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O País – A verdade como notícia

Organizações da sociedade civil defendem uma governação e um orçamento do Estado que priorize as crianças. Para efeito, o Fórum da Sociedade Civil para os Direitos da Criança (ROSC) e a Visão Mundial Moçambique assinaram, hoje, em Maputo, um memorando de entendimento  que visa uma maior promoção do bem-estar dos petizes. 

É a formalização de uma parceria estratégica que defende maior inclusão da criança em todas as esferas do desenvolvimento socioeconómico do país.   

O Fórum da Sociedade Civil para os Direitos da Criança e a Visão Mundial passam, oficialmente, a trabalhar lado a lado na monitoria e divulgação de alguns desafios, que urge ultrapassar. 

O projecto vai, igualmente, trabalhar no aprimoramento das leis e políticas em prol das crianças e criação de eventos de prestação de contas para os próprios petizes. 

O Fórum da Sociedade Civil para os Direitos da Criança diz que a parceria é oportuna, tendo em vista a monitoria do Fundo Soberano, de onde sairá parte do Orçamento do Estado. 

A parceria vai, também, promover audiências com o Ministério da Economia e Finanças, Assembleia da República e outras entidades,  para apresentar constatações e recomendações para melhorias.

O assassino do jornalista João Chamusse foi condenado, hoje, a 20 anos de prisão e uma multa de 300 mil meticais, que deverá ser paga à família da vítima.

É o desfecho de um processo que vem desde Dezembro do ano passado, quando o jornalista João Chamusse foi assassinado na sua própria residência. Nove meses depois do crime, um jovem de 24 anos de idade, chamado Elias Dlate é condenado a 20 anos de prisão e multa de 300 mil meticais para a família.

O advogado da família Chamusse diz que foi uma pena justa, visto que “a vida humana é um bem maior, em termos de direitos humanos e direitos fundamentais”. Contudo, não a considera satisfatória.

“Não podemos dizer que seja satisfatório em si, porque este processo, por causa da confissão espontânea do réu, não permitiu melhor investigação subsequente (…) não ficou muito claro quais foram os motivos que levaram a prática deste crime”, lamentou o advogado.

O representante legal da família da vítima acredita que é preciso que seja feita uma nova investigação,  para averiguar se as alegações do réu são verdadeiras e se há mais pessoas envolvidas no crime. Contudo, adverte: “isso é um outro processo que pode correr, que pode levar o seu tempo, porque não temos muitos elementos por causa dessa limitação da confissão, que é um verdadeiro retrocesso na área de investigação criminal”.

Um incêndio consumiu, na totalidade, três armazéns, no Jardim dos Namorados, no Município de Maputo. O serviço nacional de Salvação Pública esteve no local e conseguiu controlar as chamas, mas tudo já tinha sido transformado em cinzas.

Logo pela manhã desta sexta-feira, chamas e fumaça denunciavam mais um incêndio na cidade de Maputo. 

A situação foi descoberta por um dos funcionários do Jardim dos Namorados, mas pouco pôde fazer, até porque os extintores existentes no local não funcionam.

As chamadas consumiram três armazéns e destruíram material de manutenção, geleiras e outros bens.  

“Foi uma coincidência, eu vinha para levar algo num dos armazéns, mas quando cheguei, deparei-me com as chamas no primeiro armazém do meio, onde guardamos material sensível e inflamável. Aqui tínhamos material de manutenção do jardim, geleiras e expositores” explicou James Maronda, fiel dos armazéns transformados em cinzas. 

A origem do incêndio é, até então, desconhecida, e, segundo James, “os armazéns existem há bastante tempo e nunca pegaram fogo”. 

O pior só não aconteceu graças à rápida intervenção dos bombeiros, que chegaram a tempo e controlaram as chamas, mas tudo que estava no local, foi transformado em cinzas. 

Este é o quinto incêndio, pelo menos reportado na cidade de Maputo, em menos de dois meses.

Pelo menos uma pessoa morreu e outras sete contraíram ferimentos graves, na sequência de um acidente de viação do tipo choque entre dois veículos, ocorrido na cidade da Beira. Condução em estado de embriaguez e excesso de velocidade são apontados como as causas do sinistro.

Um violento acidente foi registado cerca das 23h00 desta quarta-feira, véspera de feriado nacional, ao longo da avenida das FPLM, próximo do Hospital Central da Beira, quando uma viatura foi embater violentamente numa outra que seguia no sentido contrário.

As imagens, captadas pouco tempo depois do acidente por um vídeo, mostram a violência do sinistro. Devido ao impacto do acidente, uma das vítimas foi projectada cerca de 15 metros.

De acordo com a polícia, o acidente ocorreu devido ao excesso de velocidade. O motorista de um dos veículos, que sofreu ferimentos graves, perdeu controlo do mesmo quando chegou ao local do sinistro, tendo entrado na faixa contrária, onde seguia uma outra viatura e o embate foi muito violento.

“Esta viatura tinha permissão para levar cinco passageiros, mas transportava oito na altura em que ocorreu o acidente. É preciso referir ainda que o condutor da viatura Mazda estava sob efeito de álcool. Quando foi à testagem, teria acusado um teor alcoólico de 0,58%”, disse Dércio Chacate, porta-voz da PRM em Sofala.

Para além de um óbito, sete pessoas ficaram gravemente feridas. As vítimas foram transportadas para o Hospital Central da Beira, onde estão a receber cuidados intensivos.

“Dos dois internados, estes têm lesões e contusões graves. Precisam de neurocirurgia. Os outros têm lesões na cabeça e membros inferiores. Temos também casos de lesões moderadas que estão sob cuidados dos serviços de ortopedia”, explicou Renovat Bigiruhiriwe, porta-voz do Hospital Central da Beira.

O Estado gasta 16 milhões e oitocentos mil Meticais por dia para alimentar reclusos em todo o país. Actualmente, as cadeias têm um total de 24 mil reclusos, e cada um gasta pelo menos 700 Meticais só para se alimentar.

São contas que, segundo a ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, sufocam o orçamento do Serviço Nacional Penitenciário.

“Se nós contabilizarmos o que vamos gastar, hoje, para alimentar a nossa população recursória, são 700 Meticais por recluso, isso multiplicado por 24 mil. É muito dinheiro, sem contar com a responsabilidade de ter de garantir que tenham saúde, uniforme como deve ser, garantir que haja energia, água e tudo mais. É uma máquina muito pesada”, apontou a ministra da Justiça.

Para mudar a situação, Helena Kida diz que as penitenciárias têm estado a apostar na produção de alguns alimentos, de modo a garantir sustento dos reclusos sem gastar muito dinheiro.

“O esforço que nós temos de fazer, como sector, é tentar depender menos possível do orçamento do Estado, e é por isso que nós temos estado a desenvolver actividades no âmbito do próprio SERNAP, que é a produção do próprio alimento, mas com a preocupação de criar sem precedentes, de modo a irmos buscar da nossa produção aquela receita que vai ajudar-nos a manter a nossa população recursória”, disse.

Por outro lado, a ministra diz que está preocupada com o facto de o número de reclusos estar sempre a aumentar, apesar dos indultos que o Presidente da República tem concedido todos os anos.

“Todos os anos, há indultos concedidos pelo Presidente da República e, normalmente, têm sido pouco antes do Natal, mas existe um fenómeno que nós temos de estudar. É verdade, sim, que saem, mas parece que se multiplicam quando voltam. Então, temos de ver o que é que está na origem, porque, algumas vezes, são aqueles que saíram e, normalmente, são aqueles que têm penas mais brandas. Então, porque é que saem e voltam?”, questionou.

Só em 2023, o Presidente da República indultou 897 reclusos.

Agentes da Polícia da República de Moçambique afectos à segunda esquadra, na cidade da Beira, foram acusados pela Procuradoria-Geral da República de homicídio agravado, na sequência da morte de um suposto criminoso numa cela. O processo-crime já está em curso e o Ministério Público confirmou que Tomás Evaristo morreu vítima de maus-tratos, quando estava sob custódia policial.

É mais um episódio de um caso que culminou com a morte de um detido numa esquadra, na cidade da Beira. Treze agentes foram, para já, constituídos arguidos e outros poderão, também, responder a processos neste caso.

O Ministério Público acrescentou que os outros detidos, que estavam na mesma cela com a vítima mortal, Tomás Evaristo, já foram todos ouvidos.

“Este processo encontra-se na Secção de Instrução Criminal do Ministério Público e corre os seus trâmites legais. Mais agentes poderão vir a ser constituídos arguidos. O processo ainda está aberto”, disse Joaquim Tomo, porta-voz da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Tomo disse, ainda, que os outros detidos que se encontravam na mesma cela com a vítima mortal já foram ouvidos, tendo os mesmos colaborado com as autoridades.

A Procuradoria-Geral da República diz que, “até aqui, os elementos indicam que o indivíduo foi seviciado nas celas da segunda esquadra na noite do dia 13, nas celas da segunda esquadra. Ele perdeu a vida a caminho do hospital, mas o sofrimento foi-lhe infligido nas celas da segunda esquadra. As feridas foram-lhe infligidas nas celas da segunda esquadra”.

A PGR desencoraja a polícia de agir de forma violenta com criminosos. “Não é permitido que se torture um cidadão em virtude de ter cometido um crime. Isso é linchamento”, adverte a PGR.

A ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos diz que há algumas exigências dos juízes que não poderão ser respondidas com urgência, porque o Governo não tem dinheiro para o efeito. Helena Kida diz que a garantia da segurança dos magistrados poderá ser avaliada caso a caso, mas o diálogo continua, para evitar que a greve se concretize.

Os juízes decidiram não avançar com a greve anunciada para 9 de Agosto passado, dada a abertura do Governo para negociações face às reclamações dos magistrados.

Esta quinta-feira, a ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, disse que, apesar de o diálogo estar a decorrer, há questões que não poderão ser resolvidas imediatamente, devido à falta de orçamento por parte do Estado.

“Claro que [em relação a] algumas das reivindicações, chegamos à conclusão de que não são de resposta imediata pronta, não podem ser respondidas de imediato. Vou dar exemplo: a greve tinha sido anunciada para Agosto, numa altura em que o orçamento já tinha sido aprovado, e resolver questões de cariz meramente financeira requer orçamento. Havia, também, algumas reivindicações como melhores condições habitacionais, o que significa que temos de comprar ou teríamos de construir, e leva o seu tempo”, disse a ministra da Justiça.

Uma das preocupações levantadas pelos magistrados é a sua segurança. Sobre este ponto, a ministra disse que o Governo está a estudar uma forma de destacar polícias de protecção para o efeito ou distribuir armas aos juízes, sem desviar o arcenal destinado a combater o terrorismo em Cabo Delgado.

“Uma coisa é o direito de porte de arma, que os magistrados têm, e a outra seria saber qual é esta entidade que tem a obrigação de alocar as armas. Depois, estamos a olhar, também, para uma situação daquelas que não se podem ignorar, que é a instabilidade em Cabo Delgado. Se nós tivermos de assumir que aqueles [soldados] que têm armamento teriam de ceder este armamento para os magistrados, porque a Polícia da República de Moçambique e as Forças Armadas de Defesa e Segurança têm armas de guerra, mas as armas que devem ser adquiridas para a protecção dos magistrados devem ser de protecção individual. Então, temos de discutir melhor, para saber qual a melhor solução entre alocar um ADC que tem arma, mas dar arma, também, ao magistrado, qual seria a quantidade de armas só para este fim”, explicou Helena Kida.

A ministra da Justiça falava esta quinta-feira, na Cidade de Maputo, à margem da abertura da Conferência Nacional Religiosa. No evento, Kida enalteceu o papel das igrejas na manutenção da paz no país.

A sétima Conferência Nacional Religiosa realizou-se sob o lema “Confissões Religiosas, Unidas na construção de uma cultura de paz em Moçambique”.

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê a ocorrência de calor intenso, caracterizada por tempo muito quente e húmido com temperaturas máximas que poderão variar de 36 a 39 graus centígrados.

A vaga de calor vai ocorrer esta quinta-feira, nas províncias de Maputo e Gaza. Adicionalmente, prevê-se a ocorrência de ventos com rajadas fortes, trovoadas e aguaceiros locais, no fim do dia.

Face ao desconforto causado pelo calor intenso, o INAM recomenda a tomada de medidas de precaução e segurança.

Um jovem está a contas com a polícia, na cidade de Chimoio, província de Manica, indiciado de ter matado a sua própria mãe. O indiciado diz estar arrependido de ter cometido o crime, revelando que vivia em constantes discussões com a finada até chegar a ponto de a espancar até à morte.

O indiciado diz, ainda, que perdeu emprego e teria sido um amigo quem montou o esquema, por via de magia negra. A mãe defendia o tal amigo, por isso, justifica, a espancou até à morte.

A neta da malograda, Júlia Martinho, mostrou-se estupefacta com o crime hediondo e disse não perceber os motivos que terão motivado o mesmo.

Segundo Martinho, o indiciado sofre de perturbações mentais, tendo avançado que este terá ateado, em Agosto, fogo à sua própria casa.

“Não sei o que realmente terá acontecido com a minha avó. Eu estava em minha casa e recebi informações sobre a morte dela. Telefonaram-me à noite. Fui para lá e contaram-me que foi agredida até à morte pelo seu filho”, contou Júlia Martinho.

A polícia diz que encontrou a vítima em vida e que a mesma veio a perder a vida no leito hospitalar.

“Devemos a denúncia. Fomos ao terreno e detivemos o jovem. Decorrem trabalhos para averiguar as principais causas desta morte”, frisou a oficial de imprensa no comando provincial da PRM, em Manica, Eunice Faustino.

Segundo Eunice Faustino, “estamos perante um crime de ofensas corporais. Foi instaurado um processo-crime e o indiciado será levado à barra da justiça. Sobre a situação de sua saúde, porque os familiares dizem que o indiciado sofre de alguma perturbação mental, é parte da investigação e os resultados médicos poderão trazer a verdade dos factos”.

Eunice Faustino apela à população para continuar a trabalhar com a polícia no combate à criminalidade.

A denúncia, segundo a oficial de imprensa, é a melhor estratégia para prevenir mal. Eunice Faustino aconselha a população a não enveredar pela violência como forma de resolver qualquer briga dentro ou fora da família.

“Isso mostra que a violência não é a melhor forma para resolvermos qualquer problema. Devemos recorrer ao diálogo ou mesmo às instituições vocacionadas para a resolução de conflitos e evitarmos o cometimento de crime”, acrescentou Eunice Faustino.

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