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O País – A verdade como notícia

Xixel Langa e Wanda Baloyi darão início às celebrações organizadas pelo Centro Cultural Franco-Moçambicano, neste mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, com dois concertos intitulados “She is”, a ter realizarem-se esta Sexta-feira, a partir das 20h, no Jardim do Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo.

De acordo com o Franco-Moçambicano, os espectadores terão a oportunidade de reviver temas já conhecidos de Wanda Baloyi, sendo, para Xixel Langa, uma oportunidade para a apresentação do seu mais recente trabalho discográfico intitulado “Vatekile”, o qual constitui convite a uma viagem pelo período colonial, onde os negros eram transportados em navios para serem comercializados, ficando assim distantes da sua terra natal. Com isto, Xixel encontra na música uma forma de fazer sentir o grito de repúdio à guerra e desgraça mundial do povo que foi afastado da sua terra, para que tal acontecimento não se repita.

Xixel Langa começou oficialmente a sua carreira artística, a solo, em 2003, tendo no mesmo ano, feito a sua primeira aparição pública. Participou de shows de bandas e artistas conceituados como Gito Baloi, Stewart Sukuma, Kapa Dech, Timbila Muzimba, entre outros.Em 2006, radicou-se na África do Sul, onde fez parte de umas das melhores bandas Sul-africanas: “Tucan Tucan”; assim como, fez parte de “Manding Khan”, como bailarina e vocalista de ritmos do Ocidente de África. Em 2018, foi melhor canção no Ngoma Moçambique. Em 2004, foi prémio revelação e melhor voz no Top Feminino.

Quanto a Wanda Baloyi, é uma artista que pertence a uma família de músicos, e pode ser descrita como uma cantora de “cocktail africana” e neo-soul, com interesse multilinguístico: inglês, português, zulu, changana e guitonga. Lançou o seu primeiro álbum intitulado “Voices” pela Universal Music, e ganhou o Melhor Arranjo Africano no “Kora Awards”; teve duas indicações “SAMA” e uma indicação ao “Channel Music Video Award”. Seu segundo álbum, com título “So Amazing”, foi seguido por “Colours” e “Love & Life”, com o qual ganhou, em 2015, o prémio de “Best Urban Jazz”, no Metro FM Music Awards. Até o momento, Wanda Baloyi já se apresentou em vários festivais internacionais e fez turnês pela África do Sul para promover o projecto “Love & Life”, que mereceu um remix internacional para uma de suas canções intitulada “Kisses”, remixado por Louie Vega.

Próxima terça-feira, às 17h30, serão apresentadas no Camões – Centro Cultural Português em Maputo as obras distinguidas na 3.ª e 4ª edições do Prémio Imprensa Nacional/Eugénio Lisboa: A ilha dos mulatos, de Sérgio Raimundo (2019), e Marizza, de Mélio Tinga (2020).

O Director de Edições e Cultura da Imprensa Nacional – Casa da Moeda (Portugal), Duarte Azinheira, e o poeta, editor e Presidente do Júri do Prémio Imprensa Nacional/Eugénio Lisboa, Mbate Pedro, estarão presentes nesta cerimónia e apresentarão as duas obras ao público, num momento em que os livros estarão também disponíveis para venda.

O júri constituído pelo poeta Mbate Pedro, na qualidade de Presidente, pela investigadora e especialista em Literatura, Sara Jona Laisse, e pela editora-chefe da Imprensa Nacional, Paula Mendes, deliberou atribuir o Prémio à novela policial contemporânea A ilha dos mulatos (2019) pelo facto de o autor entrelaçar criatividade e originalidade, com a gestão da polifonia e de fluxos de consciência, numa narração que convoca à preservação da memória sobre a Ilha de Moçambique.

Por seu turno, a atribuição do Prémio a Marizza justifica-se, segundo o júri, pela criatividade com que o autor aborda um assunto do quotidiano e pela qualidade e inovação estética da obra, numa narrativa coesa e coerente, na qual a forma se sobrepõe ao conteúdo. Nesse trabalho de Mélio Tinga, o júri destacou ainda a qualidade literária de uma escrita permeada por notáveis registos poéticos.

Durante a sessão de apresentação, serão também anunciados os membros do júri da próxima edição do Prémio (2023), constituído por figuras ligadas à literatura de Moçambique e Portugal.

O galardão foi instituído em 2017 pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), com o apoio do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, e destina-se a premiar trabalhos inéditos, em prosa, de cidadãos moçambicanos ou a residir em Moçambique há mais de cinco anos. O Prémio Imprensa Nacional/Eugénio Lisboa contempla a edição da obra vencedora pela Imprensa Nacional, bem como a atribuição do valor monetário de 5.000,00€ (cinco mil euros) ao vencedor.

Sérgio Simão Raimundo, também conhecido como Poeta Militar, nasceu em Maputo. Licenciado em Filosofia pela Universidade Eduardo Mondlane, estudou também Crítica de Cinema, no Brasil, em 2017, Jornalismo de Saúde, no Quénia, em 2018, Artes Performativas e Jornalismo Cultural, na Alemanha, em 2018. Colabora como jornalista e colunista em diversos órgãos de comunicação social em Moçambique e Portugal. Como escritor, tem participado em diversas antologias literárias nacionais e internacionais e tem publicados o livro de prosa “A ilha dos mulatos” (Imprensa Nacional, 2020) e o livro de poesia “Avental de um Poeta Doméstico” (2016). Vencedor do Prémio Imprensa Nacional/Eugénio Lisboa (2019), do Prémio Africano de Imprensa Escrita da Merck Foundation (2018); do Prémio Fim do Caminho (conto – 2016) e do Prémio Nacional de Slam Poetry (2011). Foi também nomeado com a menção honrosa do Prémio Literário 10 de Novembro (2017 e 2018) e ainda uma menção especial no Concurso Mundial de Poesia NOSSIDE (2010). Actualmente, reside em Portugal, onde trabalha na área da literatura e frequenta o Mestrado em Ciências da Educação, na Universidade do Algarve.

Mélio Tinga nasceu, vive e trabalha em Maputo. Licenciado em Educação Visual pela Universidade Pedagógica e pós-graduado em Branding pela Universidade Europeia (IADE). Cofundador da Catalogus – Portal de Autores Moçambicanos e do OitentaNoventa – Projecto de ligação entre gerações literárias, em Moçambique. Membro do Movimento Literário Kuphaluxa, do projeto lusófono Mapas de Confinamento e Vice-Presidente da Associação Cultural da Universidade Pedagógica de Maputo. Escritor de ficção, tem publicados os livros: “Objecto Oblíquo” (OitentaNoventa, 2022), “Marizza” (Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2021), “a engenharia da morte” (Moçambique, 2020; Caos e Letras, Brasil, 2021; Edições Húmus, Portugal, 2021) e “O Voo dos Fantasmas” (Ethale Publishing, 1ª Edição, 2018 e 2ª Edição, 2022). Coorganizou dois volumes de “Contos e crónicas para ler em casa” (Literatas, 2020). Vencedor do Prémio Literário Imprensa Nacional/Eugénio Lisboa (2020) e do BLOG4DEV do Banco Mundial (2021). Finalista do Prémio 10 de Novembro (2019) e do Prémio de Letras de Música SensaSons (2012).

Com vista a quebrar este tabu, a escritora apresenta, no próximo dia 10 de Março, o concerto “Msaho”, uma ópera africana desenhada por si há seis anos, com o objectivo de mostrar as valências culturais moçambicanas.

Inspirada no seu livro de poesia, intitulado “O Canto dos Escravizados”, Paulina Chiziane desenhou uma ópera à maneira moçambicana há seis anos.

Segundo conta, ao expor a ideia teve pouco apoio, mas não desistiu, caso para dizer que nem só de livros viverá Paulina.

Com o espectáculo, pretende-se juntar várias manifestações artístico-culturais, como teatro, poesia e canto, para apresentar a história de opressão e libertação do povo africano ao mesmo tempo que se quebram alguns tabus.

“Há várias coisas, uma das quais é quebrar esse tabu de pensar que África não tem ópera. [Quero] quebrar esse tabu de dizer que os moçambicanos não têm ópera. Ópera é uma manifestação cultural, assim sendo, todos os povos têm ópera”, argumentou a escritora.

Ao aderir ao espectáculo, segundo Paulina Chiziane, o público terá uma experiência equilibrada entre o entretenimento e reflexão sobre “a sua interioridade”.

O evento terá lugar no Centro Cultural Universitário, em Maputo, na próxima sexta-feira.

A exposição de arte “Entre Muros” será inaugurada esta quinta-feira, às 16 horas, na Galeria do Porto de Maputo, Baixa da Cidade de Maputo.

Segundo a artista plástica Bena Filipe, Coordenadora do Projecto Arte para a Mudança, “a exposição irá mostrar o ponto mais alto dos trabalhos que um grupo de artistas está fazendo, desde Abril do ano passado, na Penitenciária Feminina de Ndlavela”, na Matola, Província de Maputo.
Já para o actor Abdil Juma, que monitora a área de teatro na penitenciária, “as internas têm demonstrado o seu potencial não só nas artes plásticas mas também noutras áreas, como o teatro, música, artesanato e dança.”

Para estas outras áreas, como disse Juma, “contamos com os préstimos de Jubia Matusse (teatro), Renaldo Siquisse (artes plásticas) e Sizaquel Matlhombe (música).

A exposição, que termina no dia 23, está inserida no projecto “Quem disse que as mulheres não podem fazer uma serenata”, idealizado pela Banda Kakana e está inserido nas comemorações do dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher.

Para além do público, estarão presentes representantes religiosos, dos serviços penitenciários, embaixadas e entidades culturais governamentais.

Por: Rudêncio Morais

 

“Temos dois olhos. Onde com um contemplamos as coisas do tempo, efémeras, que desaparecem, e com o outro contemplamos as coisas da alma, eternas, que permanecem” Angelus Silesius (1624-1677)

Quando o dia foi aos poucos se transvertindo tímido, deixando-se embeber pela noite, a vida pareceu ser retrabalhada no almofariz africano, carregado das nossas essências existenciais no corpo sólido do amor que sabe a música. Parecíamos imersos num barco a vela feito, todo ele, a partir dos segredos que tecem a instrumental da música que nos veste de gente, vestiu-nos o jazz em noite de oração profunda, um autêntico “love center” se nos emergiu e murmurava de longe o mar, abraçando-nos em terra firme na qual atracado o barco musical nos comunicava a genuflexão dos nossos ancestrais para com os deuses da música.

A noite se nos foi sendo uma viagem, um regresso aos tempos da Associação Moçambicana do Jazz no corpo da poesia sinfônica que não se esvai, e permanece intacta na alma da gente, preenchendo, vez por outra, a estrutura óssea que se nos existe por dentro, embalou-nos a amizade, o companheirismo e a fraternidade nutrida no corpo da música.

Por vezes, o silenciado se nos descia trêmulo, cristalizando momentos de um caminhar entre as ausências e as presenças além Moçambique que as músicas nos convidavam a celebrar esse bater das asas, das saudades, como diz o professor Rubem Alves, fazendo-nos acreditar que a saudade nasce quando existe amor e ausência, esse vazio que a música preenche unindo-nos ao universo, estando em tudo e em todo lugar, se para Rudêncio Morais a música é filha, mas também Mãe do Silêncio, Aurélio Ginja, descreve, no prefácio do ecoar musical da gente (livro do Falso Poeta) que é no coração do silêncio que as músicas mais sublimes desatam gentilmente os nós dos nossos mais secretos sentimentos. Foi assim, que entrelaçados entre o silêncio e a música, revisitamos a alma, nesse trabalho interior, esculpindo o imaginário colectivo de quem nunca está sozinho. Diz o poeta que “Música é vida interior. E quem tem vida interior jamais está sozinho.

Ávidos em regressar a terra, ao _mucume_ que, alentando a saudade, nos cobre desde pequenos, e depois de viajar na palma da Alma da música, numa interpretação sublime do Abel, que nos devolveu a década 70 para reviver “Hotel Califórnia” sucesso dos The Eagles, uma voz rasgou a meio a sala fazendo-se ouvir de imediato …

– Tio Zé, Tio Zé…

E, se nos apareceu o Zé Barata, num profundo namoro dividido entre a guitarra e a voz, sendo a língua e os ilimites das batidas dos nossos corações, rejuvenescidos no sopro do talentoso do Mahu, um sinal de esperança e de transcendência dos fazedores da música.

A terceira sessão dos amantes do Jazz, foi um sinal inequívoco de que é preciso moldar o barro com as mãos, só assim ele carregará dentro da forma concebida parte da nossa essência e a alma dos oleiros da música.

05.03.2023|

 

O Camões – Centro Cultural Português em Maputo, o Centro de Língua Portuguesa na Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) e a Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes da UP-Maputo promovem, entre os dias 06 de março e 21 de abril de 2023, a 20.ª Edição do Prémio Eloquência Camões.

Dando continuidade ao modelo seguido nas edições anteriores, o Prémio Eloquência Camões 2023 desenvolver-se-á em três momentos. Numa primeira fase, que decorrerá entre os dias 06 e 31 deste mês, serão aceites e seleccionados os melhores textos argumentativos/discursos produzidos por estudantes universitários inscritos em cursos de licenciatura. Numa segunda fase, que decorrerá entre os dias 17 e 20 de Abril, os autores dos 10 melhores textos participarão numa Oficina de Oralidade dinamizada pela actriz Ana Magaia. No dia 21 de Abril, realizar-se-á, no Centro Cultural Português em Maputo, a grande Final do Prémio Eloquência Camões, onde serão apurados os discursos vencedores.

Os estudantes universitários que não tenham participado nas edições anteriores poderão concorrer através da apresentação de discursos que não ultrapassem as 400 palavras e subordinados a temas como (i) a igualdade de géneros, (ii) o saneamento do meio e a preservação do ambiente, (iii) as redes sociais, as tecnologias e o seu papel na educação dos jovens e (iv) o contributo dos jovens para o desenvolvimento de Moçambique e para o bem-estar social.

Os vencedores do Prémio Eloquência Camões 2023 receberão, para além da formação em técnica oratória ministrada pela actriz Ana Magaia, prémios monetários e material didático.

Este Prémio conta com o apoio da Plural Editores Moçambique.

 

O Governo diz que já existe dinheiro para compensar os transportadores de passageiros na área metropolitana do Grande Maputo, mas o ministro dos Transportes e Comunicações não avança data para o arranque do pagamento.

Trata-se de uma promessa antiga, que tarda a ser concretizada, alegadamente, por falta de dinheiro, segundo admite o Governo.

Mateus Magala, ministro dos Transportes e Comunicações, assumiu que o Governo não tem recursos e foi por isso que demorou a pagar aos transportadores que tiveram de manter a tarifa de transporte de passageiros, perante a subida do preço dos combustíveis e de acessórios de manutenção dos seus carros.

Entretanto, o ministro dos Transportes e Comunicações diz já ter uma garantia de fundos.

“Reunimo-nos com a FEMATRO durante o último fim-de-semana para resolver esta situação e também tive a oportunidade de falar com o ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, que garantiu que já há disponibilidade financeira. Portanto, muito em breve, vamos pagar as compensações aos transportadores semicolectivos de passageiros”, prometeu Mateus Magala.

Tal compensação, prometida pelo Executivo no ano passado, visa aliviar os custos de operação das transportadoras da área metropolitana do Grande Maputo, agravado pela subida do preço dos combustíveis.

Com a nova promessa do Governo, os transportadores dizem estar expectantes. Castigo Nhamane, presidente da FEMATRO, disse que o Conselho de Ministros agendou este assunto para hoje e que existe a expectativa de o Governo pagar ainda este mês as compensações aos transportadores.

Lembre-se que a tarifa do transporte de passageiro foi agravada, semana passada, no Grande Maputo, mas tal ainda não satisfaz os transportadores.

 

 

PORTO DE MAPUTO TERÁ INTERPOSTO PARA CAMIÕES EM MOAMBA

O Porto de Maputo vai criar um interposto para camiões, na Província de Maputo, para reduzir o congestionamento na Estrada Nacional Número Quatro. O interposto terá entre 10 e 15 hectares e estará localizado no distrito de Moamba. As obras das instalações deverão ser custeadas pela empresa concessionária do Porto de Maputo, com uma duração prevista de três meses.

O trânsito de viaturas na EN4 tem sido um martírio, muitas vezes por causa do congestionamento criado por camiões vindos da África do Sul, tendo como destino o Porto de Maputo. Para discutir o assunto, o ministro dos Transportes e Comunicações recebeu o governador da Província de Maputo, Júlio Parruque, e a solução não tardou: o Porto de Maputo vai criar um interposto para camiões, em Moamba, para reduzir o congestionamento na EN4.

Mateus Magala revelou que, em média, passam, por dia, 1200 camiões pela EN4 vindo da África do Sul, sobretudo com carvão e ferrocrómio.

Por seu turno, o governador da Província de Maputo, Júlio Parruque, disse que é uma grande novidade para a população da província que dirige, pois há muitos transtornos devido ao congestionamento da via, provocado por camiões que se fazem à EN4.

O Governo vai também proibir a circulação de camiões nas horas de ponta. Neste sentido, o ministro dos Transportes e Comunicações disse que a ideia é proibir a circulação de caimões das seis às oito horas, durante as manhãs, e das 16 às 18 horas.

A longo prazo, o Governo pretende que a carga transportada por camiões seja passada para comboios, um trabalho que deve ser feito pelos Caminhos de Ferro de Moçambique e a empresa concessionária do Porto de Maputo.

Um dos mais notáveis juristas e activista sul-africano dos direitos humanos, Albie Sachs, visitou, última sexta-feira, as instalações da X-Hub – Incubadora de Negócios Criativos, na Cidade de Maputo. “Um dos autores da primeira constituição da República da África do Sul democrática, esteve em Moçambique no quadro das celebrações do 42º aniversário da invasão do regime do apartheid à cidade da Matola”, lê-se na nota de imprensa da X-Hub.

Nas instalações da X-Hub, Albie Sachs conheceu a missão, a visão e os propósitos da primeira iniciativa de género ao nível dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Dirigindo-se à direcção, avança a nota de imprensa, e aos colaboradores da X-Hub, Sachs disse que a arte e cultura de Moçambique e da África do Sul têm todas condições criadas para a sua afirmação no mundo. Acrescentou que a história comum dos dois países deve inspirar as novas gerações a encontrarem melhores caminhos para honrarem o legado dos fundadores das nações. “Disse que a arte é um importante instrumento de construção da harmonia, e não tem dúvidas que seria um antídoto para o combate a fenómenos que dividem os povos africanos, citando como exemplo a xenofobia”.

Paulo Chibanga, Director-Geral da X-Hub, descreve a visita da figura histórica da África do Sul do Congresso Nacional Africano (ANC), como sendo a elevação dos ideais do projecto. “Assumimos esta visita como um importante incentivo para que continuemos a juntar sinergias, e contribuirmos para um país melhor através da arte. O percurso de Albie Sachs ensina-nos que a persistência e o trabalho em grupo são dois factores importantes para o sucesso”, disse Chibanga, citado na nota de imprensa da X-Hub.

 

 

Às 18 horas desta terça-feira, no Centro de Línguas da Universidade Pedagógica de Maputo, o escritor Lex Mucache vai lançar a sua mais recente obra literária.

Intitulada Encontro em Rosebank, a nova proposta de Lex Mucache é uma história de um jovem moçambicano que se apaixona por uma escritora sul-africana. Em algum momento do enredo, a personagem envolve-se num triângulo amoroso com uma secretária, o que sustenta o interesse de o autor explorar aspectos culturais dos dois países. “Este livro resulta de uma série de viagens que fiz, para Rosebank, Joanesburgo, na África do Sul. Essas viagens permitiram-me criar as personagens que fazem parte da história”, afirmou, esta segunda-feira, Lex Mucache.

Com 180 páginas, a escrita do romance Encontro em Rosebank foi, para Lex Mucache, um exercício muito positivo porque pôde reviver boas memórias e ainda compreender aspectos da vida real que por algum motivo ignorou enquanto ser existencial. Portanto, a ficção ajudou a iluminar algumas zonas de penumbra, dando sentido ao meio circundante do autor e das personagens.

O romance estreia de Lex Mucache foi seleccionado na primeira chamada literária da Editorial Fundza, ano passado.

Lex Mucache é pseudónimo de Heráclito Alexandre Mucache. O escritor nasceu na cidade de Maputo em 1980. É professor e desenvolve actividades de leitura e escrita criativa nas escolas primárias. Além de Encontro em Rosebank, é autor do livro de contos Asas decepadas (2020), obra finalista do Prémio 10 de Novembro de 2019. Tem obra dispersa em vários jornais e revistas.

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