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O País – A verdade como notícia

Apesar do aumento de casos de COVID-19, nos últimos dias no país, munícipes da Cidade de Maputo continuam a ignorar o uso da máscara em locais com aglomeração. Actualmente, as novas infecções rondam entre os 80 a 100 por dia.

É comum notar que, em vários locais com aglomerados, na Cidade de Maputo, as medidas de prevenção da COVID-19 começam a ser deixadas de lado. Nos estabelecimentos comerciais, até os baldes de água e sabão que eram comuns nas entradas foram removidos. É como que se estivesse voltado à normalidade. Nos principais mercados, o uso da máscara é ignorado.

“Eu tenho noção de que os casos estão a aumentar, estou sem máscara agora, simplesmente porque me esqueci”, justificou Linda Felismina, interpelada à sua saída de um estabelecimento comercial sem máscara.

Linda Chirindza, outra munícipe, explica-se: “eu nunca tive aquela doença, só ouço dizer por aí que há COVID, mas nem se quer sei como se manifesta”.

No Mercado Fajardo, ainda existe um tanque de água para a desinfecção, mas já sem torneiras e, talvez por isso, é ignorado por quem passa. Lídia Albino avança hipóteses: “Muitos já não usam máscaras, então já não lavam as mãos também porque pensam que a COVID-19 já não existe”.

Por outro lado, há quem opte por manter a máscara como seu principal aliado, por temer ser contaminado. “O apelo que deixo aos demais é que continuem a usar máscaras, pois a COVID-19 ainda é uma realidade. Noutros países, este vírus está a causar muitas mortes, então devemos usar não somente a máscara, mas cumprir todo o protocolo sanitário”, apelou Nurat Feliciano.

Recorde-se que o último decreto presidencial prevê o uso obrigatório da máscara em todos os locais com aglomerados e nos transportes semi-colectivos de passageiros.

Os transportes semi-colectivo de passageiros, vulgo “chapas”, passam a custar cinco Meticais a mais em todas as rotas urbanas no Chiveve a partir desta semana. A decisão foi tomada na semana finda, no decurso de uma recente sessão ordinária da Assembleia Municipal, pela força dos votos da Renamo e da Frelimo, que se juntaram para dar aval à proposta dos transportadores que era de cinco Meticais.

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), bancada da Assembleia Municipal que votou na contraproposta da edilidade, que era um aumento de quatro Meticais, viu a sua pretensão gorada, uma vez que não reuniu votos suficientes, já que a Frelimo teve 14 votos e a Renamo obteve 12, totalizando 26 votos contra os 22 do MDM.

Assim, a rota mais barata na cidade da Beira passa a custar 15 Meticais, contra anteriores 10, e a mais cara são 30 Meticais.

As novas tarifas vão “sufocar ainda mais. Já era difícil suportar 10 ou 25 Meticais, devido ao elevado custo de vida e, agora, imagine desembolsar 30 ou 50 Meticais por dia, para suportar passagens de ida e volta durante 30 dias e a ganhar o nosso salário mínimo. Será insuportável, mas também os transportadores têm razão, porque os preços dos combustíveis estão constantemente a subir e vamos mesmo ficar sufocados”, afirmou Celso Rafael.

Os transportadores, que em finais de Maio passado paralisaram as actividades para pressionar a aprovação da nova tarifa, facto que vinham solicitando desde o início deste ano, devido aos aumentos constantes dos preços dos combustíveis, afirmaram que a medida vai aliviar a pressão que vinham sofrendo, “porque já vamos conseguir combater os encurtamentos e vamos combater os desvios de rotas”, garantiu Américo Massicuane, presidente da Associação dos Transportadores da Beira.

O Município da Beira, através do seu presidente, Albano Carige, garantiu que será implacável, a partir desta semana, na fiscalização das actividades dos transportadores. “A nossa Polícia Municipal estará muito atenta, principalmente nos actos de encurtamento de rotas, que têm sido o lema dos transportadores. Solicitamos aos passageiros para denunciarem os indisciplinados.”

Refira-se que a última vez em que a tarifa dos “chapas” foi actualizadaf na cidade da Beira foi em 2018.

A empresa Aeroportos de Moçambique está a recuperar-se dos efeitos da COVID-19. A garantia é de Ercília Mucavele, directora Comercial da instituição que, no entanto, não respondeu se as contas da empresa saíram ou não do vermelho.

No balanço feito no primeiro semestre de 2020, a gestão da empresa Aeroportos de Moçambique apresentou prejuízos na ordem dos 22 milhões de dólares americanos por conta da COVID-19. No entanto, de lá para cá, houve relaxamento das medidas, ao que questionamos a representante da empresa sobre a actual situação financeira dos Aeroportos de Moçambique.

“A empresa tem estado a recuperar-se dos efeitos da pandemia. Com o relaxamento das medidas restritivas, temos vindo a registar a retoma gradual dos voos. O tráfego está a aumentar e as companhias que usam os nossos aeroportos têm vindo com um número considerável de passageiros. Hoje (referindo-se a sexta-feira), assistimos à retoma da Turkish Airlines, faltando, neste momento, o regresso da South African Airways”, disse Ercília Mucavele, mas, quando questionada se as contas saíram ou não do vermelho, a dirigente foi de poucas palavras: “estamos a trabalhar, estamos a trabalhar”.

Quanto ao Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi, localizado em Chongoene, na província de Gaza, a gestora diz que ainda está em estudo o plano para a sua rentabilização. “A infra-estrutura está operacional, tem um voo semanal da nossa companhia de bandeira (LAM) e está em curso um trabalho para trazer mais operadores para aquele aeroporto. Além desse voo, o aeroporto tem recebido voos particulares.”

Recentemente, o Chefe de Estado deu orientações para a garantia da sustentabilidade do aeroporto de Nacala. Sobre o assunto: “Está a ser feito um trabalho de contactar companhias que possam escalar aquele aeroporto e várias actividades estão em curso nesse sentido. Agora, temos cinco voos semanais para aquele aeroporto”, explicou.

A dirigente falava à margem da cerimónia de lançamento de um serviço exclusivo de atendimento privilegiado a utentes do Aeroporto de Maputo, designado Meet and Assist.

Cerca de três mil alunos de seis localidades do distrito de Chibabava, em Sofala, deixam de estudar, a partir de amanhã, debaixo das árvores e em salas construídas na base de material local, pois entram em funcionamento seis novas escolas, com 30 salas convencionais e resilientes, construídas no âmbito de reconstrução pós-ciclones.

As seis escolas foram construídas graças aos esforços do Governo moçambicano e da República Popular da China, este último que financia o Programa do Mecanismo de Recuperação do PNUD, que está a ser levado a cabo pelo Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclones.

Os beneficiários, intervindo nas inaugurações das referidas escolas, agradeceram pelos esforços do Governo e o seu parceiro, tendo afirmado que estavam bastante orgulhos e satisfeitos, pois “aquele sol, aquela chuva, aquele vento e aquela poeira que penetrava nas nossas salas, onde nos sentávamos no chão, que eram improvisadas debaixo de uma árvore ou construídas na base de material local, como caniço, capim e estacas, passaram para história”, indicou Carmona Canda, um dos líderes da localidade de Hamamba, distrito de Chibabava, local onde foi erguida uma das seis escolas, devidamente apetrechada com carteiras, sistema de abastecimento de água e painéis solares.

Carmelita Namashulua, ministra da Educação e Desenvolvimento Humano que inaugurou as escolas, afirmou que aquelas infra-estruturas escolares, construídas com capacidade para suportar ventos extremos, vão contribuir para reforçar a necessidade de se criar “um sistema educativo justo, inclusivo, eficiente e eficaz”.

A capacidade de cada uma das seis escolas em referência é de 750 alunos, mas, neste momento, só estão inscritos cerca de 450 alunos em cada uma, “por isso todo o esforço deve ser feito no sentido de mobilizarmos mais crianças e, particularmente, raparigas; que possamos ter pelo menos três turnos e que os nossos jovens, pais e encarregados de educação possam participar no processo de alfabetização e educação de adultos”.

A expectativa do governador de Sofala, Lourenço Bulha, é que as seis escolas venham a responder aos anseios da população local na obtenção de competências nucleares “de leitura, escrita, cálculo, análise e interpretação de textos, dotando os alunos de capacidade para compreenderem e interpretarem os fenómenos naturais e sociais, bem como a aquisição de habilidades para a vida”.

Trata-se de uma investigação que foi liderada pelo Instituto Nacional de Saúde (INS) e o Instituto Nacional de Estatística (INE). O relatório revela ainda que os maiores causadores dessa violência são antigos e actuais parceiros íntimos.

Intitulado inquérito sobre violência contra a Criança em Moçambique, o estudo revela que as mulheres são as principais vítimas de violação sexual no país. Descreve o estudo que uma em cada sete mulheres e um em cada doze homens sofreram violência sexual antes dos 18 anos.

No referido estudo, foram incluídas quatro formas de violência sexual nomeadamente: toque sexual indesejado; tentativa de sexo forçado; sexo coagido ou pressionado e sexo fisicamente forçado. Alguns participantes, no estudo, revelaram terem passado por mais de um incidente da mesma forma de violência sexual ou por mais de uma forma de violência sexual.

Segundo o documento, responderam ao inquérito 878 homens e 2.129 mulheres. Do universo, entre as mulheres que sofreram violência sexual na infância 39,1% tiveram o primeiro incidente com idades entre os 14 e 15 anos e 40,7% entre os 16 e 17 anos. Já os homens, 75,5% sofreram o primeiro incidente com idades entre os 16 e 17 anos.

Entre as mulheres, os agressores comuns do primeiro incidente de violência sexual foram os actuais ou antigos parceiros íntimos com uma percentagem de 60,3% dos casos, outros tipos de agressores com uma percentagem de 24,3% e um amigo, colega de classe ou escola com percentagem de 20,1%.

Entre as mulheres que sofreram violência sexual na infância, uma em cada quatro indicou que estava presente mais do que um agressor durante o primeiro incidente.

A investigação realizada pelo Instituto Nacional de Saúde e pelo Instituto Nacional de Saúde revela ainda que prevalece o receio de denunciar casos de violência no país. Sendo que entre as mulheres e os homens que sofreram violência sexual na infância, apenas 32,2% das mulheres e 28,7% dos homens contaram a alguém sobre a sua experiência.

O relatório descreve que os agressores tendem a ser indivíduos com cinco ou mais anos de idade em relação a vítima e que as agressões acontecem na sua maioria de noite, tendo-se ainda registado uma considerável percentagem de casos que ocorreram de dia.

No estudo 1.101 participantes consentiram fazer o teste de HIV, sendo que 35 testaram positivo. Cinquenta e sete participantes reportaram terem tido previamente um diagnóstico positivo para o HIV.

Como consequência desses actos, os investigadores revelaram que as mulheres entre os 18 e os 24 anos de idade que sofreram violência sexual na infância foram propensas a ferirem-se intencionalmente e revelaram ter pensado no suicídio.

Trata-se de um inquérito realizado em 2019 e que foi divulgado esta semana. É o primeiro estudo do género a ser realizado num país de Língua portuguesa e os investigadores acreditam que a investigação pode auxiliar o Governo na elaboração de políticas sobre o fenómeno.

Um Baleia com cerca de 10 metros de cumprimento foi achada morta na orla marítima da praia de Palane, em Quelimane. Não se sabe ao certo o que é que terá causado a morte do mamífero. As autoridades, na companhia de populares, estiveram no terreno na manhã deste domingo para respectiva incineração.

À nossa reportagem, o delegado do Instituto de Investigação Pesqueira na Zambézia, Daniel Mualeque, fez saber que o animal pode ter saído do canal e encalhado num banco de areia, depois de arrastado pela força das ondas.

Daniel Mualeque diz que quando a baleia sai do canal, geralmente morre por asfixia, mas adianta que existem várias outras causas que podem contribuir para a morte das baleias.

Por volta das nove horas as autoridades iniciaram com o processo de incineração do animal. Já que não se sabendo das causas de morte, não pode ser consumido.  Entretanto quando o “O País” chegou ao local, foi possível notar alguns cortes com sinais claros de uso de instrumentos como faça.

Quase 10 anos depois da aprovação da lei que proíbe a venda e o consumo de bebidas alcoólicas nas escolas e nas proximidades de instituições de ensino, a prática continua. Só no primeiro trimestre deste ano lectivo, foram reportados 18 casos de alunos envolvidos em consumo de drogas, oito dos quais foram expulsos.

Aldo Nhamposse, que tem 16 anos de idade e frequenta a décima classe na Escola Secundária da Polana, teve o seu primeiro contacto com o álcool em convívios familiares quando ia provando as sobras dos copos. E foi desenvolvendo a prática. Pouco tempo depois, começou a consumir com amigos e colegas na escola. O aluno conta que, quando decidiu deixar o vício, enfrentou a tentação do corredor da morte.

“Colocavam um líquido num pano e convidaram-me para ir inalar, alegando que ia ajudar-me a ter ânimo para as aulas de Educação Física, mas eu recusei. Um meu amigo tentava convencer-me a consumir com ele, mas continuei a recusar”, contou Aldo.

“Corredor da morte” é um nome atribuído a uma das partes da Escola Secundária da Polana. No local, alunos juntam-se para fumar, consumir bebidas alcoólicas e outras drogas. O local é tido como local perigoso, à medida que, depois do consumo de drogas, os alunos intimidam quem passa, incluindo professores.

No “corredor da morte”, pequenas gangs disputavam a supremacia e controlo do local como se de um território que precisasse de ser conquistado se tratasse. Elki Francisco, também estudante naquela escola, explica como funcionava.

” Sempre que passasse daqui, encontrava pessoas aos grupinhos aqui a fumar e a bebe. Todas as sextas-feiras havia lutas na escola “.

O director da escola, Filipe Alfiado, explica que o corredor da morte foi uma criação de alunos que se aproveitaram do afastamento do local para fumar, beber e outras práticas fora da disciplina. O corredor da morte já ganha novo rosto, os grafites que ostentavam os nomes das referidas gans, dão espaço a um branco de remodelação e mais, detalha o director.

” Colocamos lá uma sala de aulas. No mesmo local temos uma biblioteca e um lugar onde os alunos praticam aulas de produção agropecuária e ainda o gabinete do polícia interno, porque nós temos um polícia que nos ajuda”.

O mau comportamento de alunos derivado do consumo de álcool e outras drogas é um assunto que continua a preocupar a sociedade moçambicana a todos os níveis.

O Ministério da Educação alocou a polícia para ajudar as escolas a fazer o controlo e de acordo com dados dessa unidade, só no primeiro trimestre deste ano lectivo, dois estudantes forram expulsos da Escola Secundária da Polana e outros seis na Escola Secundária Josina Machel, na cidade de Maputo.

Em algumas escolas problemáticas alocamos um polícia, chefe de sector, em casos de encontrarmos alunos a consumirem drogas e outros estupefacientes, entregamos o caso a direção da escola e de lá são tomados os passos subsequente” explicou Vladimiro Muchabje, do departamento de Policiamento comunitário na Cidade de Maputo.

O Director da Escola Secundária Josina Machel, Orlando Dimas, diz que o problema do consumo de álcool e outros tipos de drogas é muitas vezes atribuído as instituições de ensino, como se fossem as responsáveis pelos comportamentos derivados da prática, o que a seu ver não deveria ser dessa forma, pois considera ser um problema social.

” Se quisemos atacar o problema de consumo de álcool, temos que atacar na generalidade, olhando para a estrutura da sociedade e questionar o que tem feito. Será que somos bons exemplos? Como pais, será que não somos nós mesmos que incentivamos os nossos filhos quando nos dias de festa somos nós que dizemos que podem tomar um pouco porque o ambiente é festivo?”, questionou.

Sobre este argumento, a psicóloga Selma Ricardo explica que a proximidade entre as escolas e estabelecimento de venda de bebida alcoólica pode ser um factor de influência.

“O problema não está apenas no consumo, mas no acesso. As crianças não bebem nas barracas, andam com bebidas e drogas nas pastas, elas têm pontos e sítios para fazer isso nas escolas. Não temos como ter uma lei operacional com este tipo de dificuldades. Antes de criarmos uma lei, temos que apurar se temos ou não condições fazer cumprir aquela lei, porque do contrário, é apenas um papel.”

Em Setembro de 2013, o Conselho de Ministros aprovou um regulamento que no número um do seu quinto artigo, alínea e) declara que:

“É proibida a venda e consumo de bebidas alcoólicas nas escolas e nas imediações dos estabelecimentos de ensino. (citação directa /grafismo)”. Sendo que entende Imediações de escolas como “a distância de 500 metros ao redor das escolas”.

Mas, o cenário em algumas escolas contradiz a lei. A Escola Secundária Estrela vermelha é disso exemplo. A menos de 100 metros, no mercado Estrela, bebidas alcoólicas são comercializadas sem nenhuma atenção ao facto de ter-se uma escola em frente.

No caso da Escola Secundária Josina Machel, a polícia tentou em 2018, encerar as barracas, mas, não teve sucesso.

Estre as escolas tidas como problemáticas, destaque vai para as secundárias Josina Machel, Estrela Vermelha, Polana, Francisco Mayanga e Kisse Mavota.

O Ministério da Saúde (MISAU) divulgou, esta sexta-feira, 98 novos casos de infecção pela COVID-19 no país, resultantes de 874 testes realizados nas últimas 24 horas.

A Cidade e província de Maputo foram as regiões com mais casos registados, com 39 e 36, respectivamente.

O MISAU diz que dos infectados, 95 são de indivíduos moçambicanos (96.9%) e três são estrangeiros (3.1%). Ao todo são “51 indivíduos do sexo feminino (52%) e 47 do sexo masculino (48%)”, esclareceu.

Os novos pacientes têm idades que variam entre três e 80 anos.

A partir desta sexta-feira, Moçambique passa a contar com um cumulativo 226.975 contágios por COVID-19. Deste número, 226.606 são casos de transmissão local e 369 importados. Neste momento, o país tem 541 indivíduos ainda com o vírus no organismo.

Ainda no período em causa, 60 pessoas recuperaram-se da COVID-19, na Cidade de Maputo (42) e nas províncias de Gaza (16) e Nampula (02).

Três pessoas foram internadas e igual número teve alta hospitalar, contabilizando 22 pacientes sob cuidados médicos nos centros de tratamento para pessoas com a doença.

“Apraz-nos informar, também, que no período em análise não notificamos nenhum óbito de paciente infectado pela COVID-19, mantendo-se, assim em 2.209, o cumulativo de pessoas que perderam a vida, em Moçambique”, lê-se numa nota da instituição.

A 31 de Maio, o Conselho de Ministros deu um prazo de 15 dias para que a Comissão de Inquérito criada pelo Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) apresentasse resultados sobre os erros detectados no livro de Ciências Sociais da 6ª classe.

Falando no actual “briefing”, o porta-voz da sessão, Filimão Suaze, disse que o Executivo tomou conhecimento de terem sido constatados alguns erros no manual em referência e que havia sido criada uma Comissão de Inquérito com a tarefa de trabalhar de forma célere para que fossem levantadas causas que terão levado a que o livro apresentasse gralhas.

Neste sentido, e depois de identificados os culpados no processo, “deverá ser feita a necessária e oportuna responsabilização. Esta comissão destacada tem até 15 dias para trabalhar e trazer resultados”, disse na altura.

A Comissão de Inquérito tinha até hoje, 16 de Maio, o prazo para apresentar os resultados, mas tal não aconteceu.

Espera-se que, nos próximos dias, Carmelita Namashulua e sua equipa se pronunciem sobre o trabalho efectuado para averiguar o que esteve por trás dos erros que indignaram a sociedade moçambicana.

Além de ter criado a Comissão de Inquérito, o MINEDH retirou o manual e suspendeu a Comissão Nacional de Avaliação do Livro Escolar e o director do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação.

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