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O País – A verdade como notícia

Municípios formados em proteção social

Os Presidentes dos municípios estão a ser capacitados em Chimoio para reforçar os mecanismos de protecção social face aos choques climáticos. A formação pretende preparar

Municípios formados em proteção social

Os Presidentes dos municípios estão a ser capacitados em Chimoio para reforçar os mecanismos de protecção social face aos choques climáticos. A formação pretende preparar

Vários automobilistas fazem-se à estrada sob efeito de álcool na Cidade de Maputo, segundo a Polícia de trânsito na capital do país. As autoridades apelam aos condutores a adoptarem postura responsável na via pública.

Em esforços para garantir uma transição de ano segura na capital do país, a Polícia de Trânsito afirma que está a trabalhar na sensibilização de automobilistas.

As autoridades fazem um balanço positivo da transitabilidade na Cidade de Maputo e garantem que há condições para manter o ritmo nas horas que se seguem.

A paz efectiva está entre os maiores desejos manifestados pelos cristãos no último domingo do ano. Os cidadãos que acorreram ontem às igrejas esperam um 2024 melhor social, económica e politicamente.

Fecha, hoje, o ciclo de 53 domingos que compuseram o ano de 2023. E porque o último dia dedicado às missas religiosas coincidiu com o dia 31 de Dezembro, vários cristãos acorreram às igrejas para “agradecer a Deus pela protecção prestada ao longo do ano e fazer votos de um ano novo cheio de prosperidade”.  

Ana Fernandes falou ao jornal O País pouco antes de entrar na missa das 10h na Sé Catedral da Igreja Católica, na Cidade de Maputo. Partilhou que é frequentadora assídua das missas de domingos, mas aquele carregava um significado especial por se tratar de um momento “em que venho dizer obrigado ao Criador e à Igreja por tudo quanto aconteceu em 2023 e aquilo que poderá acontecer em 2024 na minha vida e da minha família”.

Já Marla Canda, residente na cidade da Beira e que está de férias em Maputo, afirmou que, apesar de estar longe do seu local habitual de culto, não poderia perder a oportunidade de agradecer pelo ano que teve. “Vim com minha irmã, meus pais e meus sobrinhos para prestarmos o meu obrigado ao senhor”.

Outros agradecimentos e votos de união foram expressos pelos crentes que se juntaram na Igreja Presbiteriana, na capital. Entre eles estava o casal Chamango para o qual, mais do que um simples domingo, 31 de Dezembro foi o dia em que celebram 35 anos de casamento.

“Casamo-nos no dia 31 de Dezembro de 1988, nesta semana igreja, e é uma benção celebrar o nosso aniversário de casamento. 35 anos de casamento significam muita alegria, cumplicidade, amizade e muito diálogo”, afirma Deolinda  Chamango, sucedida pelo esposo Fanuel Chamango, segundo o qual o segredo para tantos anos de convivência são a amizade  e o companheirismo. “A vida a dois é como uma embarcação em alto mar. Há momentos de bom tempo e há momentos de tempestade. O mais importante é saber que o momentos maus são passageiros”.

Na Assembleia de Deus, fizeram-se salvas de palmas alusivo à chegada dos crentes à véspera do novo ano e votos de prosperidade e paz em 2024. “Espero que este país conheça a paz genuína, duradoura e que todos, do Rovuma ao Maputo, sintam”, disse o Pastor Cossa. 

Cinco pessoas morreram, no último sábado, no Hospital Central de Maputo, de um total de quase 500 pacientes que deram entrada nas últimas 24 horas.  Um dos óbitos foi causado por atropelamento.

O último sábado do ano foi agitado na maior unidade sanitária do país. De acordo com o médico-chefe do Banco de Socorro do Hospital Central de Maputo, Justino Madeira, o número aumentou em relação ao ano passado em igual época, em que foram registados 417 pacientes admitidos. Este ano, foram admitidos 481 pacientes.

  “264 entraram pelo Serviço de Urgências de Adultos; tivemos 125 pacientes admitidos pelo Serviço de Urgências de Pediatria; tivemos 26 pacientes admitidos pela clínica especial e três pacientes admitidos pela medicina legal. De referir que, em termos de aumento, foi a custa de aumento de movimento a nível de três serviços de urgência, neste caso o Serviço de Urgências de Adultos foi o que mais teve enchentes. Todos esses três foram vítimas de doença avançada que depois chegaram cá e não resistiram”, explicou, Justino Madeira.

 “E por fim, ainda nesse grupo de cinco óbitos, uma foi vítima de acidente de viação. Trata-se de um indivíduo de 55 anos de idade, que infelizmente foi atropelado e chegando cá foi observado, mas pela gravidade da situação acabou culminando no óbito. Tinha o diagnóstico de traumatismo cranioencefálico grave e politraumatismo.”

 O Hospital Central de Maputo garante haver stock de sangue suficiente para toda a quadra festiva.   

A Polícia da República de Moçambique proíbe o uso de fogos de artifício e objectos pirotécnicos durante a transição do ano na província de Cabo Delgado, por razões de segurança.

A medida deixou alguns cidadãos tristes e desapontados por não poderem festejar a chegada do novo ano com luz e cor,  como é tradicional em quase todo mundo.

A Polícia autorizou o uso de objectos pirotécnicos em apenas oito dos dezassete distritos da província de Cabo Delgado, mas os mesmo só serão permitidos 5 minutos antes da meia-noite e nos primeiros 10 minutos do ano novo, mas apenas em estâncias turísticas ou em locais que vão acolher festas do réveillon 

Além de tirar cor e luz às festas de transição do ano, os cidadãos estão preocupados com a decisão tomada pela Polícia da República de Moçambique por ser um considerado um sinal de que a situação de segurança em Cabo Delgado continua crítica.

A Contagem é regressiva rumo a 2024 e nalguns hotéis da Cidade de Maputo, já se acerta o som, arranjam-se as mesas e os palcos são montados. São os últimos detalhes para que tudo esteja perfeito na grande festa de virada do ano. 

No hotel Radisson Blue, onde 116 pessoas já fizeram a reserva para o jantar de gala, as mesas já estão todas montadas e decoradas, os corredores e o tecto iluminados e decorados, anunciam que a festa será de requinte e glamour.  

Branco, prateado e azul são as cores escolhidas para a festa. O local onde o buffet será servido também já está organizado, água e vinhos já estão no local.

“Neste jantar de gala teremos música ao vivo, teremos variedade de comida, tanto pratos nacionais como os internacionais, o jantar vai começar as 19 e vai até as 22 horas e  depois segue-se o after party, com fogos de artifício e muita música, até amanhecer ”, disse Inês Viera, representante do Hotel. 

Do lado da piscina, aconteciam na tarde deste sábado, a montagem do palco onde seis Dj´s moçambicanos e sul-africanos irão actuar. São esperadas 1800 pessoas, até esta tarde pouco mais de 1400 pessoas já haviam comprado os bilhetes. 

Já no hotel Polana, foram preparadas três salas para o jantar. Um no restaurante Delagoa, com um toque francês, que já está preenchido, outro no restaurante da Varanda, que é para um público mais jovem e que também já está preenchido, e outro no salão nobre, onde o jantar será de gala. 

Segundo o director comercial do Hotel, Osvaldo Inguane, 40 por cento dos clientes para esta virada do ano são moçambicanos, o que mostra que os nacionais estão cada vez mais a valorizar o que é daqui, o que não acontecia no passado. 

Outro local, que acolherá a festa de transição do ano, é o Kaya Kwanga, onde das 500 pessoas esperadas, 450 já haviam feito a reserva até a tarde deste sábado. 

“Quem ainda não comprou o bilhete provavelmente, amanha, nao consiga comprar, porque ficaram apenas 50, e até ao fim do dia de hoje acredito que já terão esgotado”, disse Jaime Bila e acrescentou que “teremos muitos artistas, músicos, humoristas e dançarinos, a noite será mágica e a temperatura vai ajudar”. 

Este ano, mais uma vez a cor escolhida para o réveillon é o branco…

O Ministério da Saúde distancia-se das constatações  feitas pelo Tribunal Administrativo e garante ter entregue  todas as declarações financeiras  sobre a aplicação dos fundos da COVID-19 ao Ministério da Economia e Finanças. O sector diz, por exemplo, que foram celebrados contratos de ajuste directo devido a situações de emergência em algumas províncias do país.

Numa interacção com  o nosso jornal, um grupo de financeiros do Ministério da Saúde deu, esta sexta-feira, o posicionamento do seu ministério sobre a forma como foi aplicado o dinheiro destinado a mitigação da COVID-19.

O sector da saúde Justifica quatros pontos. Primeiro, sobre os contratos não remetidos à fiscalização prévia, o  auditor das contas públicas diz que o Ministério da Saúde usou indevidamente mais de 5 (5.998.872) milhões de Meticais e os Serviços Provinciais de Maputo mais de Um milhão de meticais, (1.348.569 totalizando pouco mais de 7 milhões. (7.347.372,67).

O sector esclarece que foram celebrados seis contratos com empresas de comunicação social, telefonias móveis e agentes de navegação, sendo que o contrato com a Televisao de Mocambique, no valor de 3 milhões não necessitou de fiscalização prévia. 

A nível dos Serviços, na província de Maputo foram celebrados dois contratos de alimentação correspondentes a 1.348, 800.  

O segundo ponto é referente à falta de documentos justificativos de realização de despesas onde o Ministério da Saúde terá usado mais de 9 milhões de Meticais.

O sector rebate e esclarece que usou 125.880 em desembaraços aduaneiros de bens, manuseamento de contentores e o restante  no transporte aéreo de vacinas.

O relatório do Tribunal Administrativo refere, ainda, que o sector da saúde  cometeu  irregularidades no processo de contratação no montante de mais de 8 milhões de meticais.  Aos ouvidos do sector, tal é um engano e que foram celebrados contratos de ajuste directo devido a situações de emergência  e que  a devida fundamentação foi dada por parte das províncias.

Ainda no sector da saúde, segundo o relatório do Tribunal Administrativo, houve insuficiência de documentos justificativos no valor correspondente a mais de 13 milhões de meticais. Neste caso, o Ministério da Saúde esclarece que foram realizadas algumas actividades via terrestre e havia necessidade de pagar ajuda de custo no momento de partida e não na chegada, e segundo o MISAU, o Tribunal Administrativo não teve isso em conta.

O sector não apresentou os certificados de garantia ao Tribunal porque alguns dos produtos foram doados.

O Ministério da Saúde, em todo o caso, é o único que aceitou dar a sua versão. Quanto ao Instituto Nacional de Acção Social e Ministério da Educação, não se mostraram disponíveis a fazer o mesmo. 

O Governo espera recensear mais de 220 mil jovens para o Serviço Militar Obrigatório em 2024, anunciou ontem fonte oficial, no dia em que foi promulgada a lei que aumenta para cinco anos o tempo mínimo do serviço militar.

Dos mais de 221 mil jovens previstos a inscrever, 147.114 são homens e 74.027 são mulheres, avançou Jorge Leonel, director nacional dos recursos humanos no Ministério da Defesa, durante uma conferência de imprensa em Nampula.

“Nós temos assistido nos últimos dias à vontade dos jovens de se incorporarem às Forças Armadas de Defesa de Moçambique (…) Isto revela que há o alto sentido patriótico da parte dos jovens”, disse o responsável, fazendo menção a informações sobre recrutamento compulsivo, escreve o Notícias ao minuto.

O recenseamento para o Serviço Militar Obrigatório deverá decorrer entre 02 de Janeiro e 28 de Fevereiro de 2024, avançou o director dos recursos humanos, referindo que foram criadas condições para que o processo decorra sem sobressaltos.

A barragem que fornece água para a cidade de Nampula está com apenas 40% da sua capacidade de armazenamento. Falta chuva e a água potável é fornecida aos bairros com restrições. 

Com pouca água disponível, a Administração Regional de Água do Norte- ARA-Norte reduziu a quantidade de água que diariamente é captada pela empresa Águas da Região do Norte para o tratamento e abastecimento à cidade de Nampula. Com pouca água na fonte, a opção é fornecer o precioso líquido com restrições.

A rede de distribuição de água na cidade de Nampula cobre apenas 30% dos mais de 700 mil habitantes desta cidade.

A barragem foi construída nos anos 60 e já não consegue satisfazer a procura. A crise de água é crónica, mas a ARA-Norte apresenta um projecto de construção de outra barragem que terá capacidade 16 vezes mais que a actual.

E porque a construção de barragens leva muitos anos, a Águas da Região do Norte está a apostar na abertura de furos de água como fontes alternativas face à crise.   

Há especulação sobre a tarifa de electricidade associada a supostas dificuldades financeiras enfrentadas pela EDM. O porta-voz da empresa, António Nhassengo, rebateu as informações, clarificando que não “não haverá agravamento da taxa de energia em Janeiro de 2024”

“Eles dizem que as contas da EDM estão no vermelho. Nenhuma empresa conhece a sua situação financeira antes do fecho das contas. Ainda estamos no decurso do exercício económico… E depois especulou-se essa possibilidade de que nós íamos aumentar a tarifa, mas isso não corresponde à verdade”, disse o responsável, citado pela Rádio Moçambique.

Nhassengo classificou como irresponsáveis as referidas notícias e esclareceu que não cabe, singularmente, à EDM definir as alterações dos preços de energia.

“Não somos nós quem determina a tarifa. Existe um regulador, dentro do país, dos preços dos produtos energéticos. É a ele que cabe esta matéria de ajustamento da taxa de venda de energia, e não a Electricidade de Moçambique”, disse a terminar.

Com ou sem aumento da tarifa por parte da EDM, a verdade é que os moçambicanos se queixam, há anos, de altos preços de electricidade, num contexto que o custo de vida tende a aumentar no país.

Em 2018, os consumidores de energia eléctrica em Moçambique foram surpreendidos com a informação segundo a qual teriam mais uma taxa além da actual tarifa de credelec.

Esta é uma das novidades trazidas pela proposta de revisão da lei da electricidade em curso no país. No tal documento, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia propõe a criação da taxa de electrificação que deverá ser paga pelos produtores, transportadores, assim como os consumidores singulares. Esta situação também provocou muito alarido no seio dos moçambicanos.

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