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O País – A verdade como notícia

O Ministério da Saúde registou 180 novos casos de cólera no norte do país, em três dias, e dois óbitos, os primeiros em Março.

O mais recente boletim sobre o avanço da doença em Moçambique, elaborado, com dados até 08 de Março, aponta para um cumulativo de 13.397 casos de cólera desde 01 de Outubro. No boletim anterior, com dados até 05 de Março, o cumulativo era de 13.217 casos de cólera, que provocaram até então 28 mortos.

A taxa de letalidade da doença em Moçambique mantém-se actualmente em 0,2%, e em três dias, o total de internados caiu de 89 para 70, segundo as autoridades sanitárias.

A província mais afectada pela actual vaga deste surto de cólera é Nampula, com um acumulado de 4.296 casos e 12 óbitos, seguida de Tete, com 2.535 casos e nove óbitos, onde a prevalência da doença subiu para 0,4% nos últimos dias.

A Organização Internacional para as Migrações está a apoiar 22.000 das cerca 100.000 pessoas deslocadas na província de Cabo Delgado devido aos ataques terroristas, mas alertou que está a ficar sem meios.

“Este número alarmante representa a segunda maior onda de deslocamentos em Cabo Delgado desde o início do conflito em 2017, sublinhando o aprofundamento da crise humanitária”, alerta a instituição, referindo-se aos mais de 112.000 deslocados registados na actual vaga de ataques, desde final de Dezembro, dos quais quase 100.000 no último mês.

“Apesar destes esforços”, a OIM, citada pela DW, sublinha que a magnitude da crise continua a ultrapassar os recursos disponíveis, evidenciando uma lacuna que precisa de ser urgentemente colmatada.

No mais recente boletim semanal daquela agência intergovernamental, que a Lusa noticiou no dia 05 de Março, a OIM contabiliza a deslocação de pessoas provocada pelos ataques ocorridos entre 08 de Fevereiro e 03 de Março, sobretudo nos distritos de Chiúre e Macomia, respectivamente com 91.239 e 5.719 deslocados naquele período, sobretudo (62%) crianças (61.492).

“Os ataques e o receio de ataques por parte de grupos armados”, descreve a OIM, verificou-se sobretudo em Ocua, Mazeze e Chiúre-Velho, no distrito de Chiúre, com os deslocados a fugirem para a vila de Chiúre (28.754) ou para Erati, na vizinha província de Nampula (45.957).

No mesmo boletim, citado pela DW, a OIM refere que entre 22 de Dezembro de 2023 e 03 de Março de 2024, “ataques esporádicos e medo de ataques de grupos armados” em Macomia, Chiúre, Mecufi, Mocímboa da Praia e Muidumbe já levaram à fuga de 24.241 famílias, num total de 112.894 pessoas.

A Perturbação tropical vai provocar chuvas intensas no Centro e Norte do país, a partir deste domingo. A zona sul será afectada pelo fenómeno na segunda feira, sendo que o INAM apela à tomada de medidas de precaução.

A perturbação tropical vai provocar chuvas intensas na região Centro, concretamente em Sofala a partir deste domingo e alastrando-se para Inhambane e Gaza, na segunda-feira e atingindo a capital do país na terça-feira. A previsão é de chuvas intensas, acompanhadas de ventos fortes e trovoadas.

Segundo Manuel Francisco, meteorologista no Instituto Nacional de Meteorologia, em resultado da perturbação tropical, o sistema irá provocar chuvas periódicas que podem atingir acima de 100 milímetros por cada 24 horas e os ventos podem não ser muito fortes.

A pertubação troplical vai causar agitação no mar e a criar ondas de até quatro metros de altura, pelo que INAM recomenda a tomada de medidas de precaução.

A Polícia da República de Moçambique na província de Maputo diz que a mulher assassinada em Boane, na passada segunda-feira, apresentava sinais de agressão e  violação sexual. O caso ocorreu no bairro de Tchonissa, distrito de Boane, na madrugada de segunda-feira, 4 de Fevereiro. A mulher que em vida respondia pelo nome de Rosa Lázaro, foi encontrada morta em sua residência e o seu corpo só foi descoberto na tarde de quarta-feira, 6 de Fevereiro.

A Polícia da República de Moçambique a nível da província de Maputo esteve no local da ocorrência e avançou, de forma prematura, que a vítima apresentava sinais de agressão e violação sexual.

“O Comando Provincial da PRM, da província de Maputo tomou conhecimento da existência de um corpo encontrado sem vida e solicitou a brigada técnica do Serviço Nacional de investigação criminal, que efectuou exames e notou vários sinais de agressão e violação sexual no corpo”, referiu a porta-voz do Comando Provincial, Carminia Leite.

Questionada pelo “O País” sobre as circunstâncias em que a gestante de seis meses perdeu a vida, Leite disse que os factos estão sendo apurados, mas apresentou novos dados: Há indícios de que o corpo tenha sido arrastado do local do crime para outro e no interior da residência da finada apenas o celular foi roubado.

Carminia Leite avança ainda que o Serviço Nacional de Investigação Criminal continua a investigar por forma a esclarecer o crime e responsabilizar os seus autores.

FEMATRO apela ao Governo a criação de faixas dedicadas para autocarros e o envolvimento do sector privado na busca de soluções viáveis para a crise de transporte no país.

A Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários diz que a zona metropolitana de Maputo não está preparada para receber os autocarros articulados, projectados pelo Governo. Jorge Manhiça, porta-voz da FEMATRO, diz que o Executivo deve envolver o sector privado para juntos encontrarem soluções viáveis para fazer face aos problemas de transporte do país. Os autocarros articulados já deviam estar a circular desde Janeiro deste ano (2024), o que ainda não aconteceu. Depois de falhar várias vezes, a Agência Metropolitana dos Transportes de Maputo apontou Março como o provável mês para a entrada em circulação dos autocarros.

Por sua vez, a FEMATRO, reclama da falta de transparência num processo que por ser parceiro deveria ser envolvida: “A preocupação mesmo é a falta de ligação da FAMATRO como parceiro da AMT e Ministério dos transportes. Porque não pode haver assuntos de transportes e a FEMATRO não está por dentro. Contactamos o AMT, mas não nos disseram nada. Só para mostrar que não existe nenhuma ligação entre o sector privado e o público” – disse Manhiça, porta-voz da FEMATRO.

Questionado pelo “O País”, sobre a data de início da circulação dos autocarros articulados, o Porta-voz da FEMATRO, afirmou ainda, haver a necessidade de se criar condições no terreno antes do início da circulação dos autocarros articulados. Visto que uma das causas da redução de transporte na zona metropolitana de Maputo é a recorrente avaria dos meios circulantes e a falta de manutenção.

Refira-se que o Presidente do Conselho de Administração da AMT, António Matos, em entrevista recente à RM, revelou que os autocarros articulados serão geridos pelas empresas municipais de transporte de Maputo e Matola e uma companhia sul-africana.

O cancro é a principal causa de morte em pessoas com idade superior a 50 anos em Moçambique. O  país conta desde a partir de hoje com  novo  Centro de Pesquisa Científica e Formação em Saúde com objetivo de  promover pesquisas clínicas e formações certificadas aos profissionais de saúde de diferentes áreas, tendo o cancro como sua área de excelência.

A informação foi avançada pelo vice-ministro da saúde Ilesh Jani durante a sua passagem pelo Hospital Central de Maputo onde testemunhou a entrada em funcionamento do Centro de Pesquisa Clínica e Treino.

“Vimos durante a visita ao centro que um dos principais focos é o cancro. O cancro é a causa importante na mortalidade no nosso país, neste momento, o cancro já é a principal causa de mortalidade em pessoas com mais de 50 anos, é a terceira causa mais importante na mortalidade, no grupo etário entre os 15 e 48 anos de idade. Portanto, o cancro não é uma preocupação do futuro no nosso país, é uma preocupação presente no nosso país.”

Para além do cancro do colo do útero espera-se que este centro pesquise sobre outras doenças que afectam moçambicanos. Apelou o governante.

“Esperamos também que o centro possa promover e dinamizar pesquisas em outras áreas, doenças não transmissíveis. Por exemplo: a hipertensão é uma doença com enorme prevalência, diabetes, também as doenças infecciosas, o trauma. Portanto, o nosso país vive hoje o triplo fardo da doença, entretanto realizar pesquisas dessa doença é fundamental.”

O centro custou cerca de um milhão e meio de dólares financiados pelo governo americano que anualmente desembolsa cerca de cinco milhões de dólares para o diagnóstico, prevenção e tratamento do cancro do colo do útero em todo país, de acordo com Irene Benech, representante do governo norte-americano.

“Entre outubro de 2022 e setembro de 2023, essa atividade permitiu que cerca de 400 mil mulheres vivendo com HIV  fossem rastreadas para o cancro do colo do útero.”

A Organização mundial da saúde enaltece os esforços do país na pesquisa e tratamento de cancro.

“A Organização Mundial da Saúde considera essas investigações científicas, toda produção científica um bem comum e que deve estar disponível para ser partilhado.” avançou  Tomás Valdez, em representação da  OMS.

O recém-inaugurado centro de pesquisa clínica e treino está equipado com tecnologia de ponta, vai beneficiar a academia dentro e fora do país e incluindo hospitais nacionais de referência.

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) não tem recursos para continuar a prestar assistência humanitária às vítimas do terrorismo em Cabo Delgado. O facto foi confirmado na cidade de Pemba, capital de Cabo Delgado, pelo alto-comissário da ACNUR, no final da sua visita à província.

“Nós temos planos de curto e longo prazo, e, para assistência de emergência a Cabo Delgado, que é de curto prazo, precisamos de 49 milhões de dólares norte-americanos, mas até agora só temos 17 por cento deste valor”, explicou Filippo Grandi.

Caso os doadores continuem indiferentes ao drama humanitário em Cabo Delgado, segundo a fonte, a ACNUR será obrigada a redimensionar ajuda aos deslocados.

“Como uma organização das Nações Unidas, [nós, a] ACNUR, e diversos parceiros, estamos  comprometidos em dar uma resposta de grande escala ao drama humanitário em Cabo Delgado, mas, infelizmente, sem recursos suficientes, não teremos alternativa se não fazer menos do que devíamos fazer.”

Uma das causas da falta de fundos para minimizar a crise humanitária em Cabo Delgado, na percepção do alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, tem a ver com a actual situação mundial, que, devido a muitas guerras e efeitos de mudanças climáticas, deixaram Cabo Delgado parcialmente ofuscado.

“Uma das causas para essa aparente indiferença são as guerras e outros fenómenos naturais que estão a atrair a atenção do mundo e a deixar a situação de Moçambique quase invisível”.

Para evitar uma crise humanitária que tende a agravar-se com a nova onda de ataques terroristas, o mais alto dirigente da ACNUR comprometeu-se a lutar pela causa de Cabo Delgado.

“Depois de visitarmos Mocímboa da Praia, onde cerca de cento e quarenta e cinco mil habitantes regressados haviam abandonado a vila devido ao terrorismo, ficamos chocados e lembrei-me das verdadeiras consequências dos conflitos, e as soluções dos problemas levam muito tempo. Por esta e outras razões, a partir de hoje, comprometo-me a trabalhar em todo o mundo como um porta voz da causa de Moçambique, para defender os interesses dos deslocados e até de famílias acolhedoras, para garantir recursos e soluções duradouras para os problemas que a população enfrenta”, prometeu.

Além de doadores e organizações humanitárias, o alto-comissário da Nações Unidas para os Refugiados deixou um apelo a toda a comunidade internacional.

Entretanto, na impossibilidade de disponibilização de recursos para situações de emergência, a ACNUR apela à intervenção das entidades nacionais e internacionais que sempre apoiaram Moçambique nos projectos de desenvolvimento.

“Apelo ao Banco Mundial e a outros parceiros para apoiarem Moçambique em projectos de desenvolvimento, para não só evitar uma crise humanitária, como também travar o alastramento do terrorismo no mundo”, concluiu Filippo Grandi.

Nesta primeira visita a Cabo Delgado do alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, que acontece numa altura em que há recrudescimento dos ataques terroristas, Filippo Grandi passou pelos  distritos de Mueda e Mocímboa da Praia, e esteve na companhia da presidente do Instituto Nacional de Gestão de Riscos e Desastres, Luísa Meque, da coordenadora residente da ACNUR em Moçambique, Catherine Sozi, e do conselheiro especial das Nações Unidas para Refugiados, Robert Piper.

Há previsão de chuvas entre moderadas a fortes, em resultado de uma perturbação tropical. O sistema está a causar agitação no mar e a criar ondas de até quatro metros de altura.

O fenómeno vai influenciar as temperaturas nas províncias de Cabo Delgado e  Nampula, no Norte, e Zambézia, Sofala e Manica, no Centro do país, nas próximas 24 horas.

De acordo com o INAM, as chuvas poderão ser de 30 a 50 milímetros em 24 horas, por isso, recomenda-se a tomada de medidas de precaução.

O assassinato aconteceu no dia 27 de Janeiro deste ano, depois da vítima e o ex-namorado terem sido vistos a consumir bebidas alcoólicas de fabrico caseiro, vulgo pombe, numa barraca próximo a casa da finada.

O indiciado foi detido pelo SERNIC  há dias . Confirma ter estado com a vítima na mesma noite do assassinato,mas nega ter sido ele quem matou a namorada.

O SERNIC em Tete,diz que  a investigação desenvolvida no terreno confirma que o indivíduo detido por alegadamente assassinar a ex -namorada é o principal suspeito.

A família da vítima pede para que a justiça seja feita .

De acordo com Celina Roque, porta-voz do SERNIC em Tete, terminou apelando a população a  não optar por vias de violência para resolver qualquer problema.

O irmão da vítima ,disse que o antigo cunhado sempre foi violento e que não queria terminar a relação com o finado.

A vítima tinha 29 anos . Deixa quatro filhos menores.

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