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O País – A verdade como notícia

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê temperatura fresca, céu nublado, ocorrência de chuvas fracas e vento a soprar, por vezes, com rajadas em algumas capitais provinciais.

Na região centro, as urbes da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane poderão registar temperaturas máximas de 27, 22, 29 e 28 e mínimas e 18, 12, 19 e  21  graus Celsius, respectivamente.

As cidades de Nampula, Pemba e Lichinga, no norte do país, poderão atingir temperaturas máximas de 26, 30 e  24 e  mínimas de 18, 20 e 10 graus, respectivamente.

Para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, no sul do país, prevêem-se máximas de 29,27,27 e 29 e mínimas de 15, 20, 22 e 18 graus Celsius, respectivamente.

Centenas de zimbabwianos renderam, este domingo, homenagem aos mais de mil soldados que morreram no massacre de Tembwe, em Manica, quando lutavam para libertar aquele país vizinho.

O massacre teve lugar no dia 23 de Novembro de 1977, quando a guerra estava intensa no Zimbabwe, entre o movimento libertador, ZANU – Frente Patriótica (PF), e o regime de Ian Smith.

Conforme reza a história, Ian Smith foi informado que havia sido instalada uma base militar em Manica, concretamente na região de Tembwe, e enviou, para aquele ponto do país, uma missão que fez intensos bombardeamentos e resultaram na morte de 1030 soldados.

Gift Cagueda, um dos sobreviventes do massacre, tinha 17 anos de idade quando foram feitos bombardeamentos que duraram três dias. Passados 45 anos, ainda guarda uma memória fresca do acontecimento. Contou que o assalto à base de Tembwe começou por volta das 6 horas.

“Vimos um pequeno avião e pensámos que fosse um avião desportivo. Gritamos todos, avião, avião…, mas, minutos depois, já eram tantos”, lembrou Cagueda, acrescentando que “depois vimos pára-quedistas. Aqui começou o bombardeamento. Os aviões eram tantos que pareciam formigas. Todo o ar estava cheio. Enquanto estávamos no Mudzingadzi onde havia paraquedistas, começaram a atear fogo em direcção à nossa base. Eu sobrevivi e não sei como isso foi possível”, contou.

No local onde os restos mortais das vítimas jazem em valas comuns, foi construído, em sua memória, um monumento e um museu. Nele, podem-se encontrar vários retratos de horror. Anualmente e em datas aleatórias, uma comitiva zimbabwiana desloca-se até ao local para prestar homenagem aos seus heróis. E, este ano, a comitiva estava encabeçada por Auxillia Mnangagwa, Primeira-Dama do Zimbabwe, cujo esposo, Emmerson Mnangagwa, também é um dos sobreviventes do referido massacre.

Auxillia disse que, em reconhecimento ao espírito heroico dos que tombaram no massacre de Tembwe, o Governo de Mnangagwa irá continuar a preservar o local para permitir que as futuras gerações tomem conhecimento do quanto custou libertar Zimbabwe, cuja independência só viria a ser alcançada a 18 de Abril de 1980.

Por seu turno, a governadora de Manica, Francisca Tomás, disse que a província e o país irão continuar a estreitar relações de amizade com o Zimbabwe.

“Neste momento que estamos a falar, estão, em Cabo Delgado, zimbabwianos e moçambicanos a lutarem juntos contra o terrorismo, porque os dois países não querem a guerra”, vincou Francisca Tomás.

Refira-se que, depois dos três dias de massacre na base de Tembwe, os homens do regime de Ian Smith bombardearam a ponte sobre o rio Púnguè na EN7, cortando a ligação entre Moçambique e Zimbabwe, via Tete.

O comandante-geral da PRM apela aos membros e direcção da Igreja Velha Apostólica em Moçambique para resolverem as diferenças com os seus crentes, com vista a alcançar a paz no seio da congregação. Bernardino Rafael diz, ainda, que a Polícia não quer agir contra crentes para repor a ordem.

Não é de hoje que a Igreja Velha Apostólica vive um dos momentos conturbados desde a sua chegada a Moçambique em 1964. Há um grupo de descontentes que exige a deposição do actual líder máximo daquela congregação religiosa.

Foi este facto que levou o comandante-geral da República de Moçambique, Bernardino Rafael, a fazer o que é pouco habitual. “Não é habitual nós estarmos no altar para falar sobre conflitos. Podemos ter exagerado, mas a única coisa que nós queremos é que removam o espírito satânico e devolvam o espírito santificado nesta Igreja Velha Apostólica em Moçambique”, apelou Bernardino Rafael, comandante-geral da PRM.

E para que se devolva o espírito santo na igreja, Bernardo Rafael aponta o diálogo como um dos caminhos para revolver o que divide os crentes e a direcção daquela congregação religiosa.

“Procurem consensos, busquem soluções e, daqui em diante, tragam a paz, sucesso, sossego e, acima de tudo, harmonia dentro da igreja e a união entre os irmãos que comungam dos mesmos ideais de Deus”, exortou Bernardino Rafael.

Porque comungam dos mesmos ideais de Deus, o comandante-geral da PRM acredita que a solução dos problemas internos da igreja não precisa de envolver a Polícia. “Nós não queremos vir aqui (referindo-se à igreja) acudir e agir contra crentes numa igreja. Fica feio. Até não se percebe. Estão a dar mau exemplo para outras igrejas, até pequenas que estão unidas e vocês, grandes, estão a dar mau exemplo na sociedade”, acautelou o comandante-geral da PRM.

A direcção da Igreja Velha Apostólica acatou as palavras de Bernardino Rafael e lançou réplica para os demais crentes.

“Irmãos, somos chamados a levar a mão à consciência, todos nós, para que juntos busquemos a paz necessária e mostremos que satanás não nos tomou, mesmo que tenha tomado alguns. Ajudemo-nos no sentido de, nas palavras do comandante-geral da PRM, removermos o espírito satânico que, actualmente, se manifesta em nós”, instou Bernardo Matusse, membro da direcção da Igreja Velha Apostólica em Moçambique.

Os manifestantes na Igreja Velha Apostólica em Moçambique exigem a deposição do apóstolo Jaime Matlombe acusado de escândalos sexuais, curandeirismo e fraude financeira.

O Ministério da Saúde anunciou, este domingo, a ocorrência de 20 casos de recuperação da COVID-19, nas últimas 24 horas, nas províncias de Cabo Delgado e Gaza. No mesmo período, dois pacientes tiveram alta hospitalar, ambos na província de Manica.

Com uma alta registada, existe, actualmente, um paciente hospitalizado devido ao Coronavírus. De acordo com as autoridades, este encontra-se nos cuidados intensivos, sob oxigenoterapia.

Nas últimas 24 horas, foram testadas 225 amostras suspeitas, duas das quais acusaram positivo para a COVID-19. Trata-se de um indivíduo de nacionalidade moçambicana e o outro estrangeiro, com idades que variam entre 21 e 51 anos.

“No período em análise, a Taxa de Positividade e a Taxa de Positividade Acumulada situaram-se em 0.89% e 17.16%, respectivamente”, explica a Saúde.

Assim, Moçambique tem, cumulativamente, 225.386 casos positivos. Deste número, 225.017 são de transmissão local e 369 importados. Actualmente, há 48 casos activos da doença.

No período em análise, não houve registo de óbitos causados pela COVID-19, pelo que o total continua em 2.201.

A OTM-Central Sindical acusou, hoje, o Estado de ser permissivo em relação aos empregadores que atropelam as leis em prejuízo dos trabalhadores. Para a organização, o Governo fecha os olhos a perseguições e intimidações a líderes e sindicalistas, facto que contribui para a precariedade e falta de harmonia entre os empregados e empregadores.

A cidade de Xai-Xai foi a escolhida, este ano, para acolher as cerimónias centrais do Dia Internacional do Trabalhador, evento que foi dirigido pelo secretário-geral do OTM-Central Sindical. Na ocasião, Alexandre Munguambe, deplorou a condição do trabalhador em Moçambique.

“O actual estágio da precariedade laboral desabona o país que lá fora se desdobra com argumentos de melhor lugar do mundo para investimentos e, sobretudo, de que persegue a agenda da Organização Internacional do Trabalho sobre o trabalho digno”, criticou Alexandre Munguambe, para, em seguida, lamentar que “o nosso mercado laboral é caracterizado pela terciarização de serviços e proliferação de contratos de trabalho a prazo certo, em detrimento de contratos de trabalho por tempo indeterminado, o que cria um emprego instável e inseguro, remetendo os trabalhadores a uma incerteza permanente quanto ao seu futuro, perpetuando a pobreza e exclusão social.”

Noutro desenvolvimento, Munguambe acusou os patrões de serem fechados ao diálogo e de promover perseguições e intimidações.

“A falta de abertura para o diálogo social por parte do patronato, incluindo na função pública, a intimidação e perseguição aos líderes e sindicalistas mais activos e o desrespeito pela legislação laboral dificultam as acções do movimento sindical, visando à solução dos problemas que afectam os trabalhadores”, referiu o sindicalista, para depois reiterar que grande parte dos problemas se deve ao desrespeito do patronato que não está interessado em criar uma relação harmoniosa com os trabalhadores.

“Exigimos, por isso, a quem de direito, a tomada de medidas para pôr fim a esta forma de agir por não ser correcta e não contribuir para a harmonia que almejamos nas relações laborais. O país continua a desenvolver relações laborais pouco harmoniosas e, no geral, o patronato não cumpre os seus deveres, mesmo assim é pouco sancionado. Alguns empregadores violam os direitos dos trabalhadores, pagando salários baixos e irregularmente, praticando parâmetros de trabalho ambíguos em alguns sectores, não observando as regras de saúde ocupacional e de segurança no trabalho, violando moral e fisicamente e assediando sexualmente os seus trabalhadores, entre outras irregularidades”, apontou.

O representante dos trabalhadores lamentou o que chamou de “inércia do Estado” face aos constantes atropelos do patronato, que, por inúmeras vezes, não cumpre as leis vigentes em prejuízo da classe trabalhadora.

“O papel fiscalizador do Estado e a penalização dos prevaricadores da legislação laboral sempre foram questionados e o trabalho inspectivo é rotulado como sendo fraco, havendo situações em que este nem sequer tem capacidade para efectuar visitas de verificação do cumprimento da legislação laboral, tal é o caso do trabalho doméstico”, acrescentou.

Munguambe não deixou de falar do elevado custo de vida que corrói o bolso do trabalhador e vem influenciando negativamente na sua qualidade de vida.

“Como se pode verificar, a subida do custo de vida teve um impacto maior no bolso do trabalhador, nomeadamente o transporte e alimentação, prejudicando dramaticamente a maioria da população pobre e sem poder de compra. O nível de desemprego no país situa-se em dois dígitos e acima dos 20%, sendo, muitas vezes, responsável pelos altos índices de criminalidade e outros males sociais.”

No final, a OTM defendeu penalizações duras aos empregadores que não canalizam os descontos à segurança social em prejuízo dos trabalhadores. “Inquieta-nos a situação dos contribuintes devedores que teimam em descontar aos trabalhadores e não canalizarem ao INSS as contribuições, pondo em causa o presente e, sobretudo, o futuro dos trabalhadores. Não podemos aceitar nem permitir que a lei seja deliberadamente violada e o nosso futuro seja posto em causa. O Estado deve agir pedagógica e disciplinarmente sobre os prevaricadores do Sistema de Segurança Social Obrigatória. Por ocasião desta data, queremos endereçar uma palavra de apreço e de solidariedade para com todos os reformados, pensionistas e pessoas idosas. Que o Estado, a previdência e o INSS prossigam com o seu papel de proteger este grupo social, através de políticas e normas passivas que assegurem a sua dignidade e valorização”, terminou.

Lembre-se que, este ano, as celebrações do Dia Internacional do Trabalhador decorreram sob o lema: “Sindicatos Juntos na Luta contra a Precariedade Laboral e Alto Custo de Vida”.

Há, neste momento, em todo o país, 14667 trabalhadores domésticos inscritos no Sindicato Nacional dos Empregados Domésticos. A classe fala de injustiças laborais e aponta a falta de aprovação de salário mínimo como um dos principais desafios.

Dois mil vinte e dois é o terceiro ano consecutivo sem desfile dos trabalhadores em celebração do Dia Internacional do Trabalhador. Mas, este domingo, na Cidade de Maputo, houve deposição de coroa de flores na Praça dos Heróis, onde participou um número significativo dos trabalhadores. Empunhavam-se, naquele local, vários dísticos, mas o que estava com as empregadas domésticas chamou atenção pela mensagem exibida: “Exigimos o salário mínimo no sector doméstico”, um pedido que vem depois de os nove sectores de actividades no país terem já tido o reajuste.

Além disso, os empregados domésticos querem que o Governo dê atenção a esta classe laboral. “Situação do horário que não é bem cumprido, respeito, férias e descanso semanal. Mesmo hoje, há colegas que estão a trabalhar e a nossa maior preocupação é, de facto, a aprovação do salário mínimo”, mencionou alguns desafios Rosa Mbamba, do Sindicato Nacional dos Empregados Domésticos.

Nélia Cossa tem 39 anos de idade, em sete dos quais trabalha na Cidade de Maputo como doméstica. Ela é uma das 14 667 trabalhadoras inscritas no Sindicato Nacional dos Empregados Domésticos e fala do dia-a-dia. “No nosso sector de trabalho, há patrões que não nos respeitam, falando mal, agindo mal contra nós”, lamentou.

A Organização dos Trabalhadores Moçambicanos, OTM Central Sindical na Província e Cidade de Maputo, através do seu secretário-executivo, Joaquim Chicate, reconhece os problemas relatados, mas, falando de modo geral, diz que, mesmo com as dificuldades, é preciso festejar.

“Naturalmente, há sempre motivos para festejar, mesmo onde há mortes há sorrisos. Temos dificuldades e muitos problemas a ultrapassar, passando por questões económicas. Sabem que a nossa economia esteve quase em recessão e há sectores que foram bastante afectados pela COVID-19, guerra em Cabo Delgado, ciclones e questões ambientais”, referiu.

Já o director dos Serviços de Justiça e Trabalho na Cidade de Maputo, Cosmo Nyusi, diz que as questões salariais serão melhoradas.

“O Governo está a fazer de tudo para melhorar o salário dos trabalhadores, para que, no mínimo, possa equilibrar o custo de vida de forma ideal com aquilo que é o rendimento do trabalhador”, prometeu.

De acordo com o prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), espera-se que o dia de hoje seja de temperatura fria a fresca em quase todo o país, com máximas entre 23 e 31 graus. Na mesma sequência, o prognóstico aponta para a possibilidade de queda de chuva e vento a soprar, por vezes, com rajadas em algumas capitais provinciais.

Em graus Celsius, as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilanculo, na zona sul do país, poderão registar temperaturas máxima de 28, 28, 28 e 27 e mínimas de 15, 18,  20 e 16, respectivamente.

Para as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane prevêem-se máximas de 28,24, 31 e 29 e mínimas de 16, 11, 16 e 20 graus Celsius, respectivamente.

As cidades da Nampula, Pemba  e Lichinga poderão registar máximas de 27, 30 e 23 e mínimas de 16, 18  e 9 graus, respectivamente.

De acordo com o Ministério da Saúde (MISAU), para além de não ter havido registo de mortes e recuperados, não houve, igualmente, registo de internados devido ao novo Coronavírus.

Assim, mantém-se o cumulativo de 2.201 mortes e 223.113 recuperados da doença viral. Entretanto, uma pessoas ficou infectada.

Com estes dados, o cumulativo de contágios subiu para 225.384, dos quais 225.015 são de transmissão local e 369 importados. A Taxa de Positividade e a Taxa de Positividade Acumulada, situaramse em 0.14% e 17.16%, respectivamente.

Três pessoas continuam hospitalizadas em diferentes unidades sanitárias do país. O número de casos activos actualmente é de 66.

Foi raptado na noite desta sexta-feira, por volta das 22 horas, em Maputo, um jovem de origem indiana de 20 anos. O porta-voz da Polícia confirma o rapto, porém ainda se desconhece o paradeiro da vítima que é Professor de Madrassa.

Mais um rapto teve lugar na cidade de Maputo, esta sexta-feira, por volta das 22 horas. A vítima é professor de Madrassa, moçambicano, de origem indiana. A polícia confirma a ocorrência.

“Este facto ocorre depois que a vítima é interceptada entre as avenidas Filipe Samuel Magaia e Ho Chi Min, por criminosos que se faziam transportar por pelo menos duas viaturas. Se apercebendo da situação, a vítima teria trancado a viatura, obrigando os criminosos a quebrar o vidro da viatura e ameaçado a vítima com recurso a faca e armas de fogo”, explicou o Porta-voz da PRM em Maputo, Leonel Muchina.

Depois disso, a vítima foi arrastada para uma das viaturas e até ao momento não se tem o paradeiro e nem se conhece as motivações deste crime.

Sem avançar detalhes, o Porta-voz da PRM em Maputo avançou que estão em curso diligências para neutralizar os criminosos e libertar a vítima, mas apela a colaboração dos cidadãos, pois “é sabido que os cativeiros dos criminosos tem sido nos nossos bairros, por isso é importante que sejamos vigilantes e denunciar em caso de suspeita”.

Este é o segundo rapto a acontecer em Maputo, em menos de três dias, ainda sem esclarecimento.

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