O País – A verdade como notícia

Cuentos para leer el mundo, ou seja, Contos para ler o mundo. Este é o projecto de livro da organização não-governamental Fundación Ayuda en Acción, que tem como objectivo levar a alegria e a esperança às crianças do mundo inteiro. Por isso, aquela entidade convidou autores a escreverem textos para uma publicação infanto-juvenil. Um desses autores é Pedro Pereira Lopes, que, ao projecto, leva “O coração que veio de longe (ou O homem e o líquido)”.

Como é óbvio, o convite da Fundación Ayuda en Acción deixa Pedro Pereira Lopes satisfeito. E o escritor argumenta: “só a possibilidade de poder ser traduzido, ser lido em outra língua, já era uma motivação ímpar. Não gosto de antologias, mas essa pareceu-me particularmente especial. Desde cedo, fiquei a par dos outros escritores, de quem eram, e são todos muito bons e de reconhecida honra literária na área em seus países. O nosso trabalho foi voluntário, mas o ganho é inestimável”.

 

Ainda assim, o ofício da escrita do conto não foi algo simples. Na percepção de Pereira Lopes, é sempre complicado escrever dentro de fronteiras. “A editora exigia um texto actual, realista, do nosso tempo. Estou acostumado a misturar estilos, entretanto pareceu-me um exercício parecido ao que fiz no A história do João Gala-Gala. Foi um texto escrito, nesse caso, para a antologia. Foi difícil, a começar, mas depois apanhei o espírito da coisa. A editora gostou bastante, escreveu-me duas vezes a dizer que tinha chorado”. 

O conto “O coração que veio de longe (ou O homem e o líquido)” foi publicado em Dezembro, no jornal O País, e conta com ilustrações de Walter Zand: “resolvi publicar o texto durante o Natal porque achei que, embora eu o tenha escrito para um público específico, a sua "mensagem" era abrangente, mesmo a parafrasear o José Saramago”.

Entre os convidados a integrarem a antologia Contos para ler o mundo, além de Pedro Pereira Lopes, estão Roberto Santiago (Espanha), María Fernanda Heredia (Equador), Paro Anand (Índia), Ángeles Mastretta (México) e Santiago Roncagliolo (Peru).

A antologia Contos para ler o mundo será lançada na Espanha, no dia 2 de Abril, para coincidir com a comemoração do Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil. Todos os benefícios da venda do livro serão destinados a projectos de defesa dos direitos da infância.

 

A notícia é avançada pelo Observador de Portugal. O actor norte-americano, Tom Hanks, e a mulher, Rita Wilson, foram diagnosticados com o Coronavírus, na Austrália.

Uma das grandes estrelas do cinema mundial, Tom Hanks anunciou através das redes socias que ele e a mulher estão infectados. O Observador cita: “Sentimo-nos um pouco cansados, como se estivéssemos constipados, e tivemos algumas dores no corpo. A Rita sentiu alguns arrepios, que vinham e depois passavam. E febres brandas também. Para fazermos as coisas como deve ser, que é aquilo de que o mundo precisa agora, fomos testados para o Coronavírus, e descobrimos que estamos infetacdos.”

O vencedor de dois Óscares de Melhor Actor foi surpreendido pelo vírus no estado de Queensland, na Austrália, onde se encontrava há seis semanas a gravar o próximo filme, sobre a vida de Elvis Presley, o casal foi internado e colocado em isolamento no Hospital da Universidade de Gold Coast, adianta o Observador.

 

 

Malangatana Valente Ngwenya morreu há 10 anos. Entretanto, partiu apenas o homem. A obra, essa, ficou e continua a ser apreciada. Por isso mesmo, no próximo dia 21, o Instituto de Artes de Chicago, nos Estados Unidos de América, vai inaugurar uma mostra com as obras do falecido artista moçambicano, que deverá ser apreciada pelo público até 5 de Julho.  

Intitulada Malangatana: Mozambique Modern, a exposição individual resulta de uma parceria exclusiva entre a Fundação Malangatana Valente Ngwenya e a Galeria MOMO. E esta será a primeira vez que as obras do artista serão exibidas no Instituto de Artes de Chicago. Por essa razão, do lado dos organizadores, há um sentimento de muita satisfação, pois os interessados terão a oportunidade de apreciar parte de um espólio privado.

Além disso, o facto de a exposição poder acontecer no Instituto de Artes de Chicago satisfaz à Fundação Malangatana Valente Ngwenya pela visibilidade internacional que aquela instituição possui. Segundo Mutxhini Ngwenya, o Presidente da Fundação e filho de Malangatana, é igualmente encantador levar as obras aos Estados Unidos porque esta será a primeira exposição individual de um pintor africano moderno no Instituto de Artes de Chicago, que muito se comprometeu com o tratamento, restauro e conservação das obras levadas de Moçambique para serem lá expostas.

Com efeito, as mais 40 peças a serem exibidas a partir deste mês incluem pinturas a óleo e desenho, sendo que foram concebidas entre 1959 e 1975. Referindo-se às mesmas telas, Mutxhini Ngwenya frisou que as peças demonstram a evolução técnica, temática e da narrativa de Malangatana, que foi crescendo com as vivências e experiências reais do artista, inclusive as enfrentadas na prisão da PIDE: “Naquelas telas está um período particular e marcante da vida de Malangatana e de Moçambique. As telas incluem desenhos com temática forte, carregadas de um conjunto de situações que caracterizam a vida dos moçambicanos”.

Portanto, a exposição individual traz uma abordagem dos contextos em que Malangatana embarcou em ousadas experiências formais e pintou o mundo em rápida mudança ao seu redor, convidando os apreciadores das artes plásticas a considerar o seu desenvolvimento artístico como parte e parcela do surgimento da arte africana moderna, como anota a Fundação Malangatana Valente Ngwenya.

O Instituto de Arte de Chicago é um museu com notáveis e diversificadas colecções mundiais. Foi fundado em 1879 e é um dos mais antigos e maiores museus de arte dos Estados Unidos.

 

 

Monstro de guitarra é o título do documentário que retrata o percurso musical de Wazimbo. Em 52 minutos, o músico conta as suas experiências diante das câmaras da Blue Art Filmes.

Monstro de guitarra irá estrear no próximo dia 26, às 18 horas, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, na cidade de Maputo, e insere-se num projecto de 25 documentários sobre música. Os mesmos, foram concebidos para serem exibidos na televisão. Por isso, a equipa do filme encontra-se a negociar com uma cadeia televisiva do Brasil a cedência dos filmes.

Com esta estreia, a ideia do elenco que produziu o filme é tentar encaixar mais dinheiro, que permita materializar mais iniciativas como Monstro de guitarra.

Dentro de dois meses, a Blue Arte Filmes vai estrear mais um documentário, que, à imagem de todos, terá 52 minutos. O grande propósito é o de promover a música e cultura moçambicanas além fronteira.

O documentário foi realizado e produzido por Aldino Languana, filmado por Micas Mondlane e Francisco Martins e editado por Ilídio Sithole.

Monstro de guitarra foi gravado em duas semanas. Este é o primeiro de dois documentários sobre Wazimbo. O segundo terá a particularidade de ser mais abrangente. Em 90 minutos, será contada não apenas a obra, mas também a vida de Wazimbo.  

Nesta sexta-feira 13, e no mês em que se assinala o Dia Internacional da Mulher, o ser feminino volta a ser o centro das atenções da imaginação criativa do poeta, declamador e activista social moçambicano Leco Nkhululeko.

A partir das 20h30, à Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo, Leco Nkhululeko irá levar duas peças juntas: “Ku-Txinga” e “Mulher da Noite”, em que, de acordo com o comunicado sobre o evento, a mulher e os mistérios da tradição moçambicana irão cruzar-se num único ritmo e cadência. A sessão vai contar com músicos e bailarinos da Associação Cultural Warethwa, que, desde ano passado, dão vida aos versos de Leco Nkhululeko.

Além disso, o poeta e declamador terá ainda como convidadas especiais a actriz Iva Mugalela e Paulina Chiziane, como se sabe, escritora muito interessada em incluir questões relacionadas com a condição da mulher nos seus livros.

Portanto, a actuação de Leco Nkhululeko vai juntar poesia, música e dança.

 

 

 

A Feira do Livro de Londres distinguiu a SM Traduções, da editora e tradutora Sandra Tamele, com Menção Honrosa. Além disso, devido à qualidade do trabalho apresentado, a micro empresa moçambicana foi convidada a participar na edição do próximo ano.  

A cerimónia da consagração dos vencedores do Prémio Excelência da Feira do Livro de Londres deveria ter acontecido esta terça-feira, no Pergola Olympia, na capital inglesa. No entanto, para evitar a concentração de 65 mil pessoas de todo mundo, num contexto em que o número de infectados pelo COVID-19 não pára de aumentar, o evento foi cancelado.

Assim, os vencedores das 16 categorias do Prémio Excelência foram informados pela organização via e-mail. Foi assim que, esta quarta-feira, Sandra Tamele ficou a saber que a sua micro empresa SM Traduções tinha sido distinguida com Menção Honrosa na categoria Iniciativas de Tradução Literária. Se, só de estar entre os três projectos nomeados para a final já era uma excelente notícia para a tradutora e intérprete, agora, a notícia recém-chegada de Londres revela-se ainda mais estimuladora.

Pelo reconhecimento do seu trabalho, doravante, a SM Traduções vai poder usar o selo do prémio Excelência da Feira do Livro de Londres nos seus trabalhos. Outro aspecto a considerar, um dos membros do júri, Daniel Hahn, premiado tradutor do escritor angolano José Eduardo Agualusa para o inglês, encantou-se com o trabalho desenvolvido por Sandra Tamele e sua equipa em Moçambique. Por isso, a organização convidou a SM Traduções para voltar a participar na Feira do Livro de Londres do próximo ano. Chegados aqui, uma observação quiçá relevante. O projecto vencedor deste ano, Yiddish Book Center, dos Estados Unidos da América, foi finalista em 2018. Pela qualidade do trabalho desenvolvido, a tradutora norte-americana foi convidada a voltar à Feira deste ano. E venceu… a história repete-se?

Normalmente, lembrou a tradutora e intérprete moçambicana, a Feira do Livro de Londres premeia um projecto no Excelência. Porém, desta vez, a iniciativa inglesa abriu uma excepção e também reconheceu a SM Traduções com Menção Honrosa, o que inclui a cedência de um valor simbólico para a micro empresa poder participar na edição de 2021.

O anúncio dos vencedores do Prémio Excelência da Feira do Livro de Londres foi feito por Orna O’Brien, Coordenadora da Conferência. Depois disso, Sandra Tamele contactou-se com Madeleine Cohen, a representante da Yiddish Book Center, e ambas trocaram felicitações. Inclusive, já se advinham colaborações para o futuro, pois o interesse dos dois lados existe e foi manifesto.

Nesta edição, concorreram na categoria Prémio Iniciativa de Tradução Literária a SM Traduções, de Sandra Tamele, Gecko Press (Nova Zelândia) e Yiddish Book Center (Estados Unidos).

Espectáculo teatral do Grupo Girassol será apresentado numa curta temporada que terá lugar no Teatro Avenida, a partir do próximo fim-de-semana. 

 

Até final deste mês, no Teatro Avenida, cidade de Maputo, o Grupo de Teatro Girassol vai apresentar, todos os sábados e domingos, às 18h30, o espectáculo Os (des)aparecidos.

Adaptado por Joaquim Matavel do texto original de Mia Couto, “A história dos aparecidos”, a peça aventura-se pelo além par ir buscar uma história de supostos mortos que atravessam a fronteira do seu universo a fim de reclamarem determinadas condições no mundo dos vivos, o que os conduz a uma desestruturação do status quo da existência humana há muito tempo normalizada. O que o Grupo Girassol fez, basicamente, foi apropriar-se da narrativa de Mia Couto e contextualiza-la à actual realidade moçambicana.

Deste modo, com Os (des)aparecidos, o elenco de actores no qual integra Rafael Vilanculos, Horácio Mazuze, Abílio Massingue, Júlia Novela, Célia Matsinhe e Fernando Magaia pretende convidar o público a reflectir sobre várias mazelas que afectam a sociedade moçambicana. Por exemplo, a exclusão e os efeitos das calamidades naturais. O grupo decidiu avançar com esta temática porque tem observado que daí surgem os grandes conflitos ideológicos por detrás do subdesenvolvimento social.

Inicialmente, o espectáculo foi preparado há dois anos. Na altura, Os (des)aparecidos foi apresentado apenas uma vez no FESTECA, em Angola. Agora, com nova roupagem, a peça começou a ser preparada em Novembro e fará uma curta temporada no Avenida, numa altura em que, frisa Joaquim Matavele, é difícil fazer temporadas teatrais na cidade de Maputo no caso dos grupos que não têm uma sala.

O novo espectáculo do Girassol tem 50 minutos de duração. É uma peça interactiva, com algum envolvimento do público em algumas partes. O mesmo vai funcionar como uma espécie de antecâmara do Festival Internacional Teatro do Inverno (FITI). Assim, o Girassol pretende preparar o público para que ao chegar o evento estejam preparados. Portanto, Os (des)aparecidos será usado para formação de público, ao qual será levado a mensagem de que todos fazem parte da solução dos problemas sociais de Moçambique. 

A encenação de Os (des)aparecidos foi confiada a Elliot Alex e Joaquim Matavele e o comando da luz está na responsabilidade de Abílio Massingue.

Na última sexta-feira, o grupo Fragmentado apresentou, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, na cidade de Maputo, a peça teatral O sétimo juramento.

Adaptado do livro de Paulina Chiziane, o monólogo é a dramatização da história do personagem David, que, a certa altura da sua vida, submete-se a certas práticas curandeira com o interesse de buscar e preservar o poder que tanto estima.  

Para Lírico, o único actor na peça, fazer O sétimo juramento foi um momento de experimentar novos desafios, longe daquele modelo de teatro entregue à diversão hilariante. “Aproveitamos esta peça para reflectir sobre a ideia de até onde o homem precisa de viajar para poder encontrar a sua liberdade”, disse o actor.

Na versão de Fragmentados, O sétimo juramento teve encenação conjunta dos elementos que integram o grupo, que junta estudantes da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane e da Universidade Pedagógica de Maputo.

Durante 50 minutos, Lírico apresentou-se numa sala com luz ténue, com velas acesas, bacias e incenso no chão. Tudo para representar os ambientes tétricos em que se dão alguns rituais mágicos. “A Paulina Chiziane deu-nos a liberdade de trabalharmos a obra à vontade, do jeito que julgássemos melhor”, adiantou Lírico, momentos depois de confessar que a peça exigiu de si muita preparação física”. No entanto, o que mais encantou o actor nesta experiência foi a possibilidade de viajar (e voltar dessa viagem) para uma dimensão distante, longe daquilo que realmente acredita.

 

A Austral Seguros e o Grupo Soico assinaram, hoje, um memorando de entendimento que visa assegurar todos os meios humanos e materiais que estarão envolvidos na presente edição do reality show.

Na ocasião, o Presidente do Conselho de Administração da Austral Seguros, Bernardo Cumaio, disse que o Fama Show é um programa que vai continuar a elevar a cultura nacional.

“Olhamos para o Fama Show como uma janela que pode contribuir não só para o bem-estar espiritual das pessoas, mas também criar possibilidades para que os moçambicanos se revejam naquilo que é o desenvolvimento da música”, referiu Bernardo Cumaio.

Já o Administrador do Grupo Soico, Jeremias Langa, olha para a iniciativa da Austral Seguros como um sinal de que o empresariado está a reagir positivamente ao produto.

“Este parceiro que se associa a este produto vai ser importante para assegurar os equipamentos que vão ser utilizados e os recursos humanos envolvidos no programa”, realçou o Administrador do Grupo Soico.

Para além da Austral Seguros, a sétima edição do Fama Show conta com mais quatro parceiros, nomeadamente a TMcel, a Zap, a BDQ e Heineken.

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