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O País – A verdade como notícia

Não há nenhum moçambicano entre as mais de duas mil vítimas mortais do sismo no Marrocos. Vivem naquele país da África Ocidental dois moçambicanos que viveram os efeitos do fenómeno natural mas saíram ilesos. 

Houve pânico na noite de sexta-feira em várias cidades do Marrocos, cujos momentos foram captados por vídeos amadores.

No país assolado pelo trágico sismo, com um saldo, para já, de acima de duas mil mortes, vivem apenas dois moçambicanos, um dos quais contou ao “O País”  que também viveu momentos de pânico.

Jurista de profissão, Lumbela e o outro moçambicano residente no Marrocos estão bem mas lamentam as vítimas mortais do sismo, algumas das quais pessoas que conheceram. 

Há vários edifícios reduzidos a escombros em diferentes cidades.

Duas pessoas contraíram ferimentos, entre graves e ligeiros, enquanto celebravam a conquista dos Mambas, no Estádio do Nacional do Zimpeto.

O Estádio do Zimpeto estava literalmente pintado de vermelho, a cor dos Mambas. E durante os festejos efusivos houve registo de queda de pessoas. Marilia Rodolfo, médica em serviço nos Serviços de Urgências do Hospital Central de Maputo, confirmou ao Jornal O País as ocorrências.

Tivemos dois casos de traumas, um deles foi estabilizado no próprio estádio de imediato pela equipa de emergência que lá estava. O paciente em causa teve contusão da coxa após quedas das bancadas, este foi estabilizado e dado alta no local. Aqui, a nível do banco de socorros, tivemos a entrada de um paciente vítima de trauma, queda das bancadas, que evoluiu como uma contusão do tornozelo, e este paciente está neste momento internado na ortopedia.

O paciente ferido com gravidade continua a receber cuidados médicos e fora de perigo conforme garantias prestadas pela nossa fonte. 

Este paciente está estável e em observação, neste momento não poderei avançar quando e que terá alta, o facto é que continua a ter assistência médica e está a correr tudo bem.

A PRM na Cidade de Maputo reporta que houve alguma agitação no seio dos adeptos que culminou com a destruição de um dos portões do Estádio do Nacional do Zimpeto, detenção de alguns indivíduos que supostamente vendiam bilhetes falsos, mas de resto considera a PRM que houve uma celebração ordeira.

Cerca de 500 pessoas vivem na rua na Cidade de Maputo. Na busca por um lugar para passar o dia e a noite, estão a surgir, a cada dia que passa “favelas” onde vivem essas pessoas, na Avenida Marginal há pelo menos 20 jovens, que construíram lá suas cabanas. 

Com o corre-corre do dia-a-dia, a nova “favela” em surgimento, passa despercebida para alguns, mas quem presta atenção, ao entrar para a baixa da cidade através da Avenida Marginal, logo após o Hotel Southern Sun, consegue com facilidade identificar o local. 

As plantas até escondem, mas no meio delas são visíveis as cabanas improvisadas, feitas à base de plástico, saco e paus. Há lixo no local e é visível a promiscuidade mesmo a céu aberto e durante a luz do dia! 

A situação pode escapar a vista de quem passa por ali, até porque o lugar é privilegiado: vista para o mar e em frente a edifícios luxuosos… 

os moradores do local, sao jovens na sua maioria do sexo masculino, de quando em vez, uma e outra mulher ee avistada no local, sao as parceiras dos residentes, mas nao vivem la, vao apenas assar alguns dias e visitar. outras vivem em lares condignos. 

“O País” conversou com os jovens, Vasco Machava é um dos moradores, tem 25 anos e há cinco vivem naquele local. 

“Eu vivia no bairro central com a minha mãe, depois consegui um emprego e fui arrendar uma casa, na altura ela foi viver em Portugal, eu trabalhava numa empresa de iogurte, fazia entregas nos supermercados, mas perdi o emprego, fiquei sem ter como pagar as contas e vim parar aqui, para não roubar e fazer coisas erradas”, contou Vasco. 

Além dele, vive naquele local, há quatro anos,  Edmilson Mutola que contou que chegou lá depois de desentendimentos com a família, era ladrão e usuário de drogas, decidiu mudar de vida e tem naquele local um espaço de reabilitação. 

Durante o dia recolhe material reciclável para vender, é lavador de carros e também vende cigarros e recargas telefônicas, um dinheiro que segundo o jovem serve para se manter, mas ainda assim vive na rua, apesar das condições. 

“Aqui vivemos a maneira, conseguimos comprar roupa, comida e conseguimos ter o básico, o problema é quando chega o inverno e também, com o banho, tomamos banho na praia, as vezes pedimos os seguranças por volta das três ou quatro horas da madrugada, vamos tirar água  com estes recipientes e tomamos banho aqui”, descreveu Edmilson. 

Os jovens afirmam que não são um perigo para sociedade, apesar dos seus “vizinhos da frente” acharem o contrário, como descreve, também, o município de Maputo, na voz da directora Municipal da Acção Social, Gilda Samuel. 

“Eles são um perigo sim, pois vivem naquelas condições, em caso de fome podem assaltar as pessoas que passam por ali, alguns são usuários de drogas que para alimentar a sua dependência podem ter acções perigosas, contra quem está por perto”. 

Por essa razão, a directora explicou que há ações em curso para tirar as pessoas desses e outros locais, apesar de alguma resistência.

“Este ano e nos anos passados trabalhamos com a polícia municipal e a polícia de protecção para desactivar estas cabanas e consciencializar as pessoas para voltarem às suas casas, eles saem por algum tempo, mas depois voltam isso porque não temos agentes da polícia a controlarem aqueles locais a tempo inteiro, e temos que voltar a passar sempre pelo mesmo processo”, disse. 

Na manhã deste sábado, os moradores deste “pequeno  bairro novo” tiveram uma surpresa inesperada da polícia, onde sete cabanas foram queimadas e destruídas. Como consequência  os moradores perderam parte dos seus bens, falam de roupas, cobertores, alguns utensílios domésticos e material de trabalho. 

Eles confirmam que esta é a quarta-vez que isto acontece. Durante a conversa com Edmilson Mutola e seus amigos, nos foi revelado que, mensalmente, conseguem fazer mais de 10 mil meticais, entretanto, na sua optica, o valor não é suficiente para terem uma casa. 

Eles dizem que só podem sair da rua quando conseguirem um trabalho “condigno” pois eles já trabalharam e têm arte nas mãos. 

“Eu sei fazer muita coisa, trabalho com decoração de casa exterior e interior, damazzini, barramento, tijoleira, tecto falso, já fiz muitas obras na cidade de Maputo, se eu tivesse uma nova chance de ter um emprego que me ajudasse a pagar uma casa, voltaria sem problemas”, sublinhou Edmilson, o morador de rua.

A China proibiu os funcionários do governo  de usar iPhones e outros dispositivos da Apple. A proibição está relacionada com a desconfiança que o país tem da tecnologia, que é norte-americana.

O conflito comercial entre a China e os Estados Unidos da América atingiu um novo patamar. É que os funcionários do governo chinês estão proibidos de usar dispositivos da marca Apple, devido a uma desconfiança que o executivo tem em relação à tecnologia.

De acordo com a imprensa internacional, os funcionários receberam a ordem de proibição em reuniões no local de trabalho.

A proibição surge numa altura em que a China quer reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras e tem forçado as agências governamentais e empresas estatais a substituírem computadores, sistemas operativos e softwares por outros que sejam nacionais.

Pequim poderá estar ainda preocupado com a segurança nacional,  com um eventual acesso a dados sensíveis do governo por parte de entidades estrangeiras

Como consequência desta proibição,  as ações da Apple caíram mais de seis por cento nos últimos dois dias, já que a China é um dos maiores mercados da empresa norte-americana.

A Apple mantém cerca de 90 por cento da sua produção centrada na China

Oitocentas mil pessoas em todo o país poderão ser afectadas por seca e cheias, durante a época chuvosa 2023-2024. Neste período, prevê-se que 280 hectares de terras agrícolas sejam devastadas.

Os dados foram revelados, esta sexta-feira, em Maputo, no Fórum Nacional de Antevisão Climática. O Vice-ministro dos Transportes e Comunicações, Amilton Alisson, fala da ocorrência do fenómeno El Nino durante a próxima época chuvosa.
“Por conta disso, prevê-se uma redução de precipitação na zona Sul e Centro do país. Na zona Norte, teremos uma situação de chuvas como tem estado a acontecer nos últimos anos, com probabilidade de causar cheias.

Bernardino Nhantumbo, do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), fala de alguns distritos da província de Gaza que poderão registar seca moderada a severa, tais como Chibuto, Guijá, Mapai, Mabalane e Massagena.

A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) do Ministério das Obras Públicas e Habitação (MOPRH) prevê que 800 mil pessoas sejam afectadas por cheias e secas, para além de 280 mil terras agrícolas que poderão ser devastadas. Estes números, segundo Agostinho Vilanculos, não incluem a possível ocorrência de ciclones, tal como é comum entre os meses de Outubro e Março, que coincidem com a época chuvosa em Moçambique.

Neste momento, as barragens de todo o país apresentam um nível de armazenamento considerado alto, pelo que, de acordo com a DNGRH, pode haver inundações ou cheias em caso de precipitação, numa altura em as barragens dos países vizinhos também apresentam níveis de armazenamento altos.

É nesta perspectiva que, apesar da previsão de seca na zona Sul, a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos chama a atenção para possibilidade de cheias localizadas no Sul, caso haja chuvas na África do Sul e no eSwatini, com consequente abertura de comportas.

O acidente de viação ocorreu às 16h de ontem, Dia da Vitória, no distrito de Báruè, na província de Manica. Da tragédia, 20 pessoas perderam a vida carbonizadas no interior de um minibus. Das vítimas mortais, duas eram crianças, dez homens e oito mulheres.

Além de mortes, o sinistro feriu três pessoas. A informação  foi avançada, ontem, pelo administrador de Báruè.

“O carro capotou e pegou fogo, muitas pessoas focaram carbonizadas no carro e neste momento vimos 20 corpos que foram transportados para a morgue do hospital distrital de Catandica”, disse à Lusa, em declarações por telefone, o administrador distrital de Barué, naquela província, David Frank.

O acidente terá sido provocado por uma nuvem de fumo, resultante de queimadas descontroladas, que ao invadirem a estrada inibiram a visibilidade do condutor, que chocou com um camião de carga que circulava no sentido contrário, contou um sobrevivente.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, disse, esta quinta-feira, que todo o moçambicano deve consentir sacrifícios pela integridade territorial do país, tal como fizeram os combatentes da luta de libertação de Moçambique. Nyusi falava na província de Inhambane, durante as cerimónias centrais do Dia da Vitória.

O Presidente da República referiu-se à necessidade de preservação da integridade territorial de Moçambique na cidade de Maxixe, província de Inhambane, no âmbito da cerimónia central alusiva ao 7 de Setembro, Dia dos Acordos de Lusaka.

Na ocasião, o Chefe do Estado orientou a cerimónia de condecoração de 30 entidades com a medalha Veterano da Luta de Libertação de Moçambique.  Outras mais de 1100 distinções foram atribuídas a combatentes noutras províncias do país.

Sob o lema “Combatente firme na consolidação da unidade nacional, paz, desenvolvimento e combate ao terrorismo”, o evento juntou cerca de 500 veteranos de luta de libertação nacional e combatentes pela defesa da soberania e democracia.

Durante a sessão comemorativa, Filipe Nyusi justificou que o Governo decidiu que as cerimónias centrais do 49⁰ aniversário dos Acordos de Lusaka iriam decorrer em Maxixe, em Inhambane, como forma de tributo ao sacrifício que a população daquela região consentiu durante a luta de libertação de Moçambique do colonialismo.

“A história universal carimbou que os Acordos de Lusaka estabeleceram a base legal para o Presidente Samora Machel, com a orientação do Comité Central da Frente de Libertação de Moçambique, declarar a independência total e completa de Moçambique no dia 25 de Junho de 1975. O 07 de Setembro é a metáfora da vitória do povo moçambicano sobre a opressão colonial. Foi neste dia que foi esboçado o Governo de transição que vigorou até à declaração de independência nacional. Foi a partir do 07 de Setembro teve a certeza de que teria a sua pátria, a sua bandeira, o seu hino, a sua moeda, a sua nacionalidade e o seu presidente”, disse Nyusi, recomendando de seguida: “Por isso, todos nós temos de erguer, nos nossos corações, a gratidão em reverência às heroínas e aos heróis que, unidos pela sua coragem e sacrifícios, conduziram Moçambique à independência.”

No evento, que durou cerca de duas horas, Filipe Nyusi voltou a destacar o terrorismo como um dos principais desafios nacionais da actualidade. E lembrou que o conflito ainda não acabou.

Antes do arranque das cerimónias centrais, Filipe Nyusi visitou uma exposição fotográfica e uma feira de saúde e assistiu, na sequência, ao desfile de combatentes.

Os Acordos de Lusaka foram assinados no dia 7 de Setembro de 1974, em Lusaka, capital da Zâmbia, entre o Estado português e a Frelimo, com o objectivo de conquistar a independência de Moçambique, proclamada por Samora Machel a 25 de Junho do ano seguinte, isto é, 1975, no Estádio da Machava, Província de Maputo.

MORTE DE BIN OMAR NÃO SIGNIFICA FIM DO TERRORISMO
O Chefe de Estado moçambicano reconhece que a morte de Bin Omar não signifca o fim do terrorismo no país.

Filipe Nyusi anunciou que, dias depois da morte do líder dos terroristas, um outro membro importante do grupo dos terroristas suicidou-se nas matas de Cabo Delegado.

Depois de anunciar a morte do líder do grupo terrorista que actua em Cabo Delegado, desta vez, o Presidente da República reconhece que essa batalha não significa o fim do terrorismo.

Filipe Nyusi pede vigilância e, sobre a rendição de jovens que se filiaram aos terroristas, o Presidente da República não fala de números, mas garante que são muitos os que se entregam às autoridades.

O Chefe do Estado moçambicano pediu ainda a colaboração com a chamada Força Local, para ajudar a proteger as comunidades nas zonas atacadas pelos terroristas.

Uma mulher com gestação complicada e em fase final morreu carbonizada na noite de ontem, no distrito de Nhamatanda, em Sofala, quando a ambulância em que se fazia transportar se incendiou e feriu outros dois pacientes e dois técnicos de saúde, que estão fora de perigo de vida.

A morte trágica ocorreu nas primeiras horas da noite desta quarta-feira. Os técnicos de saúde do hospital local estavam a manusear uma botija que continha oxigénio para auxiliar uma paciente com gestação complicada a respirar, dentro de uma  ambulância, e a botija  explodiu. O fogo rapidamente se propagou pela viatura, onde já estavam acomodados outros doentes com destino ao Hospital Central da  Beira.

Os bombeiros locais foram accionados prontamente, mas a ineficiência dos mesmos não ajudou a salvar a gestante. A viatura dos bombeiros não tinha mangueiras. Desesperados, os familiares e funcionários do hospital tentaram, com recurso à força humana, transportando água nos baldes, apagar o fogo, mas em vão. Os técnicos de saúde não conseguiram socorrer todos os doentes, e a mulher grávida morreu carbonizada.

Dentro da ambulância estavam mais dois doentes e dois técnicos de saúde. O administrador do distrito de Nhamatanda, Adamo Ossumane, garantiu que os mesmos  contraíram ferimentos ligeiros e estão em convívio familiar.

O administrador afirmou que será criada, esta quinta-feira, uma comissão para averiguar as causas do incêndio.

Dentro de dois anos, estará completa a ligação entre as cidades de Angoche e Nampula. O Presidente da República, Filipe Nyusi, lançou, hoje, em Angoche, a primeira pedra para a asfaltagem de um troço de 98 km e falou dos benefícios económicos daquele corredor.

O lançamento da primeira pedra marcou a concretização do sonho de gerações: ver asfaltada o troço de 98 km entre a cidade de Angoche e a vila de Nametil, este último ponto onde terminou a primeira fase de asfaltagem da Estrada Nacional 104, que liga as cidades de Nampula e Angoche.
Serão dois anos e dois meses de trabalho que começa com a remoção de tudo que está no lugar errado ao longo do traçado da estrada.

Angoche é a terceira cidade mais importante na província de Nampula. Fica na parte costeira, onde sai muito pescado, e o distrito em si é grande produtor de arroz. Há anos que decorrem pesquisas de petróleo ao longo deste distrito, por isso a estrada chega num momento oportuno.

Para Filipe Nyusi, a estrada vai dinamizar o desenvolvimento no que é um dos corredores mais importantes na província de Nampula. E dentro em breve, segundo garantiu, vão iniciar-se as obras do porto de pesca em Angoche.
Sobre a Estrada Nacional Número Um, continuam iniciativas de busca de financiamento a nível internacional.
Filipe Nyusi está na província de Nampula para uma visita de trabalho de dois dias.
O Governo de Moçambique e a União Europeia são os financiadores da estrada entre Angoche e Nampula.

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