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O País – A verdade como notícia

O Presidente da República diz haver necessidade de fortalecer a fiscalização da indústria mineira para evitar a subfacturação de bens e serviços. Filipe Nyusi falava hoje, em Maputo, durante a inauguração de um laboratório de geologia.

Num contexto em que se exploram no país recursos minerais diversos, com destaque para carvão, pedras preciosas e gás, o Presidente da República entende que é necessário travar prováveis manobras que possam ocorrer na indústria.

“E nessa expectativa de que a acção fiscalizadora seja mais fortificada, quer no âmbito da produção, quer no que concerne à tributação. Essa fiscalização poderá trazer à superfície dados correctos, que evitem a subfacturação nas relações entre as empresas em Moçambique e as multinacionais que processam a comercialização, os produtos do mercado internacional, por vezes com uma estrutura accionista comum”, disse Filipe Nyusi, presidente da República.

No entender do chefe de Estado, um dos instrumentos a ser usado é o Laboratório de Geologia do Instituto de Minas, inaugurado esta segunda-feira.

“Este laboratório está apetrechado de equipamento que permite disponibilizar serviços às empresas mineiras, outras instituições públicas e privadas. Essa realidade deverá contribuir para a redução dos custos da exportação de amostras e a transparência da determinação da base tributável em sede do imposto sobre a produção mineira.

Filipe Nyusi desafia o gestor da infra-estrutura a aumentar as suas receitas através do novo laboratório.

Localizado no bairro de Magoanine B, na capital do país, a infra-estrutura custou cerca de 190 milhões de Meticais, provenientes do cofre do Estado.

A empresa Petromoc S.A confirma a dívida de cerca de 600 milhões de meticais, resultante da venda de combustível à LAM. A Puma Energy ainda não se pronunciou, apesar de ter sido contactada.

Na manhã desta segunda-feira, o jornal O País deslocou-se às instalações da empresa Petromoc para, de perto, obter esclarecimentos em torno da dívida de cerca de 600 milhões de meticais resultante do fornecimento de combustível para as aeronaves da empresa Linhas Aéreas de Moçambique.

Uma fonte, que não quis ser identificada, confirmou a existência da dívida, mas não revelou  o período em que foi contraída. Disse também que o assunto está a ser “digerido internamente” e assim que se justificar, será dado a conhecer o posicionamento da empresa.

Já a Puma Energy mostrou-se indisponível para reagir ao assunto, mas promete se pronunciar logo que possível.

A interrupção no fornecimento de combustível às aeronaves da LAM está a ter impacto negativo nas ligações aéreas dentro e fora do país. Por conta disso, a companhia aérea convocou, esta segunda-feira, uma conferência de imprensa para abordar a questão.

São necessários 67 milhões de meticais para fazer a manutenção de algumas estradas na província de Niassa. 

Entre as vias que precisam de intervenção, o destaque vai para os trocos Cuamba-Mecanhelas, Etatara-Mepanhira, Mecanhelas-Entrelagos, Unango-Macaloge e Majune-Mavago,  por serem as mais críticas. 

O valor vai, igualmente,  servir para  a reposição de aquedutos tombados devido às chuvas fortes que se fazem sentir naquele ponto do pais.

O delegado Provincial da Administração Nacional de Estradas (ANE), no Niassa, Oreste Zezela, disse, à Rádio Moçambique, que  o sector conta com  50 empreiteiros em toda a extensão da província, preparados para solucionar problemas em casos de necessidade.

A província de Niassa tem 7690 quilómetros de estradas, mas apenas 907 estão revestidos.

Segundo a Rádio Moçambique, desde o início da época chuvosa, 35 quilómetros de estradas ficaram danificados.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugura hoje, o Laboratório de Geologia, no distrito Municipal KaMubukuana, na Cidade de Maputo.

O referido laboratório está sob tutela do Instituto Nacional de Minas (INAMI) e vai comportar, também,  o Centro de Análise e Processamento de Dados Sísmicos, segundo um comunicado da Presidência da República.

 

A empresa Linhas Aéreas de Moçambique atrasou cerca de cinco voos marcados para hoje, devido à falta de combustível para abastecer as
aeronaves. O jornal O País sabe que a razão de fundo é que a LAM está com altas dívidas às gasolineiras. O problema afectou mais de mil
passageiros.

As aeronaves da LAM ficaram em terra mesmo quando era para estarem a voar. Por causa disso, acabaram por cair por terra todos os planos dos passageiros que ficaram retidos na sala de embarque.

Durante toda a manhã de ontem e grande parte da tarde, os corredores do Aeroporto Internacional de Maputo estiveram abarrotados. A razão é que se tinham juntado passageiros de diferentes voos e que tinham diferentes destinos. Todos os voos atrasaram-se.
A informação do atraso estava na tela de informações, mas oralmente ia havendo actualização de tempo em tempo. Segundo os passageiros com quem o “O País” conversou, as remarcações aconteciam de hora em hora,
e, a dado momento, as pessoas que davam essas actualizações desapareceram.

“Chegámos aqui às 09 horas para fazer o check-in. Era suposto partirmos às 11h, mas só depois dessa hora é que soubemos que havia um adiamento. Mesmo essa informação só tivemos quando procurámos saber”, disse um dos passageiros que não se quis identificar.
São cerca de cinco voos afectados, incluindo Maputo-Pemba, Maputo-Quelimane, Harare-Lusaka-Maputo e Inhambane-Maputo. Mais de
mil passageiros com agendas baralhadas. Sobre a razão dos atrasos?

“Não nos disseram nada. Só diziam que estão atrasados”, disse outro passageiro.
Bom, eles, os passageiros, podem até não saber, mas o “O País” sabe. Os atrasos foram causados por dívidas que a companhia tem com as
gasolineiras que fornecem combustíveis para os aviões.

São mais de 600 milhões de Meticais devidos à Petromoc, 42 à Puma e mais de 27 mil dólares em Harare.

Esta situação surge num contexto em que, no ano passado, a consultora Fly Modern Ark, contratada pelo Governo para resgatar a companhia, tinha dado a entender que todas as impurezas da gestão estavam a ser limpadas e, que, por isso, a empresa estava a ser mais produtiva. Mas parece que ainda há muito por fazer, a começar por pagar as dívidas que
levaram a que as aeronaves ficassem em terra.
Esta não é a primeira vez que isto acontece na LAM. Em 2018, foi numa situação destas que o anterior Conselho de Administração acabou
afastado, tendo sido substituído pela actual direcção.

Contactámos a empresa Linhas Aéreas de Moçambique, através da sua direcção e Departamento de Comunicação, e o que nos foi dito é que a companhia aérea não se iria pronunciar sobre o atraso destes voos.

Automobilistas no distrito de Govuro, em Inhambane, queixam-se do avançado estado de degradação da estrada que dá acesso à  Vila de Nova Mambone. Dizem que levam cerca de duas horas para percorrer um troço de apenas 50 quilómetros.

Devido à  situação, as viaturas sofrem e constantemente têm de ser levadas à  reparação.

O administrador do distrito reconhece o problema e diz que a circulação de camiões pesados é que agravaram a situação. 

Recorde-se que além da referida estrada, a via que dá acesso à cidade de Vilankulo também está em avançado estado de degradação.

O Instituto Industrial e Comercial 1º de Maio em Quelimane precisa de cerca de 9 milhões de Meticais para a reabilitação de 22 salas de aula, bloco administrativo, entre outros. O ciclone Freddy, que há cerca de um ano assolou Quelimane, arrasou as instalações, deixando-as irreconhecíveis e sem condições mínimas para o funcionamento.

Localizado no centro da cidade de Quelimane, na província da Zambézia, o Instituto Industrial e Comercial 1º de Maio apresenta má imagem, cerca de um ano após a passagem da depressão tropical Freddy. Tectos estão completamente danificados, facto que coloca em causa o funcionamento de 22 salas de aula.

Otília Tchembeze, directora do estabelecimento de ensino técnico, reconhece o impacto negativo da degradação no decurso das aulas.

Falando em aulas, importa referir que estas arrancam esta segunda-feira, envolvendo 120 alunos. Destes, 65 já vinham estudando nos cursos de Contabilidade. Este ano, será acrescido o de Electricidade Industrial.

“Neste momento, estamos numa situação não muito boa, principalmente depois do ciclone Freddy. A instituição sofreu vários danos, no que diz respeito ao tecto de todas as instalações, nomeadamente os dois blocos de aulas, bloco administrativo, dos laboratórios, sofreram muito na parte de cima”, disse a directora do instituto.

Quando chove, a água chega a entrar nas salas de aula, devido à infiltração no tecto. Devido à falta das janelas, a entrada da água ocorre em função da força do vento. Por isso, os alunos são forçados a colocar carteiras no canto, como forma de fugir da água.

Otília Tchembeze fez saber que, apesar de todas as dificuldades infra-estruturais, as aulas arrancam esta segunda-feira, dia 12 de Fevereiro, e, “em termos de salas de aula, temos as do bloco de baixo, que tem condições para o efeito”.

De forma geral, a directora diz que os estragos causados pelo ciclone podem comprometer o processo de ensino-aprendizagem, na medida em que, sempre que chove, as salas apresentam infiltração de água.

“Nós fizemos um levantamento de todos os sectores para orçamentar trabalhos de reposição das infra-estruturas. São cerca de nove milhões de Meticais necessários. Este valor não inclui a reposição dos laboratórios onde ficam equipamentos para as aulas práticas”.

Os funcionários do único instituto público que lecciona cursos de Electricidade e Contabilidade na Zambézia lamentam a situação. Segundo explicam, o facto não afecta só os alunos, mas os técnicos e formadores também. Por causa dos estragos, os funcionários afectos ao sector administrativo são obrigados, sempre que chove, a sair do gabinete para trabalhar  no corredor. Por isso, esperam dias melhores.

O Gabinete do Governador da Zambézia teve, no ano passado, uma injecção de 250 milhões de Meticais para a reposição das infra-estruturas danificadas pelo ciclone Freddy. O nosso jornal sabe que todo o valor já foi utilizado para a reposição de diversas infra-estruturas e que não chegou para outras que também carecem de intervenção. Pio Matos diz que o Instituto Industrial e Comercial 1º de Maio será reabilitado este ano, com o financiamento da Secretaria de Estado para o Ensino Técnico-Profissional.

“A escola técnica vai ser reabilitada este ano, segundo a informação do secretário de Estado para o Ensino Técnico. Isto já nos foi comunicado, e tudo aponta que, este ano, será mesmo reabilitado. Com os fundos de emergência que recebemos, não era possível abranger todas as escolas. Para além de escolas, havia, igualmente, outras infra-estruturas importantes, como centros de saúde, a nossa grande prioridade, e fomos lá atacar primeiro”, disse o governador, que avança que a reconstrução pós-ciclone Freddy está a 80% e que o Governo vai continuar a trabalhar para repor as infra-estruturas que faltam.

Mais um empresário foi raptado, hoje, na Cidade de Maputo. O crime ocorreu na zona militar e a menos de 50 metros de um quartel. Testemunhas dizem que os raptores traziam consigo armas de fogo.

O rapto ocorreu por volta das 9 horas deste domingo, na rua Samuel Dabula, bairro Sommerschield, e a vítima é o proprietário de uma bottle store.

“Eu vi o senhor a vir abrir a bottle store. Eu costumo carregar os vasos dele nas manhãs e abrir a porta da loja, antes de chegarem os trabalhadores dele. Então, quando eu queria ajudá-lo, vejo um carro parado ali (perto da bottle store), e ele já estava no interior”, contou Mateus Machava, uma das testemunhas, no local dos acontecimentos.

E com o carro parado, pensaram, todos eles, que “aqueles eram clientes. Desceram do carro e, três minutos depois, saíram com o velhote. Carregaram-no e foram-se embora. Eram três. Um estava no carro e os outros dois desceram. Eram miúdos. Não eram pessoas crescidas. Dois deles estavam armados”.

O crime ocorreu numa zona militar e a menos de 50 metros de um quartel. Os raptores estavam munidos de armas de fogo.

“Os trabalhadores estavam lá dentro. Não podiam sair. A pessoa raptada é o dono da bottle store. Nem passavam 10 minutos depois de ter aberto. Acho que os raptores estavam a monitorá-lo. Ele não tem guarda. Os militares nada fizeram, porque ninguém percebeu nada. Eu percebi porque estava aqui perto. A Polícia chegou ao local 30 minutos depois”, descreveu uma das testemunhas.
Os vendedores informais que estavam a exercer as suas actividades na rua onde ocorreu o crime também viram alguma coisa. “Eu vi um carro entrar na bottle store. Os ocupantes saíram da viatura e entraram na loja. Não deu para perceber o que terá acontecido lá dentro. Só o carro a sair a alta velocidade. Foi quando começaram a gritar raptores, raptores”, contou Florência, vendedeira cuja banca estava posicionada em frente ao local do crime.

Segundo apurámos no terreno, descrito como amigo de todos, o empresário raptado chama-se Cláudio Dharmendra, tem mais de 50 anos de idade e é de origem asiática.

“Por isso foi estranho saber que ele foi raptado. Estamos todos tristes e comovidos por conta disso. Era um sítio onde toda a gente da Sommerschield vinha comprar vinho, whisky ou cerveja. É uma bottle store que ajudava muito para depois ficar a saber que aconteceu isso. É triste”, lamentou Salvador, um dos comerciantes da zona.

No local onde ocorreu o rapto, há câmaras de segurança de estabelecimentos privados, mas o “O País” sabe que algumas não funcionam.

Contactámos a Polícia da República de Moçambique e o Serviço Nacional de Investigação Criminal a nível da Cidade de Maputo para ter mais detalhes sobre o caso, mas sem sucesso.

A Associação de Solidariedade para com o Povo Palestiniano está, mais uma vez, a angariar apoios para canalizar aos palestinianos, no próximo mês de Março. A iniciativa surge face ao agravamento da situação humanitária, decorrente da guerra entre Israel e o Hamas. 

No ano passado foi enviada ajuda humanitária para a Palestina, proveniente de Moçambique, resultante de contribuições de várias pessoas e entidades. A acção repete-se este ano. 

As angariações são em dinheiro, e a iniciativa ocorre em todo país. Depois, serão adquiridos alimentos, produtos de higiene, roupas e outros artigos que se julgarem importantes.

Momade Amade, membro da direcção da Associação de Solidariedade para o Povo Palestiniano, explica que serão identificadas quatro pessoas para levarem a ajuda até ao povo da Palestina.

A ajuda humanitária chega à Palestina através do Egipto, onde serão adquiridos os produtos a serem enviados. 

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