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O País – A verdade como notícia

O Presidente da República, Daniel Chapo, lançou, esta segunda-feira, em Nangade, Província de Cabo Delgado, a Chama da Unidade Nacional, que vai percorrer todo o país até 25 de Junho, data da celebração dos 50 anos da independência nacional. Em Nangade, o Chefe do Estado também dirigiu as cerimónias centrais do Dia da Mulher Moçambicana e exaltou as conquistas no domínio da sua emancipação, fruto das políticas do Governo, desde 1975. Chapo convidou a todos os moçambicanos, independentemente do seu partido político, a participar no processo do diálogo nacional inclusivo que já iniciou

O Chefe do Estado dirigiu, esta segunda-feira, em Nangade, em Cabo Delgado, o lançamento da Tocha da Unidade. Chapo explicou que a escolha do local deve-se ao facto de ter sido em Nangade, em 1975, que foi acesa a primeira Tocha da Unidade, com o objectivo de unir todos os moçambicanos em prol da criação de um novo Estado.
O Presidente da República começou por explicar os motivos da escola daquela província do norte do país, e no caso concreto o distrito de Nangade, para o lançamento da Chama da Unidade Nacional. É que foi lá onde, há 50 anos, foi acendida, pela primeira vez, a Chama da Unidade Nacional, um acto que está a ser replicado neste ano em 2025.
“Nangade é um distrito especial, porque foi aqui onde foi lançada a primeira chama da unidade nacional”, começou por dizer Daniel Chapo, acrescentando que “é por isso que nós voltamos hoje a Nangade, dia 7 de Abril, para fazer o lançamento da Chama da Unidade Nacional por ocasião dos 50 anos da nossa independência”.
A chama, segundo explicou o Chefe do Estado, partiu ontem de Nangade, Cabo Delgado, e vai desaguar no Estádio da Machava, em Maputo, no dia 25 de Junho de 2025, “onde vamos comemorar os 50 anos da nossa independência”.
Dez anos depois, Daniel Chapo reacendeu a tocha que deverá representar o símbolo da união, tolerância e reconciliação dos moçambicanos, depois de um período social e político bastante conturbado.
Por isso, de acordo com Daniel Chapo, e diante do actual quadro, “a chama da unidade apresenta-se como uma decisão sábia do governo, porque vai ao encontro dos anseios de milhões de moçambicanos que ainda querem continuar a ver o ‘sol de Junho a brilhar todos os dias’”.
Na verdade, segundo o Chefe do Estado, ao se acender a Chama da Unidade Nacional em Nangade, há duas mensagens principais que se transmitir para todos os moçambicanos do Rovuma ao Maputo. “Primeiro, a necessidade de convidar a todos os moçambicanos, independentemente do seu partido político, da sua ideologia, da sua religião, da sua origem étnica, de gênero, da raça, para caminharmos juntos e participarmos massivamente no processo de diálogo político nacional inclusivo que já iniciou”, por isso do motivo de se ter convidado os partidos políticos, organizações da sociedade civil, acadêmicos, líderes comunitários, religiosos, sector público, sector privado, todos os extratos sociais do país para o acto, “para que possamos participar directa ou indirectamente no acender da chama e podermos dar o início ao diálogo nacional inclusivo que foi aprovado pela nossa Assembleia da República”.
A segundo principal mensagem de Daniel Chapo, com a marcha da Chama da Unidade Nacional, “queremos apelar a todos os moçambicanos para nos unirmos na grande missão de assumirmos para que este quinquénio, a implantação dos alicerces da nossa independência econômica seja uma realidade e que seja o trabalho de cada um de nós, através do governo que estamos a liderar”.
As celebrações dos 50 anos devem reflectir-se em todas as celebrações oficiais de 2025, até ao dia 31 de Dezembro, segundo disse o Chefe do Estado.
“As celebrações dos 50 anos da nossa independência nacional não terminam no dia 25 de Junho de 2025. Conhecerão seu desfecho no último dia deste ano, portanto, a 31 de Dezembro de 2025”, esclareceu, deixando ficar as actividades que vão nortear estas celebrações: “De hoje até lá, façamos a cada dia, a cada feriado, uma data festiva, dia de comemoração do jubileu da nossa independência nacional. Por exemplo, no dia 1 de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, aclamaremos também a nossa independência nacional. A 16 de Junho próximo, a nação moçambicana vai curvar-se perante os mártires de Moeda por ocasião do 65º aniversário do massacre que tinha em vista apagar a chama da liberdade, a independência que ardia dentro de cada um de nós. Mas como ficou evidente, o massacre de Moeda não conseguiu apagar a chama da liberdade do povo moçambicano. A 25 de Setembro, dia do início da luta de libertação nacional contra o regime colonial fascista português, teremos que reeditar a festa da independência nacional. A 4 de Outubro de 2025, quando estivermos a exaltar os acordos de paz de Roma, teremos que reviver o jubileu da nossa independência nacional. A cada celebração dos aniversários das vilas e cidades moçambicanas, teremos que fazer referência aos 50 anos da nossa independência”, deu a conhecer Daniel Chapo.
Ainda na senda das celebrações do jubileu da independência nacional, segundo Chapo, em todos os sectores, desde nível nacional, provincial, distrital, autarquias, postos administrativos, localidades, até povoações, deverão decorrer haverá debates, concursos, colóquios, simpósios, galas, condecorações, lançamento de livros, exposições, torneios de várias modalidades, entre outras acções que enaltecem a independência nacional.

 

Celebrar enaltecendo o papel da mulher moçambicana
O acto aconteceu num dia em o país celebrava o Dia da Mulher Moçambicana, uma ocasião usada pelo Chefe do Estado moçambicano para iniciar o seu discurso enaltecendo o papel da mulher, recordando o valor que esta tem na construção da nação.
“Temos motivos de sobra para comemorarmos e enaltecemos a mulher moçambicana, porque em todas as áreas de actividade, no sector público, privado ou na sociedade civil, as mulheres têm se destacado no desenvolvimento do país e no processo de consolidação da nossa unidade nacional, independentemente do seu partido político, da sua etnia, da sua filiação religiosa ou qualquer outra coisa que possa nos pôr diferentes”, disse o Chefe do Estado.
Para Daniel Chapo, com a participação da mulher, o país tem estado a registrar avanços inquestionáveis em várias áreas, com destaque para “a promoção dos direitos humanos, a melhoria do acesso à saúde, a educação, o comércio, o emprego e a gestão responsável dos recursos naturais”, por isso, segundo Chapo, “a mulher moçambicana continua a ser a principal referência na formação das novas gerações”.
Por isso, Daniel Chapo aproveitou para desejar boas festas à mulher moçambicana e terminou endereçando mensagem aos militares que combatem as forças externas em vários cantos da província de Cabo Delgado.
“Endereçamos uma mensagem de encorajamento aos jovens das Forças de Defesa e Segurança, à força local aqui representada, aos nossos parceiros internacionais que combatem o terrorismo nas matas desta província e aos que garantem a estabilidade do nosso país”, desejou.
Daniel Chapo terminou augurando que depois da cerimónia a chama da Unidade Nacional continue bem acesa no coração de cada um dos moçambicanos no país e na diáspora.

Residentes de Nangade, em Cabo Delgado, esperam que a chama da unidade traga paz definitiva à província, assombrada pelo terrorismo. No seu entender, a estabilidade vai criar condições para a população produzir.

É com esperança que os residentes do distrito de Nangade, na província de Cabo Delgado, receberam a chama da unidade nacional. Na zona que fica junto do Rio Rovuma, a população tem apenas um pedido: a paz efectiva.

Um desenvolvimento que é esperado há bastante tempo, atendendo que Cabo Delgado vem sendo assombrada pelo terrorismo, daí fazem apelos ao Governo.

Para o sucesso, a união dos moçambicanos é tida como fundamental.

Importa sublinhar que o percurso da chama da unidade nacional termina a 25 de Junho, dia da celebração dos 50 anos da Independência de Moçambique.

Há uma longa lista de doentes à espera para serem operados no Hospital Central da Beira, devido à falta de especialistas à altura para fazer face à procura dos serviços de saúde, dado o aumento constante da população.

A limitação no acesso aos serviços de saúde, na cidade da Beira, tornou-se ainda mais complicada entre Outubro do ano passado e princípios de Março deste ano,devido às manifestações, facto que condicionou a movimentação de medicamentos para outros pontos do país. Para fazer face a estas longas filas de espera, o governo exortou a todos os hospitais centrais para, no âmbito dos primeiros 100 dias do novo ciclo de governação, efetuar cirurgias massivas. Assim, no Hospital Central da Beira, a meta era de 100 doentes a serem operados em 10 dias. Contudo, uma equipa composta por 97 profissionais de saúde operou 317 doentes.Ao nível da ortopedia, foram operados 52 doentes.

“Os doentes que foram operados tinham, maioritariamente, patologias relacionadas com fraturas dos membros inferiores, onde foram feitas osteossínteses dos membros inferiores. Portanto, a osteossíntese é a colocação de ferros nos ossos de modo a estabilizar as fraturas e fazer com que elas se consolidem mais rápido. Estas foram a maior parte das patologias de ortopedia operadas.Na cirurgia geral, foram operados 261 doentes. Na parte da cirurgia geral, nós operamos mais doentes com hérnias inguinais, doentes com hidrocelo, que é o acúmulo de água a nível do escroto, doentes com patologias anorretais, com maior realce para hemorróidas e fístulas perianais, doentes com bócio, doentes com algumas tumorações das mamas”, disse Nelson Mucopo, director do Hospital Central da Beira.

No Hospital Central da Beira, foram registadas, no ano passado, mais de 300 queixas por supostos maus atendimentos e seis por cobranças ilícitas ligadas à cirurgia. “Os valores que nós tínhamos infelizmente estão a ficar corroídos e esta gente que está envolvida nesta corrosão do tecido social também está aqui nos hospitais. São estas pessoas que trazem comportamentos subversivos, que fazem com que se promovam mau atendimento e cobranças ilícitas. Infelizmente, os colegas que nós temos, os profissionais de saúde, vêm também da sociedade. Nós tivemos uma situação em que  um colega, infelizmente, cobrou um doente para ser operado.  O doente nem sequer foi operado pelo facto de ter pago, mas sim por outras situações”, disse o director do Hospital Central da Beira.

Nelson Mucopo explicou ainda que o “acompanhante veio meter a queixa e, neste momento, nós estamos a intentar um processo disciplinar e criminal em face desta situação, para além de outras questões que têm ocorrido.Portanto, é uma situação da sociedade que temos que lutar todos para ver se conseguimos mitigar o problema.”

O Hospital Central da Beira voltou a mostrar preocupação, tal como fez em Dezembro do ano passado, em relação a acidentes de viação envolvendo mototáxis. “Por mais que o Ministério da Saúde consiga prover ao hospital material para apoiar estes doentes,nós continuamos a ter uma grande sobrecarga, uma vez que o número de doentes continua a aumentar.  Não só continua a aumentar, estes tipos de acidentes fazem com que os doentes fiquem muito tempo internados.  Se os doentes ficam muito tempo internados, quer dizer que  estes  consomem muito material médico cirúrgico. Então, é uma situação bastante preocupante.  Estes são doentes que nós recebemos, mas temos a informação de que muitos nem sequer chegam ao hospital, acabam morrendo na via pública, mesmo em face destes acidentes de viação.”

O “O País” ouviu uma paciente que, em Junho do ano passado, sofreu um paciente e que somente semana passada foi operada, no âmbito da campanha massiva de cirurgias. “Já tenho nove meses depois do acidente. Há pessoas que já têm quase um ou dois anos à espera da cirurgia, mas graças a Deus já estão a ser operadas”, disse.

O director do Hospital Central da Beira terminou apelando a um maior empenho das autoridades na fiscalização rodoviária.

Há crianças exploradas sexualmente, além jovens em idades escolar que trabalham como “escravos” em troca de 25 mil meticais anuais nos corredores da “indústria furtiva” na província de Gaza. A informação foi avançada pelo administrador do parque nacional de Banhine. Instaurados no pais mais 800 processos dos quais 150 por crimes de caca furtiva e exploração ilegal.

Há exploração sexual infantil nos esquemas de caça furtiva na província de Gaza, sul de Moçambique. No ano passado foram resgatadas 5 raparigas, no interior do parque nacional de Banhine, mais a norte da província.

“Menores de 15 anos. Exatamente, na exploração infantil. Portanto, o crime de caça furtiva e o crime de exploração florestal ilegal, tem vários crimes conexos. Este ano ainda não desativamos. No ano passado tivemos mais de 5 ou 6 desses casos que libertamos lá, encontramos lá crianças menores a trabalhar”, avançou, Abel Nhabanga, Administrador do parque nacional de Banhine.

De acordo, com Abel Nhanbanga, o chamado “império furtivo” recruta, também, jovens para exploração florestal ilegal por um ordenado anual de 20 mil meticais.

“os trabalhos que eles fazem, é análogo à escravatura. E são só alimentados com farinha e feijão nhamba. Eles só conhecem a pessoa imediata. Muitas vezes, aqueles que levam lá os alimentos. Um ano, seis meses nos acampamentos de trabalho, sem nenhum salário. Só se recebe salário no final do ano” concluiu.

Ao longo do tracado do parque nacional de Banhine nos distritosde Mapai Chigubo, Mabalane a “mafia furtiva” que envolve atores internacionais, agentes do estado é alimentada e executada por nativos das 17 comunidades. Facto que coloca Banhine no ranking de quatro parques nacionais com mais casos registados, informou o Directorgeral da Administração Nacional das áreas de conservação ( ANAC.

“Gaza não é um dos cenários em que a gente pode dizer que é o mais crítico, mas é preciso perceber que temos a zona de fronteira com a África do Sul, e a África do Sul é um dos locais preferenciais por conta do crime que envolve a caça ilegal do rinoceronte”

Por sua vez, Abel Nhabanga fez que saber que no “Ano passado, tivemos cerca de 44 processos e 20 julgados e sentenciados, para penas que variam de 3 meses a 18 anos de prisão maior. E quem pratica isso, São pessoas que vêm de fora, que vêm se juntar às pessoas locais, aliciadas pelos estrangeiros”

Para sua linha de ataque a furtivos o “paraíso das avestruzes” aumentou de 30 para 71 fiscais, meios aéreos integrados a tecnologia de ponta, bem como, investimentos direcionados a projetos estruturantes na ordem de 300 milhões de meticais até 2027.

Com o aperto do cerco reduziu-se de mil para cem animais abatidos anualmente, nos últimos 10 anos, entretanto, as autoridades de tutela reconhecem que há ainda um longo percurso por percorrer para vencer a batalha,

Bartolomeu Soto, Director Regional Sul da Peace Park Foundation anunciou uma operação anual de 14 milhões de dólares que inclui formação, infraestrutura e repovoamento dos parques nacionais.

“E vamos trazer os animais que estão em excesso em Maputo e trazer aqui para o Parque Nacional do Banhine.Só podemos trazer duzentos, pois no ano seguinte vamos trazer o que pudermos até chegarmos a cerca de dois mil”

 

Ainda há movimentação de terroristas na estrada N380, entre Macomia e Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado. A informação foi confirmada pelo governador da província, que fala da instalação, pelo grupo, de postos de extorsão aos automobilistas e saque de alguns produtos da população.

Cerca de três meses depois de uma trégua, os terroristas voltam a intensificar a sua movimentação na Estrada Nacional Número 380, entre Macomia e Mocímboa da Praia, província de Cabo Delgado. 

“No entanto, nestes momentos, estamos a sentir algumas bolsinhas em algumas zonas onde o movimento se faz sentir. Então, ainda não foi chamada a segurança militar para fazer a escolta, continua a se passar porque não é um movimento estável. É um movimento que eles fazem quando estão a ser perseguidos”, revelou Valige Tauabo, governador da província de Cabo Delgado. 

E deste movimento ao longo da EN380, segundo o governador da província de Cabo Delgado, os terroristas montam postos de extorsão aos automobilistas e saques.

“Isto é uma acção de terror. É uma acção que eles usam forçosamente para fazer as cobranças. Não é portagem nenhuma. Por outro lado, neste percurso de Macomia, há transitabilidade, mas quando eles têm brechas por causa da fome, eles mandam parar as viaturas, fazem cobranças e levam todos os produtos que encontram”, referiu Valige Tauabo. 

Além da estrada, este grupo movimenta-se para as aldeias, onde, também, cria pânico e terror. 

“O trabalho dos que fazem perseguição dos que fazem mal à população continua e, por causa disso, então, em algum momento, eles andam à solta e quando atravessam em algumas aldeias criam agitação e essa agitação, naturalmente, o que não é bom para a população e é um despertar de que este movimento continua”, concluiu o Tauabo. 

Questionado se os ataques terroristas cessaram entre Macomia e Mocímboa da Praia, Valige Tauabo foi cauteloso na resposta. 

“Nós não podemos dizer que os ataques tenham cessado. O que temos que dizer, neste momento, é que o trabalho de se aferir a segurança ainda está em curso. Isto quer dizer que os terroristas ainda existem em algumas zonas até que se afira da melhor forma, no sentido de que em nenhum sítio deve haver esse movimento. Então, nessa altura diremos que a província está estável”, rematou, o governador da província de Cabo Delgado. 

Refira-se que a escolta militar que tinha sido introduzida nesta zona está suspensa e, de acordo com Tauabo, isto é sinal de melhoria na segurança. 

 

Pelo menos 313 doentes foram operados, nos últimos 10 dias, no hospital Central da Beira, no âmbito de uma campanha massiva de cirurgias, numa meta de 100 doentes. Os doentes operados foram de fórum ortopédico e de cirurgia geral. Parte dos doentes estavam à espera de intervenção médica há mais de um ano.

Há uma longa lista de doentes à espera, para serem operados no Hospital Central da Beira, mas razões de várias ordens, como a falta de especialistas à altura para fazer face à procura dos serviços de saúde, dado o aumento constante da população, condicionam a  intervenção imediata dos serviços de saúde.

O caso tornou-se ainda mais complicado entre Outubro a princípios de Março, devido às manifestações pós-eleitorais, facto que condicionou a movimentação de medicamentos para outros pontos do país.

Para fazer face a estas longas filas, o Governo exortou a todos os  hospitais centrais a, no âmbito dos primeiros 100 dias do novo ciclo de governação, efectuar cirurgias massivas. Assim, no HCB a meta era de 100 doentes a serem operados em 10 dias. Contudo, uma equipa composta por 97 profissionais de saúde operaram 313 doentes. A nível do fórum ortopédico foram operados 52 doentes.

“Os doentes que foram operados tinham maioritariamente patologias relacionadas a fraturas dos membros inferiores, onde foram feitas (…) colocação de ferro nos ossos para estabilizar as fracturas e fazer com que elas consolidem mais rápido. Portanto, essas foram a maior parte das patologias do forum de ortopedia que foram operados”, disse Nelson Mucopo, director do HCB. 

Na cirurgia geral foram operados 261 doentes. “Da parte da cirurgia geral, nós operamos mais doentes com hérnias inguinais, doentes com hidrocelo, que é o acúmulo de água a nível do escroto, doentes com patologias anorretais, como maior ênfase para hemorróidas e fístulas perianais, doentes com bócio e doentes com outras tumorações e das mamas”, acrescentou. 

Um dos pacientes beneficiários da cirurgia estava à espera de uma intervenção médica há dois anos. “Estou com hérnia, marcaram cirurgia para hoje. Já passam dois anos”, contou o paciente. 

Outra paciente sofreu um acidente em Junho do ano passado, mas só esta semana é que foi operada no âmbito da campanha massiva de cirurgias.

No hospital central da Beira foram registadas, no ano passado, mais de 300 queixas por supostos maus atendimentos e seis por cobranças ilícitas ligadas a cirurgias.

O HCB voltou a mostrar preocupação, tal como fez em Dezembro do ano passado, em relação a acidentes de viação envolvendo moto-táxis. O director do hospital terminou exortando maior empenho das autoridades na fiscalização rodoviária.

As obras de reposição da Estrada Nacional Número Um em Anchilo, Nampula, estão a noventa por cento de execução e prevê-se que em duas semanas a via seja aberta à circulação de viaturas. A garantia foi dada pelo ministro dos Transportes e Logística, que revelou estar em curso a aquisição de pontes metálicas para futuras situações.

Já passam mais de três semanas que a Estrada Nacional Número Um, no Posto de Controlo de Anchilo, província de Nampula, está cortada, na sequência do ciclone Jude.

Devido a esta situação, a ligação entre as províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado pela EN1 está condicionada. 

No terreno, os trabalhos já estão em curso há quase um mês e o ministro dos Transportes e Logística explica as razões para tanta demora da reposição daquele troço da EN1. 

“A única secção que nós tínhamos problemas para fazer a intervenção tinha a ver com o nível das águas. Era preciso deixar a água baixar para poder avaliar o nível de intervenção que podia ser feita. Já começamos a trabalhar e estamos a fazer todo o esforço com o empreiteiro, para ver se nas próximas duas semanas conseguimos repor a via. Portanto, é um trabalho contínuo, e esperamos que a chuva não continue a cair”, assegurou o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe.  

Enquanto isso, João Matlombe diz que há um esforço que está a ser feito para que as províncias de Niassa e Cabo Delgado não se ressintam da falta de produtos básicos.  “Neste momento, o acesso à Niassa e Cabo Delgado através da EN1 é bastante condicionado e estamos cientes disso. É por isso que uma parte dos serviços está a ser feito via cabotagem que é para assegurar que, pelo menos, não haja falta de combustível na província de Cabo Delgado e, também, que os produtos de primeira necessidade estejam disponíveis naquele ponto do país”, referiu João Matlombe. 

O governante revelou ao “O País” que está em curso o processo de aquisição de pontes metálicas para intervenções de emergência em situações de cortes de estradas. 

“Nós estamos num processo de aquisição de pontes metálicas, que é para permitir intervenções sempre nos períodos chuvosos. Como deve imaginar, nós tivemos este ano três ciclones, o que demonstra a nossa vulnerabilidade aos eventos climáticos. O que temos que fazer, uma vez que são infraestruturas algumas já com alguns anos e não nada com a qualidade, mas sim com os eventos extremos, é criar uma capacidade para agir sempre do ponto de vista de reposição sempre que há emergências. Portanto, acreditamos que para a próxima época chuvosa, com a aquisição das pontes metálicas, teremos capacidade maior para intervir quer a nível da zona centro, quer a nível da zona norte”, avançou o governante. 

Porque o desabamento de pontes e cortes de estradas tem sido recorrente a cada época chuvosa, Matlombe afirma que o Executivo está a repensar no tipo de infra-estruturas, considerando a vulnerabilidade do país aos eventos climáticos extremos.

A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) está reunida na cidade da Beira no seu primeiro congresso da Mulher Advogada, com objectivo de contribuir na fortificação da justiça e na igualdade, que é aliás o tema do evento.

A OAM  tem uma política de género há bastante tempo,  entretanto foi considerada, pela agremiação, desajustadas a dinâmica actual do país, a inserção da mulher advogada no mundo jurídico e a necessidade de proteger os direitos das mesmas 

“Quando falamos de igualdade é sempre reconhecendo a diferença dos géneros, mas falamos de igualdade ou equidade naquilo que é o acesso às oportunidades, no exercício da profissão. Os sexos masculino e feminino são diferentes. A mulher tem seus próprios desafios como mulher e como esposa, como mãe e como filha. Entretanto,   há necessidade da ordem reconhecer esses desafios e encontrar formas de acautelar ou, pelo menos, mitigar estes desafios”, disse  Thera Dai, responsável do pelouro de género da OAM

  É neste primeiro congresso  da mulher advogada que se  pretende   assegurar que não haja desistência e nem falta de motivação no meio das mulheres em continuar no exercício da advocacia.

O congresso foi antecedido por  vários workshops no país envolvendo  advogadas e advogadas estagiárias, assim como outras mulheres ligadas ao sistema de justiça.

“Para perceber que situações consubstanciam resistência ou dificuldade no exercício da sua profissão [referindo-se a mulher advogada]. Pelo que, estes workshops, estes webinars realizados  não tinham como propósito apenas ouvir as colegas, mas terminar num processo como este congresso, que depois conduzirá a reestruturação daquilo que são os caminhos de mitigação destes desafios, bem como criação de documentos orientadores e, porque não, uma legislação que acomode estes desafios”, acrescentou.  

Stela Santos, presidente do Conselho Provincial de Sofala, exortou as mulheres advogadas a contribuírem na preservação das conquistas até agora alcançadas. 

“Porque num abrir e fechar de olhos, estas conquistas podem ser-nos  tiradas, assim como todos os direitos, liberdades e garantias fundamentais, que tomamos como adquiridos. Por isso, é necessário que continuemos atentas, pois a violação dos direitos de uma, significa a violação dos direitos de todas”, reiterou.  

O congresso vai discutir, entre outros temas,  a inserção da mulher no mercado jurídico e  promoção da equidade de género.

Há casas em risco de desabar, nas proximidades do rio Licungo, devido ao nível acentuado de erosão. A principal drenagem subterrânea de águas pluviais de Mocuba, de cerca de 3 km, carece de investimentos para a sua reconstrução. Nas proximidades do rio parte da estrutura de betão cedeu, colocando habitações em risco. 

Uma cidade com mais de 250 mil habitantes está a enfrentar sérios problemas de erosão. Por isso, no Plano Económico e Social 2025,  o conselho municipal de Mocuba planificou contratar serviços de consultoria para a elaboração de um plano de enchentes e erosão, como forma de ter aconselhamentos, para mitigar o crónico problema.

Uma das alternativas para combater a erosão passa pela pavimentação das vias de acesso e construção de valas de drenagem. Assim, a rua que parte do quartel até ao cruzamento com a N1 está a beneficiar de obras neste sentido. 

Além da via anteriormente mencionada, mais três ruas, cerca de dois quilómetros, estão a beneficiar também de obras de pavimentação.

Por conta da erosão dos solos, a principal drenagem subterrânea de águas pluviais de Mocuba, de cerca de 3 km, carece de investimentos para a sua reconstrução. Um dos impactos negativos da erosão está a jusante da vala nas proximidades do rio Licungo, bairro sacras, onde parte da estrutura de betão cedeu, colocando habitações em risco. 

Os munícipes olham com preocupação a erosão por isso pedem a edilidade para trabalhar no sentido de reconstruir a estrutura. 

A presidente do conselho municipal de Mocuba, Manuela Opincai, diz que esforços estão a ser envidados para pavimentar as vias, porquanto é uma das alternativas de combate à erosão. Contudo, reconhece que não é suficiente, por isso, segundo disse, apoio a vários níveis são necessários para resolver o problema.

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