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O País – A verdade como notícia

O  ministro do Interior disse que a presença das forças militares da SADC, do Ruanda e da Tanzânia em Cabo Delgado não violam o ordenamento jurídico interno do país. Paulo Chachine falava, hoje, durante a sessão de esclarecimento das perguntas de insistência dos deputados na Assembleia da República.

“Vale a pena lembrar que nas recentes manifestações violentas, estavam em causa a   ordem pública, os direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos em face de assassinatos, impedimento de circulação de pessoas e bens e destruição do património público e privado.  Este cenário que acabo de descrever ditou a adopção de medidas de polícia, visando a reposição da ordem pública e salvaguarda dos direitos fundamentais dos demais cidadãos”, disse.

O governante lamentou os danos físicos e materiais, resultantes das manifestações, mas garantiu que as acções estão a merecer a devida atenção  das instâncias competentes administrativas e judiciais. 

Quanto ao combate aos raptos, o ministro do Interior reiterou a criação de criada uma unidade de inteligência para o combate a crimes transnacionais, com enfoque aos raptos. Além de incremento as Forças de Defesa e Segurança.

“Com estas estratégias e medidas, esperamos melhorar a prevenção, investigação e responsabilização dos raptos e outros crimes de natureza organizada  e transnacionais”, vincou. 

Paulo Cachine disse ainda que a presença das forças militares da SADC, do Ruanda e da Tanzânia em Cabo Delgado não violam o ordenamento jurídico interno do país. 

“O terrorismo é um crime que exige aliência. Então, convém que o seu combate seja feito através da união.

O sector privado defende que a discussão sobre o reajuste salarial deve acontecer em Agosto próximo, porque aumentar salários, neste momento, pode elevar os custos das empresas em quatro por cento. Já a OTM Central Sindical pede que o Governo responsabilize os que vandalizaram bens públicos e privados durante os protestos violentos.

É o primeiro encontro entre o actual Governo, sector privado e os representantes dos trabalhadores. Na reunião desta terça-feira, a CTA propôs que a discussão sobre o reajuste salarial seja feita em Agosto, devido à actual conjuntura económica do país, principalmente porque qualquer  aumento, a esta altura, encareceria mais os custos das empresas. 

Segundo o sector privado, das 908 empresas vandalizadas durante os protestos violentos, 60 por cento ainda não sabem quando poderão retomar as suas actividades.

Estão concluídas as obras de tapamento de buracos na Estrada Nacional Número Um, na zona de Mafureira, no Zimpeto. A Administração Nacional de Estradas garante que a via não mais poderá ficar inundada. 

Em Janeiro deste ano o “O País” mostrou o cenário a que estavam sujeitos os condutores da EN1, troço conhecido como paragem Mafureira no Zimpeto, na Cidade de Maputo.

Quase dois meses depois, o problema foi resolvido. As intervenções são visíveis no terreno, o engenheiro das obras explica que a construção de um sistema de drenagem de águas vai aliviar inundações na estrada. 

Os trabalhos de manutenção da Estrada Nacional Número um começaram na zona do cemitério  de Lhanguene até Zimpeto.  

A Polícia da República de Moçambique (PRM) diz que desconhece as motivações dos homens armados que queimam e assaltam viaturas em Maringue, na  província de Sofala. De acordo com as autoridades, os seis indivíduos continuam fugitivos.  

Um dia depois de um grupo composto por seis  pessoas ter criado um cenário de terror ao longo da Estrada Nacional Número 1, no distrito de Maringue, em Sofala. O Comando geral da polícia diz que os indivíduos continuam em parte incerta e que ainda é desconhecida a sua motivação. 

“Diante desta situação, decorre, de forma fervorosa, todo desdobramento operativo  e diligências conducentes à identificação, neutralização e responsabilização  dos autores materiais deste crime. De referir que, nesta incursão criminosa,  não houve vítimas humanas, quer feridos, quer em óbitos”, avançou Leonel Muchina, porta-voz do Comando-Geral da PRM. 

De acordo com  a PRM ainda prevalece a desinformação sobre a cólera na província de Nampula, situação que cria desordem pública.   

De Janeiro de 2024 a Março de 2025, foram instaurados 514 processos disciplinares contra agentes da Polícia, com destaque para os que culminaram com a expulsão de 73 membros, segundo avançou o ministro do Interior, Paulo Chachine, durante sessão de esclarecimento na Assembleia da República. 

Os deputados questionaram ao Governo como é que este pretende acabar com a actuação violenta da polícia. Respondendo a questão, o ministro do Interior explicou que a Polícia da República de Moçambique (PRM) tem a missão de garantir a ordem, segurança e tranquilidade pública observando os limites da necessidade, responsabilidade, proporcionalidade e adequabilidade.

Caso não haja observância dos princípios  ou da violação de um dever profissional são acionados mecanismos legais e criminais contra o infrator.

Paulo Chachine disse ainda que têm sido acções para a formação contínua dos membros da PRM, para fazer frente aos desafios impostos pelo exercício da profissão. “São promovidas capacitações nos vários domínios de actuação policial, da ética e da deontologia profissional, dos direitos humanos e dos princípios que regem a acção policial”. 

O dirigente explicou que algumas acções de “violência policial, descrita pela bancada da Renamo” encaixam-se no âmbito  de acções de controlo de massas, em situações graves de desordem pública e desacato.  

“A actuação aludida pela bancada parlamentar da Renamo tinha como fim último assegurar o pleno gozo dos direitos fundamentais  estabelecidos na Constituição da República, que estavam a ser limitados por um grupo de pessoas, que desafiava a força pública”, vincou. 

Chachine apelou ainda ao respeito pelas autoridades, pois “são imprescindíveis para a regulação da vida em comunidade”. 

Quanto às estratégias para combate ao terrorismo e aos crimes de rapto, o ministro Interior esclareceu que este tipo de crime “se apresenta com uma complexidade, que exige actualização dos recursos humanos  e provisão dos equipamentos tecnológicos de ponta”. Neste contexto, explica, alguns agentes do SERNIC têm sido submetidos a  formações em materias de prevenção e combate de raptos, branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo, corrupção e combate ao narco-tráfico.    

Paulo Cachine afirmou ainda que o Governo programou, no seu plano quinquenal, a criação até próximo ano de uma unidade de prevenção e combate aos raptos  e outros crimes organizados e transnacionais.

O Tribunal Administrativo decidiu anular todos os actos referentes à intervenção que o Banco de Moçambique fez no banco Moza. É na verdade, a manutenção de uma decisão que tinha sido tomada em 2023 pelo Tribunal da cidade de Maputo. 

Em 2016, o Banco de Moçambique intervencionou o Moza Banco para o recapitalizar. O Facto é que o Banco precisava de qualquer coisa como 3 mil milhões de meticais para inverter a situação de insustentabilidade e insolvabilidade. O proprietário, a Moçambique Capital, não tinha essa verba, por isso a intervenção ocorreu. 

Essencialmente, a intervenção consistiu na venda do Moza Banco. Entre as propostas para a compra, a Associação dos Pensionistas  do Banco de Moçambique – a Kuhanha, mostrou-se mais convincente. Entrou na estrutura accionista em Maio de 2017. Foi um pouco controversa a decisão, mas foi cumprida.

Dos 51% que eram detidos pela Moçambique Capitais, a Kuhanha passou a deter 84% e fez altos investimentos no banco para garantir a sua sustentabilidade e melhor reposicionamento no mercado. 

Aliás, quando o Banco de Moçambique começou a intervenção, eram necessários cerca de 3 mil milhões, mas com o alarido criado sobre a insolvabilidade, os indicadores de solvabilidade da empresa deterioraram-se e passaram a ser necessários mais de 12 mil milhões de meticais.

Sucede que a Moçambique Capitais não se tinha conformado com isso e interpôs recurso ao Tribunal Administrativo da cidade de Maputo. A alegação principal foi a de que o Governador do Banco Central não tinha feito publicação das suas decisões no Boletim da República e que, por isso, o processo todo devia ser anulado. O Tribunal concordou e, em 2023, decidiu anular a decisão. 

Porém, o Banco de Moçambique também não concordou com a decisão do Tribunal e interpôs um recurso ao Tribunal Administrativo, que devia fazer uma análise em plenário. E é isso que aconteceu, os juízes do Tribunal Administrativo analisaram. 

Analisados os argumentos tanto do Banco de Moçambique, assim como do Moza Banco, o Tribunal Administrativo não mudou nada do que tinha sido decidido a nível da cidade.

“A Primeira Secção deste Tribunal decidiu negar provimento ao recurso, apresentado pelo apelante tendo por base as razões e motivos sobejamente demonstrados nos autos, quando afirma que dos presentes autos resulta diáfano que os actos materialmente administrativos praticados pelo agravado, Banco de Moçambique, estão inquinados de vício de violação da lei, nomeadamente, a falta de forma escrita, pois não revestem a forma de aviso, nem tão pouco são publicitados no Boletim da República, o que a lei fulmina com nulidade”.

A questão é que o Banco de Moçambique, na sua apelação, disse que não era necessário que todos os seus avisos, os concretos, como foi o caso, não precisavam de ser publicados no Boletim da República. Citou, inclusive, instrumentos legais. Mas não convenceu o tribunal. 

É que, o Tribunal Administrativo encontrou uma incongruência entre essa posição e o que efectivamente foi feito pelo Governador do Banco de Moçambique. 

“Portanto, equivoca-se e contradiz-se o apelante, no seu posicionamento, quando defende que para legitimar a intervenção no Moza Banco S.A. não era necessário publicar o Aviso do Governador do Banco de Moçambique no Boletim da República, contudo procedeu com a publicação do competente Aviso, já decorridos 44 (quarenta e quatro) dias após sua intervenção, isto é, 30 de Setembro de 2016”.

Fora dessa incongruência, o Tribunal insiste que o Governador devia, sim, ter avisado para que o processo não fosse anulado. “O BM jamais deveria ter feito a intervenção no Moza Banco, S.A, sem que antes tivesse publicado o Aviso no Boletim da República, pois que doutro modo seria contraditório à disposição acima indicada, facto que as decisões por si tomadas desde 30 de Setembro de 2016 a 14 de Novembro de 2016, não têm nenhum valor jurídico, sendo deste modo nulos e de nenhum efeito. Ora, a alínea g) do n.o 1 do artigo 144 da CRM, exige que os Avisos do Governador do Banco de Moçambique sejam publicados no Boletim da República sob pena de ineficácia jurídica”

Sendo a plenária a última instância para os actos administrativos, isto quer dizer que se deve anular a intervenção do Banco de Moçambique ao Moza Banco. Desde os investimentos feitos pela Kuhanha em dinheiro e competência técnica, até a mudança da estrutura gestora do Moza. 

Essencialmente, a intervenção consistiu na venda do Moza Banco. Entre as propostas para a compra, a Associação dos Pensionistas  do Banco de Moçambique – a Kuhanha, mostrou-se mais convincente. Entrou na estrutura accionista em Maio de 2027. Foi um pouco controversa a decisão, mas foi cumprida.

Porém, o Banco de Moçambique também não concordou com a decisão do Tribunal e interpôs um recurso ao Tribunal Administrativo, que devia fazer uma análise em plenário. E é isso que aconteceu, os juízes do Tribunal Administrativo analisaram. 

A questão é que o Banco de Moçambique, na sua apelação, disse que não era necessário que todos os seus avisos, os concretos, como foi o caso, não precisavam de ser publicados no Boletim da República. Citou, inclusive, instrumentos legais. Mas não convenceu o tribunal. 

Sendo a plenária a última instância para os actos administrativos, isto quer dizer que se deve anular a intervenção do Banco de Moçambique ao Moza Banco. Desde os investimentos feitos pela Kuhanha em dinheiro e competência técnica, até a mudança da estrutura gestora do Moza. 

Há muito lixo no mercado grossista Waresta em Nampula. Os vendedores estão agastados com a situação. Há duas semanas o presidente do Município tinha prometido remover todo o lixo em poucos dias, o que não está a acontecer.

Na parte frontal do mercado grossista Waresta na cidade de Nampula o lixo acumula-se a cada instante; a água da chuva aumenta a imundice e os vendedores manifestam o seu desagrado.

Recentemente foi mobilizada para o terreno a máquina retroescavadora e o camião de recolha de lixo que o Município adquiriu para o processo de remoção de lixo em locais onde o depósito é feito fora dos contentores. Na sua intervenção, o edil assegurou que a situação vai melhorar.

Há escassez de água em três postos administrativos do distrito de Limpopo. O problema existe há anos e afecta mais de 50 mil pessoas. As autoridades locais reconhecem o problema e prometem soluções ainda este ano.

Os residentes dos bairros 2, incluindo 3 e 4 dizem que o problema é antigo, mas agravou-se há 7 anos. Referem que os 6 furos de água que abasteciam as áreas mais críticas da comunidade avariaram. E de lá até aqui o cenário que se vive é de crise.

“Há seis furos estragados há vários anos. Estão sempre prometem reabilitar, mas nada acontece, aqui não jorra água. Sofremos demais por causa da crise de água aqui em Muawasse”, disse Angélica Salatiel, uma residente.

Escasseiam as saídas, a solução é mesmo descer até um poço, de onde homens e mulheres conseguem água para quase tudo, enquanto a solução não chega.

“Passam-se sete anos e tiramos água lá na baixa. Sucede que mensalmente cobram 50 meticais. Contribuímos o valor mas não há nada”, lamentou Margarida Samuel, uma outra residente.

A Primeira-Dama do país, Gueta Chapo, manifestou, hoje, a sua disponibilidade em apoiar todas as mulheres reclusas a nível nacional, nas iniciativas de geração de renda do Sernap, como forma de proporcionar as reclusas uma melhor reintegração social.

Gueta Chapo visitou, esta terça-feira, o estabelecimento penitenciário de Ndlavela. Durante o seu discurso, a esposa do Presidente da República enalteceu a resiliência das mulheres reclusas. 

“Durante a visita que efectuamos a este local, testemunhamos a iniciativa de mulheres com histórias marcantes, que, em meio às adversidades, permanecem firmes e determinadas, em um acto  de superação, e engajadas nas actividades produtivas, que contribuirão para a sua reabilitação   e reinserção social”, disse. 

Neste contexto, Guetta Chapo manifestou disponibilidade para iniciativas de geração de renda para mulheres reclusas. “Manifesto a minha disponibilidade em apoiar todas as mulheres reclusas, a nível  nacional, nas iniciativas de geração de renda do Sernap, para que vos proporcione uma melhor  reabilitação e reinserção social”. 

A Primeira-Dama da República prometeu também a construção de um salão de beleza, e deixou uma mensagem de esperança a todos os reclusos.      

“Queridas irmãs sei que a vida impõe desafios, que nos leva a sentir-mo-nos devastadas.  Contudo, gostaria de encorajar-vos  a nunca perderem a esperança”, apelou.

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