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O País – A verdade como notícia

A Estrada Nacional n°1 (EN1) está cortada na zona do Posto de Controlo de Anchilo. O corte deve-se ao volume de água da chuva, que acompanha a tempestade tropical severa JUDE. A intervenção na EN1 terá início esta terça-feira, mas ainda não tem prazo para o término. 

O director das Obras Públicas em Nampula, Faquira Massalo, descreve o corte da EN1, em Nampula, como sendo de grande envergadura, mas, pela importância da rodovia, as obras para a reposição da circulação deverão iniciar esta terça-feira, entretanto, sem datas para o término. 

O corte é de aproximadamente 15 metros, com uma profundidade de 5 a 7 metros, o que levou a Administração Nacional de Estradas (ANE) a fazer-se ao local, com os engenheiros do empreiteiro, que está encarregue das obras de emergência, para melhor estudarem o terreno. Basicamente serão colocadas anilhas, de forma a permitir o fluxo da água. 

Neste momento, vários locais da província de Nampula estão intransitáveis: há um corte de Nametil à Angoche; de Nampula à Liúpio; e também do cruzamento de Naguema à Chocas-mar e vários outros troços. 

Sobre o impacto humano do ciclone, a delegada do INGD em Nampula, Anacleta Botão, disse à nossa reportagem que não tinha ainda dados concretos, devido às limitações das equipas, para fazerem o levantamento no terreno, visto que só na manhã desta terça-feira é que o estado do tempo começou a registar melhorias em muitos pontos. 

Contudo, Botão garantiu que os quites de emergência já tinham sido posicionados nos locais previamente descritos como possíveis locais de impacto.

As vendedeiras do Mercado de Frango e Magumba, ao longo da Baía de Maputo, ponderam abandonar o local devido à falta de clientes, associado ao surgimento de novos focos de venda informal junto da praia da Costa do Sol. 

Em funcionamento desde o final de 2021, o mercado Frango e Magumba foi concebido no âmbito do plano de desenvolvimento municipal 2019-2023, e custou cerca de 70 milhões de meticais. Dois anos depois, eis que nasce um novo paradigma.

Os vendedores que outrora foram transferidos para este local, retirados das proximidades da praia da Costa do Sol, reclamam da falta de clientes, motivado pela aparição de informais que estão a desenvolver o mesmo comércio junto da praia da Costa do Sol.

A dinâmica do negócio que sustenta mais de 2000 famílias de homens e mulheres ocupantes dos 100 quiosques erguidos no local, começa a ser abalado e o futuro menos risonho.

Segundo a Direcção da Associação das Vendedeiras do Frango e Magumba, a situação pode ser provocada pela falta de fiscalização para evitar que novos focos de venda informal reacendam na Costa do Sol.

As ocupantes do mercado pagam uma taxa mensal de mil meticais ao Município e várias não conseguem honrar com os compromissos, estando neste momento em situações de dívidas. A direção da AFRAMA não descarta a possibilidade de abandonar o local.

Continua a crise de água na cidade de Xai-Xai, província de Gaza. A situação afecta cerca de 6 mil famílias no maior posto administrativo de Xai-Xai, Patrice Lumumba. A empresa Águas da Região Sul diz estar ciente do problema e diz que estão em curso obras de construção de uma nova fonte de captação de água, que vai solucionar o problema em breve.

Um dano de vulto registado no subsistema de Patrice Lumumba, no ano passado, afectou a capacidade diária de abastecimento, passando das anteriores 16 horas, para menos de oito horas por dia.  

A situação mexe com a vida de 6 mil pessoas de 6 bairros do maior posto administrativo de Xai-Xai, em Gaza.  Fernando Afonso, 39 anos de idade, é residente do bairro 24 há mais 15 anos e queixa-se de cortes frequentes, que resultam da falta do líquido.A situação repete-se no bairro 6. Marcos Matias refere que a interrupção no fornecimento de água chega a perfazer mais de 15 horas, forçando os residentes a recorrerem a alternativas.

A crise de água, no entanto, não se faz sentir com intensidade nos bairros 13 e Tsandzantine, segundo moradores, mas a inquietação prevalece por conta da facturação.

Confrontado sobre o assunto, Rodolfo Daniel, director da ADRS, garantiu que a crise de água, que assola Xai-Xai, capital da província de Gaza, poderá ser reduzida em breve. 

A conclusão do empreendimento vai aumentar de seis para 16 horas diárias o fornecimento de água em todos bairros de Patrice Lumumba, bem como, para novas ligações.

A nova fonte de captação de tratamento de água, com capacidade de produção de 5000 metros cúbicos, está avaliada em mais de quatro milhões de Meticais. 

Devido ao descarrilamento de grande magnitude de um comboio, que transportava 43 vagões de carvão de Moatize ao porto da Beira, foi suspensa a circulação de comboios de passageiros de Beira à Moatize e vice-versa.

A informação consta de um comunicado dos Caminhos de Ferro de Moçambique, enviado, nesta segunda-feira, ao “O País”, que explica que a suspensão é para dar lugar a reparação da linha, em cerca de 100 metros.

O documento refere ainda que não houve vítimas humanas, resultantes do descarrilamento e que a equipa de manutenção já está no terreno

Os profissionais de saúde anunciaram, para 31 de Março, uma nova greve no sector, caso o Governo não atenda às suas exigências até ao dia 30 deste mês. Segundo o presidente da  Associação dos profissionais da saúde e Solidariedade de Moçambique (APSUM), a decisão deve-se ao facto de os profissionais de saúde se sentirem ignorados no programa dos primeiros 100 dias de governação. 

É mais um capítulo que se abre na relação entre os profissionais de saúde e o Governo. Depois de a  29 de Maio do ano passado os profissionais de saúde terem suspendido a greve de 30 dias, por se ter chegado a um consenso com o Governo, eis que esta segunda-feira,é feito um  novo anúncio. 

“Caso o próximo salário do mês de Março de 2025 venha sem concretização dos acordos e sem clareza naquilo que é o pagamento das horas extraordinárias, turnos, exclusividade, enquadramento definitivo e observância da nossa carta reivindicativa, nós iremos paralisar”, afirmou Anselmo Muchave, presidente da APSUM. 

Sendo assim, o Governo tem até dia 30 de Março para resolver todas as preocupações da classe e caso não aconteça, no dia seguinte,  31 de Março, a greve  dos profissionais vai retomar, tudo isso, porque sentiram-se ignorados  no pacote de governação dos primeiros 100 dias. 

“O Governo tão pouco se preocupa com a sua força motriz. Aquando do diálogo entre a APSUM e o Governo foram alcançados consensos, mas não vimos no plano de 100 dias do novo Governo o pacote profissional de saúde (…) Não se verificou a intenção de melhorar a estrutura dos blocos operatórios, muito menos a disponibilização de material cirúrgico”, acrescentou. 

Os profissionais de saúde apontam também para a falta de condições para o tratamento dos doentes como um grave problema. 

“Os pacientes continuam sacrificando os seus valores recorrendo às farmácias. Laboratórios não têm reagentes, raio X sem chapa para a impressão e a comida é uma vergonha. 99% continuam a adquirir as suas refeições, pior para os profissionais de saúde que passam 24 horas nas unidades sanitárias sem nenhuma alimentação e sem as suas horas extraordinárias”. 

Recorde-se que em Maio do ano passado, a associação anunciou que nos primeiros 2 dias de greve da classe, cerca de mil pacientes morreram por falta de cuidados de saúde. 

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, desafiou o novo Director-geral do Serviço Nacional de Migração a desmantelar as redes de falsificação de vistos, passaportes e Bilhetes de identificação, que, muitas vezes, tem o envolvimento de quadros da instituição. 

Chama-se Zainadine João Danani, antigo director-geral adjunto do Serviço Nacional de Migração, que foi promovido, nesta segunda-feira, à patente de comissário-chefe da Migração e empossado Director-geral do SENAMI. 

O Presidente da República quer que o novo homem forte da Migração tenha as atenções apontadas para o combate a imigração ilegal e aos crimes a ela associado.

“Referimos-nos, por exemplo, ao terrorismo e ao crime organizado transnacional, artes  que se manifestam através de raptos, de tráfico de drogas, de pessoas e de órgãos humanos, de extração ilegal de recursos da fauna e flora, do branqueamento de capitais, entre outros males que devem ser prevenidos e implacadamente combatidos. Com efeito, o primeiro passo para o combate desses crimes, passa por se barrar a entrada de seus praticantes no nosso país, através de uma actuação profissional e patriótica e de todos os moçambicanos e não só, principalmente, do SENAMI. Por exemplo, nos processos de emissão de documentos de viagem e de controle do movimento migratório, principalmente a emissão dos nossos passaportes”, disse o Presidente.

Combater a corrupção com o envolvimento de quadros da Migração é outro desafio.Lançamos este repto, porque temos informações de que alguns membros do SENAMI se envolvem em actos de corrupção, no processo de emissão de documentos de viagem e de residência de estrangeiros, bem como de entrada e permanência de cidadãos estrangeiros no nosso País. O que põe em causa a nossa independência nacional, a nossa soberania e a nossa integridade territorial”, acrescentou Daniel Chapo. 

Para além de acelerar a digitalização do controle das entradas e saídas do país, Zainadine Danani deve ainda melhorar as infra-estruturas da instituição. Como conhece a casa, Danani diz estar pronto para responder aos desafios impostos.

Danani substitui Mariano Arlindo, nomeado ao cargo de director-geral em Maio de 2024, pelo então Ministro do Interior, Pascoal Ronda.

O mau tempo está a fazer-se sentir em vários pontos da província de Nampula. Desde às 8h00 da manhã de ontem, a cidade de Nacala regista chuva, que foi ganhando intensidade. O volume de águas pluviais está a criar danos na zona baixa da cidade, onde vai confluir toda água da parte alta. 

Como consequência, na zona do jardim municipal, ao lado de uma agência do BCI, a água criou uma cratera que coloca em risco a segurança dos prédios ao redor, dada a sua profundidade. Pelo menos em Nacala, o vento ciclónico começou a fazer-se sentir à 01h30 da madrugada desta segunda-feira.  Até à hora de publicação desta reportagem, Nampula estava sem energia eléctrica.

“Estamos diante do mau tempo o que condiciona o fornecimento de energia em certas áreas da cidade e distritos de Nampula. Informamos que assim que o tempo melhorar vamos avançar com os trabalhos de reposição. Agradecemos pela compreensão de todos, mas infelizmente são fenómenos fora do nosso controle” disse Cristiano Neves, responsável da EDM na área operacional de Nampula.

O INGD distribuiu várias equipas para as zonas, onde já se esperava que fossem afectadas pelo ciclone JUDE, sendo que a nossa equipa de reportagem vai trazer as incidências do impacto do fenómeno. 

AULAS SUSPENSAS

A direcção provincial da Educação, sob orientação do governador, cancelou as aulas, esta segunda-feira, nos distritos de Nacala, Monapo, Muecate, Nacarôa, Eráti, Meconta, Mogincual, Mossuril, Ilha de Moçambique, cidade de Nampula, Memba, Mecuburri, Rapale, Liúpo, Angoche, Murrupula, Mogovolas, Larde, Moma, Lalaua e Malema.

A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) cancelou voos domésticos para o norte do país, devido à tempestade tropical Jude, que afecta a região, e por razões de segurança operacional. 

Através de um comunicado enviado à comunicação social, esta segunda-feira, a LAM tornou público que foram cancelados os voos que partem de Maputo para Nampula, Pemba e Nacala. 

Para o percurso Maputo-Nampula e vice-versa estão cancelados os voos que estavam programados para hoje e amanhã. No percurso Maputo-Pemba está cancelado o voo que seria operado amanhã, o mesmo para Maputo-Nacala e Nacala-Maputo. 

O documento sublinha que: “os passageiros afectados por estes cancelamentos serão transportados logo que o estado do tempo apresentar melhorias e favorecer a realização de voos”. 

Motoristas de transportes semi-colectivos de passageiros estacionaram os seus carros e bloquearam a passagem de outras viaturas, que faziam o sentido Katembe-Maputo. Os manifestantes dizem reivindicar a circulação de “chapas piratas”. 

O distrito de Katembe acordou diferente nesta segunda-feira, os transportadores paralisaram as suas actividades e impediram a passagem de outras viaturas. A reivindicação deve-se à afluência de transportadores de outras rotas.

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