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O País – A verdade como notícia

O Ministério da Saúde (MISAU) notificou, hoje, a infecção de mais cinco cidadãos moçambicanos pelo Coronavírus. A instituição avançou, ainda, que outras sete pessoas ficaram livres da doença. Assim, o país conta com um total de 225.244  contagiados e 222.997 recuperados da pandemia viral.

No período em referência, a nível nacional, a Taxa de Positividade e a Taxa de Positividade Acumulada está situado em 0.65% e 17.39%, respectivamente.

Com os recuperados hoje anunciados, o número de casos activos reduziu para 43.

“Cumpre-nos, igualmente, informar que, no mesmo período não registamos nenhuma alta hospitalar, não notificamos nenhum óbito, assim como não registamos nenhum internamento”, refere o MISAU acrescentando que “neste momento, Moçambique tem quatro indivíduos internados por causa da COVID-19”.

No documento, a instituição refere, ainda, que o cumulativo de perdas humanas pela COVID-19 se mantém em 2.200 e o de internados em 8.509.

A Avenida das Estâncias, na Cidade de Maputo, está na iminência de ficar intransitável, devido aos buracos, cuja profundidade aumenta a cada dia. Os automobilistas estão agastados com a situação e questionam à edilidade o que está a fazer para reverter o cenário e como são aplicados os fundos provenientes de impostos e taxas.

Água da chuva estagnada, porque faltam valas de drenagem para escoamento e, mais do que isso, são os buracos que aumentam a cada dia e acompanhada pelo alargamento do diâmetro e profundidade que chegam a engolir, diga-se, literalmente as rodas das viaturas.

Há quem, no meio desta situação toda, em tom de brincadeira, sugere a introdução de taxa de buracos, mas Dorce Tembe, em tom sério, questiona o destino das taxas e impostos cobrados aos munícipes de Maputo. “É muito triste o que vivemos nos dias de hoje, particularmente aqui, nesta via, a estrada está esburacada. Pagamos taxas ao Município para nos garantir segurança e não é o que está a acontecer”, lamentou.

A Avenida das Estâncias é uma das importantes vias para o acesso e saída da baixa da Cidade de Maputo, localizada numa área com empresas, armazéns e demais entidades de interesse social e económico. Mas, devido aos buracos na via, e se não se tomarem medidas urgentes, pode a rodovia ficar intransitável.

Um condutor de carro de segurança privada, que passava por aquela via, questionou: “O que Comiche está a fazer? Está a fazer o quê Comiche?” para evitar que a Avenida das Estâncias não seja engolida pela água e buracos?

Naquela via, ninguém escapa, pois circulam carros de todos, desde particulares, de transporte semi-colectivo de passageiros e até do corpo diplomático, do Estado, da Polícia de Protecção e Polícia Municipal a enfrentarem buracos. Com tantos buracos na Cidade de Maputo, Domingos Cossa é da opinião de que se deve suspender a inspecção de veículos.

“Na minha opinião, devem isentar pagamento da inspecção de veículos, porque todas as estradas estão cheias de buracos”.

Um dos automobilistas, que seguia viagem num camião, deixou um alerta: “devem ver esta situação, um dia os camiões podem cair”.

Mesmo nestas situações delicadas, um automobilista sugere, num tom de brincadeira, a introdução de carros anfíbios na Cidade de Maputo.

Perante estas reclamações, o Município de Maputo diz não ter dinheiro suficiente para reabilitar, de uma só vez, todas as estradas esburacadas.

“Se priorizássemos essa avenida, perguntariam por que não priorizamos outras. Não significa que nos esquecemos daquela via, mas é aquilo que podemos fazer neste momento, mas, mais em diante, vamos intervir”, prometeu Saturnino Chembeze, director de Infra-estruturas Urbanas, no Município de Maputo.

A WaterAid propõe investimento em águas subterrâneas para minimizar os impactos das mudanças climáticas no país. O posicionamento foi defendido, hoje, num encontro de reflexão sobre Moçambique após COP26, realizado no ano passado, em Glasgow, Reino Unido.

Moçambique é um dos países menos poluidores a nível do mundo, mas está na lista dos que mais sofrem as consequências das mudanças climáticas.

No encontro de reflexão sobre os resultados da Conferência do Clima das Nações Unidas, COP26, a WaterAid propôs um caminho para minimizar os impactos das mudanças climáticas no país.

“Colocar o assunto da água no centro das estratégias para adaptação às mudanças climáticas. O que também é fundamental para esta questão é o investimento em águas subterrâneas. Acho que esta é uma abordagem que pode trazer um impacto positivo para o povo moçambicano”, sugeriu Adam Garley, director nacional da WaterAid.

E a WaterAid está aberta para ajudar o Governo a lidar com as mudanças climáticas, sobretudo na vertente da gestão das águas. “Queremos integrar esse assunto no debate sobre mudanças climáticas, ajudar o Governo em termos de apoio técnico, mas também na coordenação dos vários ministérios, porque devem trabalhar juntos para abordar esse problema”, disse Adam Garley.

A Cidade de Maputo, ciclicamente assolada por inundações, já está a capitalizar as águas subterrâneas para agricultura e consumo. “Nós, como alternativa, temos estado a construir sistemas de irrigação, usando lençol freático e os produtores têm estado a acatar. O outro exemplo prático é que, no distrito da KaTembe, foi instalado um furo multifuncional que é para o abeberamento da água e, como forma de haver um aproveitamento integral, também, é usado pelos produtores para fazerem pequenas hortas além de consumo da população e uso doméstico”, apontou Lúcia Luciano, representante da Secretária de Estado na Cidade de Maputo.

Entretanto, a sociedade civil sente que o Governo devia fazer mais. “Reconhece-se que há um papel que se está a fazer, mas é preciso haver mais. Nós, muitas vezes, temos elencado uma série de soluções, mas, na prática, já não se vê. Temos que ser mais proactivos e só podemos conseguir isso de forma conjunta, Governo, sociedade civil, investidores, empresas, todos os actores e segmentos da sociedade têm que estar em conjunto para solucionar este problema”, propôs Zenércio Sitoe, da sociedade civil.

Além de discutir formas de alcançar os objectivos da COP26, o encontro vai traçar pontos que Moçambique poderá levar para COP27 no Cairo, Egipto.

As raparigas enfrentam muitos desafios, como gravidezes precoces, uniões prematuras, abandono escolar e abuso sexual e, para reverter este cenário preocupante, é necessário que a sociedade, no seu todo, invista na rapariga, segundo advogam psicólogos.

Segundo vários especialistas, a transição de adolescência à fase adulta é de turbulência, na qual a jovem rapariga recebe pressão de todos os lados, desde a família, sociedade, até comunidade. É uma fase acompanhada de muitos desafios, desde gravidezes precoces, uniões prematuras, abandono escolar, abuso sexual, entre outros. No entanto, há vários assuntos pertinentes, como a saúde sexual-reprodutiva, que não são abordados, o que as deixa vulneráveis.

Pesquisas feitas no país apontam que 48% das raparigas de 15-19 anos foram mães ou já estiveram grávidas. Adélia Machel fez parte desta estatística. “Tive o meu filho com 18 anos de idade, os meus pais nunca haviam conversado comigo sobre a saúde sexual e reprodutiva. Se calhar se tivesse tido uma conversa mais abrangente sobre o assunto, teria retardado”, contou Adélia Machel.

Adélia lembra-se, com angústia, dos desafios que teve como jovem mãe solteira para cuidar do seu filho, e uma das coisas que teve de fazer foi abrir mão dos seus estudos. O abandono escolar tem sido um dos grandes desafios do Governo e cerca de 50% das raparigas e mulheres jovens não terminam o Ensino Primário devido às uniões prematuras e gravidezes precoces.

Para garantir a sua sobrevivência e do seu bebé, Adélia contou com a Associação Coalizão da Juventude Moçambicana, que apoia os adolescentes e jovens a desenvolverem as suas competências para a vida.

Segundo Ana Ndove, coordenadora do projecto Rapariga Biz, para além da assistência na saúde sexual e reprodutiva, a instituição recebe raparigas vulneráveis e dá apoio, como o uniforme escolar, e capacitam-nas em cursos técnicos para que possam empreender e ter independência financeira.

Foi através da capacitação que Adélia começou a empreender e teve sucesso. Hoje, ela é activista e ensina as meninas dos 14­-24 anos de idade, de Mahubo, no distrito de Boane, a empreenderem e fazerem poupança, de modo a que conquistem a liberdade financeira sem depender de terceiros.

O HIV-SIDA tem sido um dos grandes desafios das raparigas, até porque, segundo as estatísticas, cerca 13% dos adolescentes vivem com HIV, dos quais 10,2% são raparigas. Estando neste estado, elas têm sido discriminadas, tanto na sociedade, como na família. É o que aconteceu com Jéssica, nome fictício de uma jovem de 20 anos de idade.

“Eu sempre fui uma menina doente, perdi a minha mãe com oito anos e a minha avó com nove anos. De tanto ficar doente, os meus familiares levaram-me ao hospital para fazer o teste. Quando saíram os resultados, não me disseram o meu estado, apenas o meu irmão me disse que eu tinha gastrite e devia alimentar-me bem”, disse Jéssica.

A menina, que na altura tinha 12 anos de idade, acreditou nas palavras do irmão, mas diz ter começado a notar distanciamento por parte dos seus familiares. A gota de água veio quando a provedora da Saúde lhe informou, na maior inocência, que era seropositiva. Já sabendo do seu estado, Jéssica começou a isolar-se de todos, até das amigas, mas elas, mesmo depois de terem tomado conhecimento disso, apoiaram-na, fazendo-lhe companhia, inclusive nas horas em que devia tomar os antirretrovirais.

Não obstante esta situação, Jéssica diz ter arregaçado as mangas e, hoje, o seu maior sonho é formar-se em psicologia e tornar-se numa grande activista para apoiar outras raparigas e mulheres que enfrentam os actos discriminatórios.

Algumas organizações, como a Ocsida, têm prestado apoio psicossocial aos adolescentes e jovens, porém os psicólogos defendem que o apoio familiar à rapariga é indispensável. Constantino Tivane, por exemplo, é da opinião de que as famílias devem providenciar o devido apoio à rapariga, independentemente do seu estado de saúde.

A discriminação da rapariga seropositiva pode trazer consequências negativas graves, na medida que pode causar enorme sofrimento e levá-la a desistir da medicação e optar por isolamento total.

Além disso, Tivane defende que deve haver um investimento à rapariga para que ganhe autonomia, auto-estima e dignidade, o que pode contribuir para a redução dos índices de discriminação, violência baseada no género e pobreza.

 De acordo com o prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), espera-se que o dia de hoje seja de calor, com temperaturas máximas entre 24 e 31 graus. Na mesma sequência, o prognóstico aponta para a possibilidade de queda de chuva e vento a soprar, por vezes, com rajadas em algumas capitais provinciais do país.

Em graus Celsius, as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilanculo, na zona sul do país, poderão registar temperaturas máxima de 30 e mínimas de 22, 21,  23 e 22, respectivamente.

Para as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane prevêem-se máximas de 30,25, 29 e 31 e mínimas de 24, 17, 23 e 25 graus Celsius,respectivamente.

As cidades da Nampula, Pemba  e Lichinga poderão registar máximas de 30, 31 e 24 e mínimas de 25,  23 e 16 graus, respectivamente.

Trabalhos de colocação da ponte metálica ainda estão em curso no troço Nicoadala-Namacurra, província da Zambézia. Espera-se que, até ao fim da manhã desta terça-feira, as obras sejam concluídas para a retoma da circulação de viaturas. As equipas estão no terreno no meio de dificuldades de clima, com destaque para chuva.

As estruturas metálicas para a colocação da ponte na EN1, província da Zambézia, concretamente no troço Nicoadala-Namacurra, chegaram no domingo por volta das nove horas, um atraso que se deveu à degradação da EN1, no troço Inchope-Nicoadala.

O facto retardou o arranque das obras, que estavam previstas para as primeiras horas de domingo, comprometendo, assim, a previsão do término dos trabalhos que estavam agendados para 13 horas desta segunda-feira.

Aliás, a colocação das estruturas metálicas iniciou na noite deste domingo. Os técnicos trabalharam ao longo de toda a noite de domingo para segunda-feira, na colocação dos painéis, vigas, entre outros componentes.

Na manhã desta segunda-feira, os trabalhos continuaram no meio à chuva, facto que comprometeu ainda mais os prazos de conclusão da ponte metálica. Com o abrandar da chuva, as obras decorrem com previsão para o fim da manhã desta terça-feira.

“De facto, reprogramamos o fim dos nossos trabalhos para o fim da manhã desta terça-feira. Como viram, as condições de clima comprometeram os nossos trabalhos ao longo das primeiras horas desta segunda-feira. Com tudo, estamos a dar tudo de nós para que, até ao fim da manhã de terça-feira, como anteriormente disse, seja garantida a circulação de viaturas desde, ligeiras e pesadas”, disse Jorge Govanhica, delegado da Administração Nacional de Estradas (ANE) na Zambézia.

Em Nicoadala, há enormes filas de viaturas que aguardam pela conclusão dos trabalhos. Algumas devem seguir para o Norte do país e outras para o Centro e Sul. A situação está a criar constrangimentos na vida dos utentes, que dizem que está na hora de o Governo acabar com o nível de degradação da EN1.

“Não se justifica o nível de degradação das nossas estradas. Você entra em Inchope até Nicoadala, percurso de pouco mais de 400 quilómetros, mas faz em 24 horas, devido à degradação. Isso não ajuda nas nossas vidas, muito menos na economia do país, precisamos de sorte, porque, de contrário, a situação estará ainda mais complicada para nós”, disse Benedito, um automobilista de longo curso, visivelmente agastado com a situação das estradas.

“Depois de bater todos os buracos, chego a Nicoadala encontro esta situação, ninguém merece”, rematou.

Enquanto os trabalhos decorrem, parte da população recorre a embarcações tradicionais para travessia no rio iledje. Mas há quem não prefira arriscar e, por isso, aguardam pela conclusão da empreitada.

A quinta Comissão da Agricultura, Economia e Ambiente da Assembleia da República esteve no local a aferir o impacto do ciclone Gombe sobre aquela e outras infra-estruturas de estradas na província da Zambézia.

“Pelo que fomos informados, amanhã, os trabalhos serão concluídos e esperamos que assim seja, porque a vida do nosso povo está parada devido a esta situação. De facto, o ciclone deixou rasto de destruição muito grande na província e pensamos que, em muitos casos, os distritos não têm capacidade para repor os estragos causados. O Governo provincial e central deve fazer intervenção para que se assegure o retorno da vida das pessoas” disse Momad Juízo.

A Comissão do Plano e Orçamento (CPO) da Assembleia da República (AR) efectuou, esta segunda-feira (28), uma visita de trabalho à empresa Moçambique Telecom (Tmcel) para, entre outros aspectos, obter informações da situação financeira da empresa.

Durante a visita, os deputados membros da CPO da AR mostraram-se preocupados com o nível actual de endividamento da Tmcel, orçado em cerca de USD 340 milhões, e prometeram dar a sua contribuição para ajudar a mesma a reerguer-se.

O presidente da CPO da AR, António Niquice, disse que a Tmcel deve continuar a aplicar todo o seu valor e conhecimento para gerar mais rendimentos e garantir que cidadãos das zonas recônditas se comuniquem com todo o mundo.

Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração da Tmcel, Mahomed Rafique Jusob, disse que desde 2017 que a empresa não recebe apoio do Estado para o seu financiamento.

“Chegamos à conclusão de que não receberíamos nenhum valor do Estado”, disse Rafik, acrescentando que “por isso, pedimos que o Estado financie a Tmcel no valor de 640 milhões de Meticais que as instituições de comunicação devem à empresa”.

Apesar da prevalência da dívida antiga de cerca de USD 340 milhões ao Banco Internacional de Moçambique,  Mahomed Rafique afirmou que a Tmcel não está tão mal.

Referindo-se ao pagamento de salários, o PCA da Tmcel disse que a empresa paga cerca de 120 milhões de Meticais aos trabalhadores e com o redimensionamento passará a pagar 70 milhões de Meticais.

“Através deste método, pretendemos liberar de forma voluntária alguns trabalhadores antigos e formar jovens capazes de usar as novas tecnologias”, concluiu.

O Alto-Comissariado do Ruanda e a Comunidade Ruandesa em Moçambique, em colaboração com o Conselho Municipal da Cidade da Matola, realizou um trabalho comunitário “Umuganda”, no sábado (26 de Março), na Escola Secundária da Matola.

A jornada de limpeza contou com a participação de mais de 850 pessoas, incluindo a Comunidade Ruandesa residente na Província de Maputo, população local, autoridades locais e amigos do Ruanda.

O trabalho comunitário é uma das soluções locais para os desafios do país, onde todos os cidadãos são mobilizados a participar na solução dos seus problemas e, também, é uma forma de aproximar as pessoas para o bem da comunidade.

Na sua intervenção após o “Umuganda”, o Alto-Comissário em Moçambique, Claude Nikobisanzwe, agradeceu a todos pela participação na actividade, mencionando ainda que “para o Alto-Comissariado do Ruanda, a realização desta actividade na Matola é um acto de solidariedade.

“Escolhemos esta área porque, por um lado, está próxima à escola que possui estudantes que necessitam de usar um caminho limpo e organizado, que os ajudará a chegar à escola seguros e, assim, serem mais produtivos”, afirmou Nikobisanzwe.

O diplomata explicou aos participantes que uma actividade similar (Umuganda) foi organizada na zona da Mafalala, Maputo em 2020 e que esse compromisso ajuda o Governo a poupar enormes somas de dinheiro quando realizado mensalmente.

“Gostaríamos de partilhar com os nossos irmãos e irmãs em Moçambique, a ideia que ajuda a manter o bairro limpo e institui o senso de propriedade”, acrescentou o Alto-Comissário.

No Ruanda, “o trabalho comunitário “Umuganda” é realizado todos os meses, onde os cidadãos participam no exercício de limpeza ou outras actividades sociais nos seus bairros. Contudo, devido à Covid-19, o trabalho comunitário foi suspenso para conter a disseminação da pandemia, porém uma vez que a maioria da população já foi vacinada e os índices de infecção baixaram, o trabalho comunitário retomou.

O “Umuganda” também visa consciencializar sobre a necessidade de desenvolver acções sobre como manter os lugares públicos limpos para preservar o meio ambiente e garantir o bem-estar dos cidadãos.

Elsa Silvestre, directora da Escola Secundária da Matola, expressou o seu apreço à comunidade ruandesa por organizar esta actividade, uma vez que ajuda o povo de Moçambique a aprender muito com a experiência do Ruanda no “Umuganda” como uma das suas soluções locais.

O Alto-Comissário aproveitou a ocasião para falar sobre a situação de segurança na província de Cabo Delgado, tendo informado aos participantes que a situação está a melhorar na sequência das operações conjuntas entre as Forças de Defesa e Segurança ruandesas e moçambicanas.

O Presidente da República procedeu, hoje, ao lançamento da primeira pedra para a construção da Central Térmica de Temane (CTT), em Inhassoro, província de Inhambane. Na ocasião, Filipe Nyusi disse que, no projecto, poderão ser formados e integrados 700 moçambicanos.

De acordo com o Presidente da República, a CTT irá permitir a geração de 450 MW de energia, o que irá acrescer a capacidade de oferta, tanto para o mercado nacional, como para o exterior, complementado por uma linha de transmissão Temane-Maputo; uso de gás como uma fonte energética a partir dos campos de produção de Inhassoro, o que vem confirmar o estabelecimento de uma matriz energética multifacetada, que alivia a capacidade da hidroeléctrica de Cahora Bassa e aumenta o número de centrais térmicas.

A necessidade da procura da energia eléctrica, que, segundo Nyusi, é motivada pelo processo de desenvolvimento industrial, objectivo do acesso universal impulsionado pelo crescimento populacional e subsequente expansão das áreas rurais e urbanas no país, levou o Governo a promover empreendimentos para a geração, transporte e distribuição de energia.

A meta do Executivo é atingir a capacidade de 600MW no presente quinquénio. “Autonomia energética para Moçambique, o seu posicionamento como um produtor preponderante no fornecimento de energia aos países vizinhos da SADC e como um produtor e exportador de referência de gás natural liquefeito”, constituem os principais objectivos da edificação desta central.

Por seu turno, o governador de Inhambane, Daniel Chapo, diz que a construção da CTT vai impulsionar o desenvolvimento da província de Inhambane, através da expansão da rede eléctrica, que vai beneficiar a maioria da população e atrair mais investimentos nas diferentes áreas económicas, como turismo e agricultura, e dinamizar o processo de industrialização naquela província.

Para os agentes económicos da província de Inhambane, representados por Cecília Filipe, há melhorias no que diz respeito às oportunidades de negócio e no fornecimento de bens e serviços para as indústrias de petróleo e gás.

“Ainda constituem desafios às empresas locais a criação de capacidades de resposta às exigências do fornecimento de bens e serviços especializados aos padrões internacionais, multinacionais, e, especialmente, a indústria de gás e petróleo”, disse Cecília Filipe.

 

EUA APOIAM PROJECTOS DE ENERGIA DE TEMANE

O Governo dos Estados Unidos da América (EUA) participaram esta segunda-feira na inauguração da Central Térmica de Temane (CTT) e do Projecto de Transmissão de Temane (TTP).

Trata-se de projectos de energia irão ajudar a reforçar a segurança energética de Moçambique, a aumentar o acesso à energia a preços acessíveis, e a apoiar as contribuições de Moçambique para o mercado regional de energia; para os quais, os EUA prestaram apoio essencial através da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e da Corporação Financeira para o Desenvolvimento Internacional (DFC).

Após a sua conclusão, a central CTT de 450 megawatts irá fornecer energia eléctrica necessária, a partir da parte norte da província de Inhambane para o sul, através da linha de transmissão TTP de 563 quilómetros.

“O Governo dos Estados Unidos, de Moçambique e outros parceiros trabalharam em estreita colaboração para nos trazer aqui hoje, iniciando um projecto que apoia Moçambique no seu objectivo de proporcionar a todos os cidadãos acesso à electricidade até 2030″, disse a Encarregada de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos para Moçambique, Abigail Dressel, que considera que  “o projecto de energia Temane é essencial para a transformação económica em curso em Moçambique e na África Austral e estamos orgulhosos de o apoiar”.

A Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional irá conceder à CTT, um empréstimo directo de até USD 200 milhões, uma parceria público-privada entre a Electricidade de Moçambique (EDM), Globeleq, e a Sasol Africa.

O empréstimo irá ajudar a apoiar a concepção, construção, e eventual operação da central eléctrica a gás de Temane, que irá trazer energia de base de baixo custo a 36% abaixo do actual custo médio de energia da EDM; bem com diversificar a matriz energética de Moçambique, actualmente muito dependente da energia hidroeléctrica.

A iniciativa Power Africa do governo dos EUA, coordenada pela USAID, forneceu à EDM um consultor fixo de Janeiro de 2018 a Dezembro de 2020 para apoiar a evolução das necessidades organizacionais e técnicas do TTP.

Um maior acesso ao fornecimento de energia e um melhor desenvolvimento económico representam componentes essenciais da assistência mais ampla do Governo dos Estados Unidos em Moçambique.

Em estreita colaboração com o Governo de Moçambique, o Governo dos EUA fornece mais de 500 milhões de dólares em assistência anual para ajudar os moçambicanos a construir um país mais saudável, mais democrático, mais seguro e mais próspero para todos.

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