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O País – A verdade como notícia

A chuva, que caiu na manhã desta segunda-feira, nalguns bairros das cidades de Maputo e Matola, alagou algumas residências e ruas no bairro da Liberdade, no Município da Matola.

Para caminhar nalgumas ruas, era necessário que os munícipes fizessem algumas escolhas ou procurar ruas com menos água para passar sem molhar ou sujar os pés ou passar mesmo pelas ruas críticas. Todavia, para uns, sem opção, a solução era mesmo dobrar as calças, tirar os sapatos e andar nas águas turvas.

Nalgumas casas, os móveis foram colocados em cima das mesas para evitar que fossem destruídos pelas águas. “O País” viu de perto a situação dos moradores daquele bairro, que se sentem abandonados.

Segundo Juvencia Calisto, sempre que chove, independentemente da quantidade de chuva que cai, o bairro fica cheio de água.

“Somos obrigados a viver dentro da água, as crianças ficam sempre doentes, porque querem brincar na água, até peixes grandes encontramos na água por conta da situação”, lamentou.

E para não viver na água, algumas casas foram abandonadas pelos seus proprietários. Outros saem por um tempo e regressam quando termina a época chuvosa.

É o que aconteceu com Teresa Moiane, que se viu obrigada a abandonar a sua casa, no ano passado, tendo regressado na última quinta-feira, mas a chuva desta terça-feira fez cair por terra os seus planos.

“De novo, estou dentro de água, não choveu muito, mas já está tudo cheio. O que piorou a minha situação foi este sistema de bombagem de água que o Município da Matola instalou aqui, na minha casa, há dois anos, sem a minha autorização”, acusou.

Segundo a moradora, toda água bombeada pelo sistema entra na sua casa e nas de alguns vizinhos.

“O País” viu, ainda, cenários em que nalgumas casas faltam móveis e electrodomésticos, pois alguns foram destruídos e outros ficaram avariados por conta da água.

Para além de abandonados, os residentes sentem-se enganados pelas autoridades. “Veio o administrador mentir aqui, fomos reunidos e prometeu o início da construção de uma vala para o dia 15 de Fevereiro, até aqui não estamos a ver nada. Disseram que já tinham dinheiro, mas estamos na mesma, cansados porque vivemos aqui há 22 anos, na mesma situação”, gritou, indignada, Helena Manhiça.

A edilidade, na voz de Firmino Guambe, disse que a data passou, mas garante que, desta vez, não passa de uma promessa, senão de um projecto de construção de um sistema de retenção das águas, no qual serão colocadas condutas que vão escoar a água para uma vala de drenagem.

O porta-voz avançou que o projecto é financiado pela Cooperação Espanhola e já existe um financiamento no valor de nove milhões de Meticais.

“Para o projecto, precisamos de cerca de 12 milhões, mas já conseguimos os nove milhões e aguardamos o fim da época chuvosa para avançarmos com a construção deste canal”, prometeu.

Quanto ao sistema de bombagem de água, o Município da Matola diz que é eficiente, entretanto houve avaria de uma das bombas usadas no processo e são necessários quatro milhões de Meticais para reparação, um valor de que a edilidade não dispõe no momento.

A partir de 2030, não haverá novas admissões de trabalhadores para as minas e farmas da África do Sul. A informação foi revelada, ontem, pela ministra do Trabalho e Segurança Social, no âmbito do lançamento da campanha de inscrição de mineiros moçambicanos naquele país para o Instituto Nacional de Segurança Social.

A ministra do Trabalho e Segurança Social começou por lançar um alerta, segundo o qual as minas da África do Sul poderão fechar-se para os novos trabalhadores.

“Os empregadores mineiros, até 2030, vão diminuir o número de trabalhadores, mas até lá nenhum moçambicano vai perder o seu emprego”, garantiu a ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa.

Até podem não perder o emprego, mas o futuro é cheio de incertezas, daí a importância de fazer o desconto para o Instituto Nacional de Segurança Social. “Os trabalhadores que estão nas farmas ou minas da África do Sul devem aderir ao sistema de segurança social, que garante o futuro do trabalhador. Amanhã, pode não ter mais idade para trabalhar, mas você descontou sete por cento do seu salário durante algum tempo. Futuramente, será calculada a sua pensão e, todos os meses, você vai receber o seu dinheiro e onde estiver”, explicou Margarida Talapa.

É esta explicação que a titular da pasta do Trabalho e Segurança Social deu aos mineiros na África do Sul no lançamento da campanha de inscrição daquele grupo ao INSS que será feita por conta própria.

“A segurança social de Moçambique não pode inscrever empresas sul-africanas. Portanto, eles estarão integrados no sistema de segurança social por conta própria. Logo que a pessoa é inscrita no sistema, fica gerado, automaticamente, um código de acesso e, através do mesmo, o trabalhador terá acesso ao pagamento das suas pensões”, detalhou o director-geral do INSS, Joaquim Moisés Siúta.

Margarida Talapa apelou às empresas sul-africanas para que recrutassem trabalhadores legalizados para melhor controlo por parte do Governo moçambicano.

O Banco Mundial estima que Moçambique perde, anualmente, 256 mil hectares de florestas. E as autoridades moçambicanas lançaram, esta segunda-feira, em Maputo, o Sistema de Informação Florestal (SIF) que vai promover a transparência, o cumprimento da legislação e a informatização da informação florestal.

Estima-se que Moçambique possui 31,7 milhões de hectares de florestas, com pelo menos 449 espécies de árvores, correspondentes a um volume de 800 milhões de metros cúbicos de madeira.

O representante do Banco Mundial, que esteve na Reunião de Divulgação dos Resultados da Avaliação dos operadores florestais e da governação florestal em Moçambique, Ivan Remane, mencionou que o desmatamento para dar lugar à agricultura, exploração ilegal da madeira, incluindo a exploração de florestas para a produção de lenha e carvão são apontados, pelo Banco Mundial, como factores que contribuem para perda de centenas de hectares de florestas no país, e aquela instituição financeira avança com injecção de mais dinheiro para proteger os recursos naturais.

“Neste contexto, o Banco Mundial, através do projecto de investimento florestal, vulgo Mozffet, tem apoiado institucionalmente o sector de florestas. O Banco Mundial, nos últimos anos, aumentou o seu apoio ao Governo de Moçambique, contando, actualmente, com cerca de 900 milhões de dólares com diferentes projectos geridos pelos Ministérios da Terra e Ambiente; da Agricultura e Desenvolvimento Rural; e das Pescas, do Mar e Águas Interiores, com vista à promoção e gestão sustentável dos recursos naturais, incluindo florestas.”

E para melhorar a gestão das florestas, no que diz respeito ao maneio e uso sustentável, garantindo a uniformização e alinhamento dos processos operativos, foi lançado o Sistema de Informação Florestal (SIF) que começa a funcionar no próximo dia 1 de Abril, disse o vice-ministro da Terra e Ambiente, Fernando Bemane de Sousa.

“Todos os operadores florestais, as indústrias, as unidades de fiscalização e monitoria das cadeias de valor dos produtos florestais estarão usufruindo deste sistema. A população rural, representada pelas comunidades rurais que vivem em torno de áreas florestais, terão, com o SIF, maior transparência dos benefícios e direitos a si concedidos”, garantiu.

E uma das inovações da informatização e uniformização da informação florestal é a emissão de licenças florestais em tempo real, de acordo com a demonstração feita pela técnica do Ministério da Terra e Ambiente.

O sistema de informação florestal conta com suporte técnico da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), segundo explicou o representante daquele organismo das Nações Unidas, Hernâni F. Coelho Da Silva. “Então, neste sistema, podemos ter, em tempo real, capturar e gerir as informações, no sentido de garantir maior empenho na gestão dos recursos florestais”.

Ainda esta segunda-feira, foi divulgada a avaliação de operadores florestais e a governação florestal.

Nas últimas 24 horas, 193 amostras suspeitas foram testadas em todo o país, mas nenhuma teve o resultado positivo para o novo Coronavírus. Igualmente, não há registo de mortes em consequência do vírus no país.

Sem novos contágios, no período em análise, a taxa de positividade foi de 0% e a de positividade acumulada situa-se nos 17.4%, de acordo com dados do Ministério da Saúde (MISAU).

Assim, o total de casos diagnosticados desde o início da pandemia continua 225.239. Desse número, 2.200 perderam a vida, 222.990 recuperaram-se e 45 ainda estão infectadas.

Ainda esta segunda-feira, o MISAU anunciou a recuperação de sete pacientes, nas províncias de Nampula e Gaza, e uma alta hospitalar, o que totaliza quatro doentes internados devido à doença.

Segundo as autoridades sanitárias, desde o anúncio do primeiro caso da COVID-19, em Março de 2020, 8.509 indivíduos foram hospitalizados.

Em nome da resiliência, os postes de madeira poderão ficar para a história e a aposta deverá ser em postes de betão ou metálicos. Aquando da passagem do ciclone “GOMBE” em Nampula, a rede de transporte de energia eléctrica da Electricidade de Moçambique (EDM) foi severamente afectada, com a queda de postes de madeira em mais de 10 distritos. No fundo, trata-se de algo recorrente sempre que há eventos climáticos extremos, por isso a empresa poderá, em breve, substituir os postes de madeira.

“O que fizemos foi a reposição por apoios, mas neste momento o que está sendo feito é um levantamento para posteriormente fazer-se estruturas resilientes a estas tempestades. É um trabalho que não só vai acontecer nesses distritos que foram fustigados pelo ciclone, mas a nível de toda a empresa há esse programa de fazer as linhas em postes de betão assim como em postes metálicos”, garantiu Eduardo Pinto, director da Área Operacional da EDM em Nampula.

O exemplo concreto foi do distrito de Mogincual que foi um dos pontos de entrada do ciclone, mas praticamente não houve queda de postes metálicos. “Uma vez que a estrutura de apoio é feita de postes metálicos, o grande trabalho que tínhamos era a reposição do condutor, diferentemente da Ilha de Moçambique, onde praticamente todos os postes estavam no chão; foi necessário levantar os postes e lançar a linha, razão pela qual a Ilha de Moçambique foi o último distrito em termos de reposição de energia eléctrica”, explica.

No entanto, a aposta nos postes de betão tem o seu custo, comparativamente aos postes de madeira. Dados apurados pelo “O País” indicam que um poste de betão custa 45 mil Meticais e o de madeira, 12 mil Meticais.

Quanto à reposição da corrente eléctrica em Nampula, todos os 23 distritos voltaram a ter luz, garantiu Eduardo Pinto. Na Ilha de Moçambique prevalecem, no entanto, problemas com a rede de telefonia móvel de algumas operadoras.

O cientista moçambicano Domingos Macuvele faz parte dos 600 cientistas do mundo convidados para participar da 71ª reunião do Prémio Nobel de Lindau, que junta os vencedores de prémios nobel de diferentes áreas. O evento terá lugar de 26 de Junho a 01 de Julho, na Alemanha.

Anualmente, vencedores do Prémio Nobel e jovens cientistas juntam-se na cidade de Lindau, na Alemanha, para promover o intercâmbio científico entre diferentes gerações, culturas e disciplinas. O evento acontece desde 1951.

Este ano, Moçambique far-se-á representar pelo cientista Domingos Macuvele, docente na Universidade Rovuma e, neste momento, no Brasil a fazer o pós-doutoramento engenharia química.

“Para mim este evento significa muita coisa e por vários motivos. Os critérios de selecção são meramente científicos e seleccionaram 600 jovens cientistas de todo mundo para a área de Química. Estar neste grupo selecto para mim é uma grande alegria. Como cientista nunca me preocupei com prémios, o que me move é a curiosidade”, disse Domingos Lusitâneo Macuvele.

Macuvele, de 35 anos de idade, foi distinguido como um dos 600 jovens cientistas mais qualificados no mundo e convidado a participar na 71ª reunião do Prémio Nobel de Lindau, e fala da sua expectativa em relação ao evento.

“A expectativa é enorme, será uma honra estar no mesmo evento com pessoas que já ganharam prémio nobel. Qualquer cientista não sonha em ganhar um prémio desses, mas sonha em estar próximo de alguém que já ganhou. Espero sair do evento inspirado”, Domingos Macuvele.

As reuniões não estão centradas na apresentação de resultados de pesquisas, mas sim na troca de ideias e discussão de temas globalmente relevantes para todos os cientistas. A 71ª reunião terá lugar de 26 de Junho a 01 de Julho.

A Moçambique Telecom, SA. (Tmcel) procedeu ao pré-lançamento da tecnologia 5G, na sequência da modernização e expansão tecnológica, enquadrada no contexto da estratégia de desenvolvimento da Rede Nacional de Telecomunicações.

No acto, realizado em parceria com a Huawei, empresa chinesa que está a implementar o projecto, a vice-ministra dos Transportes e Comunicações, Manuela Rebelo, referiu que a tecnologia 5G trará grandes mudanças para os serviços públicos e privados, impulsionando o desenvolvimento económico de Moçambique, à semelhança do que já está a acontecer no mundo.

“A tecnologia 5G é a mais alta tecnologia de ponta a nível da indústria de telecomunicações e, na Tmcel, vai operar, inicialmente, em conjunto com a rede 4G, antes do seu desenvolvimento totalmente autónomo ao longo do tempo”, disse a governante, acrescentando que esta tecnologia permitirá que o País fortaleça a sua base para o crescimento por meio da intensificação das actividades económicas dos sectores dominantes e da diversificação de outros.

Segundo enfatizou Rebelo, as vantagens que o 5G traz para Moçambique são vastas, permitindo ao País superar muitos desafios estruturais, sistémicos e de desenvolvimento, usando as tecnologias e soluções de próxima geração, que estão neste momento disponíveis nas áreas de medicina, agricultura, educação, dentre outros sectores.

Por sua vez, o presidente do conselho de administração da Tmcel, Mahomed Rafique Jusob, considerou tratar-se de um momento especial por demonstrar que Moçambique está na onda da tecnologia moderna no mundo.

“É um serviço que nem todos os países têm. É um serviço com alta qualidade para realizar maior conectividade a uma velocidade até 10 vezes superior que a velocidade existente actualmente no País”, enfatizou Jusob, acrescentando que a tecnologia 5G não é das operadoras, mas sim um serviço para os moçambicanos.

Por fim, o director-geral da Huawei Moçambique, António Hou, afirmou que “juntos devemos trabalhar de forma incansável para que as telecomunicações de alta qualidade cheguem a todos, mantendo as pessoas conectadas”. Um grande passo foi dado e uma porta nova e mais eficiente de comunicar foi introduzida hoje em Moçambique, segundo destacou.

Deste modo, Moçambique fica entre um dos primeiros países africanos que irá comercializar a 5ª geração de tecnologia de comunicação sem fio, depois das Repúblicas da África do Sul e do Quénia, sendo a Tmcel uma das primeiras operadoras africanas, detida maioritariamente pelo Estado, a fazer o pré-lançamento da tecnologia em referência.

O prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia ( INAM), aponta para tempo fresco, com temperaturas máximas  a variarem de 24 a 35 graus, e possibilidade de queda de chuvas no sul, centro e norte do país.

As cidades de Nampula, Pemba e Lichinga, na região norte do país, poderão registar ceu nublado, aguaceiros ou chuvas fracas a moderadas locais e vento a soprar de  sueste a sudoeste a fraco a moderado, por vezes, com rajadas.

Assim, para Nampula, Pemba e Lichinga prevêem-se máximas de 29, 32 e 24 e mínimas de 24, 24 e 15 graus, respectivamente.

Para as cidades da zona centro do país, Chimoio, Beira, Tete e Quelimane, a previsão meteorológica aponta que poderão, igualmente, registar céu muito nublado,  aguaceiros ou queda de chuvas fracas a moderadas, acompanhadas de trovoadas e vento a soprar de  sueste  a fraco a moderado.

Em graus Celsius, Chimoio, Beira, Tete e Quelimane apontam para máximas de 29, 23, 35 e 31 e mínimas de 25, 19, 27 e 27, respectivamente.

Já para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, na zona sul do país, o prognóstico indica que poderão registar céu muito nublado,  aguaceiros ou queda de chuvas fracas a moderadas, acompanhadas de trovoadas e vento a soprar de  sueste  a fraco a moderado.

Para as quatro urbes, Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, as máximas previstas são de 30, 30, 29 e 29 e mínimas de 22, 20

, 21 e 22  graus Celsius, respectivamente.

Está interdito desde a tarde deste domingo, o trânsito ao longo da EN1, em Nicoadala, para dar lugar a colocação da ponte metálica sobre a plataforma de estrada que passa por cima do rio Elege na província da Zambézia.

Chegaram este domingo as pontes metálicas que serão colocadas sobre a plataforma da estrada que liga os distritos de Nicoadala e Namacurra na província da Zambézia, uma via que há sensivelmente duas semanas foi cortada pelas águas da chuva que aumentaram o caudal do rio Elege, isolando as zonas centro e sul do país.

Trabalho recente desencadeado pela Administração Nacional de Estradas (ANE) permitiu a transitabilidade parcial da via, apenas para peões e viaturas ligeiras, ficando de fora os veículos de grande tonelagem. Entretanto, as pontes metálicas trazidas da cidade da Beira poderão melhorar ainda mais a travessia, conferindo maior segurança, conforme explicou o delegado da ANE, Jorge Govanhica.

“Por isso, a principal rede viária do país fica interdita desde este domingo até início da tarde desta segunda-feira, para permitir que os trabalhos decorram sem interrupção. Os trabalhos vão consistir na colocação da ponte metálica de 30 metros cujos elementos já estão completos” disse o responsável assegurando que tudo será feito para sejam cumpridos os prazos de execração até às 13 horas desta segunda-feira.

Govanhica fez saber ainda que, independente se for noite ou não, o empreiteiro estará no terreno a trabalhar até ao fim da operação.

“Devido a natureza dos trabalhos que vamos executar, vamos interditar a circulação de peões porque estaremos a usar gruas no carregamento das peças, o que não será muito seguro deixar a circulação de pessoas aqui, por isso apelamos às pessoas a cumprirem com o que temos vindo a dizer neste sentido”, apelou o delegado da ANE.

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