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O País – A verdade como notícia

Autoridades do ramo da avicultura na província de Maputo estão a restringir a circulação das aves, visando evitar a contaminação pela gripe aviária notificada na província de Inhambane, escreve a Rádio Moçambique.

Neste momento a movimentação desta espécie é feita mediante a apresentação de uma licença às autoridades do sector, onde se avalia o estado de saúde destes animais.

Ao nível das associações, os avicultores estão a intensificar as medidas de prevenção nos aviários, como é o caso de desinfecção e a redução do contacto com as aves.

A presidente da Associação dos Avicultores na província de Maputo, Henriqueta Damas, citada pela RM, explicou que a restrição já está a afectar o negócio e a renda, visto que por conta da situação, houve aumento do preço do pinto no mercado.

O Grupo SOICO está em festa! A STV completou, hoje, 21 anos de existência e a aplicação STV Play, seis anos. O Presidente do Conselho de Administração, Daniel David, celebra o aniversário com gratidão aos colaboradores, telespectadores e parceiros.

Há 21 anos surgiu a STV, um canal com programação diversa, que marcou e continua a marcar gerações. Por isso, há razões para celebrar com um sentido de gratidão.

“Porquê? Porque atingimos a fase adulta. Com 21 anos, já ganhámos asas para voarmos para muito mais longe do que já chegámos”, disse Daniel David.

Para esses voos, o PCA do Grupo SOICO engrandece o papel dos colaboradores e, claramente, dos telespectadores. “Aos telespectadores, porque eles garantem e é essa audiência que é a plataforma fundamental para que os parceiros continuem a investir a sua publicidade connosco e trabalhem connosco na parceria para o crescimento deste projecto, que se chama STV”.

Quinze anos depois de ter surgido o canal STV, há seis anos, o grupo decidiu criar a STV Play, um aplicação que, na altura, levava os conteúdos do canal ao ambiente digital. Mas hoje, a STV Play tornou-se num canal com conteúdos próprios.

“E a STV play vem marcar este aniversário com muita força porque se encontra na convergência de várias formas de transmissão de conteúdo e dar acesso aos nossos conteúdos no tempo do telespectador”, assegurou, acrescentando, aliás, que, na STV Play, “com este aplicação, é possível, também, ter acesso aos conteúdos já passados na STV”.

No passado dia 17 do corrente mês, um pescador encontrou um corpo sem vida na praia dos biques, localizado no bairro de Estoril na cidade da Beira. A vítima era um comerciante informal que vendia moedas estrangeiras, no mercado do goto.

Uma semana depois, o SERNIC chamou a imprensa para explicar que um dia antes do corpo ser achado, a vítima foi solicitada por alguém que pretendia comprar moeda estrangeira. Ele alugou uma moto-táxi e foi ao encontro do suposto comprador, que se encontrava próximo do seu local de trabalho numa viatura.

De acordo com o que o SERNIC apurou, já dentro da viatura, de dupla cabine, ele foi violentado até a morte e o autor ou autores do crime, foram mais tarde atirar o corpo próximo da praia, que se encontrava com sinais de ter sido agredido na parte da cabeça.

A investigação culminou com a detenção de um indivíduo, dono da viatura que alega que no dia em que a vítima foi assassinada, tinha alugado o carro a um cidadão que não conhece, “ como também não conhece o nome da pessoa que alugou a viatura, não tem o seu contacto, não efectuou nenhum contrato com o mesmo. Simplesmente entregou a sua viatura a um desconhecido na expectativa de no dia seguinte o recebesse de volta em troca de 12 mil meticais”, disse Jessie Macamo, porta-voz do SERNIC na Beira.

Importa referir que, no dia em que o corpo foi achado, a referida viatura foi encontrada pelo SERNIC numa oficina, levada pelo proprietário.
“Com apoio dos mecânicos e um serralheiro ele desmontou o assento frontal do passageiro e montou um novo. O banco substituído depois de uma perícia, descobrimos que estava ensanguentado e que houve muito esforço para limpar o sangue, o que nos faz concluir que a vítima foi violentada dentro da viatura e que o móbil do crime foi roubo de moedas nacionais e estrageiras”.
O indiciado recusou dar detalhes sobre a acusação que pesa sobre ele.

Perdeu a vida, esta segunda-feira, aos 41 anos, o actor moçambicano Laquino Fonseca, vítima de doença. Laquino, que se destacou pelo seu papel no filme “O Resgate”, a primeira produção moçambicana a chegar à Netflix, lutava contra uma doença há anos.

Uma terça-feira como nenhuma outra! O dia mal tinha amanhecido e já não se falava em mais nada, senão que Laquino Fonseca já se tinha ido, para sempre. Fãs e amigos inundavam as redes sociais para lamentar e homenagear o actor.Parecia especulação, uma notícia falsa, que, quanto mais era partilhada, mais verdadeira se tornava.

Ao “O país”, a notícia foi confirmada pelo irmão de Laquino, António Fonseca. Era mesmo verdade! O actor principal do filme “O Resgate” não conseguiu negociar por sua liberdade com a doença que o aprisionava há anos.

Laquino contracenou em “O Resgate”, a primeira produção moçambicana a chegar à Netflix. Filmada entre 2017 e 2018, a longa-metragem estreou em 2019, nas salas Lusomundo de Maputo e Matola. O filme rodou também em Angola e Portugal, além de ter sido exibido em festivais no Burkina Faso e no Zimbabwe.

Em 2020, Laquino Fonseca foi diagnosticado com uma hérnia umbilical, uma doença cujo tratamento custava cerca de 170 mil Meticais. O actor principal de “O Resgate” declarou, num programa televisivo, não dispor do valor, e viu-se obrigado a pedir ajuda a amigos e fãs.

Na altura, o facto gerou muito debate em torno da rentabilidade das artes no país. Fonseca obteve ajuda, mas a doença prolongava-se com o tempo.

Em 2022, foi lançada uma campanha para arrecadar os 170 mil Meticais para custear o seu tratamento médico e, em Outubro de 2023, outra campanha foi levada a cabo, porque o actor teve o seu quadro de saúde agravado.

Laquino chegou a precisar, semanalmente, de quase 3600 Meticais para comprar medicamentos. A estrela do “O Resgate” passou as duas últimas semanas da sua vida no Hospital Central de Maputo, internado por causa do seu estado de saúde, onde perdeu a vida, na noite de segunda-feira, aos 41 anos de idade.

Laquino Fonseca ficou conhecido pela sua actuação em várias peças teatrais na companhia de teatro Gungu. Participou também em videoclipes de artistas nacionais. Entretanto, ganhou mais notoriedade pelo seu papel em “O Resgate”, o primeiro filme moçambicano a chegar à Netflix.

Participou em vários programas da Stv, tendo, numa das ocasiões, dito que o seu sonho era ter uma carreira internacional. Sonho concretizado quando Laquino Fonseca participou no elenco do filme “Shaka Zulu”, produzido na vizinha África do Sul. Laquino não escondia também a sua paixão pela música; cantava e compunha.

ELE DISSE “TCHAU” E SÓ MAIS TARDE PERCEBI

Esta terça-feira, familiares, amigos e vizinhos, com expressões incrédulas no rosto, entre lágrimas e soluços, juntaram-se na casa de Laquino, no bairro de Maxaquene, para lamentar e buscar consolo uns nos outros.

Um dos primos próximos a Laquino foi nomeado para falar ao “O país”. Mercídio André acompanhou a batalha de Laquino contra o seu estado de saúde, esteve com protagonista na busca de tratamento e de cura, nos diversos internamentos.

As palavras escasseiam e lágrimas transbordam. Mercído André, primo de Laquino, busca forças e fala de um homem sempre presente, que a doença levou para sempre.

“Crescemos juntos e passamos juntos os últimos momentos, desde o início da sua doença”, confirma.

Mercído foi uma das pessoas que presenciou os seus últimos momentos e lembra-se de uma das suas últimas palavras.

“Fui visitá-lo, ontem, por volta das 17 horas. Lembro-me de algumas das suas palavras que fizeram sentido mais tarde. Ele disse-me ´tchau´ e só mais tarde percebi que era uma indicação clara de que ele já não estava a aguentar”, recordou.

Para os familiares, amigos e vizinhos, apesar da dor, o consolo está na certeza de que não é um “adeus”, mas um “até sempre”.  “Adianta, nós iremos seguir-te. Neste mundo, ninguém veio para ficar”, disse um amigo.

Segundo familiares, as cerimónias fúnebres de Laquino Fonseca poderão decorrer esta quinta-feira, em Maputo. A incerteza deve-se ao facto de estar a organizar o necessário para a realização do evento.
Laquino Fonseca deixa três filhos menores de idade.

Perto de duzentas mil pessoas do distrito de Namuno, em Cabo Delgado, estão a enfrentar escassez de água potável. O número representa pouco mais de 65 por cento  de uma população estimada em 300 mil habitantes.

A administradora do distrito de Namuno, Felisbela Lázaro, disse à Rádio Moçambique, que nas comunidades onde não existem fontes, as famílias recorrem a água imprópria para o consumo, colocando em risco a saúde das pessoas. 

Para minimizar a crise de água, em Namuno, de acordo com a administradora distrital, estão em construção fontes de água potável, cuja prioridade é dada às comunidades mais críticas, escreve a RM.

O sinistro deu-se por volta das 13 horas desta segunda-feira, quando um camião de carga, que fazia o sentido sul-norte, despistou, embateu em três viaturas, derrubou um muro e foi embater numa outra viatura que estava dentro de uma residência, na cidade de Maxixe.

O sinistro causou duas mortes no local, sendo que a terceira vítima perdeu a vida no hospital.

Das vítimas mortais, o destaque vai para o motorista do camião, outro de uma outra viatura que estava estacionada, mas foi violentamente embatida pelo camião, e uma criança que, na ocasião, estava no local do acidente a vender utensílios diversos.

A Polícia da República de Moçambique confirma as três mortes em consequência do acidente e diz que as prováveis causas do mesmo são excesso de velocidade, aliado às deficiências mecânicas do camião de carga.

Entre as vítimas, há outras três pessoas feridas, das quais uma em estado grave, que foram encaminhadas para o Hospital Rural de Chicuque para a assistência médica.

Rompimento de uma tubagem de condução de águas negras no bairros Jardim e o Vale do Infulene, concretamente na zona da 2M, condicionou o trânsito causando o congestionamento nas primeiras horas desta segunda-feira.

No local para além do tráfego, e das águas paradas, algo chama atenção: o cheiro nauseabundo que advém da água. É que são águas negras que segundo os residentes daquele bairro, vem das Cadeias “Civil e BO” e do Hospital Geral da Machava, que após o tubo que transporta as águas ter rompido, estagnaram-se no meio da estrada, condicionado a circulação de peões e viaturas.

Segundo os moradores, a situação vem há três meses, mas agudizou-se no último sábado, quando causou um acidente de viação.

“Aqui já têm covas, e como as águas são escuras não dá para ver nada no sábado um camião que transportava arroz, farinha capotou aqui, e nao deu para recuperar nada, muitas vezes temos assistido acidentes aqui, mas no sábado foi pior, porque levou-se muito tempo para tirar o camião daqui”, contou, Alberto Borges.

Esta segunda-feira, o tráfego intensificou, viaturas ficaram mais de duas horas no engarrafamento para sair dos vários bairros do Município da Matola e entrar na Cidade de Maputo, até porque a polícia teve que interromper o trânsito, precisamente no entroncamento das faixas no sentido Jardim e Joaquim Chissano onde a água se encontra estagnada.

“Estou aqui há mais de duas horas, só para sair do estádio da Machava e entrar no bairro do jardim, não se anda, o que vou fazer a minha volta é usar via portagem para não sofrer aqui, muitos passageiros acabaram descendo para continuarem a viagem a pé, porque estamos a muito tempo parados mesmo”, explicou Raul Manhiça, transportador público.

A situação só ficou normalizada por volta das 11 horas. “O País” entrou em contacto com o Município da Matola, mas este prometeu pronunciar-se oportunamente.

Quatro pessoas encontram-se detidas na Cidade de Maputo, acusadas de raptar um empresário de nacionalidade indiana. Supostamente, o objectivo era cobrar uma alegada dívida de cerca de quatro milhões de Meticais.

O facto aconteceu este sábado, quando uma senhora e três homens foram ter com o empresário indiano para cobrar a suposta dívida e, como forma de o pressionar, segundo o SERNIC, o grupo levou, de forma forçada, o empresário até a uma residência, na Matola. A mulher, que diz ser jurista, nega que tenha raptado o empresário, que é seu cunhado.

“Eu não mandei sequestrar nenhum cidadão indiano. Eu fui ter com ele sozinha, e a pé. Em casa dele, há câmeras, vocês podem ver isso. Eu queria falar com ele, conversar com ele, para cobrar o dinheiro que ele me deve e já há muito tempo que ele não quer pagar”, disse a indiciada, que, segundo o SERNIC, mandou raptar o empresário.

Um dos homens que participou na acção diz ter visto o empresário no carro em que seguiam, mas não sabia que se tratava de um rapto.

“Eu não sei de nada, vi minha patroa conversar com o senhor e, de repente, discutiram, depois entrou no carro, fomos até à casa do irmão dela para conversarmos.”

O SERNIC não explica com clareza as circunstâncias em que ocorreu o suposto rapto, mas Hilário Lole diz que foi com a sua intervenção que o empresário voltou ao convívio familiar.

“Eles mantiveram o indivíduo das oito até por volta das 17h, quando se conseguiu, depois de supostamente entrarem num acordo em que a vítima se comprometia a pagar o valor dentro de uma semana. Entretanto, estamos aqui a falar de um caso em que todas as circunstâncias indicam para a ocorrência de tipo legal de crime de rapto”, explicou Hilário Lole, porta-voz do SERNIC na Cidade de Maputo.  

O caso deu-se no bairro do Alto Maé, na Cidade de Maputo.

A gripe aviária, notificada na província de Inhambane, poderá não ter impacto no Norte do país. O nosso jornal ouviu gestores da maior farma de produção de frango, ovos e pintos em Nampula, que garantem que têm a cadeia completa de produção e não importam ovos da África do Sul.

Trata-se da maior farma de produção de frango de corte na zona Norte do país. Tem a particularidade de ter a cadeia completa que vai da produção de ovos, incubação para a produção de pintos, criação do frango, abate, processamento e distribuição por toda a zona Norte.

Por semana o matadouro processa 90 a 100 toneladas de frango. O facto de terem a cadeia completa, não dependendo do ovo importado da África do Sul, os deixa mais tranquilos. E, por isso, assegura que o preço do ovo e do frango congelado não vai subir, pelo menos em Nampula.

Enquanto isso, as autoridades reforçam o alerta para que os avicultores, pequenos, médios ou grandes, tomem medidas preventivas para evitar a eclosão da gripe aviária em Nampula.

A gripe aviária é altamente transmissível na população avícola e um dos sintomas é a coloração roxa nas patas.  

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