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O País – A verdade como notícia

Comunidades do Santuário Bravio de Kewene, em Inhambane, queixam-se de ataques de animais selvagens que invadem áreas de residências e “machambas”. As comunidades dizem ainda que os gestores da área de conservação devem construir cercas eléctricas para evitar invasão de animais selvagens.

O Santuário Bravio de Kewene existe há mais de 20 anos como uma área de conservação da vida selvagem e marinha.

Porém, em algumas áreas do santuário, existem comunidades que dizem estar a sofrer ataques de animais que invadem as suas residências e áreas de cultivo.

“Não estamos bem. Os animais atacam-nos. Antigamente, vivíamos bem. Nas nossas casas, somente convivíamos com homens e sem as nossas mulheres. Elas estão noutra comunidade que tem cerca, daí que cultivam lá. Os animais não chegam ao local”, contou Gabriel Dziwane, residente em Kewene.

Sem grandes possibilidades para cultivar, as comunidades vivem da pesca, mas, ainda assim, com muitas limitações, devido à falta de meios de conservação.

“Quando pescamos e vemos que os peixes ainda estão em condições, mandamos para Vilankulo, mas, por vezes, chegam lá enquanto já está podre”, frisou Américo Huo, outro residente.

A administração do Santuário Bravio de Kewene reconhece os problemas e explica que está a trabalhar para construir cercas que vão proteger as comunidades.

Segundo Jorge Saiete, gestor do Santuário, há um trabalho que se está a desenvolver para evitar ataques de animais à população local.

Para já, como forma de melhorar as condições dos pescadores, foi adquirido um barco e meios de processamento de pescado para a comunidade. De acordo com Francisco Pagula, administrador de Vilankulo, esta iniciativa visa melhorar as condições de vida da população.

No Santuário Bravio de Kewene, existem cerca de dois mil animais, na sua maioria antílopes. Já houve um casal de rinocerontes, entretanto um foi morto por caçadores furtivos e o outro foi devolvido por segurança.

Dois trabalhadores de uma empresa portuguesa  subcontratada e  que presta serviços na mina de carvão mineral  em Moatize, em Tete, morreram quando faziam manutenção de pneus de um camião.

O incidente deu-se por volta  das 8h00 desta segunda-feira, quando as  vítimas  de 29 e 32 anos de idade estavam a calibrar um pneu de camião fora de estrada  com ar comprimido. O pneu estourou e um dos componentes atingiu-lhes no pescoço e na  cabeça. As duas vítimas morreram no local. Um dos testemunhas, por sinal colega das vítimas que presenciou o facto, diz que foi tudo rápido e não teve tempo para socorrer os colegas.

Os corpos das  vítimas foram levados para a morgue do Centro de Saúde de Moatize, unidade sanitária que confirma ter recebido dois corpos, mas refere que a outra vítima mortal foi levada para a morgue do Hospital Provincial de Tete, localizado na cidade onde residia a vítima.

Os familiares das vítimas lamentam o facto e dizem que a empresa está a prestar a assistência necessária.

O jornal O País contactou o Comité Sindical da Mota Engil, empresa onde as vítimas trabalhavam, mas o responsável disse que não tinha permissão para prestar declarações à imprensa. No entanto, O “O País”  sabe que ainda decorrem investigações para apurar as reais causas do acidente.

As condições de internamento das parturientes no Centro de Saúde de Mbimbir, localizado na localidade de Macorococho, no distrito de Nhamatanda, província de Sofala, são assustadoras e colocam em perigo a vida dos utentes.

Sector de saúde improvisado numa tenda com sala de partos sem energia e muito menos  redes mosquiteiras para atender às parturientes. Nas noites, a iluminação é garantida por meio de uma fogueira feita na base da lenha. Um cenário que deixa chocados e agastados os utentes.

No pátio do  posto, foi montada uma  tenda que funciona como maternidade. O piso é de chão bruto e, nos dias em que as  temperaturas são elevadas, os utentes vêm-se obrigados  a abrir a parte superior da tenda para arejar o local. Quando chove, há sérios problemas de  infiltração de água e o chão fica alagado, facto que tem levado as parturientes e os seus bebés a enfrentar situações anómalas na unidade sanitária.

Na maternidade, não existem redes mosquiteiras e, no período da noite,  as parturientes são obrigadas a recorrer a  velas  e  ao fogo, na base da lenha, que servem de iluminação, pois não há energia.

A enfermeira que estava de serviço quando “O País” se fez ao Centro de Saúde de Mbimbir, na tarde de segunda-feira, declinou prestar comentários sobre a triste realidade que se vive.

O  presidente da Renamo, Ossufo Momade, que está em Nhamatanda em trabalho, visitou o centro de saúde  e disse que ficou chocado com o que viu.

Momade acrescentou  que o país possui capacidade financeira para melhorar as infra-estruturas sanitárias e não só.

Em Macorococho,  o presidente da Renamo foi solidário com as parturientes, apoiando-as com valores monetários.

Nesta localidade, Momade marchou pelas ruas locais e interagiu igualmente com os vendedores do principal mercado, incentivando-os a produzir cada vez mais.

Sem deter os mandantes nem os executores, o Serviço Nacional de Investigação Criminal desmantelou uma residência que era supostamente usada por alegados raptores como cativeiro no bairro Tchumene,  na Matola.  O SERNIC diz que os envolvidos nos últimos casos são sul-africanos que estão foragidos.

Trata-se de um edifício imponente, localizado no interior do condomínio Tchumene, onde, no seu exterior, há pouco movimento de pessoas. Do lado de fora, a residência não deixa  transparecer que se trata de um suposto cativeiro. Porém, no seu interior, vê-se que se trata de uma casa não habitada frequentemente, e, segundo constata o SERNIC, há algumas modificações que visavam isolar as vítimas. O empresário proprietário da papelaria localizada na Av. Ho Chi Min, na Cidade de Maputo, segundo as autoridades, esteve no mesmo cativeiro, de onde veio a fugir.

“É este local que terá sido usado como cativeiro da vítima raptada no dia 26 de Junho, na baixa da Cidade de Maputo, mas há também informações no local, logo depois do rapto ocorrido no bairro da Polana cimento “A”, que indicam que a vítima estava a caminho do cativeiro”, disse Hilário Lole, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal da Cidade de Maputo.

Sem deter os mandantes nem os executores, o SERNIC diz que já identificou os autores do rapto do dia 26 de Junho, identificando-os como os mesmos que perpetraram raptos no sábado e na última segunda-feira.

“Temos informações precisas daqueles que são os mandantes destes raptos, através de alguns executores. Temos alguns movimentos de entrada e saída destes indivíduos, porque vêm da África do Sul. Estamos a falar  dos executores dos raptos ocorridos no sábado, assim como no final do dia na segunda-feira. São indivíduos que vêm do território sul-africano e estão aqui há sensivelmente uma semana. Um deles já terá regressado ontem (segunda-feira) mesmo à África do Sul, segundo informações em nossa posse. Mas estamos a trabalhar para esclarecer esta situação”, revelou Lole.

Foram exibidas correntes que, segundo avançam os investigadores do crime, eram usadas para amarrar as vítimas de rapto. No mesmo cativeiro, foi detido um indivíduo de pouco mais de 30 anos de idade, que, segundo as autoridades, colaborava com os raptores.

O detido diz que está a trabalhar na mesma casa como guarda, justificando ainda que foi contratado para o efeito e que  teria como salário seis mil Meticais. Mesmo reconhecendo que é suspeito, nega que tenha colaborado com os raptores.

Hortência Mondlane, chefe de quarteirão no bairro Tchumene, diz que não conhece os proprietários das casas, incluindo a que é identificada como cativeiro, porque, quando são convocados às reuniões não aparecem.

“Deixaram os raptos entrarem aqui dentro da cancela. Afinal, esta cancela para que serve?”, indagou, para depois acrescentar: “Várias vezes chamámos os donos destas casas para reuniões, e eles não apareceram. Quando vamos às suas casas, mandam guardas com cães para nos atenderem. É uma situação que nos preocupa”, manifestou.

A residência em causa está no interior do Condomínio Tchumene, onde o acesso do mesmo é sujeito a um controlo rigoroso. Mais do que isso, a 10ª esquadra da PRM está próxima ao condomínio.

O Governo exonerou Marcelino Gildo Alberto do cargo de PCA da EDM e, no seu lugar, nomeou Joaquim Henriques Ou-chim. Ainda na sessão do Conselho de Ministros de hoje, o Executivo indicou Augusta Maíta para directora-executiva do Millenium Challenge Account-Moçambique.

O Governo esteve reunido, esta terça-feira, na décima segunda sessão ordinária do Conselho de Ministros e, no fim, os órgão de comunicação social não foram chamados para a habitual conferência de imprensa.

O Executivo limitou-se, apenas, a enviar uma nota com as decisões tomadas. Segundo o documento, Marcelino Gildo Alberto é exonerado do cargo de PCA da Electricidade de Moçambique (EDM), e, no seu lugar, foi nomeado Joaquim Henriques Ou-chim.

O Conselho de Ministros nomeou, também, Augusta Maíta, antiga directora do INGC e ex-ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, para o cargo de director-executivo Millenium Challenge Account-Moçambique.

O Governo aprovou, ainda, os Termos do Contrato de Concessão de Pesquisa e Produção de Petróleo para a Área Offshore Angoche A6-C, à ENI Mozambico SpA. e à Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, ENH, na qualidade de concessionárias.

E a decisão do Executivo confere à concessionária os seguintes benefícios: O direito exclusivo para conduzir operações petrolíferas, com vista à produção de petróleo, a partir dos recursos originários de um ou mais depósitos de petróleo, no subsolo, dentro dos limites da área do Contrato de Concessão; (ii) o direito não exclusivo de construir e operar infra-estruturas de produção e transporte do petróleo produzido a partir dos depósitos de petróleo no subsolo, dentro dos limites da área do Contrato de Concessão, salvo se houver disponibilidade de acesso a um sistema de oleoduto ou gasoduto ou outras infra-estruturas já existente sob termos e condições comerciais razoáveis.

O Conselho de Ministros aprovou o Decreto que altera a área de concessão atribuída à Sociedade Portos de Cabo Delgado, SA, passando de 1.061 para 1.030,87 hectares. Isto significa que a área de 30,13 hectares passa a integrar o perímetro do Aeroporto de Pemba para fins de aeronavegabilidade e servidão aeroportuária.

O Conselho de Ministros aprovou, também, a Estratégia de Implementação da Política da Juventude 2024-2033, um instrumento orientador da acção governativa em relação aos assuntos da juventude, no âmbito da operacionalização da Política da Juventude.

Depois de ficar internada em estado grave, mais uma vítima do fogo posto que matou duas crianças perde a vida no Hospital Central de Nampula, elevando para três o número de óbitos.  A finada estava grávida de três meses. 

O caso ocorreu há pouco mais de duas semanas, quando supostos criminosos incendiaram uma casa, durante a noite, onde se encontravam a dormir quatro pessoas da mesma família.

Assim, sobe o número de vítimas do incêndio. É a mãe, dois filhos menores e um feto   de três meses que morreram vítimas de fogo posto na casa onde dormiam, na Unidade Comunal de Nahene 1, no posto administrativo de Namicopo, arredores da cidade de Nampula. 

 O homem continua internado. Hoje, passam precisamente duas semanas após a ocorrência e ainda não há detidos.

Mais um empresário de origem asiática foi raptado, na noite de ontem, por cinco indivíduos, três dos quais estavam armados. A vítima foi rendida dentro do seu próprio estabelecimento comercial, de onde foi arrastada até ao carro de fuga, onde estavam os outros dois criminosos.

Não se passaram 72 horas desde o último rapto, mas, na noite de ontem, três homens armados invadiram uma loja de venda de bebidas.

No local, renderam os reféns, incluindo o proprietário do estabelecimento comercial, arrastaram-no para fora, onde, mais dois homens aguardavam numa viatura de fuga, cuja marca e modelo não foram avançados.

A polícia garante que as investigações estão a decorrer, não só para esclarecer este rapto, mas também o do último sábado, em que houve uma vítima mortal.
Estes dois casos acontecem uma semana depois de o Presidente da República ter exigido que a polícia apresentasse pelo menos um mandante dos raptos.

Dez universidades indianas estão no país em busca de estudantes interessados em estudar naquele país sul asiático. As academias oferecem pacotes atraentes com alguns cursos de ensino superior em três anos de formação.

Teve lugar esta segunda-feira em Maputo, a primeira feira de divulgação de oportunidades de estudar na Índia.

Dez universidades indianas do sector público e privado, estão no país para convencer estudantes a aderirem aos seus pacotes de ensino.

“Aqui temos propostas de bolsas de estudos. Bolsas custeadas a 100 por cento, 75 por cento e 50 por cento. As bolsas totalmente custeadas são para as universidades e colégios sob gestão do Governo através do Conselho Indiano para as Relações Culturais, no entanto os concorrentes aumentaram e já não garantem acesso gratuito. É preciso fazer um exame e depois do teste os mesmos estão qualificados para as bolsas. Neste momento estão esgotadas mas no próximo ano os interessados podem concorrer” Explicou um representante das universidades indianas.

A garantia de qualidade de ensino nestas instituições também é oferecida pelo embaixador da índia em Moçambique, que ao mesmo tempo, exorta intercâmbio com universidades moçambicanas.

“Quero assegurar que todas essas universidades indianas tem excelentes facilidades de educação. Adicionalmente quero que essas universidades colaborem com as universidades moçambicanas” apelou o embaixador.

Para os estudantes presentes na feira, “os pacotes são bons, pagar 300 mil meticais durante três anos sai mesmo em conta” sem contar que “tem várias Universidades e eu fiquei muito interessada por uma delas porque notei o curso que eu pretendo fazer tem apenas três anos, então busquei mais informações” explicaram.

Por sua vez, a Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua, enaltece este tipo de encontros e entende que ajuda a incentivar alunos mais novos a estudarem mais.

“Temos aqui estudantes, alguns são da décima, décima primeira e décima segunda. Esta prática vai ajudar os nossos meninos ao entrarem para o ensino secundário já comecem a perspectivar quais podem ser as suas áreas de formação. É uma feira que e para a promoção de oportunidades” Disse a ministra.

As inscrições para as oportunidades podem ser feitas através do site oficial do governo indiano e podem os interessados buscar mais detalhes junto da embaixada da índia em Moçambique.

A ministra da Educação, Carmelita Namashulua, garante que o Ministério da Economia e Finanças está a efectuar o pagamento de horas extras em dívida aos professores e que a demora se deve ao processo de verificação da veracidade de cada folha.

O Governo tem falhado no pagamento das horas extras aos professores desde o ano 2022, uma situação que tem forçado esta classe a recorrer a greves, chegando inclusive a paralisar as aulas em algumas escolas.

Esta segunda-feira, a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua, garantiu que os valores já estão a ser pagos pelo Ministério da Economia e Finanças.

“Nós estamos a interagir com o Ministério da Economia e Finanças, temos equipas que trabalham permanentemente e esses valores estão a ser pagos. Nós temos informações semanais do pagamento dessas horas extras”, explicou Carmelita Namashulua.

A ministra explicou ainda que a demora se deve, também, ao processo de inspecção das referidas horas e pede paciência à classe.

“Já estamos no final de acordo com a informação do Ministério da Economia e Finanças. Nós tivemos um encontro, na semana passada, e fomos informados de que estamos na fase final do pagamento das horas extras do ano 2022 e vai iniciar-se o processo de pagamento das horas extras do ano de 2023”, explicou Carmelita Namashulua.

A governante reiterou, outrossim, que o Governo está com falta de 16 mil professores, razão pela qual os já contratados devem cobrir as lacunas.

“Nós não conseguimos contratar professores de acordo com as nossas necessidades. É por isso que temos um défice grande, de 16 mil professores no sistema. Esse défice é que cria essa horas extras, mas o Governo está consciente desse facto”, esclareceu.

Na mesma ocasião, a ministra recusou-se a responder quando é que chegam os livros da segunda classe e ficou nervosa com a imprensa.

Mais calma, decidiu convidar a imprensa ao seu gabinete, onde irá responder a todas as questões na quarta-feira.

“Venham ao ministério na quarta-feira com um role de questões e nós vamos responder”, convidou, Namashulua, a imprensa para esclarecer os factos.

O facto é que, até ao momento, alunos da segunda-classe já estão no segundo trimestre do ano lectivo e sem os manuais de ensino.

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