Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O Ministério da Saúde (MISAU) notificou a infecção de mais 100 pessoas pelo novo Coronavírus, elevando o cumulativo de contágios para 224.143. Nas últimas 24 horas, não foram registadas mortes pelo vírus pandémico, mantendo-se o total de 2.180 perdas humanas.

No período em referência, segundo um comunicado do MISAU, o maior número de contágios foi diagnosticado na Cidade de Maputo, com 55 casos. A Taxa de Positividade no período em análise foi de 4.14%, e a Taxa de Positividade Acumulada de 18.2%.

“Um total de 41 indivíduos previamente infectados pela COVID-19 foram dados como recuperados da doença”, diz a nota do MISAU, acrescentando que “o cumulativo nacional de indivíduos que se recuperaram da doença passou a ser de 215.487”.

O documento refere ainda que mais um cidadão deu entrada no Centro de Internamento da COVID-19 em Cabo Delgado e outras oito pessoas tiveram alta hospitalar. Assim, Moçambique tem 40 pacientes internados.

Actualmente, o total de casos activos no país é de 6.472.

Está a fracassar a organização da venda informal na Cidade de Maputo, campanha iniciada há dois anos, liderada pelo presidente do Município, Eneas Comiche, cujo objectivo era retirar os vendedores dos locais impróprios para os mercados formais.

Em Março de 2020, os vendedores informais foram escorraçados dos seus pontos de venda nas ruas e passeios. Depois, foram-lhes indicadas bancas nos mercados, mas não as ocuparam e voltam a vender onde foram obrigados a sair. Sobre este assunto, o próprio Município de Maputo reconhece o fracasso da sua iniciativa.

“Sim, na verdade está a fracassar, porque as pessoas com as quais estamos a trabalhar não colaboram. Houve um momento em que tivemos um aparente sucesso, a cidade estava desobstruída, não havia ocupação de passeios, não sei se foi porque a COVID-19 estava no seu ponto mais alto e isso assustou os próprios vendedores, mas, de um momento para cá, a situação voltou ao cenário anterior”, reconhece o porta-voz que diz não saber por que os munícipes tendem a voltar às ruas: “não sei se eles pensam que é normal que a cidade esteja assim”.

Silva Magaia culpa os vendedores que vêm de fora da Cidade de Maputo. “A leitura que fazemos é que estamos a ter muita gente a vir de fora da cidade e vem desorganizar aquilo que os próprios vendedores informais já haviam feito. Portanto, vamos continuar a trabalhar e a fazer esforço de discipliná-los”, disse, tendo acrescentado que a Polícia Municipal voltará a usar a força para repor a ordem.

“A Polícia Municipal já voltou à carga, houve um momento em que não precisava de estar na rua e agora está permanentemente lá a tentar recuperar aquilo a que assistimos nos finais de 2020 e princípio de 2021”, avançou.

Refira-se que todos os mercados apontados pela edilidade para serem ocupados já foram abandonados.

Recentes projecções do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) indicam que o epicentro do Ciclone Tropical Intenso “BATSIRAI” entrará no canal de Moçambique no domingo, como uma Tempestade Tropical Moderada, a sul do paralelo 21 graus sul de Latitude.

“BATSIRAI” continua em movimento e até as 10 horas locais de hoje, localizava-se aproximadamente a 210 quilómetros a norte das ilhas Reunião e 695 quilómetros da costa leste de Madagáscar (cidade de Mahanoro na província de Toamasina), com ventos de até 180 quilómetros por hora.

“O INAM continua a monitorar a evolução deste sistema e apela a população para que continue a acompanhar a informação meteorológica e os avisos difundidos pelas autoridades nacionais competentes”, lê-se num comunicado da instituição.

O Primeiro-Ministro exigiu, ontem, o fim de “elefantes brancos nas infra-estruturas” dos Aeroportos de Moçambique. O desafio foi lançado ao novo PCA da empresa durante a sua tomada de posse.

“Deve assegurar que os aeroportos sejam sustentáveis, de modo a garantir que sejam sustentáveis, económica e financeiramente”, referiu Carlos Agostinho do Rosário.

Américo Muchanga herda uma empresa que está na lista vermelha, por apresentar alto nível de risco fiscal para o Estado, segundo o Relatório de Riscos Fiscais de 2021 do Ministério das Finanças.

Para melhorar a situação económica e financeira da firma pública, Carlos Agostinho do Rosário quer que o novo homem forte dos aeroportos traga também mais companhias aéreas às pistas nacionais.

“A retoma de actividades económicas no mundo, incluindo no nosso país, constitui uma oportunidade para o relançamento do potencial das infra-estruturas aeroportuárias nacionais, com vista a atrair mais operadores aéreos”, acrescentou o Primeiro-Ministro.

Os recados chegaram a Américo Muchanga, que, para já, entende ser cedo para avançar soluções aos problemas da empresa.

“Todos os desafios existentes na empresa requerem uma análise e um conhecimento profundo para falar de soluções. Então, hoje, não quero adiantar soluções”, esclareceu Américo Muchanga.

Quem também foi empossada é a directora-geral da Administração Nacional das Áreas de Conservação, Celmira da Silva, que tem a missão de travar a caça furtiva e exploração desenfreada de recursos naturais.

Importa referir que as Áreas de Conservação a serem administradas por Celmira da Silva representam 25% do território nacional, e têm como função assegurar o equilíbrio de ecossistemas essenciais.

“Sabemos que, a nível dos parques e reservas, já temos uma estratégia e que temos aumentado o número de fiscais, mas é preciso haver consciencialização e colaboração da população”, disse Celmira da Silva.

Algumas das áreas mais atraentes no país são a serra da Gorongosa, o Arquipélago de Bazaruto, bem como cerca de 5.500 espécies de plantas, 220 espécies de mamíferos e 690 de aves, algumas das quais únicas no país.

Está instalado, em Chimoio, capital da província de Manica, um braço-de-ferro entre o Fundo de Investimento e Património para Abastecimento de Água (FIPAG) e moradores do bairro Nhamajessa.

Em causa está o facto de os moradores terem contribuído com tubagem e dinheiro de escavação para terem acesso à água e a mesma foi desviada para um outro bairro.

A história remota desde o ano de 2013, quando os moradores do bairro Nhamadjessa se viram privados do fornecimento de água, porque a conduta do FIPAG não abrangeu a sua zona.

Os residentes viram que a esperança de terem acesso à água, se ficassem à espera das autoridades,  seria um sonho sempre votado ao adiamento. Assim, em 2020, um grupo de moradores contactou o Fundo de Investimento e Património para Abastecimento de Água (FIPAG)  para expor a sua preocupação.

A resposta da instituição foi a menos esperada: “contribuam dinheiro para pagamento de tubos e homens para procederem à escavação, assim vamos levar água até vocês”. Porque estavam mesmo na aflição, os moradores fizeram a contribuição e canalizaram o valor ao FIPAG.

“Cumprimos a condição de comparticipar com a tubagem e escavação e. terminado o trabalho, de facto tivemos água”, explicou Bernardo Santos, em nome dos moradores.

Um ano depois, o FIPAG desviou a conduta de água para beneficiar moradores de um outro bairro que não contribuíram para a sua instalação. O facto gerou mal-estar e braço-de-ferro entre quem se sente prejudicado, sobretudo por falta de aviso prévio  e o FIPAG.

Sem água novamente, os moradores recorreram ao director do FIPAG em Manica para obter explicação.

“Estamos aqui, no terreno, para com os clientes vermos qual é a solução, se podemos assumir as restrições no modelo de um dia sim e um dia não”, justificou Henrique Dipuve.

“O País” questionou o dirigente em relação aos outros bairros onde a água sai com restrições ou não jorra nas torneiras há bastante tempo e os clientes continuam a pagar facturas acima de 700 Meticais por mês, em particular em Tambara-2.

Dipuve explicou que há um trabalho em curso visando o melhoramento da conduta adutora e, num futuro breve, o problema passará para história, sem entrar, no entanto, em detalhes em relação ao dinheiro que o FIPAG cobra sem fornecer a água.

Reunido na sua I sessão ordinária do presente ano, o Conselho Nacional do Ensino Superior (CNES) deliberou favoravelmente a proposta de revisão da Lei n.º 27/2009, de 29 de Setembro, Lei do Ensino Superior, o qual introduzir inovações no que respeita à acção social e outros apoios educativos, a promoção do associativismo estudantil, regimes especiais de frequência, melhorar a inserção das IES nas comunidades e clarificação sobre a autonomia financeira, administrativa e patrimonial, incluindo questões de gestão das IES, bem como estabelecer princípios sobre regimes de equivalência e de reconhecimento dos graus e outras habilitações.

Trata-se de uma acção que tem em vista o apoio para a materialização do Programa Quinquenal do Governo 2020 – 2024 (PQG 2020 – 2024), no quesito particular dos compromissos assumidos no âmbito do Ensino Superior, para a satisfação da Prioridade de Desenvolver o Capital Humano e a Justiça Social e o alcance do objectivo estratégico de promover um sistema educativo inclusivo, eficiente e eficaz que responda às necessidades do desenvolvimento humano.

Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Nivagara, que falava na qualidade de presidente do órgão, as decisões saídas do CNES vão auxiliar as decisões do Conselho de Ministros, particularmente no que concerne à revitalização do Ensino Superior em Moçambique, sem descurar da qualidade como elemento basilar.

Na ocasião, explicou que volvidos doze anos após a aprovação e entrada em vigor da Lei nº 27/2009, de 29 de Setembro, Lei do Ensino Superior, houve necessidade de promover o estabelecimento de uma crescente qualidade dos serviços prestados pelas IES, mormente no que tange ao Ensino, Investigação e Extensão Universitária.

Com efeito, o processo prevê a revisão da composição do corpo docente; tipologias das Instituições de Ensino Superior (IES); conversão de classes de instituições de ensino superior; e modalidades de ensino no contexto da era digital e de crises globais.

A referida revisão visa adequar a lei à dinâmica do desenvolvimento do ensino superior em Moçambique, no contexto científico, político, socioeconómico, tecnológico e cultural, ao abrigo do disposto no nº 1 do artigo 179 da Constituição da República, a Assembleia da República determina que o Governo, através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, promove o presente processo de revisão e actualização do seu pacote legislativo.

No âmbito das acções de prevenção e combate à corrupção no sector empresarial do Estado, a directora do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), Ana Gemo, manteve na quarta-feira, 02 de Fevereiro, um encontro de trabalho com a presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), Ana Coanai, tendo abordado matérias relacionadas com o memorando de entendimento rubricado entre as duas instituições em 2016.

Na ocasião, a directora do GCCC falou da necessidade de reforçar as medidas de prevenção e combate à corrupção, sobretudo nas empresas públicas e participadas pelo Estado, no sentido de garantir que a gestão observe rigorosamente os procedimentos legais e que as mesmas operem com rigor e transparência.

No encontro, as duas dirigentes passaram em revista as acções realizadas no âmbito da implementação do memorando e abordaram as acções para o presente ano e as questões relacionadas com os procedimentos nas aquisições de serviços e bens pelo sector empresarial do Estado.

 

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê temperatura quente  para esta quinta-feira, com possibilidade de queda de chuvas acompanhadas de trovoadas em algumas urbes do país.

Em graus Celsius, as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane  têm  temperaturas máximas de 33,31,35 e 34 e mínimas de 24, 19, 24 e 25, respectivamente.

Para as cidades de Maputo,  Xai-Xai  e Inhambane e Vilankulo prevêem-se máxima de 35, 35, 34 e 33 e mínimas de 26, 23, 25 e 25 graus, respectivamente.

Em Pemba, Lichinga e Nampula esperam-se máximas de 32, 32 e 27 e mínimas de 25, 24 e  16 graus, respectivamente.

Seis indivíduos, todos de nacionalidade moçambicana e com idades que variam entre 28 e 54 anos de idade, perderam a vida ontem, na cidade de Maputo e nas províncias de Manica e Tete, ontem.

As mortes, divulgadas esta quarta-feira, elevam o total no país para 2.180, de acordo com o Ministério da Saúde (MISAU).

Em comunicado de imprensa, as autoridades de saúde referem que há, também, 94 novos casos da doença, diagnosticados nas últimas 24 horas, período com uma taxa de positividade de 3.43%. as novas infecções foram resultado de 2.742 testes feitos.

“Dos novos casos, 90 são de nacionalidade moçambicana e quatro são estrangeiros”, acrescenta o MISAU. Moçambique conta com um cumulativo de 224.043 casos da COVID-19. Destes, 6.413 continuam activos.

No período em alusão foram registados três internamentos e seis altas hospitalares, totalizando, agora, 47 pacientes sob cuidados médicos, dos quais 17 estão a ser submetidos à oxigenoterapia.

Boa parte dos doentes hospitalizados (22), o equivalente a 46.80% do total dos internados em todo país, encontram-se na capital do país.

Após 29 novas recuperações ocorridas entre terça e esta quarta-feira, na província de Gaza, o total de pessoas livres do vírus subo para 215.446.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE