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O País – A verdade como notícia

Pelo quarto dia consecutivo, não houve registo de perdas humanas por COVID-19 no país, mantendo-se o total de 2.189 mortes pela doença. Nas últimas 24 horas, 11 pessoas ficaram livres do novo Coronavírus, elevando o cumulativo de recuperados para 218.911.

De acordo com um comunicado do Ministério da Saúde, mais 41 pessoas testaram positivo para a COVID-19 no país. A taxa de positividade, no período em análise, foi de 2.5% e a taxa de positividade acumulada situou-se em 17.87%. O número global de casos positivos situa-se em 224.882.

“Maputo Cidade, com 22 novas infecções, foi a província que maior número de casos de COVID-19 registou nas últimas 24 horas”, lê-se no documento. Em Moçambique, existem actualmente 3.778 casos activos da COVID-19.

Mais três pessoas foram internadas é uma teve alta. Actualmente, 16 pacientes encontram-se internados nos CICOV e em outras Unidades Hospitalares nacionais

Mais de 30 famílias têm as suas casas inundadas devido à água da chuva que caiu entre quarta-feira e quinta-feira, no bairro Maxaquene C, na Cidade de Maputo. Munícipes dizem que a bacia de retenção de águas pluviais de Malhangalene é que veio piorar o já antigo problema.

É mais um caso de inundações urbanas causadas pela chuva na grande capital. O que difere é a localização geográfica, mas o sofrimento é o mesmo.

Sucede que a chuva que caiu na última quinta-feira veio, mais uma vez, provar a inoperância daquela bacia de retenção de águas pluviais, implantada no bairro Maxaquene C, com a única missão de reter a água e evitar inundações.

Mas, parece que a missão tem estado a falhar, pois desde a sua inauguração, a vida dos moradores do bairro Maxaquene “virou um inferno” sempre que chove.

Uma moradora que não quis se identificar, disse que está cansada de falar à imprensa ou ainda de reclamar, pois parece que as autoridades colocaram algodão nos ouvidos e fingem não estar a ver a situação.

Desde que choveu, na quarta-feira e quinta-feira, às ruas, os quintais e casas estão alagados, o que, segundo moradores, faz com que “viver neste quarteirão seja insuportável”. Só aqui continua quem não tem opção.

“Sempre que chove ficamos assim. Não precisa chover muito. Pequena chuva as ruas ficam alagadas. Mesmo tendo pessoas doentes em casa, devido às barreiras que colocamos nas entradas e o chão cheio de água e matope, fica muito complicado transportá-las para o hospital. Pedimos ajuda de quem de direito”, disse Isódia.

Moradores contam que a água chega a atingir, sem exagero, um metro de altura e aí fica impossível sair de casa, mesmo com botas.

Agostinho Paulo, depois de muita insistência, aceitou falar à nossa reportagem. Ele diz que o problema é sobejamente conhecido pelas autoridades, mas nada muda.

“Sempre que chove, nós temos que levar as coisas para cima das cadeiras e nós dormirmos por cima das mesas, pois a água costuma chegar a um metro de altura. Estamos a passar muito mal nesta zona. Fizeram a bacia, mas ela não ajuda em nada. Só nos prejudica, porque antes dela, a água não chegava nas nossas casas”, disse.

Agostinho Paulo conta que há famílias afectadas que estão asiladas na sua casa. E é assim sempre que há precipitação.

Percorremos pelo bairro, de casa em casa, mas estranhamente, as pessoas não queriam falar. Os poucos que cederam contam o drama do seu dia-a-dia.

“Aqui é obrigatório ter botas. Sempre quando chegamos temos que chamar alguém em casa para vir à rua, com botas, para não pisarmos água. Há vezes que temos que partilhar as botas, com quem não as tenha”, contou uma fonte, que preferiu manter-se em anonimato.

A bacia da rua de Malhangalene foi inaugurada a 9 de Julho do ano passado e desde lá, sempre que chove, as autoridades alocam este veículo para extrair a água, porém apenas reduz a água que dificulta a passagem de viaturas na via.

Mais de 200 famílias ficaram sem casas no distrito de Malena, na província de Nampula, em consequência do transbordo do rio Mutivasse.

Chove quase todos os dias na província de Nampula desde o início de Janeiro. A população que vive e faz machambas no leito dos rios é a mais vulnerável e, na última quarta-feira, o rio Mutivasse encheu repentinamente e em pouco tempo inundou casas na vila-sede do distrito de Malema, sem causar vítimas mortais.

Ao todo, são 205 famílias que ficaram desalojadas, sendo que algumas estão abrigadas numa escola. “Minha casa caiu, estou com minhas filhas na rua. Como eu tinha duas casas, agora estou noutra, mas tenho certeza que também vai cair”, disse Nazira Elias Bachir, uma das residentes que viu sua casa ser levada pela água do rio.

O vice-presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, Belém Monteiro, esteve no local esta sexta-feira, e garantiu que as vítimas estão a ter assistência alimentar básica, mas falou de um prazo de cinco dias para que estejam reassentadas numa zona segura.

“Já há, felizmente, uma área reservada com talhões. O que se está a fazer agora é que, rapidamente, como é que podemos distribuir essas populações para esses locais”, explicou Belém Monteiro.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal apreendeu onze pontas de marfim numa residência bairro Chingodzi, na Cidade de Tete. O produto estava prestes a ser vendido e duas pessoas encontram-se detidas em conexão com o caso.

O marfim, transportado num saco, pesa cerca de quarenta e sete quilogramas e seria vendido a mil meticais por cada quilo, segundo os suspeitos, já a contas com as autoridades.

O grupo nega o seu envolvimento no crime e alega que apenas intermediou a venda.

Por seu turno, a porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal em Tete, Celina Roque, explicou que para prender o grupo, os seus colegas fizeram-se passar por compradores.

Há dias, a Polícia apreendeu também 50 pontas de marfim também numa residência no distrito de Boane, província de Maputo. A proveniência do produto é desconhecida, mas calcula-se que podem ter sido abatidos pelo menos 25 elefantes de diferentes. O crime ainda não está esclarecido.

Casos desta natureza são vários no país e alguns nem chegam ao conhecimento das autoridades, ao mesmo que a caça furtiva ainda é uma ameaça à vida selvagem.

O abate sem licença de qualquer espécie protegida ou proibida da fauna e flora é punido com pena que varia de 12 a 16 anos de prisão.

O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Riscos de Desastres (INGD) enviou ontem 40 toneladas de produtos alimentares diversos aos mais de 2.500 moçambicanos que vivem o drama humanitário no Malawi, depois de se terem refugiado naquele país, fustigados pela Tempestade Tropical “ANA”.

Os bens e produtos enviados pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres incluem comida, roupa e material de higiene que se espera que cubram pelo menos um mês enquanto os moçambicanos não voltarem ao país. O INGD toma esta medida depois de ter tido conhecimento do drama humanitário em Malawi por via da imprensa.

O INGD diz ter pela frente o trabalho de avaliação dos locais residenciais das pessoas que se refugiaram no Malawi para ver a necessidade ou não de reassentamento.

Além das vítimas da Tempestade “ANA”, a instituição confirmou a existência de mais de três mil pessoas que estão cercadas pela água na localidade de Madubula, em Matutuine, Maputo, na sequência do transbordo do Rio Maputo.

A previsão do tempo para esta quarta-feira, indica que  que as três regiões do país enfrentarão temperaturas entre 24 e 33 graus Celsius de máxima.

Na região centro, as urbes da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane poderão registar temperaturas máximas de 29,24, 31 e 30 e mínimas de 24, 19, 24 e 25 graus Celsius, respectivamente.

As cidades de Nampula, Pemba e Lichinga, no norte do país, poderão atingir temperaturas máximas de 32,  31 e  24 e  mínimas de 22, 24 e 14 graus, respectivamente.

Para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, no sul do país, prevêem-se máximas de 31, 30, 31 e 33 e mínimas de 23, 24, 25 e 24  graus Celsius, respectivamente.

Adicionalmente, o INAM prevê ocorrência de chuvas acompanhadas de trovoadas e ventos a soprarem, por vezes, com rajadas em algumas capitais provinciais do país.

A morte de um cidadão sul-africano no território moçambicano, reportada pelo “O País”, esta semana, ganhou novos contornos. A viatura que a vítima conduzia foi roubada naquele país e comprada por um cidadão nacional de nome Ibrahimo Faruque, alegadamente com dinheiro disponibilizado pelo presidente da CTA, Agostinho Vuma.

Tulani Mdliva tinha 31 anos de idade. Entrou em Moçambique no dia 21 de Janeiro, passado com esta viatura e na companhia de dois moçambicanos identificados pelos nomes de Titos Mendes, mais conhecido por Tozé, e Porry, respectivamente, segundo os autos do Serviço do Nacional de Investigação Criminal.

A instituição avança ainda que a viatura na qual a vítima se fazia transportar foi roubada na África do Sul e para atravessar a fronteira de Ressano Garcia foram pagos 60 mil rands, o que equivale a cerca de 240 mil meticais.

Depois dessa operação, Tulani Mdliva foi encontrado morto, o seu corpo abalonado numa berma da Estrada Nacional número quatro, no Distrito de Boane, Província de Maputo e sem a viatura.

A viatura do malogrado foi levada para uma residência no bairro da Matola “D” e posteriormente vendida a um cidadão de nome cidadão Ibrahimo Faruque a um milhão e quatrocentos mil meticais transferidos pelo empresário e presidente CTA, Agostinho Vuma, segundo o SERNIC, neste documento.

Confrontado telefonicamente com a informação, Agostinho Vuma negou tudo, admitindo apenas que conhece Ibrahimo Faruque.

“Ihrahimo Faruque é um camarada membro da Assembleia Provincial em Gaza. Portanto, de longa data. É um militante. Eu conheço sim”, disse.

Vuma disse mais, negou ter feito a transferência do valor usado para a compra da viatura. “No documento que partilhou sim vi o valor. Eu nunca fiz tal transferência. E autorizava a nossa STV a colocar publicamente ou a buscar mais declarações sobre este assunto. Como eu disse, estou ausente. Não sei com que objectivo levaria uma viatura, testemunhei as fotos que circularam, não têm nada a ver com nenhuma das minhas residências”.

Por sua vez, o SERNIC mostra-se espantado e preocupado com o facto de seus documentos terem vazado e circular nas redes sociais. Entretanto, garante que o caso está sob investigação e todos os indivíduos cujos nomes constam deste documento podem ou não ser constituídos arguidos.

O presidente da Comissão Liquidatária dos Correios de Moçambique diz que as indemnizações aos trabalhadores daquela extinta empresa serão pagas entre Março e Junho deste ano, mas o pagamento está refém da disponibilização do dinheiro pelo Ministério da Economia e Finanças.

Já há uma solução à vista para a greve dos trabalhadores dos Correios de Moçambique que exigem indemnizações com a extinção daquela empresa.

“Logo que nós tivermos dinheiro, vamos pagar as indemnizações e os outros custos, nomeadamente subsídio de férias e o tal do décimo terceiro no período entre Março e Junho. Estamos a espera de receber os recursos financeiros do Ministério das Finanças para tal”, revelou Raimundo Matule, presidente da Comissão Liquidatária dos Correios de Moçambique.

Um dos administradores executivos do Instituto de Gestão das Participações do Estado e presidente da Comissão Liquidatária dos Correios de Moçambique, Raimundo Matule não esconde que os prazos para o pagamento de indemnizações estão tremidos.

“Eu não posso dar essas garantias porque dependo das Finanças. Dependo de quando é que eu recebo do Ministério. Eles têm insistido sobre quando pagarei, não tenho a resposta. Não posso dizer, por hipótese, que será dia 20 de Fevereiro”, argumentou Raimundo Matule.

Quanto ao processo de liquidação dos Correios de Moçambique, o presidente da Comissão Liquidatária que diz que está a correr sem sobressaltos e já foi feito o levantamento de todos os imóveis.

“Estamos a lavar de mais de 150, quase 200 imóveis. Conseguimos manter a empresa e a pagar salários. O valor do património dos Correios está avaliado em cerca de dois mil milhões de meticais”, avançou o presidente da Comissão Liquidatária dos Correios de Moçambique.

O presidente da Comissão Liquidatária dos Correios de Moçambique diz que não são todos os cerca de 500 trabalhadores que estão em greve, mas os que depois de emitidas as respectivas cartas se recusam de ir à reforma antes de receber o valor da indemnização.

Pelo segundo dia consecutivo, não houve registo de perdas humanas por COVID-19 no país, mantendo-se o total de 2.189 mortes pela doença. Nas últimas 24 horas, 71 pessoas ficaram livres do novo Coronavírus, elevando o cumulativo de recuperados para 218.900.

Neste período, segundo um comunicado do Ministério da Saúde, a província de Manica foi a que registou o maior número de recuperados, com 59 casos, seguida por Zambézia com 12.

A nota refere ainda que mais 26 pessoas testaram positivo para a COVID-19 no país. A taxa de positividade, no período em análise, foi de 1.61% e a taxa de positividade acumulada situou-se em 17.89%. O número global de casos positivos situa-se em 224.841.

“Maputo Cidade, com 9 novas infecções, foi a província que maior número de casos de COVID-19 registou nas últimas 24 horas”, lê-se no documento. Em Moçambique, existem actualmente 3.748 casos activos da COVID-19.

Mais uma pessoa foi internada e outras três tiveram alta hospitalar. Actualmente, 14 pacientes encontram-se internados nos CICOV e em outras Unidades Hospitalares nacionais.

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