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O País – A verdade como notícia

O Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique registou mais de 500 mil fraudes e incidentes, nos serviços de telecomunicações, durante o ano passado. Os dados foram apresentados esta quarta-feira, durante o IV Workshop sobre segurança e resiliência nas comunicações. 

Entre as principais fraudes e incidentes de segurança, nas telecomunicações, registadas no ano passado, destacam-se mensagens fraudulentas sobre prêmios, ou transferências de dinheiro. 

Muitas destas tentativas de fraudes têm tido resultados satisfatórios, o que constituiu uma preocupação para o regulador das telecomunicações.

“Estamos habituados a receber todos os dias uma mensagem, agora ganhaste um dinheiro… tem aqui o link… Temos todos os dias recebido mensagens de transferência de dinheiro para este número. Há situações em que  uma fraude começa num operador A mas afecta o subscritor do operador B. Esta é uma clara situação de que os operadores devem coordenar”, disse Adilson Gomes, porta-voz do Instituto Nacional das Comunicações. 

Só no ano passado foram registados mais de 500 mil casos de fraude. 

Outra preocupação é a prevalência de dispositivos de telecomunicações piratas.

“Há trabalhos por serem feitos, muito associados à colaboração e a constante capacidade de reforço para o combate às fraudes. Todos os dias surgem novos tipos, então é preciso que haja uma velocidade na sofisticação para  responder a estas situacoes” .

Por considerar os dados alarmantes, o Instituto Nacional das Comunicações quer adoptar medidas para garantir que as infraestruturas de telecomunicações não sejam alvo de sabotagem e vandalização. 

“O Governo tem estado empenhado em implementar medidas e mecanismos que concorrem para o aprimoramento da segurança e resiliência das nossas comunicações, das quais se podem destacar as seguintes: a aprovação em Abril, do Regulamento do Roaming Nacional para assegurar maior disponibilidade de acesso às redes de comunicações… ”, disse a Presidente do Conselho de Administração do INCM, Maria Helena Maria Lopes. 

Os pronunciamentos foram feitos, esta quarta-feira, durante o IV Workshop sobre segurança e resiliência nas comunicações, onde foi apresentada uma equipa criada para responder a incidentes no sector. 

Em Tete, a Policia  deteve quatro indiviuos por posse ilegal de medicametos do Sistema Nacional de Saúde.  Os indiciados são motoristas  e  cobradores de transportes semi colectivos de passageiros, que foram detidos esta terça- feira, pelas autoridades, no posto de fiscalização do km 18. 

Os acusados transportavam, numa mini-bus, quantidades de medicamentos do Sistema Nacional de Saúde, de Tete para o distrito de Changara. Dois dos  indiciados alegam desconhecer os proprietários dos fármacos e  dizem ter recebido por intermédio de mototaxistas.

Entretanto, por outro lado, um  dos detidos, explica que os medicamentos apreendidos seriam entregues a dois comerciantes do distrito de Changara, cuja a identidade não quis revelar 

A polícia diz estar a trabalhar para neutralizar os fornecedores  e compradores dos fármacos. Esta é a segunda vez, neste ano, que as autoridades em Tete apreendem quantidades de fármacos do Sistema Nacional de Saúde. A primeira detenção ocorreu em Fevereiro, quando duas funcionárias da saúde afectas ao armazém provincial de medicamentos foram encontradas na posse de duas  caixas contendo analgésicos.

Esta terça-feira, em Maputo, a PRM confirmou a ocorrência e os estragos protagonizados pelos malfeitores, na Reserva do Niassa. 

“O Comando-Geral da Polícia, junto com as demais forças de segurança, tomaram conhecimento de um ataque protagonizado no passado dia 29 de Abril, por volta das 16h45, onde indivíduos se introduziram a uma coutada da Reserva Especial do Niassa, conhecida por L5S Mariri, na localidade de Mbamba, no posto administrativo de Gomba, no distrito de Mecula, província de Niassa. Desta invasão, incendiaram algumas viaturas e diversos bens naquele local”, disse Leonel Muchina,  porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique. 

Entretanto, ainda de acordo com o porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique, a situação começa a ser controlada pelas forças de segurança. “Após a tomada de conhecimento, as Forças de Defesa e Segurança, no seu todo, prontamente deslocaram-se ao local de facto, tendo-se de forma muito vigorosa imposto o destacamento permanente destas Forças de Defesa e Segurança, que é para garantir a segurança e a estabilidade naquele local”, garantiu.

Sobre a tentativa de rapto do cidadão de nacionalidade chinesa, filho de empresários detentores de um estabelecimento comercial na Matola, concretamente no bairro de Matlemele, ocorrido nesta segunda-feira, Leonel Muchina garantiu já haver pistas para o seu esclarecimento.

“Confirma-se, onde foi vítima um cidadão de nacionalidade chinesa, de 22 anos. Há todas as pistas conducentes ao esclarecimento. São factos que são constantes nos processos. Há pistas, há todas as acções enérgicas a serem desenvolvidas para efectivamente haver o esclarecimento. Infelizmente, houve um baleamento da mãe do cidadão de 22 anos, na perna, quando tentava prestar socorro à vítima. Entre outros objectos que são constantes nos processos, há testemunhas, há caracterização das viaturas e caracterização, também, dos protagonistas deste acto”, concluiu.

 

Está num nível crítico a liberdade de imprensa no país, considera o MISA – Moçambique. De acordo com a organização,  em 2024, foram registados 34 casos de transgressões, com destaque para o aumento de violações a jornalistas.

O ano de 2024 foi marcado por vários atropelos à liberdade de Imprensa, em parte devido ao processo eleitoral, considera o Misa-Moçambique. Na sua maioria, os casos foram registados na cidade de Maputo. Confisco de material de trabalho, uso abusivo da força, impedimento de cobertura de eventos públicos, são algumas das violações.  

“No ano passado registamos uma subida do número de casos, tendo em conta que em 2023 registamos 28, em 2024 foram 34 casos. Parte dos casos estão ligados às manifestações pós-eleitorais e envolvem a PRM e agentes do SISE. Um fenómeno que cresceu no ano passado foi o de confisco de material, sejam telemóveis, câmaras profissionais e depois arrancar a memória de modo a extrair o conteúdo. Em todas as situações houve tentativa de usar a força para exercer a censura”, disse Ernesto Nhanale, director executivo do Misa. 

Os dados constam do Relatório sobre o Estado da Liberdade de Imprensa e da Desinformação em Moçambique em 2024, publicado, esta terça-feira,  pelo MISA. 

Tais violações, segundo a organização, limitam o exercício da actividade jornalística. 

“O jornalista identifica-se aqui em Moçambique através do crachá emitido na sua instituição. A mesma é reconhecida e tem licença do estado moçambicano para praticar o jornalismo. Houve muitas artimanhas para limitar o trabalho do jornlsita”, explicou Nhanale. 

De acordo com o relatório, o estágio actual da liberdade de imprensa em Moçambique é crítico, devido às sucessivas ameaças ao exercício pleno da actividade.

“No facebook e whatsapp circulavam mensagens de ódio e de ataque contra jornalistas, vimos como as autoridades não estão preparadas, seja sob ponto de vista comportamental, técnico da própria polícia, que foi capaz de deitar fogo contra jornalistas”. 

Na publicação do relatório em Maputo, participaram jornalistas, que pedem acções urgentes para acabar com as violações à liberdade de imprensa.

Subiu de 30  para 35 mil pessoas  em risco de fome severa na sequência de inundações e estiagem no norte de Gaza. No distrito de Chigubo, 18 comunidades estão com celeiros vazios, situação agravada pela falta de sementes para relançar a produção. A informação foi avançada pelo administrador do distrito, Hermenegildo Infante.

Queda irregular de chuva compromete a produção agrícola e deixam mais de 18 comunidades sem comida no distrito de Chigubo, região norte de Gaza. 

 “E as culturas queimaram, não resultaram em nada. Leva a pensar que o problema de fome vai prevalecer. Nós tínhamos planificado a nível do distrito cerca de 10 mil hectares para culturas e lavramos 9 mil e perdemos grande parte desta área. Conseguimos, digamos, colher apenas em cerca de 2 mil hectares. E a nossa produção, que prevíamos 12 mil toneladas de produtos diversos, apenas conseguimos produzir 2.800 toneladas. Isso significa que temos e vamos ter problemas de fome.”

O administrador do distrito de Chigubo,Hermenegildo Infante diz que mais de 5  mil produtores enfrentam além da fome. São 18 comunidades a nível do nosso distrito. Estamos a distribuir alguma comida para estas populações. Mas devo dizer que o próximo mês termina e as culturas não estão maduras. Temos que nos preparar, temos que nos reinventar. Há falta de insumos agrários para relançar a produção, pôs perdas.

A falta de insumos agrários para relançar a produção após perdas é outro problema.

“O problema de semente é que nós, desde janeiro, começamos a lançar a semente da terra. Então, por causa da chuva, caía, lançava uma semente e imediatamente o solo abria. Então, aquela semente toda perdeu. Há populações que fizeram cinco vezes sementeira. Agora não tem semente. Então, estamos apenas, estamos recebendo desses nossos parceiros. Eu que estamos a distribuir pouco a pouco para ver se conseguimos minimizar este problema da fome no nosso distrito.Nós tínhamos programado para pôr a semente, precisávamos de 5 mil toneladas. Não conseguimos. Depois vimos que, por causa da escassez, conseguimos pelo menos, como a humidade está desaparecendo, se conseguimos 5 toneladas, poderia fazer face a essa situação. Mas nem isso conseguimos”.

 Para além de ter arrasado a produção, a estiagem  coloca em risco mais 5 mil cabeças de Gado no interior das comunidades.

“Não só teríamos boa cultura, como também poderíamos ter esperança de que nos próximos tempos o nosso gado teria água para o treinamento. Ora, da forma como a chuva caiu aqui no nosso distrito, as nossas baixas, as nossas lagoas, não conseguiram concentrar água. Então, esse é outro problema que nós estamos a prever nos próximos tempos. Porque o período chuvoso termina amanhã, hoje, literalmente, de que venha a cair alguma coisa, mas já não é muita coisa”.

Os distritos de Mapai, Chicualacuala, Massangena, Chigubo, Mabalane, Massingir,são os mais abalados pela seca extrema na província de Gaza

 

Nove profissionais de saúde afectos ao Centro de Saúde de Nhamaonha, na Cidade de Chimoio, foram vítimas de assaltos num espaço de apenas uma semana, situação que levou à suspensão dos serviços nocturnos naquela unidade sanitária. 

No Centro de Saúde de Nhamaonha, o ambiente de trabalho tornou-se inseguro, com relatos de agressões físicas e roubo de bens pessoais, tanto a profissionais como a pacientes.

Diante da insegurança, os profissionais dizem não haver condições para trabalhos nocturnos, por isso, todos serviços, desde a Maternidade, Banco de Socorros, Pediatria, entre outros deverão ser encerrados a partir das 15h e 30 minutos.

Reagindo ao assunto, a Polícia diz que reconhece a gravidade do problema, até porque já alocou um agente para guarnecer o centro de saúde e haverá reforço de segurança.

A insegurança no Centro de Saúde de Nhamaonha é agravada pela falta de iluminação no recinto e pela ausência de um portão no principal acesso à unidade, o que facilita a acção de malfeitores.

 

A Polícia da República de Moçambique diz que quem matou o empresário português na última sexta-feira foram o motorista e o segurança, a fim de roubar o dinheiro. Os indiciados são confessos e encontram-se sob custódia da polícia.

O Comando-Geral da PRM chamou a imprensa, nesta terça-feira, para apresentar o resultado das investigações à volta do assassinato de José Pedro da Silva, empresário português morto a tiro, na Machava, na última sexta-feira.

Leonel Muchina revelou que o assassinato do empresário português de 41 anos, ocorrido por volta das 13 horas do dia 2 de Maio, foi perpetrado pelo motorista e segurança, afim de roubar o dinheiro que Da Silva transportava.

O relatório das investigações foi apresentado por Leonel Muchina, porta-voz do Comando-Geral da PRM.

“Os resultado das investigações apontam que no interior da viatura não foram encontrados nenhuns estilhaços de vidro, facto que contraria a versão de que supostos meliantes quebraram o vidro da viatura na qual a vítima se transportava.  No local dos factos, foi encontrado um vidro quebrado, caído no chão, que se presume que a força impulsionada foi de dentro para fora. No interior da viatura, foi encontrado um invólucro de munição de arma de fogo do tipo pistola. No local dos factos, não foi encontrado nenhum invólucro de munição caído no chão, que segundo os acompanhantes da vítima, no caso o segurança e o motorista, na primeira versão que deram junto às autoridades, terá sido efectuado um disparo por uma arma de fogo tipo AK-47 por supostos meliantes que os bloquearam e transportavam-se em duas viaturas, sendo uma de marca BMW de cor preta e outra de marca Ford Ranger”, explicou.

Os indiciados são confessos e estão sob custódia da polícia, de acordo com o porta-voz.

“Das interrogações feitas até ao momento, o motorista confessou que o disparo foi efectuado  pelo segurança no interior da viatura e não houve nenhuma perseguição e nem atirador de fora. Após o disparo efectuado pelo segurança e o motorista, levaram a vítima até a um parque da empresa onde foram trocar de viatura e fazer a reposição da munição no carregador da arma do segurança.”

Ademais, Muchina afirma que houve mais declarações dos indiciados, que evidencia premeditação do crime.

“Pelas sete horas do dia do crime, foram buscar a vítima e fizeram a recolha do dinheiro nas sucursais da empresa Sotubos, localizada na Praça dos Combatentes e seguiam a outra sucursal no bairro da Machava, local onde executaram o crime com intenção de roubar o referido dinheiro”, declarou.

O Governo anunciou, esta terça-feira, os novos preços das portagens de todo o país, com destaque para o transporte público de passageiros e residentes das zonas próximas às portagens.

Na Estrada Circular de Maputo, a tarifa para o transporte semi-colectivo de passageiros reduz dos actuais 10,00Mt para 5,00MT; do transporte colectivo de passageiros (veículos da classe 2), reduz dos actuais 35MT para 25MT. Para os residentes das imediações das portagens, a tarifa de portagem reduz de 16 para 10 MT; Para os autocarros articulados, o preço das portagens reduz de 380,00 MT para 130,00 Mt.

Na Portagem de Maputo, a tarifa para transporte semi-colectivo de passageiros passa de 15,00MT para 5,00 MT; Para os veículos da classe 2 de transporte Colectivo de passageiros, a tarifa reduz dos actuais 51,00Mt para 17,00 MT; Para viaturas da classe 3 (autocarros articulados), reduz dos actuais 225,00 MT para 130,00 MT.

Na Ponte Maputo–Katembe e Estradas de Ligação, a tarifa para as viaturas da classe 1 na Portagem da KaTembe reduz de 125MT para 100MT; Para os residentes da Katembe, o preço da portagem reduz de 50 MT para 40MT; Para o transporte semi-colectivo, a tarifa reduz dos actuais 30 MT para 20MT; Para o transporte colectivo de passageiros (veículos da classe 2), a tarifa de portagem reduz dos actuais 60 MT para 40MT; 

Na portagem da N6, na estrada que liga Beira a Machipanda, a tarifa cobrada na Portagem de Nhamatanda passa dos actuais 120 MT para 100 MT; Para veículos da classe 1, na Portagem de Chimoio, a tarifa passa de 180 MT para 100MT.

Na Ponte Samora Machel, para transporte semi-colectivo, a tarifa baixa de 20,00 MT para 10 MT e para o transporte colectivo, reduz dos actuais 100, 00 MT para 60, 00 MT.

As novas tarifas entram em vigor no dia 15 de Maio de 2025.

 

Foi raptado o filho de um empresário chinês que se dedicava à venda de material de construção, no bairro de Mahlemele, no Município da Matola. Na ocasião, os raptores balearem na perna a mãe da vítima.

Os malfeitores dirigiram-se para o interior de um estaleiro ao longo da estrada circular de Maputo. Eram seis pessoas que, afinal, o objectivo era sequestrar e não comprar material de construção. 

A vítima é um jovem filho dos proprietários de um estabelecimento, cuja mãe foi baleada na perna quando tentava socorrer o filho.

A operação levou algum tempo segundo testemunhas.

O pai da vítima morreu baleado há alguns anos, no mesmo local, por malfeitores que pretendiam fazer assalto a mão armada. As autoridades policiais estiveram no local para investigar o sucedido.

 

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