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O País – A verdade como notícia

Fotógrafo vai distribuir produtos higiénicos às pessoas que precisam nas comunidades de Maputo e Inhambane.

Mário Macilau vai deixar a sua câmara fotográfica de lado, nos próximos dias. Na verdade, com o caso confirmado do COVID-19 no país, o fotógrafo pretende levar a cabo um projecto de sensibilização às comunidades.

A partir da próxima semana, Mário Macilau irá levar uma mensagem de conforto a algumas comunidades de Boane, pois, no seu entender, sempre que existem situações de saúde que poem em risco a vida das pessoas, a sensibilização é pensada em função das pessoas urbanas. Ou seja, para o fotógrafo, os que se encontram fora do perímetro da cidade ficam muitas vezes marginalizadas.

Assim, além de levar uma mensagem visando a consciencialização das pessoas, o activismo do fotógrafo será acompanhado com doação de material de protecção higiénico. “Ao invés de apenas falarmos, precisamos de actos concretos, que, sobretudo, beneficiem às populações fora do centro da cidade de Maputo”, afirmou.

A iniciar para semana, a campanha de Macilau irá abranger o distrito de Boane, Ponta de Ouro e, no final, alguns pontos da província de Inhambane. Nesse sentido, o fotógrafo está em contacto com as secretarias dos bairros onde vai oferecer os produtos. E deixa um recado: “Infelizmente, o tipo de economia que temos não permite, primeiro, que as pessoas fiquem trancadas em casa. Estamos a seguir um modelo ocidental na gestão do COVID-19, onde um pobre tem diversas actividades em casa e a luz e a água nunca cortam”. 

Para Macilau, por um lado, a ideia de ficar em casa é boa, mas, sendo realista, não é uma prática direcionada a todos, isto é, beneficia “o patrão, que mesmo ficando em casa um mês não terá falta de comida e nem terá as suas receitas em risco. Por isso eu vou ao campo e tentar ajudar as pessoas ao invés de ficar a alimentar o intelectualismo virtual, compartilhando o que não sabemos se é real ou falso”.

 

Por outro lado, segundo entende o fotógrafo, o Coronavírus vem ensinar ao ser humano a posicionar-se em relação à sua ambição para com o poder económico. “Foram muitas décadas em que vivemos explorando o ambiente, poluindo, emitindo gases, fazendo lucro e sem se preocupar com um ambiente saudável e poluindo a camada de ozono. Eu tenho mais pena do futuro da geração dos nossos filhos do que da presente consequência. O vírus mata quem está numa idade já avançada e se um dia tivermos um vírus oposto deste? Um vírus que tira a vida das crianças? É muito triste e lamentável”.

Ao longo dos dias que irá doar produtos higiénicos pelas comunidades, Macilau irá iniciar um projecto de pesquisa que vai explorar o consumismo. Essa poderá ser a bordagem de uma eventual exposição fotográfica.

 

A marca de moda da estilista Isabel dos Santos foi lançada na cidade de Maputo e foi concebida para toda mulher sofisticada.

 

Chama-se Isabel dos Santos. É estilista e vive nos Estados Unidos de América há quatro anos. No entanto, agora encontra-se na sua província natal, Maputo, onde, além de rever família e amigos, lançou a marca Isabel Matini, especialmente concebida para mulheres executivas, sofisticadas e que gostam de se vestir com rigor.

A concepção das peças de roupa iniciou nos meados do ano passado, sendo que ficaram prontas em Outubro. Depois disso, no entanto, a estilista teve de trabalhar mais cinco meses até realizar o seu grande sonho: “lançar a minha marca na minha terra. Adiei muito este sonho, mas me dou por feliz por finalmente conseguir fazer o que sempre sonhei”.

Decisivamente, a cerimónia de lançamento tinha de se realizar na cidade onde Isabel dos Santos nasceu, e, de facto, foi o que aconteceu. Há uma semana, as 40 peças da colecção foram apresentadas no desfile de moda que se realizou na sede dos Caminhos de Ferro de Moçambique, com uma pretensão bem especifica: “Queria que as mulheres moçambicanas vissem o trabalho que eu faço e convida-las a vestir as minhas roupas”. E as mulheres viram as obras de Isabel dos Santos, produzidas com recurso à seda, um tecido de luxo escolhido com a pretensão de representar melhor a mulher moçambicana.

Com recurso à seda, igualmente, a estilista quis contrariar a tendência recorrente de os estilistas nacionais trabalharem a capulana nas colecções. “Pensei que seria altura de começáramos a pensar em tecidos mais frescos, por causa do nosso clima quente. E a seda pareceu-me o melhor tecido para o que pretendia mostrar”.

Nesta colecção, Isabel dos Santos investiu em cores vivas, reflexo do que encontra em Moçambique. Bem dito, foi no meio ambiente moçambicano que a estilista inspirou-se. Logo, o azul predominante nas roupas representa o mar e as praias, o verde estampando tem a ver com a vegetação nacional e o vermelho representa o clima quente. Contudo, para os que não apreciam essas cores, a colecção também possui peças com cor preta, branca e creme.

Na apreciação de Madina Abacar, dona da Medja Moz, agência que co-organizou o evento de lançamento da marca Isabel Matini, a colecção de moda da estilista reflecte e bem a mulher moderna sofisticada. “Eu acho que as roupas podem ser usadas por mulheres de várias idades”, e acrescentou Madina Abacar: “E a qualidade das roupas é garantida, o que é bom porque Moçambique precisa estar no mapa do mundo com marcas boas. Esta, certamente, é, com bom tecido e excelentes acabamentos”. 

Uma semana depois de Isabel dos Santos lançar a sua marca, a estilista realçou que Moçambique tem muitas potencialidades no que à moda diz respeito, com jovens muito criativos. “O que temos de fazer em apoia-los porque alguns deles não têm recursos. A indústria da moda é muito cara e nós precisamos de investir na criatividade”. E além disso? “Eu gostaria de ver os nossos estilistas mais unidos, a criarem mais coisas bonitas juntos. Esse é o meu outro sonho, ver toda gente a trabalhar pela qualidade e as nossas marcas serem reconhecidas no estrangeiro”.

A pensar nos seus sonhos, Isabel dos Santos irá abrir, em breve, uma loja e um atelier no país, onde as pessoas possam visitar e escolher as roupas.

 

A ESTILISTA NUM TRAJECTO

Isabel dos Santos nasceu a 6 de Dezembro de 1964, em Maputo, e começou a sua carreira na diplomacia, no Ministério dos Negócios  Estrangeiros. Foi Assistente de Protecção no Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados em Maputo. É mestrada pela universidade St. John's de Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Isabel dos Santos pertence a uma família de costureiras, mas o seu interesse pela moda começa em 2006, em Berlin, na Alemanha. Naquele país, estagiou numa boutique de alta-costura. A partir de 2011, a estilista frequentou um curso completo de moda e em paralelo estagiou no atelier de alta-costura Kosibah, em Londres, Inglaterra, com o estilista Yemi Osunkoya, seu mentor.

Em 2017, fez um curso intensivo de moda na cidade de Roma, Itália, e estagiou no atelier "Elvira Gramano”.

O primeiro trabalho de Isabel dos Santos foi apresentado na gala anual da organização "Books for Africa", onde anualmente convidam um estilista africano a apresentar o seu trabalho. 

Ano passado, exibiu as suas roupas ao lado de estilistas de renome na Embaixada Francesa em Washington DC, nos Estados Unidos.

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O editor Celso Muianga considera que Moçambique está a produzir mais e melhores poetas ao nível dos PALOP. Ainda assim, para o académico Elídio Nhamona, há maus livros poeticos no país.

 

A 21 de Março (amanhã) celebra-se o Dia Mundial da Poesia. Considerando a importância do simbolismo por detrás da efeméride, O País ouviu alguns intervenientes da arte literária ao nível nacional. Todos eles, consideram que têm aparecido grandes produções literárias em Moçambique, nos últimos anos. Todavia, há sempre um “mas”.

Dos entrevistados, o primeiro a referir-se à arte poética produzida no país foi Celso Muianga. Na óptica do editor da Fundação Fernando Leite Couto, a poesia moçambicana respira boa saúde por se ter renovado bastante em todos aspectos nos últimos 15 ou 20 anos. Inclusive, realça Muianga, há novos centros de produção a considerar fora de Maputo. “Por exemplo, o último vencedor do Prémio Literário Fernando Leite Couto, Otildo Guido, nasceu em Inhambane e está a estudar em Xai-Xai, onde existe um movimento literário forte”.

Na sua análise, Celso Muianga acrescenta que Moçambique recuperou a classificação “País dos poetas”,  quer pela quantidade de autores, quer pela qualidade. E não se fica só por aí: “Ao nível temático, por exemplo, há uma preocupacao dos poetas no sentido de garantir maior rigor estético e apurado. A propósito, neste 2020 celebra-se 40 anos de Monção, de Luís Carlos Patraquim, um livro que é divisor de águas, com um pendor lírico muito longe de compromentimentos de ideais políticos. Esta geração que está a progredir nos últimos 15 a 20 anos ancorou-se, de alguma forma, no estilo de Patraquim, do mesmo modo que ele ancorou-se num Rui Knopli”.

Outro elemento que contribui para que o editor da Fundação Fernando Leite Couto considere que a poesia moçambicana está saudável é o Prémio Glória de Sant’’Anna. “Em poucas edições, conseguimos colocar muitos poetas na lista de finalistas, o que demonstra a nossa qualidade”.

Ainda assim, Celso Muianga entende que o país tem o desafio de investir mais em número de poetisas. “Seja como for,  comparando com os anos 80, temos muitas mais mulheres”.

Nas contas do editor, o número de poetas com qualidade que Moçambique possui supera e muito o dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). “Se fosse um jogo de futebol seria uma goleada”. E Muianga destaca alguns nomes: Sónia Sultuane, Rinquel, Sangare Okapi, Andes Chivangue, Mbate Pedro, M. P. Bonde, Chagas Levene, Jaime Munguambe, Hirondina Joshua, Rogério Manjate, Japone Arijuane, Amosse Mucavele e Álvaro Taruma.

Quem também entente que Moçambique vive um bom período em termos de produção poética é o escritor Juvenal Bucuane. “Tenho testemunhado textos com muita qualidade literária dos jovens autores, o que me faz acreditar que a poesia moçambicana tem continuidade. Nota-se que os novos poetas preocupam-se em dar qualidade ao que escrevem e com conhecimento de técnicas literárias. Se faço prefácios e apresentações dos livros dos novos poetas é por ter confiança neles”.

Por sua vez, na sua apreciação ao cenário poético, o professor de Literatura, Elídio Nhamona, primeiro, concorda que há qualidade: “Pelo que vejo, há no país uma poesia muito bem feita e escrita, que demonstra bom gosto dos seus autores”.  A poesia em causa, para Nhamona, é produto de muita leitura de livros de autores antigos, moçambicabos e estrangeiros.

Segundo, nem tudo é um mar de rosas. Elídio Nhamona adianta que, no meio da boa poesia, há, igualmente, muita que é má, feita de forma apressada, apenas a pensar-se na publicação. “Ou seja, temos uma mistura de boa e má poesia. Mas acredito que o tempo vai ajudar a seleccionar os melhores, que se vão destacar e tornar-se novos poetas. Os maus irão desaparecer”.

Enquanto os bons poetas amadurecem e os maus não desaparecem, um pouco por todo o mundo celebra-se a 21 Março o Dia Mundial da Poesia, data instituída pela UNESCO, em Novembro de 1999, com o intituito de promover a leitura, a escrita e a publicacao de textos poéticos. 

 

 

 

 

 

 

A Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, dirigiu, quarta-feira, um encontro com artistas e promotores de eventos culturais, para uma reflexão sobre o Impacto da Pandemia do Coronavírus na Indústria Cultural em Moçambique e estabelecer mecanismos de acção para sua mitigação.

Na sessão, foi discutida a problemática do novo Coronavírus e o impacto que poderá ainda criar para a área da Cultura e do Turismo no nosso país.

A Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, salientou que “o Coronavírus é um problema sério, pelo qual devemos todos nos preocupar e tomar medidas urgentes, visando impedir que se instale um caos. Estamos cientes da gravidade do assunto e vamos unir esforços com acções a todos os níveis, apelando, desde já, o envolvimento de todos artistas”.

No evento, ficou patente que esta pandemia está a reduzir as oportunidades de trabalho e de venda das criações e produtos artísticos, o que vai exigir dos fazedores da cultura, resiliência e reinvenção para a subsistência. Igualmente ficou clara a redução drástica do movimento turístico, com impacto negativo para a economia dos cidadãos e para o erário público. Deste facto, foi unânime a necessidade de esforços redobrados por parte do Governo e o envolvimento abnegado de todos artistas na prevenção deste mal.

Como resultado do encontro, e de todas contribuições dadas pelos artistas e promotores de eventos, o Ministério da Cultura e Turismo vai, nos próximos dias, desencadear uma série de acções que visam sensibilizar as pessoas sobre os perigos do Coronavírus, usando todas as formas da arte. A instituição vai trabalhar em conjunto com o Ministério da Saúde para elaborar o Plano Estratégico de Comunicação, bem como de Sensibilização, para reforçar as acções e medidas de combate à pandemia.

Por seu turno, a classe dos artistas e promotores culturais assumiu o seu papel privilegiado enquanto agentes fazedores e influenciadores de opinião, de mudanças de atitudes, tendo vincado o compromisso em fazer uso dos recursos artísticos como ferramenta para a difusão das mensagens de prevenção, sensibilização e combate ao novo coronavírus.

O encontro de reflexão surge após recomendações deixadas pelo Chefe de Estado, Filipe Jacinto Nyusi, para a observância de medidas de prevenção contra o novo coronavírus. Para além de artistas e promotores de eventos culturais, o encontro contou com participação do Vice-Ministro da Cultura e Turismo, Fredson Bacar, e de representantes do Ministério da Saúde.

 

 

O XI Festival Nacional da Cultura está adiado. O Ministério da Cultura e Turismo anunciou, através de um comunicado de imprensa, o adiamento do evento em conformidade com a comunicação feita pelo Presidente da República à Nação sobre o COVID-19.

Por causa da rápida evolução da pandemia a nível regional e internacional, o Governo decidiu reforçar medidas de prevenção anteriormente anunciadas: “Suspender a realização de todos eventos sociais que envolvam mais de 50 pessoas, tais como celebrações, celebrações, eventos desportivos, culturais, cerimónias religiosas, entre outros, com excepção de reuniões de interesse do Estado que cumpram com os requisitos de prevenção emitidos pelas autoridades sanitárias competentes”.

Devido à pandemia, a Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, reuniu esta semana, com vários artistas para reflectir sobre o impacto que o  poderá criar para a área da Cultura e do Turismo no País e traçar acções conjuntas.

É neste sentido que o Ministério da Cultura e Turismo vai, nos próximos dias, desencadear uma série de acções que visam sensibilizar as pessoas sobre os perigos do Coronavírus, usando todas as formas da arte.

A abertura da exposição intitulada Malangatana: Mozambique Modern estava agendada para próximo sábado. Entretanto, devido aos últimos desenvolvimentos, relacionados com o aumento de pessoas infectadas pelo Coronavírus um pouco por todo o mundo, o Instituto de Artes de Chigago, nos Estados Unidos, decidiu suspender por tempo indeterminado a inauguração da mostra de Malangatana Valente Ngwenya.

A decisão de suspensão da exposição individual do falecido artista moçambicano foi partilhada com a Fundação Malangatana Valente Ngwenya, que, por sua vez, lamentou a ocorrência: “oportunamente informaremos sobre novas datas, pelo que pedimos sinceras desculpas pelo inconveniente e transtornos”, disse Mutxhini Ngwenya, o Presidente da daquela instituição.

As mais de 40 obras que compõem a individual Malangatana: Mozambique Modern deveriam ficar expostas no Instituto de Artes de Chigago até 5 de Julho, e a iniciativa resultou de uma parceria exclusiva entre a Fundação Malangatana Valente Ngwenya e a Galeria MOMO. Esta seria a primeira vez que as obras do artista estariam em exposição no Instituto de Artes de Chicago.

 

 

 

Um grupo de jovens empresários beirenses está, desde o princípio do presente ano, a estabelecer intercâmbios culturais entre artistas nacionais e estrangeiros, com vista a dinamizar a cultura moçambicana.

Constituído por DJ Cabeça, DJ Campira e Huide Cotene, o grupo de jovens empresários, da cidade da Beira, acredita que a promoção da cultura é um dos alicerces do bem-estar de uma nação e da promoção da reconciliação nacional. Por este facto decidiu estabelecer intercâmbios culturais dentro e fora do país, com vista a dotar os artistas nacionais de espíritos patrióticos e com capacidades para actuarem para o bem da nação. “Com este projecto, de certeza, estou a conseguir engrandecer a minha carreira, porque existem coisas que não sabia e que, por via do intercâmbio, aprendi com os outros”, afirmou DJ Cabeça, um dos integrantes. “Esta iniciativa já está a mudar muita coisa. Inclusive, agora, já estou com uma visão mais ampla de como as coisas funcionam fora de Moçambique. Antes desta iniciativa apenas tinha uma visão curta, que se limitava a nível nacional. Agora, eu e os meus colegas estamos mais preparados para enfrentar grandes desafios”, disse DJ Campira.

A iniciativa vem sendo implementada desde princípios deste ano e já houve digressões para alguns países. A segunda digressão estava agendada para Abril e seria para o Brasil, mas devido ao Covid-19, a viagem foi cancelada para uma data a anunciar.

 

A editora Kuvaninga Cartão d’Arte, que produz livros artesanais e outros materiais com recurso a capas de cartão reciclado, agendou para esta semana um conjunto de feiras literárias em diferentes instituições de ensino, na cidade de Maputo.

As feiras literárias, dedicadas aos alunos, professores e demais leitores ou interessados, são compostas por parte do acervo da editora com 26 títulos publicados, entre poesia infanto-juvenil, contos, romance, drama, novela e ensaios, bem como blocos de nota e cadernos de desenho.

Assim, entre 9 e 17 horas desta quinta e sexta-feira, a editora Kuvaninga Cartão d’Arte estará nos colégios Kitabu e Arco Íris, na cidade de Maputo. Segundo a nota da organização, com esta actividade “pretende-se alargar o universo literário dos estudantes em diferentes escolas ao permitir o contacto com novos autores moçambicanos, principais beneficiários da edição por parte da Kuvaninga (bem como estimular o hábito de leitura ao disponibilizar o livro a preço acessível), transmitir a consciência da preservação do meio-ambiente através do reaproveitamento do papelão, ensinar a amar o belo e a estética através da pintura do papelão e, porque não, a promoção da actividade artesanal”.

A Kuvaninga Cartão d’Arte é uma editora alternativa, sem fins lucrativos, fundada em Maio de 2012, na cidade de Maputo. Entre as várias publicações da editora constam os seguintes títulos: Livro livre, de Niosta Cossa; A vingança de Jesus Cristo, de Osvaldo das Neves; A consciência do absurdo quotidiano, de Leonardo Zunguene; O pacto, Segunda morte, Ratoeira virgem e O estatuto, de Leonardo Jossai; As três mulheres de Malunga, de Agostinho Inguane; Efeito borboleta, do português Diogo Tomaz; Me enterrem com a minha AR 15, do brasileiro Marcel Ariel; Xiphefu, de Elcídio Bila; e É tudo que tenho, de Herdino Polinésio.

Durante o período de 17 de Março a 17 de Abril, está suspensa a realização de eventos culturais na Fundação Fernando Leite Couto, na cidade de Maputo. A informação foi partilhada, esta terça-feira, por aquela instituição, através de uma nota de imprensa.

A decisão da Fundação Fernando Leite Couto surge em resposta às medidas preventivas anunciadas pelo Governo, para evitar a aglomeração de pessoas e minimizar o perigo de saúde pública. “Reavaliaremos, consoante a evolução desta situação, uma nova posição sobre as actividades culturais que irão decorrer após o final do período acima descrito”, adianta a nota de imprensa.

As medidas anunciadas pela Fundação Fernando Leite Couto implicam ainda o encerramento da biblioteca para o público. Contudo, os escritórios continuarão a funcionar de forma normal.

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