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O País – A verdade como notícia

A Escola Básica de Khongolote, na Matola, funciona sem água, com alunos a sentarem no chão por falta de carteiras e com salas degradadas. Para minimizar o problema, a rede mundial Rotary Club de Maputo realizou, esta sexta-feira, uma gala de angariação de fundos destinados ao apoio da instituição de ensino.

A Escola Básica de Khongolote é dirigida por Valério Magumane, que na primeira pessoa falou dos problemas enfrentados pela instituição de ensino, na gala de angariação de fundos.

Há, na mesma escola, cerca de 4 mil crianças, que estudam em condições precárias, facto que levou a Rede Mundial Rotary Club de Maputo a organizar, na noite desta sexta-feira, na capital do país, uma gala de angariação de fundos para apoiar a escola.

No evento, que juntou várias personalidades, entre empresários e parceiros da rede mundial, foi possível angariar acima de 140 mil meticais. A falta de carteiras, de água e degradação das escolas é um problema que afecta a várias instituições de ensino no país, levando alunos a estudarem em condições precárias.

As inundações “mexem” ciclicamente com vida de mais 17 mil pessoas em zonas de risco no Município de Chókwè, na província de Gaza. Para reverter o cenário, Governo e parceiros vão investir mais 150 milhões de Meticais para o reforço da resiliência climática urbana, que inclui melhoria de infraestruturas, comunicação e saneamento.

Humberto novela, residente no terceiro bairro há mais de 70 anos, diz que a falta de infraestruturas para escoamento de águas pluviais, aliada a construções desordenadas, contribuem para o agravamento do problema na chamada “capital económica de Gaza”. “Sempre que chove com intensidade, a fúria das águas reativam memórias dramáticas, principalmente no primeiro, quarto e quinto bairros”.

“Abrigamo-nos em Chihaquelane nestas inundações. Daqui até Chihaquelane são cerca trinta quilómetros”, contou Eufrásia Cossa, uma outra residente.

Face ao cenário, serão investidos mais de 150 milhões de meticais na rede de infraestruturas, comunicação e saneamento, no âmbito do projecto de resiliência climática em Chókwè.

O projecto contempla ainda a construção de centros transitórios em todo país, sendo que o primeiro foi entregue, hoje, em Chókwe.

Avaliado em mais de treze milhões de milhões, o centro de refúgio transitório de Chókwè tem capacidade para albergar mais 150 famílias em cenário de emergência. 

O terceiro inquérito nacional de prevalência de factores de riscos para doenças não transmissíveis em Moçambique revela que as doenças crónicas não transmissíveis são a causa de muitas mortes e de procura dos serviços de saúde.

Um estudo paralelo sobre a procura dos serviços de urgência nas cidades de Maputo, Beira e Nampula mostrou que as crianças são as que mais solicitaram os serviços, contrariamente aos adultos.

Eduardo Samo Gudo diz que para a concretização deste inquérito foi utilizado um padrão internacional da Organização Mundial da Saúde para garantir a fiabilidade internacional dos seus resultados.

Para o representante da OMS em Moçambique, o acesso à informação oportuna e de qualidade é um principal requisito para facilitar o desenvolvimento contínuo do país.

O  inquérito nacional de prevalência de factores de riscos para doenças não transmissíveis em Moçambique, InCrónica, foi realizado entre Julho e Setembro de 2024 com objectivo de determinar a prevalência e factores de risco na população com idade entre 18 e 69 anos.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique acusa o candidato presidencial, Álvaro Massinga, de manipular o processo eleitoral, através de um esquema de regularização massiva de quotas a mais de 30 associações com fundos de origem obscura. 

Faltando pouco mais de um mês para a realização das eleições, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique, instituição dirigida por Agostinho Vuma, instaurou um processo disciplinar contra Álvaro Massinga, um dos candidatos às eleições na CTA.

Foi através de uma investigação conduzida pelo Conselho Directivo, desde Novembro do ano passado, que a CTA diz ter constatado pagamentos a várias associações sob orientação directa de Álvaro Massinga, com o propósito de assegurar o apoio eleitoral das referidas associações à sua candidatura à presidência da CTA.

De acordo com a CTA, os pagamentos em causa foram realizados no mesmo dia e pelo mesmo indivíduo, sem vínculo funcional com as associações. Tal como mostram recibos de depósitos a que o nosso jornal teve acesso, com valores que variam de 24 a 50 mil Meticais.  

O Conselho Directivo entende ainda que os actos praticados pelo visado configuram infracções graves aos deveres estatutários, nomeadamente: 

dever de respeitar e obedecer aos estatutos e regulamentos da CTA e dever de contribuir, em geral, para o bom funcionamento da agremiação.

A nota de acusação sublinha ainda que a empresa Sotux, Lda, representada por Álvaro Massinga no Conselho Empresarial Nacional, esteve em situação de incumprimento das quotas durante quatro anos consecutivos, só tendo regularizado a sua situação na véspera do início do processo eleitoral. 

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique vai ainda mais longe ao acusar o visado de descredibilizar a sua instituição.    

“Verificou-se também que, durante o seu mandato à frente da Câmara de Comércio de Moçambique, o ora arguido tem adoptado uma postura sistemática de descredibilização da CTA, criando divisões institucionais e promovendo a sobreposição da sua entidade à CTA em matérias que não lhe são atribuídas”.

O “O País” confrontou o presidente da CTA, Agostinho Vuma, sobre as acusações, ao que preferiu não dar muitos detalhes, mas garante que há necessidade de ir ao processo eleitoral com tudo esclarecido. No entanto, Agostinho Vuma garante que o calendário eleitoral não será afectado.

E para reagir ao assunto CTA, concedeu ao membro um prazo de 10 dias,  contados da data da notificação, para apresentar a sua defesa por escrito ao Conselho Directivo da CTA.

Há uma luz no fundo do túnel para a retoma no funcionamento do Porto de Quelimane. É que uma empresa de capitais chinês que explora magnetite no distrito de Milange,vai iniciar exportação a partir daquele Porto para China. 

A empresa Indo África Minerals está a carregar 35 camiões cavalo por dia de Milange ao Porto de Quelimane e, até ao dia 22 de Maio, espera movimentar uma média de 50 mil toneladas de minério para o porto. 

O acto de exportação será feito em duas fases 25 mil fases. O delegado da Autoridade Tributária de Moçambique diz que o impacto será positivo para o Estado colectar divisas. 

No entanto, as manifestações pós-eleitorais, impactaram negativamente na colecta de receitas. O distrito de Gurué foi um dos mais prejudicados, de acordo com a nossa fonte. 

Com a entrada em funcionamento do Porto na recepção de navios, e outras colectas, Zambézia espera bons resultados a favor do Estado. 

A polícia em Manica neutralizou um grupo de indivíduos, conhecidos como homens catana,  que protagoniza assaltos com recurso a instrumentos contundentes. O mesmo actuava em residências e vias públicas, onde tinham como principal objetivo roubar motorizadas.

É com facas, alicates industriais e catanas que um  grupo de supostos criminosos semeava terror, na cidade de Chimoio. O líder da quadrilha confessou que tem estado a praticar assaltos,  mas disse que são ladrões de primeira viagem. Ainda em Chimoio está detido um estudante de 22 anos de idade, que disse se dedicar

seriamente a venda e consumo de drogas, com destaque para suruma, actividade que pratica, há dois anos. A Polícia diz que vai continuar a trabalhar para que Manica não seja palco privilegiado para a prática de crimes.

Já outro  indivíduo foi contratado numa residência para trabalhos de instalação elétrica, mas é suspeito de ter regressado na calada da noite para violar  sexualmente a proprietária da residência.

Já voltou ao normal o fornecimento de combustível nas bombas de abastecimento da cidade de Tete. Os automobilistas dizem-se aliviados  e esperam que a retoma seja permanente.

Há cerca de duas semanas, a cidade de Tete registou escassez de combustíveis nas bombas de abastecimento, particularmente da gasolina. A situação criou enchentes e  obrigou os automobilistas a  permanecer mais de duas horas nas filas para abastecer. 

No entanto, o problema tende a voltar a normalidade e em quase todas as bombas sob gestão privada, já começaram a vender a gasolina. 

Proprietários das bombas de abastecimento no centro da cidade garantem haver disponibilidade de gasolina  e quantidades  suficientes para abastecer até pelo menos duas semanas.

Apesar da disponibilidade de combustível,  há quem ainda usa recipientes como garrafas de plástico, com o objectivo de revender nas casas. 

As bombas da Galp e Petromoc são as únicas que até então não tem gasolina disponível .

Suposta feitiçaria volta a ser, uma vez mais, desculpa para um assassinato na província de Gaza. O episódio deu-se no distrito de Chongoene, na comunidade de Comine. Um enteado de 42 anos de idade desferiu ao seu padrasto 12 golpes fatais com recurso a uma arma branca. 

Três dias depois de ter sido assassinado na localidade de Maciene, o corpo de um curandeiro de 63 anos de idade foi encontrado com sinais de agressão. Mais de 12 perfurações na região da cabeça, tórax bem como, nos órgãos genitais. Um crime que chocou a todos.

Moradores e autoridades de Comine suspeitam que indiciado tenha praticado o crime sob efeito de drogas e exigem justiça. “Não impossível que um pai possa fazer isto para um filho. A causa maior destes tipos de comportamento está aliada às bebidas. Há falta de controlo na sociedade. O Governo deve agir em assuntos desta natureza. Ainda que o filho tenha cinco ou seis anos de idade, é crime e deve ser responsabilizado. Pecado é pecado, mas ele deve cumprir. É doloroso”, disse Agostinho Mboa, Secretário do bairro.

O indicado é confesso, e conta que cometeu crime porque a sua vida não progride devido a práticas ocultas, alegadamente feitas pelo padrasto.

A Polícia esclareceu que indiciado e a vítima tinham um histórico de desentendimento familiar com agressões recorrentes, devido a supostas práticas de feitiçaria.

Este ano, mais 6 pessoas foram assassinadas e mais da metade destes por suposta feitiçaria.

A ministra do Trabalho, Género e Acção Social diz que já retomou o pagamento regular do subsídio social básico aos cerca de 600 mil beneficiários em todo o país. Ivete Alane reconhece que o valor pago está desajustado do actual custo de vida. A previsão é que seja pago, este ano, cinco mil milhões de Meticais.

Um pouco por todo o país, os idosos e outros grupos considerados vulneráveis tem se queixado da falta de pagamento do subsídio social básico, a que tem direito.

O Governo reconhece o problema e justifica o que está por trás da demora do pagamento do subsídio social básico.

“São vários os motivos, são várias as causas e nós já estamos a trabalhar no processo de digitalização dos pagamentos. Portanto, todo este processo de reforma leva a que as coisas não aconteçam quando deve acontecer. Mas agora estamos a trabalhar para a retoma gradual”, justificou a ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane.

E esta retoma, segundo a ministra do Trabalho, Género e Acção Social será gradual para os mais de 600 mil beneficiários em todo o país. “Já a algumas províncias e alguns distritos que já estão a pagar os subsídios. Em função da disponibilidade orçamental, nós vamos pagando. Portanto, já a retoma. Naturalmente que não vai ser de uma única vez. Estamos a fazer parcialmente, de forma gradual e os idosos vão receber os seus subsídios. Todo este ano, vamos pagar cerca de cinco mil milhões de Meticais”, revelou Ivete Alane.

O subsídio social básico varia entre 540 e 1000 Meticais, dinheiro que Ivete Alane admite estar desajustado ao actual custo de vida. “Obviamente que não é suficiente, mas é o que se pode pagar neste momento e nós temos que trabalhar para ir melhorando, gradualmente, o valor que nós pagamos aos nossos beneficiários. Portanto, isto é um processo que, em função das condições financeiras do nosso país, nós vamos melhorando. Estamos conscientes de que é necessário fazer-se melhor, que ainda não responde às necessidades da cesta básica. Então, é um trabalho que deve ser feito para isso”, assegurou a ministra do Trabalho, Género e Acção Social.  

A governante falava, esta quinta-feira, à margem da quarta sessão ordinária do Comité Central do partido Frelimo, que decorre na Cidade da Matola.

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