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O País – A verdade como notícia

Uma mulher foi assassinada, na Beira, província de Sofala, depois de ter sido abusada. O (s) autor (es) do crime esfaquearam os seus órgãos genitais e atiraram o corpo numa machamba.

De acordo com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), a vítima respondia pelo nome de  Maria Precede Manuel, tinha 20 anos de idade e cursava Enfermaria Geral, no distrito de Nhamatanda, em Sofala.

No dia 3 deste mês, a vítima e o seu namorado, com quem estava em desavenças, seguiram para a cidade da Beira a fim de tratar assuntos de interesse pessoal, e  Maria Precede Manuel nunca mais foi vista. 

Esta segunda-feira, o corpo foi encontrado numa machamba, próximo a linha férrea e com sinais de abuso sexual. A vítima tinha também uma faca espectada nas suas partes íntimas.  

Os moradores das proximidades do local onde foi encontrado o corpo lamentam e condenam a situação 

Com este crime sobe para seis o número de mulheres assassinadas este ano, na cidade da Beira.

Um grupo composto por seis pessoas armadas incendiou sete viaturas, na manhã desta terça-feira, no distrito de Maringue, província de Sofala, a cerca de 300 quilómetros da cidade da Beira. Não houve vítimas humanas. 

A incursão aconteceu na região de Ndoro, localidade de Nhamapadza, Estrada Nacional Número Um (EN1).  No grupo, um dos elementos trazia uma arma de fogo do tipo AK-47 e os restantes estavam munidos de catanas, segundo a Polícia da República de Moçambique em Sofala.

A quadrilha ainda não foi localizada. Ao “O País”, fonte da Polícia disse que os malfeitores mandaram parar dois camiões e ordenaram aos motoristas que abandonassem os carros, sem os molestar. De seguida, atearam fogo às viaturas.

Um dos camiões incendiados transportava cinco viaturas ligeiras que, também,  arderam, e o outro transportava tubos,  segundo explicou a fonte.

O mesmo grupo, em um outro local, no mesmo distrito, mandou parou um transporte semi-colectivo de passageiros 

Uma força da Polícia foi mobilizada para o local da ocorrência, na sequência de uma denúncia das vítimas. A circulação rodoviária, que esteve momentaneamente paralisada, já flui com normalidade.

A Polícia ainda não tem dados em relação aos autores dos dois crimes.

Em Manica, 11 pessoas morreram nos primeiros três meses do ano vítimas de ataques de crocodilos e cobras. O sector de ambiente na província equaciona recolher ovos de crocodilos nas margens dos rios como forma de evitar danos maiores.

Dércio Gaspar, de 11 anos de idade, está internado no Hospital Provincial de Chimoio, devido a um ataque de crocodilo, no rio Tembwe, na região de Gobogobo, distrito de Vanduzi. 

As irmãs do menor, de 15 e 17 anos, respectivamente,  tentaram o socorrer, mas também foram atacadas. As duas últimas vítimas já tiveram alta hospitalar, mas Dercio continua acamado, pois  perdeu parte dos seus órgãos, segundo explicou o pai.

O ataque por crocodilos já começa a tirar o sono do sector da terra e ambiente em Manica. Machaze, Mossruze, Macossa, Barue, Tambara e Gondola são distritos onde mais casos de conflito homem-fauna bravia ocorrem.

Está condicionada a mobilidade de pessoas e bens em alguns bairros da cidade de Tete, devido a degradação e desabamento de pontecas. Os utentes das vias afectadas pedem a pronta intervenção das autoridades municipais.

Ao todo são três bairros com mobilidade condicionada, nomeadamente Francisco Manyanga, Mateus Sansão, Muthemba e Matundo. A circulação de viaturas e motorizadas nas referidas pontecas, cuja a estrutura apresenta- se com armaduras expostas e tabuleiros corroídos, está a decorrer com restrições e obriga os automobilistas a usar meios alternativos.

Um dos pontos, tido como mais crítico é a estrada que dá acesso ao maior mercado informal, o Kwachena.  A infra-estrutura chegou a desabar em finais de Janeiro deste ano. 

O edil de Tete, Cesar de Carvalho, explica que o problema de degradação das pontecas está associado com a queda das chuvas e promete reabilitar todas infra-estruturas danificadas até meados deste ano.

De Carvalho falava nesta segunda-feira, depois da cerimónia alusiva ao Dia da Mulher Moçambicana. Participaram das festividades membros do Governo provincial, da OMM, sociedade civil, religiosos entre outros

No Grupo Soico, o Dia da Mulher Moçambicana também não passou despercebido. Vestidas a rigor, as mulheres da estação televisiva Stv e do jornal O País celebraram o seu dia num ambiente de festa e com mensagens para enaltecer o grupo. 

Num dia em que o país celebra o 7 de Abril, as jornalistas, apresentadoras de televisão e produtores de conteúdos uniram-se para cantar a mulher nas suas mais variadas possibilidades. 

No Distrito Municipal da Katembe, na Cidade de Maputo, as profissionais da comunicação celebraram o Dia 7 de Abril num ambiente de festa, com música, dança e, claro, um brinde à felicidade das mulheres. 

Vestidas com a capulana que as caracteriza, as profissionais da SOICO esmeraram-se, e deram mais vida ao 7 de Abril. 

Igual a elas mesmas, mais do que fazer fotos, conversar, mostrar o seu gingar e desfrutar o momento, recordaram a sua essência, como verdadeiras construtoras das famílias e da sociedade moçambicana. E porque as lutas são diárias, não deixaram de lado os seus desejos, de um país melhor. Um objectivo que só pode ser alcançado com a união delas.

Num dia cheio de surpresas, as flores receberam também flores e o momento ímpar serviu, também, para algumas se revelarem, de jornalistas a declamadoras.

Entre Outubro do ano passado e  Março deste ano, a aquisição de produtos de diferente natureza pelos vendedores dos mercados da cidade da Beira, era feita de forma deficiente,  devido às manifestações no sul do país. As manifestações condicionaram a circulação de viaturas e,  consequentemente, de cargas e produtos.

Com este cenário, os produtos chegavam cada vez mais tarde aos seus destinos, condicionando, desta forma, os consumidores. A solução encontrada pelos vendedores, na Beira,  foi recorrer ao mercado do vizinho Zimbabwe, quando a situação estava calma, uma vez  que naquele país eram  registadas manifestações lideradas pelos veteranos de luta armada, num movimento que visa  pressionar o actual presidente a não estender o seu mandato. Este facto condicionou a movimentação de pessoas e bens e instalou-se uma nova crise no mercado dos produtos importados. 

“O nosso produto é adquirido no Zimbabwe. Então, praticamente, essa semana também lá  estão a  fazer manifestação. Assim, o produto tende a subir. Uma caixa de tomate, contendo 30 quilos, oriundo do Zimbabwe, era vendida, antes das manifestações naquele país, a 1200 meticais”, disse uma das vendedeiras.

Adiante, a fonte acrescentou que, “durante essa semana,  com as manifestações  no Zimbabwe, os preços  dispararam.”

A cebola é outro produto que, igualmente, subiu de preço nos mercados da cidade da Beira. Antes das agitações que caracterizaram o país, nos últimos cinco meses, este produto era vendido 100 Meticais mais barato.

“A cebola custava 350 Meticais o saco, no Maputo.  Agora está entre 420 a 450 Meticais.Neste momento, o país está relativamente mais calmo. O produto não é difícil de adquirir mas os preços estão mais altos.”

Os elevados preços estão a sufocar os bolsos dos consumidores. “Não está nada fácil. Os preços não estão a favorecer.Está tudo difícil, uma vez que aumentaram os preços de tudo.”

Mais de 200 vendedores estão agastados com a falta de água potável e sanitários no mercado Joaquim Chissano, em Xai-Xai. Há também focos de imundície devido à fraca recolha de resíduos sólidos. 

O Mercado Joaquim Chissano, na zona alta de Xai-Xai funciona em condições de higiene precárias, devido à falta de água e sanitários. O problema, que se arrasta desde 2020, inquieta os vendedores.

“É culpa do Município, afinal as taxas que pagamos que efeito têm? Cobram o nosso dinheiro em vão, queremos água no mercado, essa é primeira exigência, não temos sanitários e acabamos nos esbarrando com os homem”, lamentou uma vendedeira.

Para garantir um mínimo de higiene, mais de 200 vendedores são forçados a levar água de casa em pequenos recipientes ou despender 10 meticais por dia na compra de 25 litros nas proximidades, mas, em muitos caso, a água não chega, principalmente aos que vendem produtos frescos que exigem higienização.

Já no bairro 11, ao longo da EN1, mais um contentor com lixo a transbordar e espalhado no chão. Sacos plásticos, caixas diversas e outros resíduos. A edilidade de Xai-Xai prometeu reagir ao assunto esta terça-feira

Já a edilidade de Chókwè reconhece que a demora na recolha do lixo terá provocado a situação. Sílvio Tivane revelou ainda que há camiões a trabalhar na remoção do lixo, um pouco por todo o Município.

As autoridades garantem que, até ao fim desta ou no princípio da próxima semana, todo o lixo que causa embaraço na zona comercial de chokwe será removido.

Moradores do quarteirão 18 do bairro Intaka no município da Matola, dizem viver dias difíceis por conta da poluição sonora provocada por estabelecimentos comerciais de venda de bebidas alcoólicas. Para além de enchentes, os referidos estabelecimentos comerciais propiciam prática de assaltos e prostituição. O conselho municipal da Matola pondera encerrar alguns Bottler Stores, associados à poluição sonora nos bairros, e com funcionamento desregrado.

O que se vive na zona da primeira rotunda, no bairro do Intaka, na circular de Maputo, é de preocupar. Os moradores do quarteirão 18 do bairro Intaka, no Município da Matola, reclamam da poluição sonora provocada por estabelecimentos comerciais de venda de bebidas alcoólicas.
Segundo contam os moradores, para além de enchentes, os referidos estabelecimentos comerciais propiciam a prática de assaltos e prostituição.
Por conta desta situação, este grupo de moradores decidiu há dois anos procurar ajuda que nunca mais chegou. O consumo de bebidas alcoólicas é o pano de fundo, o cenário mais grave é o envolvimento de menores no consumo de drogas e prostituição.
Vezes sem conta, os moradores afirmam ter recorrido ao diálogo com os respectivos donos dos estabelecimentos, inclusive envolvimento das estruturas municipais, mas sem sucesso.
O chefe de quarteirão 18 tem conhecimento da situação e diz ter encaminhado o caso à secretaria dos bairros e ao Comando Municipal da Matola.
O nosso jornal tentou ouvir o Município da Matola e os respectivos proprietários dos estabelecimentos comerciais, mas sem sucesso.

Município da Matola de olhos abertos contra infractores
O funcionamento desregrado de alguns estabelecimentos comerciais no município da Matola, está a tirar sono aos citadinos e o caso é de conhecimento do conselho municipal.
De acordo com o Presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Parruque, a Polícia Municipal está implacável neste sentido. “A Vereação da Cultura e Turismo está no terreno, por isso queremos, a partir daqui, apelar para que os gestores das casas de pastos, incluindo os proprietários, se preparem, porque o município vai intensificar a fiscalização para a imposição da norma, porque queremos uma cidade cultural, uma cidade turística sim, mas não queremos uma cidade sem ordem”, disse Parruque.
Sobre a reclamação dos munícipes do bairro Intaka em relação a poluição sonora e funcionamento de alguns Bottler Stores sem observância das normas estabelecidas, Júlio Parruque admite que pode ser obrigado a encerrar os locais caso a situação prevaleça.
“Nós aplicamos multas, nós responsabilizamos os infractores na dimensão do pecado, portanto, para cada caso, temos uma medida correspondente. Os casos de renitência e abuso de forma expressiva, nós não temos outra alternativa senão encerrar até que se conformem com a postura municipal, porque o direito à tranquilidade, o direito à área residencial, é um direito consagrado e sagrado. Então devemos respeitar isso”, realçou o presidente do Município da Matola.
Devido ao volume de reclamações que dão entrada na linha verde do município, a edilidade decidiu constituir uma brigada de fiscalização.

 

 

250 mulheres juntaram-se na noite de domingo no Município da Matola para uma gala de festejo do Dia da Mulher. O grupo que há três anos reúne-se em acções sociais junta mulheres de todas as classes sociais residentes no município da Matola, num ambiente de festa.
Sorriso espalhado, comunhão e festa, descreviam a harmonia e equilíbrio entre as “marinheiras de moz”.
Tânia Comé diz mesmo que é uma data muito importante “porque eleva aquilo que é a importância da mulher moçambicana na sociedade e não só”, destacando ainda que o 7 de Abril é dia de festa para as mulheres, “mas também dia de guerra e determinação”.
Tânia Comé diz acreditar que as mulheres mais velhas, que são a base da família, “podem contribuir muito para o desenvolvimento da Matola e do país”.
Ester Bucuana também destacou a importância da data para as mulheres, mesmo porque “sabemos que esta data foi estipulada por causa da nossa mãe, Josina, que foi uma mulher guerreira, batalhadora, lutadora, que tanto fez para que o nosso país também fosse independente”.
As marinheiras comemoram a independência feminina e o alcance da equidade do género com determinação que espalha-se até ao ambiente familiar.
É assim como destaca Alzira Cossa, que frisa o papel da mulher, “que tem de ser humilde, em primeiro lugar, e temer a Deus. porque a mulher é o espelho da sociedade moçambicana”.
As divas acompanham as dinâmicas do país por isso é que se colocam à disposição, até porque se dizem capazes de ajudar no desenvolvimento, tal como disse Áquila Serenatas, residente na Matola.
“Para começar, as mulheres têm o DNA de inteligência, elas são líderes natas. Então, eu acho que é necessário termos um espaço e oportunidade para mostrarmos as reais capacidades que nós temos”, disse.
O evento era só de mulheres, mas decidiram abrir espaço para receber um convidado especial, o presidente do Município da Matola.
Julio Parruque gostou do que ouviu e viu a cerca do movimento das Divas e acredita que elas podem ser úteis para a requalificação pós-manifestações.
“A celebração nesta noite, que antecede o dia 7 de Abril, Dia da Mulher Moçambicana, simboliza a retoma, o reerguer e o transpor daquele período difícil que cruzamos recentemente, de manifestações violentas, prolongadas, que comprometeram bastante a economia local e a economia nacional. Por isso, quando as mulheres se unem dessa forma, é sinal de que agora devemos olhar para a frente e, sobretudo, olhar para os aspectos que nos unem e contribuem para o desenvolvimento”, disse Parruque esperançado.
Das três edições até aqui realizadas, duas tiveram lugar no espaço folha verde e a abertura das portas, para Esperança Mangaze, proprietária do local, tem explicação. “Nós somos um grupo que abraçamos causas solidárias, agora temos mais projectos, vamos abraçar uma causa relacionada com a jovem que vai sofrer uma cirurgia, então é a nossa próxima acção e estamos atentos a qualquer tipo de situação que for acontecer, que as marinheiras juntam-se e ficam sensibilizadas e nós vamos abraçar essa causa”, destacou Esperança Mangaze.
Nesta terceira edição, a gala juntou 250 mulheres cujas acções não param por aqui. Na ocasião não faltaram momentos especiais, a entrega de flores e abraços tornou a comemoração em dia especial.

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