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O País – A verdade como notícia

Nove pessoas morreram vítimas de acidente de viação, entre as quais quatro da mesma família. No “minibus” sinistrado na província de Gaza, seguiam 23 passageiros, tendo dois contraídos ferimentos graves.

Minutos após o acidente de viação mortal, circularam imagens captadas na zona de Mapapa, no distrito de Chókwè, província de Gaza. No local, nove pessoas perderam a vida e outras 14 contraíram ferimentos ligeiros e graves.

O camião que carregava cana-de-açúcar saia do interior das machambas e colidiu como um semicolectivo, ao aceder a Estrada Nacional Número Um.

“O semicolectivo de passageiros, devido a este impacto que se sucedeu aqui, dá para ver que vinha em excesso de velocidade, mas, em princípio, a causa fundamental deste acidente de viação é a ausência ou a falta marcas reflectivas neste veículo pesado de mercadorias. O camião sinistrado quase ficou intacto e não tem mesmo reflectores luminosos no segundo atrelado”, contou Gelson Madija, agente da Polícia de Trânsito, na província de Gaza, que acompanhou o sinistro.

O “minibus”, também envolvido no sinistro, ficou totalmente destruído. Seguiam a bordo 23 passageiros, nove acima da lotação prevista, o mesmo número de pessoas que perderam a vida.

Os sobreviventes contraíram ferimentos e foram levados para o Hospital Rural de Chókwè e 12 já tiveram alta hospitalar.

“Esses 12 pacientes foram estabilizados e depois tiveram alta hospitalar por apresentarem ferimentos ligeiros. Tenho também a salientar que, na casa mortuária, deram entrada nove óbitos, dos quais seis de sexo feminino e três de sexo masculino. Neste momento, foram reclamados seis corpos e os restantes três ainda não vieram os seus familiares para os reclamar”, avançou Madalena Sevene, directora do hospital local.

O responsável do Serviço de Urgências do Hospital Provincial de Xai-Xai, para onde os dois feridos graves foram transferidos, disse que os dois pacientes se encontram fora de perigo.

“Trata-se de uma senhora e outro é um senhor; a senhora tem ligeiras lesões; o senhor é que está mais ou menos grave.”

Inácio Pires, residente de Mapapa, acompanhou, na noite desta quarta-feira, o momento do sinistro e ajudou a socorrer as vítimas. No seu entender, faltam lombas na estrada.

“Esta estrada precisa de lombas; há quase três semanas fomos tirar um outro ‘minibus’, que entrou num canal do regadio e morreram todas as pessoas.”

O delegado provincial do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO), em Gaza, reconhece que é preciso tomar medidas, mas a colocação de lombas, para já, está fora de hipótese.

“Existem regras para a colocação de lombas. A questão importante é o respeito da velocidade estabelecida e o respeito da sinalização horizontal e vertical. Como podem notar, é uma estrada ainda em construção e já está sinalizada. Portanto, havendo respeito pelas normas, sem negligência, acreditamos que o factor acidente de viação pode ficar de fora.”

A Estrada Nacional Número 101 liga a vila de Macia e o distrito de Chókwè, na província de Gaza. A rodovia, concessionada à Rede Viária de Moçambique (REVIMO), está a ser reconstruída. Em menos de três semanas, registou dois acidentes de viação trágicos que causaram a morte de 20 pessoas. O óptimo estado da via é apontado como o que está a propiciar a velocidade excessiva, facto que tem colocado em perigo a vida das pessoas que usam aquela via.

O artigo 49 do decreto 47/2006, datado de 26 de Dezembro, estabelece que a Bandeira Nacional deve ser içada em locais como Presidência da República, Palácio da Ponta Vermelha, Assembleia da República, Gabinete do Primeiro-Ministro e respectiva residência oficial, tribunais e Conselho Constitucional, Ministérios, gabinetes dos governadores provinciais e respectivas residências, escolas públicas e privadas, direcções e serviços provinciais, entre outras instituições.

Entretanto, o jornal O País presenciou, hoje, factos contrários nas direcções tuteladas pelo Conselho Executivo Provincial e Serviços Provinciais de Representação de Estado em Tete.

A maior parte destas instituições e residências protocolares de governantes não tem bandeira nacional hasteada.

Em algumas instituições, onde havia bandeiras hasteadas, as mesmas apresentam-se em mau estado de conservação e com cores alteradas, conforme documentam imagens.

Situação semelhante também foi verificada na Escola Secundária Francisco Manyanga, em Tete. A bandeira nacional encontra-se completamente rasgada, mas o jornal sabe que as instituições de ensino recebem financiamentos que visam arcar com as despesas internas através do programa Apoio Directo às Escolas (ADE).

Perante os factos, os munícipes entrevistados pela nossa equipa de reportagem lamentam o mau uso dos símbolos nacionais. Vão mais longe e afirmam que a sociedade precisa de resgatar o respeito pelos valores da soberania nacional.

Contactámos as instituições de inspecção que velam pelas áreas no Conselho Executivo Provincial e Representação de Estado em Tete, mas ninguém se mostrou disponível para falar sobre o assunto.

Vinte e sete estudantes moçambicanos vão beneficiar-se de bolsas de estudo para frequentar o ensino superior em França, concedidas pelo Projecto Mozambique LNG, operado pela TotalEnergies. Os estudantes seguiram viagem na tarde de hoje.

Os estudantes partiram ontem para França, onde, entre outros, vão frequentar cursos como Engenharia, Administração, Marketing, Gestão de Empresas e Informática.

Segundo a vice-presidente de Assuntos Corporativos da TotalEnergies, o processo de selecção dos jovens foi a nível nacional, onde foram apurados jovens de oito províncias, com destaque para dois de Cabo Delgado, concretamente do distrito de Palma.

Jenifer Cheveia explicou tratar-se da terceira fase, sendo que “nos últimos três anos, contando com o grupo avançado hoje (quinta-feira), já são 68, como uma das contribuições da empresa no âmbito da sua responsabilidade social”.

As bolsas são resultado da parceria da TotalEnergies com a Embaixada da França.

Os jovens, que vão frequentar o ensino superior, vêem nisso uma oportunidade para transformar suas vidas, mas não põem de lado a necessidade de, depois de concluir os cursos, regressar ao país e usar as suas valências para o desenvolvimento de Moçambique.

Dos 27 estudantes beneficiários, 14 são meninas e 14 jovens rapazes.

O Fórum de Monitoria do Mecanismo de Revisão Periódica Universal dos Direitos Humanos da ONU em Moçambique (FMMRPU) lançou, esta quinta-feira, na cidade de Maputo, as iniciativas do engajamento das organizações da Sociedade Civil. Trata-se de um conjunto de acções que visam o fortalecimento do papel da participação activa da sociedade civil nos mecanismos internacionais, regionais e nacional dos direitos humanos através de programas de intervenção directa e indirecta.

Na ocasião, o director-executivo do FMMRPU, Sousa Chele, destacou a necessidade de envolvimento de todos segmentos da sociedade para o melhoramento da dignidade humana no país.

Por sua vez, o Vice-ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Filmão Suaze, reconheceu que prevalecem alguns desafios, que atrasam a promoção dos direitos humanos e garantiu o comprometimento do Governo para a promoção do bem-estar dos cidadãos.

Financiado pela Embaixada da Noruega em Moçambique, o conjunto de iniciativas decorrerá sob lema “Juntos Impulsionando o Papel da Sociedade Civil no UPR da ONU em Moçambique”.

 

Filimão Suazi diz que o Governo está a resolver todas as exigências da Associação Médica de Moçambique dentro dos prazos apresentados. O Porta-voz do Governo reagia assim, após os pronunciamentos feitos ontem, pelos médicos, sobre o não avanço das negociações.

Continuam as divergências entre o Governo e os médicos sobre o cumprimento de todas as preocupações do caderno reivindicativo.

Se por um lado, a Associação Médica diz não estar a ver avanços, por outro, o Governo diz estar a resolver todos os pontos dentro dos prazos previstos.

“Como Governo estamos a trabalhar e posso assegurar-lhe que aquilo que foram as promessas do Governo estão a ser cumpridas dentro do tempo” disse Filimão Suazi.

O porta-voz do Governo, que é também vice-ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos falava esta quinta-feira, à margem da cerimónia de lançamento das iniciativas de engajamento da sociedade civil, na promoção dos direitos humanos.

“Nos últimos anos a sociedade civil em Moçambique progrediu significativamente nos campos de protecção e promoção dos direitos humanos, assim como no engajamento do mecanismo. Por isto, e nossa perpectiva que esta iniciativa que testemunhamos o seu lançamento público permita maior engajamento da sociedade civil, na monitoria da implementação através do desenho de ações e estratégias claras e objetivas que buscam colmatar os desafios dos direitos humanos no país ” disse Luís Bitone, presidente da Comissão da Comissão Nacional dos Direitos Humanos.

Por seu turno, o vice-ministro da justiça diz que deve haver maior interação entre o Governo e a Sociedade Civil para a promoção dos direitos humanos.

As iniciativas de engajamento da sociedade civil tem por objectivo fortalecer a sua intervenção na promoção dos direitos humanos, particularmente em áreas afectadas por conflitos.

Assinala-se esta quinta-feira o quadragésimo oitavo aniversário do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP).

Na Cidade de Maputo, a efeméride foi marcada pela deposição de uma coroa de flores na Praça dos Heróis Nacionais e por uma saudação à ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, pelos agentes penitenciários que, na ocasião, pediram o reforço da vigilância e da segurança nos estabelecimentos penitenciários, a olhar para a última tentativa de assalto a um estabelecimento prisional, em Namaacha, na Província de Maputo, que culminou com a morte de um agente, esta semana.

Por seu turno, a ministra da Justiça disse reconhecer a fragilidade e apelou aos agentes penitenciários para serem mais actuantes no seu papel de garantir a reabilitação de quem precisa nos estabelecimentos penitenciários.

Este ano, as celebrações decorrem sob o lema “48 anos garantindo a execução de penas e reabilitação do recluso”.

Decorre em Maputo a Conferência Nacional sobre Diálogo Social e Negociação Colectiva do Trabalho. No evento, o Ministério do Trabalho e parceiros discutem soluções que possam fazer do ambiente laboral um lugar de paz.

A ministra do Trabalho e Segurança Social destacou a importância do diálogo social como um atractivo de investimentos no país.

A conferência decorre num contexto em que o país vive a segunda fase da terceira greve dos médicos e sob críticas à função pública pelo atraso no pagamento de salários.

Margarida Talapa reiterou que o Governo se compromete a promover o diálogo social que, segundo disse, se encontra mergulhado, também, num contexto de recuperação devido aos impactos da COVID-19, das mudanças climáticas e eventos naturais que ciclicamente assolam o país, impactando a massa laboral.

A cerimónia de abertura do evento que decorre sob o lema “Promovendo o diálogo social” contou com quadros do Ministério do Trabalho e Segurança Social, CTA, e outros parceiros da área laboral nacionais e internacionais, que procuram soluções práticas para a alcançar os objectivos subentendidos no tema.

Duas pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas num acidente envolvendo duas camionetas em Quelimane, na noite desta quarta-feira, na Estrada Nacional Número 10.

O sinistro aconteceu às 22 horas e as vítimas mortais eram ocupantes da camioneta, que seguia em direcção a Quelimane e transportava laranjas.
Segundo contou uma testemunha, o acidente deveu-se a uma tentativa de contornamento de obstáculo. “Nós estávamos a vir de Mocuba e partimos às 16 horas. O carro estava a andar normalmente. Mas, quando chegamos aqui, havia dois carros estragados e, quando tentámos contorná-los, um carro que vinha de Mocuba embateu contra o nosso. Morreram dois jovens e houve cinco feridos”, disse Clementina Fernando.
Os óbitos e os feridos foram levados ao hospital mais próximo, segundo avançou a testemunha ouvida pelo “O País”.

Nove pessoas morreram num acidente de viação grave havido na noite desta quarta-feira na localidade de Mapapa, em Chókwè, província de Gaza.

Além de mortos, há também dois feridos graves que foram evacuados para o Hospital provincial de Xai-Xai.

A Polícia aponta como causa preliminar do acidente o corte de prioridade por parte de uma camioneta uma viatura de transporte de passageiros.

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