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O País – A verdade como notícia

Com uma nova imagem, a estátua do arquiteto da unidade nacional, Eduardo Mondlane, passou a vigorar na lista das praças turísticas do país. Se antes já atraía nacionais e estrangeiros, o local conheceu uma requalificação à altura da figura que representa. 

Ostentando as cores verde, bronze e creme, a praça digital alberga, para além da imagem do primeiro presidente da Frelimo, a história de Eduardo Mondlane estampada em tabuleiros de mármores. A tecnologia instalada permite aceder a uma série de documentos e factos históricos através de um simples scanner.

Inaugurada na manhã desta quarta-feira pelo Presidente da República, a praça digital é a melhor forma de imortalizar os feitos do organizador do grupo de jovens voluntários, que desencadeiaram a luta de libertação nacional, na visão da Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula.

Segundo a ministra, “Este monumento foi, entre vários aspectos que serão mencionados em breve por sua Excelência o Presidente da República, pensado de forma a atrair o turismo, e é por isso que optámos por este modelo, este modelo de trazer uma estátua onde os  nossos turistas possam também fazer fotografias com o nosso primeiro herói nacional. Optámos por esta praça digitalizada na medida em que, as pessoas podem vir e através do QR Code, que está em todas as placas informativas, as pessoas podem aceder a mais informação sobre o Presidente Eduardo Mondlane”. 

A família Mondlane representada pelos filhos, Nyeleti e Eduardo Mondlane Júnior, caracteriza o facto como sendo de grande importância e de reconhecimento da dedicação do seu pai na causa nacional. 

“É um momento importante para a família Mondlane, para essa próxima etapa em que estamos a embarcar como país, nesse momento de grandes mudanças que serão caracterizado pela escolha de um novo presidente”, disse Mondlane Júnior.

O engenheiro da obra, Celso Nícolas explicou que foram montados na praça cinco placas didáticas, colocadas em lápides de betão com mármore, além de várias lâmpadas na parte frontal. Foi também colocada uma base em betão para que a estátua com 6,8 metros de altura permaneça consistente, mesmo com um vento acima de 200 km por hora.

Dentro de dias irá arrancar as obras de requalificação do cruzamento entre as avenidas que deságuam no monumento.

O general na reserva, António Hama Thai, diz que as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) estão num bom caminho no combate ao terrorismo. Já Jorge Khalau, antigo Comandante-geral da PRM diz ter certeza que o terrorismo vai acabar.

À margem das celebrações do dia 25 de Setembro, data em que se celebra o Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, o general na reserva, António Hama Thai, apontou para o terrorismo na provincia de Cabo Delgado como um mal que coloca em causa o bem-estar dos moçambicanos.

Ainda assim, Hama Thai disse que as forças moçambicanas estão a trabalhar para acabar com este mal. 

Segundo avançou o general da reserva, é preciso que os militares moçambicanos actuem com o devido conhecimento.“Se as FDM agirem dentro do quadro técnico cientifico-militar podem vencer o terrorismo”.

No entender do antigo Comandante-geral da PRM, Jorge Khalau, o terrorismo é uma mal que vai acabar, até porque, segundo disse, o “Governo está a fazer um grande esforço para acabar com o terrorismo”.

O programa Sustenta, do Governo, pode ter acentuado as desigualdades sociais dos agricultores no país, por ter beneficiado mais os médios em detrimento dos pequenos produtores. A conclusão é de João Mosca, Nelson Capiana e Yara Nova, que lançaram, esta segunda-feira, o livro intitulado “Sustenta: (in)sustentável?”.

Em algumas páginas, os escritores moçambicanos mostram um estudo sobre um dos maiores programas do Governo, com vista ao melhoramento da qualidade de vida das famílias rurais, através da promoção da agricultura sustentável em Moçambique.

Numa sala repleta de académicos e políticos, Rafael Uaiene foi quem teve a responsabilidade de apresentar a obra e, sem rodeios, convidou os autores a darem esclarecimentos.

João Mosca foi quem representou o trio e começou por tecer algumas críticas ao programa que, no seu entender, trouxe algumas desigualdades sociais para os agricultores.

“No estudo que nós fizemos, o Sustenta beneficiava de forma muito desigual um tipo de produtores. Os médios que já tinham tractores, um nível de mecanização e já estavam mais relacionados com o mercado. Eram exactamente os mais priorizados em termos de afectação de recursos. Portanto, isso poderia agravar as diferenças sociais, e essa tendência de agravamento poderia levantar situações de instabilidade social e outras dificuldades”, apontou João Mosca, em representação do trio de autores.

O escritor diz, ainda, que os produtores passaram a focar-se em produzir para vender, além de produzir para comer, o que pode ter comprometido a segurança alimentar em algumas zonas.

“Houve aumento de produção em culturas comerciais como gergelim, soja e milho, mas houve redução em outras culturas alimentares. A pergunta é a seguinte: porque os produtores que têm agora mais rendimento dedicam uma parte desse rendimento para comprar alimentos no mercado? Então, a questão da segurança alimentar pode ser garantida, uma parte, por via do mercado e não só através da autoprodução.

Se os produtores, que têm maior rendimento com o sustento, dedicam os seus rendimentos a outros consumos, então, a segurança alimentar pode ficar comprometida”, disse Mosca.

Sustenta o (in)sustentável já está nas prateleiras de Maputo e oferece uma análise profunda sobre os riscos e benefícios deste programa lançado em 2017 pelo Governo, com vista a catapultar a agricultura e, acima de tudo, controlar os níveis de fome no país.

Celebram-se, quarta-feira, os 60 anos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique. O evento irá decorrer sob o lema “60 anos das Forças Armadas de Defesa Nacional, servindo a defesa de Moçambique e dos moçambicanos”.

Hoje, decorreram os últimos acertos e ensaios militares para a cerimónia, sendo que o palco em que vai decorrer o evento já estava montado e, até ao fim do dia, decorriam os últimos acertos para completar os detalhes desejados.

Alguns participantes, incluindo o ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Artur Chume, subiram primeiro ao palco para fazer os últimos ensaios.
Ao mínimo detalhe, Chume demonstrou parte o que poderá acontecer esta quarta-feira nas cerimónias de celebração dos 60 anos das Forças Armadas de Defesa Nacional.

O Chefe do Estado-Maior General, Joaquim Mangrasse, seguiu os mesmos passos na sua demonstração durante os ensaios finais. Do lado da baía, era possível ver as demonstrações dos meios navais.

O ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, orientou, no passado dia 21 de Agosto, no Quartel-general, em Maputo, a cerimónia de lançamento das celebrações dos 60 Anos do Desencadeamento da Luta Armada de Libertação Nacional, Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

O Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos projecta reabilitar e expandir o sistema de fornecimento de água à vila de Magude, na Província de Maputo, para adequá-lo à actual realidade populacional, escreve o sítio da Rádio Moçambique.

O pequeno sistema está, neste momento, obsoleto, não conseguindo responder ao crescimento populacional, além de não ir ao encontro da qualidade exigida.

O ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos já fez os primeiros estudos que vão culminar com a execução do projecto de reabilitação da infra-estrutura, que, neste momento, está sob gestão de um operador privado.

O administrador de Magude, Lázaro Bambamba, indicou que, em paralelo, as autoridades locais estão a trabalhar com o empresariado local, para a abertura de outros sistemas nos bairros circunvizinhos, visando colmatar a problemática da falta de água.

Um distrito conta, neste momento, com cerca de setenta mil habitantes, dos quais quarenta e cinco mil concentrados na vila.

Operadores privados de transporte marítimo, em Inhambane, decidiram paralisar as actividades devido à suposta concorrência desleal “apadrinhada” pelas autoridades marítimas. Os operadores denunciam um alegado proteccionismo promovido pelo Instituto Nacional de Transporte Marítimos a favor de um operador privado.

Trata-se de homens que decidiram abandonar as embarcações e amotinar-se diante do edifício onde funciona o Instituto Nacional de Transporte Marítimo, para exigir o fim de uma alegada concorrência desleal apadrinhada pelas autoridades.

Em causa está esta embarcação de um operador privado, que, segundo eles, tem privilégios em detrimento de outros que também são privados.

Decidiram parar com tudo porque, segundo eles, desde 2019 que se queixam do proteccionismo promovido a favor de uma embarcação, mas sem nenhuma resposta.

Até ao encerramento desta reportagem, o delegado provincial do INTRANSMAR não atendia às nossas chamadas.

Em Tete, uma mulher de 34 anos foi detida pela polícia, indiciada de assassinar o namorado. A vítima tem 24 anos de idade e é membro das Forças de Defesa de Moçambique. O crime deu-se na passada sexta-feira, quando a indiciada, motivada por ciúmes, decidiu, com ajuda de uma amiga, seguir a vítima numa barraca onde, alegadamente, estava a consumir bebidas alcoólicas com outra mulher.

A indiciada, no entanto, nega ter sido ela quem matou o namorado, alegando que a amiga é que desferiu golpes na cabeça do parceiro durante a discussão.

Por sua vez, a amiga da indiciada, que também se encontra detida, acusada de fazer parte do assassinato, alega ter agido em legítima defesa. A polícia não descarta a possibilidade de o crime ter sido premeditado.

Ainda em Tete, a polícia apresentou um indivíduo de trinta e um anos, indiciado de roubar motorizadas na via pública. Parte das motorizadas recuperadas no último fim-de-semana foram roubadas no recinto de uma unidade policial.

O antigo Presidente da República, Armando Guebuza, diz que a paz é um bem que o país aprendeu a valorizar, apesar de existirem forças externas que implantam desordem através do terrorismo.

Diante de jovens e estudantes da Universidade Eduardo Mondlane, Armando Guebuza foi chamado a palestrar e falou da importância das Forças Armadas de Defesa de Moçambique. Para o antigo estadista, a entrega dos jovens da geração 25 de Setembro, que se dedicaram à conquista da independência, produziu o ambiente de paz que deve ser preservado.

Para Armando Guebuza, “a paz é um bem valioso que o povo moçambicano aprendeu a valorizar. A violência da ocupação colonial em todas as suas formas vexatórias, a Luta de Libertação Nacional, com todo o derrubamento do sangue que implicou, as agressões a que a nação esteve sujeita desde os primeiros anos da independência, tudo isto inculcou nos corações e na mente dos moçambicanos uma vocação ardente pela paz”.
Apesar disto, o antigo estadista diz que a preservação da paz deve ser um trabalho contínuo, afirmando que o país tem vários inimigos que constantemente lutam contra a estabilidade. Na sua visão, a eclosão de uma instabilidade local em Cabo Delgado é um factor que consubstancia a existência de inimigos não declarados contra a independência do país.

“As forças que nunca quiseram que fôssemos livres continuam, embora de outras formas, a não querer que nós sejamos livres. Ameaças como o terrorismo hoje, consubstanciado na guerra em Cabo Delgado desde 2017, a pilhagem dos nossos recursos, o tráfico internacional de drogas, de pessoas e bens, dentre outras ameaças, merecem uma melhor aptidão logística e militar das nossas forças de defesa e segurança e carecem de uma avaliação e estudo permanente. Continuamos a investir no reforço da unidade nacional”, acrescentou Guebuza, falando diante de académicos e pesquisadores.

Armando Emílio Guebuza faz parte do grupo dos jovens moçambicanos que, há 60 anos, desencadearam a Luta de Libertação Nacional, cujo objectivo estava assente na construção do plano da unidade nacional, com guerrilhas e ideias.

No entender de quem dirigiu o país por 10 anos como Presidente da República, a unidade deve ser mais do que palavras ou teoria. “Nunca é suficiente. Não fiquemos satisfeitos com o facto de alguém vir a público e falar de unidade nacional. A unidade nacional não se fala só, sobretudo prática-se, convive-se, aprende-se uns dos outros, uns com os outros. E a unidade nacional é fundamental”, adverte Armando Guebuza.

Com o lema “Progressos e desafios do Moçambique contemporâneo”, a palestra realizada no âmbito das celebrações de 25 de Setembro, dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, faz parte de uma série de actividades organizadas pelo Estado, e cerimónia oficial está marcada para esta quarta-feira, no espaço da antiga FACIM, na capital do país.

No local, está preparada uma exibição e exposição dos trabalhos desenvolvidos pelas FADM, nas suas diversas ramificações de defesa da pátria.

Um homem foi indiciado por matar a sua esposa e, depois, alegar suicídio, em Sussundenga, na província de Manica. O acusado nega as acusações e afirma que a mulher se enforcou, porque estava nervosa.

Acredita-se que seja mais um caso de crime passional, mas o acusado é veemente: “Eu não a matei. Ela ficou nervosa e enforcou-se”.

No entanto, a polícia tem uma visão diferente e acredita que as declarações do homem são apenas para enganar as autoridades.

“A polícia deteve este indivíduo de 25 anos de idade, no dia 15 do mês em curso, em virtude de este, através da força física, ter retirado a vida da própria esposa. Como forma de apagar os vestígios do crime, o mesmo, após perpetrar este acto macabro, levou o corpo da finada, por sinal sua esposa, até uma árvore, próxima da residência do casal e amarrou com uma corda para simular um suicídio”, explicou Eunice Faustino, porta-voz da PRM em Manica.

A prisão do indivíduo já foi legalizada e, agora, aguarda julgamento.

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