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O País – A verdade como notícia

Bento Baloi lança livro de crónicas às 18h30 de quinta-feira. O evento será transmitido via online nas redes sociais do Centro Cultural Brasil-Moçambique, da Feira do Livro de Maputo, do Flipoços (Festival Literário Internacional de Poços de Caldas) e da Revista Literatas.

 

Quando o Ciclone Idai partiu, deixou o Centro do país devastado. Em Maputo, nessa altura, Bento Baloi entrou no primeiro voo que pôde e viajou à Cidade da Beira para, em missão de serviço, apurar os estragos causados pela calamidade natural. Naqueles dias, o escritor não só trabalhou. Igualmente, deixou-se atingir pela dor dos que perderam quase tudo num ápice. Assim, debaixo das águas, surgiu a Arca de não é, que em livro será lançado quinta-feira.

Na verdade, diante de tanta destruição, Bento Baloi encontrou na escrita a possibilidade de exprimir, de alguma forma, o seu sentimento em relação ao que viu, ouviu e sentiu, sobretudo na província Sofala.

No total, o escritor ficcionou 15 histórias. Depois disso, quis publicar as narrativas em livro em Março de 2020, um ano depois do Ciclone Idai arrasar o Centro do país. Ao invés disso, optou por publicar os textos no jornal O País durante 15 semanas, como forma medir o nível de interesse dos leitores. Com tal procedimento, Baloi sentiu que as suas histórias tiveram algum impacto nas pessoas, por isso decidiu coligir as narrativas e publicá-las neste seu Arca de não é.

Lembrando da tragédia causada pelo Idai, Bento Baloi partilhou: “Testemunhei algumas coisas que achei chocantes, que me inspiraram a desenvolver um conjunto de crónicas, explorando a tragédia sobre vários ângulos. É uma forma que encontrei de homenagear os homens, as mulheres e as crianças que sentiram na pele a dramática situação causada pelo Ciclone Idai, em particular, mas também por esses ciclones todos que têm passado pelo país”.

As histórias que compõem o livro de Bento Baloi são todas fictícias e nenhuma retratada uma realidade factual. Ora, entre as histórias que constituem o livro encontram-se “Jail house”, “Nuvem de espuma”, “Zé das abelhas”, “A minha primeira vez”, “A caminhada”, “A fronteira” e, obviamente, “Arca de não é”.

Editado pela Índico Editores, o novo livro de Bento Baloi será lançado numa sessão online nas redes sociais do Centro Cultural Brasil-Moçambique, da Feira do Livro de Maputo, do Flipoços (Festival Literário Internacional de Poços de Caldas) e da Revista Literatas. O livro será apresentado pelo professor e ensaísta Martins Mapera e pelo filósofo e professor Dionísio Bahule. De igual modo, a escritora Ana Mafalda Leite, a professora brasileira Cíntia Acosta Kütter e a poetisa cabo-verdiana Vera Duarte Pina irão intervir na cerimónia de quinta-feira, a partir das 18h30.

O filme de Milton Tinga e Rupia Júnior é um dos concorrentes da quarta edição da Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba (MIMB), realizada no Brasil. Os realizadores concorrem à categoria Melhor Roteiro e os vencedores serão anunciados sexta-feira.

Januário, o engenheiro à distância é uma curta-metragem que retrata a ineficácia do sistema nacional de educação moçambicano. Com cinco minutos de duração, o filme segue a história de um jovem universitário que se vê obrigado a interromper os estudos em regime presencial face à COVID-19. Escrito por Rupia Júnior, a curta-metragem concorre à categoria de Melhor Roteiro na Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba (MIMB).

A possibilidade de levar a curta-metragem a um concurso brasileiro, na percepção de Milton Tinga, representa-se como muito vantajosa, pois, assim, o seu trabalho e do seu colega será visto a nível internacional. Além disso, o facto de concorrer ao MIMB, acredita o realizador, vai estimular mais jovens como ele a investirem na carreira cinematográfica.

Nesta quarta edição do concurso, Januário, o engenheiro à distância concorre à categoria Melhor Roteiro com mais cinco curtas-metragens. Ao realizador isso não assusta. Mesmo almejando a maior distinção, Tinga está consciente de que há outras vitórias importantes: “Nós esperamos alcançar a vitória, como qualquer concorrente do concurso espera. Mas, acima de tudo, esperamos adquirir experiências e posicionar o nosso filme no mais alto nível, para que possamos tirar o maior proveito disso”.

A quarta edição do MIMB arrancou no dia 31 de Março e realizar-se-á até 9 deste mês, sexta-feira. No mesmo dia, serão anunciados os grandes vencedores das seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Direcção, Melhor Roteiro, Melhor Actuação e Melhor Direcção de Arte. Ao evento cinematográfico concorrem 30 filmes do Brasil, Colômbia, Cuba, Caribe, Portugal, Angola, Guiné-Bissau e, claro, Moçambique.

O elenco de actores de Januário, o engenheiro à distância conta com Tosé João (Januário), Rui Munguambe (Chefe), Nélio Alzira (Vendedor) e Letícia Fernanda (Docente). O orçamento do filme foi de cinco mil meticais, tendo sido produzido graça à ajuda de pessoas próximas.

Para ajudar o filme moçambicano, basta ir ao site do MIMB, entrar na secção filmes, seleccionar Januário, o engenheiro à distância e votar.

SOBRE O MIMB

A Mostra Itinerante de Cinemas Negros – Mahomed Bamba (MIMB) é um evento que promove a difusão das produções de realizadores negros. Nesta quarta edição, a programação será através de plataformas online VídeoCamp, YouTube e Zoom. Segundo a organização, além das exibições de filmes, serão promovidas actividades formativas como oficinas, masterclasses, debates, apresentações culturais e a segunda edição do concurso cultural de curtas de 1 minuto, entretanto, para jovens negros oriundos de periferias do Brasil.

O grande vencedor desta edição do concurso, em cada categoria, será distinguido com mil reais, cerca de 12 mil meticais.

 

Lenna Bahule e Lucrécia Paco apresentam, às 19 horas de quarta-feira, a performance Fé-Menina, que é uma celebração de universos possíveis relacionados à condição da mulher.

 

O espectáculo foi preparado em apenas um dia e traduz desejo antigo de as duas artistas trabalharem juntas. Finalmente, Lenna Bahule e Lucrécia Paco sentiram que o momento chegou e, por isso, juntaram-se para apresentar a performance Fé-Menina, uma celebração de universos possíveis sobre a condição da mulher.

Nas gravações do espectáculo que deverá ter 20 minutos de duração, este sábado, Lenna Bahule afirmou que a performance resulta de ela e Lucrécia Paco serem duas artistas com muitas afinidades, em termos ideais e criativos. “Além de sermos artistas, sentimos que o que nos une é o facto de sermos mulheres e mães, com jornadas e processos dinâmicos”.

Fé-Menina é uma performance em reconstrução e também realça a fé no universo feminino, tanto que o subtítulo do espectáculo é “universo das celebrações possíveis”. Para Lenna Bahule, a mulher é um estado constante de fé. Então, a performance gravada na Fundação Fernando Leite Couto resume sensibilidades do corpo, explora movimentos, palavras e vozes como Melita Matsinhe e Hirondina Joshua, através da escrita das duas poetisas.

Na performance, Lenna Bahule participa mais com a sua musicalidade, muitas vezes acompanhada por movimentos rítmicos que lembram o gingar das mulheres moçambicanas, quando dançam com  certos níveis de sensualidade. Já a Lucrecia Paco cabe mais dar voz à palavra, com aquele carácter teatral particular. Portanto, o espectáculo das duas artistas é um exercício no qual o texto e a música se encontram com a expressão corporal. Para a actriz, esta experiência “está a ser uma descoberta destas vozes no feminino”.

A performance Fé-Menina pode ser vista às 19 horas de quarta-feira, Dia da Mulher Moçambicana, no Facebook e no YouTube da Fundação Fernando Leite Couto.

O Grupo Teatral Girassol vai participar no Festival de Artes do Fim do Mundo (FestFIM), no Brasil, às 20 horas deste sábado. Ao evento online, os artistas levam a peça Mar me quer, adaptada do texto de Mia Couto.

 

O Festival de Artes do Fim do Mundo arrancou dia 29 de Março e realiza-se até este domingo. Nesta edição, os organizadores tiveram que optar por um evento online, por causa dos constrangimentos impostos pela COVID-19.

Assim, o Grupo Girassol vai apresentar a sua peça Mar me quer às 20 horas deste sábado, o que, para os actores, é sempre uma boa notícia, um alento em dias difíceis. Para Albertina Guilaza (Luarmina), esta possibilidade será uma experiência nova, que não deixa de ser gratificante.

A primeira apresentação de Mar me quer no Brasil foi há três anos. Na altura, houve um público no Estado de Piauí. Agora, com efeito, o Grupo Girassol espera ter uma audiência mais alargada: “A nossa participação, desta vez, é ainda mais gratificante, porque a peça será vista em todo o território brasileiro e a nível mundial. Estamos satisfeitos por esta possibilidade de a peça poder ser vista por milhares de pessoas”, afirmou em Maputo o actor Rafael Vilanculos (Avô Celestiano).

Mar me quer é uma história de amor entre Zeca Perpétuo e Luarmina. Na percepção do Grupo Girassol, é mesmo uma história positiva de que o mundo está a precisar, pois, inclusive, vai quebrar a monotonia das pessoas em casa. Além disso, acrescentou Joaquim Matavel, o encenador da peça: “A ideia é também levar às pessoas esta esperança, neste momento em que as coisas estão difíceis para todos. Temos de lembrar às pessoas que ainda é possível que dialoguem e troquem afinidades”.

Mar me quer é uma peça adaptada por Joaquim Matavel, do texto original de Mia Couto. A peça é uma história de amor e conquista, de segredos, mistérios e confidências entre o pescador Zeca Perpétuo e a Gorda Luarmina, intermediados pelo Avô Celestiano.

Quanto ao FestFIM, refere-se que esse é um festival de artes integradas, não-competitivo e totalmente online, sendo uma realização da Cia Apocalíptica. Além dos grupos brasileiros, recebe colectivos e grupos de Argentina, Angola, Áustria, Bolívia, China e Portugal.

 

Angelina Neves entende que a massificação da literatura infantil, em Moçambique, depende do subsídio ao livro. A escritora partilhou a sua percepção esta sexta-feira, data em que se celebra o Dia Internacional do Livro Infantil.

Anualmente, a 2 de Abril é celebrado o Dia Internacional do Livro Infantil. A efeméride não tem muito eco em Moçambique, no entanto, serviu para que Angelina Neves dissesse o que pensa sobre a literatura produzida para crianças no país. A partir da Ponta de Ouro, na Província de Maputo, a escritora sustentou que o livro infantil devia ser subsidiado e distribuído em bibliotecas e por escolas para as crianças, por que elas ainda não têm capacidade de compra de livros que estão cada vez mais caros.

Na percepção de Angelina Neves, seria muito bom que houvesse bibliotecas infantis e escolares no país. “Isso ajudaria no ensino porque iria facilitar a aprendizagem da leitura. As crianças iriam ler mais rápido e de forma mais interessada. Devíamos abraçar esse desafio”.

Neste Dia Internacional do Livro Infantil, entende Angelina Neves, é muito bom lembrar que a escrita e a leitura são importantes para o desenvolvimento da criança. “O livro faz-nos voar, faz-nos caminhar. Abre portas e janelas, afirmou a autora com mais de 50 livrinhos infantis publicados.

Para Miguel Ouana, um dos problemas que fragiliza a produção e circulação de livros dedicados aos mais novos é a incapacidade de se executar planos já há algum tempo aprovados. “O que acontece é que temos um plano de acção para leitura e escrita desenhado pelo Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, entretanto, não há a aplicação desse mesmo plano de leitura e escrita”.

Até aqui, Miguel Ouana já editou oito livros para crianças e está interessado em políticas concretas que garantam a circulação de obras literárias entre os alunos do ensino primário, sobretudo nas escolas públicas, onde se encontram crianças carenciadas. Simultaneamente, o autor vê na formação dos professores uma solução ao problema, pois, se eles forem formados com habilidades literárias, podem contribuir para que a sala de aulas se transforme num centro onde se desperta o interesse pela leitura além da escolar.

Entre os vários desafios atinentes à literatura infantil, Celso Muianga também destaca a necessidade de massificação de leitores e de autores. Segundo o editor, entretanto, o caminho por percorrer é ainda longo, o que não põe em causa a qualidade do que tem sido produzido actualmente. “Temos qualidade, mas ainda somos poucos a ler e a escrever”. Por isso, finalizou, a literatura infantil ou infanto-juvenil chega a poucos leitores”.

O Dia Internacional do Livro Infantil foi instituído em 1967, pela International Board on Books for Young People, em reconhecimento à actividade literária de Hans Christian Andersen. Na verdade, o escritor dinamarquês nasceu a 2 de Abril de 1805.

A Fundação Fernando Leite Couto vai homenagear, através de um sarau cultural online, o escritor Aníbal Aleluia. O evento está agendado para quarta-feira.

Se estivesse vivo, Aníbal Aleluia completaria 100 anos de idade neste 2021. Por isso, a Fundação Fernando Leite Couto inaugura o que, segundo escreve numa nota de imprensa, poderá despoletar numa série de homenagens que vão acontecer até 21 de Agosto.

Ora, às 18 horas desta quarta-feira, haverá uma transmissão online de um sarau em homenagem a Aníbal Aleluia. O mesmo contará com o testemunho de Juvenal Bucuane e com os depoimentos dos escritores Lucílio Manjate e Suleiman Cassamo. Celso Muianga, editor da Fundação Leite Couto, irá moderar o evento e fará igualmente a leitura de um excerto da homenagem de Nelson Saúte.

“Partimos do pressuposto que os escritores não morrem, nunca. Daí dedicarmos uma singela homenagem a Aníbal Aleluía, um dos escritores de primeira linha que se revelaram tardiamente no período pós-independência e, mesmo assim deixaram vincado em letras garrafais, como uma referência nacional, o seu labor literário. Nestes tempos pandémicos e até de certo modo desesperançosos prestar um tributo à vida e obra de Aníbal Aleluía, que neste ano, se fosse vivo colheria o 100.º aniversário natalício é como que acender a luz restante”, afirma a Fundação Leite Couto em comunicado.

De igual modo, para os organizadores do sarau, prestar um tributo a Aleluia constitui um dever da memória, que, certamente, reanimará o espírito de muitos moçambicanos. “Aleluía foi um homem da Palavra e dos sete ofícios que acreditava que com a Palavra podemos contruir um Moçambique fraterno, consciente e plural. Com este gesto singelo pretendemos celebrar um decano das letras e da cultura moçambicana e deste modo redesenhar futuros”.

Além de assinar com nome próprio, Aníbal Aleluia escreveu sob diversos pseudónimos: Roberto Amado, Augusto António e Bin Adam. Entre os seus livros contasm Mbelele e outros contos e O gajo e os outros.

 

 

Aurélio Furdela recebeu, sexta-feira, do Ministério da Cultura e Turismo, um diploma em reconhecimento do seu trabalho nos últimos anos na área literária no país.

Na sessão simbólica, o escritor recebeu o diploma de reconhecimento das mãos da Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, que, na ocasião, afirmou que a visão do Governo é resgatar todos os valores da literatura moçambicana e de outras expressões artísticas, abraçando os seus fazedores através de iniciativas desta natureza. A dirigente também apelou ao escritor para continuar na militância em prol de uma geração de escritores mais expressiva.

Segundo o comunicado do  Ministério da Cultura e Turismo, Aurélio Furdela mostrou satisfação pelo gesto e atenção do Governo, manifestando o desejo de ver esta acção a ser replicada para a actual geração de escritores.

Aurélio Furdela tem um largo percurso como escritor, dramaturgo, guionista e letrista. O autor premiado no país e no estrangeiro publicou “De medo Morreu o Susto”, “Gatsi Lucere”, “O Golo que Meteu o Árbitro”, “As Hienas Também Sorriem” e Saga  d’Ouro. Como dramaturgo, escreveu e publicou várias peças originais para o programa de teatro radiofónico “Cena Aberta”, da Rádio Moçambique. É autor de duas radionovelas, no âmbito do programa N’weti em Moçambique. Como letrista, destaca-se como autor da canção oficial da X Edição do Festival Nacional da Cultura – 2018.

 

O documentário sobre a autora de O sétimo juramento foi lançado este sábado, numa sessão online dirigida a partir do Brasil. Intitulado Paulina Chiziane: do mar que nos separa à ponte que nos liga, de acordo com o realizador brasileiro, Renan Ramos Rocha, o filme é uma homenagem a uma escritora que é tão importante para a língua portuguesa.

 

Em 2019 Paulina Chiziane viajou ao Brasil. Aproveitando a passagem da escritora por aquelas terras, Eliane Debus, Maria Aparecida Rita Moreira, e Renan Ramos Rocha juntaram-se e produziram um documentário com 28 minutos de duração.

Ao fim de dois anos, a equipa de produção decidiu lançar o filme no Dia Mundial do Teatro, numa sessão online com a escritora Paulina Chiziane e com a participação de Dionísio Bahule, que também colaborou durante a gravação.

Na véspera da estreia do documentário, Maria Aparecida Rita Moreira explicou que as literaturas africanas de língua portuguesa têm conquistado mais espaços nas universidades e nas escolas de educação básica brasileiras. Com tal afirmação, a brasileira quis esclarecer que o documentário produzido sobre a obra de Paulina Chiziane se justifica: “O documentário celebra esse encontro entre Brasil e Moçambique e traz-nos a pergunta: o que nos aproxima?”.

Sem qualquer resposta, Eliane Debus contou que este Paulina Chiziane: do mar que nos separa à ponte que nos liga conseguiu trazer um pouco do que foi a presença da escritora moçambicana na Universidade Federal de Santa Catarina, em 2019. Ora, o título do documentário produzido pela Iashar Filmes revela, para o realizador Renan Ramos Rocha, que “nós [os brasileiros] precisamos estabelecer mais conexões com Moçambique. Espero que vocês [os moçambicanos] gostem deste trabalho, desta homenagem a uma escritora que é tão importante para a língua portuguesa”.

Na sessão de lançamento do documentário, realizada na tarde deste sábado, via YouTube, Eliane Debus explicou que a ponte de que o título se refere é da língua portuguesa e das culturas moçambicana e brasileira. Na sessão, igualmente, também participou Jorge Dias, Director do Centro Cultural Brasil-Moçambique, que espera que o documentário enriqueça a obra de uma escritora que tem sido uma ponte viva na ligação entre os dois países.

Na mesma sessão deste sábado, Paulina Chiziane afirmou que o documentário é a celebração da humanidade. “Eu sinto que esta minha relação com o Brasil fez de mim uma pessoa nova e faz dos nossos povos cada dia mais irmãos. Temos de lutar juntos, caminhar e fazer alguma coisa muito mais humana e melhor para o nosso futuro. Quando fui ao Brasil, levei comigo um jovem, Dionísio Bahule, que é extremamente inteligente. Espero que possa continuar com a luta quando eu não poder caminhar”.

O documentário Paulina Chiziane: do mar que nos separa à ponte que nos liga estará disponível para visualização segunda-feira, na página YouTube da Iashar Filmes.

 

 

O Centro de Línguas da Universidade Pedagógica de Maputo (UP Maputo) exibiu, esta sexta-feira, o filme marroquino “ZERO”,  escrito e dirigido por Nour-Eddine Lakhmari. A sessão serviu para assinalar a Semana da Francofonia, que é celebrada na última semana de Março.

Segundo lembra numa nota sobre o evento, com a situação da pandemia muitas actividades da Semana da Francofonia decorreram via online, sem actividades culturais presenciais. Por isso, a exibição do filme marroquino foi a única que esteve a ser desenvolvida no âmbito do encerramento da semana, e a embaixada de Marrocos decidiu ir à universidade projectar o filme para os estudantes e professores, marcando o fim das festividades.

A sessão que foi testemunhada pelo Reitor da UP Maputo, Jorge Ferrão, contou com a presença do Ministro Plenipotenciário da Embaixada de Marrocos, Mostafa Nahi, que afirmou que o país do Magrebe está a trabalhar com o Governo de  Moçambique em várias áreas da vida social, educação e saúde, estando-se a preparar acordos bilaterais a serem firmados depois da pandemia.

 

 

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