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O País – A verdade como notícia

No bairro que carrega a data dos heróis em Maputo, moradores aproveitaram a efeméride para partilhar as suas preocupações. Falam de degradação das ruas devido às chuvas e criminalidade que, muitas vezes, envolve moradores. Conheça a história do bairro de heróis.

Algures na Cidade de Maputo, concretamente no distrito Municipal Kamavota, encontramos um bairro, cujo nome obriga-nos a revisitar a história, para conhecer a sua origem: chama-se 3 de Fevereiro, a mesma data dos heróis moçambicanos.

A nossa equipa visitou o extenso bairro e travou conversa com muitos moradores que, eufóricos pela passagem de mais uma efeméride de heróis, aceitaram partilhar algumas das tantas histórias que carregam desde quando, naquele local, colocaram a primeira pedra, estaca ou caniço, pois foi assim que tudo começou.

Os mais antigos no bairro contam que foi por volta dos anos 90 que a edilidade de Maputo, por considerar o bairro de Laulane bastante extenso e difícil de gerir, decidiu dividi-lo em duas partes, passando a ter separação dos bairros Laulane e Mahotas.

O nome daquele bairro é fruto do reconhecimento da força indescritível dos homens e mulheres que lutaram pela independência do país.

Quem passa pelo bairro admira as largas ruas, que são uma característica comum, inclusive em bairros vizinhos como Mahotas, Laulane, Albazine e outros.

Trata-se de um bairro parcelado e com uma organização que permitiu que a largura das ruas fosse destaque. Mas anos depois, os efeitos da chuva tiram o brilho, lamenta Jeremias Fondo, morador do bairro desde 1991.

“Estou aqui desde que vim para Maputo. As coisas tendem a melhorar. Há casas de alvenaria por todo lado, diferente do que acontecia há uns 10 anos. O que nos deixa preocupados é o estado em que ficam as ruas. Não conseguimos circular com as nossas viaturas. Mesmo a pé, é preciso galgar muros e passeios alheios”, contou a fonte.

Este cenário verifica-se em muitas ruas. Água estagnada, crateras e deformações, transformação de alguma tentativa de travar a fúria da chuva em nada.

No entanto, apesar destes infortúnios, desde 1993, ano em que o bairro surgiu, há mudanças claras e visíveis para todos e dona Hermínia é disso testemunha.

“Não posso negar que as coisas melhoraram muito neste bairro, apesar de serem mudanças lentas. Aqui antigamente as nossas casas eram de caniço, madeira e zinco, eram poucas as pessoas que tinham muro de blocos, mas hoje as condições são muito melhores”, contou Hermínia Francisco, moradora do bairro desde 1996.

Estas mudanças foram influenciadas também pelo nome que carrega, pois no seu interior foi implantado um outro bairro, ou seja, há um bairro no interior do bairro 3 de Fevereiro. É o bairro da Polícia. As obras iniciaram em 1983 e foram até 1997, ano de inauguração Um quarteirão de 250 casas iguais, construídas pelo Ministério do Interior e oferecidas a agentes da Polícia da República de Moçambique, muito antes de se chamar Bairro 3 de Fevereiro.

Elina Naine, Secretária do Bairro 3 de Fevereiro, conta que a construção do bairro policial foi para acolher polícias e seus familiares. O bairro sempre foi ordeiro.

“Aqui sempre foi reserva do Estado, mas com o passar do tempo o Governo foi aliviando algumas áreas e, a Dalo Construções foi responsável pela construção das 250 casas daquele pequeno bairro. As casas pertencem ao Estado”.

A estrutura inicial destas casas era esta, mas, com o passar do tempo, houve quem quis melhorar, aumentando os compartimentos, trocando a pintura, mas a história permanece lá, com alguns traços da anterior estrutura, principalmente o tecto de Lusalite, que é uma marca.

Embora casas entregues a agentes da Polícia, a criminalidade sempre foi preocupação, até porque, a agravar, os violões são filhos do próprio bairro.

Alguns munícipes contaram à nossa equipa de reportagem que a criminalidade tende a subir. O desemprego e a falta de oportunidades dos filhos dos antigos Polícias, alguns já perecidos, as fileiras da Polícia têm sido causa do desvio de muitos órfãos.

O bairro 3 de Fevereiro é um dos mais extensos do distrito Municipal Kamavota. Está entre os bairros Laulane e Mahotas e conta com 63 quarteirões.

Carolina da Piedade Alexandre dos Reis foi a primeira declarante ouvida nesta sexta-feira, pelo Tribunal que julga o “caso das dívidas ocultas”. Em 2013 recebeu sete milhões de Meticais provenientes do estrangeiro, numa das suas contas bancárias. Dos Reis disse em 2019, na Procuradoria-Geral da República, que não sabe de que país foi enviado o valor e quem fez a transferência, e que a única pessoa que o podia fazer é o seu pai, falecido aos 25 de Outubro de 2017, vítima de doença.

Segundo a declarante, o valor foi enviado em duas fases no interesse do seu falecido pai, que vendeu uma casa na cidade de Quelimane. A referida casa, do tipo 3, localizada na cidade de Quelimane foi vendida ao réu António Carlos Do Rosário, e, de acordo com a acusação, o dinheiro usado para a compra da casa resulta dos subornos pagos pela Privinvest. Uma tese que veio a ser confirmada.

“Eu não sabia quem tinha enviado o valor. Mas depois de ver o extracto bancário lá vinha escrito que foi enviado pela Privinvest”, revelou.

A declarante conta que só veio a saber quem era o comprador da casa, através do advogado do seu pai, que tramitou todos os documentos de compra e venda.

Entretanto, a declarante disse que não conhece Do Rosário, uma vez que este delegou intermediários para tratar o processo de compra da casa, sendo que um deles era também o então declarante Nordin Aboo Bacar.

E foi o declarante Nordin Aboo Bacar quem informou a declarante que o dinheiro já estava disponível na conta.

“Ele ligou-me duas vezes a informar que o dinheiro já estava disponível na minha conta. Mas nessa altura não perguntei de onde vem o valor”, referiu.

Carolina dos Reis confirmou ainda que enviou valores para a conta do também declarante Nordin Aboo Bacar a mando do seu pai, mas mudou a explicação anteriormente dada na PGR, onde referia que o valor destinava-se ao pagamento de uma dívida com a irmã do declarante.

“A transferência que eu fiz foi no valor de 900 mil Meticais a mando do meu pai, para Nordin Aboo Bacar. E uma parte era para dar à irmã dele, segundo a orientação do meu pai. E quanto ao resto não posso esclarecer”, disse.

Ao Tribunal, a declarante explicou que era frequente receber valores na sua conta destinados ao seu pai, apesar de o mesmo também ter contas bancárias.

Questionada sobre o destino que foi dado a casa, Carolina da Piedade disse saber que a casa foi reabilitada e agora é uma pensão.

O primeiro relatório da Matriz de Rastreamento de Deslocamento (Tropical Storm ANA Flash Report), baseado em avaliações realizadas entre 25 e 31 de Janeiro de 2022 (Flash Report Update de 31 de Janeiro), estima que 42.800 famílias tiveram as suas casas total ou parcialmente destruídas nos distritos avaliados até ao momento.

Destes, 80% estão em Nampula (34.244 casas), 15% na Zambézia (6.488 casas), 2% em Tete (812 casas) e 3% em Sofala (1.256 casas). Além disso, 21 tendas e 16 abrigos de emergência foram total ou parcialmente destruídos devido à chuva e ventos fortes.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD) identificaram 409 latrinas e oito pontos de água danificados. Além disso, as localidades avaliadas até agora identificaram pelo menos 98 escolas com danos parciais e importantes.

As escolas afectadas encontram-se nas províncias de Nampula (62), Zambézia (29) e Sofala (7). 259 salas de aula foram total ou parcialmente danificadas nas escolas afectadas. Nos locais avaliados, 16 centros de saúde também foram total ou parcialmente danificados em Nampula (14) e Zambézia (2).

A OIM continua a trabalhar em estreita colaboração com o Governo de Moçambique e parceiros humanitários, para garantir a coordenação no planeamento humanitário e resposta inicial às necessidades após a tempestade tropical ANA.

“As mudanças climáticas aumentam o potencial de desastres naturais contínuos durante a estação chuvosa, o que tardou os esforços de resposta humanitária desde o ano passado, nas áreas afectadas por conflitos, aumentando o deslocamento e a possível ampliação da COVID-19. A OIM e outras agências irmãs da ONU (Nações Unidas) continuam a apoiar o INGD a avaliar os efeitos contínuos da tempestade. As nossas equipas de DTM no Centro e Norte de Moçambique indicam que as necessidades mais urgentes incluem alimentos, tendas, água potável, kits de higiene, materiais de prevenção da COVID-19, redes mosquiteiras, cobertores, lanternas, lonas, kits de saúde, sabão e potencialmente kits de prevenção da cólera”, disse Laura Tomm-Bonde, chefe da Missão da OIM em Moçambique.

De acordo com o INGD, mais de 141.000 pessoas foram afectadas pela tempestade “ANA”. Mais de 15.800 casas foram parcialmente danificadas, 7.729 casas destruídas e 5.941 inundadas, de acordo com o Relatório Situacional do INGD, publicado no dia 31 de Janeiro de 2022. Até agora, 25 pessoas foram confirmadas mortas desde que “ANA” chegou à costa moçambicana. Os trabalhadores humanitários no local citam que os necessitados receberam alimentos e água das autoridades provinciais e do INGD.

Moçambique continua a ser um dos países mais vulneráveis ​​do mundo ao impacto dos desastres naturais. O apoio à resposta humanitária é urgente, bem como soluções duradouras em Moçambique.

Três indivíduos, dos quais dois trabalhadores de uma empresa de segurança privada, foram detidos na passada segunda-feira, na cidade da Beira, e apresentados publicamente na quarta-feira pela Polícia. Sobre si pesa o crime de porte ilegal de uma arma do tipo pistola, de marca Makarov, que é de uso exclusivo das Forças de Defesa e Segurança (FDS).

A história começou nos meados de 2019, quando a empresa de segurança privada pretendia reforçar o seu arsenal.

“O patrão pediu-nos para procurar uma arma e comprarmos. Fizemos os nossos contactos e adquirimos uma por 15 mil Meticais junto de um amigo que pertence a uma outra empresa de segurança privada. O negócio foi feito numa barraca. O dinheiro foi disponibilizado pelo próprio patrão. Dois dias depois, exigiu o recibo do negócio. Tentamos contactar o vendedor, mas foi em vão. O contacto não estava em linha, nem ele estava no seu posto de trabalho. Ninguém sabia onde ele estava”, explicou um dos indiciados, tendo avançado outros detalhes.

“A arma começou a ser usada num posto e a empresa recebia 25 mil Meticais por mês, até aos finais do ano passado. O patrão não pagava os nossos salários e começou a despedir alguns sem justa causa, por isso decidimos remeter a queixa ao sector de trabalho e, em contrapartida, mandou que fôssemos detidos, alegando que compramos uma arma ilegalmente”, acrescentou.

Por sua vez, Daniel Macuácua, porta-voz da PRM em Sofala, disse que “a Polícia explicou que há diligências que ainda prosseguem, para se localizar o suposto proprietário da arma, e perceber-se em que circunstâncias o proprietário da empresa da segurança privada autorizou a compra de uma arma sem nenhuma licença. Aliás, este tipo de arma é de uso exclusivo das FDS”.

Já iniciaram as obras de requalificação da Praça da Juventude, há muito reclamada pelos munícipes e prometida pela edilidade da Cidade de Maputo.

As obras decorrem desde segunda-feira e contam com a participação de cerca de 100 jovens voluntários e técnicos do Município  que, nesta primeira fase, trabalham na vedação do local.

“Queremos reconstruir para implantar infra-estruturas e serviços que possam apoiar a juventude a ter um local seguro para a sua ocupação saudável, mas também para que a juventude possa ter um local digno do seu reconhecimento”, explicou o vereador para área da Juventude e Cidadania, Nércio Duvane.

Segundo o vereador, a intenção é que a Praça da Juventude, conhecida como um lugar imundo e usado para o comércio, num lugar belo, aprazível e limpo, tenha cenário diferente do que antes ostentava.

Para o efeito, serão investidos 12 milhões de Meticais e a previsão é entregar o local até ao fim-do-ano.

“Nesta primeira fase, teremos as componentes da jardinagem, da arborização, instalação de bancos para acomodação, vias pedonais para manutenção física; a da iluminação e segurança e implantação de infra-estruturas para tornar o espaço funcional para as necessidades da juventude”, explicou Duvane.

Os munícipes mostraram-se satisfeitos com a requalificação, mas a alegria não é de todos, pois parte das 100 pessoas que exerciam actividade comercial naquele local ainda procuram por um espaço definitivo para trabalhar.

O destaque vai para os vendedores de material de construção que se instalaram no cemitério há tempo abandonado, localizado mesmo em frente à Praça da Juventude.

Os vendedores, que não quiseram ser identificados por temerem represálias, queixaram-se de abandono, por parte do Município, alegando que, depois de anos a praticarem suas actividades na Praça da Juventude, foram obrigados a sair sem serem atribuídos um espaço para continuarem a exercer as suas actividades comerciais.

Conforme explanou o vereador para Área da Juventude ao “O País”, durante os trabalhos de sensibilização e registo para retirada voluntária dos vendedores daquele local, apenas os taxistas e os que vendiam roupa e produtos de mercearia foram integrados noutros locais, mas os que exercem o trabalho de reparação de viaturas e venda de acessórios, bem como os que vendem material de construção, não foram abrangidos no processo de integração.

A justificação é que “para estes grupos, desde o primeiro momento, pedimos que organizassem a sua actividade, para o caso dos vendedores de material de construção cuja actividade é das ferragens e estaleiros. Sabemos que grande parte desses munícipes já tem esses estabelecimentos e pedimos-lhes que criassem condições para exercer as actividades neste local”.

O prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia ( INAM), aponta para temperaturas quentes, com temperaturas máximas  a variarem de 25 a 37 graus e possibilidade de queda de chuvas no sul, centro e norte.

Para as cidades de Nampula, Pemba e Lichinga prevêem-se máximas de 34, 33 e 25 e mínimas de 23, 24 e 18, respectivamente.

Por outro lado, Chimoio, Beira, Tete e Quelimane apontam para máximas de 32, 34, 37 e 31 e mínimas de 19, 24, 23 e 24, respectivamente.

Já para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, na zona sul do país, o prognóstico aponta para a possibilidade de ocorrência de chuvas fracas a moderadas, acompanhadas de trovoadas.

Para as quatro urbes, Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, as máximas previstas são de 31, 31, 33 e 31 e mínimas de 21, 23, 24 e 25  graus Celsius, respectivamente.

O Governador da Província de Maputo, Júlio Parruque, inaugurou, hoje, o monumento dedicado aos heróis moçambicanos, avaliado em 641.500 Meticais, construído de raiz pelo Município da Vila da Manhiça.

Trata-se de uma obra-prima com um aspecto arquitectónico moderno e inovador constituído por 4 pilares que representam o desenvolvimento do país e os feitos dos heróis, e um mural que retrata a história de Moçambique.

Na ocasião, Parruque saudou aos munícipes pelo grande privilégio de inaugurar o monumento no dia dedicado aos heróis moçambicanos e reiterou que a obra era o grande argumento é para festejar os feitos heroicos dos combatentes que lutaram pela libertação nacional, pelo combate ao analfabetismo e pela paz duradoura.

O governador encorajou o município a continuar a apoiar o governo do distrito da Manhiça construindo mais infraestruturas sociais, incluindo escolas e salas de aula para eliminar as turmas ao ar livre, trazendo igualmente inovações que tornem a vila mais atractiva para o turismo.

“Convocamos a todos para tomar a Unidade Nacional como a grande arma para vencer a pobreza, o terrorismo, a fome, o desemprego, o subdesenvolvimento e outros males”, disse Parruque.

O combate a estes desafios demanda, segundo o governador, mais heróis que se empenhem nos estudos, na mobilização, e na tríade “unidade, trabalho e vigilância” para a realização do bem comum.

O Presidente da República diz que o país celebra o dia dos heróis num momento decisivo de luta contra o terrorismo, onde os heróis anónimos de hoje perseguem e apertam o cerco contra o inimigo. Filipe Nyusi falava ontem, em Mueda, onde dirigiu as cerimónias centrais do dia 3 de Fevereiro, evento que contou com a presença do Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa.

Mueda – o berço da luta pela independência nacional, onde a 16 de Junho de 1960, mais de 600 pessoas foram assassinadas pela administração colonial portuguesa, quando decidiram ir concentrar-se defronte do edifício da administração, exigindo a sua independência. O local, onde existe o monumento em homenagem aos mártires de Mueda, acolheu, esta quinta-feira, as cerimónias centrais do dia dos heróis nacionais (3 de Fevereiro).

Era quase final da manhã quando o Presidente da República dirigiu a deposição da coroa de flores no monumento erguido na vila-sede de Mueda, na província de Cabo Delgado, em homenagem às mais de 600 pessoas que, a 16 de Junho de 1960, foram assassinadas pelo regime colonial, quando reivindicavam a sua independência.

Com uma segurança bastante apertada, em terra e no ar (onde o helicóptero militar efectuava o sobrevoo constante de vigia), o evento contou com a presença do presidente da República da África do Sul, Cyril Ramaphosa, que concedido a palavra pelo anfitrião, disse o mais importante do passado que une os dois países, menos questões ligadas ao presente onde a África do Sul, a par de outros vizinhos da SADC tem militares a combaterem contra o terrorismo.

“Então, eu vi semelhanças e disse ao Presidente Nyusi que 16 de Junho significa um grande acordo para o povo da África do Sul e o povo de Moçambique. Em vários domínios, há vários aspectos em comum entre nós, há muito sobre o qual podemos buscar inspiração, há muito que podemos continuar a fazer em conjunto”, disse Cyril Ramaphosa.

Mueda faz parte dos distritos do Norte de Cabo Delgado vítimas do terrorismo. Mas, nesta parte, houve pronta resposta dos combatentes da Luta de Libertação Nacional e outros voluntários, que formaram a chamada Força Local, pediram armas e ajudam às Forças Armadas para lutar contra os terroristas.

Segundo jurou Fernando Faustino, secretário da ACLLIN, ao Presidente da República, esta força fará o seu máximo para estancar o terror no país. “Lutaremos sem tréguas, nem contemplações até ao último terrorista que está no solo pátrio”.

E foi mesmo a luta contra o terrorismo que corporizou parte significativa do discurso de Filipe Nyusi, mas antes houve condecoração de várias individualidades, com destaque para 230 membros da Força Local, a quem agradeceu a prontidão e salientou que, nesta guerra, também existem outros heróis anónimos.

“Comemoramos esta efeméride num momento decisivo na luta contra o terrorismo que ocorre no norte deste distrito de Cabo Delgado. Nesta luta, contamos com os heróis anónimos, os melhores filhos desta pátria que, dia e noite, junto dos outros jovens dos países da SADC e do Ruanda, entregam suas vidas para assegurar a continuidade da integridade do nosso país e o estabelecimento da paz e tranquilidade”, disse Nyusi.

Por outro lado, o Chefe do Estado garantiu que os terroristas estão a tentar em vão impedir o desenvolvimento do país.

“O signo que nos cobre é a luta que travamos contra os hediondos e sanguinários terroristas, extremistas violentos que procuram roubar-nos a liberdade e a paz duramente conquistados e tentam em vão impedir o desenvolvimento do nosso país”, sublinhou Filipe Nyusi.

O Chefe de Estado apelou aos moradores das zonas afectadas pelo terrorismo para que tivessem calma, garantindo-lhes que o Governo está a envidar esforços para devolver a vida social, paz e segurança naquela parcela do país.

“O vosso Governo está a trabalhar no sentido de criar condições para aquelas zonas, onde as Forças de Defesa e Segurança, os nossos amigos da SADC e do Ruanda libertaram, para que as populações voltem rapidamente. Reabrir hospitais, escolas, colocar água, energia, comunicações, serviços administrativos, mas a condição principal é a segurança”, disse o Presidente da República.

Três de Fevereiro de 1969 é o dia em que Eduardo Mondlane morreu na Tanzânia, vítima de uma encomenda armadilhada com bomba. Depois da independência nacional, a data foi adoptada como Dia dos Heróis.

Os últimos relatos do desempenho dos militares no Teatro Operacional Norte indicam que há avanços significativos, e fala-se de líderes abatidos, no entanto, continuam bolsas de resistência, apesar de o aperto do cerco sobre eles estar a resultar numa crise de mantimentos e munições, dado o aperto também na fronteira com a Tanzânia, de onde se suspeita que entrava fortemente a sua logística externa.

Os moçambicanos devem unir-se e valorizar os ideais de todos aqueles que lutaram pela libertação do país. Quem o disse foi o secretário de Estado na Cidade de Maputo, Vicente Joaquim, durante a cerimónia de deposição de uma coroa de flores na Praça dos Heróis Moçambicanos.

Celebrou-se hoje o Dia dos Heróis Moçambicanos, data que visa homenagear aqueles que ajudaram a erguer a Nação. A data assinala o aniversário da morte de Eduardo Mondlane, arquitecto da unidade nacional, que morreu em Dar-es-Salaam, na Tanzânia.

A efeméride é assinalada no meio de vários desafios, dos quais o terrorismo, cujo fim requer, segundo o secretário de Estado na Cidade de Maputo, a união de todos os moçambicanos.

“Como moçambicanos, continuemos a lutar para valorizar os feitos desses heróis e só assim conseguiremos alcançar o desenvolvimento que o país almeja”, defendeu Vicente Joaquim.

Com as intempéries e a COVID-19 a assolarem o país, o timoneiro da Cidade de Maputo lança apelos para que se acatem as recomendações das autoridades e, sobretudo, que haja cumprimento rigoroso das medidas de prevenção.

“Que sigamos com rigor as medidas de prevenção das doenças de origem hídrica, mas também que nos previnamos da COVID-19”, apelou Vicente.

Na cerimónia de celebração do Dia dos Heróis Moçambicanos, foram condecorados 49 veteranos da luta de libertação nacional.

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