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O País – A verdade como notícia

A ministra do Género, Criança e Acção Social diz que não houve desvio de fundos da COVID-19 pelo Instituto Nacional de Acção Social. Nyeleti Mondlane afirma que os 1.7 mil milhões de meticais foram canalizados às famílias.  

É o primeiro pronunciamento da ministra do Género, Criança e Acção Social sobre o alegado desvio de 1.7 mil milhões de meticais, dos fundos da COVID-19, pelo Instituto Nacional de Acção Social, por si tutelado.

Segundo a auditoria do Tribunal Administrativo, maior parte do montante, 1.5 mil milhões de meticais foram desviados no INAS-Central e o remanescente nas delegações de Nampula, Nacala, Tete, Moatize e Chókwè.

Os jornalistas pediram detalhes sobre a aplicação do dinheiro, mas a Ministra remeteu ao Ministério da Economia e Finanças.

Nyeleti Mondlane explica, no entanto, que nem todos os pagamentos foram digitalizados, o que dificulta a comprovação. 

Os fundos da COVID-19 eram destinados à aquisição de material de protecção e tratamento, reforço ao Orçamento do Estado, transferências às famílias e ao financiamento de Micro, Pequenas e Médias Empresas.

O antigo Presidente da República diz que o país ainda está atrasado em muitas actividades e justifica que isso deve-se às novas exigências do crescimento. Joaquim Chissano falou, também, de terrorismo em Cabo Delgado que assueme ser um fenómeno complexo e defende maior mobilização da população o combate ao mal.

De acordo com o antigo presidente, Moçambique tem registado grandes avanços no seu crescimento, o que suscita outros desafios.

Para Chissano, Moçambique precisa acelerar a corrida porque está atrasado em alguns aspectos, como por exemplo a tecnologia, daí que sugere que se encontrem caminhos para se sanar este défice.

Sobre o terrorismo, Chissano diz que é uma luta difícil por trata-se de um mal que não é do país apenas, mas internacional. Ainda assim, apela para a continuação do combate ao terrorismo para a proteção da população.

Enquanto se usam as armas para parar com o terrorismo, o antigo presidente recomenda a busca de outros mecanismos para acabar com o terrorismo no pais.

Joaquim Chissano falava hoje sobre a margem das celebrações do Dia dos Heróis Moçambicanos.

Residente de Marrongane, na província da Zambézia, queixam-se da falta de serviços básicos e degradação da principal via que dá acesso à localidade. Os moradores dizem ter falta de energia eléctrica e água potável.  

Para chegar à localidade de Marrongane, cerca de 30 quilômetros de Quelimane, é extremamente complicado, dada as condições de terreno que se apresenta na única via por terra. Recomenda-se viatura de tração nas quatro rodas. 

Em época de chuva, a situação agrava-se ao ponto de não se poder andar de carro pois o terreno apresenta-se lamacento. Com 15 mil habitantes, a população da localidade de Marrongane, no distrito de Quelimane, dedica-se à agricultura.

A população de Marrongane falou ao nosso jornal que vive cenários de pobreza. É que para além da única via de acesso não estar em condições, a localidade não tem electricidade, água potável entre outras benfeitorias.

“Não é a primeira vez que passamos deste lugar, até porque passamos sempre da localidade de Marrongane e a cada minuto deparamos com a degradação da via de acesso. Temos estado a usar recursos locais através do programa PASP, onde fazemos abaulamento. Há um detalhe que não se pode esquecer, é que a via é pantanosa, o que leva à degradação acentuada desta via sempre que chove. O assunto é do domínio do governo e faremos de tudo para melhorar o traçado, porque como sabem, em Marrongane vivem 15 mil habitantes” disse o administrador de Quelimane.

Foi a pensar na situação de pobreza desta comunidade que jovens decidiram angariar material escolar para apoiar as crianças desta região, já que arrancou o ano lectivo. 

São mais de 350 crianças cujo seus pais não têm recursos financeiros para comprar material escolar. Chegou material escolar para petizes do ensino primário, mas falta algo importante; chapas de zinco para cobrir a escola. Isso vai permitir maior dignidade às crianças de poder estudar. A única escola primária de Marrongane está com Tecto destruído. 

A população ouvida pela nossa reportagem está expectante e acredita num dia melhor para os residentes desta localidade onde falta quase tudo, água, vias de acesso, eletricidade, escola condigna entre outras necessidades. 

O Presidente da República apelou hoje que os terroristas que actuam no norte de país se arrependam e abandonem as fileiras do terrorismo. Filipe Nyusi disse ainda que a luta contra o terrorismo “pode ser lenta, dolorosa e desgastante, mas não há outra alternativa senão vencê-la”.

Moçambique celebra hoje o Dia dos Heróis Moçambicanos em memória do Mentor da Frente de Libertação de Moçambique, Eduardo Mondlane, e de tantos outros homens e mulheres que deram a vida pela independência do país. 

Este sábado, o Presidente da República escalou a praça dos heróis para depositar uma coroa de flores.

Foi de lá que o Chefe de Estado falou do terrorismo que tem tem tirado o sossego dos moçambicanos. 

Sobre o terrorismo Filipe Nyusi lamentou os ataques registados nos últimos dias.

Para conter a atuação dos terroristas, o Presidente da República diz que foram tomadas medidas operativas imediatas que envolvem a ocupação e consolidação de posições estratégicas em Mucojo, Pangane e Quiterajo.

Ainda assim, Nyusi reconhece que a luta não está a ser fácil. ”Esta luta pode ser lenta, dolorosa e desgastante, mas não há outra alternativa senão vencê-la”.

O Chefe de Estado, alertou ainda que os insurgentes não devem esperar o momento da troca de fogo para que se arrependam, mas que o façam agora.  

De acordo com Filipe Nyusi há tentativa de recrutar novos efetivos nos distritos a sul de Cabo Delgado, incluindo possíveis recrutamentos nos distritos de Memba e outros pontos da província de Nampula. 

“As Forças de Defesa e Segurança tem como última finalidade negar a penetração e mobilidade dos terroristas pelo mar, incluindo o seu reabastecimento através da ilhas adjacentes, tendo nas últimas 72 horas ter entrado em contacto directo com o grupo que se mantém em fuga na reta Ancuabe-Metuge”, disse Nyusi.

O Presidente da República admite ter havido falhas nas eleições autárquicas, no seu entender normais para uma democracia jovem. Filipe Nyusi fez este pronunciamento, hoje, em Maputo, diante do Corpo Diplomático.

O Presidente da República abriu, esta sexta-feira, as portas da sua residência oficial para receber o Corpo Diplomático acreditado em Moçambique que ia cumprimentá-lo por ocasião do ano novo.

Num discurso de quase uma hora, Filipe Nyusi fez a radiografia do país no de 2023 e assumiu que nem tudo correu bem nas eleições autárquicas do ano passado. 

“Foram registados casos pontuais de incitamento à violência que obrigaram as autoridades da lei e ordem procurar serenar os ânimos. Certas irregularidades e excessos, sobretudo, por partidos políticos mereceram o devido tratamento legal. Admitimos ter havido algumas falhas. Somos uma nação ainda em construção. Somos uma democracia ainda jovem”, assumiu o Presidente da República, Filipe Nyusi. 

Entretanto, nem tudo correu mal, segundo o Chefe do Estado. “Nestas eleições, vimos patente em Moçambique a força e a liberdade de poder expressar os seus pontos de vista antes, durante e depois do período eleitoral. Nunca tínhamos visto a sociedade animada, a falar à vontade, a cantar, a dizer aquilo que não está bem ao mesmo tempo. Isto aconteceu naquela dimensão pela primeira vez”, elogiou Filipe Nyusi.   

Aos diplomáticos e membros do Governo presentes na Ponta Vermelha, o Chefe do Estado falou, também, dos recorrentes ciclones que têm assolado o país, como consequência das mudanças climáticas.

“Entre as medidas, importa destacar, reformas e arranjos institucionais para fortalecer as instituições de previsão meteorológica, instalando mecanismos de controlo. Aqui, ressalta a nossa iniciativa Um Distrito, Uma Estação Meteorológica, mas por estamos longe de atingir esta meta, exortamos a sensibilidade de todos os amigos em apoiar este programa por ser a melhor forma de mitigar os maiores danos possíveis resultantes de desastres naturais”, considerou o Presidente da República. 

Para fundamentar a sua posição, afirma o Presidente, “se esperarmos para acontecer para nos darem arroz, mantas e tendas, penso que não. O melhor é a gente sabermos que há-de vir ciclone, então saberemos que medidas tomar”. 

Na componente económica, o Chefe do Estado destacou o crescimento do Produto Interno Bruto, no ano passado, na ordem de cinco por cento e chamou atenção para a diversificação da economia. 

“Nós não queremos o discurso de gás, oil and gas. Nós queremos, também, milho, batata, soja, queremos falar de camarão, caranguejo, de mármore e etc. para diversificarmos a economia. Se estamos a dizer na transição energética, o gás pode ser nocivo e depois se pararmos com o gás, o que as pessoas vão comer”, questionou retoricamente, o Chefe do Estado.

Já quase no fim do seu segundo mandato como Presidente da República, Filipe Nyusi revelou que trouxe a saúde para mais perto dos cidadãos através da iniciativa “Um Distrito, Um Hospital”. 

“Esta iniciativa tem estado a ajudar bastante porque está a aproximar o raio que estava acima de 50, 150 ou até mesmo 200 quilómetros, que as pessoas percorriam para procurar cuidados médicos. As mulheres, as crianças, às vezes sem meios próprios ou ambulâncias para serem levados ao hospital que, muitas vezes, não chegavam. Quando chegassem, era um hospital que os meios básicos de tratamento ou de avaliação não existiam. Isso (a iniciativa) está a ajudar bastante porque se olharmos, nos últimos anos, a qualidade de vida está, relativamente melhor, mas também a esperança de vida dos moçambicanos. Ninguém aos 55 anos está fora do prazo. Estamos a melhorar este rácio”, destacou o Presidente da República.   

Nyusi revelou, ainda, que Moçambique, juntamente com parceiros, vai realizar em Abril deste ano, em Washington DC uma conferência internacional para buscar mais parcerias para a gestão sustentável da Floresta Miombo. 

Na ocasião, os diplomatas enalteceram a liderança do Presidente da República face aos desafios impostos pelo terrorismo e catástrofes naturais. 

“Tudo isto criou grandes desafios ao vosso Governo, que soube enfrentar, no âmbito de uma estratégia bem sucedida e que alcançou resultados positivos, o mais proeminentes dos quais a conquista da credibilidade internacional que abriu um amplo caminho para alcançar a estabilidade económica e dar continuidade ao processo desenvolvimento sustentável”, elogiou Fayez Jawad, embaixador da Palestina em Moçambique, em representação dos diplomatas. 

De resto, Filipe Nyusi sublinhou que o Governo está engajado na consolidação da paz a nível do país e  demonstrou preocupação com os conflitos internacionais candentes, para quais pediu diálogo, sem pré-condições para a sua resolução. 

Há dois dias que há falta de água em casas de banho do Aeroporto Internacional de Maputo. O facto preocupa os utentes, que exigem rápida solução do problema. A empresa fala de uma avaria grave na tubagem subterrânea.

O edifício do terminal doméstico do Aeroporto Internacional de Maputo, na capital do país, está sem água, devido a uma “avaria grossa” registada num tubo subterrâneo. A situação obrigou a restrições e até encerramento total das casas de banho, facto que apoquenta os utentes.

Silva Machate, um dos utentes que acabava de desembarcar no aeroporto, disse que teve necessidade de usar os sanitários, mas, quando lá chegou, não havia água. Mesmo assim, teve de a usar, porque não tinha alternativa. Por isso, pede a intervenção da entidade que gere o aeroporto.

“Deve ser ultrapassado isto, porque temos muita gente a visitar o país, e pode causar-nos problemas de saúde.”
Quem também manifesta preocupação com a situação é Silva Machate. “É uma situação péssima, atendendo que há pessoas, entre estrangeiros e nacionais, a saírem do país, e também de uma província para outra. Esta situação não abona a imagem do país”.

Alguns vídeos amadores registados na manhã desta sexta-feira mostram o movimento que se registou nos sanitários públicos do no Aeroporto Internacional de Maputo, onde passageiros e trabalhadores entravam e saíam, mesmo sem água.

A empresa reconhece o problema e explica que a avaria é grave. Celso Zualo, director-técnico do aeroporto, explica a situação. “Confirmo. Nós temos as casas de banho encerradas no terminal doméstico já há dois dias, em consequência de uma avaria grossa registada no sistema de abastecimento de água. Houve um tubo que se rompeu por baixo do edifício. É uma avaria grossa, que primeiro requeria uma pesquisa para a identificação da secção com problemas. Já a identificámos e estamos a trabalhar arduamente há dois dias.”

A fonte explica que se espera resolver o problema o mais breve possível.

“Uma parte do aeroporto já tem água reposta desde a manhã de hoje, e esperamos que até ao fim do dia de hoje tenhamos grande parte do terminal doméstico com água reposta e grande parte das casas de banho em funcionamento.”
Devido à complexidade da avaria, foi solicitado o empreiteiro chinês responsável pela edificação do aeroporto, para intervir e resolver o problema com a tubagem.

Mais uma mulher foi violentamente morta em Sofala. O autor do crime, seu empregado e namorado, usou uma faca para degolar a vítima por razões passionais. O homem que está detido assume a autoria do acto.

O assassinato   ocorreu no início desta semana, no município de Dondo, na província de Sofala. O indiciado de 38 anos de idade,  de acordo com a Polícia,  recorreu a dois objectos, nomeadamente uma faca e um pau,  para matar a namorada, 10 anos mais velha que ele e que era a sua patroa.  O crime foi executado degolando a vítima, alegadamente  por ciúmes. Segundo contou o acusado. 

“Estávamos a conversar e o telefone dela começou a tocar insistentemente. Pedi a ela para atender e recusou. Descubro depois que a chamada pertencia a um antigo namorado dela, a quem sempre chamei atenção para se afastar dele, pois eu sabia que eles mantinham ainda uma relação. Começamos a discutir e depois peguei uma faca e cortei o pescoço dela”, confessou o indiciado.

Os familiares acreditam que o crime foi premeditado. Explicaram que os dois não residiam juntos e que no dia em que a vítima foi assassinada, o empregado  ligou para ela alegando que ladrões tinham derrubado a porta  e assaltado a residência da mesma. 

“Ela dirigiu-se, imediatamente, ao local e não conseguimos falar mais com ela.  Depois de tanta insistência e sem resposta, aliás os telefones já não tocavam decidimos seguir a ela e encontramos o corpo sem vida e ensanguentado com golpes no pescoço”, contou Manuel António, irmão da vítima.  

A polícia diz que é um homicídio agravado que sugere uma reflexão profunda sobre a desvalorização da vida humana.

“Fica um desafio relativamente à  massificação da difusão das campanhas visando evitar qualquer situação de violência doméstica e de conflitos que possam ocorrer na sociedade e, igualmente, consciencializar sobre a importância de recorrer ao diálogo na solução dos diferendos a nível da sociedade”, exortou Dércio  Chacate, porta-voz da PRM em Sofala.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, distinguiu, através de Decreto Presidencial, 1.152 cidadãos nacionais com a “Medalha Veterano da Luta de Libertação de Moçambique”.

Segundo escreve a Presidência, “a distinção surge em reconhecimento da sua participação activa na Luta de Libertação Nacional, nas frentes da luta armada ou clandestina, do combate diplomático e da informação e propaganda, da batalha pelo triunfo da independência, bem como do esforço abnegado tendente a valorizar as conquistas da independência nacional, da moçambicanidade e do desenvolvimento nacional”.

Em Despacho Presidencial, o Chefe do Estado delegou, também, poderes aos secretários de todas províncias do país para a imposição de insígnias dos títulos honoríficos e condecorações a cidadãos nacionais e pessoas colectivas, no dia 03 de Fevereiro, Dia dos Heróis Nacionais.

Alguns professores no distrito de Vilankulo queixam-se de transferências arbitrárias, alegadamente por motivações políticas. Entretanto, o sector da Educação diz que as mexidas ocorrem por falta de professores nas escolas básicas.

Trata-se de sete professores do ensino secundário na cidade de Vilankulo, que foram transferidos para diferentes escolas naquele distrito. Inconformados com a situação, os professores questionam a autenticidade e a legalidade dos documentos que ordenam as transferências.

Com o objectivo de ter melhor esclarecimento, os professores dizem ter procurado o director distrital da Educação, mas não ficaram satisfeitos com a justificação.

Por sua vez, o director distrital da Educação em Vilankulo diz que não é verdade que as transferências tenham sido por questões políticas. O sector previa contratar 115 professores para 2024, mas, só poderá contratar apenas 15.

O gestor da área da Educação explicou que todos os professores transferidos vão reforçar as escolas que eram de nível primário, mas que agora também leccionam classes do ensino secundário.

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