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Governo vai avaliar como lidar com a tragédia de Maluana

Os dez sobreviventes do acidente de viação, que ocorreu em Maluana, no distrito de Manhiça, continuam internados no Hospital Central de Maputo e em risco de perder a vida. Os pacientes receberam, hoje, a visita do Presidente da República, que revelou que o Governo vai avaliar como lidar com o problema.

Ainda há 10 sobreviventes do acidente de viação que ocorreu na noite de sábado, no posto administrativo de Maluana, província de Maputo.

Deram entrada no Hospital Central de Maputo (HCM) em número de 11, sendo que uma paciente, mulher de 38 anos, perdeu a vida no domingo e os restantes estão internados na maior unidade sanitária do país, dentre os quais uma criança.

“Infelizmente, ainda correm o risco de perder a vida. Sempre que nós médicos notamos que o doente precisa de ser internado é que corre risco de perder a vida e só após melhoria clínica que nos dá a certeza de que ele está bem e damos alta”, revelou Madalena Manjate, directora dos Serviços de Urgências do Hospital Central de Maputo.

Ainda não há data para a alta dos pacientes, uma vez que os cuidados de que precisam não podem ser feitos em casa, mas os seus familiares já os localizaram e têm recebido visitas.

“O doente admitido tem direito à visita de um único membro para evitar as enchentes. A visita é feita só uma vez ao dia e sempre são visitados”, garantiu a directora dos Serviços de Urgências do HCM.

E por falar em visitas, o Presidente da República esteve, na manhã desta segunda-feira, na ortopedia do Hospital Central de Maputo para confortar as vítimas.

 

Depois de interagir com as vítimas da tragédia de Maluana, Filipe Nyusi disse que queria perceber o problema de perto e revelou que o Conselho de Ministros avaliará como o Governo vai lidar com o sinistro.

“Nós vínhamos para” nos inteirar do “problema e não só ouvir. Vimos que o importante, agora, não é julgar só o caso que aconteceu, mas sim ver porquê esses casos ciclicamente acontecem e o que fazer para evitar. Para se chegar a essas conclusões, muitas vezes é bom estar em contacto com as pessoas que estão no terreno, neste caso concreto, os pacientes e a equipa médica”, disse Filipe Nyusi.

E, no fim, uma promessa: “deixem-nos pensar; amanhã, temos o nosso Conselho de Ministros, no qual vamos avaliar e dar algumas indicações de como queremos lidar com o problema”, avançou Filipe Nyusi.

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