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O País – A verdade como notícia

Vinte e quatro pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas, das quais sete em estado grave, em consequência de um acidente de viação envolvendo um autocarro da Empresa dos Transportes Municipais de Dondo, em Sofala.

As autoridades avançam que os dados são preliminares, uma vez que o processo de contagem dos óbitos e sobreviventes ainda decorre.

Os sobreviventes foram socorridos para a cidade da Beira e as vítimas mortais para o distrito de Mafambisse e, também, para Beira.

O autocarro de passageiros fazia o trajecto Dondo-Beira. A ultrapassagem irregular por parte do motorista desta viatura pode ser a causa do acidente que, além do derramamento de sangue, ceifou vidas e semeou luto em várias famílias.

Perante o desespero e agonia dos passageiros, o motorista pisou fundo no acelerador, ensaiou uma ultrapassagem a um camião e um minibus, numa descida em direcção à ponte sobre o rio Muzimbite. Sem sucesso na sua manobra, diga-se irregular e fatal, ele embateu violentamente nas duas viaturas e, de seguida, arrastou o autocarro por si conduzido para o rio, segundo testemunha.

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê a ocorrência de vento com rajadas nas províncias de Inhambane, Manica, Sofala, Tete, Zambézia, Nampula, Cabo Delgado, Niassa e faixa costeira de Inhambane, entre hoje e amanhã.

O INAM refere que os ventos fortes deverão atingir 60 quilómetros por hora, o que poderá agitar o mar e gerar ondas de até 3 metros de altura.

Neste contexto, recomenda a tomada de medidas de precaução e não aconselha que as pessoas se façam ao mar em embarcações de pequenas dimensões para evitar acidentes.

Transportadores e moradores de KaTembe dizem-se indignados com a demora na entrega da estrada que liga a zona da Rotunda ao Centro de Saúde de Incassane, na Cidade de Maputo. Falam de constrangimentos às viaturas e de problemas de saúde, devido à poeira. A edilidade diz que a primeira fase dos trabalhos será concluída em 20 dias.

Trata-se de um troço de 3,2 quilómetros, que liga a Rotunda de KaTembe ao Centro de Saúde de Incassane, na Cidade de Maputo.

As obras de pavimentação arrancaram em Abril de 2022, e a última promessa era de que fossem concluídas em Agosto de 2023.

Entretanto, cerca de 10 meses depois, os trabalhos continuam inacabados.

“Estamos à espera desta estrada já há bastante tempo, pois a demora nos trabalhos está a prejudicar os nossos carros”, lamentou Benevolêncio Matavele.

Com sucessivas paralisações dos trabalhos, até ao momento, foram pavimentados menos de dois quilómetros de estrada, facto que, para os transportadores, resulta na soma de prejuízos nas viaturas.

“A situação da estrada não está boa, devido aos buracos. Nos dias de chuva, não trabalhamos, a via fica lamacenta, e isso tem resultado em problemas mecânicos nos nossos carros. Há problemas de poeira também”, explicou Geraldo Langa, outro transportador.

No local, o negócio dos mototaxistas corre bem, sobretudo em dias de chuva, em que são obrigados a não trabalhar, como forma de evitar prejuízos maiores.

No terreno, há indícios de obras em curso. Entretanto, o que inquieta os munícipes é o não cumprimento dos prazos. O vereador de KaTembe, Celso Fulano, explicou que houve mudança de projecto durante os trabalhos, daí a demora na entrega de estrada.

“Neste momento, estão a ser colocados lancers, já na fase conclusiva para depois fazer os passeios. Na verdade, o sonho é fazer a estrada, mas isso obedece a fases, conforme o que pudermos fazer, mas a primeira fase é aquela, depois vemos na segunda fase se vamos até ao cemitério. A fase quem vem já não vai até ao centro de saúde”, disse o vereador.

A mudança de planos pela edilidade vai fazer com que, na primeira fase, as obras sejam concluídas antes do local previsto, que neste caso, era o centro de saúde de Incassane, na zona da Marinha.

“Um dos factores que fez com que fizéssemos alteração é o facto de, na primeira fase do projecto, não ter sido prevista a construção de passeios, por isso alteramos, devido à necessidade de colocar passeios para a circulação dos peões, e tudo isso requer alguma alteração.”

O Município de Maputo garante que a primeira fase das obras será concluída em vinte dias. A segunda ainda não tem data de início.

As obras estão avaliadas em mais de 65 milhões de Meticais.

Bernardino Rafael mentiu sobre tudo o que disse sobre agressão contra jornalistas e “estou disposto a provar em tribunal”. Quem o diz é Adriano Nuvunga, director do CDD, que garante igualmente poder provar que a câmara da STV foi roubada pela Polícia da República de Moçambique.

Na sequência do caso de agressão contra antigos membros dos Serviços de Segurança do Estado que exigiam respeito pelos seus direitos à PNUD, a Polícia moçambicana agrediu, também, jornalistas, e está tudo documentado.

No sábado último, o comandante-geral da PRM negou a agressão e desafiou a imprensa a provar.

Em resposta ao desafio proposto, Adriano Nuvunga, durante o Primeiro Jornal da STV deste domingo, não só aceitou, como garantiu que é capaz de provar em tribunal os momentos da agressão policial.

“É mentira. É uma mentira tudo o que o comandante-geral da Polícia disse. O comandante não esteve no terreno. Os seus homens é que estavam lá a perpetrar desordem. Atacaram e agrediram violentamente aquelas idosas e idosos que conseguiram entrar no edifício da PNUD. Perseguiram-nos e os chamboquearam”, disse Nuvunga.

De acordo com o director do CDD, as agressões foram gravadas em tempo real para as redes sociais da instituição, razão pela qual ainda não foi devolvido o telefone. “Estamos prontos para provar, pois a nossa colega Sheila Wilson estava a transmitir em live o que aconteceu. Tudo foi gravado em tempo real e tenho as imagens no meu facebook. Eles retêm o celular até hoje porque esperam apagar as imagens, só que as imagens já foram transmitidas”, disse.

Sobre a jornalista Sheila Wilson, do CDD, que foi detida pela polícia sob alegação de que a mesma não estava a fazer cobertura jornalística, mas a “causar agitação”, Nuvunga fez uma correcção e disse que o termo correcto não é “detenção”, é rapto.

“Ela ficou detida e incomunicável por quatro horas. Esse acto não é detenção é um rapto. A lei é clara nos procedimentos para detenções. O que vimos foi rapto de uma jornalista, e isso é crime. Crime também foi tudo aquilo que a Polícia fez contra aqueles idosos e idosas, incluindo a invasão às instalações das Nações Unidas para continuar com os abusos e a violação dos direitos humanos.”

Para Adriano Nuvunga, as “falsas declarações” da Polícia não foram feitas em momento oportuno e são vergonhosas.

“É vergonha que eles têm. Esses pronunciamentos foram feitos à margem de uma actividade da Polícia, não aparecem numa sessão organizada para este fim. Nem são pronunciamentos, são comentários que mostram que o comandante não tem a informação real da gravidade de tudo o que aconteceu.”

Sobre a questão da câmara que a Polícia diz ter recuperado de desconhecidos, Nuvunga disse tratar-se de mais uma mentira mal contada.

“Eles arrancaram a câmara porque não queriam que se reportasse a violência contra aquelas pessoas. Não foram meliantes, foi a Polícia que roubou a câmara da STV, foi o senhor Leonel Muchina que ordenou que se arrancasse a câmara.”

Por fim, Nuvunga  condenou a atitude da PRM e considerou que a violência da Polícia não é só chocante para a sociedade moçambicana, mas para o mundo inteiro.

A jovem de 18 anos de idade que teve crescimento anormal das mamas que chegaram a pesar 15 quilos cada já foi operada e dentro de poucos dias poderá estar recuperada. A garantia foi dada pela equipa de medícos cirurgicos do Hospital Provincial de Chimoio durante a cirurgia da segunda mama.

Foram necessários sete dias para a cirurgia caso raro de hiper-trofia mamária bilateral e hoje domingo (09), uma semana depois da cirurgia de redução da primeira mama de Clarisse, nome ficticio, o O País testemunhou a operação da outra mama.

“Já fizemos a primeira mama e uma vez que a operação é muito demorada e a paciente estava um pouco debilitada não foi possível fazer a segunda mama no mesmo tempo cirurgico. Então decidimos fazer em dois tempos para dar a ela um tempo para se recuperar para a segunda” disse o médico encarregue da cirurgia.

A equipa de sete profissionais, entre médicos e anestesistas que dirige a operação garantiu que a paciente estará recuperada em poucos dias.

“Em mais ou menos quantro horas a cirurgia da segunda mama vai terminar. Hoje no final do dia ela vai conseguir se sentar e se alimentar. Amanhã ela já poderá andar.”
Depois da cirurgia, a paciente deverá estar internada na enfermaria onde espera pela cicatrização da ferida.

Os alunos do curso nocturno de várias escolas da Cidade de Maputo estão sem aulas desde que o segundo trimestre começou devido as ausências dos professores. Em causa está a suposta greve silenciosa dos professores que reivindicam o pagamento de horas extras e outros direitos.

Alunos no pátio e salas vazias em horário de aulas tornou-se um cenário comum nas diversas escolas secundárias da cidade de Maputo e quem sofre são os alunos do curso nocturo que estão há duas semanas sem aulas.

Na Escola Secundária Noroeste 2, os alunos contam que a falta de aulas neste a noite não é um fenómeno que começou no primeiro trimestre. “Nossos cadernos estão vazios, porque desde que iniciou o segundo trimestre não temos aulas e não sabemos como vamos fazer porque final do ano teremos exames mas não temos matéria, como será?, questiona a aluna Filomena Anuário.

Pese embora não tenham aulas, os alunos continuam a pagar os testes e fichas de leitura. Algumas vezes chegam a fazer testes sem ter tido nenhuma aula, “fazêmo-lo sem saber nada”, reclamou a aluna.

Mesmo em pleno flagrante da equipa do O País, a Direcção da Escola Secundária Noroeste 2 negou que a “greve silenciosa” deve-se a falta de pagamento de horas extras e justificou. “Quando conversámos com os professores, eles dizem que têm falta de dinheiro para custear as despesas de transporte”, esclareceu Vasco Joaquim.

A Direção desta escola onde estão a leccionar mais de 1200 alunos de 7a a 10a classes, disse que apelou calma aos professores e pediu que os mesmos não prejudiquem os alunos até que se encontre uma solução definitiva.

A situação das ausências dos professores é também uma preocupação na Escola Secundária Força do Povo, onde os alunos sentem que os seus sonhos estão “comprometidos”. “Nós estamos inseguros e com medo porque ainda que passemos de classe não vamos conseguir implementar nada na faculdade”, lamentou uma aluna da 12a classe.

Ao contrário da Noroeste 2, na Escola Secundária de Laulane o cenário é ainda pior. No periodo nocturno sequer há alunos no pátio, a escola fica completamente vazia, ou pelo menos até ao dia da realizaão desta reportagem.

Mesmo praticamente vazia alguns alunos insistem na esperança de que a situação se resolva. Nério Nhambire, aluno da 12 classe disse que não parou de ir a escola mesmo que não encontre nem seus colegas nem seus professores. “Eu venho à escola em busca de conhecimentos, mas desse jeito torna-se complicado para mim”, lamentou.

Os alunos das duas escolas apelam aos professores se sejam sensíveis e que voltem as aulas.

Com vista a que os alunos voltem as aulas, o O País contactou a Direcção de Educação da Cidade de Maputo, mas esta entidade que pode intervir a fim de resolver o problema, não se disponível para esclareceimentos.

Já o Presidente da Organização Nacional dos Professores, Teodoro Muidumbe, sem gravar entrevista, prometeu se inteirar do assunto para melhor esclarecimento.

Faz tempo que o município de Marracuene prometeu reabilitação da estrada da Rua da FAO, na via CMC-FACIM, troço de cerca de 10 quilômetros que liga as cidades de Maputo e Marracuene. Os utentes pedem intervenção de urgência nesta via e recordam que o município prometeu melhorias durante a sua campanha mas até ao momento não cumpriu.

Apesar das recentes obras de reabilitação em terraplanagem da Rua da FAO, a situação da via voltou a ser crítica. Quem reclama são os operadores de transporte público e utentes, que desafiam a inviabilidade para chegarem aos seus destinos. E uma preocupação ainda maior são os danos danos mecânicos nas suas viaturas e a intransitabilidade em dias de chuva.

Benizardo Macuacua, municípe de Marracuene diz que o município de Marracuene tem a obrigação de intervir urgentemente tal como prometeu. “A estrada está péssima. Quando estavam em campanha o presidente do Munícipio disse que daria manutenção mas de lá até cá está tudo de qualquer maneira” reclamou.

A urgência das intervenções é um clamor comum entre os automobilistas ao que Yunes Matavel reforçou. “Se a estrada melhorasse firariamos satisfeitos porque nestas condições levámos muito tempo para chegar ao trabalho, saímos de casa cedo mas atrasamos aqui mesmo”, disse.

Para alé de constituir preocupação para quem faz o trajecto (cidade de Maputo-Marracuene), os residentes dos bairros Gwava, Mateque e Ricatla, por onde esta mesma via passa, reclamam das mesmas más condições da via.

Enquanto não se intervir, quem usa a via vai continuar a perder mais tempo para chegar ao seu destino, uma vez que precisa conduzir com o esforço redobrado devido as pequenas lombas, covas e areal, o que para os transportadores de passageiros é ainda mais desgastante, pois precisam de pelo menos 10 viagens diárias para cobrir as receitas.

Os problemas com suspensão do carro são constantes. Por acaso hoje vou apenas dar uma volta, preciso resolver problemas na parte traseira do carro. As molas e os casquilhos sempre quebram, as ponteiras nem dois meses duram e temos de fazer manutenção todos os dias”, reclamou, o transportador Aquino Ceifana.

Nem para todos os problemas da via são completamente desvantajosos pois é possível encontrar diversas oficinas mecânicas ao longo da Rua da FAO.

José David, residente em Marracuene, sugeriu que estava com seu carro em uma das oficinas mecânicas da via, sugeriu que a única solução viável é a asfaltagem. “O meu carro não está bom por causa das condições da estrada. Toda estrada devia ser intervencionada, só assim seria bom” defendeu.

Em Novembro do ano passado a via beneficiou de manutenção em terraplanagem num valor estimado em mais de 1.8 milhão de meticais. Apesar de se reconhecer a intenção do Fundo Nacional de estradas os munícipes “precisam” de mais, uma nova estrada nesta via.

“Terraplanagem o que é?, é trazer apenas areia vermelha par a via. Mas parece-me que areia vermelha com chuva não combina. Portanto, nos dias secos é uma solução mas nos dias de chuva não é”, criticou um automobilista.

A opinião é também dos transportadores, quando está seco o problema é a poeira que obriga ao uso de máscarras e ainda dificulta a visão e, quando chove é a água que impossibilita a transitabilidade. “Quando chove tudo fica difícil e por vezes chegamos a ficar 5 dias parados e não ajuda em nada”, contou o transportador Elidio Nhampossa.

Nessses dias de chuva a situação piora também para os passageiros que são obrigados a caminhar. “A gente caminha para CMC ou as vezes esperamos pelas boleias dos Myloves (transportes de caixa aberta)”, disse Olivia Xerinda.

Por sua vez, o governo municipal, diz que está ciente das más condições da Rua da FAO e há vontade de obras de asfaltagem mas não há fundos. “Tenho de ser realista, não temos orçamento para construção de todas as estradas, mas continuaremos a passar a máquina e esperámos comprar as nossas próprias máquinas”, prometeu Shafee Sidat, edil de Marracuene.

Também foi promessa de Sidat que vão iniciar obras de construção de duas estradas: Dom Alexandre e Santa Isabel.

Para a cosntrução da estrada no troço da Rua da FAO, alguns munícipes também disseram que estão prontos para contribuir para com os seus impostos no processo de construção de estradas, e desafiam o governo municipal a dar os primeiros passos.

Recentemente o governo municipal e gerentes do areeiro local localizado no início da via, nas proximidades da estrada circular de Maputo, celebraram um acordo para a asfaltagem do troço e já foi feito em uma extensão de menos de 1 quilômetro.

O Comandante-geral da PRM desafia a imprensa a provar que a Polícia usou de força para dispersar os antigos oficiais do Serviço Nacional de Segurança Popular, que estavam, há quase uma semana, acampados em frente aos escritórios das Nações Unidas. Bernardino Rafael diz que uma jornalista foi detida porque estava a criar agitação.

Finalmente, quatro dias depois, a Polícia da República de Moçambique reagiu em torno da operação de retirada, à força, dos antigos oficiais do Serviço Nacional de Segurança Popular, SINASP, que estiveram dias acampados defronte aos escritórios das Nações Unidas, e que culminou com a rapto e/ou detenção de uma Jornalista e activista social e no roubo de uma câmara da STV.

O Comandante-geral da PRM diz que as várias unidades da polícia fizeram-se ao terreno para convidar, pacificamente, os manifestantes a abandonarem o local, para o seu próprio bem.

“Nós falámos com os ex-oficiais do SINASP, que deviam sair daquele recinto, falámos com eles e os protegemos. Aquilo transformou-se num banheiro e queríamos salvar a saúde deles, a saúde dos utentes da via. Foi o que se fez”, explicou Bernardino Rafael, referindo-se ao cenário criado pelos idosos grevistas, que ali durante cinco dias passaram frio, calor, refeições e outras necessidades naquele passeios.

Sobre o suposto sequestro da jornalista e activista social, Sheila Wilson, Bernardino Rafael diz que a detenção ocorreu para garantir a ordem e tranquilidade pública.

“Infelizmente, apareceu uma jornalista, não sei se registou aonde, que estava a criar agitação, aquilo que vocês viram na rede. Nós não batemos a ninguém, não agredimos ninguém, que procurem saber, não houve nenhuma agressão. Então, era para salvar aqueles nossos colegas. Falamos bem com eles e saíram dali, sem nenhum problema”.

E mais, desafiou a imprensa a provar que a polícia usou a força para dispersar manifestantes.

“Primeiro tem que provar. O que aconteceu? Como jornalistas, o que vocês viram de mal que a polícia fez? Primeiro tem que aparecer um órgão a trazer o mal que a polícia fez. Proteger alguém que sujou, que está dentro de sujidade, provavelmente pode apanhar doenças, é mau? Proteger perto do hospital, do Icor (Instituto do Coração), perto da diplomacia, é bom? Acho que há coisas que as pessoas provocam para ver a reação. Nós não reagimos contra aqueles, são nossos colegas. E eles próprios podem testemunhar que nós não fizemos mal a eles. Queremos proteger a saúde deles e das suas famílias. Nada mais”.

O facto é que há várias entidades, entre nacionais e internacionais, que condenam os relatos de violência contra jornalistas e apelam às autoridades moçambicanas a investigar esses incidentes, com a garantia de que todos os autores sejam responsabilizados.

 

Actos de criminalidade em frente à Escola Secundária de Khongolote, na Matola, província de Maputo, têm obrigado os alunos a faltarem às aulas. A fraca actuação da Polícia e a falta de iluminação pública são apontadas como possíveis razões da actuação dos criminosos.

Durante o dia, tudo parece normal, as salas ficam lotadas e as aulas decorrem regularmente, mas durante a noite o cenário é totalmente diferente; indivíduos desconhecidos têm-se dedicado à criminalidade nas redondezas da escola, podendo, por vezes, actuar mesmo durante o dia.

Os moradores das casas vizinhas têm, na ausência da polícia, tentado ajudar a quem conseguem.

A situação preocupa os professores da Escola Secundária de Khongolote, que tem notado o abandono escolar de muitos alunos, sem poder intervir. Alguns encarregados de educação até tentam passar os seus filhos para o curso diurno, entretanto, a insuficiência de vagas deixa a direcção de mãos atadas.

As estruturas do bairro, por sua vez, dizem acreditar que o fenómeno seja agravado pela falta de iluminação pública nas principais vias, e que, por várias vezes, pediram a intervenção da Eletricidade de Moçambique.

O Jornal O País contactou a Polícia na província de Maputo para questionar o que tem feito de modo a travar a criminalidade. A PRM prometeu retornar, mas até ao fecho desta reportagem ainda não tinha o feito.

 

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