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O País – A verdade como notícia

Arrancou, hoje, o julgamento de mais 17 indivíduos detidos na marcha da Renamo, na Cidade de Maputo. Sobre eles recaem os crimes de associação para obstruir a via pública, porte de bombas caseiras e vandalização de bens públicos e privados. 

O julgamento dos indivíduos detidos na marcha da Renamo, na Cidade de Maputo, começou pouco depois das nove horas desta terça-feira.

A  audiência, que decorre na Segunda Secção Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, foi vedada à imprensa, mas os familiares dos detidos estiveram presentes na sala. 

Aos jornalistas, os familiares dos réus disseram não entender o motivo da sua detenção. 

Muitos comerciantes na Praça dos Combatentes não abriram totalmente, esta segunda-feira, os seus estabelecimentos comerciais, por receio de mais uma manifestação e que possa gerar violência.

Há, na Praça dos Combatentes, mais conhecida por “Xikelene”, várias lojas e mercearias que vendem vários produtos.

Esta segunda-feira, muitos dos estabelecimentos estavam fechados, alguns semi-abertos com as grades bem encostadas à porta. “O problema é que a gente ouviu que haveria manifestações e por isso não abrimos. De manhã estava tudo fechado, temos receio, sim, desse vandalismo”, disse Sheila Omar, uma das poucas pessoas que ousou abrir o seu estabelecimento.

Há, segundo os comerciantes, pessoas não identificadas que andam em cada estabelecimento a informar da suposta manifestação popular e a instruir que não abram os seus estabelecimentos comerciais.

“Há pessoas que vieram falar-nos que hoje haveria greve, por isso não abri toda a loja. Não sei quem são essas pessoas que vêm dizer isso”, disse Ciza Ibrahimo, comerciante de origem ruandesa”.

Enquanto isso, a Baixa da Cidade de Maputo mantinha-se calma como movimento habitual de várias pessoas.

“Não há receio aqui, na Baixa, não há medo, as pessoas estão bem tranquilas, estamos aqui bem tranquilos como vocês podem depreender.”
Enquanto isso, as autoridades continuam a apelar para não ao vandalismo e desobediência.

Em conferência de imprensa, esta segunda-feira, o porta-voz do Comando da PRM em Nampula, Zacarias Nacute, fez saber que membros e simpatizantes da Renamo fabricaram bombas caseiras e durante as manifestações atingiram um agente da Unidade de Intervenção Rápida que acabou sendo amputado o antebraço, no Hospital Central de Nampula. 

Nacute disse que, com base na inteligência policial, foi possível recolher material explosivo de fabrico caseiro que se acredita que seria usado contra a Polícia. O mesmo material, segundo a Polícia, estava na delegação política da Renamo, na cidade de Nampula.

As autoridades policiais acusam a delegada política da Renamo em Nampula, Abiba Aba e os edis de Nampula, Paulo Vahanle, e de Nacala, Raúl Novinte, de serem os mentores das manifestações violentas da última sexta-feira, pelo que corre contra eles um processo que foi remetido ao Ministério Público com as provas supracitadas, com vista à instrução legal.

Pelo menos 101 pessoas foram detidas nos municípios de Nampula e Nacala e nove polícias feridos é o respaldo da ocorrência da última sexta-feira em Nampula e Nacala.

As chuvas que caem um pouco por toda a zona Sul do país poderão continuar até amanhã. O alerta é do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

As chuvas poderão ser entre moderadas a fortes, acompanhadas de   trovoadas e ventos com rajadas.

O alerta vai para os distritos de Zavala, Inharrime, Jangamo, Panda, Homoíne e cidades de Inhambane e Maxixe, em Inhambane; Matutuíne, Namaacha, Moamba, Magude, Boane, Manhiça, Marracuene, Changalane e cidades de Maputo e Matola, em Maputo; Mandlakazi,Chokwé, Limpopo, Chibuto, Guijá Massingir, Mabalane e cidade Xai-xai, em Gaza.

As províncias de Sofala, Manica, Zambézia e Tete poderão registar chuvas moderadas a fortes entre este domingo e segunda-feira. O alerta é do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

“O movimento de massas de ar frio, do sul para a zona centro do país, acentua a instabilidade atmosférica nas províncias de Manica, Sofala, Zambézia e Tete” , explica o INAM.

As chuvas poderão ser acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, sobretudo nos distritos de Marromeu, Muanza, Cheringoma, Dondo e cidade da Beira, em Sofala; Mossurize, Sussundenga, Macate cidade de Chimoio, em Manica; Chinde, Mopeia, Morrumbala, Milange, Inhassunge, Nicoadala, Derre, Maquival e cidade de Quelimane, na Zambézia; 

Para a província de Tete, os meteorologistas falam de chuvas acompanhadas de trovoadas locais em regimes fraco e moderado.

Doze pessoas deram entrada no Hospital Central de Maputo (HCM) em consequência dos ferimentos contraídos durante as manifestações desta sexta-feira, na Cidade de Maputo, em contestação dos resultados eleitorais. O movimento voltou, sábado, à normalidade.

Dos 12 feridos nas manifestações caracterizadas por lançamento de gás lacrimogéneo, arremesso de pedras e barricadas na via pública, três são mulheres. As agressões físicas figuram no topo dos ferimentos.

“Dessas doze vítimas, duas foram por intoxicação, não se sabe ao centro se foi por gás lacrimogéneo ou por fumo do fogo que lá existia; três foram por feridas provocadas pela agitação que as populações iam fazendo e sete por agressões físicas embora com ferimentos leves. E graças a Deus e aos colegas que estiveram a observar, todos os pacientes tiveram alta ainda na própria sexta-feira”, explicou a médica Maria Augusta Eduardo Sitoe, afecta ao Banco de Socorros do Hospital Central de Maputo.

Depois do cenário de lojas fechadas, sem o habitual comércio informal e movimento que tem caracterizado a Cidade de Maputo, este sábado a vida voltou à normalidade na capital do país, embora ainda com alguns vestígios de queima de pneus na via pública.

Augusto Mabombo foi uma das pessoas que tiveram de suspender as suas actividades no dia das manifestações, no caso, o transporte de passageiros.

Cremildo Mulhovo, vendedor informal, diz que somou prejuízos. “Houve prejuízos, sim, e ficámos sem trabalho, o que quer dizer que passámos fome”.

Os turistas pousavam para fotografias na estátua do primeiro Presidente de Moçambique. E do outro lado da via, era  notável a retoma da actividade comercial.

Os principais bairros periféricos da Cidade de Maputo estavam num ambiente calmo e ordeiro.

A autoridade Reguladora das Comunicações (INCM) lançou, formalmente ontem, no distrito de Salamanga, na província de Maputo, a iniciativa “internet nas escolas”, que visa instalar terminais de internet de banda larga rápida, em 10 escolas técnicas no país, numa fase piloto. Até agora, quatro escolas das províncias de Maputo, Gaza, Inhambane e Sofala já se beneficiaram da iniciativa.

O projecto conta com a parceria da empresa SAMADA, do grupo Starlink, que começou a operar recentemente no país. Na próxima fase, a iniciativa conta abranger mais de 300 escolas no país.

Em cada escola, a Starlink irá instalar uma antena com conexão ao seu satélite, gerando internet com velocidade média de 32.09 mbps.

A cerimónia de lançamento foi dirigida pelo director nacional das comunicações, no Ministério dos Transportes e Comunicações, Horácio Paquínio, que disse esperar ver incrementado o acesso a conteúdos académicos disponíveis no ciberespaço, por parte dos alunos das escolas abrangidas.

Por seu turno, Constâncio Trigo, Administrador do INCM, disse que o projecto “internet na escola” é parte das várias iniciativas de inclusão digital que aquela instituição está a levar a cabo para massificar o acesso à internet, nomeadamente a abertura de praças e bibliotecas digitais, em vários municípios do país.

O sector da Educação na província de Maputo dentro de dias vai distribuir brigadas pelas comunidades para identificar crianças com idade para o ingresso na primeira classe e efectuar matrículas domiciliares.

A medida visa abranger o maior número possível de crianças que entram para a escola pela primeira vez, segundo refere a Rádio Moçambique.

A estratégia deverá igualmente servir de catalisador para o alcance das metas estabelecidas de crianças a serem matriculadas para o ano lectivo 2024, fixadas em cerca de 54 mil.

A informação foi avançada ontem na Matola em conferência de imprensa pelo porta-voz do Governo da província de Maputo, Ludgero Gemo, na estreia da décima sexta sessão ordinária do executivo.

Até ao momento foram matriculadas na província de Maputo cerca de 7 mil crianças para a primeira classe para o ano lectivo 2024, num processo que decorre até 30 de Dezembro próximo. 

“Cidadania digital: explorando oportunidades e enfrentando desafios”, da autoria de Celestino Joanguete e Dércio Tsandzana, é o título do livro que será lançado em cerimónia, no próximo dia 1 de Novembro, pelas 16 horas, na Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), na Cidade de Maputo.

Segundo se pode ler na nota de imprensa, “O primeiro do género em Moçambique, este livro é uma contribuição inestimável para o campo em rápida evolução da cidadania digital. Os autores, com vasta experiência em comunicação e tecnologia, abordam questões cruciais que envolvem a era digital, explorando as suas oportunidades e desafios”.

Na mesma nota de imprensa, avança-se que o livro oferece uma análise profunda das implicações da era digital, desde questões de privacidade e segurança até o papel das media sociais e o seu impacto na democracia.

“É uma leitura essencial para académicos, profissionais de tecnologia, políticos e qualquer pessoa interessada em compreender como a tecnologia molda o nosso mundo”, lê-se na nota de imprensa.

O lançamento contará com a presença de Jeremias Langa, como apresentador do livro, Tomás Vieira Mário, na qualidade de comentador, e Salvador Cadete Forquilha, como prefaciador.

“Cidadania digital: explorando oportunidades e enfrentando desafios” foi chancelado pela Ethale Publishing.

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