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O País – A verdade como notícia

A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) participou numa acção de limpeza da praia da Costa do Sol.

Esta iniciativa, dinamizada pela Cooperativa de Educação Ambiental Repensar, no âmbito do Dia Internacional da Terra, que se celebrou no passado dia 22 de Abril, contou com a participação de militares da EUMAM MOZ, que se juntaram a esta causa mostrando o seu compromisso com Moçambique.

A acção de limpeza da praia da Costa do Sol contou com mais de 200 participantes, e permitiu remover seis sacos de vidro partido, entre outros resíduos, da praia.

A participação da EUMAM MOZ neste tipo de atividades insere-se num conjunto de ações que visam a proteção do ambiente e a promoção de boas práticas sociais, através da colaboração e cooperação civil-militar (CIMIC) com organizações não governamentais moçambicanas e outras entidades.

O Presidente da República reafirmou a aposta em avançar com a eventual construção de um pipeline a partir do Porto de Maputo para Eswatini, com vista a aprofundar a cooperação bilateral, dinamizar a industrialização e reforçar a segurança energética na região, face ao actual contexto de instabilidade internacional.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reiterou sábado a intenção de transformar Moçambique num hub regional de exportação de energia elétrica e a possibilidade de construção de um pipeline a partir do Porto de Maputo para Eswatini. Estas prioridades estratégicas visam estreitar as relações de amizade e vizinhança, impulsionando a industrialização e a segurança energética na região face à atual conjuntura de instabilidade no Médio Oriente.

O Chefe do Estado moçambicano falava ao término da sua visita de trabalho ao Reino de Eswatini, onde participou nas celebrações do Jubileu de Rubi do Rei Mswati III. O evento assinalou os 40 anos de reinado do monarca, bem como o seu 58.o aniversário natalício, servindo de palco para discussões de alto nível sobre o futuro da cooperação bilateral.

Contextualizando a visita, o governante explicou que a presença moçambicana serviu para homenagear o percurso do Rei, que assumiu o trono em 1986. “Nós viemos a Eswatini no âmbito do convite de Sua Majestade, Rei Mswati III, por dois motivos. Primeiro, é a comemoração dos 40 anos em que ele está no trono, desde 1986, quando tinha 18 anos de idade e foi chamado — na altura ainda estava a estudar na Inglaterra — para assumir o trono depois do falecimento do seu pai; e até hoje passam 40 anos: 1986-2026”, afirmou.

Para além do simbolismo histórico, o Presidente moçambicano sublinhou a componente económica da deslocação, inserida na estratégia nacional de diversificação da economia. 

Segundo o estadista, Moçambique está a posicionar-se como uma solução para os défices energéticos que afectam os países vizinhos, através de investimentos contínuos na capacidade de produção.

Neste sentido, a energia eléctrica surgiu como o ponto central das conversações. “E falámos sobre esse aspecto de Moçambique tornar-se um hub para a exportação de energia elétrica na região, e Eswatini mostrou esse interesse porque realmente tem esse desafio. Quer industrializar Eswatini, tem investimentos em Eswatini, mas o maior desafio é energia eléctrica e a solução está em Moçambique”, esclareceu o estadista.

A agricultura foi também apontada como uma área vital para a aprendizagem mútua. O Presidente da República manifestou o interesse de Moçambique em colher ensinamentos da experiência de Eswatini neste sector, visando aumentar os níveis de produção e produtividade interna para garantir a segurança alimentar das populações.

No domínio da logística, o Porto de Maputo consolidou-se como uma infraestrutura crítica para o país vizinho. O Chefe do Estado revelou a existência de planos para optimizar o transporte de recursos vitais: “E eles acham que, havendo um projecto — por exemplo, a construção de um pipeline a partir do Porto de Maputo, que é mais próximo — fica mais fácil bombear os combustíveis para depósitos aqui em Eswatini”.

Esta necessidade de infraestruturas de transporte de combustível é acentuada pela instabilidade geopolítica global. O Presidente Chapo referiu que, “dada a conjuntura actual da guerra no Médio Oriente”, torna-se imperativo que os países da região equacionem a criação de grandes depósitos e sistemas de bombeamento seguros para salvaguardar as suas economias.

O projecto do pipeline, embora estratégico, seguirá agora para uma fase de avaliação técnica e financeira. “E achamos que é um projecto que é preciso nós sentarmos, fazermos um estudo e, em função disso, depois tomarmos a melhor decisão”, ressalvou o Chefe do Estado, reforçando o compromisso com uma gestão criteriosa dos recursos transfronteiriços.

A finalizar, o Presidente Daniel Chapo reiterou que a visita consolidou os laços políticos e diplomáticos, abrindo portas para uma integração comercial mais profunda através da zona de comércio livre africana.

O objectivo final, concluiu, é o fortalecimento das economias de ambos os países e o bem-estar dos povos moçambicano e swati.

A advogada Thera Dai foi eleita bastonária da Ordem dos Advogados de Moçambique, tornando-se a primeira mulher a liderar a instituição em 32 anos de existência.

Thera Dai, que concorreu pela lista D, venceu o escrutínio com 354 votos, superando o segundo classificado, que obteve 233 votos, num universo de quatro candidatos.

A eleição decorreu num contexto considerado histórico, coincidindo com o mês dedicado à celebração da mulher em Moçambique. No seu primeiro pronunciamento após a vitória, a nova bastonária destacou o simbolismo do momento, sublinhando tratar-se de um marco para a organização e para a classe dos advogados.

“É um marco histórico. Ao fim de 32 anos, surge uma candidatura liderada por uma mulher que se torna vencedora. Fizemos história, num exercício democrático com desafios, mas que culminou na escolha dos advogados. Foi um exercício democrático, com desafios, mas que culminou numa escolha clara por parte dos advogados”, afirmou.

Entretanto, falando em nome dos candidatos derrotados, Samuel Lhavanguana reconheceu os resultados e disse esperar que a nova liderança traga mudanças no funcionamento da instituição. 

Entre os principais desafios apontados estão questões ligadas ao exercício da profissão, combate à procuradoria ilícita, formação contínua e previdência social.

“O escrutínio decorreu dentro das normas estabelecidas e os advogados escolheram quem deve dirigir a Ordem nos próximos três anos. Esperamos avanços em questões como o exercício da profissão, procuradoria ilícita, formação e previdência social. Esperamos que haja melhorias efectivas nesses domínios”, referiu.

Por sua vez, a vice-presidente da Comissão Eleitoral, Béla Littour, fez um balanço globalmente positivo do processo, apesar de alguns constrangimentos registados, sobretudo na cidade de Maputo, onde a abertura das urnas sofreu atraso por razões organizacionais.

“As urnas abriram conforme o programado, com exceção de Maputo, onde, por questões organizacionais, houve atraso, mas o processo decorreu normalmente”, disse.

Com esta vitória, Thera Dai sucede a Carlos Martins e assume a liderança da Ordem dos Advogados de Moçambique para os próximos três anos, com o desafio de responder às principais preocupações da classe e reforçar o papel da instituição no sistema de justiça.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de chuvas fracas a moderadas hoje, segunda-feira, na região Sul do País, após vários dias de tempo instável acompanhado por temperaturas baixas.

Segundo o INAM, a instabilidade registada nos últimos dias está associada à transição do verão para o inverno, um período caracterizado por variações repentinas de temperatura e ocorrência de chuvas ocasionais.

“Para as próximas horas vamos ter bom tempo, mas no final do dia de segunda-feira poderá haver mudanças que podem originar chuva e ligeira descida de temperatura”, explicou sábado o meteorologista Arsénio Mindo.

O instituto sublinha que estas condições são típicas desta época do ano, em que sistemas frontais atravessam a região Sul do País, provocando alternância entre dias quentes e frios.

“Estamos num período de transição do verão para o inverno, por isso há estas oscilações. Em Maio já estaremos no inverno, com temperaturas mais amenas a frias”, acrescentou a fonte.

O INAM apela à população para que continue a acompanhar regularmente as actualizações meteorológicas, de forma a prevenir eventuais impactos associados às mudanças bruscas do estado do tempo.

 

Estações de Serviço estão sem diesel na Cidade de Maputo. Vários condutores que procuram o produto petrolífero estão com viaturas parqueadas e motoristas de semi-colectivos de passageiros receiam o colapso do sistema de transporte público.

Depois de quase uma semana de uma tendência de normalização no abastecimento de combustível, pelo menos na cidade de Maputo, agora há registo de um novo cenário: as estações de serviço não têm diesel.

Uma frentista entrevistada em um Posto de Abastecimento do distrito Municipal da Catembe, descreve o cenário “caótico”.

“Muitos carros que vem aqui aqui, nossos clientes, são movidos a diesel. Agora que não temos diesel, eles não têm vindo abastecer. Conforme podem ver, temos muitos camiões parqueados, estão à espera do diesel chegar para poderem abastecer, já há uma semana”, disse

A situação descrita repete-se em quase todas as estações de serviço da cidade de Maputo, onde condutores de automóveis pesados de carga movidos a diesel, estão parqueados   aguardando por um novo descarregamento do produto que não se sabe quando será feito.

“O abastecimento está normal, só que neste momento não temos diesel, estamos abastecendo a gasolina. Conforme podem ver, não há muito movimento. Não só por ser domingo, mas já a situação está um pouco calma. Só que acabou o diesel à noite, só ficamos com a gasolina”, explicou Ezequiel Muanduala, gestor de estação de serviço

Se a situação continuar pode colapsar o sistema de transporte público de passageiros, uma vez que boa parte dos transportes, com destaque para autocarros de semi-colectivos de passageiros, são movidos a diesel.

“Tem que informar bicho nas bombas. Às vezes a gente trabalha um dia sim, um dia não. Porque um dia tem que ficar nas bombas, um dia tem que trabalhar, um dia vai ficar nas bombas, um dia tem que trabalhar. E tem que perseguir. Quando vem um camião, você tem que seguir atrás. Porque nem todas as bombas têm diesel ao mesmo tempo. Se não houver combustível, vai piorar. Muita gente vai andar a pé”, anteviu Carlos Enoque, transportador semi colectivo.

Há ainda postos de abastecimento sem nenhum dos dois produtos, e os condutores percorrem longas distâncias para fazer o abastecimento. 

“Não vou te mentir, eu estou a vir de longe, Machava. Todo Machava não tem gasolina. Tanto diesel, quanto gasolina. Porque um dia é gasolina, outro dia é diesel. Estamos a passar mal. Chapa está parada em casa, não há diesel, não há nada a todo lado”, lamentou Helder Abacar, condutor.

A falta de Diesel dura já há cinco dias em alguns postos de abastecimento, e os gestores não têm datas previstas para novos descarregamentos.

O Centro de Formação Profissional de Namanhumbir, financiado pela Montepuez Ruby Mining e operado pelo IFPELAC, reabriu na última sexta-feira, 24 de Abril, marcando uma nova fase na capacitação técnica de jovens no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado.

A infra-estrutura havia sido encerrada temporariamente na sequência de actos de vandalização registados em Dezembro de 2024, regressando agora com uma abordagem renovada e foco na empregabilidade e no auto-emprego juvenil.

No âmbito da reabertura, a Montepuez Ruby Mining envolveu a organização Field Ready Mozambique para apoiar a avaliação das necessidades do mercado de trabalho e a introdução de cursos mais alinhados com a realidade local.

Após um estudo preliminar, está prevista uma análise mais aprofundada que poderá resultar na criação de novos programas de formação técnica, ajustados às exigências do sector produtivo.

Entre as principais novidades destaca-se a introdução do curso de informática, apoiado por um novo laboratório equipado com 21 computadores. Esta é a primeira fase de reestruturação curricular do centro, que já oferece formações em electricidade, construção civil, serralharia, canalização, pintura e operação de maquinaria pesada.

Segundo a gestão do centro, a inclusão das tecnologias de informação pretende reforçar competências digitais e melhorar as oportunidades de inserção profissional dos jovens.

Em representação dos formandos, Muemede Chabane agradeceu a iniciativa, destacando a importância da formação tecnológica. “As tecnologias de informação são uma porta de entrada para o futuro e estamos comprometidos em aproveitar esta oportunidade”, afirmou.

Por sua vez, o Secretário Permanente do Distrito de Montepuez, Abudo Carlos, apelou à preservação das infra-estruturas. “Não deixem que este centro seja novamente destruído, pois isso atrasará o vosso futuro”, alertou.

O laboratório de informática irá também beneficiar alunos da Escola Secundária de Wikhupuri, abrangendo estudantes de várias comunidades do Posto Administrativo de Namanhumbir, reforçando o acesso à tecnologia e à qualidade do ensino.

Inaugurado em 2019 no âmbito das iniciativas de responsabilidade social da Montepuez Ruby Mining, o centro já formou 852 jovens em diferentes áreas técnicas e continua a desempenhar um papel central na promoção da empregabilidade, inclusão económica e desenvolvimento sustentável em Cabo Delgado.

Pescadores de ostras em Inhambane enfrentam dificuldades para escoar a produção, numa altura em que a falta de mercado tem provocado perdas e reduzido o rendimento das famílias. Para inverter o cenário, surgem iniciativas que promovem feiras de ligação directa entre pescadores e compradores, numa tentativa de fortalecer a cadeia de valor e dar novo fôlego ao sector.

Pescadores de ostras na província de Inhambane estão a enfrentar dificuldades no escoamento da produção, devido à falta de mercado, situação que tem provocado perdas e redução dos rendimentos das famílias dependentes desta actividade.

As ostras, muito apreciadas na gastronomia moçambicana, representam uma importante fonte de rendimento para comunidades costeiras. No entanto, a pressão crescente sobre os recursos marinhos tem reduzido a sua abundância, afectando directamente a actividade pesqueira artesanal.

“Antigamente tirávamos mapalo… quando é pequeno nós fazemos veda, deixamos crescer e só depois fazemos a abertura quando já está grande”, explicou a pescadora Luísa Arone, destacando práticas locais de conservação.

Com a diminuição das capturas, os pescadores enfrentam também dificuldades na comercialização do produto. Muitos relatam longas deslocações em busca de compradores, sem sucesso garantido.

“Sofríamos com as nossas ostras… levávamos até Macunhe, Vilankulo e outros lugares, mas não conseguíamos ninguém para comprar”, afirmou o pescador Félix Manuel, acrescentando que a situação tem melhorado com novas oportunidades de venda directa.

Este fim-de-semana, foi realizada uma iniciativa que juntou pescadores, compradores e consumidores num único espaço, promovendo o contacto directo e a criação de novas oportunidades de negócio.

A acção enquadra-se num projecto da WWF Moçambique, que pretende dinamizar feiras regulares para fortalecer a cadeia de valor da ostra e reduzir perdas associadas à falta de mercado.

Segundo o representante da organização, Calisto Vilanculos, o objectivo é aproximar os diferentes intervenientes da cadeia produtiva e garantir melhores condições de comercialização.

“A pretensão é fazer a ligação, para que os comerciantes, neste caso, possam ter a oportunidade de interagir também com diversos intervenientes que podem ter interesse na ostra, não só. Sabemos que as comunidades enfrentam algumas dificuldades, por causa das acessibilidades locais onde estão estes recursos, e muitas das vezes elas não conseguem colocar os seus produtos em pontos estratégicos, por causa dessas limitações, dessas áreas. Então, tendo estes produtos numa única área e também tendo vários comerciantes e vários produtores, neste caso, vários comerciantes e vários compradores, é possível ter maior competitividade do processo e vendermos o produto a melhor preço e as comunidades saírem a ganhar e, consequentemente, a resolver os problemas básicos que elas enfrentam dentro das suas famílias”, explicou.

Para além da componente comercial, as comunidades piscatórias estão também a receber formação em técnicas de pesca sustentável e em actividades alternativas de geração de rendimento, com o objectivo de reduzir a pressão sobre os recursos marinhos e garantir a sustentabilidade do sector.

Os moradores e agentes económicos   do Bairro Oito estão revoltados  com a Administração Nacional de Estradas (ANE), após a notificação para a demolição  de casas e empreendimentos em áreas de reservas de estradas até Maio próximo. Por sua vez, Jeremias Mazoio, delegado da ANE, diz que os comerciantes estão numa situação de ilegalidade e  apela ao grupo a conformar-se com a lei.

Meio século depois, moradores e agentes económicos  do Bairro Oito foram notificados a deitar abaixo diversas infra-estruturas dentro dos 30 metros nas bermas da Estrada Nacional Número Um, na baixa de Xai-Xai.

Trata-se de áreas, igualmente assoladas pelas inundações desde Janeiro. Entre questionamentos à mistura de indignação, um vendedor diz que  explora este espaço há mais 25 anos  sob autorização das autoridades municipais  e por isso rejeita deixar o local.

Jeremias Mazoio diz que a medida visa viabilizar o projecto de reabilitação da EN1 na zona de Nguluzane.

Os grupos afectado não concordam com a proposta conjunta da ANE e conselho municipal.

A Cólera continua a fazer vítimas na província de Tete, onde o número de mortes já subiu para 32 desde a eclosão do surto, em Setembro do ano passado. As autoridades de saúde esperam, no entanto, uma redução no número de infecções com o fim da época chuvosa.

Os distritos de Tete e Changara são os que concentram o maior número de casos cumulativos de infecção, contribuindo para que a província se mantenha entre as mais afectadas a nível nacional, com cerca de 30% dos casos registados no país.

De acordo com o chefe do Departamento de Saúde Pública da Direcção Provincial de Saúde de Tete, apesar do cenário ainda preocupante da Cólera, as autoridades sanitárias mostram-se optimistas quanto à redução do número de infecções nas próximas semanas. A expectativa resulta do fim da época chuvosa, aliado ao término da segunda ronda da campanha de vacinação, concluída há duas semanas, nos distritos de Tete e Moatize.

De Setembro de 2025, mais de 2800 casos foram registados na província de Tete.

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