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O País – A verdade como notícia

Trezentos mutuários do Fundo de Desenvolvimento Local (FDEL), na Cidade de Maputo, receberam, neste sábado, cheques para o arranque das suas actividades. O presidente do Conselho Municipal de Maputo, Razaque Manhique, apelou aos beneficiários para evitarem desvios na aplicação dos fundos.

Hortência Guambe, técnica de enfermagem geral, teve de aguardar mais de cinco anos para conseguir um financiamento destinado a impulsionar o seu projecto de confeitaria. Ao longo desse período, candidatou-se a vários programas de apoio a iniciativas juvenis, mas nunca chegou a ser seleccionada.

“É uma boa experiência, porque concorri pela primeira vez, depois pela segunda, e agora, à terceira tentativa, consegui”, afirmou Hortência Guambe, beneficiária do fundo.

À semelhança de Hortência Guambe, outros 300 mutuários do Fundo de Desenvolvimento Local, na capital do País, receberam das mãos do presidente do Município de Maputo os cheques correspondentes ao desembolso de fundos destinados a impulsionar os seus projectos.

Na ocasião, Razaque Manhique apelou ao uso responsável dos recursos disponibilizados, advertindo contra quaisquer desvios de aplicação.

“O dinheiro deve servir para o propósito para o qual foi atribuído e deve ser usado com responsabilidade. O dinheiro que hoje receberam pertence ao povo moçambicano. Este valor é concedido sob a forma de empréstimo. A partir do momento em que começam a empreender, devem fazê-lo com responsabilidade, lembrando-se de que, após o período estabelecido, o dinheiro deverá ser reembolsado para que possa beneficiar outras pessoas”, afirmou o edil de Maputo.

Na Cidade de Maputo foram alocados pouco mais de 13 milhões de meticais, a serem distribuídos pelos sete distritos municipais.

Cada distrito receberá os fundos de acordo com a dimensão da população, a extensão territorial e o índice de pobreza multidimensional.

O edil reiterou que o fundo deve ser aplicado como instrumento de combate à pobreza urbana.

“Aquele que vai empreender a partir do FDEL poderá empregar outros jovens. Assim, estaremos a combater a pobreza urbana e a produzir a riqueza que todos desejamos. É possível, se estivermos determinados e formos consequentes. É possível, se estivermos unidos e coesos enquanto munícipes desta cidade”, acrescentou.

A cerimónia de entrega dos cheques teve lugar no bairro de Nhlamankulu e contou com a apresentação de diversas expressões artísticas, que atraíram ao local pessoas de várias faixas etárias.

A Agência Nacional da Qualidade Ambiental (AQUA) emitiu, desde 2025 até ao presente momento, 225 avisos de multa, avaliados em cerca de 166 milhões de meticais. Contudo, deste montante, apenas 33 milhões de meticais foram efectivamente arrecadados.

O país continua a registar diversas infrações cometidas por empresas que operam no sector dos recursos minerais, situação que resulta em prejuízos significativos para o Estado.

De 2025 até esta data, a Agência Nacional da Qualidade Ambiental (AQUA) emitiu 225 avisos de multa a empresas infractoras, num valor global de 166 milhões de meticais. No entanto, apenas cerca de 33 milhões de meticais deram entrada nos cofres do Estado.

No âmbito da fiscalização florestal, a AQUA intensificou igualmente as suas acções para travar a exploração ilegal e a pilhagem dos recursos florestais. Como resultado das multas aplicadas neste sector, foram arrecadados perto de 22 milhões de meticais no mesmo período.

Os dados foram apresentados à margem da Primeira Reunião Nacional da AQUA, realizada na província da Zambézia. O encontro terminou esta sexta-feira e foi orientado pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino.

Pacientes denunciam aplicação de medicamentos fora do prazo, há quatro meses, no Centro de Saúde de Chigubo, em Gaza. No entanto, a Direcção Provincial de Saúde diz que sector tem stock de medicamentos para os próximos 14 meses e diz que as acusações são infundadas, mas admite investigar o caso.

O Centro de Saúde de Ndindiza, no distrito de Chigubo, mais a norte da província de Gaza, é acusado de administrar medicamentos fora do prazo de validade aos pacientes. O caso mais recente ocorreu em Abril deste ano.  Elias Chaúque, de 56 anos de idade, alega que na sequência de uma consulta hospitalar recebeu um medicamento cujo prazo de validade era Dezembro de 2025.

A aplicação, entretanto, ocorreu no dia 21 de Abril, quatro meses após o limite estabelecido pelo fabricante. 

O administrador do distrito de Chigubo, Almeida Guelume confirma a denúncia, na qual  são indiciados de negligência vários gestores da unidade sanitária de Chigubo, incluindo a Directora Distrital de Saúde.

Tomamos conhecimento através das redes sociais, da circulação de uma informação, dando conta que há um paciente que foi administrado medicamento fora do prazo no Centro de Saúde. À luz daquilo que preconiza o funcionamento da administração pública, nós estamos a fazer um trabalho interno para se apurar a veracidade destes factos e, se concluir, haver alguma culpabilidade dos nossos colegas que atenderam ou estiveram naquele dia em que o paciente se fez ao Centro de Saúde, iremos tomar as devidas medidas administrativas em função àquilo que emana o Estatuto Geral, os funcionários agentes do Estado e demais leis que orientam o funcionamento da administração pública”, declarou Almeida Guelume, Administrador de Chigubo. 

Após ingerir o medicamento, o paciente que deu entrada com quadro diarreia começou a registar alergias, por isso, exige responsabilização aos implicados.

Reagindo, a Direcção provincial de Saúde avançou que o sector tem stock de medicamentos para os próximos 14 meses e que a denúncia é infundada e não há evidências de que o paciente tenha sido realmente administrador um fármaco no centro de saúde de Chigubo.

O Médico Chefe diz, no entanto, que decorre uma averiguação aprofundada cujo resultado será anunciado nos próximos dias.

Enquanto aguarda pelos resultados da investigação do sector da saúde, o paciente submeteu o caso à procuradoria distrital de Chigubo.

Cerca de 250 agentes, dos 600 admitidos no último concurso de ingresso ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), participam do I curso básico de investigação criminal. O curso terá a duração de seis meses.

A cerimónia de abertura será dirigida pelo Procurador-Geral, Américo Letela, neste sábado, em Moamba, província de Maputo.

Segundo o comunicado do Ministério Público, o Serviço Nacional de Investigação Criminal reafirma, com a iniciativa, o seu compromisso com o reforço da capacidade

institucional e a modernização dos instrumentos de investigação criminal, ao serviço da legalidade e da defesa dos direitos fundamentais dos cidadãos.

O Presidente do Município de Maputo, Rasaque Manhique, entrega, neste sábado, cheques aos beneficiários do Fundo do Desenvolvimento Local (FDEL), no campinho de Mafalala, no distrito municipal de KaMaxakeni. No mesmo local decorrem feiras de saúde, de gastronomia, de empreendedorismo e serviços de emissão de bilhetes de identidade e pagamento de impostos e taxas municipais. 

Segundo o comunicado do Municipal, serão beneficiados 300 cidadãos dos sete distritos municipais de Maputo. 

 

Na cidade de Inhambane, as autoridades intensificaram a fiscalização aos transportadores semi-colectivos de passageiros, numa operação que visa promover maior segurança rodoviária e garantir o cumprimento das regras na actividade.

Logo nas primeiras horas da manhã, agentes reguladores de trânsito estiveram posicionados nas principais vias da cidade, com o objectivo de verificar as condições de segurança das viaturas e a legalidade da actividade de transporte.

A acção também teve como foco o combate ao agravamento ilegal de tarifas e ao encurtamento irregular de rotas, práticas que têm motivado reclamações por parte dos passageiros.

Segundo o Conselho Municipal de Inhambane, mais de 80 viaturas foram fiscalizadas no âmbito da operação, tendo sido aplicadas 15 multas por diferentes tipos de infracções, no quadro do reforço da disciplina e da regularização do sector.

Moçambique continua empenhado em garantir o acesso universal à energia eléctrica até 2030, porém os desafios para alcançar este objectivo permanecem significativos, sobretudo nas zonas rurais, onde milhares de famílias vivem ainda sem acesso à corrente eléctrica.

O assunto esteve em análise durante o seminário alusivo ao Dia da Energia, promovido pela Electricidade de Moçambique (EDM), evento que reuniu representantes do Governo, académicos e especialistas do sector energético.

Durante o painel dedicado aos desafios da universalização da energia eléctrica, o pesquisador da Universidade Eduardo Mondlane e Bastonário da Ordem dos Engenheiros, Alberto Tsamba, recomendou o regresso às aldeias comunais como forma de facilitar a distribuição da corrente eléctrica e de outros serviços básicos nas comunidades rurais.

Segundo o académico, a concentração populacional em aldeias organizadas poderá reduzir custos de infra-estruturas e tornar mais eficiente a expansão da rede eléctrica nacional.

Por seu turno, a Universidade Pedagógica desafiou o Ministério dos Recursos Minerais e Energia a criar condições que facilitem a aquisição de material de electrificação por parte de particulares, considerando que tal medida poderá contribuir para acelerar a expansão da energia eléctrica no País.

Na mesma ocasião, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia apresentou informações sobre o estágio da fábrica de painéis solares na Província de Maputo, assegurando igualmente a retoma das actividades do projecto.

Apesar dos progressos alcançados nos centros urbanos, o acesso universal à energia eléctrica continua a exigir soluções inovadoras e sustentáveis para responder às necessidades das populações das zonas rurais.

Uma jovem de 26 anos de idade e sua filha de oito meses morrem atropeladas e arrastadas na Estrada Nacional Número Um (EN1), em Xai-Xai, na província de Gaza. Além de embriagado, o  indivíduo de 24 anos de idade, que conduzia a viatura envolvida no sinistro não tem carta de  condução. A Polícia garante duras  medidas contra o implicado.

A EN1 voltou a ser palco de sangue e luto na cidade de Xai-Xai, na província de Gaza.

“Foi um acidente muito violento, que é muito triste, é muito triste, porque a moça que  morreu perdeu a vida logo no local e com a criança”, relatou uma testemunha.

O acidente que  ocorreu por volta das 17 horas desta quinta-feira resultou em  amputações traumáticas às vítimas e em face disto  perderam a vida no local, a escassos metros  da EN1 e a 12 metros da sua residência.

“Não passou, em um minuto isso aconteceu, porque eu só deixei ela brincar na sua motinha, só fui lá dentro deixar uma coisa e tudo o que houve foi um barulho.  Houve desassociação de membros no seu corpo e ali, onde eu verei, tem uma parte de cérebro  ou um órgão que foi esmagado e a polícia não fez a recolha. Então, por isso, eu protegi-me aquele local ali” revelou outra testemunha.

De acordo com munícipes que testemunharam o trágico acidente,  o indivíduo na condução do automóvel envolvido no sinistro estava  embriagado, e antes do despiste da viatura que seguia no sentido Xiquelene-Baixa de Xai-Xai, com cinco passageiros à bordo, seguia em alta velocidade.

“Todos  estavam bêbados, tinha bebida no carro (…)  também estava em contra-mão, então esquivou aquele caminhão, daí saltou, entrou o carro em casa, bateu aquela  miúda ali”, relatam.

E mais, “E ele nem tinha consciência do que fez, tanto que estava preocupado em querer ir, achava que fosse uma piada, tudo o que chamavam de dizer e o motorista estava bêbado. Um carro que consegue derrubar um coqueiro, tirar de um lugar para outro, já pode  imaginar a velocidade que ele vai ter, então eu estimo acima de 140, 150, por assim dizer.” frisaram.

As autoridades policiais  recolheram os membros amputados em plásticos para a morgue do  Hospital Provincial de Xai-Xai, avançaram líderes do bairro 4 de Inhamissa, que destacaram ainda, que  um coqueiro foi deitado abaixo e assim escaparam à tragédia outras  duas crianças que se encontravam no pátio desta residência. 

 A polícia da República de Moçambique em Gaza, fala das causas do acidente. 

“A velocidade excessiva que o condutor praticava aliado ao consumo de álcool, onde colheu a mãe e filha, e posteriormente parou quando encontrou um obstáculo físico” , explicou  o porta-voz da Polícia em Gaza.

Júlio Nhamussua garantiu que o jovem de 24 anos de idade será responsabilizado por condução ilegal.

“Trata-se de um condutor ilegal que vai ter as suas responsabilizações criminais, assim como por ter cometido este acidente, porque não é uma pessoa habilitada, não teremos 3 como lhe responsabilizar de acordo com o Código de Estrada”, esclareceu.

O governador de Nampula, Eduardo Abdula, garante continuar a combater de forma cerrada a venda e consumo de drogas nesta parcela do país. 

O governante apela à população para que aconselhe os seus filhos que estão a consumir drogas a não se deixarem aproveitar por aqueles que considera de “malandros e bandidos”. 

Eduardo Salimo avisou os vendedores de drogas que, segundo ele, têm enviado mensagens ameaçadoras às equipas que trabalham no combate, que não irá dar tréguas. 

O governante assegurou também não ter medo de ser morto, ao mesmo tempo que promete acabar com esse mal e com os respectivos fomentadores. 

“Sou protegido por Deus. Não ando armado nem com coletes de balas e estou sempre livre. Nas próximas reuniões vou dar-vos os cafés onde costumo sentar, podem vir atirar para mim”, disse o governante.

Salimo sublinhou que, caso os vendedores não parem com as suas actividades ilícitas, ele vai ser um verdadeiro pesadelo ou “diabo” em pessoa. 

“Não vos irei largar até ao meu último suspiro”, anotou o governante. 

A província de Nampula tem, nos últimos anos, registado um crescente número de venda e consumo de drogas, facto que levou as autoridades a intensificarem as acções de combate através de várias iniciativas, sobretudo focadas nos jovens. 

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