Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O Bispo Emérito de Pemba, Januário Nhangumbe, celebra 50 anos de episcopado. A Arquidiocese de Maputo realizou, neste domingo, uma missa de acção de graça para celebrar o momento. O ministro da Justiça Assuntos Constitucionais e Relegiosos, Mateus Saize, diz que Dom Junário é um testemunho de fidelidade e dedicação à causa da igreja.

Bispos, crentes e alguns membros do Governo da Igreja Católica juntaram-se, neste domingo, na Sé Catedral de Maputo, para celebrar mais uma etapa episcopal do Bispo Emérito de Pemba, Dom Januário Nhangumbe, ao serviço da Igreja Católica. São 50 anos, durante os quais moldou gerações e contribuiu para o crescimento da igreja.

A Igreja Católica considera que, face à crise política que o país atravessa, Dom Januário Nhangumbe seria uma das pessoas indicadas para servir como conselheiro na busca de soluções para a paz.

Dom Januário Nhangumbe foi nomeado Bispo de Pemba em 1975.

O ministro da Justiça e Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, diz que não é normal o uso de balas verdadeiras para conter as manifestações. Saize alerta que, havendo situações de desordem, o Governo aconselha o recurso a balas de borracha e gás lacrimogénio.

A onda de manifestações em quase todo o país, com destaque para a capital, tem levantado muitos questionamentos sobre a actuação da Polícia da República de Moçambique. A corporação é acusada de recorrer a balas verdadeiras para dispersar os manifestantes, causando mortes e feridos. Reagindo ao assunto, o ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos apela à racionalidade.

Em relação aos indultos concedidos pelo Presidente da República, Daniel Chapo, a algumas pessoas que foram detidas durante as manifestações, Saize diz que ainda não foram decretados.

Mateus Saize falava, neste domingo, à margem da celebração do quinquagésimo aniversário episcopal do Bispo Emérito de Pemba, Dom Januário Nhangumbe.

Cerca de 350 mil pessoas estão em risco de serem afectadas pelo ciclone tropical Jude nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Zambézia. O Instituto Nacional de Gestão de Risco e Redução de Desastres tem apenas capacidade para assistir 65 mil pessoas. 

A província de Nampula será, a partir da manhã desta segunda-feira, afectada mais uma vez por um ciclone. Trata-se do ciclone tropical Jude, que poderá também atingir as províncias da Zambézia e Cabo Delgado. O Instituto Nacional de Gestão de Risco e Redução de Desastres fala de 341 mil pessoas que poderão ser afectadas pelo ciclone. Deste número,  tem apenas capacidade para assistir 65 mil pessoas. 

Os distritos de Nacala e Mossuril poderão ser a porta de entrada do ciclone Jude. O Instituto Nacional de Meteorologia prevê que o seu impacto seja forte. 

Jude poderá ter implicações para algumas bacias hidrográficas, que segundo a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos já se encontram num nível alto. 

O ciclone Jude terá impacto também nas vias de acesso, que poderão ser destruídas sobretudo nos distritos costeiros de Nampula e Zambézia.  

Vilankulo, uma das maiores atracções turísticas de Moçambique, continua a sofrer as consequências da tempestade tropical Filipo, que devastou a cidade em março do ano passado. Um ano depois, a marginal, ponto de encontro dos moradores e visitantes, permanece em ruínas. As árvores caídas, os buracos na estrada e a destruição generalizada são sinais de um local que já foi o cartão-postal da cidade, mas que hoje se encontra irreconhecível.

Apesar dos meses que se passaram, a resposta do Conselho Municipal de Vilankulo tem sido nula. A cidade, que já era vulnerável a intempéries climáticas, enfrenta agora um cenário de incertezas e riscos diários. Moradores, automobilistas e empresários estão expostos a perigos constantes, enquanto a cidade perde a sua beleza natural.

Maria João, 68 anos, mora no bairro Central, nas imediações da marginal. Quando a tempestade Filipo passou, ela quase perdeu tudo o que tinha na sua casa. “O vento foi tão forte que parecia que a terra ia desabar. As árvores caíam como dominós e as ondas invadiram parte da minha casa. Passei dias sem saber o que fazer”, conta, com os olhos marejados de lembranças amargas.

A marginal, que antes se estendia ao longo da orla, era também um local de encontro para os moradores da cidade, onde caminhavam, conversavam e admiravam o mar. Para Maria, como para muitos, esse era um dos poucos espaços de lazer e um símbolo de pertença. “Era aqui que eu via as crianças a brincar e as famílias a passear. Agora, a marginal está destruída. Não sei onde mais vou levar os meus netos”, lamenta.

A destruição da marginal não afeta apenas os moradores. João Pedro, 45 anos, residente no bairro 16 de Junho, destaca a insegurança que a situação impõe. “Vivo em Vilankulo há mais de 20 anos, mas nunca imaginei que a nossa cidade ficasse assim. A qualquer momento, uma árvore pode cair numa destas casas. Quando chove, a terra fica humida e mais propensa a desbamentos”, diz João, com uma expressão de frustração.

Ele se refere aos riscos que a zona enfrenta todos os dias. As árvores derrubadas pela tempestade permanecem no local, tornando a circulação pela zona ainda mais difícil. “Os moradores já tiraram algumas para o seu uso, mas o resto continua espalhado pela cidade. A estrada é um perigo constante. Já vi carros a cair aqui devido às crateras”, conta.

O impacto da destruição da marginal também é sentido por quem depende da estrada para trabalhar. Carlos Alberto, um taxista que circula frequentemente pela marginal, relata que a situação está a tornar-se insustentável. “Eu sou taxista e, todos os dias, arrisco a vida para passar por aqui. Não só por causa dos buracos, mas pela falta de sinalização e iluminação. À noite, é quase impossível ver o perigo que está a frente”, diz.

Carlos revela ainda que já viu colegas que sofreram acidentes, todos causados pelos danos na marginal. “Felizmente, ninguém ficou gravemente ferido, mas doi ver que ninguém faz nada para resolver a situação”, lamenta.

Vilankulo sempre foi um destino turístico procurado por moçambicanos e estrangeiros, especialmente devido à sua costa paradisíaca e às paisagens da marginal. No entanto, a destruição da estrada que margeia o mar afetou drasticamente o turismo. A proprietária de uma hospedaria local, que aceitou falar ao nosso jornal, comenta que o impacto foi imediato.

“Antes da tempestade, tínhamos turistas a todo o momento, especialmente à beira-mar, onde podiam admirar as paisagens, fazer passeios e tirar fotos. Hoje, a marginal é uma zona de destruição. Não conseguimos mais atrair turistas”, explica a empresária. Ela conta que a hospedaria, que antes estava cheia nos meses de pico, agora mal consegue cobrir as despesas. “Perdemos clientes e não sabemos por quanto tempo isso vai durar. A cidade já não tem a mesma beleza de antes. Os troncos caídos e os buracos só afastam as pessoas”, diz.

Para muitos, a destruição da marginal matou a essência de Vilankulo. O local já não é o lugar que era, com a praia e o mar agora obstruídos por árvores caídas e crateras profundas. A natureza, que antes atraía tantos visitantes, está agora ameaçada pela falta de manutenção e pela ausência de iniciativas para reparar os danos.

Quinito Vilanculos, edil de Vilankulo, reconhece a gravidade da situação. Contudo, ele revela que o processo de recuperação está a ser mais demorado do que o esperado. “Estamos a trabalhar para mobilizar fundos e obter os recursos necessários para reabilitar a marginal. Sabemos da importância deste espaço para a cidade e para o turismo, mas a recuperação exige um investimento significativo”, afirmou o edil.

No entanto, a falta de respostas concretas e de um plano claro preocupa os moradores e empresários locais. Muitos questionam a eficácia das promessas feitas pela administração municipal. “Um ano depois da tempestade, as soluções ainda estão por vir. A cidade continua a perder a sua identidade e, sem um plano de ação urgente, vamos perder também o turismo, que é a nossa maior fonte de renda”, destacou um dos nossos entrevistados.

Além dos danos causados pela tempestade Filipo, as mudanças climáticas têm vindo a agravar as condições climáticas em várias partes de Moçambique, incluindo Vilankulo. Estudos indicam que o país está a enfrentar um aumento significativo de eventos climáticos extremos, como ciclones, secas e inundações. Esses fenómenos estão a tornar a região mais vulnerável, o que pode ter contribuído para a destruição da marginal.

A combinação de fatores como a urbanização desordenada e a falta de gestão ambiental contribui para a fragilidade da infraestrutura local. A constante degradação das zonas costeiras e a pressão sobre os recursos naturais são questões que exigem atenção urgente. A cidade, que já está exposta a esses fenómenos, precisa de um plano de adaptação às mudanças climáticas, que inclua a reabilitação da marginal e a construção de infraestruturas mais resilientes.

Vilankulo, conhecida pelas suas belas paisagens e pela riqueza do seu turismo, enfrenta agora uma crise sem precedentes. A destruição da marginal, que deveria ser um símbolo de esperança para a cidade, reflete a falta de respostas urgentes por parte das autoridades. Moradores, automobilistas e empresários estão a viver em condições precárias e a cidade está a perder o seu maior ativo. A necessidade de ação é urgente. O turismo, que antes florescia na cidade, está em declínio. A inação do Conselho Municipal de Vilankulo coloca em risco o futuro da cidade e de todos os que nela vivem.

Chuvas intensas e ventos muito fortes acompanhados de trovoadas poderão fustigar nas próximas horas as províncias de Nampula, Cabo Delgado e Zambézia. O alerta é do Instituto Nacional de Meteorologia.

Conforme vinha alertando o Instituto Nacional de Meteorologia, a tempestade tropical Jude já está na costa moçambicana e chegou com muita força. Segundo o INAM, nas próximas horas, o fenómeno poderá evoluir para o estágio de ciclone tropical que pode fustigar três províncias do país, nomeadamente, Nampula, Cabo Delgado, no norte, e Zambézia, no centro.

“À medida que o sistema se aproxima da costa da província de Nampula (pelos distritos de Nacala e Mossuril), influenciará o estado do tempo com chuvas intensas e ventos muito fortes acompanhados de trovoadas”.

O INAM alerta que à medida que o fenómeno for se aproximando à zona continental do país poderá aumentar a intensidade das chuvas que se registam nas regiões centro e norte do país.

“O INAM prevê a ocorrência de ventos tempestuosos de até 100 quilómetros por hora e rajadas de até 150 quilómetros por hora, que poderão agitar o mar e gerar ondas com alturas de até 11 metros”. 

Os ventos fortes com rajadas poderão atingir uma velocidade de 150 quilómetros por hora, com destaque para a província de Nampula.

Sete escolas têm as aulas suspensas, no distrito de Limpopo, na sequência da segunda vaga de inundações, na província de Gaza. A situação forçou o sector da educação a transferir mais de 500 alunos para outras instituições de ensino, mas há casos de alunos que continuam sem aulas nas zonas sitiadas.

A Educação é um dos sectores afectados na sequência da segunda vaga de inundações, que fustiga a província de Gaza, sul de Moçambique. A situação ditou a suspensão de aulas em algumas escolas no distrito do Limpopo.

“Temos o distrito de Limpopo com cerca de sete escolas, que estão sitiadas, devido às inundações, o que dificulta o acesso das crianças das comunidades à escola”, disse Raquelija Jorge, Porta-voz da direcção provincial de Educação e Desenvolvimento Humano em Gaza.

As chuvas fortes isolaram quatro comunidades, dificultando a travessia dos seus residentes, professores e alunos. Anabela cossa, Presidente do conselho de escola, referiu que “começaram as aulas, mas devido às inundações tiveram de paralisar tudo. Os professores têm medo de subir barcos para atravessar”.

A escola primária de Makandeni é uma das afectadas. País e encarregados, bem como alunos, naquela comunidade, revelam o impacto das intempéries no processo de ensino-aprendizagem. 

“A escola está encerrada devido a inundações, por isso, os nossos filhos não têm aulas. Pedimos que transfiram os nossos filhos para outras escolas”, clamou Maria Cossa, encarregada de educação.

Gineta Cossa e Ivone David, duas alunas daquela escola, que frequentam a primeira e a quinta classe, pedem uma rápida resposta para recuperação das aulas perdidas, devido ao mau tempo.

 Para já, o sector da educação em Gaza alega ter transferido mais de 500 alunos para 10 instituições de ensino, “sendo seis no distrito de Limpopo e quatro no distrito de Xai-Xai”.

A situação, entretanto, divide opiniões entre pais e encarregados, que se queixam de falta de condições financeiras para garantir 20 meticais para a travessia diária dos seus filhos.“Estão a perder aulas, mas, o que dificulta é a travessia, porque temos que pagar para o feito” lamentam, pais e encarregados de educação

Ao todo são 27 escolas em zonas sitiadas em Chicualacuala, Chibuto e Limpopo na sequência das inundações em Gaza.

José Caldeira diz que a deficiência na formação de advogados, que se refletem na sua actuação, é influenciada pela baixa qualidade de ensino no país, desde as classes iniciais. Caldeira revela a existência de casos em que advogados-estagiários apresentam  dificuldades até de escrita.

Em Abril do ano passado, houve reprovações em massa no exame escrito para o acesso à Ordem dos Advogados de Moçambique. Dos cerca de 500 candidatos, apenas 130 foram aprovados. As deficiências na formação, nas universidades, foi apontado como uma das causas do descalabro, mas o advogado José Caldeira entende que o problema é mais profundo.

“Há problemas desde o ensino primário, as pessoas não escrevem bem, depois vai-se para o secundário e, naturalmente aqui, a parte final, que é dos advogados, reflete-se nisso. Eu, particularmente, fiz o papel de examinador, e notava muita deficiência, não só de língua portuguesa, como também de conhecimentos básicos da área de Direito. Isto tem que começar de baixo, mas, em cada uma das etapas, é preciso que as instituições e as pessoas tenham acesso a muito melhor formação. A formação não é só académica, mas depois a formação no trabalho, a formação e participação em seminários e colóquios, mas também formação no sentidos dos jovens terem a possibilidade de trabalhar com pessoas que têm mais conhecimento”, explicou José Caldeira.

 Para controlar o ensino, Caldeira chama a responsabilidade o Governo. “Temos muitas universidades e algumas delas não têm qualidade mínima e, portanto, há países que mesmo para seleccionar profissionais se diz determinada universidade não tem capacidade de produzir, por exemplo, advogados. Portanto, aqui, nós também temos que selecionar as universidades e garantir que o corpo docente das universidades também tem capacidade e, muitas vezes, não é isso que acontece”, continuou o psicólogo. 

Falando, neste sábado, à margem do programa de mentoria chamado futuro jurídico, José Caldeira chamou, também, atenção sobre os perigos da revisão constante das leis.

“O que tem que ser feito é que as revisões tem que ser coerentes e consistentes. Tem que haver harmonização das revisões, para que essa legislação seja o reflexo daquilo que são os interesses da sociedade (…) Uma das questões que falha muito é a consulta, a consulta aos cidadãos, as empresas e a sociedade civil quando há qualquer revisão. E a consulta não é simplesmente aparecer e dizer que foi consultar este ou aquele livro, mas deve ser feita dentro de um quadro devidamente estruturado”. 

O programa “futuro jurídico” visa apoiar os formandos em Direito a ter competências técnicas e profissionais, segundo explicou Lúcia Macuácua, mentora do programa. “Através do nosso sistema, sentimos alguma deficiência, que acaba trazendo algumas dificuldades naquilo que é a formação da própria pessoa. Então, com esta mentoria, nós queremos capacitá-los para ingressarem no mercado Jurídico de emprego, ou seja, eles vão conhecer todas saídas profissionais (…) Nós buscamos capacitar, para que eles estejam mais preparados para o mercado jurídico de emprego”. 

Mas há mais que deve ser lecionado. “É preciso saber ser e estar, saber ser honesto e fazer crescimento gradual. Então, os juristas, hoje em dia, são aparentemente muitos, há muitas faculdades de direito em Moçambique, mas devem persistir nos candidatos”, disse Manuel Malungo, conservador 

O programa visa estudantes de Direito finalistas e recém-graduados.

Duas pessoas morreram e outras três ficaram feridas, em resultado de um acidente de viação, ocorrido neste sábado, no posto administrativo de Chimodzo, em Bilene, província de Gaza. 

A Polícia aponta a ultrapassagem como provável causa do sinistro, que envolveu duas viaturas de transporte de passageiros.

“No distrito de Bilene, na localidade de Chimondzo, registámos um acidente do tipo choque entre duas viaturas pesadas de passageiros”, disse Luís Chibulacho, chefe de  Instrução e Educação Rodoviária, da Polícia de Trânsito em Gaza.

As viaturas seguiam nos sentidos Xai-Xai-Maputo, quando um dos  condutores tentou uma ultrapassagem irregular, que resultou num embate violento e morte de duas pessoas. Uma das vítimas no local e outra a caminho do Hospital Rural da Macia. Houve, igualmente, três pessoas que contraíram ferimentos graves.

“A viatura que vinha no sentido Xai-Xai, em direcção a Maputo, neste caso, a transportadora Entre Rios, fez uma ultrapassagem irregular que acabou colidindo com a viatura de transporte de passageiros que seguia da África do Sul em direcção a Massinga”, concluiu a fonte.

A PRM apela ao cumprimento das regras básicas de trânsito, sobretudo no que diz respeito ao excesso de velocidade.

Cerca de 400 trabalhadores de postos de abastecimento de combustível  vandalizados tiveram seus contratos suspensos. Até ao momento, 10 postos se encontram inoperacionais, devido aos danos causados. A Associação dos Revendedores de Combustíveis de Moçambique diz que a reconstrução depende da melhoria do ambiente político no país. 

Cacos de vidro espalhados pelo chão e equipamento destruído… Nem as lojas de conveniência escaparam da destruição, e todos os produtos foram saqueados. O rasto da vandalização, que ocorreu durante os protestos pós-eleitorais, continua visível em alguns postos de abastecimento de combustível. As instalações encontram-se completamente encerradas. 

“A fotografia de facto mostra postos que foram totalmente vandalizados, alguns que foram vandalizados parcialmente. E esta situação, para aqueles que foram vandalizados de forma total não têm como voltar às operações”, explicou Nelson Mavimbe, presidente da Associação dos Revendedores de Combustível de Moçambique (ARCOMOC).

Durante os protestos violentos, pelo menos 30 postos de abastecimento de combustível foram total ou parcialmente destruídos, dez dos quais não mais voltaram a operar.  

“O processo de recuperação é muito complexo e, neste momento, fica difícil  garantir a reposição dos danos, que foram criados a nível dos postos, porque nós temos estado a assistir a repercussão das manifestações, que  acontecem a cada dia que passa”, acrescentou. 

Devido ao encerramento das bombas, houve suspensão de contratos com os trabalhadores, segundo explicou Nelson Mavimbe. “Em média, um posto de abastecimento de combustível tem cerca de 40 trabalhadores, portanto, se assumirmos que cerca de 10 postos foram completamente vandalizados, estamos a dizer que pelo menos 400 funcionários tiveram os seus contratos suspensos”

Para já, não há previsões de retoma de actividades, nem de reconstrução nos postos totalmente destruídos. “Há um risco aqui de se fazer a reposição dos danos e, no dia seguinte, os manifestantes voltarem para os mesmos postos e voltarem a vandalizar. É preciso que a estabilidade seja reposta, para permitir que se possa fazer a reposição dos danos”. 

Para se reerguer, a Associação dos Revendedores de Combustíveis diz não ver vantagens na linha de crédito de 10 mil milhões de meticais anunciada recentemente pelo Governo. “Nós não achamos que essas linhas de financiamento sejam sustentáveis para quem perdeu tudo. Aliás, nem é começar do zero, porque o investimento que está neste momento a correr foi alvo de uma de solicitação de um financiamento bancária”, concluiu Mavimbe. 

Enquanto não houver estabilidade social e política, os gestores dos postos de combustíveis totalmente vandalizados continuam na incerteza. Quando voltarem a operar, só o tempo dirá.

+ LIDAS

Siga nos