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No próximo dia 5 do mês em curso, a Banda Hodi vai apresentar-se na Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo, quando forem 19 horas.

Para o espectáculo, aquele grupo moçambicano preparou “Sizodivana MASX 20”, um concerto musical que vai levar ao Franco-Moçambicano uma diversidade rítmica em representação de quase todo país. Ritmos como Mandoa, Kete Kete, Nhambaro, Xigubo, Nsiripwite, Ngalanga, Mapiko e outros farão parte do repertório apresentado pela Banda Hodi.

De igual modo, “Sizodivana MASX 20” é uma mistura de várias expressões artístico-culturais desde a música à dança, passando pela poesia. O concerto contará com a participação do trio Irmãos Beirenses que vão trazer o ritmo e a dança Utse para abertura do evento.

A artista alemã, Doris Graf, vai inaugurar, amanhã, às 18h30, no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), na cidade de Maputo, a exposição «CityX» e «CityX – Eu, Maputo».  A obra estará patente naquele centro até  28 deste mês.  

A mesma artista, irá apresentar no Centro Cultural Moçambicano-Alemão o projecto artístico global «City X», o qual, desde 2011, já foi realizado em nove cidades da Europa e da Ásia Menor, bem como na América do Sul e América Central. O projecto visa, segundo a nota do CCMA, criar uma nova imagem de cada cidade em diálogo com a população urbana. A artista convida os cidadãos a fazerem desenhos, por meio dos quais a cidade será mostrada na perspectiva deles. Depois disso, as imagens coleccionadas, organizadas e analisadas por Doris Graf, são transformadas em imagens pictográficas, criadas a partir desses desenhos.

Ainda de acordo com a nota do CCMA, o incrível no decurso do projecto «CityX – Eu, Maputo» foi a disposição contagiante das pessoas em participar do trabalho. Em menos de duas semanas, Doris Graf pôde recolher acima de 800 desenhos. Este resultado deve-se parcialmete à vontade da população em expressar a sua visão da cidade, e sem dúvida, ao grande apoio organizacional dos parceiros do projecto em Moçambique: o Teatro Avenida e a sua Directora Manuela Soeiro, assim como Átila César, responsável pelas relações públicas no renomado teatro.

No Centro Cultural Moçambicano-Alemão serão apresentadas imagens pictográficas de desenhos escolhidos para diversas cidades «CityX» da respectiva população urbana. A esse conjunto pertencem projectos de cidades brasileiras como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador da Bahia.
 

No próximo dia 5 do mês em curso, a Banda Hodi vai apresentar-se na Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo, quando forem 19 horas.

Para o espectáculo, aquele grupo moçambicano preparou “Sizodivana MASX 20”, um concerto musical que vai levar ao Franco-Moçambicano uma diversidade rítmica em representação de quase todo país. Ritmos como Mandoa, Kete Kete, Nhambaro, Xigubo, Nsiripwite, Ngalanga, Mapiko e outros farão parte do repertório apresentado pela Banda Hodi. 

De igual modo, “Sizodivana MASX 20” é uma mistura de várias expressões artístico-culturais desde a música à dança, passando pela poesia. O concerto contará com a participação do trio Irmãos Beirenses que vão trazer o ritmo e a dança Utse para abertura do evento.
 

Juvenal Bucuane viaja esta sexta-feira para Lilongwe. Na capital malawiana, o poeta e escritor co-fundador da Charrua vai receber, amanhã, o grau de Doutor Honoris Causa em Literatura e Filosofia, pela Cypress International Institute University daquele país da África Austral.

De acordo com Bucuane, a proposta para esta graduação foi suportada pelo Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD), com sede na capital portuguesa Lisboa, por indicação do respectivo Presidente, Delmar Maia Gonçalves.

Juvenal Bucuane vê na atribuição do título Doutor Honoris Causa um reconhecimento ao seu trabalho, pois a literatura é algo universal e não se pode confinar às fronteiras nacionais. “Lá fora os meus trabalhos são conhecidos. As pessoas da cultura, mesmo no estrangeiro, vêm o que estamos a fazer internamente em termos literários e culturais”.

Na óptica do poeta, a distinção de Cypress International Institute University é uma porta que se abre para poder contactar-se com o resto do mundo. “Na cerimónia estarão cidadãos de todos os continentes. Penso que assim passarei a contactar-me com mais fazedores de literatura e cultura. O gesto vai ajudar-me a mim e, consequentemente, ao país em geral, pois assim deixamos de ficar fechados dentro das nossas fronteiras”.   

Esta não será a primeira vez que Juvenal Bucuane será laureado este ano. Em Maio, o poeta recebeu, em Lisboa, o Galardão de Escritor do Ano 2019, pelo Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora. Um mês depois, concretamente a 25 de Junho, o Estado moçambicano distinguiu o autor de Xefina com Medalha de Mérito Artes e Letras.

Ainda em Lilongwe, a Cypress International Institute University vai atribuir o grau de Professor Honorário em Estudos Militares e Estratégicos ao Secretário-Geral da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), Carlos Paradona Rufino Roque, que também é docente e General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique na Reserva. No seu caso, o reconhecimento deve-se, segundo entende, “a aquilo que dei e ainda vou dar ao país como General na Reserva, como pesquisador e como escritor. Este reconhecimento vai permitir-me encarar a vida com mais seriedade, dedicar-me mais à pesquisa e continuar com o meu compromisso de cultura”.

Por fim, outro artista moçambicano que será reconhecido com o título Doutor Honoris Causa, no Malawi, é Júlio Silva, como Juvenal Bucuane, por indicação do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora.

 

 

Armando Artur será concedido o título Doutor honoris causa em filosofia da arte e literatura pela Cypress International Institute University. A cerimónia da distinção está marcada para dia 31, no Malawi, onde a Cypress University, com sede no Texas, Estados Unidos, tem a sua sucursal para África, Médio Oriente e Ásia. 

Para o professor José Carlos Tiago, da Universidade de Évora, segundo comunicado da Associação dos Escritores Moçambicanos, padrinho do poeta para esta atribuição, o senado da universidade Cypress baseou-se na dimensão estética e filosófica da obra poética de Armando Artur, para além da sua contribuição pessoal no campo das artes e cultura do continente africano.

Citado ainda pela nota da AEMO, Armando Artur afirma que é “uma grande honra e satisfação receber o grau de Doutor honoris causa por uma universidade cuja visão está intrinsecamente concatenada com os ideais da renascença africana e reconhece o papel da literatura nos processos de desenvolvimento do continente”.

O poeta Armando Artur, é membro fundador da associação pan-africana de escritores, foi Secretário-Geral da Associação dos Escritores Moçambicanos, Vice-Presidente do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa e Ministro da Cultura.

A cerimónia a realizar-se sábado servirá para a graduação de mais de quarenta personalidades de países como Moçambique, Malawi, Costa do Marfim, Egipto, Burquina Faso, Cabo Verde, Angola, Botswana, Togo, Camarões, França, Portugal, Brasil, Índia, Tailândia, Coreia do Sul, Chile e Rússia, no Bingu International Conference Centre, situado na capital malawiana Lilongwe.

 

 

Anualmente, realiza-se no país a Temporada de Música Clássica de Maputo – Xiquitsi. O evento da Associação Kulungwana já tem raízes bem firmes no chão, afinal segue na sexta edição. Este ano, pela primeira vez, a Temporada realizou um concerto em Nampula e em Cabo Delgado, numa tentativa de levar o ritmo clássico ou erudito a outras regiões moçambicanas.

Uma das artistas convidadas a participar na segunda série do Xiquitsi, que se realizou neste mês de Agosto, é Mariana Carrilho. Para a mezzo-soprano moçambicana, a Temporada de Música Clássica de Maputo é muito importante porque coloca Moçambique no mapa artístico africano e do mundo, uma vez que traz autores de vários países para, com os moçambicanos, apresentarem ao público propostas musicais de nível internacional.

Uma dessas propostas, destaca Mariana Carrilho, é a ópera Orfeu nos infernos. E, mais do que a peça em si, a mezzo-soprano realça a opção de se traduzir o original de Jaques Offembach para o português, pois, assim, muitos espectadores puderam entender a essência do espectáculo. “Em muitos casos, as óperas são apresentadas na língua original, que não é o português. Neste caso, o público não teria entendido Orfeu nos infernos como se pretendia sem tradução. Então, quando existem espectáculos como estes, que se preocupam em trazer a referência dos bairros e expressões locais, e com artistas nacionais, sim, contribuímos para que a Temporada de Música Clássica de Maputo coloque o país no mapa artístico do mundo por mostrar que somos capazes de realizar concertos de grande nível”.

Além disso, para Mariana Carrilho, o Xiquitsi está a mostrar que na arte não há fronteiras. Por isso mesmo, ao mesmo tempo que a Temporada está a situar-se ao nível de grandes concertos mundiais, afirma Carrilho, começa a ser relevante também pelo facto de agora estar a optar pela descentralização, levando concertos ao Norte.

Ao referir-se à qualidade dos alunos do Xiquitsi, Mariana Carrilho destaca a capacidade dramática dos moçambicanos, que assimilam as coisas com muita facilidade. “Temos muita qualidade vocal e de instrumentos, inclusive com consciência rítmica incrível. O que nos falta mesmo é apoio porque estudar arte é muito caro. A profissionalização da música no país depende de quanto maior número de projectos destes como o Xiquitsi tivermos”. Só depois disso, entende a artista cujo objectivo é passar a dedicar-se à música a tempo inteiro, é que os moçambicanos deixarão de ver a música como uma coisa à parte.

Mariana Carrilho é mezzo-soprano e artista visual. Iniciou os seus estudos musicais em 2014, depois de concluir a licenciatura em Belas Artes. Ano depois, participou na 2ª Temporada de Música Clássica de Maputo. Em 2017, participou do concerto “Classic Feminíssimo”, também em Maputo, celebrando a mulher na música clássica e na música moçambicana. Em 2018, concluiu com mérito o grau superior de Canto – Interpretação de Música Clássica sob a orientação de Carmen Bustamante, no Conservatório Superior do Liceu, em Barcelona. Actualmente, frequenta o Mestrado de Canto na mesma instituição. Como artista visual, participou em vários festivais de cinema, exposições colectivas e a solo, dos quais se destacam o Festival Dockanema (Moçambique), onde foi selecção oficial do prémio PLMJ de Vídeo Arte, e o Avanca Film Festival (Portugal), onde trabalhou com Mehdi Rahmani e Vasco Pimentel.

 

Já lá vão 10 anos do Kugoma – Fórum de Cinema Moçambique. Também para a comemoração de uma década de existência, decorre desde o dia 26 até 31 deste mês, em diversos locais da capital do país, a edição anual da iniciativa.

O Fórum de Cinema Moçambique iniciou em 2010, com a dupla de produtoras Ilda Abdala e Diana Manhiça, e uma micro-empresa individual, a ZOOM, com a pretensão de dar destaque especial às curtas-metragens.

Assim, nos 10 anos de existência do Fórum de Cinema, esta comemoração é, de acordo com a organização, o mote para uma programação de excelência e a introdução do Prémio Novos Autores, criado para motivar uma nova geração de cineastas moçambicanos a dar os seus primeiros grandes passos. O evento é possível graças a um pequeno apoio da União Europeia, em Moçambique.

Nesta edição, os nomeados para o prémio são: Marilú Námoda, Lara de Sousa, Wilford Machili, Ivan Simone e Sousa Domingos, Orlando Mabasso Jr. e Sónia André cujos trabalhos o júri, formado pelos consagrados Pedro Pimenta, João Ribeiro e Sol de Carvalho, avaliou e irá premiar e comentar.

A programação retoma a actividade KUGOMA Escolas, programada para os dias 26, 27 e 28, pela manhã, levando estudantes do ensino secundário público, da cidade de Maputo, à sala de cinema do CCFM, das 10h às 12h, e dá continuidade a parcerias antigas com o Cinema Scala – com sessões de documentários musicais no terraço do edifício, nos dias 30 e 31, às 20h30, seguidos de música ao vivo – e com a Associação IVERCA, agora no magnífico novo espaço do Museu da Mafalala – com sessões ao ar livre, também nos dias 30 e 31 às 18h30.

Segundo a organização, do programa principal, fazem parte uma série de curtas-metragens de jovens autores moçambicanos, filmes recebidos de parcerias existentes como festivais, produtoras e cine-clubes em Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola e obviamente, Moçambique.

Uma programação de filmes de autores afro-europeus e afro-americanos, também incluída na proposta cinema da diáspora, este ano, do Reino Unido e do Brasil.

Sessões mais pontuais e direccionadas acontecem, por exemplo, na Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da UEM no dia 30 às 11h, com a exibição de uma série de documentários sobre zonas peri-urbanas das cidades africanas de Nairobi, Lagos e Maputo – do cineasta arquitecto Johan Mottelson e apresentação de Wilford Machili.

Um filme documentário de animação, largamente premiado, em estreia nacional, na sessão de abertura oficial – “Mais um dia de vida”, de Raúl de la Fuente (ES) e Damian Nanow (POL), de 2018, é uma adaptação de um trabalho do jornalista polaco Ryszard Kapuscinski, que cobriu a guerra civil angolana.

 

 

 

 

Sob o lema “Antigas salas de cinema de Maputo”, arranca, esta segunda-feira, no Centro Cultural Franco-moçambicano (CCFM) o 4.ª seminário anual do projecto Museu do Cinema.

Está prevista uma mesa redonda, moderadas pelo arquitecto Luís Lage. São oradores da mesma o arquitecto José Forjaz, o cineasta Sol de Carvalho e o docente Amílcar Mascarenhas, que vão reflectir sobre “As antigas salas de cinema de Maputo – património e presente”.

O seminário que terá três dias vai culminar com o lançamento do livro “CineGrafias Moçambicanas”, apresentado pelo cineasta João Ribeiro e distribuído pela Kapicua. Ainda neste dia os presentes poderão acompanhar as apresentações da jovem historiadora Vanessa Massitela e da pesquisadora portuguesa, Inês Dias.

O projecto Museu do Cinema, que iniciou em 2016 como uma associação de profissionais de cinema, história, educação, design e património tem apresentado todos os anos resultados do trabalho de pesquisa e parcerias que estabelece.

Iniciado em 2016 como uma associação de profissionais de cinema, história, educação, design e património, o projecto Museu do Cinema tem continuado esta caminhada e, todos os anos, apresenta os resultados do trabalho de pesquisa e que desenvolve e as parcerias que estabelece.

A partir de hoje, a artista plástica Huwana Rubi expõe a sua nova individual. Intitulada Dicotomias figurativas, a mostra será inaugurada logo à tarde, a partir das 17h30 horas, na sede da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), na cidade de Maputo.
 
A artista resolveu levar a sua nova mostra por ver nessa acção um desafio, o qual consiste em tecer pontes entre duas artes, designadamente, a pintura e a literatura. “Acredito que estas duas áreas têm tudo haver, uma vez que uma área pode auxiliar na outra”, afirmou a artista que, neste percurso, optou por investir em técnica mista nas telas.
 
As 13 telas que fazem Dicotomias figurativas precisaram de aproximadamente cinco anos para estarem prontas. Portanto, a primeira pintura data do ano 2015, sendo que boa parte das obras foram produzidas de há um ano a esta parte.
 
Com esta exposição hoje inaugurada, Huwana Rubi espera que os visitantes encontrem o silêncio das suas almas, a vida, sonhos e esperança.
 
Para Armando Artur, que escreveu um texto sobre a exposição, “a narrativa da vida e do tempo é igualmente explicada nestes traços, nestes sombreados, nesta luz que até transborda para fora das próprias telas, porque, na verdade, a época em que vivemos é também caracterizada por um intrincamento de desgraças e tristezas. A Huwana tenta, por isso, não perder o fôlego e muito menos o foco daquilo que é o seu sonho anichado nestas linhas e formas, que acabam revelando as suas próprias crenças, principalmente aquelas sobre o poder da cor e da luz na procura da felicidade”. O poeta e antigo Ministro da Cultura acrescenta: “O acasalamento das cores e da luz nos quadros da Huwana simboliza o amor supremo que ela oferece a si própria e ao mundo. Todas as suas obras, incluindo as que corporizam esta exposição, são uma espécie de alegoria de si própria numa terra que lhe é simultaneamente hostil e bem-aventurada”.
 
A exposição individual Dicotomias figurativas estará patente na sede da AEMO até 13 de Setembro.
 

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