O País – A verdade como notícia

A propósito do centenário de nascimento do poeta-mor da literatura moçambicana, a Editorial Fundza vai realizar duas cerimónias de lançamento do livro de ensaios José Craveirinha: a voz do nosso tempo, organizado pelo ensaísta e jornalista José dos Remédios.

A primeira sessão de lançamento vai realizar-se hoje, com o apoio da Cornelder de Moçambique, da agência de viagem COTUR e do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, na Livraria Fundza, na Cidade da Beira. Já a segunda sessão está marcada para o dia 13 de Dezembro, no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo.

O livro de ensaios em celebração à obra de Craveirinha junta ensaios de 15 estudiosos moçambicanos e brasileiros, nomeadamente, Francisco Noa, Rita Chaves, Carmen Lucia Tindó Secco, Martins JC Mapera, Lucílio Manjate, Vanessa Riambau Pinheiro, Albino Macuácua, Óscar Fumo, Sávio Roberto Fonseca de Freitas, Léo Cote, Américo Macule, Dionísio Bahule, Zito Macário Júlio, José dos Remédios e Matos Matosse.

Cada autor assina um artigo sobre a escrita de José Craveirinha, demonstrando a actualidade estética, quer da sua poesia, quer da sua narrativa para a realidade moçambicana, africana e mundial.

Na Livraria Fundza, Cidade da Beira, a sessão de lançamento do livro constituído por aproximadamente 280 páginas, José Craveirinha: a voz do nosso tempo, irá contar com a presença de cinco autores: Francisco Noa, Lucílio Manjate, Martins JC Mapera, Zito Macário Júlio e José dos Remédios. Os ensaístas irão interagir entre si e ainda com os leitores, partilhando as suas linhas de leitura e a importância dos textos de Craveirinha na construção do imaginário nacional. Com a excepção dos que se encontram fora do país, os outros autores far-se-ão presentes na Biblioteca do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, onde irá decorrer a segunda sessão de lançamento do livro.

Segundo se lê no texto de apresentação do livro, “a edição de José Craveirinha: a voz do nosso tempo constitui uma forma de reconhecer a capacidade de o poeta pensar o futuro através do seu contexto. Porque o autor soube distintamente ser Poeta, prender o tempo, a paisagem ideológica e sociocultural moçambicana, voando a partir daí para outros lugares do planeta”, é lembrado num livro editado sob a chancela da Editorial Fundza.

Na tarde desta quarta-feira, em Maputo, aterraram os músicos norte-americanos Everette Harp e Jeff Lorber. Os ‘cabeças do cartaz’ da 4ª edição do Festival Standard Bank Acácia Jazz, evento a acontecer esta sexta-feira no Campus da Universidade Eduardo Mondlane, prometem uma noite esplêndida onde vão revisitar os melhores sucessos, de modo a celebrar os 135 anos da Cidade de Maputo.

Ainda hoje, o saxofonista Everette Harp disse ser a sua primeira vez em Moçambique e, por isso, está entusiasmado, sobretudo por estar acompanhado por Jeff Lorber.

Na sua actuação, Harp e Lorber vão cruzar-se em várias músicas, tendo em conta que têm actuado em conjunto, mas também vão tocar em músicas a solo. O destaque desta performance que junta os dois artistas vai para as músicas do grupo Jazz Funk Soul, juntamente com Paul Jackson Jr, mas que não está em Maputo.

Jazz Funk Soul é um grupo de smooth jazz formado em meados de 2010. O trio que junta Jeff Lorber, Everette Harp e Paul Jackson Jr, a partir de 2017 no lugar de Chuck Loeb, lançou quatro álbuns, indicados Jazz Funk Soul (2014) e More Serious Business (2016), Life and Times (2019) e Forecast (2022).

O Jazz Funk Soul inicialmente apresentava valências dos veteranos Jeff Lorber (teclados), Chuck Loeb (guitarra) e Everette Harp (saxofone). Os músicos destacaram-se como regulares nas paradas de smooth jazz. O vencedor do Grammy, Lorber, trabalhou com vedetas como Kenny G, Dave Koz e Miles Davis. Da mesma forma, Loeb e Harp marcaram muitos álbuns de jazz e trabalharam, respectivamente, com artistas como Eric Marienthal, Fourplaye Stanley Clarke. Eles trouxeram toda essa experiência para o seu álbum de estreia de 2014, o homônimo Jazz Funk Soul on Shanachie. Bem recebido, o álbum rendeu-lhes uma indicação ao Grammy de Melhor Álbum Instrumental Contemporâneo. Dois anos depois voltaram com o seu segundo LP, More Serious Business.

Os dois artistas vao juntar-se aos moçambicanos Jimmy Dludlu e Leyna Souto. Com este naipe de artistas, avança a organização, estão criadas as condições para, à semelhança das anteriores edições, brindar os citadinos de Maputo e os amantes do jazz de todo o país com um espectáculo memorável.

Através deste evento, espera-se contribuir para a internacionalização da música moçambicana e promover o país como destino turístico de referência, elevando a sua cultura e promovendo o intercâmbio cultural entre músicos e outros fazedores de arte nacionais, em geral, com artistas de diversos quadrantes do mundo.

Importa realçar que a quarta edição do festival Standard Bank Acácia Jazz é realizada em parceria com o Conselho Municipal de Maputo e o Ministério da Cultura e Turismo.

O estilista Nivaldo Thierry representou Moçambique no Rhythms On Da Runway, evento que decorreu de 20 a 25 deste mês de Novembro, no Gana.

Segundo avança a nota de imprensa sobre a participação do estilista, a iniciativa é a maior celebração anual de música e moda de Gana.

Em Gana, Nivaldo Thierry apresentou, em desfile, a sua nova colecção composta por mais de uma dezena de peças únicas da colecção Renasça, que já está a ganhar muita popularidade, sobretudo por se tratar de roupa pronto a vestir, tanto para homens assim como para mulheres.

Depois da estreia internacional em Setembro, na Nigéria, esta é a segunda apresentação da colecção no estrangeiro.

Em comunicado de imprensa, Nivaldo Thierry refere que “é sempre gratificante levantar as cinco cores da bandeira moçambicana além-fronteiras, para que o mundo conheça as potencialidades do nosso país”.

Depois de participar no memorável desfile, o estilista saiu à rua para entrar em contacto com a realidade do país africano. Assim, percebeu que Gana é um país bastante acolhedor para os visitantes, e, tal como Moçambique, oferece um manancial gastronómico, artístico, cultural e turístico. Fora do centro da cidade, isto é, nos bairros periféricos, Thierry viu de perto uma realidade diferente das noites badaladas da moda africana.

Nivaldo Thierry diz que a cidade possui pessoas afáveis, uma gastronomia distante da moçambicana, mas muito deliciosa. A arquitectura é rústica, visível, principalmente, na capital Acra.

Depois de Gana, o estilista moçambicano segue para Senegal, onde vai participar no Dakar Fashion Week, de 2 a 4 de Dezembro.

Por Valério Maúnde

 

Mabjeca tem 26 anos de idade. Toda a sua pouca vida passou dentro de uma bolha de fantasias e sonhos. Após o secundário, maravilhado com as teorias e correntes filosóficas que bebeu dos manuais escolares, decidiu formar-se em filosofia, movido pelo fervoroso e irredutível desejo de aprender a construir saberes lógicos e racionais e “tornar-se um ser pensante”, como frequentemente se gabava, carregando a obra Metafísica de Aristóteles debaixo do braço, levando-a para onde quer que fosse: à barraca, às festas, ao xitique, ao mercado, ao velório etc. Mabjeca só não levava a sua nova bíblia à missa porque abandonara a fé ao ser confrontado com a célebre e polémica teoria da morte de Deus, defendida pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche. A crença de Mabjeca foi sepultada a apenas três palmos e meios do chão, mas não logrou ressuscitar ao terceiro dia. Deitou fora o terço e passou a deixar a estatueta da virgem de cabeça para baixo.

Mabjeca mergulhou tão fundo no estudo da lógica aristotélica que se esqueceu de atentar para uma verdade importante, se calhar, a mais importante de todas: os índices de empregabilidade do seu curso em Moçambique. É que, por aqui, os filósofos acabam quase todos numa sala de aulas e com um salário tão baixo que muito cedo começam a problematizar alguns saberes, como é o caso da máxima de Descartes, segundo a qual basta pensar para existir. Nesta pérola do Índico, só pensar não basta para existir; é preciso ter dignidade, que decorre, irrevogavelmente, do poder de compra e da capacidade de atender às necessidades básicas do quotidiano.

Não tardou e, após 4 anos de imersão no saber filosófico, a cruel e pontiaguda verdade acima referida fez estoirar o balão da fantasia de Mabjeca e fê-lo tombar em vertiginosa queda livre numa sala de aulas com mais de 60 alunos. Era hora de pôr a ciência em prática e ensinar os jovens alunos a pensar, a criticar, a problematizar, ou seja, a filosofar.

Para a sua surpresa, o afamado método socrático não produzia efeito naquele contexto. É que os alunos não tinham disposição para responder às perguntas do professor e, quando dialogavam, era sempre entre eles, todos ao mesmo tempo, sobre tópicos alheios à aula, anulando completamente o papel e a figura de mestre que Mabjeca ali ocupava.

Mabjeca caiu no desânimo, perdeu a motivação para leccionar, até que, certo dia, lhe chega uma maravilhosa notícia: os salários seriam revistos e pagos a partir de uma Tabela Salarial Única (TSU). Para Mabjeca e para muitos funcionários públicos, a T-S-U passou a representar a esperança de ordenados melhores. Era uma representação monetária de Moisés no Egipto, com a missão de libertar os funcionários públicos da opressão da miséria. Esta esperança, entretanto, assentava mais na fé que na razão, pois bem se disse que não se tratava de aumento, mas de uniformização dos critérios de pagamento, que poderiam (mas não era certo) resultar em aumento. Mabjeca e os demais funcionários estatais fizeram ouvido de mercador, focaram-se nos prós e contas, ignorando os contras.

No final do mês, a verdade foi revelada: não só o professor Mabjeca não teve aumento, como se viu integrado num nível salarial de valor inferior ao que vinha auferindo. O professor de Filosofia passou a fingir que trabalha, imitando o Estado que finge que paga.

Em mais um dia laboral, Mabjeca entra para a sala da 12ª B, pega no giz e escreve no quadro o tema da aula: silogismos. Pela primeira vez em muito tempo, isto é, em muitas aulas, o assunto desperta o interesse dos alunos, que decidem emprestar um pouco da sua atenção ao professor. Mabjeca começa pela definição: – «em lógica, silogismo é um raciocínio feito a partir de duas proposições (premissas), das quais se deduz uma terceira, a conclusão». A explicação não faz eco. Uns franzem o sobrolho, outros coçam a cabeça e outros ainda se entreolham confusos.

Apercebendo-se do alarde discursivo sem eco que tinha acabado de produzir, Mabjeca abandona as conceptualizações e parte para os exemplos: «Todos os homens são mortais; os moçambicanos são homens; logo, os moçambicanos são mortais».

Aham! – exclama a turma em sinal de compreensão.

Contente com a reacção, é a vez de a turma provar que realmente assimilou o conceito, dando exemplos. Marieta é a primeira: – «Se chover, não vamos ao cinema; chove; logo, não iremos ao cinema».

O professor aprova o exemplo e a turma aplaude. João Belo (mais conhecido por JB) levanta o braço, pedindo permissão para falar. A turma agita-se, reflexo da fama de indisciplinado que o jovem ostenta não só na turma, mas na escola inteira. O professor, inocente, pede silêncio e demanda que todos prestem atenção ao colega. JB levanta-se, ajeita a gravata, clareia a voz, e remata sem misericórdia: – «Todos os funcionários públicos vão receber TSU; a TSU não é um aumento salarial; logo, os funcionários públicos vão morrer pobres».

Mabjeca perde a fala, estremece, os dedos enfraquecem e deixam cair o pau de giz, que tomba e se desfaz sobre o chão gélido da sala. A turma põe-se às gargalhadas sem mãos a medir. O professor abandona a sala desconcertado, sem rumo, deixando o seu material didáctico para trás.

Dali em diante, nunca mais o professor Mabjeca voltou à escola. Meses depois, há quem jure tê-lo visto no interior de um contentor de lixo, junto à lixeira de Hulene, descalço, sujo e maltrapilho, repetindo uma ininterrupta e quase filosófica cantiga: «só sei que nada sei, mas sei que com TSU vou morrer pobre; só sei que nada sei, mas sei que com TSU vou morrer pobre…»

 

 

 

 

 

Foi relançado, quarta-feira, o livro do poeta Heliodoro Baptista. Intitulado “Por cima de toda folha”, a obra literária é uma colectânea de poemas que relembram Moçambique antes e depois da independência.

Coube à actriz moçambicana Lucrécia Paco recitar um dos poemas de Heliodoro Baptista, para dar voz e reavivar o livro “Por cima de toda folha”, que contempla poemas que levam à nostalgia do velho e do novo Homem, antes e depois da independência de Moçambique.

“Moçambique é um coração//Criança de sete anos //Submerso flutuo entre algas e árvores de um milenar de silêncio marinho//Não sou peixe, não sou coral//Quis já ser uma amoreira gigante para aterrorizar os invasores//Mas sou apenas frágil, inofensivo como tépue”, lê-se no poema Cardioscopia Indica, o primeiro caderno das poesias escritas entre 1970-74.

O autor foi levado pelo tempo, mas a obra literária permanece viva.

“É um livro que veio a calhar com este momento conturbado que estamos a viver, de conflitos, terrorismo, a ameaça a segurança nacional e o livro vem a calhar porque se no passado vivíamos um momento de agressão, nós agora também estamos a viver um momento também similar. A obra mostra as utopias que tínhamos naquela altura, então as fórmulas estão nos textos e é preciso que as pessoas leiam e talvez possamos encontrar no livro as fórmulas para sair deste conflito”, defendeu Lucílio Manjate, escritor e apresentador da obra literária.

Lucílio Manjate lamenta ainda o facto de que existam ainda outros escritos que estão a ser esquecidos, mas contribuíram, de forma significativa, para o desenvolvimento da literatura moçambicana.

“Em uma iniciativa minha, Osvaldo das Neves e Albino Macuácua. Em 2015, publicámos um livro intitulado ‘Literatura Moçambicana da ameaça ao esquecimento a urgência ao resgate’ volume um, onde analisamos seis autores da narrativa moçambicana, que não são muito badalados e suas obras não estão nas escolas, clubes de leitura, poucas vezes nas universitárias moçambicanas. É preciso que se leiam obras integrais da sociedade moçambicana. Após o lançamento, recebemos uma lista de autores que estavam esquecidos, então agora estamos a preparar o volume dois do livro para resgatar estes que estão esquecidos”, anunciou Lucílio Manjate.

O legado artístico deixado por Heliodoro Baptista foi relembrado pelo filho do poeta, 35 anos depois do primeiro lançamento.

“É o primeiro prémio de poesia em Moçambique, portanto é um marco da nossa história. Há outros autores que se destacam na literatura moçambicana como Mia Couto, José Craveirinha, mas há tantos outros que estão a ser esquecidos, embora, de alguma forma, tenham contribuído para o crescimento da literatura no país”, lamentou o filho do escritor Heliodoro Baptista Júnior.

“Por cima de toda folha” é uma colectânea constituída por 41 poemas escritos de 1970 a 1984, nos quais o autor partilha a versatilidade criativa.

O director-geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), Daren Tang, visitou, esta quarta-feira, vários pontos de atracção cultural, na Cidade de Maputo, com o intuito de fazer a verificação e medir o pulsar das actividades que decorrem a nível da capital do país, mas com representatividade nacional. Dentre os lugares escalados, o destaque vai para Art d’Gema e Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM).

De acordo com o Ministério da Cultura e Turismo (MICULTUR), as visitas são o ponto de partida para uma colaboração conjunta baseada em necessidades reais do mercado cultural moçambicano.

No Franco-Moçambicano, Daren Tang foi recebido pela Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, com uma excelente performance da Companhia Nacional de Canto e Dança, numa demonstração da riqueza nacional no que diz respeito ao canto e à dança. De igual modo, o director-geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual explorou a exposição multidisciplinar “Blackmoney”, de Mauro Pinto, um experimento real sobre as minas de Moatize. A instalação tenciona chamar atenção e questionar sobre várias matérias inerentes às políticas económicas, à saúde pública e ao meio ambiente.

Segundo avança a nota de imprensa do Ministério da Cultura, a visita desta quarta-feira marcou o culminar de conversações que se iniciaram na segunda-feira, cujos resultados serão visíveis a curto e médio prazo.

Eldevina Materula manifestou a intenção de buscar mecanismos junto da OMPI, para o reforço da implementação de propriedade intelectual, Direitos de Autor e Direitos Conexões. Já o director-geral da OMPI falou da necessidade de os estados se engajarem na implementação da Lei dos Direitos do Autor, por ser uma ferramenta essencial para os artistas de todo o mundo, principalmente na estratégia de recuperação após a pandemia. O dirigente também referiu-se aos números explosivos de turistas que entram no País nos últimos dias, o que significa que o Turismo está a reanimar-se.

Os encontros constituem uma porta aberta entre o Governo de Moçambique e a Organização Mundial da Propriedade Intelectual, para o início de relações de cooperação mais robustas e partilha de oportunidades mais intensas no que diz respeito à implementação de políticas públicas.

Na próxima terça-feira, a Editorial Fundza vai lançar, a partir das 18 horas, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo, os livros A rapariga sem reflexo, de Clévia Guivala, e O amor que há em ti, de Larsan Mendes.

O amor que há em ti, de Larsan Mendes, é um romance cuja história gira em torno da família Mabungo. Nessa ficção de amor e desconfiança, o leitor é convidado a embarcar numa viagem imprevisível e a questionar a essência das coisas, através da visão das personagens. No enredo, o amor é sustentado por Ana Maria e Mateus. São eles que transformam momentos de caos em esperança, numa conexão de eventos entre o romântico e o surpreendente.

Segundo avança a nota de imprensa da Editorial Fundza, a primeira versão de O amor que há em ti foi escrita em 2018 e, em 2019, o livro foi menção honrosa do Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa, em Portugal. O livro constituído por aproximadamente 350 páginas é uma tentativa de a autora fazer com que os seus leitores aprendam sobre algo que possam aplicar na vida enquanto se divertem com a leitura.

Quanto ao livro A menina sem reflexo, de Clévia Guivala, é uma história motivacional através da qual a autora pretende inspirar sobretudo as raparigas. A protagonista da história, Lupi, é uma jovem determinada, sonhadora e concentrada. No entanto, ao apaixonar-se por quem julga ser o homem da sua vida, passa a agir pela emoção em detrimento da razão que sempre a caracterizou.

Com a história, acrescenta a nota de imprensa da Fundza, Clévia Guivala pretende demonstrar que tipo de consequências pode advir da imprudente tomada de decisões. A ideia sempre foi contar uma história e, a partir daí, libertar lições realísticas. Portanto, no livro com cerca de 130 páginas, Clévia Guivala sente-se a abrir um caminho para todas as que, como ela, sonham um dia em publicar uma obra literária.

O amor que há em ti e A rapariga sem reflexo são livros seleccionados na primeira chamada literária da Editorial Fundza, o que permitiu a ambas as autoras estrearem-se em livro.

No Camões, o livro de Larsan Mendes será apresentado pela jornalista Yana de Almeida. Já o livro de Clévia Guivala será apresentado pelo jornalista Jeremias Langa.

Larsan Mendes é pseudónimo de Néusia da Larsane Abílio Pelembe. Nasceu a 9 de Dezembro de 1995, em Bilene-Macia, na Província de Gaza. É formada em Engenharia de Petróleo e Gás, pela Universidade de Mineração de São-Petersburgo, na Rússia. As suas histórias são baseadas na vida em geral, no que acontece no dia-a-dia, nos seus sonhos e no que imagina. Em 2019, teve menção honrosa na terceira edição do prémio literário Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM)/ Eugénio Lisboa, com a obra – O amor que há em ti. Em 2022, venceu o concurso de crónicas FLIB com o texto intitulado “Entre irmãos”.

Clévia Ramiro Guivala nasceu em Maputo, a 9 de Julho de 1995. Em 2009, iniciou a sua paixão pela promoção da saúde, tendo tornando-se activista no programa de saúde sexual e reprodutiva e prevenção de DTS/SIDA. É licenciada em Jornalismo pela Universidade Eduardo Mondlane. Enquanto estudante universitária, desenvolveu várias actividades, desde repórter, apresentadora de televisão, produtora de diversos scripts, incluindo, o documentário sobre Mulher no mercado de trabalho em Moçambique, desafios e perspectivas. O seu interesse pela escrita surgiu em 2014 e a sua primeira publicação foi na Revista Comunicação & Sociedade, Edição 2017.

Francisca Mirine, Leia Mabasso e Vasco Sitoe encontraram-se pela primeira vez para desenvolver um projecto coreográfico conjunto, durante quatro semanas de residência, entre Deltebre, Lisboa e Maputo.

Os Estúdios Victor Córdon, em Portugal, propõem uma conferência sobre transição de carreiras nas Artes Performativas, em parceria com a DGArtes e a Fundação GDA, e apresentam a 2ª edição do programa Itinerários, programação conjunta com o Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

Depois de cinco anos de uma programação transversal na área da dança e da música, os Estúdios Victor Córdon (EVC) criam uma nova imagem para a comunicação da sua acção, que pretende ser um espelho de versatilidade e inovação desta plataforma criativa.

Assim, no dia 26 deste mês, das 10h às 18h, nos Estúdios Victor Córdon, a Conferência Encontros para o Futuro IV traz para o centro da reflexão a Transição de carreiras nas artes performativas. Com um olhar analítico sobre a experiência-piloto desenvolvida nos EVC ao longo de três meses e a situação que se verifica actualmente na Europa e em Portugal, perspetivam-se possibilidades futuras relativas à transição de carreiras de profissionais nas artes performativas.

Mais do que encontrar respostas no presente, pretende-se perfazer uma leitura palpável e clara da situação actual que permita, em colectivo, vislumbrar formas de actuar no futuro. É, pois, com o olhar direccionado para o futuro que se intenciona propor esta reflexão e, sobretudo, impulsionar um diálogo comprometido com a implementação efectiva de práticas no âmbito da gestão e transição de carreiras – projetando no futuro mecanismos permanentes que tenham a capacidade para alavancar e facilitar esse processo.

Com a curadoria de Pia Kramer e moderação de Sónia Baptista, a conferência desenvolvida pelos EVC com a parceria da Direcção-Geral das Artes e da Fundação GDA, conta ainda com intervenções de Jorge Ramos do Ó, Paul Bronkhorst, Carole Augustus, entre muitos outros convidados.

A Conferência encerra o programa Identidade Profissional em Transição, um projeto-piloto que ao longo de três meses estabeleceu uma metodologia possível para uma transição de carreiras e/ou carreiras duplas.

Para além do olhar para esta experiência-piloto, propõe-se um conhecimento de dois sistemas de sucesso já implantados na Europa e um fórum alargado para estabelecer um momento de reflexão, partilha e discussão conjunta sobre a transição de carreiras em Portugal.

“No dia 25 de novembro, pelas 18h, celebramos a criação artística e damos lugar a uma mostra pública do trabalho desenvolvido por três artistas moçambicanos, que integram a 2ª edição do programa ITINERÁRIOS. Neste encontro propõe-se uma apresentação de resultados do trabalho desenvolvido pelo colectivo, seguida de uma conversa moderada por David Marques. Francisca Mirine, Leia Mabasso e Vasco Sitoe encontraram-se pela primeira vez para desenvolver um projecto coreográfico conjunto, durante quatro semanas de residência, entre Deltebre, Lisboa e Maputo. (identidade oculta) é o resultado deste trabalho e traz-nos uma proposta coreográfica de ocultação e revelação”, lê-se na nota de imprensa.

Os EVC e o Camões – Centro Cultural Português em Maputo dão continuidade à programação conjunta iniciada em 2021, desenvolvendo vários programas e iniciativas que estabelecem um contacto entre Lisboa e Maputo. ITINERÁRIOS integra esta programação conjunta, estabelece pontes entre os dois países e possibilita a circulação e internacionalização da dança. Esta edição integra a mediação de Edna Jaime, David Marques e também o apoio do L’Obrador, em Deltebre, e do Festival Kinani e da Converge +, em Maputo.

O saxofonista Moreira Chonguiça vai participar, representando Moçambique, no Festival Joy of Jazz, a decorrer no próximo dia 25, em Joanesburgo, África do Sul.

No concerto, o saxofonista vai apresentar o seu mais recente trabalho, o disco denominado “Sounds of Peace”, o mesmo que sons da paz em Português. “Sentimo-nos honrados pelo convite e somos a única banda estrangeira, pois a indústria criativa foi super afectada pela pandemia e não tiveram oportunidade de gerar renda e muito menos oportunidade de expor os produtos criados. Na retoma somos convidados, isso tem um significado especial para nós, como moçambicanos”, explica Moreira Chonguiça em comunicado de imprensa.

Depois da paragem de três anos, reata o Joy of jazz, este ano dedicado apenas a participação de grupos locais.

No festival, Chonguiça far-se-á acompanhar por Hélder Gonzaga (baixo), Vando Infante (bateria), Roberto Chitsondzo Junior (guitarra), Nicolau Cauaneque (piano), Alcido Matavel (percussão), Onésia Muholove (voz), e como convidado especial, estará Jaco Maria, músico moçambicano residente na Cidade do Cabo, na África do Sul. “Estaremos no palco principal, que leva 11 mil espectadores. Estamos a apresentar material novo, mas, o mais importante, é representar Moçambique”, afirma Moreira Chonguiça em comunicado de imprensa.

+ LIDAS

Siga nos