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O País – A verdade como notícia

A Ordem dos Enfermeiros de Moçambique dá 45 dias a todos os profissionais não inscritos na agremiação para regularizarem a situação. Caso contrário, serão presos e multados conforme a lei.

A decisão consta de um comunicado no qual a Ordem dos Enfermeiros de Moçambique determina um prazo de 45 dias para todos os enfermeiros se inscreverem na agremiação.

Findo o prazo, todos os profissionais não inscritos serão considerados ilegais e penalizados por não ter carteira profissional. “Aquele que exercer, contra lei ou regulamento, actos próprios de uma profissão sem possuir o correspondente título oficial, diploma ou autorização que, legalmente, habilite a esse exercício, é punido com pena de prisão de 6 meses a 2 anos e multa correspondente.”

As taxas para o pagamento de inscrição e quotas anuais variam de categoria e tempo de atraso. Por exemplo, um técnico de Enfermagem B deve pagar uma quota que varia de 1700 a 6450 Meticais, dependendo dos anos de atraso.

Já um enfermeiro especialista deve pagar valores que variam de 4450 a 22 950 Meticais.

Reagindo ao assunto, a Associação dos Enfermeiros de Moçambique diz que os valores são exorbitantes.

O jornal O País ouviu o jurista Álvaro Duarte, que considera não haver fundamento para a cobrança, com retroactivos, das quotas exigida pela Ordem dos Enfermeiros de Moçambique.

A Ordem dos Enfermeiros prometeu explicar-se esta terça-feira.

O Governo comprou 17 autocarros e parqueou-os, por um ano, porque não encontrou um operador adequado para começar a usar. Além disso, o executivo já não paga os seguros e a revisão obrigatória dos autocarros, no âmbito do contrato com a empresa Matchedje Motor.

A procura pelo transporte público é maior e o sofrimento da população não tem ainda um fim à vista.

Enquanto a solução para o problema do transporte público em Maputo tarda em chegar, o Ministério dos Transportes e Comunicações, que devia garantir a necessidade da mobilidade, tem 17 novos autocarros parqueados desde Fevereiro do ano passado.

Fazendo alguns cálculos rápidos pode ser constatado que: se um autocarro carrega, em média, 100 passageiros, sentados e em pé. Num total de 17 autocarros, que não recolhem pessoas porque estão parqueados, podiam ser carregadas 1700 pessoas, que estão, neste momento, entregues à própria sorte. Se for uma viagem de ida e volta, são mais de três mil passageiros.

O ministério dos Transportes e Comunicações, através do Fundo dos Transportes e Comunicações, justifica que estava à procura de um melhor operador para gerir os autocarros.

”Essas viaturas precisam encontrar um melhor modelo, ou um melhor operador que possa fazer o trabalho de transporte público. O que é que estamos a dizer? Nós temos a questão de que o governo subsidia, aliás, financia os operadores privados na manutenção, reparação e seguro. E eles têm a responsabilidade do pagamento de letra para a operacionalização desses autocarros que vão garantir o suporte desta atividade, deste financiamento, reparação e seguros. Mas porque esses operadores apresentam dificuldade em pagar a letra, logo há um vazio financeiro aqui”, disse Paulo Ricardo, director executivo do Fundo de Desenvolvimento dos Transportes e Comunicação (FTC).

A alocação de autocarros aos operadores privados, segundo o Governo, não está a ser sustentável. Por isso, segundo o FTC, é preciso encontrar outra forma de alocar os autocarros.

Temos que encontrar aqui a melhor forma e o melhor modelo, será que vamos continuar assim? Acho que entendemos que em qualquer parte do mundo o Estado subsidia, o transporte é crucial. Nós temos essa noção. É por isso que, se for a ver o processo todo da atribuição, não houve garantias, nós elegemos, através da FEMATRO, quem era elegível. Receberam os meios há esse compromisso. É como se estivessem a contribuir para garantirmos que esse projeto continue. Mas, infelizmente temos que fazer uma avaliação profunda deste modelo, estamos cientes, para ver como é que nós nos encontramos”, explicou Paulo Ricardo.

Se por um lado há autocarros que não circulam por falta de um melhor operador, por outro, o governo decidiu parar de pagar a revisão obrigatória dos autocarros no âmbito do contrato com a empresa Matchedje Motor.

Trata-se de um contrato firmado em 2018 entre o Governo e a Matchedje Motor, que devia ter a duração de 10 anos para a revisão de 250 autocarros.

“Nós temos cerca de 100 colaboradores, afectos neste sector de autocarros, e devido a esta situação, tivemos de suspender os seus trabalhos. Estamos a começar a ter processos judiciários, por via disso, o que tem criado prejuízos enormes. Por conta deste contrato também encomendamos peças para fazer face as avarias do autocarro, mas as peças estão, neste momento no armazém e não sabemos o que fazer com elas”, disse Filisto Bustani, gerente-geral da Matchedje Motor.

Confrontado com a situação, o director executivo do FTC diz que o governo já não consegue arcar com as despesas de manutenção, mas garante que o contrato com a Matchedje Motor ainda não foi cancelado.

“Neste momento, não sei se podemos falar de cancelamento. Nós manifestamos a intenção de suspender a parte que tem a ver com o financiamento que a gente faz as manutenções e reparações. Investimos três mil milhões para este projeto, e se nós tomarmos esta decisão, estamos a poupar, por ano, cerca de 200 milhões de meticais. Então, esses 200 milhões de meticais, entendemos nós que podemos adquirir anualmente na aquisição de meios.

Sem a empresa de manutenção de autocarros em cena, os operadores, por sua vez, falam de um outro problema.

“A AMT avisou-nos, no dia 8, que a partir do dia 15, há uns autocarros que terminam hoje os seguros, já não vai pagar mais aquilo que são os seguros, será o operador a pagar”, disse um membro da FEMATRO.

Enquanto isso, os acidentes de viação envolvendo autocarros continuam um fenómeno recorrente, a FEMATRO diz que poderá enfrentar dias mais difíceis. “Aquilo que fica com o cobrador na mão chega a 1000 ou 1500, depois de ter abastecido o carro, e só depois disso é que pode começar a guardar dinheiro e economizar para a revisão, os trabalhadores. Isso tudo sem falar das avarias, pois grande parte das nossas vias estão esburacadas”.

Sobre isso, o ministério dos Transportes e Comunicações invoca, mais uma vez, problemas financeiros.

“Se tu tens, por exemplo, um inquilino na sua casa, ele não consegue pagar a renda. E tu tens que, como dono da casa, pagar água, luz, segurança e outras taxas, a situação fica insuportável. Então, como forma de não agravar o foco financeiro por esta despesa, nós comunicamos ao concessionário que íamos suspender esta parte”.

A Associação Moçambicana para Vítimas de Insegurança Rodoviária, AMVIRO, chama a responsabilidade do Governo em tomar novas medidas para evitar acidentes de viação.

A AMVIRO reitera ainda a necessidade de criar um fundo nacional de acidentes.

A Fundação Aga Khan, uma das organizações não governamentais mais antigas que operam em Cabo Delgado, suspendeu todos os projectos de desenvolvimento que estavam a ser implementados nos distritos alvo de ataques terroristas.

Para evitar fechar as portas, actualmente, a Fundação Aga Khan está a trabalhar apenas em zonas consideradas seguras.

A suspensão dos projectos de desenvolvimento nas zonas consideradas de alto risco de ataques terroristas foi confirmada pelo director nacional da Fundação Aga Khan, Augusto Momade, uma das poucas organizações não governamentais que continua a trabalhar em Cabo Delgado, apesar da insegurança.

Actualmente, a Fundação Aga Khan só trabalha nos distritos que estão na lista de zonas consideradas seguras, com um novo projecto conhecido por Agrovida, que está a ser com o apoio do reino dos Países Baixos.

O projecto Agrovida está a ser implementado em Balama, Namuno, Montepuez, Chiúre, Ancuabe, Metuge, Mecufi e na cidade de Pemba, oito dos dezassete distritos de Cabo Delgado que, actualmente, são considerados de baixo risco de ataques terroristas.

O Município de Maputo volta a falhar a entrega da Avenida Julius Nyerere, cujas obras arrancaram no ano passado. A edilidade diz que a demora se deve à correcção do projecto que não incluía a implementação das valas de drenagem ao longo da via.

Depois de uma paragem considerável das obras de requalificação da Avenida Julius Nyerere, iniciadas em 2023, os motores voltam a roncar, só que, desta vez, com novas datas para a conclusão das obras. Segundo a edilidade, o troço só será concluído no primeiro trimestre de 2025.
O facto é que as obras da última fase de requalificação do troço de mais de cinco quilómetros deveriam ter sido entregues em Abril do presente ano, mas tal não aconteceu e o município passou a apontar o mês de Junho como a data limite. No terreno, a execução das obras é de 60 por cento, e o atraso preocupa os praticantes da via que, nestas alturas, já começam a associar a movimentação com interesses políticos.

“Essas mexidas no período da campanha eleitoral fazem-me perceber que isto é um assunto político. Então, eles estão a apressar-se agora para que a população veja que eles estão a trabalhar, mas é desgastante. Nós precisamos da via, porque é na via em que nos movimentamos”, disse Manuel Muchongue, munícipe de Maputo.

Depois do silêncio sobre os detalhes que norteiam o projecto, o Conselho Municipal decidiu abrir-se à STV e admitiu que o atraso se deve a uma correcção no projecto que, na sua concepção, não envolvia a construção das valas de drenagens.

“Quando se iniciaram as obras, não havia um projecto de drenagem das águas, seja de um ou do outro lado naquela zona e, à medida que se foi executando, identificámos a necessidade de desenhar um projecto de drenagem adequado para que aquela estrada possa durar mais tempo, e é isso que está a ser finalizado, que é o projecto executivo de drenagem. Assim que terminar, poderemos fazer o corte e a instalação do sistema”, explicou João Munguambe, vereador de Infra-estruturas e Salubridade na Cidade de Maputo.

A referida instalação de sistemas vai exigir, ainda, uma intervenção profunda no troço que compreende a lixeira de Hulene, cujo muro é quase inexistente e o lixo começa a invadir a via.

“Não há dúvida de que a existência da lixeira e daqueles líquidos naquele espaço específico representa um desafio maior, porque não se trata de águas pluviais que podem ser drenadas para os cursos de água ou para o oceano. Aqueles líquidos precisam de ser adequadamente tratados”, disse Munguambe, garantindo que há, neste momento, uma equipa de especialistas virados para esta acção.

Transportadores dizem somar grandes prejuízos

Mais de 10 rotas de transporte público de passageiros usam a via diariamente. Os automobilistas dizem que, devido ao estado da via, chegam a não conseguir trabalhar todos os dias da semana, uma vez que a manutenção é recorrente.

“Conforme estão a ver, as estradas não estão boas, e do outro lado não estão a terminar, e temos um congestionamento que não dá para nada. Estamos a trabalhar mal mesmo, muitos buracos não ajudam, a inspecção do carro não dura, trabalhamos um dia, no segundo dia o carro pára”, reclama Avelino Matusse, Transportador da Rota Xipamanine-Magoanine.

Outra vítima do atraso da entrega das obras da Julius Nyerere, é Collan Jossias, transportador da rota Praça dos combatentes-Zimpeto, que afirma que “nem temos ganhos praticamente. Diariamente, estamos nesta situação. Este troço todo até à Missão Roque só tem buracos atrás de buracos. Então, os carros sempre são danificados. Em cada seis meses, temos de ir à inspecção. Nessas circunstâncias, é complicado”.

O não envolvimento de consultores na concepção dos projectos é uma das falhas que o Município de Maputo terá cometido no presente projecto de melhoria da Av. Julius Nyerere, de acordo com a Federação Moçambicana de Empreiteiros. Segundo Bento Machaieie, em muitos casos, os empreiteiros são obrigados a fazer melhorias dos projectos.

“No processo de execução, o empreiteiro acaba por constatar alguns elementos que, para garantir a boa execução e qualidade da obra, acaba por propor à entidade contratante no sentido de corrigir, isso tem acontecido muito por esse tipo de situações”, lamenta.

Aliás, Machaieie aponta o atraso no desembolso dos pagamentos como a razão para o atraso das obras, que, muitas vezes, a culpa pública recai ao empreiteiro. Para o presidente da Federação Moçambicana dos Empreiteiros “um dos factores que pesa para isso acontecer tem a ver com os pagamentos, porque é recorrente as entidades contratantes lançarem concursos e no meio da execução da obra faltar dinheiro para terminar a obra e isso acaba criando condições para que seja dilatado o prazo da execução da obra”.

As obras custam cerca de 130 milhões de Meticais e o valor foi desembolsado dos cofres do município da capital.

Um grupo de patrulha das forças ruandesas caiu em emboscada feita por insurgentes, na noite de ontem, em Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado. O ataque resultou em troca de tiros e uma menina perdeu a vida, segundo avançou Sérgio Cipriano, administrador de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado.

“Ontem, por volta das 22h15, uma patrulha das forças ruandesas caiu numa emboscada de terroristas. (…) A acção resultou na troca de tiros e os terroristas puseram-se em fuga”, disse Sérgio Cipriano, em entrevista à Televisão de Moçambique.

O administrador de Mocímboa da Praia assegurou que a situação está controlada e as FDS estão em alerta para que a situação se mantenha sob controlo. “A situação está calma, os pescadores fizeram-se ao mar e a população que trabalha na ‘machamba’ também foi à ‘machamba'”.

Cipriano avançou, igualmente, que houve relatos de um segundo ataque em outras regiões do distrito, no entanto a informação não foi, ainda, confirmada pelas autoridades policiais.

“Alguns populares dizem que sentiram alguns disparos, mas ainda não tivemos dados avançados sobre essa matéria. A Polícia está, ainda, a trabalhar e, futuramente, poderemos explicar essa situação”, esclareceu.

Sérgio Cipriano apela para que a população se mantenha vigilante, pois é a primeira vez que ocorre um ataque dentro do raio autárquico.
Ainda não há suspeitos, mas aguardam-se os resultados das forças que estão, neste momento, no terreno.

A Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) , informou, hoje, que a partir de amanhã vai começar a fazer descargas graduais na barragem dos pequenos libombos. O objetivo é criar capacidade de armazenamento e manter a segurança operacional da barragem durante a próxima época chuvosa 2024/2025.

Segundo avançou a instituição em comunicado de imprensa enviado à nossa redacção, as descargas sairão dos actuais 7 m3/s podendo chegar aos 30 m3/s durante os próximos dias. 

“A ARA-Sul, IP, apela à sociedade para a tomada de medidas de precaução ao se fazerem ao rio Umbelúzi, evitando a sua travessia”, le-se no comunicado. 

A instituição apela, ainda, para o acompanhamento da informação hidrológica disseminada pelas entidades competentes. 

Os médicos suspenderam a terceira fase da greve prevista para 2 de Setembro. A Associação Médica diz haver avanços nas negociações e que quer dar mais espaço ao Governo para responder a todas as suas exigências.  

A decisão da suspensão da greve foi tomada, esta  sexta-feira, durante a reunião da classe, na qual os médicos avaliaram o ponto de situação do diálogo com o Governo para a melhoria das condições de trabalho e cumprimento dos direitos dos profissionais de saúde.

De acordo com a Associação dos Médicos, houve avanços nos diálogos com o Governo, daí que decidiu suspender o “arranque da terceira fase da terceira greve” e “continuar a privilegiar o diálogo e trabalho conjunto como forma primordial para o alcance dos seus objectivos”.

Num comunicado de imprensa, a que tivemos acesso, os médicos apelam ainda à população para que “estimule”o Governo a garantir melhores condições de trabalho e que a classe ofereça melhores tratamentos à sociedade moçambicana.

A activista social e PCA da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, Graça Machel foi distinguida, na Itália, pelo seu trabalho humanitário, particularmente a defesa dos direitos das mulheres e das crianças em todo o mundo. 

Graça Machel foi reconhecida com o Prémio Liderança na cerimónia anual DVF Awards, uma iniciativa da Fundação Diller-von Fürstenberg, estabelecida em 2010 para reconhecer e apoiar mulheres que se dedicam a transformar a vida de outras mulheres; mulheres que tiveram a coragem de lutar; o poder para sobreviver e a liderança para inspirar.

Um dos argumentos da organização para a distinção é de que “Graça Machel dedicou a sua vida a melhorar o destino das mulheres e das crianças, inspirando esperança e construindo um mundo mais justo e equitativo para todos nós”. 

O galardão foi entregue em mãos pela consagrada apresentadora e empresária norte-americana Oprah Winfrey. 

“Graça Machel é uma mulher que vive a generosidade. Essa é uma mulher que vive ao serviço de algo maior que ela mesma. Uma mulher que começou como uma menina numa pequena aldeia em Moçambique, que caminhou descalça para a escola e passou a desempenhar um papel fundamental na história de duas grandes nações africanas”, escreveu Oprah Winfrey na sua conta de Instagram, instantes minutos depois da cerimónia. 

Graça Machel tem mais de 50 anos de trabalho humanitário, particularmente na área em que foi reconhecida.

Além dela, a iniciativa reconheceu o esforço de outras mulheres, como Jacinda Ardern, antiga Primeira-Ministra da Nova Zelândia; Yael Admi, cofundadora do Women Wage Peace; Xiye Bastida, activista mexicana de justiça climática e defensora dos direitos indígenas, entre outras.

Indivíduos desconhecidos e a monte mataram, feriram e roubaram dinheiro  num banco na Cidade da Matola, na tarde desta quinta-feira. A polícia ainda não tem pistas, mas garante que está a trabalhar para esclarecer o crime, que está a deixar a Matola em choque.

Segundo testemunhas, o assalto foi protagonizado por nove indivíduos que estavam no interior do balcão do Banco Comercial de Investimentos (BCI), no bairro Fomento. O crime aconteceu por volta das 12 horas, logo que chegou o carro forte que ia deixar dinheiro. Nesse instante, esses indivíduos anunciaram o assalto e começaram a retirar dinheiro.

O agente de segurança privada que protegia as instalações foi morto e um funcionário do Banco contraiu ferimentos graves e encontra-se hospitalizado.

Segundo fontes que falaram em anonimato, o valor varia entre 7 a 17 milhões de meticais, informação que carece de confirmação das entidades competentes.

Numa contabilização feita pela nossa equipa de reportagem há dez furos de bala que estão nos vidros frontais do edifício onde funciona o banco, que hoje não abriu as portas.

A polícia confirmou a ocorrência do crime, entretanto não prestou declarações porque está ainda a investigar o crime.

 

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