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O País – A verdade como notícia

Cerca de 100 pessoas foram burladas com promessas de admissão para o Instituto de Formação de professores de Chongoene e para as Forças Armadas de Defesa de Moçambique. As burlas incluem promessas relacionadas aos empregos no aparelho do Estado e soltura de detidos nas esquadras de Gaza. As vítimas pagaram entre 5 e 50 mil meticais. Em conexão com o caso, está detido um ex-funcionário do SERNAP.

O indiciado de 45 anos de idade escondia-se por detrás de vários perfis profissionais, e conforme as preocupações das suas vítimas, colocava as cartas na mesa mediante o pagamento de elevadas somas em dinheiro.

No esquema de burlas supostamente realizadas pelo ex-funcionário do serviço nacional penitenciário, caíram mais 100  pessoas, na sua maioria jovens recém formados residentes em Xai-Xai. 

Entre as vítimas, há duas jovens de 20 e 21 anos de idade, que viram o sonho de admitir ao Instituto de Formação de Professores de Chongoene transformar-se num pesadelo.

Outra vítima diz ter sido contactada pelo burlador que apresentava facilidade para ingressar às fileiras das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

Por sua vez, o indiciado alega ser um “biscateiro” e refuta autoria das burlas  que ocorreram entre Fevereiro e Abril corrente.

A Polícia da República de Moçambique, entretanto, diz que evidências apontam para o seu envolvimento nas burlas, e que segue investigações para se apurar de que forma o indiciado teve acesso a informação sigilosa das suas vítimas.

Na posse do indiciado, foi encontrado um telemóvel cujo banco de informação  aponta para mais de 100 transferência de valores estimados em quase 500 mil meticais. 

 

O Comando-Geral da Polícia mandou deter imediatamente e instruir processos disciplinares e criminais contra todos os agentes de intervenção rápida que consomem bebidas alcoólicas em serviço e dispararam de forma indiscriminada, ferindo colegas. O novo Chefe de Estado Maior das Forças Armadas diz que também estará atento a essas situações.

O comportamento tem sido registado nas posições Teatro Operacional Norte e nas Subunidades de Intervenção Rápida e o Ministério do Interior classifica, nesta instrução, de casos gritantes de consumo de bebidas alcoólicas.

De acordo com Ministério do Interior: “estas situações, levam membros ao ponto de recorrerem ao uso de armas de fogo e realizar disparos descontrolados, pondo em risco a ordem, segurança e o bom cumprimento da missão”.

De acordo com o documento, por se tratar de infracções criminais e disciplinares, o pelouro instruiu o Estado Maior da Unidade de Intervenção a tomar as seguintes medidas: Detenção imediata de membros que, deliberadamente, disparam nas posições ou aleijam colegas; Abertura de processo criminal e disciplinar; Retirada do fardamento e equipamento militar.

Segundo o documento, em crises extremas que ultrapassam competências provinciais, os agentes devem ser enviados a Maputo para que sejam submetidos ao tratamento no Hospital Psiquiátrico de Infulene.

Confrontado com o assunto, o novo Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, Júlio Jane, disse que também estará atento à situação nas forças armadas.

 

O presidente da República conferiu, hoje,  posse a Júlio Jane, como Estado Maior-General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). Daniel Chapo exigiu ordem e disciplina dentro das FADM, e desafiou o empossado a adoptar uma postura de antevisão.

Durante o seu discurso de empossamento, o Comandante em Chefe das Forças de Defesa de Moçambique enalteceu o trabalho feito por Júlio Jane, durante o seu percurso militar. Chapo lembrou ao empossado que o país enfrenta desafios ligados ao terrorismo, a subversão, os crimes transnacionais e as manifestações violentas.

 Por esta razão, exigiu uma postura de antecipação, para que não sejam surpreendidos. O Chefe de Estado exigiu ainda que as Forças Armadas de Defesa de Moçambique sejam a força da disciplina e referência de lealdade.

A Júlio Jane, Daniel Chapo desafiou a acabar com as desigualdades no exército, lembrando que há casos de combatentes que não se apresentam no teatro operacional, pois possuem “costas quentes”. Além disso, o Presidente apelou que sejam imprimidas reformas estruturantes no exército, para que possam fazer frente aos novos desafios . 

Os clientes da ZAP passam, oficialmente, a partir desta sexta-feira, a desfrutarem de um canal 100% desportivo, denominado Z Sports. Em HD, o canal vai servir de exposição do desporto nacional e divulgação de talentos.

Com mais de 14 anos no mercado Moçambicano, a Zap decide abrir uma nova página, e nela quer escrever e contar a história do desporto nacional. Com o lançamento do canal Z Sports, dedicado a 100% aos conteúdos desportivos, a Zap quer, para além de expor as modalidades, resgatar as lendas e influenciar a qualidade desportiva.

A ideia é promover o desporto nacional, mas haverá janela criada para conteúdos internacionais em qualidade HD e na língua portuguesa.

Presente na cerimónia de lançamento do canal, nesta sexta-feira, na cidade de Maputo, o governo aplaudiu a concretização. O canal Z sports está enquadrado no pacote mini, e pode ser visto por todos.

Desmantelada, na Beira, uma rede de jovens, que se dedicava, nos últimos seis anos, a falsificar certidões de habilitações literárias das escolas públicas e privadas, assim como recibos e VD de empresas ligadas à ferragem e restauração.

Era na base de equipamento informático, que a rede de jovens, formados em informática, falsificava diverso tipo de documentos, consoante o pedido dos seus clientes. A rede operava no mercado do Maquinino, onde tinha uma reprografia. 

Um dos detidos disse que eram contactados telefonicamente pelos seus clientes e mediante um pagamento emitem o pedido, principalmente justificativos de compra de material de construção ou de consumo de alimentos.

“Então, alguém veio ao meu encontro e disse que quer uma VD, para justificar uma compra que fez no mercado negro. Então, eu vou para lá, imprimo a tal VD e dou a pessoa, e a pessoa vai justificar ao seu patrão o que comprou. Ganho algum [dinheiro] (…) Eu sei que é ilegal, mas como não tenho emprego”, disse um dos indiciados.  

Parte das VD falsificadas eram usadas para levantamento de material de construção. “Os mestres, quando vão pedir as cotações nas instituições, nas ferragens, os mestres procuram por alguém que possa lhes dar a VD. Então, eu entrego VD em branco. Não sei como é que eles preenchem”, continuou 

São VD até com número de séries. A Polícia da República de Moçambique disse que a detenção dos quatro indivíduos e a apreensão do material informático é resultado de denúncias, que vinham sendo efectuadas há bastante tempo por parte de algumas entidades comerciais em Sofala.

“Dando contas de elevadas perdas de receptação de VDs ou também de facturas falsificadas. Portanto, as empresas forneciam o material, mas quando realizada a  contabilidade ao final do mês, verificava-se que o material ora  entregue aos clientes não era compatível com o que efectivamente tinham em sua contabilidade”, explicou Dércio Chacate, porta-voz da PRM.  

As autoridades vão continuar a investigar este assunto para apurar se a rede incluía funcionários dos estabelecimentos de ensino público e privado assim como das empresas de ferragem e restauração certificados foi encontrado na posse dos detidos.

O Governo diz que a falta de combustíveis em vários postos de abastecimento no país é da responsabilidade das distribuidoras e dos bancos, por isso, o Executivo não deve intervir. Contudo, garante haver combustível suficiente nas reservas para abastecer o mercado.   

É facto que a escassez de combustível em alguns postos de abastecimento assiste-se já a  várias semanas. 

Esta sexta-feira, o Governo que já havia prometido explicar as razões deste problema, disse que o mesmo se deve a questões de logística, entre as distribuidoras e os bancos que dificultam a movimentação do produto  dos armazéns para os postos de abastecimento.  

“A aparente falta de combustíveis nos postos de abastecimento em Moçambique não deve ser atribuída a inexistência do produto no país.Na verdade, o combustível encontra-se nos armazéns oceânicos, sendo que as descargas das importações estão a ser feitas de forma regular. Um dos factores cruciais para a liberação do produto é a emissão de garantias bancárias pelas distribuidoras… caso haja liberação dessas garantias, as distribuidoras enfrentam desafios para aceder os produtos”, explicou Inocêncio Impissa. 

Um problema que o Governo diz não ter muito que fazer para solucionar, por se tratar de um negócio privado. 

“O que o Estado garantiu é que as reservas de combustíveis estejam asseguradas no país e não haja ruptura de stock. Os arames tem o produto suficiente para abastecer, quer as zonas urbanas, e outras ”

Sobre a escassez de dólar, moeda usada para aquisição dos combustíveis, Impissa diz que é uma informação ainda por averiguar. 

Em relação à queima e saque de viaturas, na província de Sofala, Inocêncio Impissa, que falava aos jornalistas, disse que foram identificadas seis pessoas, mas que ainda se  encontram em parte incerta. 

Questionado sobre a prorrogação da isenção do IVA, em alguns produtos, para aliviar o custo de vida, o Governo garante que a proposta já foi submetida ao parlamento. 

O Presidente da República diz que os navios de cabotagem marítima, inaugurados hoje, vão promover maior eficiência no transporte de mercadorias, reduzir os custos de questões logísticas e estimular o investimento de sectores estratégicos.

Falando durante cerimónia de lançamento de dois navios de cabotagem, no porto de Maputo, o Chefe do Estado  lembrou que a cabotagem vai trazer diversos avanços para a economia moçambicana.

“Os impactos económicos podem ser analisados sob diferentes perspectivas sendo eles: redução de custos,  aumento de competitividade logística nacional, desenvolvimento da indústria portuária e naval, geração de emprego e crescimento regional, atracção de investimento (…)  redução da dependência do transporte rodoviário, sustentabilidade a economia verde”, enumerou. 

Além disso, Daniel  Chapo falou da segurança e confiabilidade da cabotagem, pois “é o transporte de mercadorias e até de passageiros mais seguro”.  

Segundo o governante, a cabotagem marítima vai também colaborar para a redução do custo dos produtos, e explica: “Se o transporte por via rodoviária é mais caro,  o custo vai para o último consumidor da mercadoria, que é, sem dúvidas, o nosso povo”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de saudação em comemoração aos 47 anos do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), destacando a liderança firme e visionária da direcção do SNJ, que tem guiado a instituição ao longo das últimas décadas. O estadista ressaltou a importância histórica e contínua do sindicato como defensor da liberdade de imprensa e da dignidade da profissão jornalística no país.

Na sua mensagem, o Presidente Chapo destaca o importante papel do SNJ na defesa dos direitos dos jornalistas, na promoção da liberdade de imprensa e na dignificação da profissão. O Chefe de Estado sublinhou, ainda, a importância do Jornalismo como pilar fundamental da democracia, da coesão social e da promoção da cidadania, ressaltando os valores de coragem, compromisso e profissionalismo dos jornalistas, que continuam a sustentar a profissão.

“Sob o lema ‘SNJ, 47 anos celebrando a coragem, compromisso e profissionalismo dos jornalistas’, rendemos justa homenagem à bravura, à dedicação e ao sentido de missão dos nossos profissionais da comunicação social. São estes valores que continuam a sustentar o papel do jornalismo como um dos pilares fundamentais da democracia, da coesão social e da promoção da cidadania.”

O Presidente da República reafirmou o compromisso do Governo em trabalhar em estreita colaboração com o SNJ para promover um ambiente seguro, livre e profissional para o exercício da comunicação social no país.

“Neste percurso histórico, o SNJ tem sido um parceiro estratégico do Estado na defesa dos direitos dos jornalistas, na promoção da liberdade de imprensa e na dignificação da profissão.  Reafirmo, por isso, o compromisso do Governo de Moçambique em continuar a trabalhar em estreita colaboração com o Sindicato Nacional de Jornalistas, num espírito de diálogo, respeito mútuo e construção conjunta de um ambiente mais seguro, livre e profissional para o exercício da comunicação social no nosso país”.

O Chefe de Estado também reconheceu os desafios que a classe jornalística enfrenta e a responsabilidade colectiva de garantir condições para que o jornalismo continue a florescer com integridade, isenção e responsabilidade. Concluindo a sua mensagem, o Presidente Daniel Chapo dirigiu palavras de incentivo aos jornalistas moçambicanos, renovando os seus votos de perseverança, coragem e renovado profissionalismo. 

“Que o SNJ continue a ser farol de unidade, ética e desenvolvimento no seio da classe jornalística. Parabéns pelos 47 anos de conquistas e resiliência!”

Moçambique já possui laboratórios de saúde pública em todas as províncias, com o último sendo inaugurado em Gaza no final deste mês. O ministro da Saúde, Ussene Isse, destacou, durante a reunião anual da Associação Internacional dos Institutos Nacionais de Saúde Pública (IANPHI) em Maputo, o papel do Instituto Nacional de Saúde (INS) de Moçambique, que foi recentemente eleito como centro de excelência para a África pelo África CDC.

O ministro também abordou os desafios globais de saúde, incluindo mudanças climáticas, conflitos armados e o aumento de desigualdades, que agravam surtos e epidemias, especialmente em países de baixa renda. Ele defendeu reformas nas agendas globais de saúde para fortalecer os sistemas nacionais e promover a cooperação multilateral.

A reunião, com o tema “O papel dos institutos nacionais de saúde pública na promoção de sociedades saudáveis e resilientes”, foca na identificação de soluções científicas para melhorar a saúde pública, além de discutir doenças com potencial para futuras pandemias, como a gripe H5N1.

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