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O País – A verdade como notícia

A Comunidade de Saúde da África Oriental, Central e Austral (ECSA-HC), em colaboração com o Ministério da Saúde (MISAU), procede, amanhã,  ao lançamento do projecto regional para o fortalecimento da prontidão a pandemias nos países da Comunidade de Saúde da África Oriental, Central e Austral (SPP), em parceria com o Banco Mundial.

Segundo um comunicado da SPP, a África Subsaariana foi atingida por muitas epidemias, que causaram morbidade, incapacidade, mortalidade e perdas económicas em larga escala entre os cidadãos. Alguns dos surtos cruzaram fronteiras internacionais. Apesar das muitas intervenções realizadas, a ameaça de riscos agudos para a saúde continua e é agravada pelas doenças infecciosas emergentes (EIDs).

“A actual pandemia da COVID-19 e o surto de Ébola na África Ocidental, de 2013-2016, são exemplos de eventos graves de saúde que cruzaram facilmente as fronteiras, o que impactou os programas económicos e de saúde na região, e precisaram de intervenções diversificadas implementadas de forma conjunta pelos países vizinhos, conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional. Portanto, devem ser reforçadas iniciativas para fortalecer as medidas regionais de controlo de doenças. A ECSA-HC apoia os países da região a fortalecer os seus sistemas de saúde para desenvolver resiliência a eventos e riscos graves de saúde actuais e futuros”, refere a fonte.

O projecto SPP é uma iniciativa regional conjunta, financiada pelo Banco Mundial, com o objectivo de melhorar a prontidão na resposta a diversas pandemias nos países do projecto, neste caso Malawi, Moçambique, Ruanda, Tanzânia e Zâmbia.

O lançamento do projecto será precedido pela primeira reunião conjunta de planificação e priorização das actividades aprovadas. Reunirá altos funcionários dos ministérios responsáveis pela saúde e equipas técnicas multidisciplinares e multissectoriais dos países participantes e representantes dos principais parceiros de saúde, incluindo Banco Mundial, Africa CDC e OMS.

A Autoridade Reguladora da Concorrência notificou vai sancionar a Associação das Escolas de Condução de Moçambique, por ter fixado preços uniformes de ingresso aos estabelecimentos de ensino. A instituição está, neste momento, na fase do inquérito aos indícios da violação da Lei.

Foi à luz da Lei da Concorrência, no seu artigo 17, que, no dia 2 de Março, a Autoridade Reguladora da Concorrência suspendeu a implementação da tabela de preços fixada ilegalmente pela Associação das Escolas de Condução de Moçambique.

No passado dia 27 de Fevereiro, o jornal “O País” divulgou uma informação, segundo a qual a Associação das Escolas de Condução de Moçambique (AECOMO) havia fixado, de forma “unânime”, os preços de ingresso aos estabelecimentos de ensino.

A medida, que deveria ter entrado em vigor no dia 1 de Março, foi abafada pela Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC), que, no dia 2 de Março, a suspendeu com efeitos imediatos.

Socorrendo-se da Lei de Concorrência, no número 10/2013, de 11 de Abril, a ARC justificou que o instrumento proíbe às associações de empresas, neste caso particular, a de escolas de condução, que instituam limitações à liberdade de actuação dos seus associados ou potenciem a sua concertação.

Sucede que a suspensão da tabela não foi a única medida que a agremiação terá que pagar pelo erro cometido.

Nesta quinta-feira, a entidade reguladora esteve reunida com os representantes da associação, a quem a Autoridade Reguladora da Concorrência vai sancionar por ter agido fora da Lei, segundo afirmou o Presidente do Conselho de Administração da ARC, numa entrevista exclusiva ao “O País”.

Conforme disse Iacumba Aiuba, a Lei da Concorrência deixa claro que a transgressão das proibições destinadas às associações de empresas é punível nos termos da referida norma.

“Concluída a fase de instrução processual, a associação terá o prazo de cinco dias para apresentar as suas alegações finais, isto no abrigo do disposto número 7, do Artigo 43, da Lei da Concorrência”, disse Iacumba Aiuba.

O encontro serviu também para a associação expor as suas preocupações, uma das quais a suposta prática de preços desleais por algumas escolas de condução. A entidade reguladora garantiu que vai investigar e, caso se apurem tais irregularidades, os visados serão penalizados.

“É algo que tem que ser investigado e há um processo que será seguido, também previsto nos termos da Lei”, avançou Aiuba.

Questionado sobre o mercado da aviação civil nacional, Iacumba Aiuba disse que a concorrência no sector é, de facto, necessária e as vantagens vão desde a disponibilidade dos serviços, até à prática de preços competitivos por parte das companhias.

Quanto à queixa de alguns taxistas na Cidade de Maputo, por outros usarem aplicativos nas suas operações, a Autoridade Reguladora diz que a concorrência estimula a inovação , em benefício dos consumidores.

As empresa Linhas Aéreas de Moçambique, S.A. (LAM), procedeu ao cancelamento do voo TM1506 que iria operar no percurso Maputo/Nampula/Beira/Maputo, desta quinta-feira, dia 10 de Março, devido aos efeitos da depressão tropical Gombe, caracterizada por chuva intensa e ventos fortes que estão a afectar as províncias de Nampula e Zambézia.

No entanto, os passageiros do percurso Maputo/Beira/Maputo, onde a situação do tempo é favorável à realização do voo, deslocaram esta noite.

Contudo, enquanto ocorrer a depressão tropical Gombe, entre quinta e sexta-feira, os  voos de/para as cidades de Nampula, Nacala, Quelimane e Pemba estão cancelados.

Segundo uma nota de imprensa enviada ao “O País”, a companhia aérea de bandeira fará actualizações conforme for obtendo informações sobre a incidência e evolução da depressão tropical.

O Ministério da Saúde (MISAU) notificou, hoje, a infecção de mais três cidadãos moçambicanos pelo Coronavírus. A instituição avançou, ainda, que outras 79 pessoas ficaram livres da doença. Assim, o país conta com um total de 225.162 contagiados e 222.862 recuperados da pandemia viral.

No período em referência, a taxa de positividade foi de 0.3% e a taxa de positividade acumulada situou-se nos 17.57%.

Com os recuperados hoje anunciados, o número de casos activos reduziu para 98.

“Cumpre-nos, igualmente, informar que, nas últimas 24 horas, não registamos nenhuma alta hospitalar, nenhuma morte associada à COVID-19 e nenhum novo internamento resultante desta doença, encontrando-se internados nos CICOV e noutras unidades hospitalares do país, os mesmos 15 pacientes reportados ontem”, lê-se num comunicado do MISAU.

No documento, a instituição refere, ainda, que o cumulativo de perdas humanas pela COVID-19 se mantém em 2.198 e o de internados em 8.494.

A ministra da Educação diz que a polémica sobre o livro da 7ª classe revela que os pais e encarregados de educação não acompanham a educação dos seus filhos. Para Carmelita Namashulua, não faz sentido que só depois de 18 anos é que surge descontentamento em relação ao manual.

A polémica sobre os conteúdos de sexualidade no livro da 7ª classe foi um dos temas de debate no Parlamento. Para Carmelita Namashulua, não faz sentido que só agora, passados mais de 10 anos, a sociedade questione as referidas matérias.

“Porque a educação é tarefa de todos nós, gostaríamos de convidar as vossas excelências a acompanharem a educação dos vossos filhos, leiam os livros dos vossos filhos”, apelou.

A ministra da Educação e Desenvolvimento Humano vai mais longe e diz que a situação revela que os pais não acompanham a educação dos seus filhos. A governante reiterou, na ocasião, que o livro em causa está em revisão e pediu a contribuição de todos os interessados para que não se voltem a verificar situações semelhantes.

“Não é 18 anos depois, enquanto estamos a descontinuar e informando que estamos a descontinuar estes livros. É altura de todos nós podermos contribuir para que, efectivamente, os livros correspondam àquilo que são os nossos anseios e às nossas expectativas”, pediu.

Noutro desenvolvimento, a ministra voltou a esclarecer que não é obrigatório que os pais e encarregados de educação contribuam para o pagamento dos salários dos guardas nas escolas.

“Todas as cobranças que são feitas, pelos gestores das escolas, à margem das decisões dos conselhos de escola, temos sanccionado”.

Carmelita Namashulua falava, esta quinta-feira, na sessão de respostas às perguntas feitas pelos deputados ao Governo.

Automobilistas fogem ao pagamento da portagem na Estrada Nacional Número Um e danificam várias ruas tidas como alternativas no interior do bairro Kumbeza, no distrito de Marracuene. Os moradores queixam-se de insegurança.

Na portagem de Kumbeza, na Estrada Nacional Número Um, nem todos automobilistas conseguem pagar o valor exigido, e para contornar a infra-estrutura, ali erguida, alguns automobilistas recorrerem a ruas do interior do bairro para circular, e as referidas ruas não estão preparadas para receber trânsito intenso.

Zacarias Tumbana é um dos automobilistas que viu o seu carro preso na areia enquanto tentava esquivar a portagem. “É uma situação muito precária, mas infelizmente é problema de finanças. Imagine que eu vou a Marracuene duas ou três vezes e não consigo o valor para pagar a portagem, então, às vezes, usamos estes caminhos e enfrentamos esta situação”.

Nem todos os automobilistas conseguem transitar nas ruas tidas como alternativas, pois há que enfrentar o areal e alguns motoristas ficam com seus carros presos no mesmo.

Virgílio dos Santos diz que a portagem é muito cara. “Pagar quarenta Meticais todos dias, toda hora (…) não é assim tão fácil”.

E há quem entende que fugir a portagem não é solução e defende que é preciso pagar para a manutenção e expansão das vias no país.

Para além das ruas, as casas estremecem devido à passagem de camiões pesados.

E uma das escolas erguidas, nas proximidades da portagem, revela estar a enfrentar dificuldades de funcionamento, por conta da situação que se mostra cada vez mais preocupante.

“É muito difícil trabalhar nestas situações, ontem mesmo estava a dar aulas, apareceu um camião que provocou um estrondo, não é possível trabalhar assim”, desabafou a professora Neima Mbai.

Os moradores equacionam colocar barricadas para impedir o acesso de carros no interior de Kumbeza.

A ministra do Interior, Arsénia Massingue, disse que o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deve parar com discursos e esclarecer os crimes.

Na tomada de posse de novos dirigentes da instituição, Massingue exigiu celeridade no combate ao crime organizado, com destaque para os raptos e crimes cibernéticos.

O SERNIC, que, várias vezes, prometeu esclarecer os crimes de raptos e sequestros, mas com poucos resultados, mereceu uma chamada de atenção, esta quarta-feira, da ministra do Interior. Arsénia Massingue quer resultados.

“Os cidadãos, as vítimas do crime, não querem ouvir palavras como, estamos a trabalhar, estamos a investigar, aguarda vamos chamar. Parem com essas práticas”, apelou a ministra do Interior.

Para Massingue, os agentes do SERNIC devem preocupar-se em esclarecer os crimes de forma urgente e rápida.

“As vítimas dos crimes esperam de vós que digam quem são os autores dos crimes para que lhes possa ser feita a almejada justiça”, acrescentou a governante.

A mulher à frente do Ministério do Interior sabe que há desafios e que são necessários meios modernos de investigação. Entretanto, adverte que tal não deve ser invocado como motivo para deixar o crime organizado alastrar-se.

“Os recursos nem sempre serão suficientes, apostem no seu uso racional, procurem maximizar resultados, com os escassos recursos à vossa disposição”, concluiu a ministra.

A exigência foi feita no quadro da tomada de posse de novos directores e inspectores do SERNIC, a nível nacional. Na mesma ocasião, tomou posse um novo assessor do Ministério do Interior.

Era necessário percorrer cerca de 150 quilómetros para ter acesso a um banco a partir do distrito de Marínguè, na província de Sofala. Desde ontem, o problema reduziu. O Presidente da República inaugurou a primeira agência bancária, que deverá atender a mais de 70 mil pessoas.

Com a agência bancária, a enfermeira Olívia Sigauque, residente de Marínguè, conta o sacrifício que a população fazia para chegar a uma agência bancária e o alívio que agora sente.

“Levávamos muito tempo para chegar ao banco. E, quando chegávamos, os funcionários bancários diziam que não há sistema. Se programávamos três dias para ir ao banco, acabávamos ficando mais de uma semana”, explicou a enfermeira.

Na ocasião, o Chefe de Estado destacou o facto de o banco ter sido construído numa zona que já foi bastião da Renamo. Diz ser este um sinal que a paz já começa a ser sentida no distrito.

“Começamos a fazer o banco em 2019. Não terminamos em 2020 e em 2021, porque o material que devia chegar aqui tinha alguma dificuldade para chegar, mas pela compreensão dos moçambicanos, esses que decidiram calar as armas, aqui está o fruto da paz”, explicou Nyusi.

Com a agência de Maríngè inaugurada, todos os distritos de Sofala passam a possuir pelo menos uma agência bancária. Segundo Filipe Nyusi, a percentagem da população, no meio rural, com acesso aos serviços bancários, aumentou de quatro por cento em 2014 para 31 por cento no ano 2020.

“A redução da exclusão financeira no país saiu de 60 para 46 por cento”, referiu o Presidente da República, para depois reconhecer que, apesar do avanço, o percurso ainda é longo.

O banco de Marínguè foi construído no âmbito da iniciativa governamental “Um Distrito, Um Banco”. Neste momento, o país conta com 130 distritos, dos 154 existentes, com pelo menos uma agência bancária, depois de, em 2015, apenas 85 distritos possuírem banco.

O banco inaugurado é do Moza Banco e surge no âmbito da estratégia nacional de inclusão financeira, através da qual, o Governo espera garantir que, até finais deste ano, mais de 30% da população tenha acesso a uma conta bancária numa instituição financeira formal.

Na ocasião, o Presidente do Conselho de Administração do Moza Banco, João Figueiredo, disse que, com a entrada em funcionamento da agência, o Moza passa a contar com um total de 64 unidades de negócio

O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação confirma o sequestro de um cidadão moçambicano na Ucrânia, ocorrido na última segunda-feira. Entretanto, ainda não se sabe sobre o paradeiro da vítima.

Chama-se Álvaro Cossa. É um empresário moçambicano bem estabelecido na Ucrânia, onde vive há mais de 30 anos. Participou, recentemente, no programa Noite Informativa da STV Notícias, comentando sobre a guerra entre a Rússia e o país onde reside.

“O Ocidente tem uma grande culpa, pois deixou o conflito alastrar-se durante oito anos. Deviam ter resolvido diplomaticamente e de uma ou de outra forma teriam resolvido, mas, agora, já é muito tarde. Verifica-se um ataque total e não existe alguém que possa explicar o que Putin tem na cabeça”, afirmou Álvaro Cossa, durante o programa Noite Informativa, do dia 24 de Fevereiro passado.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação confirma o sequestro de Álvaro Cossa. Fonte da instituição informou ao jornal “O País” que desconhecidos, encapuzados, invadiram a residência do moçambicano na capital da Ucrânia, Kiev, tendo levado a si e deixado a sua esposa ucraniana.

O órgão, que representa a diplomacia moçambicana, garante que efectuou contacto com a Embaixada de Moçambique na Rússia, que representa também o país na Ucrânia, com o objectivo de saber do paradeiro da vítima, assim como as causas.

Os supostos sequestradores ainda não estabeleceram contacto com a família, nem com as autoridades.

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