoio da Movitel, foi a mais electrizante de todas. Vários factores contribuíram para o efeito.

Por exemplo, o facto de os concorrentes terem apresentado as suas melhores propostas desta edição. No entanto, sem que repetissem de todo, as crianças melhoram a performance, fazendo com que o auditório vibrasse como se fosse a primeira vez que as via em palco.

Assim, a dupla Riaz e Wanda foi recuperar a peça sobre a amizade que muito contribuiu para lhes consagrar no concurso. Tendo-a melhorado, os alunos da Birlik International School, de 10 e oito anos de idade, respectivamente, arrancaram muitos sorrisos das crianças, adolescentes, jovens, senhores e velhos que não quiseram perder a final. Todas as faixas etárias dos espectadores uniram-se num som grito e espírito na Arena 3D. Então, eis que a idade do público desvaneceu. Todos tornaram-se como que unos, numa verdadeira celebração ao talento em formação.

Além da actuação dos pequenos actores, valorizou a gala da final a performance de Romena Zunguza. A menina de 9 anos de idade, a frequentar a 3ª classe na EPC de Moamba, declamou “Se me quiseres conhecer”, de Noémia de Sousa. E quem já não se lembrava dela, de facto, a conheceu e reconheceu o potencial poético. Convicta, firme e desinibida, a menina dos Zunguza tornou o poema de Sangue negro algo imortal e emotivo. Os membros do júri e o público convenceram-se disso, batendo palmas por uma estrela iminente, se o talento não embernar agora que o concurso terminou.

O vigor de Romena não foi uma excepção no sábado. Longe disso, repetiu-se no palco do Mozkids Talents várias vezes, sobretudo quando dois meninos de dança apresentaram-se. Primeiro, Kayane Machavane, o rei das surpresas nesta edição. Com 10 anos de idade, o aluno da escola 8 de Março parece que descobriu como prender o auditório. Durante três minutos, Kayane divertiu-se e fez com que as pessoas sentadas sentissem a necessidade de levantar. E levantaram, afinal quem contagia o público do jeito que o dançarino fez, merece mesmo aplauso de pé. Muitos rendem-se ao talento do menino. Inclusive os chapeiros e passageiros. Sempre que o menino sai com pais, virou moda, nem ele e nem os progenitores pagam. Ou alguém paga por toda família Machavane ou os cobradores concedem-lhes livre trânsito. O que o sucesso não faz? Kayane já uma estrela e tira o proveito disso.

Agora que o concurso terminou, a Dans’Artes oferece-lhe uma bolsa para tirar curso de dança na Matola.

Ainda na categoria de dança, outra concorrente que não quis sair despercebida da final foi Michael Jackson. Quer dizer, Alisha Francisco. A menina cm 12 anos de idade disputou a derradeira gala em casa, afinal frequenta a 6ª classe na EPC da Katembe. Diante da sua gente, a dançarina deu ritmo às músicas do astro no pop norte-americano. Estrondosa. Nos passos de dança e na indumentária.

Quem também não quis deixar de interpretar Michael Jackson foi Jorge Mbie. Ao som do seu violino, o instrumentista tocou e dançou. Talento absoluto. Por isso Maria Helena Pinto confessou em público amar o aluno que frequenta a 6ª classe na Willow International School, no sentido de o admirar. E admiração foi extensiva a Movitel. Ao aperceber-se que os votos não bastaram para o violinista ganhar, Ramos Sengo, daquela operadora, ofereceu o mesmo kit dos vitoriosos a Jorge. Mais três concorrentes à escolha da produção mereceram a mesma recompensa de acordo com Sengo.

Outra actuação bonita foi a de Shanikwa Boene. A vencedora da categoria instrumentos musicais inovou um tema religioso que tocou numa das galas. Entretanto, desta vez, acompanhada por quatro meninas coristas. O desempenho da pianista teve outro impacto e o público pôs-se a cantar de cor o tema popular. Deve ser também por isso que a aluna da escola Christian Academy, 9 anos de idade, venceu os favoritos da categoria: Jorge Mbie e Stefanny António.

Quanto à categoria de canto, não houve surpresas. Novamente, Bruna Morais foi incrível ao tocar um tema de Alícia Keys. Bruna não conseguiu ser primeira classificada nesta edição, mas deixou os créditos em mãos alheias como se tem dito. Sempre em inglês, em todas as galas desta edição, a aluna da Birlik International School, 7ª classe, 12 anos de idade, praticou a língua como quis e convenceu sempre.

 

Os segundos classificados

Além dos primeiros classificados, os segundos mais votados de cada categoria mereceram um reconhecimento nesta edição do concurso infantil. Eis a lista dos segundos classificados consoante as categorias. Teatro: Charlize Khan e Yunat Dengo; Poesia, Elisa Senguele; Dança, Naima e Nazira Tuahir; Canto, Bruna Morais; e Instrumentos musicais, Kiyone Sigaúque.

Os primeiros classificados desta edição do Mozkids Talents levam para casa um kit da Dstv com subscrição de um mês, um tablet da Movitel com internet válida por um ano. Os segundos classificados ficam com um kit da Gotv com subscrição de um mês, um tablet da movitel com internet válida por um ano.

 

Os convidados

Para que a última gala do Mozkids Talents fosse um bom momento descontraído, a realização do evento levou à Arena 3D alguns convidados. Entre eles, participantes da primeira edição do concurso infantil. São os casos de Tamyris Moiane. Acompanha nos coros por outras duas concorrentes de canto da edição inaugural, Melanie Macaringue e Juelma Moiana, Tamyries cantou um tema da sua autoria, “Casamentos prematuros”. A concorrente finalista do Mozkids do ano passado tem mais músicas, além da que cantou na Katembe, com os seguintes títulos: “Amizades verdadeiras” e “Voltei com ela” (uma versão da original de Matias Damásio). Como dançarinas da cantora formada neste concurso, estiveram as ex-concorrentes Isabel e Ayusca.

A vencedora da categoria de canto da primeira edição do Mozkids, Inalda Sumburane, também cantou na Arena 3D o seu tema sobre casamentos prematuros, produzido por Justino Ubakka. E a vencedora da categoria de Poesia de 2018, Natolys Manjate, declamou o poema “Xenofobia”, escrito por ela.

As Flindy Girls, dupla composta por duas filhas de Dama do Bling, Floizi e India, também foram convidadas à final. As irmãs interpretaram o tema infantil “Toca toca”. Antes actuou a mãe delas, Dama do Bling, que considera este concurso é o espaço certo para as crianças começarem a mostrar o seu talento ao mundo, num contexto em que faltam muito iniciativas como o Mozkids Talents. Já para Humberto Luís, que também actuou na final, Moçambique precisa do Mozkids porque expõe o talento das crianças, dando-as oportunidades de interacção.

 

A voz dos vencedores

Momentos depois de ter sido proclamada vencedora da categoria de dança, Ezaly Assura foi sincera ao dizer que acreditava na sua vitória. Ezaly tem 8 anos de idade, estuda na Birlik Internacional School, 3ª classe, e já aprendeu a fazer certas leituras: “ao longo das galas muitas vezes ocupei a primeira posição. Então percebi que as pessoas votavam muito em mim. Por isso já esperava  ganhar”, afirmou, confessando que, mesmo assim, sentiu muita pressão antes de a apresentadora Yara da Silva dizer o seu nome naquele derradeiro momento. Para Rindzela Novela, a vencedora de Canto, inicia agora um percurso que a deve levar a compor músicas para crianças: “Gostaria de trabalhar com outros cantores para conseguir realizar esse sonho, porque nós as crianças não temos músicas para nós no país”.

Os vencedores da categoria de teatro foram igualmente sinceros ao pronunciarem depois da premiação. Riaz e Wanda afirmaram que não esperavam ganhar. Na previsão da dupla, Nicole e Gina é que seriam as mais votadas. Foram eles, e, quando isso acontece, Riaz encheu-se de lágrimas no palco. Afinal homem chora em público? O pequeno actor não se importou com isso. Assumiu as emoções e lá libertou as lágrimas.

 

O orgulho da organização e dos parceiros

Balanço positivo. Estas palavras definem a satisfação quer da organização quer dos parceiros. “Estamos felizes por esta edição. Não é fácil produzir uma iniciativa destas com crianças. Conseguimos alcançar o objectivo de juntar famílias e entretê-las”, afirmou Jeremias Langa, COO da SOICO, realçando que a segunda edição do Mozkids Talents foi ainda melhor do que a inaugural. Agora, para haver a terceira edição, a organização necessita de parceiros e entidades que possam associarem-se a este evento que estimula as crianças.

Evitando fazer promessas, Juvenal Armazia, da Dstv e Gotv, expressou a sua satisfação pelo facto de o concurso ter-se afirmado com uma forte componente educacional. “O Mozkids conseguiu expor e desenvolver os talentos das crianças. Apreciamos muito a participação do público e a qualidade dos concorrentes”.

Para Movitel, associar-se ao Mozkids Talents foi uma necessidade que consistiu em acompanhar a cultura e o talento.
A segunda edição do Mozkids Talents chegou ao fim, os talentos já percorrem, reconhecidos, as ruas de Maputo.  
 
 

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