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O País – A verdade como notícia

A Depressão Tropical localizada a leste de Madagáscar, evoluiu para Tempestade Tropical Moderada e foi baptizada com o nome de “ELEANOR”. Este sistema poderá evoluir para Ciclone Tropical esta quarta-feira.

As projecções do Instituto Nacional de Meteorologia indicam que “a interacção deste, com outros sistemas meteorológicos poderá influenciar o estado do tempo com ocorrência de chuvas moderadas a fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas nas regiões centro e norte do país”.

O INAM garante estar a monitorar a evolução destes sistemas e apela a população para que continue a acompanhar a informação meteorológica e os avisos difundidos pelas autoridades competentes.

Os empresários da província de Cabo Delgado estão preocupados com a escalada dos ataques terroristas e falam de prejuízos para as suas empresas.

“Nós estávamos a recuperar as nossas actividades, já tínhamos a esperança do regresso e da retoma”, lamentou Mamudo Irache.

Para o representante dos empresários de Cabo Delgado, esta nova vaga de ataques terroristas, que se verifica desde Dezembro, deixa as empresas da província apreensivas.

“Desde que começaram os rumores da retoma das actividades na bacia do Rovuma, a ‘Jihad’ intensificou as suas actividades, retomou a actividade do terrorismo na região, e isto trouxe grande desespero aos empresários da nossa província”, observou, dando conta de camiões que chegam a ficar vários dias na vila de Macomia, região central de Cabo Delgado, aguardando escolta para chegarem ao norte.

“É sentimental ver camiões e camiões retidos em Macomia, são custos que o empresário está a ter neste momento, sem saber quando é que vai terminar essa preocupação”, continuou.

Por outro lado, Mamudo Irache lamenta a falta de apoio estatal aos empresários de Cabo Delgado, sobretudo os que foram afectadas pelas acções terroristas: “Já ouvimos falar de vários apoios, mas nunca chegam ao empresário. Mas é o mesmo empresário inseguro com os seus investimentos que está lá. Então, a situação para o sector empresarial não está boa”.

Neste cenário, diz, os empresários de Cabo Delgado “estão a virar-se à sua maneira”.

Para Assif Osman, empresário da longa data na província de Cabo Delgado, o cenário dos ataques não só preocupa as empresas locais como o resto do país, prejudicando a recuperação económica.

“Agora começava a haver sinais de que o país, depois de ter passado por um período relativamente longo de preparação, de adaptação à nova realidade, estava em condições de fazer o arranque, e continuo a acreditar que está. Essas notícias não são nada encorajadoras, mas volto a dizer, e quero frisar isso, que tenho esperança absoluta de que esta seja uma situação bastante pontual e que as nossas Forças de Defesa e Segurança rapidamente conseguirão ultrapassar”, apontou o empresário.

Populares do distrito de Chiúre, província moçambicana de Cabo Delgado, denunciaram ontem um novo ataque de grupos de insurgentes, que provocou pelo menos quatro mortos e a destruição de várias infra-estruturas.

Fontes das comunidades locais disseram à Lusa que os insurgentes atacaram, no último sábado, a comunidade de Magaia, no posto administrativo de Mazeze, naquele distrito do Norte do país, provocando quatro mortos entre a população.

Nas últimas semanas, têm sido relatados casos de ataques de grupos insurgentes em várias aldeias e estradas de Cabo Delgado, inclusive com abordagens a viaturas, rapto de motoristas e exigência de dinheiro para a população circular em algumas vias.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou, na semana passada, a autoria de um ataque terrorista em Macomia, em Cabo Delgado, e a morte de pelo menos 20 pessoas. Tratou-se de um dos mais violentos ataques em vários meses.

Através de canais de propaganda, o grupo terrorista documentou o ataque a uma posição das forças armadas moçambicanas, levando material bélico, e reivindicou ainda outro ataque em Chiúre.

Na terça-feira, foi confirmado o ataque, também depois reivindicado pelo EI, no distrito de Chiúre, com a destruição de várias infra-estruturas e igrejas.

A Focus Fístula Moçambique, uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, que intervém na saúde uro-ginecológica, com foco na prevenção e tratamento da fístula obstétrica, em parceria com a EngenderHealth e o Ministério da Saúde e com o apoio da USAID, realizou, de 15 a 18 de Fevereiro, uma formação de enfermeiras do Serviço Materno Infantil (SMI) das províncias de Nampula e Niassa sobre prevenção, diagnóstico e cuidados da fístula obstétrica, escreve o sítio da Rádio Moçambique.

A formação tinha em vista dotar as enfermeiras de conhecimentos e habilidades em aspectos críticos da prevenção, diagnóstico, encaminhamento e cuidados pré e pós-operatórios de pacientes de fístula obstétrica, visando contribuir para reforçar os cuidados de SMI no âmbito da prevenção e combate à fístula obstétrica em Moçambique.

Segundo Emília Sueia, médica ginecologista, uma das formadoras, esta formação é acertada, pois vai permitir às enfermeiras terem a fístula obstétrica no centro das suas atenções.

“A fístula obstétrica é um problema de saúde pública e requer uma intervenção a todos os níveis. As enfermeiras lidam com a comunidade e têm um papel central na prevenção da fístula. No entanto, elas não podem exercer devidamente este papel sem estarem munidas de conhecimentos sobre a doença, das causas, como prevenir, como diagnosticar e encaminhar para o tratamento”, disse, indicando que, com a formação, espera ver mudanças com vista à redução dos casos da doença.

“Espero que haja mudanças nos nossos locais de trabalho. Mudança no sentido positivo, na componente preventiva, que é no pré-natal, e na componente prática, que é nas nossas salas de parto, na monitorização das nossas utentes, pois, ao fazermos isso, penso que 90 por cento do trabalho estará feito para reduzir a ocorrência de fístulas. As enfermeiras do SMI têm muita interacção com a comunidade, mas esta componente de fístula é muito esquecida. Mas esperamos que, com esta formação, já vai fazer parte das nossas palestras e do nosso trabalho.”

As enfermeiras que se beneficiaram da formação são provenientes dos distritos de Nampula, Moma, Eráti, Nacala, Monapo (Nampula), Lichinga, Mandimba, Cuamba, Lago e Marrupa (Niassa).

Natália Leonel, enfermeira do SMI no Centro de Saúde de Marrupa na província de Niassa, aponta a chegada tardia das mulheres às unidades sanitárias e os partos realizados fora das unidades sanitárias como os grandes desafios para a eliminação da fístula.

“No distrito onde estou, temos, sim, casos de fístula, embora não se registem números elevados. Os casos que temos recebido resultam de trabalho de parto prolongado, muitas vezes devido à demora na chegada às unidades sanitárias. E nós, como enfermeiras do SMI, quando se tratava de fístula, ainda estávamos muito adormecidas. Dificilmente, conseguíamos diagnosticar que uma mulher tinha fístula. A nossa interpretação era que se tratava de uma infecção urinária, ou não dávamos atenção àquela paciente. Isto acontece porque se fala muito pouco da fístula nas unidades sanitárias. É algo diferente do que acontece com outros programas como planeamento familiar. É algo que falamos todos os dias nas palestras, mas, quanto à fístula, é algo que ficava sempre esquecido”.

Com a formação, acredita que o cenário vai mudar. “Nós ouvíamos falar da doença, mas não sabíamos qual era a causa, o que acontece com a mulher com fístula, como podemos prevenir, enfim, com a formação, pude compreender a gravidade da doença e qual é o nosso papel, como enfermeiras do SMI para travar a doença. Acredito que cada uma das enfermeiras que esteve na formação vai fazer a sua parte para mudar o cenário quanto a esta doença. Vamos incluir este tema nas nossas palestras que formos a fazer na comunidade e na unidade sanitária. Vamos trabalhar com os nossos colegas do envolvimento comunitário, pois eles são a chave na prevenção das doenças”.

Por sua vez, Margareth Josseph, enfermeira do SMI em Moma, diz que apesar de uma tendência de redução de casos no distrito de Moma, onde são realizadas cirurgias de casos simples, prevalecem práticas de risco nas comunidades.

“Tínhamos muitos casos de fístula no nosso distrito, e a maioria era de mulheres com idades inferiores. Agora temos estado a trabalhar com líderes comunitários para acabar com casamentos prematuros, e está a diminuir um pouco. Em Moma, descobrimos um centro onde realizavam partos. Havia parteiras tradicionais que incentivavam aquelas práticas. Tivemos de realizar palestras com líderes comunitários e temos estado a ajudar para a redução de casos, mas ainda temos casos de mulheres que realizam partos fora das unidades sanitárias.”

Em relação à formação, considera que foi uma mais-valia, pois a informação em relação à doença ainda era escassa.

Em Moçambique, os dados apontam para a existência de mais de 2500 novos casos de fístula obstétrica por ano.

Populares do distrito de Chiúre, província de Cabo Delgado, denunciaram, esta segunda-feira, um novo ataque de grupos de insurgentes que provocou pelo menos quatro mortos e a destruição de várias infra-estruturas.

Fontes das comunidades locais disseram à Lusa que os insurgentes atacaram, no último sábado, a comunidade de Magaia, no posto administrativo de Mazeze, naquele distrito do Norte do país, provocando quatro mortos entre a população.

“Estão lá desde a manhã do sábado. Mataram o meu cunhado à luz do dia, porque entraram a disparar”, relatou à Lusa um familiar de uma das vítimas deste ataque.

A mesma fonte avançou que, no ataque a Magaia, os rebeldes mataram outras três pessoas durante a manhã de sábado, enquanto trabalhavam nos campos agrícolas: “Todos estavam nos seus campos de produção, os terroristas entraram a disparar e mataram as pessoas. O meu cunhado levou tiro no pescoço quando tentava fugir”.

Uma outra fonte da população local disse que os terroristas destruíram algumas infra-estruturas públicas e privadas no ataque a Magaia.
“Sei que destruíram a escola, por exemplo, e queimaram muitas casas da comunidade de Magaia. Neste momento, a população está a sair para Chiúre-sede”, disse a mesma fonte.

Acrescentou que, desde este ataque, o número de deslocados para a sede distrital de Chiúre tem estado a aumentar. Além da saída massiva da comunidade de Magaia, os residentes da aldeia Ntonhane, a menos de 10 quilómetros de Magaia, também abandonaram a aldeia por receio de ataques.

“A situação está caótica. Os de Magaia, saíram, assim como a comunidade de Ntonhane saiu. Os terroristas estão espalhados, em Chiúre”, observou a mesma fonte.

Segundo o administrador distrital de Chiúre, Oliveira Amimo, os ataques terroristas no distrito começaram em 03 de Fevereiro, quando os rebeldes entraram na região, vindos do vizinho distrito de Mecúfi, através da comunidade de Somas.

Nas últimas semanas, têm sido relatados casos de ataques de grupos insurgentes em várias aldeias e estradas de Cabo Delgado, inclusive com abordagens a viaturas, rapto de motoristas e exigência de dinheiro para a população circular em algumas vias.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou, na quarta-feira, a autoria de um ataque terrorista em Macomia, em Cabo Delgado, e a morte de pelo menos 20 pessoas. Tratou-se de um dos mais violentos ataques em vários meses.

Através de canais de propaganda, o grupo terrorista documentou o ataque a uma posição das forças armadas moçambicanas, levando material bélico, e reivindicou ainda outro ataque em Chiúre.

Contudo, o administrador distrital de Macomia, Tomás Badae, confirmou no dia 12 que os grupos de insurgentes que atuam em Cabo Delgado atacaram uma posição das Forças de Defesa e Segurança (FDS) no distrito.

O ataque aconteceu na noite de dia 09 e a madrugada de dia 10, entre 23h00 e 03h00, no posto administrativo de Mucojo, a 45 quilómetros da sede distrital de Macomia: “Tomaram, sim, a posição e assaltaram-na, mas não temos mais informação se ainda estão lá ou já abandonaram.”

Na terça-feira, foi confirmado o ataque, também agora reivindicado pelo EI, no distrito de Chiúre, com a destruição de várias infra-estruturas e igrejas.

O alvo foi a sede do posto administrativo de Mazeze, no interior do distrito de Chiúre, onde os rebeldes atearam fogo ao hospital, à secretaria do posto administrativo e à residência da chefe do posto administrativo, avançou o administrador distrital de Chiúre.

“As infra-estruturas estão basicamente destruídas”, disse Oliveira Amimo, acrescentando que os rebeldes destruíram a capela pertencente à Igreja Católica.

A província de Cabo Delgado enfrenta, há seis anos, alguns ataques reivindicados pelo EI, o que levou a uma resposta militar desde Julho de 2021, com apoio do Ruanda e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), libertando distritos junto aos projectos do gás.

Parte dos vendedores do Mercado do Maquinino, na cidade da Beira, acusa o Município da Beira de estar preocupado apenas com a recolha de receitas e pouco ou nada fazer para melhorar as suas condições de trabalho. A edilidade reconhece a queixa, pede calma aos vendedores e garante que vai, brevemente, assumir na íntegra as suas responsabilidades.

O braço-de-ferro entre os vendedores do Mercado do Maquinino e o Município da Beira remonta a 2019, cinco anos atrás.
Na altura, o ciclone Idai destruiu o alpendre e, de lá a esta parte, a edilidade não fez a reposição.

“O mercado não tem tecto desde que passou o ciclone IDAI. Estamos a sofrer até hoje. Mesmo a estaca está a sair. Não temos como pendurar plásticos”, desabafou Luísa Gabriel, vendedeira.

Os vendedores garantem que as queixas começaram, exactamente, em Março de 2019, após a passagem do ciclone IDAI.
“Reclamámos, mas eles justificaram que estavam a organizar o processo”, queixou-se Luísa Gabriel.

O que deixa os vendedores agastados é o facto de serem, todos os dias, obrigados a pagar senhas.

“Pedimos ao senhor Albano Carige para olhar para os vendedores. Com chuva ou não, pagamos senha. Somos crianças dele. Quando sais e dizes a uma criança que vais trazer bolacha e não trazes, como fica?”, questionou Gabriel, que foi secundada por Marta Alice.
“Estamos a perder clientes. Nos dias de chuva, ninguém entra aqui. Mas, mesmo com chuva, sol ou vento, eles cobram senhas. Todos os dias, temos de pagar 400 ou 600 Meticais.”

O Município da Beira diz que os vendedores têm razão e aponta dificuldades financeiras como um condicionalismo no processo de reabilitação do alpendre. Contudo, garante que há técnicos que já estão a trabalhar no caso.

“Estamos a fazer a planificação e o levantamento necessário, de modo a que consigamos dar seguimento à construção de alpendre do Mercado do Maquinino. Temos muitos mercados por fazer intevenção”, explicou Pedro Sola, vereador para a área de Mercados e Feiras.

De acordo com o vereador, os alpendres serão repostos ainda neste ano, e o primeiro mercado a beneficiar-se do mesmo será o do Maquinino.

Portugal diz que está a trabalhar com Moçambique para assegurar a continuação da missão da União Europeia que treina as Forças de Defesa e Segurança na província de Cabo Delgado para o combate ao terrorismo.

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiro e Cooperação de Portugal está de visita a Moçambique e, esta segunda-feira, foi recebido pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação. 

Depois do encontro, em declarações à imprensa, Portugal diz que vai continuar a trabalhar de mãos dadas com Moçambique para garantir a continuação da missão da União Europeia, que treina as Forças de Defesa e Segurança para o combate ao terrorismo em Cabo Delgado. 

“E só trabalhando de mãos dadas é que se conseguiu um desfecho positivo para termos uma missão que está a trabalhar. E já formou, hoje, (uma unidade) de Forças Especiais moçambicanas. Como é evidente, que não haja qualquer dúvida, Portugal vai continuar a trabalhar com Moçambique neste assunto”, revelou Francisco André, secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Portugal. 

Francisco André acrescenta, ainda, “estamos a coordenar as nossas posições na articulação com os nossos sócios europeus, que são os parceiros europeus de Moçambique. Irá haver uma visita muito importante na próxima semana e penso que temos todas as condições para manter esta missão. É por isso que Portugal e Moçambique estamos os dois a trabalhar, tal como o fizemos no passado”. 

Também membro da União Europeia, a Espanha, através da sua agência de desenvolvimento, junta-se à causa do terrorismo através da criação de oportunidades económicas para a população afectada. 

“Nós iremos a Cabo Delgado na quarta e quinta-feira para, também, apoiar as instituições da província. No desenvolvimento, por exemplo, de actividades turísticas sustentáveis. Também no apoio através da ajuda humanitária a povoações vítimas do conflito que foram deslocadas dos seus povos e dos seus espaços. O trabalho é criar condições de desenvolvimento”, avançou Anton Garcia, Director-geral da Agência Espanhola de Desenvolvimento. 

O factor primordial para esta assistência, refere Anton Garcia, “é a segurança no terreno que é o pré-requisito para o desenvolvimento. Através da União Europeia, a Espanha está a apoiar as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas. O trabalho da Agência da Cooperação Espanhola, que fica presente em Cabo Delgado para questões prioritárias e que historicamente ficamos lá, mesmo nos momentos mais difíceis, continuamos a desenvolver projectos e criar estas oportunidades para que Cabo Delgado seja uma região próspera e com oportunidades para todos os moçambicanos e moçambicanas”. 

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, no fim das audiência, disse que as relações de Moçambique com Espanha e Portugal são boas. “A avaliação que nós fazemos é que as nossas relações de amizade e cooperação estão a atravessar um bom momento”, afirmou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves. 

Os três países passaram em revista a sua cooperação em vários sectores com destaque para saúde, educação, agricultura e cultura.  

642 alunas do ensino secundário dos distritos de Quelimane e Nicoadala beneficiaram de bicicletas, no âmbito do programa Eu Sou Capaz, da iniciativa da Primeira-dama da República, Isaura Nyusi. A cerimónia foi dirigida esta segunda-feira pelo secretário de Estado da Juventude e Emprego, Oswaldo Petersburgo.

São meios importantes e que vão apoiar às raparigas no processo de ensino e aprendizagem. Muitas delas residem distante das escolas e, com os meios, espera-se reforçar a assiduidade. Percorrem em média 20 quilômetros para encontrar uma escola secundária. 

“Queremos destacar que esta actividade, de apoio em bicicletas as raparigas, não iniciou este ano, iniciou em 2022. Começamos sobretudo na província de Manica e Sofala, numa altura em que a província da Zambézia ainda não era beneficiária. Na província de Sofala e Manica, nós atingimos 30 escolas, 16 distritos e 4.662 raparigas no processo de distribuição de bicicletas. Neste ano 2024, estamos a entregar os meios em 10 escolas de cinco distritos da província de Cabo Delgado”, explicou Oswaldo Petersburgo.

O secretário de Estado da Juventude e Emprego disse ainda que “aqui na Zambézia vamos atingir 22 escolas em 11 distritos, na província de Manica 17 escolas em 9 distritos, Sofala 14 escolas de oito distritos e na província de Maputo três escolas em dois distritos”. 

No distrito de Nicoadala beneficiaram de bicicletas  362 raparigas, enquanto que Quelimane 280. Foram, ainda, entregues duas oficinas para reparação dos meios.

Mais de quatro mil alunos estudam em salas improvisadas em Matlemele
A Escola Primária Completa de Matlemele, no Município da Matola, continua encerrada devido à água que inundou as salas de aula e o pátio. A situação obrigou cerca de quatro mil alunos a ficarem em casa durante mais de duas semanas, sendo que as aulas só se iniciaram esta segunda-feira, em salas  improvisadas.

A Escola Primária Completa de Matlemele,  na autarquia da Matola, está abandonada devido a inundações. Mais de quatro mil alunos foram forçados a não iniciar as aulas no mesmo dia que as outras.

Duas semanas depois, as crianças começaram a estudar no espaço onde estava a ser construído o aterro sanitário de Matlemele.
Pretende-se construir, no local, um total de 25 salas, sendo que, até agora, 13 delas estão prontas.

A situação vivida na manhã desta segunda-feira, 19 de Fevereiro, foi de total agitação, com os pais e encarregados de educação, na companhia dos seus educandos, a procurarem pelas turmas.

“Estou a trazer as crianças para estudarem. Ainda não identifiquei a sala de aula para elas. Está tudo desorganizado, mas vou continuar a procurar”, reclamou Sofia Bernardo, encarregada de educação.

As salas de aula são feitas de madeira e zinco. O chão não está cimentado e as carteiras não chegam para todos, situação que não satisfaz os encarregados de educação, embora reconheçam que seja melhor que as crianças estudem no actual cenário do que na anterior escola, cheia de água.
“Comparando com aquela, esta é melhor. Mas não é a melhor escola. Se o Governo pudesse fazer o melhor,  seria bom para nós. A escola não  está tão segura. Como se pode ver, está  cercada de mata. A escola  é um pouco distante para algumas crianças”, queixou-se Américo Vunjane, encarregado de educação.

São, ao todo, 4117 alunos, divididos em 75 turmas, em regime de três turnos, com uma média de 50 alunos por turma. O director da escola, Francisco Alissene, diz que, para já,  é importante garantir que os meninos estudem.

“Como vê, hoje é o primeiro dia e estamos ainda a construir a escola. Neste momento, o importante é garantir que as crianças tenham condições para estudar.”

Joaquim Malate, professor, já tem a turma composta e já começou com a actividade lectiva, interagindo com os seus alunos.  Malate contou ao “O País” que a situação vai exigir muito dos professores, visto que as condições não são adequadas.

“Dá para trabalhar. Como está a ver, estão aqui os meninos. Estamos conscientes de que não é possível fazer tudo num único dia. Vamo-nos esforçar e, acima de tudo, trabalhar e acreditar que os próximos dias vão ser melhores.”

É possível ver-se, no recinto escolar, um enorme espaço que não tem vedação e algumas sombras no pátio. Tudo está a ser improvisado, incluindo os sanitários.

Não existem, ainda, bloco administrativo nem gabinetes para os gestores da escola. Mas o director da instituição garante que os compartimentos serão construídos.

“São situações possíveis, que o Governo do distrito da Matola encontrou para proporcionar o mínimo de condições para que o trabalho prossiga. Estamos cientes dos desafios e estaremos cá para fazer o melhor.”

A escola vai funcionar naquele espaço provisoriamente, enquanto se procura  identificar um local seguro para a construção do novo recinto escolar.

Um incêndio de grandes proporções destruiu totalmente um supermercado na avenida da Marginal, na Cidade de Maputo. O Serviço Nacional de Salvação Pública não sabe o que causou o fogo.

No estabelecimento comercial, diversos produtos foram reduzidos a cinzas. Segundo testemunhas, o incêndio terá começado por volta das 20 horas deste domingo.

“De repente, vimos fogo do outro lado do supermercado, começámos a gritar pedindo socorro, porque pensávamos que fossem malfeitores tentando roubar algumas coisas, foi quando vimos que o fogo já se estava a alastrar”, contou uma das testemunhas.

No local, não houve mortos nem feridos, mas os danos causados são avultados.

A agente de segurança em serviço explicou que o incêndio terá começado na parte traseira do supermercado e logo se alastrou, consumindo tudo.
“Eu estava do lado de fora em conversa com o meu colega, depois do jantar. De repente, vimos chamas, mas como não tínhamos a possibilidade de ir para o outro lado, lá atrás, nada pudemos fazer. Imediatamente, ligamos para os bombeiros, mas eles chegaram mais tarde, por volta das 22 horas. Eles fizeram o trabalho, mas a água acabou. Tiveram de voltar para buscar mais água.”

Segundo o Serviço Nacional de Salvação Pública, as causas do incêndio são desconhecidas.

“Ainda não se pode adiantar nenhuma causa para o surgimento deste incêndio, ou seja, é um incêndio de origem desconhecida e, devido ao seu grande vulto, foi destacada uma equipa do SENSAP, que é responsável por fazer averiguação do incêndio para aferir as reais causas que estiveram por detrás desta ocorrência”, disse Vanesa Chiau, porta-voz do SENSAP na Cidade de Maputo.

Os proprietários da empresa não quiseram prestar declarações, mas o nosso jornal sabe que, em resultado do incêndio, mais de 100 trabalhadores do supermercado estão com o futuro incerto.

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