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O País – A verdade como notícia

O Presidente da República diz que os navios de cabotagem marítima, inaugurados hoje, vão promover maior eficiência no transporte de mercadorias, reduzir os custos de questões logísticas e estimular o investimento de sectores estratégicos.

Falando durante cerimónia de lançamento de dois navios de cabotagem, no porto de Maputo, o Chefe do Estado  lembrou que a cabotagem vai trazer diversos avanços para a economia moçambicana.

“Os impactos económicos podem ser analisados sob diferentes perspectivas sendo eles: redução de custos,  aumento de competitividade logística nacional, desenvolvimento da indústria portuária e naval, geração de emprego e crescimento regional, atracção de investimento (…)  redução da dependência do transporte rodoviário, sustentabilidade a economia verde”, enumerou. 

Além disso, Daniel  Chapo falou da segurança e confiabilidade da cabotagem, pois “é o transporte de mercadorias e até de passageiros mais seguro”.  

Segundo o governante, a cabotagem marítima vai também colaborar para a redução do custo dos produtos, e explica: “Se o transporte por via rodoviária é mais caro,  o custo vai para o último consumidor da mercadoria, que é, sem dúvidas, o nosso povo”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de saudação em comemoração aos 47 anos do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), destacando a liderança firme e visionária da direcção do SNJ, que tem guiado a instituição ao longo das últimas décadas. O estadista ressaltou a importância histórica e contínua do sindicato como defensor da liberdade de imprensa e da dignidade da profissão jornalística no país.

Na sua mensagem, o Presidente Chapo destaca o importante papel do SNJ na defesa dos direitos dos jornalistas, na promoção da liberdade de imprensa e na dignificação da profissão. O Chefe de Estado sublinhou, ainda, a importância do Jornalismo como pilar fundamental da democracia, da coesão social e da promoção da cidadania, ressaltando os valores de coragem, compromisso e profissionalismo dos jornalistas, que continuam a sustentar a profissão.

“Sob o lema ‘SNJ, 47 anos celebrando a coragem, compromisso e profissionalismo dos jornalistas’, rendemos justa homenagem à bravura, à dedicação e ao sentido de missão dos nossos profissionais da comunicação social. São estes valores que continuam a sustentar o papel do jornalismo como um dos pilares fundamentais da democracia, da coesão social e da promoção da cidadania.”

O Presidente da República reafirmou o compromisso do Governo em trabalhar em estreita colaboração com o SNJ para promover um ambiente seguro, livre e profissional para o exercício da comunicação social no país.

“Neste percurso histórico, o SNJ tem sido um parceiro estratégico do Estado na defesa dos direitos dos jornalistas, na promoção da liberdade de imprensa e na dignificação da profissão.  Reafirmo, por isso, o compromisso do Governo de Moçambique em continuar a trabalhar em estreita colaboração com o Sindicato Nacional de Jornalistas, num espírito de diálogo, respeito mútuo e construção conjunta de um ambiente mais seguro, livre e profissional para o exercício da comunicação social no nosso país”.

O Chefe de Estado também reconheceu os desafios que a classe jornalística enfrenta e a responsabilidade colectiva de garantir condições para que o jornalismo continue a florescer com integridade, isenção e responsabilidade. Concluindo a sua mensagem, o Presidente Daniel Chapo dirigiu palavras de incentivo aos jornalistas moçambicanos, renovando os seus votos de perseverança, coragem e renovado profissionalismo. 

“Que o SNJ continue a ser farol de unidade, ética e desenvolvimento no seio da classe jornalística. Parabéns pelos 47 anos de conquistas e resiliência!”

Moçambique já possui laboratórios de saúde pública em todas as províncias, com o último sendo inaugurado em Gaza no final deste mês. O ministro da Saúde, Ussene Isse, destacou, durante a reunião anual da Associação Internacional dos Institutos Nacionais de Saúde Pública (IANPHI) em Maputo, o papel do Instituto Nacional de Saúde (INS) de Moçambique, que foi recentemente eleito como centro de excelência para a África pelo África CDC.

O ministro também abordou os desafios globais de saúde, incluindo mudanças climáticas, conflitos armados e o aumento de desigualdades, que agravam surtos e epidemias, especialmente em países de baixa renda. Ele defendeu reformas nas agendas globais de saúde para fortalecer os sistemas nacionais e promover a cooperação multilateral.

A reunião, com o tema “O papel dos institutos nacionais de saúde pública na promoção de sociedades saudáveis e resilientes”, foca na identificação de soluções científicas para melhorar a saúde pública, além de discutir doenças com potencial para futuras pandemias, como a gripe H5N1.

Há agravamento de preços dos produtos de primeira necessidade Xai-Xai, desde o passado mês de Fevereiro. O óleo, tomate e cebola, por exemplo, são os que tiveram maior subida. A Inspecção Nacional de Atividades Económicas em Gaza confirma a tendência e diz que a situação deriva dos protestos populares que culminaram com ruptura de stock.

“19 kg de cebola, que antes eram comprados por 400 Meticais, passaram para 550. A batata reno, que custava 350 meticais, agora está a ser vendida por 550 meticais, um aumento de 200 meticais. Os consumidores não têm grande motivo para alívio, visto que outros produtos essenciais, também, tornaram-se mais caros. O óleo alimentar, por exemplo, sofreu um aumento subindo de 600 para 750 meticais, enquanto o caldo da cozinha aumentou de 165 para 200 meticais, o tomate teve, igualmente, o seu preço agravado, com a caixa a disparar de 1000 para 2300 Meticais”, disse  David Macamo, vendedor do mercado grossista da cidade de Xai-Xai.

Melita Mubai, vendedeira de produtos frescos há mais de 10 anos, no mercado grossista de Xai-Xai  admite que a situação é preocupante, mas afirma que os lucros são insignificantes. “Compramos uma caixa de tomate por 2200 meticais e, após pagar transporte desde Chókwè, o nosso lucro é de apenas 50 ou 100 meticais. Sem contar com as taxas que pagamos ao Município,” lamenta. 

Amélia Macamo, outra vendedeira, alerta ainda que, se o cenário persistir, os preços podem subir ainda mais nos próximos dias, colocando a população em situação crítica.

Por sua vez, Afra Mula, utente do mercado, refere que os preços em vigor são sufocantes. “A cidade de Xai-Xai enfrenta, assim, uma realidade cada vez mais sombria, onde a combinação de escassez de produtos e aumento de preços está a conduzir a uma crise alimentar severa. Para comprar uma caixa de tomate, cebola, óleo é praticamente uma missão impossível a vida está muito cara” lamenta.

Entretanto, a chefe do mercado grossista, Alda Ngale, esclarece que de Janeiro até aqui os preços dos produtos básicos mantêm uma tendência crescente devido aos elevados custos de transporte, bem como  a influencia cambial nos preços dos produtos. E admitem que os vendedores estão a acumular muitos prejuízos.

Raimundo Chiconela, Chefe das operações, na Delegação provincial, da  inspeção Nacional de Atividades Económicas em Gaza confirma a subida de preços de produtos básicos à escala provincial.

“Regista-se uma tendência de subida do preço do tomate, dada as inundações que afetaram os campos de produção, notando-se uma variação média de 15 meticais acima do preço inicial.E nota-se também uma tendência de subida de farinha de trigo, dada que as moageiras agora estão sem matéria-prima para a produção de farinha de trigo, tendo-se agravado para um preço médio de 75 meticais contra 60 que eram praticados anteriormente. O óleo alimentar também registrou um ajuste acima de 100 meticais numa unidade de 5 litros. O que gravou mais o custo da vida é que há muitas unidades econômicas que acabaram fechando as portas, dada a insegurança. E também houve um momento em que havia mesmo ruptura de estoque no verdadeiro” concluiu.

Os mercados Grossista e Limpopo em Xai-Xai movimentavam, cada, três mil pessoas por dia, número que caiu para metade nos últimos três 

A Ordem dos Médicos de Moçambique vai criar uma comissão de inquérito para apurar o que fez com que um pano fosse deixado no interior do abdômen do paciente. O bastonário da agremiação avança, entretanto, que o mecanismo pode ter sido usado como única alternativa para estancar a hemorragia.

A Ordem dos Médicos é a entidade responsável pelo licenciamento do exercício de medicina em Moçambique e reagiu ao caso do pano deixado no abdómen de um paciente, através de um comunicado. 

Já em entrevista ao nosso jornal, o bastonário da agremiação disse tratar-se de um caso anormal ao qual pode ter recorrido em situação extrema.

O bastonário avança ainda que será criada uma comissão de inquérito para apurar o caso, mas para já, precisa do processo do paciente e do apoio da família.  

Mais estranho ainda para Gilberto Manhiça, é que o protocolo normal de todos os objectos que entram no campo operatório, são verificados no acto da entrada e saída, o que torna mais reduzidas as especulações sobre possível erro médico. 

Nas primeiras horas de terça-feira, um grupo composto por seis pessoas, munido de uma arma de fogo do tipo AK-47 e cinco catanas, aterrorizou automobilistas na EN1, incendiando sete viaturas ao longo da via, precisamente, no distrito de Marínguè, província de Sofala. 

Os atacantes roubaram vários bens de mais de 20 passageiros que seguiam numa viatura de transporte semi-colectivo de passageiros.

Na sequência deste acto, a Associação dos Transportadores de Passageiros e  Carga de Sofala decidiu paralisar as suas actividades a partir de Inchope para o norte do país, devido a questões de segurança.

“A mensagem que demos é que eles paralizassem as actividades até que haja segurança na via”, explicou o representante dos transportadores em Sofala.

Entretanto, o comandante provincial da Polícia em Sofala,  Ernesto Madungue, reiterou que não há razões para os transportadores e outros utentes da  EN1, no troço entre Inchope e Caia, terem receio de circular. A mensagem foi acatada e, os transportadores de Sofala, vão retomar as suas actividades. 

“De acordo com a informação do comandante provincial da PRM, vamos voltar a fluir normalmente”, disse um dos transportadores.

O comandante da Polícia, na sua primeira intervenção sobre o ataque, no mesmo dia, disse também que os autores do crime eram indivíduos com idades acima de 55 anos de idade.

Nesta quinta-feira, quando questionado se os autores  dos ataques podiam ser antigos guerrilheiros da Renamo, Ernesto Madungue foi bastante cauteloso. “Neste momento, posso dizer porque é prematuro. Tal como eu disse, os colegas estão a trabalhar.  Seria uma situação onde estaríamos a colocar a carroça em frente dos bois. Vamos deixar que os colegas trabalhem e, depois, possam se pronunciar exactamente de que grupo se trata.  Daí podemos, de facto,  afirmar com certeza e não especulações.”

O comandante da Polícia e o presidente da Associação dos Transportadores de Passageiros e Carga falavam à imprensa durante uma cerimónia de entrega de colectes reflectores e cones aos agentes da Polícia de Trânsito, uma acção anual que visa prevenir acidentes de viação.

O Presidente da República, Daniel Chapo, exonerou, através de Despacho  Presidencial, Joaquim Rivas Mangrasse do cargo de Chefe do  Estado-Maior-General das Forças Armadas de Defesa de  Moçambique (FADM). Em seu lugar foi nomeado Júlio dos Santos Jane.

Segundo o comunicado da presidência, a tomada de posse do novo Chefe do  Estado-Maior-General das Forças Armadas de Defesa de  Moçambique terá lugar na tarde de amanhã, no  Estado Maior-General. 

O jurista Paulino Cossa diz que é, no mínimo, estranho que não se tenha previsto responsabilização no contrato entre o Governo e a Fly Modern Ark, e que há espaço para investigar as circunstâncias em que se assinou o contrato.

O contrato assinado entre o Governo  e a Fly Modern Ark, para reavivar as Linhas Aéreas de Moçambique, não previu cláusulas de responsabilização em caso de danos, mas o jurista Paulino Cossa explica que caso o Governo se sinta lesado pelos resultados negativos, pode contestar legalmente. 

“Isso não impede que o Estado responsabilize a entidade caso tenha havido algum dano. A questão de reparação é legal, por mais que as partes não prevejam… Neste fundamento se se assumir que houve danos causados por esta entidade, nos termos gerais de direito, mas é preciso que a entidade lesada se assuma como tal”, explicou Paulino Cossa. 

Cossa defende que se deve esclarecer a razão de o Governo firmar contrato com uma empresa com histórico desconhecido e ainda assim não equacionar a possibilidade de ter danos. 

“Ter um contrato daquela dimensão sem cláusulas penais de responsabilização é no mínimo estranho e não é bom que tenhamos situações desta natureza. É preciso seguir à risca o que motivou esta celebração contratual  com uma entidade que não tinha referência e sem cláusula de penalização”. 

O jurista que falava no Noite Informativa, desta quarta-feira, defende que se deve rever os modelos de contratação feitos pelo Estado.

Um pedaço de pano com escritas referentes ao Hospital Militar de Maputo foi retirado do abdômen de um paciente, durante uma cirurgia. O Hospital Militar diz que reconhece a gravidade da situação e lamenta, pedindo, por isso, que a vítima ou seus familiares se aproximem ao hospital para ajudar no esclarecimento do caso.

São quatro minutos de um vídeo que retrata uma situação assustadora e chocante, que sugere tratar-se de um erro médico. O conteúdo viralizou nas redes sociais, gerou indignação e é matéria de debate.

Do abdômen de um paciente, uma equipa de cirurgiões puxa, de forma minuciosa, um objecto, nalgum momento até imprimem uma força e quando todo ele está fora, percebe-se que é um pano com escritas do Hospital Militar de Maputo – Sala de Operação.  

O episódio faz presumir que o pano tenha sido colocado durante uma cirurgia naquela unidade sanitária. Até aqui muito foi dito sobre o assunto, mas ainda não se sabe ao certo o que terá acontecido, se se trata de um erro médico ou de um procedimento realizado para estancar a hemorragia. 

Na noite desta quarta-feira o hospital reagiu através de um comunicado de imprensa que refere que o campo cirúrgico estava no corpo do paciente aparentemente desde 2021.   

“O Hospital Militar de Maputo (HMM) reconhece a gravidade do ocorrido e lamenta profundamente. Nesta senda, foi destacada uma comissão multissectorial para averiguar o sucedido e rogamos, gentilmente, que a vítima e seus familiares aproximem-se junto do hospital para fornecer informações relevantes sobre os factos”, lê-se no comunicado.   

O hospital assegura que o caso será investigado e haverá responsabilização, se apurar que houve negligência, como forma de garantir que casos semelhantes não voltem a acontecer. 

A Ordem dos Médicos de Moçambique tomou conhecimento do problema retratado no vídeo e, também, reagiu avançando que foi criada uma comissão de inquérito para esclarecer o sucedido.  

“Assim, apelamos a todos os cidadãos e instituições que tenham informações adicionais e específicas sobre este ou outros casos similares, que entrem em contacto com a Ordem dos Médicos de Moçambique para fornecer dados que ajudem a esclarecer o sucedido e ajudar a apoiar as eventuais vítimas”, lê-se no comunicado. 

Aparentemente, a operação para remoção do pano foi feita num hospital na África do Sul.

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