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O País – A verdade como notícia

O Comité Executivo de Coordenação de Políticas de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e Terrorismo diz que já cumpriu 25 das 26 recomendações do Gabinete de Acção Financeira, que colocou Mocambique na lista cinzenta. O director nacional do órgão garante responder o último ponto até 7 de Março, data fixada para a submissão do Relatório final ao GAFI. 

Moçambique tem até o dia 7 de Março para apresentar o relatório que fundamenta o comprometimento do país na implementação das 26 recomendações do Gabinete de Acção Financeira, que podem culminar com a sua retirada da lista cinzenta.  

Das 6 mil ONG existentes, o GAFI exige que se faça a categorização das áreas de actuação, determinar o nível de risco ao branqueamento de capitais e realizar acções de sensibilização, uma acção que já está em curso, de acordo com Luís Cezerilo.

O passo seguinte será a visita, em Junho, dos avaliadores do GAFI. Cezerino defende que, mais do que cumprir com as recomendacoes do GAFI, o país deve continuar com os esforcos para que tenha um sistema financeiro robusto e livre de accoes de Branqueamento de Capitais e Terrorismo e proliferacao de armas de destruicao em massa.

A primeira-dama da República, Gueta Chapo, visitou, nesta quarta-feira, os pais do bebé que nasceu com uma má formação congénita. A família deslocou-se à Cidade de Maputo em busca de assistência médica e, actualmente, encontra-se acolhida por uma família no bairro Matibwana, no município da Matola, Província de Maputo.

A história do casal, o seu bebé e a família que os acolhe ganhou visibilidade após uma reportagem exibida pela televisão pública, nesta terça-feira. Sensibilizada com a situação, Gueta Chapo mobilizou esforços para oferecer apoio emergencial à família e reforçar a importância da solidariedade social para auxiliar aqueles que mais necessitam.

Durante a visita, Gueta Chapo agradeceu ao médico responsável pela cirurgia do bebé e enalteceu a solidariedade da família que acolheu o casal. “Quero agradecer ao médico que vai operar a criança e também à família que acolheu o casal. Isso demonstra que são pessoas que amam as outras pessoas”, disse.

A primeira-dama destacou o gesto da família acolhedora, que, mesmo enfrentando dificuldades financeiras, abriu as portas de sua casa para o casal e seu bebé. “A família teve o coração de acolher, mesmo não tendo as condições ideais. Cederam a sala de sua casa para que o casal e seu filho pudessem ter um local seguro onde ficar”, relatou.

Como forma de apoio imediato, Gueta Chapo entregou bens essenciais, incluindo uma cesta básica composta por arroz, farinha, óleo, bolachas e papas infantis. Além disso, disponibilizou um colchão e um carrinho de bebé, garantindo mais conforto para a criança. “Estamos aqui para apoiar, como gabinete, mas também como mãe, como mulher, como ser humano que se comove com essa situação”, afirmou.

A primeira-dama também garantiu que a assistência ao casal e ao bebé continuará até que possam retornar à sua província de origem. “Queremos garantir que essa família tenha o suporte necessário para enfrentar este momento difícil”, acrescentou e comprometeu-se a contribuir para a conclusão da sua residência.

Actualmente, a casa ainda está em fase de construção, e a primeira-dama pretende envolver parceiros e instituições para viabilizar a obra. “Vamos envidar esforços junto dos nossos parceiros para podermos concluir a casa e melhorar as condições de vida desta família”, garantiu.

A iniciativa da primeira-dama reflecte o compromisso do seu gabinete em apoiar grupos vulneráveis em todo o país. Durante a visita, Gueta Chapo mencionou outros projectos em andamento, como o suporte a três crianças abandonadas na província de Gaza, para as quais está a ser construída uma casa, e a assistência prestada a uma idosa na província da Zambézia.

Gueta Chapo também reafirmou o seu compromisso com a juventude, destacando esforços para garantir bolsas de estudo e oportunidades de emprego para jovens, especialmente meninas. “Precisamos de apoiar os nossos jovens para que tenham um futuro melhor e possam contribuir para o desenvolvimento do país”, enfatizou.

A visita de Gueta Chapo não apenas trouxe alívio imediato à família e ao bebé, mas também destacou a importância da solidariedade na sociedade moçambicana.

Cerca de 200 trabalhadores da empresa Dingsheng correm risco de ficar desempregados, na sequência dos protestos populares que culminaram com a paralisação das obras de construção do Terminal Portuário em Chongoene, em Gaza. 

Há um mês, no dia 10 de Janeiro deste ano, populares da comunidade de Nhampfunwine invadiram as instalações da Dingsheng e paralisaram completamente as obras de construção do Terminal Portuário de Chongoene, alegadamente porque a empresa gestora do projecto teria falhado um acordo bilateral para provisão de água, energia e um centro de saúde à comunidade desde 2023.

Os protestos populares culminaram com a expulsão dos gestores do projecto de capitais chineses, bem como dos trabalhos do estaleiro. O administrador do distrito de Chongoene alertou que, se a situação prevalecer nos próximos dias, cerca de 200 trabalhadores podem perder emprego.

“Há um mês que obras de construção do terminal portuário estão totalmente paralisadas e cerca de 200 jovens estão em casa. No mês passado, pagou-se 100 por cento do salário e neste mês a empresa está a negociar para pagar 50 por cento”, disse Artur Macamo, administrador de Chongoene.

Devido aos tumultos na comunidade abrangida pelo projecto portuário, incluindo quatro comunidades do distrito, o governo local reuniu-se recentemente com a população, tendo-se chegado a um novo acordo.

“Acordámos que as obras de electrificação da zona seriam efectivadas até pelo menos 50 por cento. Garantimos que as obras já estão em curso em três, e provavelmente ainda hoje (quarta-feira) arrancaremos com os trabalhos no quarto bairro”, disse Artur Macamo.

Sobre o centro de saúde e abastecimento de água, o administrador de Chongoene garante que “as obras serão iniciadas em Março”.

Entretanto, o tráfego rodoviário voltou a fluir em Chongoene, depois de ter ficado condicionado durante quase três semanas. Mas quanto à retoma das obras da doca, ainda não há data.

“É difícil avançar datas, porque a retoma depende da permissão da população face ao cumprimento das promessas feitas para provisão dos serviços sociais básicos. Com certeza, a entrega da obra não se efectivará no mesmo ano em curso, mas a obra já estava a mais de 90 por cento de execução”, concluiu o administrador.

Sem data para a retoma das obras de construção da doca de Chongoene, mais de 270 mil toneladas de minérios continuarão retidas nas areias pesadas de Chibuto.

Uma pessoa morreu e outras 17 ficaram feridas, num acidente de viação ocorrido na manhã desta quarta-feira, na rotunda da Ka Tembe. O acidente terá sido causado por excesso de velocidade. 

No local ainda havia vestígios do acidente de viação que ocorreu por volta das sete horas desta quarta- feira.

São 21 pessoas que se faziam transportar numa viatura que fazia a rota Ka Elisa- A.Voador, no momento em que o acidente do tipo capotamento aconteceu. 

Durante o sinistro, uma mulher, de aproximadamente 60 anos de idade, que se encontrava à espera de autocarro, na rotunda da Ka Tembe, foi atropelada mortalmente. 

O excesso de velocidade é apontado, pela polícia de Trânsito, como a causa do sinistro. 

“O condutor não conseguiu controlar a viatura. Chegando na rotunda era suposto ele reduzisse a velocidade e não conseguiu contornar. Em consequência despistou e logo a seguir capotou. A pessoa que foi declarada óbito não fazia parte dos passageiros que se encontravam dentro do carro. A estrada estava molhada”. 

As vítimas do sinistro foram socorridas e transportadas para o Hospital Geral José Macamo.

“Eram feridas ligeiras, temos neste momento três doentes em observação que também não estão graves e encontram-se conscientes. Não tivemos óbitos internos, mas uma pessoa morreu no local do sinistro”, explicou Impikaxane, a directora do Banco de Socorros da unidade sanitária. 

Só no mês de Janeiro, deste ano, oito pessoas morreram vítimas de atropelamento, na Cidade de Maputo. 

A Autoridade Reguladora das Comunicações (INCM) desligou, temporariamente, emissores de três rádios comunitárias em Nampula, por “interferência de sinais de rádio com as comunicações da torre de controlo do Aeroporto de Nampula, assim como com as aeronaves em aproximação ao mesmo aeroporto”.

O encerramento aconteceu após uma denúncia da empresa Aeroportos de Moçambique, dando conta da referida interferência.

“O INCM destacou uma equipa técnica para identificar a fonte da interferência. As conclusões preliminares da equipa indicam que a emissão conjunta das rádios Encontro, Haq e Vida gera um sinal que causa interferência nas comunicações do serviço móvel aeronáutico, dificultando a comunicação da torre de controlo com as aeronaves”, revela uma nota de imprensa enviada ao “O País”.

O documento explica que, dado o perigo que a situação representa para as vidas humanas, o INCM notificou as três rádios visadas sobre o problema identificado e ordenou o desligamento temporário dos emissores com efeitos imediatos, enquanto perdurar a interferência.

“O INCM, na sua qualidade de Autoridade Reguladora das Comunicações no país, está a trabalhar” com as três rádios para a resolução da interferência e, consequentemente, o restabelecimento das respectivas emissões.

Perto de 200 mil famílias passam fome em Manica, devido à falta de chuva que comprometeu a produção agrícola. Para contornar o problema, o governo daquela província está a oferecer sementes de milho e insumos agrícolas aos produtores locais.

Nos distritos de Machaze, Tambara, Guro e Macossa muitos campos agrícolas estão sem plantas. Os camponeses lançaram sementes, mas não germinaram. E porque chove por estes dias em Manica, o governo entende que os camponeses podem ter a oportunidade de semear na segunda época e está ajudá-los com sementes.

Por outro lado, o governo de Manica está preocupado com a ocorrência de casos de praga, com destaque para a lagarta invasora e do funil nos distritos de Barué, Vandúzi, Chimoio, Sussundenga, Gondola, Mossurize e Machaze.

O troço Ndonga-Ndindiza, que liga as duas localidades está intransitável devido ao alagamento da plataforma no km 25. A mesma situação ocorre no troço Chinhacanine-Nalazi, cuja ligação entre a localidade de Mbala-Vala e o Povoado de Majumisse está interrompida devido ao corte no km 34+700.

As chuvas intensas que têm vindo a cair nos últimos dias, na região sul do país causaram danos na rede de estradas da província de Gaza, condicionando a transitabilidade em alguns troço.

A Administração Nacional de Estradas explica, em comunicado, que equipas técnicas da Delegação Provincial de Gaza encontram-se no terreno a monitorar a situação e a avaliar os danos, “estando em curso intervenções que visam assegurar a transitabilidade, enquanto decorrem acções de mobilização dos equipamentos e materiais para a reparação dos danos ocorridos nessas estradas”.

A ANE apela e recomenda aos utentes das estradas em geral, para a programação das deslocações e transporte de pessoas e bens com observância redobrada das medidas de precaução na época chuvosa e em locais de fraca visibilidade, sobretudo as secções alagadas e na aproximação de estruturas de drenagem, pontes, pontões, aquedutos, drifts, entre outras.

A ANE, apela igualmente à “não circulação de veículos com peso total acima de 10 toneladas em tempos chuvosos em estradas terraplanadas e recomenda o acompanhamento da informação disseminada pelas entidades competentes”.

A província de Gaza registou, nas últimas horas, chuvas acima de 45 litros por metro quadrado, quantidade que foi suficiente para deixar casas alagadas e várias vias intransitáveis. Há previsão de continuidade de chuvas fortes até ao fim-de-semana.

Mais de 10 mil famílias ressentem-se, outra vez, do drama das inundações na zona baixa de Xai-Xai, na sequência das chuvas fortes, que caem desde a madrugada de segunda-feira, na província de Gaza.

Teresa António, vive no bairro 12 há mais de 30 anos. A sua casa foi inundada. Agastada com a situação, diz que não tem  para onde ir, senão permanecer no local.

A situação preocupa também a família Bila, que se queixa de falta de condições para atravessar as águas que se formaram com a última chuva, o que traz receios em relação à saúde.

No bairro 8, os moradores queixam do martírio a que estão sujeitos sempre que chove, devido a falta de uma bacia de retenção de água.

Já na zona alta da Cidade de Xai-Xai, a fúria das águas deixou várias ruas dos bairros 9 e 10 intransitáveis, uma delas é a que dá acesso aos bairros 4 e 5. Naquele lugar, os munícipes escalam um muro de vedação para garantir a sua mobilidade.

Além de quintais alagados, no bairro 11, as chuvas deixaram também vias de acessos cheias de água, os carros praticamente mergulham nas águas. Vitória Baloi diz que sempre que chove, o dilema das inundações repete-se.

Para minimizar o sofrimento, munícipes da cidade de Xai-Xai exigem a construção de valas de drenagem para o escoamento das águas pluviais. A volta do assunto a edilidade prometeu reagir nos próximos dias.

O Ministério da Educação e Cultura diz que o livro da oitava classe que contém um texto jornalístico sobre a detenção do falecido músico Edson da Luz, mais conhecido como Azagaia, foi descontinuado em 2022 e sua circulação tornou-se ilegal apartir do ano 2023.

O Ministério da Educação e Cultura fez este esclarecimento, esta noite, em conferência de imprensa. “O livro em causa vigorou durante o período de 2016 até 2022 e podemos até partilhar quando é que  o livro foi produzido.  Foi justamente no ano de 2014 e em 2015 começou a ser comercializado”, explicou o representante do sector.

E mais, a Educação diz que a circulação do livro em causa é ilegal, por não ter autorização do Governo e por ir contra a reforma que foi feita no currículo escolar.

“Está em introdução o material que vai suportar a reforma curricular no ensino secundário, estou a falar de manuais escolares que estarão em breve em circulação , os cadernos de apoio à aprendizagem para a oitava classe”, adiantou Silvestre Dava.

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