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O País – A verdade como notícia

O número de deslocados em Moçambique ultrapassou 718 mil no fim do ano passado, revelou o Centro de Monitorização de Deslocados Internos. Das vítimas, cerca de 240 mil foram por conflitos em Cabo Delgado.

Devido a conflitos e violência, mais de 38 milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar as suas residências, para ocupar outros locais dentro do seu país, na África Subsaariana,  no ano de 2024. Moçambique faz parte das estatísticas.

O valor global da região representa 47% do total de deslocados no mundo, revela um estudo divulgado esta segunda-feira pelo Centro de Monitorização de Deslocados Internos,  parte do Conselho Norueguês para os Refugiados.

De acordo com o relatório, em Cabo Delgado, 240 mil pessoas ficaram deslocadas no país durante o ano de 2024 por conflitos e violência e 585 mil por desastres naturais, entre elas, 536 mil devido ao ciclone Chido.

Por sua vez, Sudão e República Democrática do Congo foram os mais afectados, com 11,6 milhões e 6,2 milhões de deslocados, respectivamente, segundo a Organização Não Governamental citada pela RTP Notícias.

O Presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Silvano Manhique, realiza, esta manhã, uma visita de trabalho ao Mercado Grossista do Zimpeto e ao Terminal de Transportes Rodoviários do mesmo local.

Manhique vai inteirar-se do funcionamento do mercado, acompanhar de perto o processo de reorganização, bem como avaliar as condições operacionais e de mobilidade urbana no terminal rodoviário, segundo o comunicado enviado ao “O País”.

A edilidade vai ainda “manter contacto directo com os operadores, utentes e gestores locais, reforçando o compromisso da edilidade com uma governação participativa, transparente e voltada para soluções concretas”.

Um bébe de 5 meses esteve em risco de perder a vida devido à  falta de corrente eléctrica no Hospital Provincial de Xai-Xai. A situação, que teve a duração de seis horas, colocou dezenas de doentes em pânico neste domingo. 

A Direcção do hospital diz que o problema deveu-se à avaria do gerador central há dois meses e que ainda não há datas para a sua reposição. 

É à luz de lanternas de telemóveis que os profissionais de Saúde trabalharam das 5 horas até quase 11 horas, deste Domingo, na maior unidade hospitalar da província de Gaza. “Estamos a trabalhar mal desde a madrugada, não temos outra saída com esta situação de falta de energia”, confirmou um técnico de Saúde.

Por volta das 6 horas, uma mulher de 35 anos de idade deu entrada nos serviços de urgência do hospital provincial de Xai-Xai, e trazia aos braços o seu filho de apenas 5 meses, acometido por um quadro agravado de evaginação intestinal. “Entristece-me bastante. Regista aumento da temperatura corporal, dores de estômago e defeca sangue, peço solução, ou mesmo a reposição da energia para que possam intervir e salvar a vida do meu filho”, disse Cecília Balane.

A crise exigia uma intervenção cirúrgica urgente, mas devido à falta de corrente, não foi possível o que deixou os pais do menor em desespero. Mário Timane questionou a ausência de uma intervenção rápida por parte das autoridades do hospital para salvaguardar a vida do seu filho  face ao apagão que perdurou por seis horas. 

“O meu filho precisa de uma intervenção cirúrgica, entretanto, tem de ser transferido para Maputo devido à falta de energia”, lamentou.

O médico clínico, Manuel Inácio explicou que a menor teve “dois episódios de vômito e diarreia com sangue. Precisava de uma operação de urgência, mas que a nossa unidade sanitária, o nosso hospital, não poderia oferecer. Não tinha condição de ser operário. Por falta de corrente. E era corte geral”.

Com o hospital totalmente às escuras, o pânico tomou conta do ambiente e de todos doentes que procuravam por atendimento, de tanto aguardar, alguns cederam ao cansaço buscando conforto no chão frio. Imagens captadas mostram momentos em que os profissionais de Saúde tentavam controlar a situação.

“No dia de ontem, 12, 10 doentes ficaram a espera de atendimento. Por critério de urgência, os doentes não tinham. Poderiam esperar. Não tinha que ter urgência. A corrente elétrica apareceu por volta das 10h43, se a memória não me falha” acrescentou.

“Temos tido vários cortes, mas é uma sessão inevitável.Há dois meses, simplesmente, o nosso gerador não está a funcionar por conta desta TS. A situação é do conhecimento do Ministério de Saúde, a obra Construções, o Serviço Provincial de Saúde, e estamos aguardando mesmo a reposição. Porque este instalado já não pode funcionar”, disse a administradora do hospital.

Elisa Fuel diz que para já não há dinheiro para resolver o problema e garantir a funcionalidade hospitalar perante cortes de corrente eléctrica tal como sucedeu neste domingo.

Foi inaugurado, esta segunda-feira, na cidade de Chimoio, província de Manica, o novo Centro de Formação Profissional, uma infra-estrutura estratégica que visa capacitar jovens com competências técnicas e impulsionar o auto-emprego na região.

O centro, com capacidade para formar até 1.100 jovens por ano, dispõe de uma área administrativa, quatro salas de aula, oficinas de Electricidade Instaladora, Serralharia Civil e Soldadura, além de um pavilhão oficinal e residência para o diretor. Está ainda equipado com sistema de abastecimento de água e um grupo gerador, garantindo autonomia operacional.

Durante um comício popular em Chimoio, o Chefe de Estado destacou a formação técnica e profissional como resposta directa às preocupações da juventude no que diz respeito ao emprego. A nova infraestrutura representa um passo decisivo nos esforços do Governo para descentralizar o ensino técnico, adaptando-o às realidades locais e promovendo o crescimento económico inclusivo.

A estratégia passa por dotar os jovens de competências práticas nas áreas de carpintaria, electricidade, construção civil e serralharia, com o objetivo de facilitar o acesso ao mercado de trabalho e fomentar o empreendedorismo.

Foi ainda anunciado a criação de um novo Fundo de Desenvolvimento local, inspirado no antigo programa dos “7 Milhões”, que irá operar em todos os distritos da província de Manica. O fundo pretende mitigar as dificuldades de acesso a financiamento enfrentadas por jovens empreendedores.

A iniciativa sublinha também a importância da paz e da estabilidade como pilares fundamentais para o sucesso dos projectos de desenvolvimento e inclusão económica no país. O centro de Chimoio junta-se assim a um esforço nacional para oferecer oportunidades concretas de formação e melhorar as condições de vida da juventude moçambicana.

A empresa Hidroeléctrica de Cahora Bassa vai realizar no dia 21 de Maio corrente uma conferência Internacional alusiva aos seus 50 anos. A conferência vai abordar dentre vários temas a  gestão de barragens no contexto de mudanças climáticas.

O evento insere-se nas cerimônias de celebração dos 50 anos da Hidroeléctrica de Cahora Bassa que vão continuar até o fim do ano. O ponto mais alto das celebrações será o dia 23 de junho, data do aniversário da empresa, mas antes está marcada uma conferência Internacional para o dia 21 de Maio, que vai abordar, dentre várias temáticas, a gestão de barragens no contexto de mudanças climáticas.

O painel será composto por individualidades de grande incidência nas matérias, sendo que foram elencados aqui alguns tópicos, nomeadamente um primeiro painel que visa discutir o papel das centrais elétricas no desenvolvimento das economias da região, teremos um segundo painel que é o painel da gestão das hidroelétricas no contexto das mudanças climáticas geradoras de eventos extremos, agora aqui estamos a falar de cheias e secas e particularmente agora nós estamos a falar das secas, pretendemos neste painel discutir como é que as centrais hidroelétricas neste contexto das secas estão a gerir as suas barragens, como é que elas estão a se adaptar às mudanças climáticas.” Explicou Mariano Quinze,  Director de Comunicação da HCB.

Subordinado ao lema “HCB: Ontem, Hoje e o Futuro,Empresa Estruturante e Estratégica”, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa quer envolver entidades da região austral de África e não só na discussão e busca de soluções dos desafios actuais dos sector.

“Contamos que para além dessas empresas que participam neste painel, contamos aqui com um conjunto de convidados, nomeadamente empresas do setor energético nacional e regional que vão estar presentes, aquelas que fazem parte da SAPP, que é a Southern Africa Pool, que é o pool de energia da região, contamos também com académicos, políticos, opinion makers, entusiastas do setor energético nacional e regional. Pensamos que com esta conferência nós podemos estar a dar aqui o nosso contributo na massificação e na disseminação de informação sobre como é que essas empresas do setor energético operam na região” disse.

As actividades de celebração do jubileu HCB vão até o fim do ano e há várias atividades programadas. Com duração de dois dias, são esperadas mais de trezentos participantes e o evento terá lugar na cidade de Maputo.

Depois disso e como forma de continuidade das cerimónias de celebração dos 50 anos da companhia, estão marcadas actividades desportivas e desenvolvimento de projectos de responsabilidade social em todas as regiões do país.

Enfermeiros queixam-se de sobrecarga de trabalho, baixos salários e falta de equipamento nas unidades sanitárias.  Esta segunda-feira celebra-se o Dia Internacional do Enfermeiro e os profissionais pedem melhores condições de trabalho.  

Assim chegava, Levecha Cristina a este local, para mais um dia de trabalho, sem saber o que a esperava. 

A única certeza que carrega, todos os dias, depois de vestir a sua batina branca, é que vai ajudar a salvar a vida de várias pessoas, com diferentes enfermidades. 

Assim o faz há 13 anos, nesta sala do Banco de Socorros, do Centro de Saúde de Xipamanine, onde passa grande parte do dia, desde que se tornou enfermeira. 

“O enfermeiro é um herói sem asas, é aquele que cuida do seu próximo sem olhar para a idade, cor e raça. É aquele que dá a vida e traz a luz”, disse Levecha Cristina. 

Por dia recebe vários pacientes que procuram a cura e depois de diagnosticá-los deve orientar o encaminhamento. 

A missão de ajudar a salvar vidas é para si uma profissão desafiante. 

Tal como Levecha, são vários os enfermeiros que doam parte de si, em benefício do próximo. Que o diga Sarita Valgy, que assim o faz há mais de 30 anos. “Eu já salvei muitas vidas, já fiz muitos partos, já recebi muitos bebés, é uma profissão dignificante, fazemos por amor e não por dinheiro”.

Os desafios na enfermagem tornam-se mais preocupantes quando a missão de salvar vidas é condicionada pela falta de equipamentos, a sobrecarga de trabalho,  e outros problemas, de acordo com os profissionais.  “Vai continuar a ser difícil enquanto não conseguirmos alcançar o número suficiente de profissionais nas unidades sanitárias”.

Esta segunda-feira assiná-la o Dia Internacional do Enfermeiro e, na capital do país, a data foi reservada para reflectir sobre os desafios da classe. 

Apesar das preocupações, a direcção de saúde afirma que paralisar actividades, em reivindicação, não deve ser o caminho.

“Provavelmente existam outras formas de  ultrapassar os desafios que enfrentam sem paralisar as actividaes, porque assim deixamos de honrar com o nosso compromisso ”, disse Paloma Marupia.

Os enfermeiros pedem a melhoria das condições de trabalho, como forma de também expandir o acesso aos serviços de saúde. 

As estradas de Moçambique, que deveriam ser um símbolo de desenvolvimento e progresso, têm-se tornado palco de tragédias quase diárias. Em vez de representarem uma conexão entre sonhos e oportunidades, transformaram-se em locais onde vidas se perdem de forma abrupta. A sinistralidade rodoviária, com números assustadores, tem desafiado tanto as autoridades como a sociedade civil, exigindo uma resposta coletiva.

Nos primeiros três meses de 2025, o país registou 207 mortes por acidentes de viação, um aumento alarmante de 40% em relação ao mesmo período de 2024. O impacto destes números foi destacado na abertura da Semana Global de Segurança Rodoviária, realizada na província de Inhambane, uma das mais afetadas pela sinistralidade rodoviária. Este evento, promovido pelas Nações Unidas no âmbito da Década de Ação pela Segurança Rodoviária (2021-2030), procura mobilizar esforços para reduzir pela metade as mortes e os ferimentos graves nas estradas até 2030.

Durante a cerimónia, o diretor da Divisão de Segurança Rodoviária no INATRO, Alcidiio Macucule, explicou a escolha de Inhambane como sede do evento. “Esta província, atravessada pela Estrada Nacional Número 1, regista alguns dos índices mais elevados de acidentes de viação. Dentro da província, o distrito de Jangamo é o mais afetado, liderando os casos de sinistralidade”, afirmou Macucule, sublinhando a gravidade da situação.

Os números apresentados por Macucule não deixam dúvidas sobre a magnitude do problema. No primeiro trimestre de 2025, foram registados 149 acidentes de viação em todo o país, contra 137 no mesmo período do ano anterior, o que representa um aumento de 9%. Mais preocupante ainda é o aumento das consequências fatais: 207 mortes este ano, contra 148 em 2024. “Este crescimento de 40% nos óbitos não pode ser encarado como uma simples variação estatística. Representa vidas humanas perdidas, sonhos interrompidos e famílias devastadas”, alertou o responsável do INATRO.

Além disso, Macucule revelou que, durante este período, seis acidentes de grande impacto resultaram em 61 mortes nas províncias de Manica, Gaza e Maputo. “Felizmente, Inhambane não registou nenhum acidente desta magnitude, mas isso não deve ser motivo para complacência”, acrescentou, apelando à mobilização coletiva para reduzir a sinistralidade.

A Secretária de Estado na província de Inhambane, Bendita Lopes, também se pronunciou durante a cerimónia, descrevendo a sinistralidade rodoviária como um “flagelo público” que tem afetado severamente a província. Num discurso repleto de emoção, Lopes destacou o impacto social e económico dos acidentes. “Nos últimos anos, Inhambane tem registado números preocupantes de acidentes que ceifam vidas, deixam feridos graves e causam danos materiais avultados”, afirmou.

Segundo os dados apresentados por Lopes, entre janeiro e março deste ano, a província registou 21 acidentes de viação, que resultaram em 24 mortes, 26 feridos graves e 39 feridos ligeiros. “Estes números representam pessoas concretas, famílias que perderam entes queridos e cidadãos que viram as suas vidas transformadas para sempre”, lamentou a Secretária de Estado.

Para Lopes, a sinistralidade rodoviária não é apenas um problema de segurança pública, mas também uma questão económica. “Os acidentes impactam negativamente os serviços de saúde, desviam recursos públicos e afetam a produtividade das famílias e das empresas. É um ciclo vicioso que precisamos de quebrar”, afirmou. Lopes destacou ainda o lema deste ano, “Promover a Caminhada e o Ciclismo”, como um apelo à adoção de práticas mais sustentáveis e seguras.

Um dos maiores desafios apontados durante o evento foi a falta de fiscalização efetiva nas estradas. Tanto Macucule quanto Lopes apelaram à tolerância zero contra infratores, sublinhando a importância de reforçar a fiscalização e a educação cívica. “Precisamos de mapear as zonas críticas, identificar os tipos de veículos mais envolvidos e compreender as causas dos acidentes. Só assim poderemos implementar soluções eficazes”, disse Lopes.

Macucule reforçou que a prevenção deve ser uma responsabilidade partilhada. “Os condutores precisam de garantir que os seus veículos estão em boas condições e conduzir com prudência. Os peões, por sua vez, devem atravessar as estradas de forma segura. E o regulador de trânsito tem o dever de educar e sancionar os que violam as regras”, frisou.

Além disso, a infraestrutura rodoviária foi apontada como um fator crítico. Muitas estradas em Moçambique carecem de manutenção adequada, o que aumenta os riscos de acidentes. “O governo está comprometido em continuar a melhorar as condições das estradas e a reforçar os meios de fiscalização, mas isso exige recursos significativos”, reconheceu Lopes.

A questão dos custos emocionais e sociais também foi amplamente discutida. “Cada acidente não é apenas um evento isolado. É uma história interrompida, uma família destruída, um sonho desfeito”, afirmou Lopes, apelando à solidariedade e ao compromisso coletivo para combater o problema.

O evento encerrou com um apelo urgente à ação. A sinistralidade rodoviária não pode continuar a ser tratada como uma inevitabilidade. É preciso uma mudança de mentalidade e um compromisso conjunto para garantir que as estradas de Moçambique sejam seguras para todos.

“Promover a segurança rodoviária é promover o direito à vida, consagrado na Constituição da República de Moçambique”, concluiu Lopes. “Que este seja o ponto de partida para uma nova era de responsabilidade e segurança nas nossas estradas.”

Com iniciativas como a Semana Global de Segurança Rodoviária, espera-se que a sociedade moçambicana desperte para a urgência de mudar este cenário. Porque, no final, cada vida perdida nas estradas do país é uma perda irreparável para toda a nação.

Crimes violentos contra mulheres continuam preocupantes na província de Sofala, segundo a Polícia. Na madrugada da última sexta-feira, uma adolescente de 15 anos foi  barbaramente assassinada, depois de ter sido abusada sexualmente por malfeitores. A menor saía da casa de uma amiga, por volta das 20 horas. 

Esta é a primeira vez que uma mulher, menor de idade, é abusada sexualmente e depois assassinada por malfeitores na cidade da Beira. Todos os casos de feminicídio  reportados nos últimos quatro anos, em Sofala, acima de 200, as vítimas foram mulheres jovens, adultas e até da terceira idade. 

A menor que saiu da sua residência sem autorização dos pais, na noite da passada quinta-feira, veio a ser achada na manhã do dia seguinte, na berma de uma estrada,  próximo a sua residência, sem nenhuma roupa e com sinais claros de abuso sexual.

O crime  levou a Polícia em Sofala a mostrar-se mais uma vez preocupada. A PRM indicou que este tipo de crime tem  ocorrido nas comunidades e, por isso, voltou a reiterar a necessidade de envolvimento de todos no combate do feminicídio, que, só neste ano, já tirou a vida de nove mulheres na Beira, contra 18 do ano passado e 25 em 2023.

“O fenómeno é preocupante, mas mais do que preocupante para a Polícia, queríamos também  remeter que os académicos também se deviam interessar por este fenómeno para fazer o estudo, porque tem sido recorrente. Como eu disse, há um trabalho que temos feito, mas estamos a perceber que nos remete a encontrar outras estratégias para resolver casos do género. Queríamos, na verdade, apelar a nossa população para que seja mais vigilante, de forma a manter a Polícia informada sobre tudo o que acontece ao nível dos bairros e das zonas”,  disse Ernesto Madungue, Comandante da PRM em Sofala. 

Sobre o ataque armado ocorrido em princípios de Abril passado, no distrito de Maringue, protagonizado por seis homens munidos de uma arma de fogo e seis catanas, o comandante da PRM disse que o caso continua em investigação.

“Em relação à situação de Nhamapaza, é uma questão complexa que, na verdade, não queríamos aqui avançar com aquilo que é o trabalho que está a ser feito. Mas, as Forças de Defesa  e Segurança no seu todo, incluindo o SERNIC, estão engajadas para obter resultados, que, no seu devido momento, os órgãos de comunicação terão conhecimento”, avançou.  

Refira-se que, no ataque, os malfeitores incendiaram dois camiões e um deles transportava cinco viaturas ligeiras. Não houve nenhuma vítima humana. 

O comandante da Polícia falava no lançamento das celebrações de 50 anos da sua corporação ao nível de Sofala.

O Governo suspendeu as actividades de cinco empresas mineiras no distrito de Manica, na província do mesmo nome, devido à prática de graves crimes ambientais. As referidas empresas são acusadas de poluição de água na região, e de utilizar produtos químicos perigosos, que têm causado a morte de gado bovino e espécies aquáticas. 

Grande parte dos rios na província de Manica apresentam águas turvas. A situação é preocupante, uma vez que muitos dos rios afectados desaguam na Albufeira de Chicamba, uma das principais fontes de abastecimento de água potável para quase metade da população da província.

O Secretário de Estado de Minas, que visitou algumas empresas mineiras, não gostou do que viu e disse que as actividades dessas empresas têm sido conduzidas sem observância das normas ambientais.

“Saímos daqui com muita indignação, na medida em que a situações que não estávamos à espera, que fossem as empresas a promover. Como sabem, estamos numa situação de poluição dos rios, o que, de certa forma, é um crime ambiental com efeitos imediatos. Significa que tem um impacto ambiental, social e económico (…) Tomamos conhecimento que mesmo os níveis de turvação da água   estão a subir a cada dia, e entendemos que se a prática continuar podemos ter problemas. É importante depreender que o problema não é actividade mineira, mas a maneira como é feita”, disse Jorge Daúdo, Secretário de Estado de Minas  

Daúdo disse ainda não haver, neste momento, espaço para conversas, a não ser suspender as actividades das empresas que estão a atentar contra o ambiente.

“Como Governo, como recursos minerais, nós não podemos deixar isso de ânimo leve, e vamos tomar medidas. Logo a priori, acabamos de suspender, temporariamente,  cinco empresas mineradoras aqui em Manica, enquanto se preparam para ter condições de retomar a actividade”, explicou. 

Além da suspensão das actividades, as empresas vão enfrentar processos administrativos e legais, incluindo a aplicação de multas significativas e indemnizações pelos prejuízos causados às comunidades e ao meio ambiente.

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