Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia ( INAM), para este sábado, aponta para  ocorrência de tempo fresco. A cidade Tete poderá registar a temperatura mais elevada de hoje, de  32 graus.

Assim, as cidades de Maputo, Xai-xai, Inhambane e Vilankulo poderão registar máximas de 27, 28, 28 e 27 graus Celsius, e mínimas de 18,18,20 e 19, respectivamente.

Para as cidades da zona centro do país, Beira,Chimoio, Tete e Quelimane, a previsão é de máximas a atingirem 28, 25, 32 e 29 e mínimas de 20,14,22 e 20 graus, respectivamente.

Já para a cidades na região nortenha de Moçambique, prevêem-se máximas de  27,29 e 23 e mínimas de 19,21 e 9 graus Celsius, respectivamente.

A Comunidade Mahometana de Maputo vive um ambiente tenso. A direcção, além de ser acusada de semear divisionismo entre os membros, está fora de mandato há mais de dois anos, não presta contas e nega realizar eleições. O assunto já chegou ao Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos.

É como dizer rezas à parte e eleições à parte. A Comunidade Mahometana anda agitada por estes dias e tudo se agudiza com a aproximação das eleições agendadas para as 20 horas da próxima sexta-feira. No escrutínio, há muito aguardado, serão eleitos novos órgãos sociais, incluindo o presidente, em substituição do actual, acusado de não ter pretensão de deixar o cargo.

Salim Omar, membro da comunidade desde 1985, é candidato à liderança da organização religiosa e das mais influentes no país. Suspeita haver riscos de o processo eleitoral ser manipulado pela actual direcção, que supostamente pretende perpetuar-se no poder.

“Há tentativas de bloquear a minha candidatura, mas eu penso que isso não é o problema. Eu acho que quem é jogador não pode ser árbitro, a actual direcção quer também jogar e quer arbitrar, então a minha maior preocupação é a transparência. Deve haver uma comissão independente eleitoral, outra para a revisão dos nossos estatutos, que têm 87 anos e é preciso revê-los. É necessário também trazer de volta um grande número de membros, filhos e netos dos fundadores que abandonaram a comunidade”, acusa Salim Omar.

Confrontado com as declarações de Salim Omar, o actual presidente da comunidade, cujo mandato expirou e é considerado ilegal, não quis pronunciar-se, tendo indicado o seu o secretário para tal.

Daudo Nuro apontou que as restrições devido à COVID-19 impediram a realização das eleições de acordo com o que está previsto nos estatutos.

“As eleições estão marcadas para o dia 20, próxima sexta-feira. Está marcada uma Assembleia-Geral com três pontos, nomeadamente aprovação de relatório e contas, aprovação de novos estatutos que estão em revisão e eleição de novos órgãos sociais”, disse Daudo Nuro.

O Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos está ao corrente do problema, por via de uma nota enviada à Direcção Nacional dos Assuntos Religiosos, através da qual se pede que ponha ordem na comunidade.

Contactada pelo jornal “O País”, a instituição prometeu pronunciar-se na próxima semana.

Nos primeiros três meses deste ano, cerca de sete mil e quatrocentas e quatro pessoas foram diagnosticadas com o HIV/SIDA na Província de Maputo. Esses dados mostram que os casos tendem aumentar naquele ponto do país, o que coloca a província com uma taxa de positividade de três por cento.

O número representa um aumento quando comparado com igual período do ano passado, em que foram registados 6500 casos, conforme revelou Nora Mavila, do Programa Nacional de Controlo das ITS/HIV-SIDA.

Os sete mil novos casos resultaram da testagem de 200.028 pessoas, das quais “5.777 iniciaram o tratamento anti-retroviral e, desses, 931 são crianças e 181.000 pacientes activos estão em tratamento”, explicou a fonte.

Nora referiu, sem avançar números, que ainda existem pacientes que abandonam o tratamento anti-retroviral e, por isso, continuam campanhas massivas para encorajar as pessoas com HIV/SIDA a continuarem com o tratamento.

Segundo a directora do Hospital Geral da Machava, Rosita Mapsanganhe, a unidade sanitária dispõe de 260 e o centro de 20, totalizando 280, mas, desde a eclosão da pandemia, o número de internados caiu em cerca de 30%.

“O número de internados ronda entre 60 e 80 pacientes. O nosso hospital é de referência para tuberculose a nível nacional, o que significa que só vem para aqui aquele paciente cujo tratamento no ambulatório tem o seu estado agravado”, explicou a médica.

Antes da pandemia, o Hospital Geral da Machava, que é de referência a nível nacional para o tratamento da tuberculose, já precisou aumentar o número de leitos para atender à demanda, uma vez que o de camas não era suficiente.

Conforme explicou, o número de internados pode estar reduzido por conta da pandemia da COVID-19, uma vez que os sintomas são idênticos e, quando o paciente é testado positivo para COVID-19, a doença também é detectada e o tratamento inicia precocemente.

O uso de máscaras pode ser, também, outro factor responsável pela redução dos casos.

Os dados foram avançados durante o lançamento da caravana + Saúde, cujo objectivo é massificar a informação para o combate a doenças endémicas e a malária, fazer rastreio e tratamento.

O objectivo é que a caravana +Saúde chegue a todos os cantos do país.

As Alfândegas, na Província de Maputo, recuperaram mais de 15 milhões de Meticais em produtos contrabandeados, com destaque para bebidas alcoólicas, tabaco e produtos alimentares diversos, de Janeiro a Março passado. Só na primeira quinzena do mês de Março, as autoridades recuperaram produtos contrabandeados que lesariam o Estado em mais de dois milhões de Meticais.

Trata-se de mais uma tentativa de contrabando de milhares de garrafas de bebidas alcoólicas de marcas diversas, produtos de desinfecção que as alfândegas frustraram, em Março, no posto fronteiriço de Namaacha, Província de Maputo.

Leonel Vasco, director operacional das Alfandegas, na Província de Maputo, falando a jornalistas hoje, na fronteira de Namaacha, disse que a apreensão é fruto das actividades normais de fiscalização na fronteira numa carrinha vindo do reino de eSwatini.

“Estamos a falar de cinco mil garrafas de bebidas alcoólicas que estavam a passar por posto. Só para esta mercadoria, estamos a falar de dois mil milhões de Meticais que o Estado perderia”, referiu Leonel Vasco, director operacional das Alfandegas na Província de Maputo.

À lista, juntam-se cosméticos, produtos alimentares e de limpeza, que foram aprendidos de Janeiro a Março deste ano, tendo sido recuperados mais de 15 milhões de Meticais. O destaque vai para o controlo da selagem das bebidas.

Segundo a fonte, o processo de selagem tem ajudado a controlar a entrada de bebidas sem selo e, pela pressão que as autoridades fazem, tende a reduzir o contrabando.

“O processo de selagem está a decorrer normalmente. Estava a obedecer a duas fases, estando a primeira já concluída a das bebidas espirituosas e, agora, aguarda-se a segunda, que prevemos que inicie em meados de Outubro, salvo erro, para as cervejas e RTD”, concluiu.

As alfândegas da Província de Maputo fazem um balanço positivo das actividades do primeiro trimestre, no qual alcançaram 6.4 mil milhões de Meticais, contra 5.4 previstos.

O ministro dos Transportes e Comunicações espera que a captação de dados nas escolas de condução reduza o tempo de espera na marcação de exames. O Governo diz ainda estar a fazer reformas para melhorar o sistema de atendimento ao público.

Desde Dezembro do ano passado que não são impressas as cartas de condução no país. Um problema que, para o Governo, já tem uma solução à vista depois de se anunciar uma nova empresa para o efeito. Mas o problema não fica por aí, há descontentamento face ao tempo de espera para a marcação de exames.

“Estamos a trabalhar para resolver o problema da demora emissão das cartas de condução. Os exames feitos nas escolas de condução poderão refletir-se directamente ao nível do INATRO, igualmente a primeira marcação dos dados poderá ocorrer nas escolas de condução”, disse Janfar Abdulai.

Uma medida que, segundo o ministro dos Transportes e Comunicações, passa também pelo melhoramento do sistema de atendimento ao público e introdução de um sistema integrado.

“As reformas dentro do INATRO estão a acontecer e vamos começar a ver também a questão dos sistemas para melhor atender ao público e o sistema de gestão de processos”, avançou o ministro dos Transportes e Comunicações.

Entretanto, sem avançar datas, Abdulai garante que algumas das soluções indicadas são para breve.

O projecto de instalação de uma estação meteorológica será implementado em 108 distritos até 2024. Esta iniciativa, lembre-se, visa alertar as comunidades com antecedência sobre os eventos climáticos.

Moçambique está entre os países mais vulneráveis aos desastres naturais, notando que os eventos climáticos extremos são cada vez mais frequentes. Diante desta realidade, o Governo impõe desafios de estender a informação meteorológica para todos os distritos do país.

“Os distritos precisam de ter a informação em primeira mão sobre os eventos climáticos que podem assolar o próprio distrito. Por esta via, o Governo está a mostrar claramente o seu cometimento em relação à preocupação que tem em alertar as comunidades com antecedência, para que possam precaver-se e adoptar formas de resiliência de forma atempada”, disse Janfar Abdulai.

Por sua vez, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) diz que o acesso à informação em tempo recorde vai ajudar outros sectores a tomarem medidas de precaução. “A informação meteorológica é de consumo multissetorial e cada sector, a partir do momento que tem essa informação, passa a actuar na prevenção e, por via disso, teremos sucesso na redução do número de óbitos”, disse Adérito Celso, director-geral do INAM.

Uma vez que as perdas de vida que são na sua maioria causadas por desabamento das infra-estruturas, as comunidades deverão receber técnicas para melhorar as suas construções, segundo avançou o INAM.

A informação foi avançada esta sexta-feira, durante a reunião de avaliação da época chuvosa e ciclónica 2021/2022.

Nas últimas 24 horas, 578 amostras suspeitas foram testadas em todo o território nacional, 15 das quais acusaram positivo para o Coronavírus. Trata-se de nove moçambicanos e seis estrangeiros, segundo avança o Ministério da Saúde (MISAU).

Através de um comunicado de imprensa, as autoridades de saúde esclarecem que “a Cidade de Maputo, com seis casos (40% do total de casos de todo o país e uma Taxa de Positividade de 1.89%) e a província de Cabo Delgado, com cinco casos (33.3% do total de casos de todo o país e uma Taxa de Positividade de 23.81%)”, foram as regiões com mais contágios.

Os infectados são seis mulheres e nove homens, com idades entre 23 e 65 anos. “A nível nacional, a Taxa de Positividade e a Taxa de Positividade Acumulada, situaram-se em 2.6% e 17.09 %, respectivamente”, explica a Saúde.

Desde o início da pandemia, 225.485 indivíduos foram infectados em Moçambique. Deste número, 225.116 são casos resultantes de transmissão local e 369 importados. Actualmente há 90 casos activos da doença.

No período em análise, houve registo de dois casos de recuperação, todos na província da Zambézia.

Entre quinta e sexta-feira, um paciente foi internado, mas nenhum teve alta hospitalar, contabilizando, agora, cinco doentes sob cuidados médicos. “Três destes pacientes estão sob oxigenoterapia”, anunciou o MISAU.

Moçambique continua sem registar óbitos por COVID-19 e, por isso, o cumulativo permanece 2.201.

A previsão do tempo para esta  sexta-feira indica que as três regiões do país enfrentarão temperaturas entre 24 e 34 graus Celsius de máxima.  A cidade de Maputo  será a mais quente de hoje, com 34 graus.

Na região centro, as urbes da Beira, Chimoio, o Tete e Quelimane poderão registar temperaturas máximas de 28, 26, 33 e 29 e  mínimas de 19, 16, 20 e 19 graus Celsius, respectivamente.

De acordo com a Meteorologia, as cidades de Nampula, Pemba e Lichinga poderão registar temperaturas máximas de 29,29,24 e mínimas de 18,20 e 9 graus.

Para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, no sul do país, prevêem-se máximas de 34, 30, 29 e 29 e mínimas de 19, 18, 20e 19 graus Celsius,

Adicionalmente, o INAM prevê ocorrência de chuvas  em algumas capitais provinciais do país.

O Hospital Central de Maputo (HCM) tem défice de enfermeiros, sendo que dos cerca de 2500 necessários, conta, actualmente, com cerca de 750.

Assim, um enfermeiro atende entre 40 a 50 doentes ou até mais para realizar todos os procedimentos de enfermagem. E esta foi a principal reclamação da classe no Dia do Enfermeiro.

A informação foi avançada pela directora de Enfermagem do HCM, durante o evento em que dezenas de enfermeiros daquela unidade hospitalar, no meio a cânticos, marcharam para marcar a efeméride.

“Precisamos de 2500 profissionais para responder com dignidade aos nossos pacientes, e essa é uma das nossas dificuldades. Esse défice faz com que as condições do nosso trabalho não sejam das melhores”, lamentou uma enfermeira.

Apesar dos desafios, a classe, que entende que os enfermeiros são a ponte de todos os cuidados, devido aos diversos procedimentos que realizam, comprometeu-se a continuar com o seu trabalho.

Farida Urci, directora clínica do HCM, disse que a direcção da maior unidade sanitária do país, não está alheia às reclamações do grupo, reconhece e de tudo faz para melhorar as condições de trabalho da “classe que mais permanece ao lado do paciente”.

“É graças a vocês que o tratamento e diagnóstico têm sido positivos para os pacientes que vocês cuidam. Reconhecemos o vosso esforço, temos tentado fazer o máximo que podemos para melhorar as condições de trabalho”, reconheceu a médica, para depois apelar para que “continuem a executar a vossa actividade com qualidade e humanizada como têm estado a fazer”.

Durante a celebração, houve reconhecimento dos enfermeiros que, durante os momentos difíceis que o país atravessou por conta da pandemia da COVID-19, não mediram esforços para salvar vidas.

 

MUNICÍPIO DE MAPUTO DISTINGUE MELHORES ENFERMEIROS

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo reconheceu os melhores enfermeiros dos hospitais na capital do país.

Vanda Lissenga foi uma das enfermeiras distinguidas. No momento da menção honrosa, lágrimas não faltaram, a justificação é que é a primeira vez que recebe um reconhecimento igual, e acredita ter recebido por mérito.

“Este prémio significa que eu devo continuar a trabalhar e a tratar com todo o amor e carinho os meus pacientes que tanto adoro e vou continuar a zelar pela saúde deles”, prometeu.

Januario Nhavoto foi também distinguido e, para si, o prémio é para todos os profissionais que, com amor e zelo, de tudo fazem para cuidar dos doentes e salvar vidas, melhorar a saúde das pessoas e levar sorriso às famílias.

Já o supervisor de enfermagem, Isaías Mucovela, não deixou de lado as acusações feitas a esses profissionais sobre as cobranças ilícitas, lamentou que alguns colegas optem por essa prática, principalmente nas maternidades e apelou para a denúncia de todos os casos desviantes, para que os infractores sejam punidos.

+ LIDAS

Siga nos