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O País – A verdade como notícia

O Presidente da República,  Daniel Chapo, dirigiu uma mensagem de reconhecimento aos enfermeiros por ocasião do Dia Internacional do  Enfermeiro, celebrado hoje. Chapo destacou o  papel central dos profissionais de enfermagem no Sistema  Nacional de Saúde e no desenvolvimento sustentável do país. 

Sob o lema internacional deste ano – “Nossos Enfermeiros, Nosso  Futuro. Cuidar do Enfermeiro Fortalece Economias” – o Chefe do Estado destaca a importância estratégica da valorização da  enfermagem para a prosperidade de Moçambique. 

“Esta efeméride constitui uma ocasião de elevada importância  para expressarmos, em nome do povo moçambicano e do  Governo da República, a nossa mais sincera homenagem a todos  os profissionais de enfermagem que, com dedicação, resiliência  e espírito de serviço, desempenham um papel indispensável na  protecção e promoção da saúde pública”, lê-se no comunicado da Presidência da República.

 A mensagem presidencial sublinha o impacto diário e silencioso  dos enfermeiros nas comunidades moçambicanas, desde os  postos de saúde das zonas rurais até aos blocos operatórios dos  grandes hospitais urbanos. 

“A sua entrega não conhece limites: cuidam com competência,  acolhem com empatia e confortam com humanidade”, refere a  mensagem do Chefe do Estado. 

Chapo garante ainda que o Governo vai continuar a investir no fortalecimento da classe,  com enfoque em melhores condições de trabalho, formação  contínua, reconhecimento da carreira e bem-estar profissional. 

“É nossa convicção que cuidar de quem cuida é investir no  capital humano e garantir o alicerce para uma nação mais  saudável, produtiva e próspera”, declarou.

Um número indeterminado de camponeses do distrito de Balama, na província de Cabo Delgado, está detido desde o dia 2 de maio, alegadamente pela Polícia da República de Moçambique (PRM), na sequência de uma operação de reabertura da estrada que dá acesso à mina de grafite, encerrada há quase oito meses devido a um conflito fundiário entre as comunidades locais e a empresa exploradora do minério.

De acordo com relatos de moradores, desde a chegada da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) à região, várias pessoas têm sido presas diariamente, enquanto outras continuam desaparecidas. As comunidades afirmam que os detidos estão a ser alvo de tortura e maus-tratos por parte das autoridades.

“As torturas começaram no dia em que a UIR chegou. Dispararam vários tiros e obrigaram alguns detidos a rebolar sobre o asfalto quente da estrada. Muitos estão feridos, com o corpo inchado e cheio de hematomas”, denunciou um camponês que, por receio de represálias, se encontra em local incerto.

Além das detenções e desaparecimentos, os residentes de Balama expressam indignação com o silêncio das autoridades governamentais e policiais, assim como da empresa Twigg Mining and Resources, responsável pela exploração da mina.

“Não entendemos por que o governo decidiu usar a força quando o conflito já estava prestes a ser resolvido. Na última reunião, a empresa aceitou as nossas exigências e só faltava o pagamento das compensações. Estamos aqui desde setembro de 2024. Nunca invadimos a fábrica, apenas bloqueamos a estrada de acesso até que fôssemos indemnizados”, lamentou outro camponês, também foragido por alegadamente constar numa lista de procurados pela UIR.

A operação policial envolveu três autocarros, dois camiões e várias viaturas blindadas, mobilizadas para desmantelar as barricadas instaladas na via de acesso à mina. A presença permanente da polícia nas instalações da empresa visa impedir novas manifestações e garantir a retoma das atividades.

Até ao momento, tanto o governo provincial, que atua como mediador do conflito, quanto a PRM e a Twigg Mining and Resources, mantêm-se em silêncio sobre os acontecimentos.

Cabo Delgado será a primeira província do país com uma delegação da Provedoria de Justiça que, em princípio, deverá começar a funcionar a partir de Junho próximo.

“Neste momento, estamos a reabilitar o edifício e em princípio até Junho próximo vamos abrir as portas”, confirmou Sérgio Nelson, director nacional da Provedoria de Justiça durante uma recente visita de trabalho a Cabo Delgado.

Com a entrada em funcionamento da Provedoria de Justiça na província, o órgão espera reduzir injustiças na administração pública e aproximar a justiça aos cidadãos.

“Temos recebido queixas e reclamações de Cabo Delgado e até alguns cidados são obrigados a viajar a Maputo para tratar pessoalmente dos seus problemas, mas com representação da Provedoria de Justiça, esperamos resolver muitos problemas que afectam a população local que, além de várias outras dificuldades,  sofrem por causa do terrorismo”, disse Sérgio Nelson sem avançar os custos da obra.

A implantação da Provedoria de Justiça em Cabo Delgado será feita com o apoio do Instituto para Democracia Multipartidária(IMD), uma das instituições que apoiam a província no acesso à justiça aos cidadãos.

“Nós temos vindo ajudar a população da província no acesso à justiça, trabalhando com diversos actores do Governo e da sociedade civil, e para melhorar os serviços, acabamos mobilizando fundos a partir do Reino dos Países Baixos para abertura da delegação da Provedoria de Justiça”, explicou Osman Cosing, director de Programas no IMD.

Há cerca de oito meses que as obras de pavimentação da rua Revué no bairro Zimpeto, na Cidade de Maputo, estão atrasadas. Os utentes acusam a edilidade de abandonar a via. A situação piora sempre quando chove.      

O arranque das obras da rua Revué no bairro de Zimpeto, no Município de Maputo, estava previsto para Agosto do ano passado.  

Os munícipes, sujeitos às precárias condições da via, ficaram animados com a colocação desta placa de indicação da empreitada, mas em vão, porque não foi desta vez que o projecto saiu do papel.  

O troço de um quilômetro e meio está nestas condições. Os montões de areia na estrada já não chamam atenção, o que chama atenção são os carros parados no meio da estrada. 

Por isso os automobilistas precisam aperfeiçoar a condução e a velocidade a cada passagem por aqui.

O País contactou o Conselho Municipal de Maputo para falar sobre o assunto e prometeu pronunciar-se oportunamente.

Há famílias que continuam a viver em casas alagadas, no bairro de Matlemele, no município da Matola, há mais de um ano. A escola primária de Mathemele abandonada, por conta deste problema, está a dar origem ao surgimento de cobras e ratos que, segundo os moradores, são causados por um pantano.

O recinto da Escola Primária de Matlemele, no município da Matola, está todo alagado. 

O lugar que deveria estar preenchido por alunos foi tomado pelas águas e pelo capim alto e não há mais condições para estudar. 

Na companhia do seu encarregado de educação, Aston Alexandre observava e recordava-se do tempo em que tudo estava bem.   

“Aqui nesta escola nós estudávamos sentados nas carteiras, sinto muitas saudades, eu estudava numa das salas bem aqui. Em 2022 a água começou por cima e desceu até aqui na escola”, explicou. 

Horácio Arone disse que a escola está, nestas condições, desde o ano passado. De lá para cá, o local foi abandonado. 

Devido ao problema, teve de transferir alguns dos seus educandos.  

“As minhas filhas estudavam aqui, mas quando notei que o cenário estava cada vez mais complicado tive que fazer transferência para Matola e agora vivem com os avós”, referiu. 

Por que o local não está em condições, mais de quatro mil alunos passaram a estudar  nestas salas improvisadas, no aterro de Matlemele, em 2024.

Por aqui, as salas são feitas de chapas de zinco, o chão não está pavimentado e não há vedação, facto que compromete o processo de ensino e aprendizagem. 

“Claro que afecta as aulas, se chove há pausa nas aulas e os objectivos nao sao alcançados no referido dia”, explicou um dos professores. 

A solução para os alunos da EPC de Matlemele está nesta infra-estrutura, cujas obras estão em curso. 

Enquanto isso, os moradores das proximidades continuam na incerteza, no meio da água. 

Algumas das casas foram abandonadas pelos proprietários, que agora vivem da boa-vontade da vizinhança ou em casas arrendadas. 

“Estamos a sofrer por conta da água. Aqui onde estamos, nós pedimos para viver, mas é um lugar com água. Lá dentro está molhado, está cheirar, tem mosquitos, estamos a sofrer. Não temos casas-de-banho, tal como vês, estamos a sofrer.”, explicou Marta Simone. 

Outra preocupação é que as águas estagnadas estão a dar lugar ao surgimento de pantano e com ele, as cobras. 

Sem gravar entrevista, o secretário do bairro de Matlemele avançou que até o mês de Março do ano passado, mais de 600 famílias viviam no meio da água. 

Japão e Portugal querem reforçar relações de cooperação com Moçambique a vários níveis. Os dois países estão empenhados em melhorar o plano de acção nos vários sectores em que actuam. Portugal considera que a economia e as empresas são o motor que Moçambique precisa para a sua prosperidade.

As relações de cooperação entre Moçambique e Portugal duram há décadas e abarcam diversos sectores estruturantes para o desenvolvimento dos dois países. Portugal, considera que a economia e as empresas são o motor que Moçambique precisa para a sua prosperidade, sem descurar a solidariedade, respeito, os laços culturais que sobretudo se conectam pelo uso comum da língua portuguesa. Este posicionamento foi colocado à margem da visita que uma delegação de Portugal, chefiada pelo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Nuno Sampaio, efectuou ao Pavilhão de Moçambique na EXPO 2025 OSAKA.

“A economia e as empresas podem contribuir para a prosperidade de Moçambique e o desenvolvimento dos dois países sempre em solidariedade… esta nossa parceria longa vai continuar em benefício dos dois povos”,

A visita da Delegação de Portugal ao Pavilhão de Moçambique serve para estreitar as relações históricas e de cooperação nos vários domínios e os resultados tem se mostrado eficazes ao longo do tempo, assim explicou o Comissário Geral de Moçambique na Expo-2025, Riduan Adamo. 

“Sabemos que entre Moçambique e Portugal são multifacetadas… a expectativa é que a visita contribua para a boa imagem de Moçambique”.

O Pavilhão de Moçambique recebeu também o Governador da Cidade japonesa de Tottori, que durante a visita falou da necessidade Moçambique e Japão continuarem a estreitar os laços de cooperação a vários níveis para o desenvolvimento dos dois países e salientou que o Japão tem vindo a fornecer assistência a Moçambique em áreas como educação, saúde, recursos humanos, infraestrutura, agricultura entre outras. Mas, apesar dos laços existentes entre os dois países, o Governante japonês refere que há mais por se descobrir sobre Moçambique.
“Viemos ao Pavilhão de Moçambique para melhor percebermos o que este País tem a oferecer ao Japão e ao mundo que se encaixa no âmbito do desenvolvimento sustentável. Depois de apreciar a vossa exposição, achei interessante que os jovens moçambicanos estejam engajados em iniciativas ligadas à inteligência artificial e robótica, isso é importante para o futuro do País”. 

Na Expo, que decorre em Osaka, no Japão, Moçambique expõe nove drones artesanais fabricados no país e explora oportunidades de negócios.

Já começaram a ser repostos os cabos eléctricos vandalizados ao longo da Estrada Nacional Número Seis (EN6)   na Beira, que condicionavam a iluminação pública e, por conseguinte, a segurança rodoviária. A REVIMO, concessionária da rodovia, está a recorrer  a cabos de alumínio em vez de cobres, pois acredita que são menos atractivos para os ladrões.

Um pequeno grupo de moradores dos bairros da Munhava e Vaz, vandalizou, no final do ano passado, os cabos eléctricos de cobres  e outros equipamentos, que garantiam a iluminação pública ao longo da EN6, num troço de quatro quilómetros, numa área bastante movimentada.

Os roubos destes bens, que eram vendidos pelos autores do crime na sucataria ou em fabriquetas de panelas cuja matéria prima é bronze, condicionou a iluminação pública na rodovia, causando vários acidentes de viação, no período nocturno, que culminaram com cinco vítimas mortais.

A REVIMO, concessionária da Estrada Nacional Número seis,  iniciou há dias a reposição  do material vandalizado. A Reposição vai custar a REVIMO cerca de seis milhões de meticais. Metade do valor vai servir para aquisição de cabos para assegurar a reposição da iluminação pública e a outra metade para outros equipamentos e mão de obra.

Esta é a segunda vez em seis anos que ocorrem vandalizações desta natureza ao longo da EN6, na cidade da Beira,  entre o centro da urbe e o bairro de cerâmica, num troço de cerca de 20 quilómetros.

Refira-se que em Fevereiro deste ano, a Polícia deteve um dos supostos autores da vandalização. Na sua posse foram encontrados e apreendidos mais de dois mil metros de cabos elétricos de cobre. O processo está em curso para a responsabilização dos autores, bem como dos seus comparsas.

A bicicleta é um dos meios mais usados para o transporte de passageiros e de cargas, na cidade de Quelimane, em Zambézia. O meio de transporte movimenta a economia local. Estima-se que mais de 5 mil bicicletas circulam por dia na urbe. 

A bicicleta em Quelimane tem um historial longo e contínuo. É o principal meio de transporte e também bastante acessível. Aliás, é um meio popular e até assegura a economia da cidade.  De simples bicicleta, evoluiu popularmente para táxi, num sistema de transporte público urbano, o que distingue Quelimane de outras cidades do país. 

Em Quelimane, a bicicleta não funciona apenas como táxi de passageiro, mas de transporte de cargas. E porque este meio desempenha um papel importante na economia local, conversamos com Manuel Bernardo de 48 anos de idade e pai de família, que com a bicicleta carrega madeira para ter dinheiro e sustentar sua família. 

A popularidade da bicicleta deve-se, em parte, ao facto de ser um meio de transporte acessível e económico para os moradores da cidade. 

Falando em economia familiar, há vezes em que a bicicleta precisa de manutenção para que continue a circular na cidade. Foi daí que se abriu mais uma oportunidade de renda de homens e pais de família. Em muitas esquinas das ruas e avenidas é possível encontrar pequenas oficinas de reparação desse meio. 

A maior parte das oficinas encontra-se no mercado central de Quelimane, onde homens ganham a vida para as suas famílias, através deste trabalho. 

Além de principal meio de transporte, a bicicleta é um dos principais meios de atração de turismo na cidade. Um dos grandes problemas que Quelimane vem deparando, tem que ver com a mobilidade urbana. 

O município conseguiu implementar a promessa de melhorar a mobilidade urbana com a construção das ciclovias e colocação de semáforos. Foram aplicados 43 mil euros, cerca de três milhões de meticais para ciclovias.

O Tribunal Administrativo reduziu para 16 por cento o número de processos pendentes no em 2024, comparativamente ao ano anterior. A informação consta do Relatório de Progresso e Financeiro, documento apreciado no Conselho Consultivo do órgão. 

A redução da pendência processual acontece num contexto em que o Tribunal Administrativo está a introduzir reformas institucionais, que incluem o aprimoramento do sistema de controlo interno, melhorias das condições de trabalho e  uso das plataformas electrónicas na gestão documental e processual.  

É dentro dessa abordagem que, por exemplo, no movimento global dos processos pendentes os números apontam para uma redução de 16 por cento em 2024, comparativamente ao ano anterior. 

A redução, de acordo com o documento a que a STV teve acesso, verificou-se também ao nível da Segunda Secção, ou seja, Secção do Contencioso Fiscal e Aduaneiro, em que atingiu 89 por cento. 

Já no que diz respeito à Fiscalização Prévia, o Tribunal Administrativo decidiu sobre 39.692 processos relacionados com o pessoal, de um total de 42.082. Em relação à fiscalização prévia, dos 54.145 submetidos o foram decididos 50.630, números que não incluem os processos tramitados pelos tribunais provinciais e da Cidade de Maputo.

Apesar dos números encorajadores, o Tribunal Administrativo deparou-se com enormes constrangimentos devido às manifestações nos últimos meses de 2024. Esse facto condicionou o alcance das metas na totalidade.

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