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O País – A verdade como notícia

De acordo com o boletim hidrológico da Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), baseado nas previsões meteorológicas, para as próximas 72 horas prevê-se aumento significativo do volume de escoamento nas bacias hidrográficas dos rios Licungo, Raraga, Namacurra e Zambeze (Baixo Zambeze), podendo superar o nível de alerta. Igualmente, as bacias do Búzi, Púnguè, Lúrio e bacias costeiras das províncias da Zambézia e Nampula, poderão registar subida dos níveis, mantendo-se abaixo do alerta.

Prevê-se ainda a ocorrência de inundações urbanas moderadas a altas para a cidade de Quelimane, devido à acumulação de águas pluviais. Contudo, segundo a mesma fonte, para as restantes bacias hidrográficas não se prevê alterações significativas do actual cenário hidrológico.

Quanto às bacias hidrográficas, a DNGRH revela que, nas últimas 24 horas, houve registo de chuva na rede nacional de observação hidroclimatológica. Na região centro do país, a bacia hidrográfica do rio Púnguè em Mafambisse regista oscilação do nível hidrométrico com tendência a subir, devido à influência da maré, mantendo-se acima do alerta.

Na região norte, a bacia do Meluli e Rovuma registam oscilação do nível hidrométrico, com tendência a subir, devido à ocorrência de chuvas, mantendo-se abaixo do alerta. As restantes bacias registam níveis oscilatórios com tendência a baixar, mantendo-se abaixo do alerta.

Um comunicado de imprensa emitido pela Procuradoria-Geral da Repúbllica, hoje, refere que o Ministério Público, acusou e notificou, os agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em prisão preventiva, desde Abril de 2021, pela prática de vários crimes, dentre os quais, roubo agravado, tráfico de droga e outras actividades ilícitas, sequestro, associação criminosa, porte ilegal de armas proibidas, entrada abusiva em casa alheia, abuso de cargo ou função, abandono de sinistrado, branqueamento de capitais, falsificação de documentos, uso de documento falso.

A acusação do Ministério Público surge na sequência da ocorrência de um acidente de viação, no Município da Cidade da Matola, particularmente no Bairro de Khongolote, envolvendo uma viatura de marca Toyota Land Cruiser, conduzida por uma cidadã nacional, em razão de uma perseguição protagonizada por agentes da PRM e SERNIC afectos às direcções da Cidade e Província de Maputo, junto as Brigadas de Rapto e Criminalidade Organizada que, posteriormente raptaram-na, foi autuado o processo-crime n° 27/10/P/22, a 14 de Fevereiro de 2022, pela Procuradoria Provincial da República-Maputo.

Segundo o Ministério Público, os referidos agentes pretendiam apoderar-se de bens, drogas e valores monetários na posse da cidadã, uma vez que a mesma se dedica ao tráfico e venda de drogas, tendo-a ameaçado e agredido fisicamente, com recurso a armas de fogo do tipo Makarov e AKM.

“Os referidos agentes pela sua condição de operativos, usando de informação privilegiada, em proveito próprio, violaram os princípios e deveres profissionais, bem como o compromisso e juramento de bem servir a pátria e ao Estado moçambicano”, diz a PGR.

Em resultado destes factos, o SERNIC instruiu em 2021, processos disciplinares que culminaram com a aplicação da sanção de expulsão contra os visados.

O antigo Presidente da República é ouvido amanhã como declarante no julgamento do “caso dívidas ocultas”. O jornal “O País” recorda o que já foi dito em Tribunal sobre Armando Emílio Guebuza.

É sem dúvida a audição mais esperada de todas. Desde o arranque do julgamento, o nome Armando Guebuza, que já esteve algumas vezes na tenda montada na B.O, está entre os mais citados no Tribunal.

E é fácil perceber o motivo, tendo em conta o modelo governativo do país e a estrutura de decisão para os projectos de defesa.

Por inerência de funções, o antigo Presidente da República, na sua qualidade de Comandante-Chefe das Forças Armadas, era também Chefe do Comando Conjunto, órgão decisor sobre matérias de defesa e segurança. Num processo transparente e seguindo as normas, é dele que viria o “OK” para o avanço do projecto da Zona Económica Exclusiva, na costa moçambicana. E essa é, no fundo, a grande dúvida: o então Presidente tinha ou não domínio do assunto?

A esta questão já houve várias respostas no Tribunal. Retornemos às primeiras declarações do julgamento para lembrarmos as respostas.

Cipriano Mutota, à data dos factos director de Estudos e Planificação do SISE, foi o primeiro réu ouvido em Tribunal. A resposta do primeiro cérebro do que acabaria nas dívidas ocultas deu a entender que o Presidente da República tinha domínio do assunto.

“Eu participei de dois encontros com o Comandante-Chefe”, confessou.

A mesma versão viria a ser replicada por Teófilo Nhangumele.

E sobre as declarações de Teófilo Nhangumele e a sua ligação com Armando Guebuza, há algo mais do que encontros.

É que, pelo que consta do processo e foi confirmado por Nhangumele, criou-se um pequeno esquema de tráfico de influências, no qual o réu teria contactado o seu afilhado e co-réu, Bruno Langa, no sentido deste falar com o seu amigo, Ndambi Guebuza, também réu no processo das “dívidas ocultas”. O fim era usar o filho do antigo Presidente para influenciar o pai a viabilizar o projecto. Nhangumele orgulha-se do facto de a investida ter dado certo.

“O Presidente da República (Armando Emílio Guebuza) disse: se estiverem felizes, avancem”, sublinhou o segundo réu a ser ouvido no processo 18/2019-C.

É aqui onde começam as contradições.

Confrontado, o filho de Armando Guebuza, que teria recebido 33 milhões de dólares pelo serviço, diz que não tem nada a ver com o “caso dívidas ocultas”.

“O Presidente da República tem canais próprios, eu não governava o país”, afirmou em resposta a uma pergunta de Ana Sheila Marrengula.

Ndambi Guebuza diz não fazer parte dos canais próprios para convencer o Chefe do Estado e o mesmo afirma o seu amigo de infância e co-réu Bruno Langa.

“Isso não aconteceu. Palavra de honra!”, declarou o réu.

Quem também jura não ter envolvimento com o caso de “tráfico de influências” é António Carlos do Rosário que, na altura, aparece como receptor de ordens dadas por Armando Ndambi Guebuza para ver aprovados os projectos que criou.

“Eu! Um Super PCA…Coordenador do SIMP (Sistema Integrado de Monitoria e Protecção) receber ordens de Nhambi Guebuza?”, questionou de forma sarcástica.

Fora este momento, tudo que era questionado a António Carlos do Rosário sobre as decisões em volta do projecto, Do Rosário atirava a responsabilidade a Filipe Nyusi.

Era o número um do SISE e, naturalmente, homem de confiança do Comandante-Chefe, na altura Armando Guebuza. Talvez seja por isso que Gregório Leão nunca comentou nada que esteja directamente ligado ao antigo Chefe do Estado. Aliás, tinha uma resposta fixa para as questões mais complexas – “o PCA, António Carlos do Rosário, está em melhor posição de explicar”.

As citações sobre Armando Guebuza no Tribunal só voltaram no dia 10 de Fevereiro, com a audição do antigo ministro do Interior, Alberto Mondlane.

Depois de acusar o SISE de ser o ponto fraco que abriu a porta para as dívidas ilegais, o declarante disse, respondendo a uma pergunta do advogado da família Guebuza, que a secreta não pode ter agido sozinha.

“Não posso afirmar de forma categórica, mas as Forças de Defesa e Segurança estão estruturadas para que ele saiba”, disse o declarante.

Esta quinta-feira, Armando Guebuza conta a sua versão.

Segundo o director-geral do Instituto Nacional do Desenvolvimento da Educação (INDE), os conteúdos sobre a sexualidade continuarão a ser ensinados no Ensino Primário. Ismael Nheze reconhece ter havido exageros na abordagem da matéria no manual da 7ª classe e, por isso, garante reformulação na sua abordagem.

Depois da pressão que se fez sentir nos últimos dias, principalmente nas redes sociais, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) veio a público para anunciar o banimento do conteúdo sobre sexualidade no Ensino Primário e a retirada do respectivo manual das Ciências Naturais da 7ª classe das prateleiras em 2023.

“Analisamos e vimos que uma parte da sociedade concorda com os conteúdos e outra parte não, e, como nós gostamos de trabalhar com o consenso, retiramos este tema e este livro não estará cá no próximo ano, porque nós vamos introduzir a nova 7ª classe e teremos um novo livro. Mas, para o presente ano lectivo, recomendamos as escolas para não abordarem aquele tema e já trabalhamos com a editora para a retirada daquela página”, disse o director-geral do INDE, Ismael Nheze, a 11 de Fevereiro corrente.

No entanto, falando já no programa Noite Informativa da ST V Notícias, o director-geral do INDE esclareceu que o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) não vai banir por completo o conteúdo por ser importante no conhecimento do corpo humano.

“Nós não retiramos o tema [sobre a sexualidade], mas sim a página que contém aquele texto controverso [que fala sobre a masturbação e orientação sexual] ”, disse Ismael Nheze, tendo avançado que os mesmos conteúdos estão até contemplados no novo currículo e novo manual da 6ª classe, que passa a ser última do Ensino Primário.

“Os mesmos conteúdos já estão inclusos no novo livro da 6ª classe que será distribuído a partir de finais de Fevereiro e início de Março. Assim, os alunos vão encontrar na 6ª classe, que é a classe terminal, os mesmos conteúdos, só que a abordagem é totalmente diferente”.

E falando sobre a abordagem, o director-geral do INDE reconheceu ter havido exageros na linguagem e na forma como o conteúdo foi abordado no polémico manual da 7ª classe.

“O problema foi a comunicação e não o conteúdo. Toda a gente tem que saber que existe masturbação, mas o texto não foi escrito de forma adequada, os autores eram apaixonados”, justificou Nheze, cuja ideia foi também partilhada pela investigadora da área da sexualidade, que também falava no Noite Informativa.

“Na parte que vem sobre o homossexualismo, que diz que seria mais cómodo pessoas do mesmo sexo manterem relações sexuais, penso que escandaliza”, concordou Alice Macarringue, activista do Horizonte Azul.

Os dois painelistas concordam ter havido falhas na comunicação, mas também os tabus que persistem na sociedade moçambicana sobre a sexualidade contribuíram para a reprovação do manual da 7ª classe, segundo a activista.

“Não estamos preparados, nem socializados, porque, desde lá, fomos ensinados que este assunto é para adultos”, nota Alice Macarringue.

Aliás, segundo a investigadora, os tabus constituem o grande desafio para a abordagem da sexualidade nas escolas. Por isso, a especialista apela aos encarregados de educação para falarem abertamente sobre a sexualidade com as crianças.

Deixando de lado os tabus, há que pensar na forma como este conteúdo será abordado, já que continuará a ser leccionado, evitar polémica por parte dos encarregados de educação, e construir-se a competência que se pretende, que é o auto-descobrimento do corpo. Para tal, o INDE avança que serão reformuladas as estratégias didácticas para a abordagem do conteúdo sobre a sexualidade nas escolas, e que os professores serão preparados sobre a matéria.

Pelo segundo dia consecutivo, não houve registo de perdas humanas por COVID-19 no país, mantendo-se o total de 2.189 mortes pela doença. Nas últimas 24 horas, 136 pessoas ficaram livres do novo Coronavírus, elevando o cumulativo de recuperados para 218.694.

Neste período, segundo um comunicado do Ministério da Saúde, a província de Cabo Delgado foi a que registou o maior número de recuperados, com 69 casos, seguida por Manica com 39.

A nota refere ainda que mais 24 pessoas testaram positivo para a COVID-19 no país. A taxa de positividade, no período em análise, foi de 1.41% e a taxa de positividade acumulada situou-se em 17.93%. O número global de casos positivos situa-se em 224.791.

“Maputo Cidade, com 13 novas infecções, foi a província que maior número de casos de COVID-19 registou nas últimas 24 horas”, lê-se no documento. Em Moçambique, existem actualmente 3.904 casos activos da COVID-19.

Mais três pessoas foram internadas e outras duas tiveram alta hospitalar. Actualmente, 18 pacientes encontram-se internados nos CICOV e em outras Unidades Hospitalares nacionais.

Organizações da Sociedade Civil exigem a responsabilização urgente dos agentes das Forças de Defesa e Segurança e do pai da vítima de violação sexual em Inhambane. As organizações acusam a Polícia de ser cúmplice e lamentam que a vítima esteja a ser ameaçada.

Trata-se de um assunto que está a mexer com a sociedade moçambicana. Tudo aconteceu no passado dia 16 de Janeiro, quando a vítima de 21 anos foi alegadamente violada sexualmente por cinco homens ligados ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) e Serviço Nacional de Migração (SENAMI) numa festa. O Observatório da Mulher acusa as autoridades de normalizarem a situação.

“Não nos admira, mas não deixa de nos chocar que sejam agentes da Polícia a estarem envolvidos nesse tipo de crime. Não é a primeira vez em que a Polícia está envolvida em violações sexuais. Ficamos alarmados pela forma como o assunto das violações está a ser normalizado na sociedade. Face a esse cenário, exigimos a responsabilização dos agentes, e se as instituições que deveriam zelar pelos direitos dessa vítima, não corresponderem com as suas atribuições, temos que chegar ao nível de responsabilizá-las, porque sentimos que há muita cumplicidade”, iniciou Benilde Nhalivilo, para depois defender a tese de que os agressores procuraram, desde o início, ameaçar e coagir a vítima.

“Sabemos que ela considerava um dos agressores seu namorado. Sucede que, no decorrer da referida festa, este lhe pediu que fosse guardar os seus óculos no quarto. Sucede que, quando ela chega ao quarto, é cercada por cinco homens, que a obrigaram a manter relações sexuais. A acção durou algum tempo e só parou quando a vítima começou a sangrar. Depois do acto, a vítima foi prestar queixa à Polícia e depois foi encaminhada ao hospital para exames médicos que confirmaram a violação sexual. Estranho é que, quando ela chegou ao hospital, os agentes perpetradores do crime já sabiam sobre a sua localização e deslocaram-se até ao local para a ameaçar. Mas, antes disso, dias antes, eles ligaram para a vítima a ameaçá-la para que não fosse nem à Polícia, nem ao hospital”, detalhou.

ONG DIZEM TER HAVIDO NEGOCIATAS COM A FAMÍLIA

Porque o pai da vítima já veio a público desmentir a tese de violação sexual, o Observatório diz não ter dúvidas de que o progenitor entrou em negociatas com os agressores.

“Esta atitude do pai da vítima não é só de lamentar, mas também é preciso responsabilizá-lo e todos que sejam cúmplices. Essas pessoas que fizerem isso são próximas à vítima. Nós, como Observatório, exigimos, por isso, a responsabilização criminal e administrativa dos implicados. Exigimos uma protecção urgente à vítima, porque ela não vive tranquila. Temos receio que, com a pressão e o medo que ela está a enfrentar, possa desistir de reivindicar os seus direitos. Como vimos, ela está a enfrentar as pressões da sua família, e como vimos do seu pai, o que torna o assunto mais complicado ainda”, referiu.

Associação Sócio Cultural Horizonte Azul, que lidera a campanha “Sou Ntavasse” lamenta que a vítima não esteja a receber o apoio devido quer da sociedade, quer do Estado moçambicano.

“Temos um pai que nega que a sua filha passou por aquela situação. Acredito que, no espaço doméstico, não está a receber o devido apoio, o afeto nem o amor. O nosso Estado deveria criar condições para ter espaços provisórios para albergar essas vítimas e garantir que elas não sofram pressão. A questão que colocamos é, se ela quiser recomeçar a sua vida, que condições estamos a garantir para que ela esteja num programa de protecção social?”, lamentou.

As duas entidades dizem ter provas das ameaças à vítima e exigem uma acção urgente do Ministério Público e das entidades que os agentes das Forças de Defesa e Segurança representam.

 

TRIBUNAL DE INHAMBANE MANTÉM PRISÃO DOS AGENTES DA SERNIC INDICIADOS DE VIOLAÇÃO SEXUAL

Depois da detenção na última sexta-feira de cinco pessoas, nomeadamente, dois agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal, dois funcionários do Serviço Nacional de Salvação Pública e um funcionário do Serviço Nacional de Migração, o Tribunal Judicial da cidade de Inhambane decidiu manter a prisão preventiva de parte dos indiciados.

Na verdade, dos cinco envolvidos na trama apenas um saiu em liberdade mediante Termo de Identidade e Residência, e os outros quatro, o tribunal decidiu aplicar a medida máxima de coação e deverão responder o processo de detenção.

O “O País” sabe que neste momento decorrem diligências de instrução a ser realizadas directamente por um magistrado do Ministério Público.

A medida surge pelo facto dos envolvidos serem Polícias e pretende-se garantir toda isenção e objectividade não levantando medidas necessárias no processo, para apurar a verdade dos factos, sem suspeitas.

Na última segunda-feira o Porta-voz da PRM em Inhambane, Juma Dauto, revelou à imprensa que a família havia submetido um documento às autoridades a pedir que esta suspendesse as investigações porque, já havia um acordo entre as famílias dos indiciados e da vítima.

O “O País” investigou o assunto e apurou que na verdade, o pai da vítima teria negociado valores monetários com as famílias dos indiciados em troca do silêncio da sua filha.

Entretanto, este “acordo” não foi consertado na família da vítima e à revelia da sua filha, este decidiu submeter tal documento às autoridades para que o caso fosse “abafado” sendo que não foi a vítima quem assinou tal documento.

A Tempestade Tropical Moderada “DUMAKO” entrou em Madagáscar na tarde de ontem e, devido à interacção com a terra, enfraqueceu, tornando-se um sistema de baixa pressão. Não há condições de o sistema evoluir quando atingir o Canal de Moçambique, garante o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

Entretanto, os seus efeitos, chuvas fortes a muito fortes e ventos com rajadas moderadas a fortes, poderão influenciar a navegação marítima entre os paralelos 16 a 20 graus sul e as províncias de Nampula, Zambézia, Tete, Sofala e Manica, a partir de amanhã.

Na zona centro, todos os distritos das províncias de Tete e Zambézia, assim como os distritos de Marromeu, Muanza, Cheringoma, Caia, Chemba e Gorongosa, em Sofala; Guro, Tambara, Macossa, Báruè, em Manica; Moma, Larde, Angoche, Mogovolas, Liupo e Morrupula, em Nampula, poderão registar chuva acima de 200 mm/24h, com trovoadas, ventos fortes com rajadas até 65 quilómetros por hora.

Nos distritos de Dondo, Nhamatanda, Búzi, Chibabava, Machanga e cidade da Beira, em Sofala; Manica, Vanduzi, Gondola, Sussendenga, Mossurize, Machaze e cidade de Chimoio, em Manica; Memba, Eráti, Nacarroa, Monapo, Ilha de Moçambique, Nacala, Muecate, Rapale, Mecuburi, Lalaua, Malema, Ribaué, Murrupula, Meconta, Mogincual, Mossuril e cidade de Nampula, em Nampula e em todos os distritos da província de Niassa, a chuva será de 100 mm/24h, acompanhada de trovoadas.

O INAM alerta, ainda, que a leste de Madagáscar se formou o quinto sistema meteorológico, uma depressão tropical, com potencial de evoluir para tempestade tropical moderada. Contudo, os meteorologistas garantem que o sistema em causa ainda não constitui perigo para Moçambique.

As escolas primárias completas Mahate e Carlos Lwanga, ambas em Mahate, um bairro periférico perto do aeroporto de Pemba, que em conjunto acolhem cerca de 4500 crianças, muitas das quais deslocadas da guerra, receberam seis novas salas de aulas, três cada, numa iniciativa conjunta da Fundação Galp e do Instituto Camões, no âmbito do projecto Karibu, desenvolvido pela organização não-governamental Helpo.

A oferta destas infra-estruturas tem como principal objectivo o combate a todos os factores que contribuam para que as crianças abandonem a escola.

A inauguração das seis novas salas de aula contou com as presenças do governador da província de Cabo Delgado, Valige Tauabo, do embaixador de Portugal em Maputo, António Costa Moura e do director provincial de Educação em Cabo Delgado, Ivaldo Quincardete, além de representantes das entidades envolvidas, das escolas e dos alunos.

O dia terminou na Biblioteca Pública Provincial Samora Moisés Machel, com a inauguração da exposição Escola do Caminho Longo, com histórias de crianças, cujas vidas foram igualmente resgatadas com a ajuda da Helpo.

As histórias foram recolhidas pela escritora Maria João Venâncio e pelo fotógrafo Luís Godinho, num projecto apadrinhado pelo Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, e serão convertidas no livro “A aldeia que os monstros engoliram”, numa edição apoiada pela Fundação Galp.

Foram detidas, na província de Inhambane, três pessoas que integravam uma quadrilha que se dedicava ao assalto a residências.

É uma história que começou há cerca de dois anos em Inhambane, quando um jovem de 32 anos de idade, que foi agente da Polícia da República de Moçambique por oito anos, acabou por ser expulso da corporação por mau comportamento.

Tempos depois, o antigo agente da Polícia foi preso e condenado, tendo cumprido pena de dois anos de prisão por tráfico de drogas. O jovem saiu da cadeia há pouco mais de uma semana, e não tardou para voltar às celas. Desta vez, é por assalto a residências.

Aliás, são no total três pessoas detidas que integram uma quadrilha que se dedicava ao assalto a residências. Das três, apenas um dos jovens assume a autoria dos assaltos e conta que invadiu residências para subtrair bombas de água, material de construção, louça e electrodomésticos.

Os outros dois jovens, incluindo o antigo agente da Polícia, negam que tenham participado do referido assalto e afirmam que nenhum dos bens foi encontrado com eles.

O jornal “O País” ouviu uma das vítimas a quem lhe foram retirados electrodomésticos e uma electrobomba e que afirma que seria impossível que apenas uma pessoa retirasse os bens sem auxílio.

A PRM tem a certeza de que os três detidos fazem parte da quadrilha e diz que tudo que os indiciados estão a tentar fazer é ludibriar as autoridades.

Este é o segundo caso de quadrilhas que assaltam residências em Inhambane, depois que, na semana passada, foram detidos jovens que se dedicavam a assalto às residências e estâncias turísticas da praia do Tofo.

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