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O País – A verdade como notícia

Na capital provincial de Manica, Chimoio, um menor de dois anos de idade morreu e outros seus dois irmãos, de dois e seis anos, estão a receber cuidados médicos no hospital provincial local depois de tomarem refrigerante supostamente envenenado.

O facto ocorreu no bairro Francisco Manyanga em Chimoio, quando um jovem de vinte anos de idade, tio das vítimas, tentou suicídio depois de ter sido acusado de violar sexualmente uma criança de doze anos.

Tomado pelo medo, o jovem agora detido, adquiriu veneno e diluiu num refrigerante para sentenciar a sua vida pela morte ao longo da noite. E foi naquele momento de espera que o pior veio a acontecer. É que os sobrinhos do jovem suicida, beberam o refrigerante supostamente envenenado, inocentemente.

Como resultado, um menor de dois anos de idade perdeu a vida e outros estão internados, e o cenário é de total desespero.

A mãe das vítimas, Madina Paulo, perdeu o marido vítima de doença há poucos meses. Inconsolável, Madina diz não ter dinheiro sequer para a compra de caixão e clama por ajuda.

“Eu não sei o que fazer. Peço pelo menos a quem me possa ajudar na compra de caixão e alimentação para os presentes nas cerimónias”, desabafou Madina.

A tempestade tropical “GOMBE” já se encontra no canal de Moçambique, desde a madrugada de hoje. Até às 08 horas, o seu epicentro localizava-se nas coordenadas 14.9 graus de latitude Sul e 46.1 graus de longitude Leste, com vento máximo e rajadas de 85 e 120 quilómetros por hora, respectivamente, deslocando-se em direcção à costa da província de Nampula.

Devido ao fenómeno, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê mar tempestuoso e ondas com alturas até sete metros entre os paralelos 14 e 18 graus sul.

Adicionalmente, prevêem-se chuvas fortes a muito fortes (mais de 100 milímetros em 24 horas), acompanhadas de trovoadas.

Os meteorologistas indicam que “GOMBE” tem potencial para evoluir a ciclone tropical, com ventos de 120 Km/h e rajadas até 160 Km/h nas primeiras horas de amanhã.

“O seu epicentro atingirá a província de Nampula, entrando entre os distritos de Liúpo e Ilha de Moçambique, no período da tarde do dia 11 de Março de 2022”, refere um comunicado da instituição.

As províncias de Cabo Delgado, Niassa e Tete continuarão a registar chuvas moderadas, localmente fortes, e acompanhadas de trovoadas.

Os tumultos em causa foram originados por populares que recusam acatar instruções das autoridades locais de não uso da moeda malawiana, o kwatcha. Sucede que, nas zonas que fazem fronteira com aquele país, a população do lado de Moçambique transacciona moeda daquele país nas trocas comerciais no território nacional.

Dois óbitos e um ferido grave são o balanço do confronto que houve na terça-feira entre a população enfurecida e a PRM, no posto administrativo de Coromana, distrito de Mulumbo. Sucede que o grupo de populares decidiu sair à rua para manifestar em virtude de uma orientação do Governo local de não uso da moeda malawiana nas transacções de trocas comerciais. Trata-se de uma prática antiga que ocorre nas zonas fronteiriças dos distritos de Mulombo, Milange, Morrumbala e parte do distrito de Derre, mas os Governos locais nunca conseguiram travar a situação. 

Em Molumbo, concretamente no posto administrativo de Coromana, viveu-se, na segunda e terça-feira, uma situação de vandalização que comprometeu o funcionamento dos serviços do Estado. A sede do posto administrativo, comando policial, casa do respectivo chefe do posto e uma viatura particular foram alvos de vandalização. A situação estava incontrolável, tanto que obrigou a intervenção da guarda-fronteira, PRM e da unidade da UIR, como forma de amainar os ânimos dos populares. 

“De facto, no dia sete, depois das 18 horas, no posto administrativo de Coromana, houve levantamento de cidadãos manifestando a decisão do Governo distrital de ter interditado a circulação da moeda malawiana, o kwatcha, que é frequente naquela fronteira. Face a esta decisão, os cidadãos mobilizaram-se, criaram desmandos e distúrbios naquele posto administrativo”, contou Aquilasse Kapangula, afirmando que, na ocasião, foram detidos quatro cabecilhas tidos como protagonistas da acção.

“No dia seguinte, no dia oito, por volta das oito horas, mais uma vez, os populares fizeram o levantamento exigindo, neste caso, a libertação dos quatro cidadãos que tinham sidos detidos, mas os cidadãos não foram soltos e permanecem encarcerados. Porque a pressão popular era maior, com tendência forte de destruição de posto policial e na tentativa de conter os ânimos, dois cidadãos foram alvejados mortalmente  e um ferido que, de imediato, foi socorrido para o hospital distrital de Milange, onde recebe, neste momento, cuidados médicos”, referiu o comandante provincial.

Aquilasse Kapangula deixou claro que a intenção da Polícia não era matar, sendo que a bala foi perdida, por isso lamentou a situação.

De acordo com o comandante, foi destacado um contingente policial para salvaguardar a livre circulação das pessoas. 

Moçambique registou, nas últimas 24 horas, a recuperação de mais 368 pessoas do Coronavírus. No mesmo período, outras duas tiveram alta hospitalar e houve registo de uma morte, que elevou o total de perdas humanas para 2.198.

Todos os recuperados deram-se na Cidade de Maputo. Assim, o cumulativo de pessoas livres da pandemia viral subiu para 222.783.

Em relação aos contágios, o Ministério da Saúde notificou a infecção de mais nove cidadãos, todos nacionais. A Taxa de Positividade foi de 0.7% e a Taxa de Positividade Acumulada situou-se nos 17.59%.

Feito o balanço, o número de infectados no país subiu para 225.159, dos quais 224.790 são de transmissão local e 369 importados.

Em comunicado de imprensa, o Ministério da Saúde diz que “não registamos novos internamentos”.

Na nota, a instituição aponta ainda que 15 pacientes se encontram nos CICOV e em outras Unidades Hospitalares nacionais.

Alunos da 1ª, 2ª e 6ª Classes ainda não receberam o livro de distribuição gratuita em várias escolas das Cidades de Maputo e Matola. O atraso na distribuição do livro está a obrigar os professores a usarem meios alternativos e até mesmo livros antigos.

Há mais de um mês que as aulas retomaram e este instrumento de ensino e aprendizagem ainda não chegou aos destinatários; 1ª e 2ª são as classes que mais necessitam, visto que trata-se do primeiro contacto das crianças com os conteúdos.

São alunos que em condições normais não sabem ler e escrever, quanto menos copiar o que está no quadro. A existência do livro facilita o início da aquisição dessas habilidades.

Um problema sem previsão concreta de resolução, dado que os gestores escolares não sabem quando vão receber os livros.

Na Escola Primária Completa da Liberdade, no Município da Matola, Província de Maputo, cerca de 450 crianças da 1ª e 2ª classes não têm o livro de distribuição gratuita.

“O que nós sabemos é que já devíamos ter o livro, mas, até então, não o tínhamos. Não sabemos o que está a acontecer”, disse Zuleica Mércio, directora da escola.

Ainda na Matola, a mesma situação é vivida na Escola Primária Completa Ngungunhana, onde cerca de trezentos alunos não têm o material, entretanto, como alternativa os professores desenham figuras no quadro para facilitar as crianças.

De acordo com o director da escola, Conceição Custódio, é também dada uma orientação aos pais e encarregados de educação, no sentido de fazer o respectivo acompanhamento.

Com esforço redobrado tem sido possível que as aulas das primeiras classes aconteçam, mas, avisam os gestores escolares, o mesmo já não poderá acontecer no próximo trimestre.

Para algumas escolas a solução tem sido recorrer ao stock que restou no ano passado, bem como a aqueles livros devolvidos pelos alunos nos anos anteriores. É o que acontece na Escola Primária Completa das Mahotas, na Cidade de Maputo, onde pelo menos 140 alunos só têm um livro.

Algumas escolas não têm o livro da 6ª classe, “mas porque o professor não pode trabalhar sem livro, a solução são os livros electrónicos.

O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, através da sua porta-voz, Gina Guibunda, reconhece o atraso e assegura que a distribuição do livro vai acontecer gradualmente, devendo estar concluída até final deste mês.  “De facto já começámos a receber alguns contentores, e é por isso também que começamos a trabalhar com algumas escolas para que os alunos não percam aulas por esse motivo”, disse.

E as crianças vão aprendendo enquanto o livro não chega.

A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) prevê aumento do volume de escoamento nas bacias hidrográficas dos rios Licungo, Zambeze (Sub-bacia do rio Chire) e nas bacias costeiras das províncias da Zambézia, Nampula e Cabo Delgado. Igualmente, prevê o risco alto de inundações urbanas para as cidades de Quelimane e Nacala Porto e erosão pluvial nas vilas de Gurué, Gilé, Morrumbala e cidade de Nacala Porto.

“A DNGRH apela à população vivendo em zonas baixas e ribeirinhas a manter-se em zonas altas e seguras e, evitar a travessia do leito dos rios, devido ao elevado volume de escoamento”, lê-se num comunicado daquela instituição.

Em relação ao enchimento das principais albufeiras, a DNGRH refere que na região norte, as albufeiras de Nampula, Nacala, Mugica e Chipembe registam enchimento de 100.00%, 100.00%, 91.23% e 100%, respectivamente. Na região centro, as albufeiras de Cahora Bassa (HCB), Chicamba e Muda registam enchimento de 90.86%, 66.38% e 98.73%; e na região Sul, as albufeiras dos Pequenos Libombos, Corumana e Massingir registam enchimento 84.38%, 58.04% e 74.45%.

Nas últimas 24 horas, houve registo de chuva fraca à moderada na rede nacional de observação hidroclimatológica, destacando que, na região Sul, as bacias hidrográficas dos rios Maputo, em Madubula, e Incomáti, em Magude, registam nível hidrométrico oscilatório com tendência a subir, devido ao escoamento proveniente de montante, mantendo-se abaixo do nível de alerta. As restantes bacias registam nível oscilatório com tendência a baixar, mantendo-se abaixo do alerta

O prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia ( INAM), aponta para calor, com temperaturas máximas  a variarem de 26 a 33 graus, e possibilidade de queda de chuvas no centro e norte do país.

As cidades de Nampula, Pemba e Lichinga, na região norte do país, poderão registar ceu nublado, aguaceiros ou chuvas fracas a moderadas e vento a soprar de  sudoeste a noroeste fraco a moderado.

Assim, para Nampula, Pemba e Lichinga prevêem-se máximas de 31, 32 e 26 e mínimas de 23, 23 e 17 graus, respectivamente.

Para as cidades da zona centro do país, Chimoio, Beira, Tete e Quelimane, a previsão meteorológica aponta que poderão, igualmente, registar céu pouco nublado,  aguaceiros ou queda de chuvas fracas, acompanhadas de trovoadas e vento a soprar de  sueste  a sudoeste fraco a moderado.

Em graus Celsius, Chimoio, Beira, Tete e Quelimane apontam para máximas de 33, 29, 35 e 32 e mínimas de 24, 29, 25 e 25, respectivamente.

Já para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, na zona sul do país, o prognóstico aponta para a ocorrência de céu pouco nublado com períodos de muito nublado e chuviscos.

Para as quatro urbes, Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, as máximas previstas são de 32, 30, 31 e 31 e mínimas de 24, 20, 23 e 23  graus Celsius, respectivamente.

Enfermarias a rebentar pelas costuras; doentes adultos internados no chão; crianças internadas duas ou três numa cama e pessoal de saúde saturado, este é o retrato do Hospital Central de Nampula. Enquanto isso, as obras do Hospital Geral de Nampula estão paradas há 16 meses. O MISAU rescindiu o contrato com a CETA e busca outro empreiteiro até Abril.

A fachada frontal (colorida) de um hospital com mais de 50 anos de existência esconde uma realidade desumana no Hospital Central de Nampula (HCN). No corredor de Medicina I, cerca de dezena de doentes estão internados sob o soalho, por falta de camas.

Médicos, enfermeiros e agentes de serviço passam num vai e vem, num cenário que parece ser normal, mas no fundo, a aparente normalização consome no silêncio a dor de quem tem que prestar serviços de saúde naquelas condições. “A nossa capacidade interna é de 77 camas, nós estamos agora com 109 doentes. Temos que colar os soros na parede dos edifícios e isso não é recomendável. Portanto, atender um doente no chão não é a mesma coisa que atender um doente que está na cama. É desconfortável e acaba por ser muito cansativo”, desabafa o dermatologista Marcelo Banquema, director do Departamento de Medicina.

O Hospital Central de Nampula mostra-se incapaz de responder à demanda. É a unidade sanitária de referência em toda zona norte do país. Recebe doentes graves transferidos dos 23 distritos da província de Nampula e dá assistência às províncias do Niassa, Cabo Delgado e parte da Zambézia. Os utentes saem em defesa dos profissionais de saúde e criticam o Governo pelo fraco investimento no sector da Saúde na província mais populosa de Moçambique, com seis milhões de habitantes.

“Por mim, eles trabalham perfeitamente só que têm falta de condições, têm falta de moral, porque o que dá moral é o material para eles trabalharem perfeitamente”, apontou Flores Cunela que o encontramos, no corredor de uma das enfermarias de medicina, a tratar dos trâmites para ter o corpo da sobrinha que perdera a vida, depois de um longo período de internamento.

De piso a piso, de corredor a corredor, a situação repete-se. Uma mais grave que a outra. Há 12 anos a trabalhar na pediatria do Hospital Central de Nampula, a médica-pediatra Merunissa Gafur partilha connosco o cotidiano marcado por dramas. “Nesta enfermaria, por exemplo, já tivemos um quarto com 10 quartos com 30 crianças internadas e as respectivas mães. Podem imaginar como era o cenário de não poder ter espaço, nem para andar, nem para poder ver como deve ser os doentes”.

Uma vida que nunca foi tão difícil como desta vez. É que neste período chuvoso há mais doentes e o movimento de deslocados que vêm de Cabo Delgado aumentou ainda mais o fluxo neste hospital.

Uma sala de escassos metros quadrados; de 16 camas da sua capacidade para 32 crianças internadas e mais as respectivas acompanhantes e sem aparelhos de ar condicionado a funcionar, alegadamente porque avariaram devido a cortes constantes de energia eléctrica naquele ponto – esse é o aditivo no meio a tantas dificuldades que marcam o funcionamento daquela unidade sanitária. Mesmo assim, a médica pediatra Otília Antunes não se distrai do essencial: conseguimos nos adaptar. O importante é tratar e cuidar das crianças. Como se diz, o nosso maior valor é a vida.

E para descongestionar o Hospital Central de Nampula, o Governo avançou com a construção do Hospital Geral de Nampula que devia estar pronto em 2019, mas as obras estão paralisadas há mais de um ano.

As chapas contendo a informação do projecto ainda estão em pé e mostram um investimento de mais de 14 milhões de dólares, financiados pelo Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico de África, o Fundo Saudita para o Desenvolvimento e o Orçamento do Estado.

As obras foram lançadas em 2017 e esperava-se que, 18 meses depois, o hospital estivesse pronto, ou seja, em 2019. Entretanto, depois de várias paralisações devido a problemas entre o empreiteiro, os seus trabalhadores e o dono da obra, eis que esta foi definitivamente paralisada há mais de um ano.

As obras estavam a cargo da construtora CETA. A nossa equipa de reportagem soube do responsável pelo Departamento de Infra-estruturas e Equipamento Hospitalar, no Ministério da Saúde, que o empreiteiro mostrou-se incapaz de terminar o projecto, sendo que a solução encontrada foi a rescisão do contrato.

“Vamos contratar uma outra empresa. O processo está em andamento. Estamos em Março; na segunda quinzena de Abril estará lá um empreiteiro a trabalhar na obra”, tranquilizou Horácio Manuel, chefe do Departamento de Infra-estruturas e Equipamento Hospitalar no Ministério da Saúde.

O hospital Geral de Nampula está a ser construído há mais de 7km do centro da cidade de Nampula.

 

Alguns sobreviventes dos ataques terroristas em Cabo Delgado, querem voltar a Mocímboa da Praia o mais urgente possível e pedem ao Governo para abrir as portas da vila que abandonaram, há mais de dois anos.

 “Estamos cansados do sofrimento que estamos a passar nesses acampamentos, onde há fome, doenças e somos humilhados pelas comunidades que vivem perto dos centros de reassentamento. Por isso, estamos a pedir ao Governo para deixar-nos ir para Mocímboa da Praia”, implorou Fátima Anli, uma deslocada que perdeu o marido, durante um dos assaltos armados à vila. Fátima escapou com suas quatro filhas, sem especificar o tipo de problemas com a população que as acolheu nas zonas seguras.

Além da ansiedade de ver o que sobrou das suas casas, os deslocados pretendem regressar à origem por alegadamente não estar a suportar a vida nos centros de acomodação e de reassentamento, onde a ajuda humanitária tende a escassear.

“Desde que viemos à Pemba com meu marido e sete filhos, há dois anos, recebi donativos duas vezes só. Agora nossos nomes não aparecem na lista dos deslocados beneficiários de ajuda, e as senhas são vendidas a 2500 Meticais, denunciou Liança Salibo, outra deslocada ansiosa em regressar à sua terra natal.

Mocímboa da Praia foi a primeira zona livre do grupo armado depois de Moçambique ter lançado uma operação militar com ajuda da República do Ruanda e dos Países de Desenvolvimento da África Austral, que recuperaram a vila em Agosto de 2021. Por razões de segurança, a população ainda não foi autorizada oficialmente a regressar.

“Uma boa parte dos deslocados de outros distritos estão a regressar para as suas casas, menos nós de Mocímboa da Praia, que todos os dias ouvimos brevemente voltaremos à terra, mas até hoje nada. Para nós isso é estranho e complicado”, reclamou Manuel Correia, natural e empresário de Mocímboa da Praia, que está ansioso em recomeçar a vida.

Informações não confirmadas indicam que a vila de Mocímboa da Praia já começou a ser reocupada pela população, mas por razões estratégicas o regresso dos deslocados continua condicionado.

“Alguns já começaram a regressar paulatinamente, mas o processo ainda é lento por causa das medidas de segurança. O que nós queremos é uma autorização oficial do Governo para, de uma vez só, pegarmos as malas para Mocímboa”, confirmou Paulo Weng, Presidente da UMOJA Associação dos Naturais, Amigos e Simpatizantes de Mocímboa da Praia.

As preocupações dos deslocados foram levantadas na cidade de Pemba, capital de Cabo Delgado, durante as comemorações de mais um aniversário de Mocímboa da Praia, que foi elevada à categoria de vila a 7 de Março de 1959.

Até Agosto de 2020, a vila de Mocímboa da Praia, contava com cerca de 80 mil, mas devido aos ataques terroristas, hoje, vivem menos de 5000 pessoas.

O conflito armado começou em Outubro de 2017, em Mocímboa da Praia, e em quatro anos foram registados cerca de três mil mortos e mais de 800 mil deslocados.

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