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O País – A verdade como notícia

A unidade sanitária de KaTembe foi certificada para implementar a Estratégia de Atendimento Integrado às Doenças de Infância. A certificação resulta do facto de o centro de saúde em causa ter cumprido os requisitos propostos para o efeito, como a disponibilidade de pessoal e de medicamentos para o tratamento das doenças comuns em crianças.

O Ministério da Saúde certificou, esta quarta-feira, o Centro de Saúde de KaTembe para implementar a Estratégia de Atendimento Integrado às Doenças de Infância (AIDI), por ter cumprido requisitos para o efeito.

“O processo de acreditação implica que esta unidade sanitária [de KaTembe] tenha cumprido os requisitos para a implementação da Estratégia de Atendimento Integrado às Doenças de Infância. Os padrões definidos são a disponibilidade de pessoal treinado para atender a crianças, principalmente menores de cinco anos; disponibilidade de medicamentos definidos para o tratamento das doenças mais comuns em crianças; disponibilidade de equipamento específico para implementar a AIDI e que tenha tido apoio técnico e supervisão nos últimos seis meses”, explicou Gizela Zambujo, representante do Ministério da Saúde.

Segundo Alice de Abreu, vereadora de Saúde e Accão Social no Município de Maputo, as doenças que causaram preocupações às crianças menores de cinco anos de idade, durante o ano de 2022, são a pneumonia, que afectou 15 247 crianças; as doenças diarreicas, que resultaram em 8753 casos; a malária que causou 1398 casos e a disenteria com 740 casos.

“Registámos, em 2022, um total de 200 mortes e esta certificação visa reduzir a mortalidade infantil em menores de cinco anos de idade. Esta unidade sanitária de KaTembe foi acreditada e esperamos que responda aos anseios da nossa população”, disse Alice de Abreu, vereadora de Saúde e Accão Social no Município de Maputo.

Assim, passam para três as unidades sanitárias certificadas para o atendimento de menores sendo o Centro de Saúde de Chamanculo, Polana Cimento e, agora, o Centro de Saúde de KaTembe.

O Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane, quer celeridade na criação de evidências científicas para responder a doenças endémicas e pandemias. O desafio foi lançado, hoje, ao novo director-geral do Instituto Nacional de Saúde (INS), Eduardo Samo Gudo, que assume o cargo em sucessão a Ilesh Jane, que agora é vice-ministro da Saúde.

O surto de cólera que se alastrou para seis províncias e a COVID-19 no país são algumas das emergências de saúde pública e de maior preocupação, que o Primeiro-Ministro quer ver combatidas.

“O nosso país sofre actualmente o triplo fardo de doenças, caracterizado pela persistência das doenças infecciosas endémicas, surgimento de infecções emergentes e aumento de doenças não transmissíveis, incluindo o trauma”, explicou Maleiane.

Para o Primeiro-Ministro, é preciso criar antecipadamente evidências científicas para responder a quaisquer ameaças de saúde pública, pois “num contexto sanitário e epidemiológico complexo, a evidência científica é indispensável para a formulação de políticas a nível do Governo, assim como a tomada e implementação de acções pelo sector de saúde junto da sociedade em geral”.

O desafio foi lançado a Eduardo Samo Gudo, que passou a assumir, desde esta quarta-feira, o cargo de director-geral do Instituto Nacional de Nacional de Saúde.

O empossado assume o cargo em sucessão ao actual vice-ministro da Saúde, Ilesh Jane, e disse que está ciente dos desafios.

“As recomendações foram claras – devemos garantir que o INS mantenha um papel chave.” O Primeiro-Ministro quer uma instituição inovadora, mais criativa em relação às suas competências, nomeadamente, a geração de evidências científicas e para a vigilância epidemiológica”, disse o novo director-geral do INS.

Na ocasião, foi também empossada a antiga directora nacional para a Área de Laboratórios de Saúde Pública, Sofia Viegas, para o cargo de directora-geral-adjunta do Instituto Nacional de Saúde.

A chuva tornou mais difícil a circulação em alguns bairros na cidade de Chimoio, em Manica. A degradação das vias acentuou-se com a água estagnada. Os munícipes estão indignados e exigem solução. A edilidade pede paciência.

Com os cânticos, os munícipes da cidade de Chimoio, em Manica, manifestaram-se por conta da precariedade das vias de acesso.

O problema acentuou-se com a chuva dos últimos dias, o que, além de buracos, condiciona a transitabilidade.

De acordo com os munícipes, a circulação em alguns bairros da urbe está cada vez mais difícil. “As pessoas passam, mas a água chega até à cintura. Estamos a pedir ao nosso presidente Ferreira para arranjar essa estrada; não existem ruas na cidade de Chimoio, todas estão degradadas, estamos a pedir quem de direito para reverter a situação”, pediu Nico Luís, munícipe de Chimoio.

Das zonas em estado precário, os bairros cinco e 25 de Setembro são os mais críticos. “Aqui, quando chove, a água pode até chegar ao joelho e, para passar, é difícil”, acrescentou Lázaro Salomão, munícipe de Chimoio.

O presidente do Município de Chimoio, João Ferreira, disse que há um trabalho em curso para resolver o problema e pediu paciência “aos nossos queridos munícipes porque não é possível fazer tudo no mesmo dia. Vamos trabalhar, o que interessa é que estamos aqui para trabalhar. Como podem ver, as máquinas já fizeram 10km de estrada na nossa cidade com boa qualidade que até agora não tem buracos”.

Ferreira falava, esta terça-feira, no lançamento da primeira pedra para resselagem de uma via de mais 10 quilómetros, no bairro da Vila Nova.

A selecção nacional de basquetebol sénior masculino assegurou, ontem, a qualificação para o Afrocan 2023 ao derrotar a sua similar do Zimbabwe, por 71-59, em jogo da finalíssima do torneio de apuramento da zona VI para a competição reservada aos atletas que evoluem nas respetivas competições internas.

Foi uma vitória de raça, do querer e de superação depois dos problemas que o conjunto orientado por Milagre “Mila” Macome enfrentou desde à preparação até a deslocação ao Zimbabwe. Nas vésperas do decisivo jogo, a delegação moçambicana passou por momentos conturbados com uma ordem para deixar o hotel em que estava hospedada por falta de pagamento de taxa de participação orçada em USD 13 mil. Os jogadores e treinadores superaram tudo. Convocaram o patriotismo e colocaram o país pela segunda vez no Afrocan, depois da qualificação para a prova arranca em 2019 após vitória sobre a Zâmbia por 71-60.

Terça-feira, o combinado nacional condicionou os zimbabweanos, controlando o primeiro quarto, etapa na qual liderou com o parcial de 26-19. No segundo quarto, a selecção nacional de basquetebol procurou fugir no marcador, mantendo uma diferença de oito pontos: 17-9 ao cabo desta etapa.

A pontuação baixou, no terceiro quarto, com os orientados pelo “coach” “Mila” a contabilizarem 13 pontos contra 18 do Zimbabwe.

Com o jogo controlado, Moçambique liderou o derradeiro quarto com um parcial de 15-13. Em termos individuais, destaque para Elves “Stam” Honwana que foi o melhor cestinha com 18 pontos em 34:11 minutos na quadra. “Stam” concretizou 7 em 15 lançamentos de campo (46.7%) e 4 em 8 tiros exteriores (50% de aproveitamento).

Pio “Lingras” Matos, com 13 pontos em 23:39 minutos na quadra, e Ismael “Timo” Nurmamad, com a mesma pontuação durante os 26:43 em que permaneceu em campo, estiveram também em destaque.

A “folha do jogo” aponta para 25 em 56 lançamentos de campo concretizados pela equipa, perfazendo uma média de 44.6%, contra 22 em 58 do Zimbabwe (37.9%). Nos tiros exteriores, a selecção nacional converteu 10 em 23 (43.5%), enquanto os anfitriões concretizaram 5 em 20 (média de 25%).

Com 11 lançamentos livres convertidos em 40 tentados, uma média de 45.8%, Moçambique não esteve melhor neste capítulo em relação ao seu adversário que teve registo de 10 em 19 (média de 52.6% de aproveitamento).

O Zimbabwe foi mais forte na luta das tabelas com 42 ressaltos dos quais 29 defensivos e 13 ofensivos, contra 37 do nosso país sendo 26 defensivos e 11 ofensivos.

A selecção nacional marcou 20 pontos em situações de bolas perdidas, enquanto o Zimbabwe contabilizou 15. Outrossim, Moçambique fez melhor aproveitamento de situações de contra ataques com 9 pontos marcados contra dois do Zimbabwe. Nas segundas bolas houve equilíbrio: sete pontos concretizados por Moçambique e seis pelo Zimbabwe.

O presidente da Associação de Juízes, Carlos Mondlane, defende que o país deve adoptar medidas arrojadas para combater eficazmente o terrorismo e o branqueamento de capitais. Já Abdul Nurdin e João Nhampossa dizem que as autoridades não se podem deixar pressionar pela necessidade de tirar Moçambique da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional, violando direitos fundamentais do cidadão.

Depois dos pronunciamentos do Presidente do Tribunal Supremo, Adelino Muchanga, esta segunda-feira, que propôs, entre outros, o uso de meios invasivos para obtenção de provas contra o branqueamento de capitais, o presidente da Associação de Juízes reagiu esta terça-feira.

Carlos Mondlane defende que não se pode combater o terrorismo com base no direito comum, em que os direitos fundamentais são bastante salvaguardados, muito acima dos interesses de toda a nação.

“Quando o Estado usa mecanismos de direito comum, do direito civil, para procurar dar resposta ao terrorismo, muitas vezes não logra resultados positivos, porque o direito comum é o garante dos direitos, liberdades e garantias e, perante isto, o Estado não tem como concorrer de igual para igual que o terrorismo. Nós temos que saber encontrar uma resposta, no mínimo, criativa, para fazer o enfrentamento do fenómeno terrorismo”, explicou Carlos Mondlane.

O presidente da Associação de Juízes explica o seu posicionamento baseado em exemplos de países como a França e os Estados Unidos, onde, depois de eventos catastróficos ligados a acções terroristas, foram tomadas algumas medidas mais robustas que, de certa forma, restringiram as liberdades dos cidadãos daqueles países, mas para salvaguardar os interesses supremos e a segurança da nação.

Já o jurista Abdul Nurdin diz que em nenhuma circunstância se deve violar os direitos fundamentais dos cidadãos, em nome de um interesse nacional.

“A proposta avançada pelo Presidente do Tribunal Supremo, particularmente sobre a não necessidade de obtenção de uma autorização judicial para ser efectuado qualquer tipo de buscas ou até prisão preventiva, isto de forma clara vem violar grosseiramente os direitos fundamentais do cidadão”, disse.

Para Nurdin, mais do que reformas legais, é preciso aplicação efectiva da legislação existente para que o país não assista a um retrocesso legal.

“Até o final de 2022, Moçambique não tinha nenhum processo de branqueamento de capitais efectivamente julgado ou com a sentença transitado em julgado. Isto traz a realidade de que, na verdade, não estão a ser usados os mecanismos que se encontram ao nosso dispor.”

João Nhampossa, por seu turno, falando esta segunda-feira, durante o programa Noite Informativa, disse que falta vontade das autoridades no combate aos crimes transnacionais.

“É um problema, no meu entender, de preguiça das instituições de justiça e investigação e outro sobre corrupção. No que concerne à investigação do branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, o SERNIC, o Gabinete Central de Combate à Corrupção, o próprio judiciário, os recentes relatórios apontam que são altamente corruptos. Então, como é que estas instituições que têm capacidade investigativa sobre estas matérias, sendo corruptas, podem investigar?”, questionou Nhampossa.

Cerca de 20 mil pessoas, o equivalente a mais de cinco mil famílias, estão sitiadas no distrito de Marracuene, na Província de Maputo, em consequência das cheias e inundações que se registam no país.

Embarcações artesanais são o único meio de ligação entre o bairro Cumbene e a vila-sede do distrito de Marracuene.

Para Sérgio, residente local, a situação em que a comunidade vive é deplorável: “A situação é lamentável; há muita gente em Cumbene que não consegue sair e depende de barco”.

Outras pessoas só saíram de casa para enfrentar a água e foram levadas ao colo para o barco por razões de força maior. “Eu, por exemplo, vou lá em missão de serviço, o que me torna difícil chegar lá e estou neste local há trinta minutos à espera; não sei a que horas vai chegar o barco”, referiu Marcelo Dias, que saiu da vila-sede para Cumbene.

A chuva continua um pouco por todo país e, em Marracuene, já isolou os postos administrativos de Machubo e de Marracuene-sede, bem como as localidades de Bobole, Ngalundi e Macaneta.

“Há mais de 20 mil cidadãos moçambicanos, o correspondente a mais de cinco mil famílias, a enfrentar dificuldades. Começámos ontem (segunda-feira) a minimizar os problemas dessas pessoas, dando-lhes bens alimentícios e faremos isso ao longo desta e próxima semana.”

As águas que inundaram Marracuene não são só da chuva, como também do transbordo do rio Incomáti.

Mais 80 professores reformados reivindicam enquadramento salarial na nova Tabela Salarial Única. São professores que aguardam pelas suas reformas e estão a receber salários com base na tabela antiga. Dizem que em 2022 foram enquadrados na nova TSU, receberam o mês de Outubro daquele ano, mas a dado momento tudo foi  cancelado.

As marcas da destruição provocada pelas chuvas são visíveis em quase todos os pontos da cidade de Maxixe.

As chuvas intensas que caíram na região sul do país nos últimos dias, aliadas às descargas que ocorrem nos países vizinhos, causaram danos severos na rede de estradas da província de Inhambane, o que condicionou a transitabilidade em algumas estradas que atravessam as bacias hidrográficas dos rios Save, Nhanombe e Mutamba.

Em comunicado enviado ao “O País”, a Administração Nacional de Estradas em Inhambane refere que há troços que se encontram na situação de transitabilidade condicionada, nomeadamente:

Estrada Nacional Número Um no troço entre Lindela e cidade da Maxixe, por galgamento da plataforma e desabamento do talude do lado direito, no sentido Sul-Norte, zona do “Mademo”, na cidade de Maxixe;

Estradas R444 de Massinga ao distrito de Funhalouro, cruzamento da EN1 em Mutamba no distrito de Jangamo, por ocorrência de poças de água ao longo da via.

Estrada de Maxixe ao distrito de Homoine, até distrito de Panda, por erosão das bermas, próximo ao campo de futebol da vila de Homoine, à jusante das valas de drenagem na Vila de Homoine, e do km 12, na localidade de Chizapela;

Estrada de Chicuque até Monguê, por galgamento da plataforma e surgimento duma cratera profunda na margem direita no quilómetro 3, no sentido Maxixe/Monguê e erosão à jusante do aqueduto do quilómetro 3;

Da EN1 até à Vila de Inhassoro no sentido Vila de Inhassoro/Nhamabw, por erosão do encontro Norte e do leito da valeta do pontão no quilómetro 1,5;

A EN222: Mapinhane Mabote por alagamento dos vários pontos e ocorrência de lama;

Estrada R483: Inharrime/Panda por galgamento do drift de Inhassune, pontos da plataforma danificados e ravinas profundas no quilómetro 14.

A ANE refere ainda que há equipas técnicas no terreno a monitorar a situação e a avaliar os danos, estando em curso intervenções que visam assegurar a transitabilidade, enquanto decorrem acções de mobilização dos equipamentos e materiais para a reposição dos danos ocorridos nessas estradas.

A vila de Nova Mambone, no distrito de Govuro, província de Inhambane, e a vila-sede de Machanga, em Sofala, estão em risco de inundações, nas próximas 24 ou 48 horas, devido ao aumento da água do rio Save, em consequência da chuva.

Segundo a Administração Regional de Águas do Sul (ARA-SUL), nas primeiras horas desta terça-feira, o rio Save registava mais de um metro acima do nível de alerta (6.66 contra 5.50m) e a chuva continuava a cair.

As autoridades recomendam que a população abandone, imediatamente, as zonas propensas a inundações, evite a travessia de rios e sejam retirados equipamentos e bens para as zonas seguras.

PONTE PROVISÓRIA SOBRE O RIO SAVE SUSPENSA

A Administração Nacional de Estradas (ANE) suspendeu a transitabilidade na ponte provisória sobre o rio Save, por motivos de segurança.
A medida deve-se ao facto de a água do “Save” estar a corroer a terra numa das encostas junto à infra-estrutura.

Como alternativa para a continuidade da circulação, a ANE vai abrir a antiga ponte, que estava fechada para obras de reabilitação.

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