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O País – A verdade como notícia

A Procuradoria Provincial de Cabo Delgado encerrou as investigações sobre o misterioso desaparecimento do jornalista e locutor da Rádio Comunitária de Palma, Ibraimo Maruco, devido à suposta falta de provas.

A decisão surge quase  cinco anos depois do desaparecimento do escriba, tendo,  para  efeito,  a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado emitido um despacho a informar sobre a suspensão das investigações sobre o caso.

“Conforme o disposto no art 307 e art. 323 número 1 do Código de Processo Penal, o magistrado do Ministério Público dá por encerrada a instrução e passa a proferir o despacho que se segue, nos termos do art. 324, do Código de Processo Penal”, lê-se no despacho.

O documento, de nove páginas, descreve quase todas as diligências feitas pela Procuradoria Provincial de Cabo Delgado, desde 14 de Abril de 2020, sete dias depois do desaparecimento de Ibraimo Mbaruco.

“O Serviço Nacional de Investigação Criminal, Direcção Distrital de Palma (SERNIC), 15/06/2020, solicitou ao Posto do Comando Avancado (PCA) de Palma a informação sobre o paradeiro de Ibraimo Abu Mbaruco. A Secção de Instrução Criminal da Procuradoria, no dia 18/06/2020, solicitou a empresa de telefonia móvel Vodacom para informações de FILES no dia 24/06/2020, solicitou a empresa de telefonia móvel Movitel para obter o IMEI do cartão usado pelo Ibraimo Maruco no dia 30/06/2020; o digníssimo subprocurador-geral da República e procurador provincial da República chefe de Cabo Delgado solicitou ao senhor Comandante do Posto de Comando Operativo Norte o pedido do rastreio dos telemóveis do Ibraimo Maruco.”

Além de pedidos de informações gerais sobre Ibraimo Maruco, durante as investigações, a Procuradoria Provincial de  Cabo Delgado ouviu  declarantes, entre familiares, colegas de trabalho e amigos, mas, mesmo assim, não conseguiu descobrir quase nada sobre o desaparecimento do jornalista.

Da apreciação, a Procuradoria Provincial de  Cabo Delgado concluiu: “Não se sabe o paradeiro do jornalista lbraimo Abú Mbaruco; ficou provado que lbraimo Abú Mbaruco, jornalista, está desaparecido; não foi identificado o autor do desaparecimento do jornalista ibraimo Abú Mbaruco; não se sabe das motivações do desaparecimento do jornalista ibraimo Abú Mbaruco.”

O documento refere, ainda, que, “das declarações apresentadas durante a instrução dos presentes autos, ninguém confirmou ter visto homens militares a levarem o jornalista Ibraimo Abú Mbaruco para parte incerta; Não ficou provado que o jornalista lbraimo Abú Mbaruco foi raptado ou sequestrado por militares; ficou provado que o jornalista Ibraimo Abú Mabruco continua desaparecido.”

De Referir. que o art. 307 número 1 e seguintes do Código de Processo Penal, estabelece que “a instrução compreende o conjunto de diligências que visam investigar a existência de um crime, determinar os seus agentes e a responsabilidade deles e descobrir e recolher as provas, em ordem à decisão sobre a acusação”.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê tempo quente, com temperaturas máximas que poderão variar de 35 a 37 graus celsius, amanhã, sexta-feira, dia 9 de Agosto de 2024, nas províncias de Maputo (distritos de Matutuine, Namaacha, Boane, Moamba, Magude, Manhiça, Marracuene e cidades de Maputo e Matola) e Gaza (distritos de Massingir, Chókwè, Bilene, Limpopo, Mandlakazi, Chicualacuala, Mapai, Massangena, Chigubo, Chibuto, Guijá, Chongoene e cidade de Xai-Xai).

Mais um mototaxista foi assassinado na cidade de Chimoio, na província de Manica. Este é o segundo caso em menos de uma semana. A Associação dos Mototaxistas de Chimoio diz que já são onze membros da agremiação mortos só este ano e já estuda mecanismos para travar o fenómeno.

A “caça” aos mototaxistas vem provar que, nos últimos tempos, se tornou muito arriscado desempenhar a actividade de mototáxi em Chimoio, sobretudo no período da noite.

É que, olhando para o “modus operandi”, chega-se à conclusão que os malfeitores se fazem passar por clientes e são transportados para zonas remotas da cidade, onde depois matam as suas vítimas.

Só esta semana, dois mototaxistas morreram e, segundo o presidente da associação, Neto Chiganda, a vítima do último caso não apresentava ferimentos.

Há poucos meses, a Associação dos Mototaxistas de Chimoio anunciou que, depois das 20h00, os seus membros não deveriam exercer a actividade por conta da onda de assassinatos. Mesmo depois da advertência, o último caso deu-se de madrugada.

Recorde-se que há dois meses que Manica já não registava assassinato de mototaxistas. Os últimos dois casos voltaram a preocupar os operadores de mototáxis.

Os cerca de 50 quilómetros de extensão da estrada Pemba-Mecufi estarão transitáveis na próxima época chuvosa com a conclusão das obras de reabilitação em curso. A garantia foi dada, hoje, pela Administração Nacional de Estradas (ANE).

Para o alívio dos utentes da estrada Pemba-Mecufi, em Cabo delgado, até ao começo da próxima época chuvosa, as obras de reabilitação em terraplanagem desta via, poderão estar concluídas, permitindo assim, que o percurso que era antes feito por três ou quatro horas, passe a ser feito em aproximadamente 40 minutos.

Pese embora as obras ainda estejam em curso, os utentes já dizem que há melhorias. “No tempo chuvoso não passava nenhum carro pequeno, mas agora está melhor”, diz o automobilista, Dalilo Buruane. O mesmo testemunho foi dado por Mustafim Jamal, também automobilística.

As obras de reabilitação da estrada incluem a reconstrução de uma ponte destruída pelas águas das chuvas, a reposição dos solos e pela primeira vez, serão construídas valas de drenagem.

Jorge Govanhica, delegado da ANE em Cabo Delgado, disse que, além das obras de reabilitação em curso, será feito um estudo para trazer soluções mais duradouras para a estrada. “Está previsto nos próximos tempos, através de um financiamento do Banco Mundial, a realização de um estudo de engenharia que vai trazer uma solução mais adequada sob o tipo de pavimento”, garantiu.

As obras de reabilitação da Estrada Pema Mecufi estão avaliadas em quase 160 milhões de meticais desembolsados pelo governo moçambicano.

Arrancou, esta quinta-feira, a décima edição da Fikani Moçambique, a feira internacional de Turismo, um evento que tem lugar em Maputo, de 8 a 10 de Agosto corrente.

Filipe Nyusi foi quem orientou o corte da fita da sala de exposição, que conta com mais de 50 expositores, entre hotéis, gestores de áreas de conservação , estâncias turísticas, agências de viagens, bem como a exposição da gastronomia moçambicana, artes plásticas e demais produtos de bandeira nacional.

A 10 edição do FIkani Moçambique, que tem como lema “Turismo: Ferramenta de Desenvolvimento Económico e Transformação Social”, visa, de acordo com a organização, promover o turismo Moçambicano na região Austral de África e no mundo, atraindo profissionais do sector de viagens.

A sessão de abertura do evento, que decorre no centro cultural Moçambique- China, será orientada pelo Chefe de Estado, dentro de instantes.

O projecto de interligação de energia eléctrica Moçambique–Malawi conheceu um novo avanço, podendo estar concluído em Dezembro deste ano.

Depois de sucessivos adiamentos do prazo da entrega da empreitada, devido a dificuldades de vária ordem, eis que uma garantia veio do empreiteiro da obra sobre a finalização dos trabalhos em curso, escreve a Rádio Moçambique.

Neste momento, as obras de construção da subestação de Matambo estão a cerca de 60% de execução, acreditando-se que, nos próximos dois a três meses, será feito o comissionamento da mesma para posterior entrega.

Para o lançamento da linha de transporte da corrente eléctrica nos 141 quilómetros que compreendem o território moçambicano, estão já erguidas 100 das 304 torres previstas.

Foi Yang Yanlong, representante da empresa SINO HYDRO, encarregada pela construção da subestação de Matambo, que nesta terça-feira deu a garantia deste novo prazo, a missão da imprensa malawiana que está a trabalhar nas regiões Centro e Norte do país.

“O prazo do término da empreitada foi reiterado pelo fiscal das obras civis, Firmino Langa, quem faz votos para que o fornecimento do material seja feito na actual dinâmica, para que esta nova data limite não seja mais uma vez ultrapassada”, disse.

Trata-se de uma empreitada que emprega cerca de mil trabalhadores, entre moçambicanos, chineses, zimbabweanos e zambianos.

A subestação em construção terá uma capacidade instalada de 400 Megawatts e, destes, Malawi irá apenas importar 120 Megawatts.

Ainda há pessoas que recorrem a poços artesanais para terem poços artesanaispara uso doméstico na cidade de Maxixe, província de Inhambane.

Além de a água ser imprópria, as mulheres percorrem longas distâncias para ter o precioso líquido.

“Sofremos muito, porque temos de ir para muito longe para buscar água”, reclamou Hortência Raimundo, residente em Maxixe.

Aurélia Venâncio vive o mesmo dilema e reclama ainda do facto de, devido ao problema, serem obrigados a acordar muito cedo para procurar água.

“Acordamos às 4h00 para a zona baixa. Não dormimos. A nossa vida é buscar água. Só depois disso é que vamos à ‘machamba'”, manifestou-se agastada.

O edil de Maxixe reconhece o problema e diz que o município pretende construir, ainda este ano, mais cinco pequenos sistemas de abastecimento de água em igual número de bairros.

Em Maxixe, há relatos de fontes de água que estão a ser vandalizadas e o governador de Inhambane, Eduardo Mussanhane, diz que esse fenómeno tem de acabar.

Os governantes falavam à imprensa depois de inaugurar três pequenos sistemas de abastecimento de água para prover o precioso líquido a um total de 4500 pessoas.

Mais uma trabalhadora de sexo foi assassinada, na cidade da Beira, totalizando seis desde Janeiro a esta parte, contra sete em igual período do ano passado. O suposto autor do crime foi detido e é um indivíduo com histórico de violência contra menores e mulheres.

Nem mesmo os intensos movimentos feministas e accões conjuntas dos vários órgãos ligados à justiça, em Sofala, conseguem travar o assassinato de mulheres naquele ponto do país.

Na madrugada do passado domingo, mais uma trabalhadora do sexo desapareceu depois de ter estado com um cliente. A mesma foi encontrada morta, terça-feira.

A amiga da vítima, igualmente trabalhadora de sexo, contou que a malograda saiu na companhia do indivíduo agora detido e que, pouco tempo depois, ela recorreu ao telefone do indiciado para falar com ela.

A mesma diz ainda que Tina, assassinada, e o jovem ora detido passariam a noite na sua residência.

Outrossim, diz que os números da amiga e do indiciado estavam desligados e que, dois dias depois, na terça-feira, ficou a saber que a amiga foi encontrada morta e decidiu colaborar com a polícia. O jovem foi detido por fortes suspeitas de ser o autor do crime, mas nega as acusações.

As cicatrizes que o indiciado tem no pescoço aumentam as suspeitas que levaram à sua detenção.

No decurso das diligências em torno deste crime, o SERNIC na Beira descobriu que corre um outro processo contra o detido, que andava fugitivo, indiciado de ter violado uma menor de dois anos de idade no distrito de Dondo.

Aliás, consta que estava na cadeia desde princípios do ano passado e que saiu em liberdade há menos de um mês por ter sido encontrado na posse de um telefone que pertencia a uma trabalhadora de sexo que sofreu violência sexual e foi assassinada no distrito de Dondo.

Uma plataforma lançada pelo mudanças climáticas na saúde(INS) de Moçambique vai avaliar o impacto das mudanças climáticas na saúde no Centro do país, e respectivas respostas sanitárias, foi anunciado hoje.

“O investimento em sistemas de saúde resilientes às mudanças climáticas não é uma escolha, mas sim um imperativo”, afirmou Cecília Chamutota, secretária de Estado em Sofala, após o lançamento, na Beira, na terça-feira, da Plataforma de Monitoria do Impacto das Mudanças Climáticas na Saúde.

A plataforma vai ser implementada inicialmente nos distritos de Dondo, Búzi e Nhamatanda, para ajudar o Ministério de Saúde a assegurar a prestação de cuidados em função das necessidades específicas e localizadas, numa região assolada por vários ciclones nos últimos anos.
A plataforma permitirá ainda a partilha de experiências na resposta a emergências sanitárias, entre outros aspetos que visam melhorar a prestação de saúde em períodos de emergência.

O director nacional do INS disse que a implementação da ferramenta se justifica pela vulnerabilidade de Moçambique, por conta da localização geográfica do país.

Eduardo Samo Gudo garantiu que o sector da saúde tem vindo a trabalhar para responder aos novos desafios impostos pelas mudanças climáticas e o seu impacto na saúde.

“O Ministério da Saúde de Moçambique tem vindo a implementar diversas acções para edificar um sistema de saúde resiliente às mudanças climáticas”, afirmou.

Eduardo Samo Gudo disse acreditar no sucesso da plataforma e no possível futuro alargamento a outras províncias do país.

A coordenadora da área de saúde e ambiente do INS, Tatiana Marufo, disse que o novo sistema vai ajudar a identificar e garantir a devida assistência de saúde às comunidades em caso de calamidades naturais.

“Nós temos uma expectativa enorme em relação a esta plataforma, visto que pretendemos trabalhar com as comunidades mais vulneráveis para tentar perceber porque é que temos subsequentemente interrupção de prestação de cuidados de saúde. E assim nós vamos desenhar as melhores intervenções adaptadas ao contexto de cada distrito, para que tenhamos resiliência”, concluiu.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afectados pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente secas, cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre Outubro e Abril.

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