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O País – A verdade como notícia

O Conselho Nacional de Defesa e Segurança manifesta preocupação com a onda de raptos que se verifica no país, tendo como alvo agentes económicos e, por isso, apela às autoridades competentes para imprimirem maior dinâmica no combate a este mal.

Reunido, esta segunda-feira, na décima quarta Reunião do órgão sob a liderança do Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, o órgão apreciou a situação de defesa, com enfoque para o combate ao terrorismo no Teatro Operacional Norte, bem como a evolução da situação de segurança e ordem pública a nível nacional.

Uma nota recebida na nossa Redacção indica que o Conselho congratula as Forças de Defesa e Segurança pela melhoria da situação de segurança no Teatro Operacional Norte, facto que tem contribuído para a retoma e bem-estar das populações.

No domínio da segurança pública, o Conselho Nacional de Defesa e Segurança expressou preocupação com a proliferação e trânsito de drogas pelo território nacional.

Quatro pessoas morreram em resultado de um embate entre dois camiões na localidade de 3 de Fevereiro, na Província de Maputo. Um dos camiões fazia o sentido Inhambane-Maputo e o outro saía de Maputo para Gaza.

Gildo Mucavel, motorista do camião que saiu de Inhambane, sobreviveu.

A Polícia de Trânsito aponta, como sempre, o excesso de velocidade como causa, mas há razões relacionadas com a fadiga.

Aliás, o INATRO  está certo de que a fadiga continua a ser um grande problema nas estradas moçambicanas, daí o apelo para que os automobilistas conduzam com prudência.

Em 2021, Manhiça foi palco de um dos maiores acidentes de viação no país, que matou, de uma só vez, 32 pessoas.

O Instituto Comercial de Maputo (ICM), com cerca de mil alunos, adiou o arranque do segundo semestre de aulas devido à falta de água. Como solução para o problema, pais e encarregados de educação estão a fazer contribuições para abertura de um furo de água.

Há mais de um ano que o fornecimento do precioso líquido foi suspenso no Instituto Comercial de Maputo, devido ao não pagamento das facturas. E porque o problema da falta de água continua, a instituição decidiu adiar o início das aulas do segundo semestre, cujo início era previsto para 15 de Julho, isto é, na segunda-feira desta semana.

“Estavam sendo criadas as condições para que a escola tivesse água, mas até ao dia do retorno às aulas, essas condições não estavam criadas, contudo, vão retomar amanhã” explicou Augusto Machunguene, director pedagógico e substituto do director geral da Escola.

Uma estudante, que não quis ser identificada, contou que a instituição enfrenta esses problemas há muito tempo.

“Suspendiam as aulas e ficávamos em casa… porque tinham problemas de água. Foi muito chato, não tínhamos água para beber e só saía água turva”.

Para colmatar os sucessivos cortes, está a ser aberto um furo de água no recinto da escola, fruto de contribuições da instituição, pais e encarregados de educação.
Para a conclusão do furo são necessários 380 mil meticais, tendo sido já arrecadados 182 mil meticais.

A nossa fonte esclareceu que a abertura do furo foi iniciativa dos pais e encarregados de educação, e que nenhum aluno ficará interdito de assistir às aulas pelo facto de não ter contribuído.

“O valor acordado é de no mínimo 500 meticais, mas há casos em que as pessoas dão mais. Deste lado, entendemos que, tratando-se de uma contribuição de facto, não há nenhuma medida de interdição aos que não puderem contribuir”.

As facturas mensais de consumo de água no Instituto Comercial de Maputo custavam cerca de 100 mil meticais.

Já há gesso no Hospital Central de Nampula (HCN). Os pacientes que foram tratados com papelão, podem, agora, ser engessados com material apropriado, com a chegada do primeiro stock de gesso, na noite de segunda-feira, à cidade de Nampula.

O ambiente já é diferente na sala do Hospital Central de Nampula, pois o papelão que foi anteriormente usado para tratar os pacientes ja foi removido, e os pacientes podem ser tratados com gesso ou tala gessada.

Faizal Herminio diz estar muito satisfeito, pois a primeira vez que foi ao hospital colocaram tala em seu pé, devido a falta de gesso. “A primeira vez puseram tala, porque não tinha gesso”.

Outra paciente que sentiu na pela as consequências da falta de gesso é Domingas Francisco. “Tive um acidente de viação quando tentava atravessar a estrada. Vim ao hospital, marquei a consulta e coloquei uma tala, no entanto, acabei molhando a tala, e comecei a sentir que estava a ficar inchado. Então, voltei hoje para marcar controle, e recebi o tratamento que estava a espera, colocaram-me uma tala gessada”.

É o primeiro stock de gesso que chegou de avião à cidade de Nampula, na noite desta segunda-feira, 15 de Julho, tal como tinha prometido o ministro da Saúde.

Hermenegildo Hua, médico ortopedista, explica que depois de um longo período de escassez de gesso, foram recebidos cerca de 2500 rolos, que acredita ser uma quantidade suficiente para fazer um tratamento adequado. “Assim também podemos evitar complicações que resultam de tratamentos pouco recomendados em caso de trauma”.

O médico ortopedista diz ainda que este lote recebido deverá servir para as duas próximas semanas e “há esperança de receber mais gesso de forma a suprir as necessidades”.

“Era muito complicado atender pacientes com trauma devido a falta de gesso, visto que estava a ser usado um tratamento alternativo. Tínhamos dificuldade para manusear este material, afinal não é o recomendado para o tratamento de fraturas, o que também levava a complicações. Houve casos de consolidações viciosas, isto é, osso que não se colou na devida posição”, explica Hermenegildo Hua.

Os pacientes que foram tratados com papelão, segundo avança Hua, serão submetidos a uma avaliação médica, para, caso haja necessidade, serem feitas as devidas correções. “Todos aqueles que tiveram o tratamento com papelão e complicaram com consolidações viciosas têm a possibilidade de ter a sua situação controlada, isto é, corrigir todas as situações anómalas que ocorreram devido a falta de gesso”.

A urgência de ortopedia e traumatologia no Hospital Central de Nampula atendeu mais de quatro mil e quinhentos casos, só nos primeiros seis meses deste ano.

 

Mais de quatro mil estudantes do ensino técnico profissional ainda estão à espera da emissão dos seus certificados em todo o país. A directora de Gestão Escolar na Secretaria do Ensino Técnico Profissional, Célia Zandamela, diz que a demora na emissão dos documentos está relacionada com a desorganização dos institutos profissionais.

Segundo Zandamela, os institutos técnicos não conseguem produzir e registar as evidências da competência dos formandos na plataforma de gestão electrónica da informação académica.

A directora de Gestão Escolar na Secretaria do Ensino Técnico Profissional esclareceu, ainda, que a Autoridade Nacional de Educação Profissional não pode abrir mão da qualidade em troca de celeridade. Célia Zandamela frisou que os certificados podem ser emitidos em até uma semana.

O Governo de Inhambane diz que está a monitorizar todas as 16 instituições de ensino técnico para garantir que todos cumpram os requisitos exigidos.
Para o presente ano, a Secretaria de Estado do Ensino Técnico Profissional diz que vai terminar a entrega dos mais de quatro mil certificados pendentes.

A Secretaria de Estado da Juventude e Emprego vai desembolsar 75 milhões de Meticais para financiar 50 projectos de geração de rendimento na província da Zambézia. O financiamento ocorre no âmbito do programa “Agora Emprega”.

O secretário da  Juventude e Emprego, Osvaldo Petersburgo, defende que os fundos do programa “Agora Emprega” são exclusivamente para desenvolver projectos que visam o desenvolvimento dos distritos.

Ao todo, foram submetidos 1123 projectos de jovens para o financiamento do programa “Agora Emprega”, ao nível da província da Zambézia, tendo sido apurados para a fase de formação 58 finalistas. Deste número, foram qualificados 50 projectos e desqualificados oito.

Os jovens beneficiários manifestaram a sua satisfação pela aprovação dos seus projectos.

Oswaldo Petersburgo disse, na ocasião, que o programa é de altos padrões de transparência e que qualquer tentativa de corrupção não será tolerada.

A Electricidade de Moçambique (EDM) deu a conhecer, através de um comunicado, o registo, no início da tarde de hoje, 15 de Julho de 2024, de uma anomalia em Rede de Alta Tensão, no Norte do país (Linha C35B), tendo provocado a interrupção do fornecimento de energia à província de Cabo Delgado. Com efeito, cerca de 166 412 clientes encontram-se desprovidos de corrente eléctrica.

Na nota, a EDM assegurou que decorrem, no terreno, trabalhos para a identificação e reparação da avaria. As equipas técnicas da EDM estão a garantir o fornecimento de energia aos serviços essenciais por vias alternativas.

Todavia, refere a EDM, por precaução, durante o período de intervenção técnica, todas as instalações eléctricas deverão ser consideradas como estando permanentemente em tensão.

“Pelos transtornos que esta situação poderá causar, a EDM endereça as mais sinceras desculpas. Assumimos o compromisso de trabalhar para melhorar, ainda mais, a qualidade dos nossos serviços”, diz a EDM.

Quatro indivíduos até aqui não identificados, que empunhavam armas de fogo do tipo AK47, com rostos mascarados, roubaram, hoje, seis milhões de Meticais pertencentes à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

O crime ocorreu por volta das 7h00  desta segunda-feira, na Avenida Mohamed Siad Barre, em frente à Escola Secundária Francisco Manyanga, na Cidade de Maputo.

udo aconteceu quando uma viatura de marca Mahindra, pertencente à Igreja Universal do Reino de Deus  saia do “Cenáculo” e dirigia-se em direccão à baixa da Cidade de Maputo. Nesse trajecto, a viatura foi interceptada por malfeitores que já se encontravam posicionados numa lomba, na via.

Os criminosos levaram consigo seis milhões de Meticais, segundo avançou a PRM. Entretanto, testemunhas contaram ao “O País” que o acto provocou pânico, medo e agitação aos demais.

“Eu dirigia-me ao serviço e, de repente, vi um carro de marca Fortuner estacionado aqui e, quando o Mahindra se aproximou da lomba, foi bloqueado por quatro indivíduos que traziam armas de fogo. Do Mahindra, tiraram umas malas, suponho que seja dinheiro da Igreja Universal, porque a viatura saía do Cenáculo”, contou Aldimiro Dambo.

Uma outra testemunha que não quis revelar a sua identidade disse que a acção dos malfeitores foi rápida que, no momento, chegou mesmo a confundir-se com cenas de cinema.

“Parecia aquilo que acontece nos filmes, dada a rapidez com que eles executaram o crime. Foi tudo rápido. Depois de levarem o dinheiro, saíram em direcção ao Cenáculo da Avenida 24 de Julho.”

Um vídeo amador posto a circular nas redes sociais e outras plataformas mostra o momento em que a viatura ligeira de marca Toyota, modelo Fortuner, bloqueia o “Mahindra” e, de seguida, o carro em que seguiam os supostos criminosos sai em alta velocidade.

“A viatura de marca Toyota Fortuner  forçou os ocupantes do “Mahindra” a  abrirem a porta e, uma vez que tal não foi acatado, os meliantes quebraram o vidro e, empunhado armas de fogo, conseguiram persuadir as vítimas para entregarem a mala com cerca de seis milhões de Meticais. Esta viatura pertence à Igreja Universal e os ocupantes do carro são pastores. Estes fizeram a participação com estes títulos. Estamos a fazer o seguimento para trazer o esclarecimento”, disse Leonel Muchina, porta-voz da PRM no Comando da Cidade de Maputo.

O “O País” contactou  a liderança da Igreja Universal em Moçambique, mas, até ao encerramento desta edição, não se pronunciou sobre o caso.

O antigo Procurador-Geral da República, Sinai Nhatitima, exorta ao Governo para dialogar com os juízes, de forma que a greve recentemente anunciada pela Associação Moçambicana dos Juízes (AMJ), não aconteça. Nhatitima entende que as greves minam a democracia.

Serão 30 dias prorrogáveis, a partir do dia 9 Agosto, que as instituições de Justiça poderão limitar as suas actividades, prestando apenas serviços mínimos, devido ao silêncio do Governo em relação às preocupações dos juízes.

Entre as principais preocupações da classe, está o facto de os juízes desejarem a inviabilização da Tabela Salarial Única e que os tribunais tenham independência financeira. Contudo, desde 2022 que o Governo não demonstra disponibilidade para acautelar os problemas.

Em reacção, Sinai Nhatitima mostra-se indignado e diz que “a greve é o nível mais extremo duma reivindicação. Não é saudável vivermos num Estado em que há greves em todos sectores. Há que se cultivar o espírito de diálogo entre o Governo, cidadãos e as organizações, em busca de soluções pacíficas”.

Por isso, o antigo procurador recomenda que haja diálogo entre as partes. “É necessário que o Governo abra maior espaço para o diálogo, essa é a característica da democracia, o Governo tem que dialogar com os cidadãos. Os juízes são, acima de tudo, cidadãos que têm algum direito, então, é preciso aproximar e não falar apenas, pela imprensa, que não há espaço para acomodar as suas reclamações. É preciso explicar o porquê de não haver esse espaço. Os juízes também têm de ouvir do governo quais são as dificuldades que o executivo tem para implementar as suas reivindicações”.

Caso não haja diálogo, a greve dos juízes vai partir de 09 de Agosto até, pelo menos, 07 de Setembro, como forma de pressionar o Governo a dar resposta ao seu caderno reivindicativo, submetido a 09 de Maio.

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