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O País – A verdade como notícia

A dragagem permanente no canal de acesso ao Porto da Beira, com recurso a três dragas modernas, já permite a navegabilidade eficiente e segura, durante 24 horas por dia, de navios de grande porte, segundo avançou a Empresa Moçambicana de Dragagem.   

 O assoreamento constante do canal de acesso ao Porto da Beira, por conta  dos sedimentos  que ali entram, oriundos dos rios  Púngue e Búzi, que desabam naquele lugar,  tem obrigado a dragagem permanente do local, para garantir que o porto esteja acessível e seguro para a navegação marítima.

Caso o processo não ocorresse 24 horas por dia e de forma cada vez mais eficiente, com recursos humanos nacionais e formados em Moçambique, os navios não poderiam entrar e sair do Porto da Beira. 

“O acesso está bastante bem e temos a vantagem de ter uma boa balizagem no canal. O canal da Beira é um dos mais bem balizados”, disse Domingos Bié, PCA da Emodraga. 

A Empresa Moçambicana de Dragagem tem, neste momento, três dragas, e tenciona estender esse serviços para outros pontos do país, como o Porto de Maputo. 

“Estamos a trabalhar para que também draguemos o Porto de Maputo. Faz parte do nosso portfólio de portos a serem dragados”, acrescentou Bié. 

O PCA da Emodraga, que  falava  à imprensa por ocasião da celebração dos 30 anos desta empresa, mostrou-se, contudo, preocupado com a pesca nociva que ocorre no canal de acesso ao Porto da Beira. Por isso, junto de outros sectores, têm procurado formas para solucionar o problema.   

“Temos tido alguns problemas de ter as alces todas encravadas por causa das redes… no canal não se devia realmente fazer prática de pesca, porque é um lugar concebido só para a navegação”, acrescentou. 

Ambrósio Sitoe, SP do Ministério dos Transportes e Comunicações, disse que é importante os corredores aprimorarem a sua eficiência na plenitude, para garantir a fluidez de cargas, tendo em conta a entrada e saída neste momento de navios de grande porte no Porto da Beira. 

O Ministério Público não concorda com a sentença que aplicou penas suspensas aos cinco agentes da polícia acusados de agredir fisicamente um casal de supostos ladrões no distrito de Homoine, na Província de Inhambane.

O porta-voz Ministério Público revelou, na manhã desta sábado, em Maputo, que recorreu da sentenca que classifica como sendo ilegal e injusta.

Algumas semanas depois de um juiz do tribunal judicial da província de Inhambane ter sentenciado os cinco agentes da polícia que foram acusados de agredir um casal de supostos ladrões com penas suspensas, o Ministério Público pronunciou-se publicamente sobre o assunto.
O porta-voz da Procuradoria de Inhambane revelou que já foi submetido um recurso para anular a sentenca que classificam de ilegal e injusta.
Com um recurso submetido, o porta-voz do Ministério Público diz que há esperança que se reponha a justiça, mas diz que ainda é cedo para tirar qualquer conclusão.
O magistrado falava ao jornal O País em Inhambane, no quadro das celebrações do aniversário da criação do Ministério Público.

A província de Maputo está em risco de inundações devido aos elevados níveis de água nas barragens partilhadas com a África do Sul e Eswatini. A partir da próxima semana, a Barragem de Pongola vai começar a efectuar descargas e poderá atingir o pico de cerca de 400 metros cúbicos por segundo na bacia de Maputo.

A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, alerta que há um risco de cheias na província de Maputo, a partir da próxima semana.

“Nós estamos a prever que a bacias de Maputo, Umbeluzi e Nkomazi estão com risco moderado de ocorrência de cheias, mas dentro da cooperação internacional que nós temos com a África do Sul, sentamos e definimos quais são as quantidades que devem liberar e temos a indicação de que vamos atingir um pico no mês de Novembro de cerca de 400 metros por segundo, na bacia de Maputo. Isso eleva o risco de de Inundações, mas é um pico razoável porque normalmente a África do Sul Costuma descarregar cerca de 800, que é o dobro que do vamos receber agora”, apontou Agostinho Vilanculos, representante da Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos.

Além da África do Sul, Eswatini também tem uma das suas barragens cheias.

“Nós estamos neste momento com Pequenos Libombos com um nível de armazenamento em cerca de 92%, um nível alto para início da época chuvosa, mas nós sabemos qual é o objectivo dos Pequenos Libombos, que é armazenar água para abastecimento da população da cidade Maputo e Matola em tempos de estiagem. Estamos a efectuar cerca de 10 m3 e essas descargas não são de grande magnitude porque uma das barragens de Eswatini, também, está cheia e não vamos descarregar e, normalmente, nas questões operacionais tem que se descarregar as que estão em uso, temos que ser cautelosos e descer até cerca de 80%”, explicou..

O facto é que a época de chuva inicia no próximo mês e o INAM prevê chuvas anormais para algumas zonas do país e da região.

“A previsão indica uma alta probabilidade de chuvas normais com tendência para acima do normal nas províncias de Gaza, Inhambane, Manica, Sofala, Tete e Zambézia”, disse Bernardino Nhantumbo, técnico do Instituto Nacional de Meteorologia.

Face ao cenário, o instituto nacional de Saúde prevê aumento de casos de malária da zona Centro a Norte do país, podendo ser mais grave em Cabo Delgado e Niassa. Por outro lado, prevê aumento de casos de doenças de origem diarreica.

“Falo especificamente de províncias que terão maior risco, que são: Maputo, Tete e Niassa, com maior predomínio ao nível da população infantil, concretamente aos menores de cinco anos de idade”, explicou a representante do INS.

O Ministério da Agricultura diz que a zona norte do país deve tardar o seu período de sementeira, enquanto que as regiões Sul e Centro, podem obedecer o calendário normal, devido a previsões hídricas.

Os interlocutores falavam esta sexta-feira em Maputo, no décimo primeiro Fórum de Previsão Meteorológica.

O Tribunal Judicial da Província de Nampula condenou Chauale Amade, de 44 anos,  a 18 anos de prisão, por tráfico de 193kg de heroína e metanfetamina, crime cometido a 11 de Maio de 2023. 

O arguido transportava a droga da Ilha de Moçambique para a vila de Namialo, no distrito de Meconta. A juíza da causa condenou ainda o arguido a  uma indemnização a favor do Estado no valor de dois milhões de meticais.

Foi detido, na cidade da Beira, província de Sofala, um dos principais sócios do contrabandista chinês,  procurado pela justiça moçambicana, há mais de três anos. O Chinês é indiciado por crimes de branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo, fraude fiscal, falsificação de documentos e crimes ambientais.

A detenção ocorreu no fim da tarde de terça-feira, na residência do indiciado, onde supostamente estava escondido já há algum tempo. O cidadão é o principal sócio de um suposto contrabandista chinês, que defraudou o Estado moçambicano em mais de 826 milhões de meticais. 

A investigação do caso iniciou em Setembro de 2021, quando as comunidades das regiões de Muxúngue denunciaram uma actividade ilegal caracterizada por corte, transporte e exportação de madeira em touro para a china. 

As investigações apontaram para o cidadão em causa como principal sócio da empresa que se dedicava  a aquela actividade ilícita. As investigações concluíram que o indiciado e o seu sócio tinham mais de 15 empresas, entre elas uma de segurança privada, criada com intenção de disfarçar actividades ilegais, para lavagem de dinheiro e evadir impostos.

Entretanto, o detido nega as acusações. “Eu não conheço nada sobre o assunto de branqueamento de capitais, apenas ajudei um amigo que na altura tinha uma empresa, que tinha uma sociedade que era moçambicana, e houve um desentendimento entre eles. Nesse desentendimento o parceiro decidiu que tinha que sair, então saindo ele, tinha que meter um sócio moçambicano para que a empresa continuasse a trabalhar. Nesse ponto, o único amigo que ele tinha de confiança era eu, então pediu que lhe ajudasse”, disse o indiciado. 

Refira-se que em finais de 2022 uma das empresas do contrabandista chines, a gigante Panda segurança, foi encerrada pelo Ministério Público e, na altura, foram apreendidas 22 armas de fogo.

 

A concessionária indiana Vulcan, apresentou, esta quinta-feira, o seu posicionamento em torno das queixas ligadas à poluição ambiental no distrito de Moatize. A empresa, que garante estar a funcionar dentro dos padrões recomendados, refere que a intensidade da poeira que se verificou, nos últimos dois meses, se deveu a efeitos climáticos nos meses de Julho e Agosto.

Em Julho e Agosto deste ano, o jornal O País noticiou que dezenas de famílias cujas casas ficam próximas às áreas onde é feita a exploração do carvão mineral, em Moatize, se queixam de excesso de poeira provocada durante o desmonte de rochas. Cerca de dois meses, a empresa indiana Vulcan Moçambique apresentou, esta quinta-feira, o seu posicionamento sobre o assunto.

A empresa garante estar a funcionar dentro do padrão recomendado e explica que a intensidade da poeira verificada, nos últimos dois meses, foi precipitada por falta de chuva. Refere ainda que, por se tratar de uma região semi-árida, a ventania também tende a mudar de direcção.
A Vulcan explica que ainda decorre auditoria interna na empresa. No entanto, garante estar a usar novas medidas de controlo de poeira melhorada, através de sistemas de monitoria avançada em todas as fases operacionais.

Para mitigar definitivamente o impacto da poeira nas comunidades afectadas, a empresa garante que ainda neste ano passará a realizar detonações sem explosivos, mas refere que decorrem negociações junto à empresa sul-africana que vai testar a tecnologia.

Entretanto, sobre a rejeição da proposta de compensações apresentada às famílias camponesas e oleiros, cujas áreas serão abrangidas pelo projecto para exploração de carvão mineral na nova secção no bairro Chithata, a Vulcan promete negociar junto das comunidades para evitar conflitos.

O ambientalista Fraydson Sebastião defende que é preciso esclarecer a quantidade de veneno usado para matar milhares de peixes na lagoa no Niassa e só assim se pode fazer estudos para restaurar o ecossistema. Por sua vez, Rui Silva entende que pode ser uma nova estratégia dos caçadores furtivos abaterem animais de grande porte.

O caso deu-se no interior da província do Niassa numa área de conservação que faz limite com uma reserva especial. Reagindo ao problema, o ambientalista Fraydson Sebastião disse que não há dúvidas que os peixes foram envenenados e explicou que: “Os peixes respiram na água, na água há oxigênio. Os peixes dependem desta água para poder sobreviver, se nós vamos afectar o seu meio, naturalmente, que vai haver essas consequências que nós vimos e pela quantidade de peixe que foi visível nas imagens dá a entender que foi uma dosagem muito pesada”, disse Fraydson Sebastião.

Segundo o ambientalista, a situação carece de estudos para tentar estudar o nível de restauração desse ecossistema. Explica ainda que o meio ambiente, por si só, pode fazer o papel de restauração do nível das implicações que o tal veneno.

O ambientalista Rui Silva diz que pode ser uma nova estratégia dos caçadores furtivos para abater animais de grande porte que consumirem a água.

“Isto pode ter uma leitura de que os caçadores furtivos, dada a fiscalização que tem sido feita pelos fiscais, estão a arranjar novas técnicas para actuar, são técnicas silenciosas e que não alertam”, avançou Rui Silva, ambientalista.

Além disso, os especialistas apelam para a implementação da educação ambiental nas sociedades.

O incêndio resumiu em cinzas o motor de um camião de alta tonelagem ao longo da ponte Maputo-Katembe, causando paralisação do tráfego nos dois sentidos. O motorista e seus ajudantes que saíram ilesos dizem não fazerem ideia das motivações do acidente.

O incidente acontece momentos em que o camião carregado de uma máquina pá retroescavadeira terminava a subida da ponte, tendo pegado fogo que rapidamente consumiu o motor e a cabine do motorista.

“Tenho sempre feito esta subida, mas, hoje, foi muito estranho. Quando tentava terminar a subida, de repente, um outro motorista que passava ao lado deu-me sinal para dizer que o meu motor estava a fumegar. Quando saímos, vimos que a coisa havia tomado outro rumo. Saímos a correr “, relata o motorista do camião, chocado com a situação.

A pronta intervenção do corpo de salvação público é descrita como ter sido de grande relevância para que o fogo não consumisse por completo o carro.

A polícia de trânsito, juntamente com técnicos da REVIMO, empresa concessionária da estrada, foram no local para trabalhos de perícia e esclarecimento do incidente.

Decorreu, hoje,  na Cidade de Maputo, o  seminário sobre transporte urbano na área metropolitana. À margem do evento,  o edil de Maputo, Rasaque Manhique, explicou que o evento visa encontrar soluções para a melhoria da mobilidade na capital do país.

É uma iniciativa do Município de Maputo em parceria com a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA), que visa diminuir os transtornos enfrentados por cerca de um milhão de munícipes que nos dias úteis da semana escalam o centro da Cidade. 

No evento, foi apresentado o Sistema de Transportes Urbanos da área Metropolitana de Maputo (SIMPUT). O Município de  Maputo e a JICA acreditam que com este projecto vai trazer medidas que o sector de transportes urbanos vai implementar nos próximos 10 anos.

De acordo com com o Rasaque Manhique, é preciso que sejam encontradas soluções colectivas para o problema da mobilidade.  Manhique diz, ainda, que o Município deve se organizar para que o problema da mobilidade seja resolvido.

“Sabemos que a questão do transporte tem sido em si um autêntico caos. E enquanto nós não nos sentarmos para coletivamente encontrar saídas o problema vai persistir, daí que há este encontro de trabalho, de capacitação, para que tão depressa, como disse, possamos encontrar caminhos para a problemática da mobilidade urbana”, explicou o edil.

Segundo avançou  Manhique, as soluções partem do ponto em que vamos ter uma melhor circulação, vamos ter um melhor transporte, aquele que está organizado, daí que “se nós queremos que a mobilidade urbana seja uma realidade, é importante que nos organizemos”. 

“Há de notar que não basta que esta mobilidade indique caminhos, há de ser necessário, também, prover recursos. Quais são os recursos?” Questionou Rasaque Manhique, que de seguida respondeu: 

“Também passa por ter autocarros. Notará, também, que quanto mais transportes tivermos, e ser acessível, menos viaturas teremos nas nossas estradas, mas para isso é importante que este mesmo transporte público seja credível. As pessoas precisam sair das suas casas para saber que a hora X terão o autocarro para tomar e ir ao seu local de trabalho, ir à igreja e ir à escola”.

O edil de Maputo disse haver necessidade de aquisição de mais autocarros para fazer face à crise que se regista na área metropolitana.

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