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O País – A verdade como notícia

O capitão-tenente na reserva, Abdul Machava, diz que a libertação de pescadores pelos terroristas, em Cabo Delgado, pode ser a abertura de uma porta de negociações com o governo para acabar com o fenómeno.

O capitão-tenente na reserva, Abdul Machava, participou no programa Noite Informativa ,desta quinta-feira, onde reagiu aos casos de sequestros de pescadores, por supostos terroristas, em Cabo Delgado.

Abdul Machava defendeu que há muito que se deve esclarecer em relação aos sequestros e, logo a seguir, à libertação.

Segundo Machava, “é preciso saber como é que os insurgentes conseguiram abordar essas pessoas. Quais são os meios que usaram para abordar essas pessoas? Suponho que uma embarcação de pesca transporte entre quatro a cinco pessoas no máximo. Para conseguir cerca de 50 pessoas, significa que tinha de capturar no máximo 10 a 15 embarcações. Qual é a dimensão da força aplicada para fazer o sequestro”, explicou Abdul Machava.

E porque a libertação dos pescadores aconteceu a pedido de seus familiares, no entender do capitão-tenente na reserva, pode estar aberta mais uma porta de negociações entre o grupo terrorista e o Governo para acabar com o fenómeno.

“Há novos conselheiros que estão a abrir um caminho que provavelmente, vai ter que culminar com alguma negociação. É possível negociar para que este conflito termine. Eu espero que o Presidente da República, antes de terminar o seu mandato,  faça alguma coisa e aproveite para introduzir outros elementos para que a paz volte às populações de Cabo Delgado”.

Entretanto, Abdul Machava alerta que pode haver um grupo que se está a aproveitar do terrorismo em Cabo Delgado.

“Neste momento em que a insurgência chegou, há outros actores que estão se aproveitando para a disseminação da sua informação. Há outros actores dentro do jogo porque desde o princípio, não tínhamos esse modus operandi como identidade deste grupo de insurgentes”.

As onze províncias do país estão presentes na Feira Internacional de Maputo, FACIM, a expor as suas potencialidades agrícolas e culturais. As instituições de ensino, também, destacam-se pelas inovações científicas ao serviço da agricultura e exploração de recursos minerais.

Chama-se Feira Internacional de Maputo, mas de Maputo só tem o nome, porque todas as províncias do país estão representadas. Do Rovuma ao Maputo, as províncias expõem, num único pavilhão, as suas potencialidades agrícolas e a diversidade cultural do país.

A província de Inhambane, da zona sul do país, está na FACIM a mostrar que não é só boa quando se trata de gente, mas também de turismo a todos os níveis.

“Inhambane tem tudo. Temos turismo. Como se sabe, temos quatro áreas de conservação. Temos o Parque Nacional de Zinave, a Reserva Nacional de Pomene, Bazaruto. A melhor castanha vem de Inhambane, o coco vem de Inhambane. Temos a terra para a produção de calcário e de cimento. Temos tudo”, mencionou Galdêncio José, expositor da província de Inhambane.

Inhambane tem tudo e a capital do norte, também. “A província de Nampula traz vários produtos para expor nesta feira, mas o destaque vai para as farinhas que são resultado do processamento dos nossos grãos. As nossas farinhas são naturais, produzidas por mulheres locais. Temos a castanha, farinha de mandioca, arroz holocué e muito mais “, partilhou Leonor Macavaca, expositora de Nampula.

 

Já na zona centro do país, a província de Manica mostra que é possível construir casas sem cimento e isto é feito com recurso a blocos ecológicos.

“Nós entendemos que os jovens merecem ter uma habitação condigna e o custo de construção é muito elevado. Então, nós desenhamos os tijolos, que têm uma parte de fêmea e encaixa-se na parte de macho. A construção das paredes não precisa de cimento para ligar um tijolo ao outro”, explicou Alberto Silva, expositor da província de Manica.

A isto, juntam-se os vários produtos agrícolas que as províncias expõem na quinquagésima nona edição da FACIM.

A CIÊNCIA ESTÁ EXPOSTA NA FACIM 2024

As instituições de ensino estão, também, presentes na Feira Internacional de Maputo. Expõem inovações tecnológicas, engenharia e a ciência ao serviço da produção agrícola.

A Universidade Católica de Moçambique, a primeira privada a nível do país, mostra como é que a ciência alia-se à agricultura para aumentar a produção e produtividade agrícola.

“Temos alguns produtos como soja, que a universidade pode fornecer. Quem quiser é só contactar a Universidade Católica através do nosso website. Fora soja, temos vários produtos como amendoim e a combustão, cuja experiência estão a fazer na FACIM e as sementes estão a brotar”, expôs Paula Mugirima, assessora de comunicação e protocolo da Universidade Católica de Moçambique.

A UCM anunciou, ainda na FACIM, que está a organizar o sétimo congresso, a decorrer na Cidade de Maputo, no Centro de Conferências Joaquim Chissano.

“O evento vai decorrer nos dias 19, 20 e 21 de Novembro. Lá, vamos discutir muitos temas, mas o lema será: Universidade Católica de Moçambique, construindo pontes para o futuro saudável. Nós somos universidade que, de dois em dois anos, procuramos abordar assuntos sensíveis que ajudam no desenvolvimento de várias instituições. O evento procura, também, mostrar o que nós fazemos como uma das primeiras universidades privadas do país”, revelou Paula Mugirima.

Num contexto de “boom de recursos minerais”, a Universidade Técnica de Moçambique está na FACIM para expor uma engenharia virada para este sector.

“Nós estamos a expor plataformas de perfuração e extracção de petróleo e gás. Temos, também, o navio flutuante. Tudo isto é feito por estudantes da Universidade Técnica de Moçambique, para mostrar que o país tem pessoas ou engenheiros capacitados”, referiu Sudey Clú, estudante da Universidade Técnica de Moçambique, UDM.

É um pouco disto que está exposto na Feira Internacional de Maputo até domingo, 01 de Setembro de 2024.

O Ministério dos Transportes e Comunicações desmente que o Porto de Nacala esteja a ser concessionado ao Malawi. A instituição esclarece que se trata de um processo que permite ao país vizinho ter um local a 15 quilómetros do Porto para o condicionamento de carga.

O Ministério dos Transportes e Comunicações diz estar preocupado com as informações, segundo as quais, o país está a concessionar o Porto de Nacala ao vizinho Malawi. 

O Secretário Permanente do Ministério dos Transportes e Comunicações esclarece que não se trata de nenhuma concessão. 

“O Ministério dos Transportes e Comunicações está a trabalhar com o Malawi, sim, mas não no processo de concessão do porto de Nacala, mas num processo que permita ao Malawi ter um local, em Muchilipo, cerca de 15 quilómetros do porto de Nacala, para desenvolver um porto seco, com vista a condicionar a sua carga, de modo a garantir que maior carga de Malawi seja preparada naquele local e chegue ao porto sem custos, que acabam trazendo aquilo que é o desafio da logística no global”, esclareceu o Secretário Permanente do Ministério dos Transportes e Comunicações, Cláudio Zunguza. 

E tudo isto só poderá acontecer depois de um estudo de pré-viabilidade. 

“Há uma discussão que nos traz sobre as cargas líquidas, tendo em conta que, colocar um sistema tubular do porto de Nacala até ao porto seco num percurso de 15 quilómetros pode trazer um desafio. Está em discussão. Neste estudo, terá que se mostrar quais são as cargas que o Malawi pretende trazer com maior demanda. Aquelas cargas secas estarão acondicionadas no porto seco e, quanto às cargas líquidas poderá se trabalhar para ver se é possível colocar um tanque próximo do porto, no qual poderá permitir que Malawi possa garantir o acondicionamento da sua carga para que, através do seu sistema ferroviário ou rodoviário, seja demandado para o país vizinho, Malawi”, detalhou Cláudio Zunguza. 

O dirigente falava num evento que debatia o desenvolvimento de infra-estruturas e o seu papel para impulsionar a economia nacional e regional. 

“Tanto o corredor de Nacala, da Beira, como de Maputo estão a garantir um grande desenvolvimento, olhando em termos de infra-estruturas que é o primeiro pilar que estamos a trabalhar nele. Não estamos totalmente satisfeitos porque precisamos que o tempo de retorno dos navios não seja mais longo como tem sido hoje, queremos garantir que os nossos corredores continuem a ser mais competitivos e eficientes para responder à demanda nacional e regional”, avançou o Secretário Permanente. 

O debate teve lugar, esta quinta-feira, no pavilhão dos corredores de desenvolvimento, na FACIM 2024, que decorre no distrito de Marracuene, província de Maputo.

A Vodacom Moçambique está a expor, na FACIM, um novo serviço. Trata-se da Vodacom Business, cujo objectivo é ajudar as empresas a desenvolverem os seus negócios. O M-Pesa, também, está na feira para diversificar os seus negócios e as oportunidades para os seus clientes.

A Vodacom Business está na quinquagésima nona edição da FACIM como novo serviço para facilitar os negócios das pequenas, médias e grandes empresas.

“É um produto chave na mão. Acho que é inovador no mercado moçambicano, pois inclui, além do domínio, storage, a possibilidade de podermos armazenar documentos, criar visibilidade a nível digital para as pequenas e micro empresas poderem evoluir e desenvolverem os seus negócios”, explicou José Mendes, director-executivo da Vodacom Business.  

E grande parte destas pequenas e médias empresas estão na Feira Internacional de Maputo. Eis a razão da presença da Vodacom Business na FACIM. 

“É uma forma de o lançar e de criar um awareness no mercado. Já está a ser preparado, há algum tempo, e achamos que a FACIM seria um marco importante para dar a conhecer este produto aos nossos cliente”, referiu José Mendes.

Mendes acrescentou que “temos, também, um data centre. A Vodacom Moçambique investiu cerca de 10 milhões de dólares num data centre de última geração, e é isto que nós trazemos para FACIM e para os nossos clientes, qualquer que seja, porque não fazemos a distinção deles. Assim, eles poderão armazenar os seus dados com segurança e qualidade nos nossos data centre”. 

Outro serviço da Vodacom exposto na FACIM é o M-Pesa, com olhos postos na inclusão financeira, como o faz desde 2013. “Essa é, também, uma transição que estamos a passar, agora, que é pensar na inclusão financeira muito mais além. Hoje em dia, já não é ter uma carteira digital, mas sim serviços financeiros. É isso que nós queremos prestar. Diversificar o nosso negócio, as opções e oportunidades para todos os nossos clientes, seja através de financiamento que conseguimos dar, soluções de seguros, de poupança e, até, soluções corporativas e comerciais que é uma das principais razões que nos faz estar na FACIM, para promovermos soluções que ajudam a todo o empresariado”, referiu Sérgio Gomes, director-geral da Vodacom M-Pesa. 

E grande parte deste empresariado está na quinquagésima nona edição da Feira Internacional de Maputo. 

“É um lugar ideal porque nós temos presente todo o sector empresarial moçambicano. Seja público ou privado. Estamos aqui todos. Portanto, é um momento em que conseguimos mostrar aquilo que nós fazemos, aquilo que são as nossas soluções e, também, entender o que estas entidades estão a fazer, o que precisam e quais são as necessidades para, também, definirmos ou redefinirmos os nossos produtos conforme aquilo que estão a precisar”, destacou Sérgio Gomes. 

O M-Pesa tem acima de seis milhões de clientes e mais de 54 mil agentes espalhados em todo o país.

 

O Programa Alimentar Mundial (PAM) estima que 1,8 milhões de pessoas necessitam de ajuda em sete províncias de Moçambique, tendo a percentagem da população em risco de insegurança alimentar subido para 33%, devido à seca.

“O número de pessoas que enfrentam insegurança alimentar aumentou de 20% em 2023 para 33% em 2024, devido à seca provocada pelo ‘El Niño’ (…). O número de pessoas em risco severo de insegurança alimentar é quase quatro vezes superior ao de 2023”, lê-se no relatório mais recente do PAM, divulgado pela Lusa.

O documento identifica o “acesso limitado” da população a alimentos e água, “grupos vulneráveis sujeitos a riscos de protecção” que “tendem a optar e/ou confiar” em alternativas “negativas e prejudiciais para a sobrevivência, incluindo riscos de exploração e abuso sexual”.
O documento também identifica que 1,1 milhões de pessoas necessitam, actualmente, de assistência de emergência em termos de segurança alimentar e de meios de subsistência.

“O ‘El Niño’ está a afectar o preço dos alimentos básicos, empurrando milhares para situação de vulnerabilidade. No geral, os preços do grão de milho em Junho de 2024 foram 40% mais altos em comparação com o último ano, e 55% superior à média de cinco anos”, descreve o PAM.

Aquela agência das Nações Unidas aponta, no mesmo relatório, que os “preços acima da média, aliados ao fracasso da produção agrícola e oportunidades de renda limitadas”, estão a “corroer o poder de compra das famílias pobres e muito pobres, levando a défices de consumo e fome”.

Segundo o PAM, o fenómeno ‘El Niño’ “induziu escassez de chuvas e temperaturas acima da média”, levando a “condições de seca no centro e sul de Moçambique” no último ano, prevendo “que 3,3 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar” no período de Outubro de 2024 a Março de 2025.

O PMA “tem como alvo” 355 827 pessoas durante a próxima resposta inicial de três meses, a partir de Novembro, com assistência alimentar emergencial (204 327 pessoas), actividades de nutrição (145 mil crianças menores de cinco anos, grávidas e mulheres e meninas que amamentam), e alimentação escolar (6500 alunos).

O plano de apoio no terreno do PAM necessita de financiamentos que ascendem a 170 milhões de dólares, para levar ajuda a 1,1 milhão de pessoas, mas até este mês tinha garantido apenas 16 milhões de dólares, recorda o relatório.

O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória em Moçambique: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas dos ciclones Idai e Kenneth, dois dos maiores de sempre a atingir o país.

Já no primeiro trimestre do ano passado, as chuvas intensas e a passagem do ciclone Freddy provocaram 306 mortos, afetaram no país mais de 1,3 milhões de pessoas, destruíram 236 mil casas e 3200 salas de aula, segundo dados oficiais do Governo.

No final de setembro, o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, apelou à preparação da população e das entidades para os previsíveis efeitos do fenómeno ‘El Ninõ’ no país nos meses seguintes, com previsões de chuvas acima do normal e focos de seca.

“A história repete-se. Então, temos de criar condições de resiliência. Nesse sentido, o Governo emitirá avisos regulares para manter a população informada e preparada para as condições climáticas que podem não ser favoráveis à vida, à produção ou às infra-estruturas”, disse o Chefe do Estado.

As autoridades de saúde na Zambézia instalaram um posto de controlo sanitário na fronteira com o Malawi, para prevenir eventuais casos de mpox no país.

“Temos um posto aqui, na fronteira. Temos lá os técnicos de medicina preventiva, e todas as pessoas que passam pela fronteira devem lavar as mãos e são transmitidas as mensagens de prevenção para todos os que entram e que saem”, disse a diretora dos Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social do distrito de Milange, Claudina Ponda, citada hoje pela Rádio Moçambique.

A responsável moçambicana fez menção à “extensa e aberta” fronteira com o Malawi como um dos factores de risco e que motivou a instalação da equipa no posto fronteiriço de Melosa.

O Ministério da Saúde (MISAU) anunciou, na segunda-feira, que o país continua sem casos positivos de mpox, após análises a sete casos suspeitos da doença registados entre 14 e 26 de Agosto e que deram resultado negativo.

O MISAU recordou que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, a 14 de Agosto, a mpox como uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional e que, em sequência, as autoridades sanitárias moçambicanas elevaram o nível de alerta da vigilância em todo o país.

O Instituto Nacional de Saúde (INS) moçambicano disse à Lusa, também na segunda-feira, que está em “prontidão laboratorial máxima” para fazer a testagem de casos suspeitos de mpox no país, acreditando que pode responder a “qualquer demanda”.

“Em termos de testagem, estamos em prontidão laboratorial máxima. Temos capacidade de aumentar a nossa capacidade e a nossa dinâmica, se for necessário, mas o número de suspeitos [ainda] é baixo, não nos parece que a curto prazo essa seja a nossa preocupação”, disse o diretor nacional do INS, Eduardo Samo Gudo.

O Malawi não registou nenhum caso de mpox até 24 de Agosto, segundo um comunicado do Ministério da Saúde daquele país, que admitiu, entretanto, que o país está em “grande risco”.

“O Ministério da Saúde continua a lembrar ao público que Malawi corre um grande risco de contrair a doença, uma vez que se trata de uma ameaça global. O ministério está a trabalhar em colaboração com a Organização Mundial de Saúde, o CDC África [Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças] e todos os parceiros para prevenir a doença no país”, lê-se no comunicado das autoridades malawianas.
Mais de 22 800 casos e pelo menos 622 mortes por mpox foram registados desde Janeiro em 13 países africanos, confirmou, na terça-feira, a União Africana.

Esta é a segunda vez em dois anos que a doença infecciosa é considerada uma potencial ameaça para a saúde internacional, tendo o primeiro alerta sido levantado em Maio, depois de a propagação ter sido contida e a situação ter sido considerada sob controlo.

Os acientes de viação continuam a causar vítimas mortais. Em Lichinga, província do Niassa, três pessoas morreram, esta quarta-feira, vítimas de acidente de viação.

O sinistro do tipo choque frontal entre um automóvel pesado de transporte de mercadorias e um ciclomotor, no qual se faziam transportar as vítimas, ocorreu no bairro Massenger, escreve a Rádio Moçambique.

O Chefe do Departamento da Polícia de Trânsito no Niassa, Atoguia Luís, disse que o resultado da peritagem policial indica como provável causa do acidente um cruzamento irregular por parte do condutor do camião.

Mais de 31 mil pessoas, de um total de 140 mil, ainda se ressentem, no distrito de Lago, província de Niassa, de falta de água potável, por insuficiência de fontes de abastecimento deste líquido vital.

A situação, segundo escreve a Rádio Moçambique, é mais notória nas localidades de Lupilichi, Wiquihi e povoados de Unga e Chicindo, no posto administrativo de Cobwé, Micucue, Matitima, em Maniamba, e Timba, em Meluluca, onde a população recorre a fontes alternativas para ter acesso à água para o consumo.

Para reverter a situação, estão em curso as obras de construção de duas fontes e um sistema de abastecimento de água, que vão beneficiar as comunidades de Mbamba, Messumba e Nchepa.

O director dos Serviços Distritais de Planeamento e Infra-estrutura do Lago, Elvis Romão, citado pela Rádio Moçambique, explicou que, neste momento, o distrito conta com duzentas e quarenta e três fontes e vinte e três pequenos sistemas de abastecimento de água, o correspondente a setenta e um por cento de cobertura.

O antigo Ministro da Agricultura, Hélder Muteia, considera que Moçambique precisa combater a pobreza para, depois, sonhar em acabar com a fome. O antigo Governante e representante da Fundo das Nações Unidas para Alimentação (FAO) em vários países e organizações alerta que para colocar a agricultura como meio de combate à pobreza é preciso facilitar o acesso a recursos naturais e financiamento para os agricultores.

O homem da agricultura com passagens pela direcção deste sector, no Governo de Moçambique, e representante do Fundo das Nações Unidas para Alimentação na Nigéria, Portugal, Brasil e CPLP, Hélder Muteia, diz que é uma armadilha considerar que a maior parte da população pratica agricultura de subsistência.

“Se nós conseguirmos combater a pobreza absoluta, estaremos a erradicar a fome. E o que está por detrás da pobreza é o analfabetismo, a inexistência de recursos e, algumas vezes, o fraco desenvolvimento das áreas em que temos vantagens. A agricultura não é apenas para erradicar a fome. Deve começar por tentar erradicar a pobreza, que é a mãe da fome”, disse Muteia.

Para o antigo Ministro da Agricultura, o acesso aos recursos naturais, como terra e água para irrigação, é fundamental.

Hélder Muteia entende que o país deve sair rapidamente da agriculura de subsistência, garantindo que as populações tenham acesso às novas tecnologias agrárias, sem que queimar etapas. “Temos de sair da agricultura de subsistência porque está desconectada do mercado, o que faz com que a pessoa não consiga sair da pobreza”.

Na gravação do programa Grande Entrevista da STV, que vai ao ar esta noite, Hélder Muteia defendeu ainda que o país deve eleger suas culturas de bandeira e com políticas que estimulam a produção.

 

 

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