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O País – A verdade como notícia

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apresentou, hoje, um indivíduo de 44 anos de idade, indiciado de ter participado na preparação do rapto de uma cidadã, no ano passado, na Cidade de Maputo.

Cerca de quatro meses depois de o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) ter registado um caso de rapto de uma cidadã de origem asiáica, no bairro da Sommerchield, na Cidade de Maputo, um indivíduo de 44 anos foi apresentado como um dos integrantes da quadrilha que praticou a acção criminosa.

O SERNIC diz que o detido foi encontrado na posse de chapas de matrículas gravadas numa viatura que teria sido usada para o rapto.

“Aquando da detenção de três indivíduos, indiciados no rapto ocorrido no dia 20 de Janeiro do ano em curso, esses três cidadãos foram surpreendidos e detidos na posse de duas chamas de matrícula, que tinham sido cravadas na viatura usada no rapto ocorrido no dia 01 de Novembro, de que foi vítima uma cidadã”, disse Hilário Lole, porta-voz do SERNIC.

No entanto, o detido acusado da prática deste crime que forçou vários empresários a abandonarem o país nega as acusações que pesam sobre si.

“Eu não estou envolvido em nenhum rapto. Não tenho passagem pela Polícia, nunca estive em situação de detido. Sou um cidadão normal, que trabalha. Procuro o meu pão no dia-a-dia”, disse.

Em relação ao rapto registado na semana passada, na rua Augusto Macamo, na capital do país, o Serviço Nacional de Investigação Criminal diz estar a efectuar diligências para o seu esclarecimento.

A tempestade tropical Filipo poderá afectar a província de Maputo a partir do final do dia de hoje, depois de na noite de ontem ter afectado os distritos das províncias de Sofala e Inhambane. O Instituto Nacional de Meteorologia garante a saída do sistema na quinta-feira.        

Depois de evoluir para uma tempestade tropical severa, Filipo já faz soar alarmes. Só para ter uma ideia, na província de Inhambane, ponto de entrada do fenómeno , houve destruição de casas, escolas, infraestruturas eléctricas e árvores. 

De acordo com o INAM, o sistema foi ocasionando muita precipitação, de tal modo que a precipitação chegou a ser superior a 150 milímetros nas últimas 12 a 18 horas. 

“O sistema vai continuar a evoluir, de tal modo que também irá deslocar-se progressivamente e  já está a influenciar o estado  de tempo na província de Gaza e esta influência vai continuar nas próximas 12 e 24 horas”, explicou Telmo Sumila, meteorologista. 

A província de Maputo será afectada a partir do final do dia de hoje com registo de chuvas fortes.  

“Não obstante, nós já temos alguns registos de chuva muito fraca por conta da aproximação do sistema. De maneira geral, o que nós esperamos, depois  que este sistema entre para a província de Maputo, é que ele se desloque para a região do mar saindo sobre o norte da província de Maputo e o sul da província de Gaza a partir do dia 14”, disse.         

O INAM recomenda  a tomada de medidas de precaução e segurança face a situações de ventos fortes e chuvas.

Passa, hoje, um ano após a entrada do ciclone tropical Freddy na província da Zambézia, que afectou centenas de pessoas, causando luto e dor, além da destruição de infraestruturas públicas e privadas.

Um evento que mexeu com o tecido socioeconómico da Zambézia em 2023. Por estas alturas, a província lutava para debelar o sofrimento causado por aquele evento climático, com destaque  para os distritos localizados ao longo da Costa. 

José Ferreira reside no bairro Incidua, em Quelimane, um dos mais vulneráveis a eventos ciclónicos, há mais de três décadas. Lembra como se fosse ontem a passagem do ciclone Freddy. “Presenciei a passagem do ciclone Freddy, estávamos todos aflitos e o cenário era de cada um por si, Deus para todos. Os efeitos do ciclone continuam e nós estamos aqui a sofrer por conta disso. Esperamos por dias melhores”, disse Ferreira.

Vasco Abacar é outro cidadão de Quelimane que também sofreu, junto com a sua família, com a passagem do ciclone em 2023. Conta que o ciclone criou uma condição de vida nômada e falta de alimentos. “Volvido um ano, só lembramos o sofrimento que vivemos. As nossas casas caíram e hoje muitos de nós não têm condições para reerguer outras”, lamentou. 

As famílias procuram todos os dias reparar os danos causados. Reforçam chapas de zinco sempre que há anúncio de mau tempo. 

O delegado do INGD na província da Zambézia, Nelson Ludovico, fez saber que ficaram afectas pelo ciclone perto de 800 mil pessoas. Mais de 25% destes necessitaram de ajuda humanitária e 157 pessoas perderam a vida. 

“É por isso que, consciente desta realidade, o Governo elaborou um relatório de avaliação das necessidades pós ciclone. Foi com base neste documento que estamos a trabalhar junto de parceiros internacionais para ver se conseguimos captar recursos para uma reconstrução mais resiliente a nível da província”, disse Ludovico adiantando que “neste momento fizemos a reconstrução de algumas infraestruturas sociais ao nível da província com recursos anunciados e disponibilizadas pelo Presidente da República. Contudo, temos ainda mais esforços para assegurar o processo de reconstrução em curso e apoio das famílias”. 

Actualmente, chove na zona Norte da província, o que reanima a produção das famílias. A preocupação tem sido na zona sul, onde a chuva ainda é escassa, mas espera-se por dias melhores. 

O Governo da província ainda não tem registo de bolsas de fome. 

Seis pessoas morrem e três estão desaparecidas na sequência de dois naufrágios e igual número de afogamentos na província do Niassa. O uso de embarcações inadequadas e navegação marítima com caudal em níveis altos são apontados como as causas.

Os dados são resultados de duas situações ocorridas durante a semana passada, nos distritos de Mandimba, Sanga, Marupa e Mavago,  na província do Niassa, na região Norte do país. 

Segundo a porta-voz provincial da Polícia da República de Moçambique em Niassa, Mirza Maguanda, dentre os motivos que terão causado os naufrágios estão, o destaque vai para a predominância de uso de embarcações inadequadas e navegação marítima com caudal em níveis altos.

“Em Mandimba, tivemos o caso de naufrágio devido a más condições da canoa em que esses ocupantes navegavam. Para o caso de Sanga, foi devido ao aumento do nível de água, ou melhor a subida do caudal do rio”,  apontou.

Em coordenação com o regimento da Polícia de Fronteira, as autoridades em Niassa desdobram-se para a minimização dos casos de afogamento e naufrágios.

Numa outra abordagem, Maguanda disse que Niassa mantém-se ainda “firme e inabalável” perante a iminência da tempestade tropical Filipo, que já se faz sentir  no Centro e Sul do país, não obstante as últimas chuvas torrenciais na semana passada.

“Tivemos, na semana passada, o registo de chuvas que originaram a subida de caudais dos rios, nesta semana em particular ainda não temos registos dessas ocorrências”, assegurou a porta-voz da PRM em Niassa, ao mesmo tempo que assegura que, até então, a situação continua estável.

A tempestade tropical moderada Filipo entrou no país através da província de Inhambane, pelo distrito de Inhassoro, às 5 horas de hoje. O fenómeno evoluiu para tempestade tropical severa.

O Instituto Nacional de Meteorologia alerta que nas prόximas 24 horas, o sistema continuará a deslocar-se progressivamente na direcção sudoeste, o que vai afectar as temperaturas com chuvas muito fortes, vento máximo de 90 Km/h e rajadas até 120 Km/h nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo.

Em Inhambane, o alerta vai para os distritos de Homoine, Funhalouro, Inharrine,Jangamo, Mabote, Massinga, Zavala, Morrumbene, Massinga, Vilankulo, Inhassoro, Govuro, Panda e Cidades de Maxixe e Inhambane.

Já em Gaza, serão afectados os distritos de Massingir, Chókwe, Chongoene, Bilene, Limpopo, Mandlakazi, Chicualacuala, Mapai, Mabalane, Chigubo, Chibuto, Guijá, Chongoene e cidade de Xai-Xai.

Manhiça, Marracuene, Boane, Magude, Matutuine, Moamba, Namaacha, Cidades da Matola e Maputo serão os fustigados pela intempérie. 

Face à  ocorrência de ventos fortes, trovoadas e chuvas muito fortes, recomenda-se a tomada de medidas de precaução e segurança.

Mais de 525 mil pessoas poderão ser afectadas por ventos fortes e inundações causadas pela tempestade tropical severa chamada “Filipo”, prevê o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

O fenómeno, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) começou a ser sentido na noite de ontem nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane e Sofala. Espera-se que o mesmo dure até amanhã (quarta-feira).

Trata-se de um fenómeno meteorológico que já havia perdido quase todas as forças, há uma semana, mas voltou a ganhá-las e poderá causar estragos na região Sul do país e na província de Sofala.

Previa-se que entrasse a partir da noite de ontem em Inhambane, com ventos a atingir 90 km por hora, que podem ser comparados à velocidade de um carro.

Além dos ventos, o fenómeno poderá causar chuvas que poderão atingir entre 100 e 200 milímetros em 24 horas, prevendo-se, por isso, inundações.

Por isso, o centro operativo de emergências, que junta várias instituições públicas, esteve reunido ontem, na Cidade de Maputo, tendo informado que já foram activados os centros de emergência em todas as províncias em alerta.

“Estimam-se cerca de 525 mil pessoas em risco e também unidades escolares e sanitárias a serem afectadas por este fenómeno, principalmente nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo. Portanto, há equipas multissectoriais que, a nível local, já estão a implementar as medidas de sensibilização das comunidades, para se precaver em relação a este fenómeno”, disse Paulo Tomás, porta-voz do INGD.

Devido à situação, várias infra-estruturas poderão ficar destruídas. “O grande problema que devemos tomar em consideração é a questão da transitabilidade rodoviária, sobretudo nos distritos do interior das províncias de Gaza e Inhambane. Estamos a prever que pode haver trânsito condicionado, sobretudo na ligação dos distritos como Chigubo-Massangena, Chigubo-Funhalouro, Funhalouro-Mabote, Funhalouro-Massinga e Mabote Mapinhana. São vias que, neste momento, podem ficar condicionadas”, disse Agostinho Vilanculos, da Direcção Nacional de Gestão dos Recursos Hidráulicos.

O fenómeno vai afectar as quatro províncias durante três dias. “Para esta noite, (referindo-se a ontem) nós esperamos ventos fortes. O fenómeno entra como tempestade tropical severa com ventos de 90 a 120 quilómetros por hora, no momento em que encosta nos distritos de Govuro e Vilankulo, e, ao entrar para o continente, ele perde a sua intensidade e passa para depressão e reduz a sua velocidade de vento para 50 quilómetros por hora, aumentando, assim, a sua velocidade de precipitação. É aí onde já começamos a ter os 200 milímetros de precipitação em curto espaço de tempo. Essa quantidade, que vai cair em menos de seis horas, nós costumamos prever para todo o mês de Março”, explicou Manuel Francisco, meteorologista do INAM.

Importa sublinhar que a época chuvosa que se iniciou em Outubro do ano passado já fez, até aqui, 115 óbitos e afectou cerca de 55 mil pessoas.

Um morto e dez feridos, graves e ligeiros,  é o resultado de uma confusão havida este domingo entre a Polícia e população do posto administrativo de Matsinho, no distrito de Vandúzi, província de Manica.

O posto policial de Matsinho, distrito de Vandúzi, transformou-se num verdadeiro campo de batalha.  A população,  enfurecida,  protagonizou actos de vandalismo para persuadir a Polícia a tirar das celas dois indivíduos acusados de assassinar mototaxistas e roubar motorizadas.

A Polícia confirma o sucedido e diz que o finado foi vítima de uma bala perdida. No entanto,  os dois indiciados,  que a população pretendia linchar, negam as acusações que pesam sobre si.

Em Manica,  assassinos de mototaxistas têm estado a desafiar a Polícia. Só na semana passada, dois mototaxistas foram mortos.

 

BALEADO MEMBRO DA PRM

Um oficial da Polícia afecto à Guarda Fronteira foi encontrado sem vida no rio Messica, em Vandúzi. A PRM em Manica, que diz desconhecer o motivo, refere que a vítima terá sido baleada na cabeça e jogada ao rio.

Aníbal Mendonça, de 43 anos de idade e membro da Polícia de fronteira afecto ao terceiro regimento no distrito de Manica, foi encontrado sem vida no rio Messica, na manhã de sábado.

A Polícia e o SERNIC chamaram a imprensa, este domingo, para confirmar o facto e dizer que o agente morreu em pleno gozo de férias.

De acordo com a Polícia, o corpo de Aníbal Mendonça apresentava perfurações de balas na cabeça, o que sugere que tenha sido alvejado por arma de fogo.

O SERNIC diz que aguarda laudo médico-legal para saber com quantas balas Anibal foi morto.
Este dado, de acordo com o SERNIC,  vai ajudar a determinar as prováveis causas do crime.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, encorajou e felicitou a toda comunidade muçulmana, em particular em Moçambique, pelo início do Ramadão, considerado um dos meses mais sagrados do ano para os muçulmanos, pois efectiva-se um dos pilares do Islão, o jejum.

“Por ocasião do início, hoje, deste momento de sacrifício, saudo e encorajo à comunidade muçulmana, particularmente do meu país, para que celebre a renovação da fé tendo presente os valores e princípios que sempre caracterizam o Islamismo, como a prática da solidariedade, caridade, honestidade e fraternidade”, escreveu Nyusi na sua pagina do Facebook.

O Chefe de Estado endereçou ainda a toda comunidade muçulmana “votos de muita fé e determinação, rogo que tenha sempre em mente neste período de ramadão os nobres valores da harmonia e concórdia no seio da família moçambicana”.

A conjuntivite alastrou-se para sete províncias do país, sendo que, além de Nampula e Sofala, Zambézia é um dos pontos do com mais casos da doença, segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública.

Sem revelar dados actuais sobre a doença, o director nacional de saúde pública, Quinhas Fernandes, disse a jornalistas, esta segunda-feira, que o país continua a registar casos e que sete províncias já tiveram confirmações.

“Neste momento, estamos com a província da Zambézia também dentro das estatísticas de pontos com mais casos de conjuntivite, mas, como sabem, o Governo está a desdobrar-se para que a situação não chegue a outros níveis”, garantiu Quinhas.
Os problemas de higiene são alguns dos vectores da doença, com destaque para a não lavagem das mãos, de acordo com as autoridades nacionais.

“Há necessidade de tomada de cuidados de higiene, principalmente a lavagem das mãos. Levar as mãos à cara ou trocar objectos de uso pessoal pode ser um dos caminhos de contaminação da doença. O ideal é evitar-se ao máximo.

Segundo explica o especialista em saúde pública, os pacientes chegam a precisar de sete ou 10 dias para se recuperarem da doença, que já levou ao internamento de uma pessoa na cidade da Beira.

 

ONCOCERCOSE AMEAÇA ASSOLAR MOÇAMBIQUE DEPOIS DE MALAWI E TANZÂNIA

Moçambique está vulnerável à eclosão de oncocercose, uma doença causada por picadas de mosca negra e que pode provocar cegueira. Neste momento, há 32 países africanos com casos registados, incluindo os vizinhos Malawi e Tanzânia.

Um estudo epidemiológico realizado em 2019 nas províncias de Niassa, Zambézia e Tete revela evidências da existência do vector de transmissão da oncocercose, uma doença causada por picadas de mosca negra fêmea, cujos sintomas incluem comichão intensa, caroços na pele, e que pode chegar a causar cegueira.

Segundo o vice-ministro da Saúde, Ilesh Jani, que falava esta segunda-feira, em Maputo, o país precisa de estar munido de todas as ferramentas, para que não seja surpreendido pelo surto.

“A doença integra a lista das enfermidades negligenciadas e nós julgamos ter as condições para iniciar o processo de eliminação da oncocercose como problema de saúde pública no país”, disse o dirigente durante o discurso de abertura da primeira reunião de peritos em oncocercose, que juntou o MISAU e parceiros de cooperação.

O Ministério da Saúde chama atenção sobre os sintomas da doença, maioritariamente registada em países africanos. 99% dos casos registados no mundo estão em 32 países africanos. Dos 14 milhões, 1,2 chegam a desenvolver cegueira.

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